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TI-Senhas e Códigos

Barulho do teclado decifra senhas e códigos. O teclado é a mais nova ameaça de segurança dos usuários de computador. Cientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, descobriram que a gravação do som do keyboard pode revelar senhas e até textos confidenciais.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”] Eles fizeram uma pesquisa que revela que em apenas 10 minutos de gravação de áudio do teclado é possível recuperar 96% das informações digitadas. A interpretação é feita por um algoritmo que decifra o som de cada caracter. Doug Tygar, professor de Ciência da Computação da Universidade de Berkeley, que conduziu o estudo, afirma que a acústica dos teclados tende a ser a mais nova arma dos espiões virtuais para roubar dados dos usuários. Os especialistas interpretaram textos pelo som acompanhando quantas palavras os usuários digitam por minuto, os intervalos e também fazendo associações com letras próxima uma da outra. Com base nas estatísticas, eles conseguiram até identificar em que momentos o usuário apertou a tecla Caps Lock para digitar letras maiúsculas, decifrando códigos e senhas. Para fazer o experimento, os cientistas trabalharam com vários tipos de teclados e também estudaram os cliques do mouse. O estudo completo sobre a nova ameaça será apresentado em novembro durante uma conferência sobre segurança, que será realizada na Virginia, nos Estados Unidos.

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Tecnologia: a morte do teclado

A morte do teclado Por Renato Cruz John Anderson, personagem de Tom Cruise em Minority Report, interagia com uma tela gigante com o movimento das mãos, para manipular informações, fotos e vídeos e descobrir criminosos em potencial. Em 2002, quando o longa-metragem foi lançado, essa interface computacional parecia muito futurista. Hoje, comparada com equipamentos que já estão no mercado, chega a ser engraçado que ele tenha de usar luvas especiais para interagir com o computador. Nos últimos anos, a interação homem-máquina avançou aos saltos e, nesse cenário, os equipamentos eletrônicos começam a dar adeus ao mouse e ao teclado. Lançado em 2007 pela Apple, o iPhone habituou as pessoas às telas multi-toque, fazendo com que esse tipo de interface fosse adotada até por lousas eletrônicas, fabricadas pela canadense Smart Technologies. Os comandos de voz são cada vez mais comuns nos celulares inteligentes, como o BlackBerry e os aparelhos com o software Android, do Google, ou o Windows Phone 7, da Microsoft.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita] O videogame Wii, da Nintendo, trouxe ao mercado um novo conceito de interação com jogos eletrônicos, baseado em sensores de movimento, enquanto o Kinect, da Microsoft, que chegou ao mercado este ano, dispensou o uso de controles, lendo o movimento do corpo dos jogadores. “O teclado e o mouse têm uma dominação de 20 anos, e não vão sumir tão cedo”, disse Marcelo Zuffo, do Laboratório de Sistemas Integráveis da Universidade de São Paulo. “Quem foi insuperável, no entanto, foi o Wii”, afirmou Zuffo. “O controle do Wii dá retorno visual, sonoro e tátil, sendo mais completo do ponto de vista multimodal.” O controle do Wii tem vibração e, na visão do professor, o Kinect é menos completo, pois a dimensão tátil se perde. Esses sistemas que estão substituindo o teclado e o mouse são chamados de interface natural do usuário. “As tecnologias usadas no Kinect podem ter outras aplicações”, disse Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor-geral de consumo e serviços online da Microsoft. “Como diz Alex Kipman, o criador do Kinect, a tecnologia desaparece, você não percebe mais que ela está lá.” Segundo Oliveira, 20% das pesquisas feitas no Bing (buscador da Microsoft) pelo celular são feitas a partir de comandos de voz. E, assim, a interface gráfica do usuário (que usa mouse e teclado) vai saindo de cena. Leia no Estadão->>Eletrônicos começam a dar adeus às teclas

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