Barbalho e Renan Calheiros a serviço de Delcídio Amaral

A amoraliodade de políticos é tão deprimente e patética, que a gangue do Delcídio Amoral discutiu como desativar a tornozeleira do Cerveró.

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O que soou maís grave foi a tentativa de acordo no sentido de usar o Supremo para beneficiar Cerveró. Isso demonstra como estão apodrecidas as instituições da República.

Se observarmos direito, veremos que quem defendeu com mais veemência o relaxamento da prisão do líder do governo, Delcídio Amaral, decretada pelo Supremo, foram justamente aqueles senhores – senadores – que estão enrolados juntos com Delcídio naquela propina de R$ 6 milhões, quais sejam, Jader Barbalho e Renan Calheiros, este último, como presidente da Casa, normalmente deixa o debate por conta dos demais, mas, desta vez, como está enrolado no mesmo pacote, cuidou de antecipar-se na defesa.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A naturalidade com que fala em procurar os ministros do STF, centrar fogo no STF, Levar o Zelada, amigo do Michel, para encontro com ministro do Supremo… a coisa é grande. Muitíssimo maior do que supúnhamos.

O ladravaz se esqueceu que ninguém está acima da Lei; nem o mais humilde dos Cidadãos, nem o presidente e nem o senador da República. Aprendam isso, Brasil! Não pode existir prerrogativa que propicie instabilidade nas Instituições. O caso é de um senador da república que tramava contra o Poder Judiciário, planejando a fuga de um investigado. É isso. E mandato nenhum pode legitimar esse tipo de prática.

O Lula disse que o Delcídio “cometeu uma imbecilidade”.
O Lula está enganado. Delcídio não cometeu uma imbecilidade, mas um crime. Vários crimes. Idiotice mesmo é a tentativa do PT de se desvencilhar do companheiro ao mesmo tempo que convive com a turma da Papuda, condenada em última instância.

André Esteves, Eike Batista, Marcelo Odebretch e outros tais, são exemplos maiores da evolução da poliburguesia desenvolvida à sombra dos governos do Brasil pós golpe militar.

Esses “seguidores” de Gramsci – duvi-dê-ó-dó que algum desses pícaros amorais tenham lido sequer a orelha da obra “O Moderno Príncipe” – onde Gramsci defende “o partido único que não deveria mais impor-se pela força e sim pelo dinheiro, pelo capital. Tanto o estatal como o paraestatal, este operado por empresários gananciosos, inescrupulosos e dispostos às mais lúgubres negociatas para ampliar suas já sombrias fortunas e, sobretudo, para enriquecer a burguesia estatal.”

Essas jovens aves de rapina do capitalismo do compadrio estão sendo derrubadas do poleiro.

O Congresso Nacional é um esgoto social do qual ninguém escapa. Uns admitem nele habitar, outros negam sua existência, mas todos vivem em seus porões…

Triste fim do Delcídio Amoral: Sem amigos, sem banqueiro e daqui a pouco caminhando rumo a Curitiba.
Fim de linha!

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e designer gráfico e digital.

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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