Eleições 2012, Platão, candidatos, e as promessas do paraíso na terra.

Assisti agora pela manhã reportagem sobre as diversas convenções partidárias nos municípios do Ceará.

Alvíssaras! Estamos salvos! Os pretendentes à ex-celências – a exemplo das já ficcionais publicidades oficias que nos bombardeiam, e esbanjam nossos impostos com delícias existenciais que nem a mítica Shangrilá possui – , também nos acenam, os candidatos, à pantomima de outubro, com o paraíso na taba dos Alencares.

De educação em padrões Suíços, a hospitais para humilhar Suecos, tudo será possível.

Penso em convencer meus filhos a abandonar a “paleolítica” vida na Europa, e voltarem a habitar sob os coqueirais que um dia sombrearam o romance entre Ceci e Peri.

Continuo afirmando que não há diferença entre partidos e candidatos. É uma grande, enorme, descomunal pantomima.

A elite informada, e a mídia, que oscila entre o parcial e o venal – saliento aqui, contudo, que não existe lei em nosso ordenamento jurídico que obrigue a nenhum orgão de imprensa ser imparcial – sabem disso.

Assim mantêm essa alternância entre os mesmos, locupletam-se nas concorrências, e esbravejam indignação nos consvescotes sociais.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Quando o PT largar o osso, em quem irão colocar a culpa. Ou pensam que acabarão os Arrudas, Demóstenes e os Eduardo Azeredos, esse o criador do mensalão mineiro, apeado da presidência do PSDB por primeiro usuário do Marcos Valério?

Pelo que eu saiba, o bom Samaritano ficou na poeira bíblica. Não os há mais. Àquela época não havia clonagem. E Irmã Dulce, Madre Tereza e/ou Frei Damião, jamais se dariam ao emporcalhamento.

Mas estou aí para a política. É da minha natureza enfrentar moinhos, e não, aproveitá-los somente a brisa. Com podem ler constantemente em meus ‘posts’ nos blogs e em redes sociais, “resistir é preciso”. O PT, é apenas a cambada da hora, é o espelho do momento, mas somente há 10 anos. Eu caminho entre farsas, ancestralmente, desde o Baile da Ilha Fiscal patrocinado pela família imperial(sic) brasileira à época.

De Rousseau, com seu farsesco ‘Contrato Social’, a Lula, esse, invenção Maquiavélica – aqui o grande filósofo entre somente com adjetivação pejorativa – do Golbery, são todos mentirosos, despidos de compromissos com o povo, e imbuídos tão somente em realizarem seus próprios interesses, e retribuírem os financiamentos recebidos para suas eleições.

Lamento pelos que, não faço juízo de valor dos motivos que os impulsionam, pensam, ou melhor acreditam, defendem e propagam, que existe somente a dicotomia entre o claro e o escuro.

Todos, de Platão, com sua monumental, e literalmente, platônica defesa do homem cordial, a Marx, autor da surrealista ficção da possibilidade da existência de um coletivismo produtivo; de Adam Smith – esse parece não ter lido “O Mercador de Veneza” de Shakespeare, caso contrário sua obra “A História da Riqueza das Nações”seria mais realista e menos pragmática – , à “Mademoiselle Lagarde” são falaciosos, para ficar em um adjetivo mais ameno.

Bode Ioiô é a opção menos cínica.¹


1 Bode Ioiô foi um famoso bode que viveu na cidade de Fortaleza do início do século XX, mormente na década de 1920. Figura folclórica da cultura popular cearense, Ioiô costumava perambular pelas ruas centrais da cidade, na companhia de boêmios e escritores que freqüentavam os bares e cafés ao redor da Praça do Ferreira, antigo centro cultural da capital, e que lhe davam cachaça para beber. Segundo conta a história popular, recebeu o nome de “Ioiô” por percorrer sempre o mesmo trajeto, definido entre a Praça do Ferreira e a Praia de Iracema.

Trazido a Fortaleza em 1915 por retirantes sertanejos, foi adquirido e mantido por José de Magalhães Porto, representante do industrial Delmiro Gouveia, correspondente no nordeste da empresa britânica Rossbach Brazil Company, localizada na Praia de Iracema, da qual tornou-se uma espécie de mascote. Ioiô virou tema de documentários, histórias de cordel e livros infantis. É citado em obras de memorialistas cearenses como o poeta Otacílio de Azevedo e o historiador Raimundo Girão.[2] Recentemente foi eleito pelas crianças da capital cearense como o mascote de Fortaleza.

Ioiô foi imortalizado ao ser empalhado e doado ao acervo do Museu do Ceará, logo após sua morte, em 1931. Em 1996, teve o seu rabo roubado.
fonte: Wikipedia

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e designer gráfico e digital.

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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