• mqt_for@hotmail.com
  • Brasil

Eike Batista e a mídia

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Mentiroso Blog do MesquitaAnúncios Ardilosos

Reportagem do O Estado de S. Paulo de domingo (7/7), assinada por Irany Tereza e Mariana Durão, prestou bom serviço aos mostrar que “Bolha da OGX foi inflada por 55 anúncios de descobertas de petróleo”.

Levantamento feito pelo jornal constatou que a petroleira de Eike Batista fez 105 comunicados ao mercado em dois anos e meio, grande parte deles anunciando descobertas em um mesmo poço; CVM vai investigar ‘conjunto da obra’ e o efeito no preço das ações’.”

De outubro de 2009 a maio de 2012, contabilizaram as repórteres, “a OGX protagonizou (…) 55 anúncios de descoberta de petróleo ou declarações de comercialidade (jargão que indica, no setor de petróleo, que uma área pesquisada vai virar um campo produtor).

A cada comunicado promissor, o mercado reagia imediatamente e a empresa acompanhava os saltos no gráfico de suas ações”.

Esse caso recentíssimo é uma ilustração contundente da maneira como tantos assuntos são processados pelo “embromódromo” oficial brasileiro (ver “Fatos levaram multidões às ruas”).

Na mesma página doEstadão, Sérgio Torres analisa a linguagem “da elogiosa autobiografia O X da Questão”, de Eike Batista.

E pinça esta pérola: “A OGX tem no seu DNA algo especial que herdou de mim: a vontade de encantar e surpreender”. Sabrina Valle, em outra matéria, diz que “Reguladores, BNDES e grandes bancos privados não viram problemas nas promessas das empresas de Eike”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Alguma coisa por nada

Essa pequena amostra do que os jornais deram desde a queda do valor de ações de empresas X não depõe contra Eike e sua turma de comunicação. Depõe contra a própria imprensa.

E, ao mesmo tempo, contra os leitores que se deixaram embair pela melodia tão atraente. Fizeram-no porque o quiseram.

No livro Tudo faz sentido (It All Adds Up, traduzido em 2001 no Brasil), Saul Bellow relata entrevista que fez com o trambiqueiro-mor de Chicago, Yellow Kid. É uma conversa muito engraçada.

A horas tantas, Bellow pergunta a Kid (nascido Joseph Weill; viveu 100 anos): você não tem remorso por ter dado golpe em tanta gente? (Tratava-se de uma operação que prometia retornos espetaculares mediante quantias modestas; o vigarista tinha alugado uma loja com grande visibilidade e contratado recepcionistas muito atraentes.)

Kid respondeu: “Não. Eles queriam levar alguma coisa por nada. Eu dava nada por alguma coisa”.
Por Mauro Malin/Observatório da Imprensa

Leia também => Ascensão e queda – M.M.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

Gostou? Deixe um comentário

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

Mais artigos

Siga-me