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Andréa Mota – Versos na tarde – 17/01/2013

A chuva Andréa Motta Ouviste a chuva me perguntas com alegria infantil respondo-te singelamente não só a ouvi, também a vi. Porque estava frio, em meu corpo não a senti. Mas, na música da chuvarada os córregos que estavam por um fio, em plena madrugada, tornaram-se caudalosos e silenciosos rios. Não resta dúvida, em território lasso, o profuso pranto de tratos, traços e encantos, explodiu em fulgor plural. E aos poetas se não trouxe a rima nem a cadência trouxe a divina inspiração. [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

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Facebook e sua privacidade

Saiba o que a busca do Facebook pode encontrar sobre você Conteúdo ‘público’ poderá ser visto em buscas de terceiros. Saiba como ajustar suas configurações de privacidade. Anunciado na terça-feira (15), o “Graph Search” (“Busca Social”, em português), novo mecanismo de busca do Facebook, promete exibir resultados mais relevantes e detalhados como “esportes preferidos dos meus amigos” ou “amigas solteiras que moram em São Paulo”.. O mecanismo depende exclusivamente das informações preenchidas nos perfis para formular o resultado. De acordo com o Facebook, a busca social permite que o usuário procure por conteúdos compartilhados por ele no Facebook, assim como seus amigos poderão encontrar as informações que o usuário compartilhou com eles na rede social. Conteúdo configurado como “Público” poderá ser visto por outras pessoas que não estão nas suas conexões.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita] Resultado de uma busca a partir de uma expressão específica. (Foto: Divulgação) A primeira versão da busca social tem foco em quatro áreas: pessoas, fotos, locais e interesses. Conforme a companhia, no futuro também será possível buscar em posts, comentários e ações. Com isso, todas as informações que usuário publicou no seu perfil (onde trabalhou e estudou, onde nasceu, e inclusive idiomas e religião), irão aparecer nos resultados de buscas. Páginas e interesses que o usuário curtiu também serão considerados nas pesquisas. Lugares relacionados de acordo com a preferência de amigos. (Foto: Divulgação) Área de Privacidade A novidade parece ser invasiva sob o ponto de vista de privacidade. Para evitar complicações, o Facebook já havia anunciado em dezembro a atualização das ferramentas de controle de privacidade (veja aqui). Por meio dessa reformulação, os integrantes da rede começam a visualizar novas formas de controlar como e para quem exibem fotos, posts, check-ins e outros conteúdos, além de saber administrar de forma mais prática em quais conteúdos foram marcados por outras pessoas na rede. Ou seja, dependendo da forma que o perfil estiver sendo configurado, é possível influenciar na relevância do resultado da busca do novo mecanismo. Público e privado Se o usuário tornou alguma de suas informações “Pública”, pessoas que não estão nas suas conexões poderão encontrá-lo nas buscas. Para controlar quem pode ver os seus dados na rede social, o usuário deve editar as configurações na guia “Sobre”, da sua linha do tempo. Cada item traz um ícone representado por um mundo pequeno, no topo à direita, onde o usuário pode escolher quem pode ver cada informação. Definindo o nível de privacidade do perfil no Facebook.(Foto: Reprodução) (Foto: Reprodução) Todo o conteúdo marcado como privado será desconsiderado pela busca. Se o usuário não quer que determinada informação apareça nos resultados, ele pode selecionar a opção “somente eu” ou simplesmente não colocar esse dado na rede social. Fotos Com a busca social também é possível fazer pesquisa nas fotos publicadas no Facebook. O usuário pode configurar quem pode acessar suas imagens na rede social. Porém, fotos postadas pelos amigos continuarão acessíveis no site mesmo quando ele se desmarcar da imagem. Ocultar uma foto da sua linha do tempo também não muda quem pode ver a imagem no site. Para impedir que qualquer pessoa veja a foto, o usuário deve pedir ao amigo para excluir a imagem do Facebook. Quem pode me procurar? Outro item é “Quem pode me procurar?”. Aqui, o usuário pode definir quem pode encontrá-lo na rede social pelo seu nome, endereço de e-mail ou telefone. As opções são ‘todos’, ‘amigos de amigos’ ou ‘apenas amigos’. Restringindo o acesso as informações pessoais do perfil. (Foto: Reprodução) Embora o “Graph Search” esteja em fase de testes, sendo liberado gradativamente aos usuários que tiverem os seus perfis com o idioma inglês como padrão, é possível solicitar a entrada na fila de espera, clicando neste link. Ronaldo Prass – Especial para o G1

