Opinião – Forças Armadas e segurança nacional.

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É inconcebível, que os brasileiros, estejamos assistindo passivamente o desmonte, cientificamente executado, das forças armadas brasileiras. Iniciado no governo do sociólogo da entregação ─ aquele do “esqueçam o que escrevi ─ o cirúrgico procedimento continua, agora, sob as bênçãos coniventes e continuistas do apedeuta do planalto.

O “cumpanheiro”, ao transformar as verbas destinadas às forças armadas em migalhas, não entende que um país complexo como o Brasil, com dimensões continentais e senhor de reservas estratégicas, que vão da exuberante e exclusiva biodiversidade, às reservas monumentais de minerais estratégicos ─ alguns só existentes no Brasil e sem os quais o mundo tecnológico haveria de parar, como o nióbio¹ ─ não pode abdicar de forças armadas modernas e equipadas, adestradas e remuneradas, prontas para enfrentar os desafios que as grandes potências nos apresentarão. Em breve! Quem viver verá!

Alguns estudiosos das questões estratégicas no século XXI, já alertam que a Marinha Brasileira, à míngua como se encontra, estará extinta em 2025.

Recentemente em pronunciamento na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, o Brigadeiro Junite Saito, comandante da aeronáutica, informou que metade da frota dos aviões da Força Aérea Brasileira, se encontra no solo por falta de verbas para manutenção.

O Exército Brasileiro além de absoluta falta de condições de reaparelhamento e adequação às novas tecnologias, é obrigado por falta de verbas, a reduzir contingentes, diminuindo drasticamente a incorporação de recrutas.

O jornalista Carlos Chagas em artigo recente deixa no ar algumas interrogações:
“… De onde veio a determinação de se retirar da Aeronáutica o controle do tráfego aéreo? Ou, da Marinha, a garantia da navegação de cabotagem ou a preservação de pesquisas nucleares? Do Exército, solaparam a guarda da Amazônia, transferindo-a ao Ibama”.

Enquanto isso, no mundo dos inconseqüentes anestesiados pela mídia comprometida ─ ou não comprometida? ─ a turba só tem interesse pelas peraltices renanianas, pelo próximo “almocreve da estupidez gramatical bigbrodiana” ou por quem matou Odete, a Roitman.

¹O nióbio é um elemento químico, de símbolo Nb. O nome deriva da deusa grega Níobe, filha de Tântalo — que por sua vez deu nome a outro elemento da família 5B, o tântalo.
Foi descoberto em 1801 pelo inglês Charles Hatchett.
O nióbio apresenta numerosas aplicações.

  1. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos. Estas ligas devido a resistência são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias.
  2. Usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de neutrons termais.
  3. Usado em soldas elétricas.
  4. Devido a sua coloração é utilizado, geralmente na forma de liga metálica, para a produção de jóias como, por exemplo, os piercings.
  5. Quantidades apreciáveis de níóbio são utilizados em superligas para fabricação de componentes de motores de jatos , subconjuntos de foguetes , ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências a combustão.
  6. Pesquisas avançadas com este metal foram utilizados no programa Gemini.
  7. Além disso, é um dos três elementos supercondutores que são do tipo II ( os outros são o vanádio e o tecnécio ), significando que continuam sendo supercondutores quando submetidos a elevados campos magnéticos.

O nióbio está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em capacitores. O nióbio se converte num supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas. Na pressão atmosférica, tem a mais alta temperatura crítica entre os elementos supercondutores.

José Mesquita

José Mesquita

Nasceu em Fortaleza,Ce. Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em Administração, Ciências da Computação e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. É consultor em Direito Digital. Participou de mais de 250 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Design Gráfico, já criou mais de 35 marcas, logotipos, logomarcas, e de livrosa de arte para empresas no Brasil e Exterior Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. Foi diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo da Ecola de Aviação Civil do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association - NAPP, Usa. É membro da Academia Fortalezense de Letras e Membro Honorário da Academia Cearense de Letras. Autor de três livros de poesias - e outros quatro ainda inéditos; uma peça de teatro; contos e artigos diversos para jornais; apresentações e prefácios de publicações institucionais; catálogos e textos publicitários. Ministra cursos gratuítos de Arte e de Computação Básica para crianças e adolescentes em centros comunitários de comunidades carentes na periferia das cidades.

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José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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