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Fernando Pessoa – Versos na tarde – 20/08/2017

Prefiro rosas, meu amor, à pátria Fernando Pessoa/Ricardo Reis Prefiro rosas, meu amor, à pátria, E antes magnólias amo Que a glória e a virtude. Logo que a vida me não canse, deixo Que a vida por mim passe Logo que eu fique o mesmo. Que importa àquele a quem já nada importa Que um perca e outro vença, Se a aurora raia sempre, Se cada ano com a Primavera As folhas aparecem E com o Outono cessam? E o resto, as outras coisas que os humanos Acrescentam à vida, Que me aumentam na alma? Nada, salvo o desejo de indiferença E a confiança mole Na hora fugitiva. Fernando Pessoa *Lisboa,Portugal – 13,Junho 1888 +Lisboa,Portugal – 30,Novembro 1935 [ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]  

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Fernando Pessoa – Versos na tarde – 23/01/2016

Desertos Fernando Pessoa¹ Grandes são os desertos, e tudo é deserto. Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo. Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes – Desertas porque não passa por elas, senão elas mesmas, Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu. Grandes são os desertos, minha alma! Grandes são os desertos! (…) ¹Fernando Antonio Nogueira Pessoa * Lisboa, Portugal – 13 de Junho de 1888 d.C + Lisboa, Portugal – 30 de Novembro de 1935 d.C >> Biografia de Fernando Pessoa [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

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Economia: Na crise em Portugal até cachorro paga o pato

Na crise, até os animais pagam o pato O tufão que arrasta a economia de Portugal para o buraco deixa vítimas por onde passa. Mergulhado numa profunda crise, semelhante a que o Brasil viveu no final da década de 1980 no governo de José Sarney, os portugueses vivem momentos de incerteza e de angústia. A crise é tão sufocante que já chegou ao mundo dos animais: cães e gatos são deixados em clínicas veterinárias ou nas ruas por seu donos afetados pelo desemprego. Imóveis são devolvidos aos bancos, os salários estão congelados, o desemprego é o maior das últimas décadas e até as farmácias estão fechando por falta de dinheiro para repor estoques. O Diário de Notícias, um dos mais influentes jornais de Portugal, noticiou na primeira página que “604 farmácias, das 2900 existentes no país” fecharam as portas. Só nesses primeiros seis meses 150 delas foram à falência, o que está afetando pacientes que convivem com remédios regularmente. A crise econômica está estampada no semblante fechado e amargurado de cada português. O inverno rigoroso anunciado também vai afetar a vida da população, já que o governo anuncio aumento nas tarifas de energia. O consumo de combustível caiu 12% e o consumo em geral 23%. Os shoppings vazios e lojas fechadas na zona mais nobre do país, Cascais, são sintomas do dinheiro curto no bolso da população que sofre com o desemprego.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita] Os atrativos e simpáticos bares nas calçada do Centro de Lisboa são proibitivos para os moradores, que começam a migrar para países vizinhos ou atravessar o Atlântico em direção ao Brasil, destino também dos brasileiros afetados pela crise. O dinheiro circula mais à vontade no setor turístico, a única luz no final do túnel que ainda se mantém acesa reaquecendo a economia. Os hotéis de Lisboa, por exemplo, estão quase todos lotados nessa época do ano, onde o sol generoso e as belezas naturais deixam as cidades litorâneas do país parecidas com as do Brasil. O governo tem procurado saídas para cumprir as exigências da União Europeia que pede austeridade no comando da economia para injetar mais dinheiro no país, a exemplo do que fez na Grécia. Assim é que o governo está anunciando medidas que vão desagradar fortemente a classe média mais endinheirada: taxar as fortunas dos ricos, o que pode provocar uma fuga de capital. O assunto será discutido no Conselho de Ministros, mas não existe consenso em torno da proposta porque a sugestão é do PS, partido que este ano deixou o poder. Portugal já tem uma das cargas fiscais mais pesadas da Europa. Castigar os mais ricos para ajudar o mais pobre, tentando convencê-los de que os mais ricos devem pagar a conta, pode levar o país a uma crise política de consequências imprevisíveis, segundo parlamentares de oposição e os economistas de plantão. Por Jorge Oliveira, de Portugal

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