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Elizabeth Bishop – Poesia – 15/04/24

Boa noite. A arte de Perder Elizabeth Bishop A arte de perder não é nenhum mistério; Tantas coisas contêm em si o acidente De perdê-las, que perder não é nada sério. Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero, a chave perdida, a hora gasta bestamente. A arte de perder não é nenhum mistério. Depois perca mais rápido, com mais critério: Lugares, nomes, a escala subseqüente da viagem não feita. Nada disso é sério. Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero Lembrar a perda de três casas excelentes. A arte de perder não é nenhum mistério. Perdi duas cidades lindas. E um império que era meu, dois rios, e mais um continente. Tenho saudade deles. Mas não é nada sério. – Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada. Pois é evidente que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério.

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Elizabeth Bishop – Poesia – 02/11/23

Boa noite O banho de xampu Elizabeth Bishop ¹ Os liquens – silenciosas explosões nas pedras – crescem e engordam, concêntricas, cinzentas concussões. Têm um encontro marcado com os halos ao redor da lua, embora até o momento nada tenha mudado. E como o céu há de nos dar guardia enquanto isso não se der, você há de convir, amiga, que se precipitou; e eis no que dá. Porque o Tempo é, mais que tudo, contemporizador. No teu cabelo negro brilham estrelas cadentes, arredias. Para onde irão elas tão cedo, resolutas? – Vem, deixa eu lavá-lo, aqui nesta bacia amassada e brilhante como a lua. Tradução de Paulo Henriques Britto ¹ Elizabeth Bishop * Massachusetts, Usa – 8 de Fevereiro de 1911 d.C + Massachusetts, Usa – 6 de Outubro de 1979 d.C

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Elizabeth Bishop – Versos na tarde – 11/10/2014

Poema Elizabeth Bishop ¹ Perca algo todos os dias. Aceite a perturbação De perder as chaves da porta, A hora mal usada. A arte de perder Não é difícil de dominar ¹ Elizabeth Bishop * Massachusetts, Usa – 8 de Fevereiro de 1911 d.C + Massachusetts, Usa – 6 de Outubro de 1979 d.C [ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

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Elizabeth Bishop – Versos na tarde – 21/03/2014

Poema Elizabeth Bishop ¹ Perca algo todos os dias. Aceite a perturbação De perder as chaves da porta, A hora mal usada. A arte de perder Não é difícil de dominar ¹ Elizabeth Bishop * Massachusetts, Usa – 8 de Fevereiro de 1911 d.C + Massachusetts, Usa – 6 de Outubro de 1979 d.C [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

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Elizabeth Bishop – Versos na tarde

Uma arte Elizabeth Bishop ¹ A arte de perder não tarda aprender; tantas coisas parecem feitas com o molde da perda que o perdê-las não traz desastre. Perca algo a cada dia. Aceita o susto de perder chaves, e a hora passada embalde. A arte de perder não tarda aprender. Pratica perder mais rápido mil coisas mais: lugares, nomes, onde pensaste de férias ir. Nenhuma perda trará desastre. Perdi o relógio de minha mãe. A última, ou a penúltima, de minhas casas queridas foi-se. Não tarda aprender, a arte de perder. Perdi duas cidades, eram deliciosas. E, pior, alguns reinos que tive, dois rios, um continente. Sinto sua falta, nenhum desastre. – Mesmo perder-te a ti (a voz que ria, um ente amado), mentir não posso. É evidente: a arte de perder muito não tarda aprender, embora a perda – escreva tudo! – lembre desastre. Tradução de Horácio Costa ¹ Elizabeth Bishop * Massachusetts, Usa – 8 de Fevereiro de 1911 d.C + Massachusetts, Usa – 6 de Outubro de 1979 d.C [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

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