Dilma Roussef depõe no Senado e bate um bolão


A Ministra Dilma Roussef está no Senado Federal prestando esclarecimento. Contando com a destrembelhada atuação de dois Senadores, um tucanalha e outro democratalha; aquele, provavelmente pelas orígens manauaras e brandiu a medieval bodurna do machismo; esse, fiel escudeiro dos nefandos Arenas e PDS, esquecendo a função pacificadora da anistia, trouxe à baila a tortura pelas quais a ministra passou, “levantaram a bola” para que a escola ministra ficasse com o mando de campo.

Assim, a ministra pode fazer um emocionante discurso introdutório, ganhando de antemão, a simpatia e solidariedade dos demais senadores, mesmo os de oposição. 

Dilma é aplaudida depois de dizer que mentiu na ditadura.
Do blog do Noblat

A ministra Dilma Roussef (Casa Civil) acaba de dar um carão no senador José Agripino (DEM-RN). Ele lembrou há pouco que a ministra admitiu em entrevista a um jornal ter “mentido bastante” na década de 70, período em que o Brasil era governado por uma ditadura militar. O senador perguntou se estávamos novamente em um “estado de exceção”, como aconteceu no tempo da ditadura, onde seria faria necessário mentir.

Agripino se referia ao dossiê (que o governo insiste em chamar de banco de dados) com despesas sigilosas do governo Fernando Henrique Cardoso. Indignada com a fala do senador, Dilma repondeu que sente muito orgulho de ter mentido durante a ditadura pois assim livrou muitos amigos das mãos dos militares:


Você leu?: Brasil da série “Só dói quando eu rio”


– O processo de ditadura militar no país é completamente diferente do processo de transação democrática. O direito a livre expressão não existia. Não há diálogo debaixo de pau-de-arara. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não da valor a democracia. Fiquei três anos presa e fui torturada. Quem diz a verdade a seus torturadores entrega seus companheiros. Eu tenho muito orgulho de ter mentido naquela época (nesse momento ela foi aplaudida). Agüentar tortura é algo dificílimo. Eu me orgulho imensamente de ter mentido. Não tenho nenhum compromisso com a ditadura de dizer a verdade.

Agripino ficou calado depois de ouvir a ministra.

Dilma tem 30 minutos para falar do Programa de Aceleração do Crescimento. Ela disse que depois disso não fugirá de nenhuma pergunta sobre o dossiê.

(Comentário de Noblat, o pai: Nem por encomenda Agripino Maia poderia ter prestado melhor serviço a Dilma do que prestou dizendo o que disse e ouvindo o que ouviu. Ela começou o seu depoimento ganhando de goleada e quero ver a oposição tirar a diferença.)

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