Mensalão e as “peninhas”


Corrupção,Justiça,Mensalão,Blog do MesquitaA verdade que está posta: ao contrário do que muitos imaginam o mensalão não ensinou nada à sociedade brasileira, principalmente a que está no topo da pirâmide, notadamente os que lá chegam em complexos voos de helipópteros, ops! Ato falho, helicópteros, e outras asas não muito recomendáveis.

O mensalão tem ensinado de forma didaticamente perversa muito bem quem são os privilegiados “desses podres poderes”.

Essa geleia de amoralidades cozinhada na sarjeta, e mantida artificialmente sólida pelo cimento da corrupção, concretada na conivência e da omissão dos que se curvam ante a perspectiva de colher migalhas dos conchavos, e lamber as beiradas do prato de sopa no qual é servido o caldo do nepotismo.

Os chefões desse mensalão – sim desse, pois, essa indecência vinda desde a primeira república continua e continuará. Ou algum ingênuo pensa que o balcão de negociatas eleitorais foi exterminado pelo STF? – saíram no lucro com “peninhas” encorajadoras para mostrar que o crime compensa.

Já a ralé da corrupção, Marcos Valério, por exemplo, levou no lombo uma pena de 40 e poucos anos. Não esquecer que Valério foi descoberto pelo Eduardo Azeredo – ainda impune e com o processo mensaleiro do PSDB a caminho da prescrição – seu primeiro usuário no “delubiano” uso dos “recursos não contabilizados”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Por muito menos disso, corruptos e corruptores – esses, os corruptores, penso ser entidades etéreas, pois nunca são vistos, e punidos – em países que não têm a política na sarjeta arcam com penas centenárias, na realidade prisões perpétuas. No mínimo.
Enquanto segue o Baile da Ilha Fiscal, Dirceu e Cia. usufruem do suave sistema punitivo de um recreio continuado apelidado de regime semiaberto.


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A pantomima do “julgamento do mensalão” passou longe de uma correção de rota, e evidencia o cínico “é preciso que tudo mude para que tudo continue com está”.
Segue o desfile no sanatório geral – Dr. Simão Bacamarte hoje teria muito trabalho – onde a “zelite” sorve o champanhe da sonegação fiscal, e/ou caviar servido pelas engrenagens beneméritas da elisão fiscal. Um helicóptero sem plano de voo e um trem que não sai do túnel.

A nossa “justiça” é a injustiça nossa de cada dia. Contra os pobres.

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