Como a tecnologia impactará sua vida em 2021, de acordo a Amazon

A nuvem será onipresente
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Dr. Werner Vogels, Vice-Presidente e Diretor de Tecnologia da Amazon.com (MARK RALSTON/AFP/Getty Images)

2020 foi um ano diferente de qualquer outro. Tanto empresas grandes e pequenas, quanto governos novos e antigos, tiveram de mudar completamente o que fazem e como funcionam. E a tecnologia nos ajudou a gerenciar essa transformação drástica. Seja com o Zoom virando nossa sala de reuniões de negócios (e nosso barzinho) ou o Netflix assumindo o papel de cinema, nós usamos a tecnologia para ajudar a alimentar nossa família, ensinar nossos filhos, trabalhar com nossos colegas e até conseguir um pouco de diversão após passarmos mais um dia em casa. Em vez de causar uma desaceleração, 2020 impulsionou nossa transição para um mundo digital, e imagino que não voltaremos tão cedo a como éramos antes. Na minha opinião, 2021 será o ponto de partida para todos os tipos de mudança graças a essa aceleração, e aqui estão algumas áreas que serão pioneiras nisso.

A nuvem será onipresente
A época em que todos os recursos da nuvem ficavam centralizados em data center está começando a sumir. Hoje já é possível encontrar aplicações de cloud que ajudam a potencializar o desempenho de navios, aeronaves, carros e casas. O acesso à computação e ao armazenamento da nuvem está passando de data centers robustos e chegando em comunidades rurais, áreas remotas e até órbitas próximas à Terra. Na prática, a nuvem está chegando em todos os lugares.

Hoje em dia, os avanços possibilitam colocar as tecnologias de nuvem mais próximas do que nunca dos clientes do mundo inteiro. Conforme vemos a expansão das redes 5G, as operadoras começam a implementar zonas de comprimento de onda para que o tráfego das aplicações dos dispositivos 5G possa aproveitar ao máximo a latência baixa e a largura de banda alta dessas redes modernas. Quando as conexões rápidas com a nuvem são expandidas para os pontos mais distantes da rede, muitas coisas boas podem acontecer.

Ao remover a latência e executar mais processamento no dispositivo localizado na extremidade da rede (ou edge), estamos começando a superar a única limitação que ainda afeta todas as tecnologias na Terra: a velocidade da luz. Operações que exigem uma latência muito baixa, incluindo carros autônomos, processamento de linguagem natural e o gerenciamento ativo de infraestruturas vitais, já não precisam depender de um deslocamento das informações dos confins do planeta para um servidor central. Agora, é possível executar as tarefas onde os resultados são mais necessários. E sabe qual é o efeito disso? Carros autônomos viram realidade; fábricas, casas e escritórios ficam cada vez mais eficientes e resilientes; e quem gosta de jogar videogame poderá contar com uma representação fiel da obra, onde quer que esteja.

Conforme a nuvem expande de locais centralizados para os ambientes em que moramos e trabalhamos, veremos cada vez mais o software executado na nuvem rodando perto de você, o que levará a melhorias em todos os aspectos da vida, incluindo nas áreas de saúde, transporte, entretenimento, fabricação e muito mais. Em 2021, essa transição para o edge do sistema será acelerada.

A internet do machine learning
Estamos passando por uma explosão de dados. Hoje em dia, geramos mais dados em uma hora do que durante todo o ano de 2000, e mais dados serão criados nos próximos três anos do que nos últimos 30 anos. Em 2020, vimos os sinais dessa curva crescente conforme pesquisadores, farmacêuticas, governos e instituições de saúde direcionaram recursos para o desenvolvimento de vacinas, novos tratamentos e outras formas de ajudar o mundo a permanecer saudável durante a pandemia. Esses esforços demandaram a geração e o processamento de grandes quantidades de dados. Seja na área da saúde ou em outras aplicações, a única maneira realista de lidar com todas as informações que estamos gerando é usar ferramentas de processamento e agregação junto com modelos de machine learning (ML) que nos ajudem a compreendê-las. Não é à toa que o machine learning se popularizou em 2020.

Historicamente, o ML sempre foi uma carga de trabalho pesada em termos computacionais, e não era possível executá-la em qualquer lugar, exceto nos hardwares mais potentes. Conforme conseguirmos avanços nos softwares e no silício, isso começará a mudar. E, por estarmos chegando mais perto das bordas, o que veremos no próximo ano é uma aceleração da adoção dos modelos de ML em todos os setores e governos. Na manufatura, será incorporado às linhas de produção, conseguindo detectar anomalias em tempo real, e na agricultura, modelos ajudarão a gerenciar de forma mais inteligente recursos valiosos, como o solo e a água.

Também veremos uma explosão das conexões entre máquinas (M2M). Em 2018, segundo o relatório anual de internet da Cisco, apenas 33% das conexões existentes na internet eram do tipo M2M. Se você tiver um assistente de voz, contar com qualquer dispositivo doméstico inteligente ou estiver acompanhando a evolução rápida dos carros e caminhões, já imagina o que vem por aí: uma proliferação de sensores e dispositivos conectados à nuvem e também uns aos outros. Em 2021, as conexões M2M devem atingir 50% de todas as conexões.
Fonte:Exame

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