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Tecnologia: EUA vão deixar de controlar sistema de endereços da internet

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Tarefa de gerenciar nomes e domínios ficará totalmente nas mãos de uma organização privada a partir de outubro. Poder de supervisão dos Estados Unidos, que criaram a rede de computadores, incomodava outros países.

Cabos de internet

O governo dos Estados Unidos vai abrir mão do controle que exerce sobre o sistema de nomes na internet, conhecido como DNS, deixando essa tarefa totalmente nas mãos de uma organização privada, a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann) a partir de 1º de outubro. A decisão foi comunicada pelo Departamento de Comércio dos EUA (DOC).[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A administração do DNS por meio de um contrato com o Departamento de Comércio. Porém, o governo dos EUA – que financiou em grande parte os primórdios da internet, originalmente um projeto militar – manteve seu poder de supervisão.

É tarefa da Icann, por exemplo, a criação dos domínios de topo, como “.com” e “.org”, e a operação dos chamados servidores-raiz, que ajudam os navegadores a traduzir nomes de domínio, como dw.com/brasil, em um endereço IP, o número que identifica de forma exclusiva cada computador da rede.

Com seu poder de supervisão, ao menos teoricamente os EUA poderiam bloquear o acesso a domínios de topo, como “.cn” para a China ou “.ru” para a Rússia.

Apesar de, na prática, o papel desempenhado pelos EUA ter sido mínimo, muitos governos estrangeiros alegavam que a rede mundial de computadores nunca seria realmente internacional se o poder de supervisão dos EUA fosse mantido.

Houve uma tentativa de transferir a responsabilidade da Icann para um órgão intergovernamental, como a União Internacional de Telecomunicações, da ONU.

Mas empresas e as sociedades civil e acadêmica foram contra, temendo que o envolvimento da ONU pudesse ameaçar a liberdade que caracteriza a internet.

A intenção do governo dos EUA é que o gerenciamento do DNS se dê dentro de um modelo multissetorial, o que evita que um órgão governamental exerça sozinho o controle sobre a rede mundial.

Apesar de empresas como Facebook, Google e Microsoft apoiarem a decisão do governo americano, alguns políticos do Partido Republicano se opõem ao fim da supervisão dos EUA.

O senador Ted Cruz, por exemplo, afirma que o poder de outros governos vai aumentar significativamente e que, sem a última palavra dos Estados Unidos, a internet ficará menos livre.

LPF/ap/afp/ots

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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