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Renan Calheiros, Senado e eleições

Há sempre que manter presente a informação que nenhum político dessa infelicitada Taba dos Tupiniquins é Marciano. Nenhum veio dos confins do espaço sideral e caiu em uma cadeira do parlamento. Todos sem exceção, de A a Z, foram por nós eleitos. Isso não invalida a canalhice da corja, mas ombreia a responsabilidade com todos os eleitores. Inclusive os omissos. Se considerarmos a teoria política que assenta ser política “o conjunto de esforços feitos com vistas a participar do poder, ou a influenciar a divisão do poder, seja entre Estados, seja no interior de um único Estado”, concluiremos que nunca houve oposição no Brasil. Anos após, anos, república após república os eleitos sempre foram uma representação simétrica do universo cultural dos eleitores. José Mesquita – Editor Henrique Eduardo Alves, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, comandarão o Congresso. Será o eclipse, o cataclismo, o silêncio e crepúsculo da credibilidade. Que República. Helio Fernandes/Tribuna da Imprensa Estamos no meio de uma guerra interna no PMDB, com repercussão externa em todo o país. Três personagens que não saem do noticiário, quase sempre negativo, pretendem (e praticamente já conseguiram) conquistar os três cargos mais importantes do Congresso. Presidente do Senado, presidente da Câmara, líder nessa Câmara. O líder no Senado é escolhido nos bastidores, ou melhor, é nomeado pelo presidente da República, que tem maioria. Comecemos pelo Rio Grande do Norte e o deputado que é eleito e reeleito há 42 anos. Só agora pensou (?) em subir degraus no altar ou na escadaria da política? Não, deputado desde mocinho, tentou outros caminhos sem sucesso, repudiado pelo bravo povo de seu estado. Derrotado duas vezes para prefeito de Natal, deixou no ar a pergunta jamais respondida: por que não pretendeu ser governador? Prefeito é a única eleição isolada (chamada de “solteira”), separada das outras, nacionais. Não se elegendo prefeito, continuava indefinida e infinitamente como deputado. Perdendo para governador, ficaria 4 anos sem mandato, o que fazer da vida? E a presidência da Câmara, por que só pretender agora, aos 68 anos? Queria antes, a decadência ética, política e moral não havia atingido níveis tão permissíveis e assustadores. Podia até ter considerado a possibilidade de presidir a Câmara, mas veio a separação conjugal, e a denúncia com firma em cartório: “Henrique Eduardo Alves tem 15 milhões de dólares em paraísos fiscais”. Teve que se recolher, não podia explicar nem negar, jamais trabalhara, como podia ter “juntado” tanto dinheiro? Agora, segundo correligionários e íntimos, considerou chegado o momento, o cargo e a idade. Não tem mais nada a perder, se for eleito, deixa a presidência da Câmara com 70 anos. Aí, sim, se lança a governador. Perdendo ou ganhando, já está “em casa”, no auge ou no ostracismo. Não contava com a onda de denuncias novas, e as antigas reafirmadas. É manchete de página e chamada na Primeira, diariamente, e nos mais diversos veículos. Considera que não vão atingi-lo (não vão mesmo), atribui tudo ao famoso “fogo amigo”. Renan perdeu para governador mocinho, não quer tentar agora Ninguém pode ou precisa acusar Renan Calheiros de alguma coisa, ele se encarregou de fazê-lo, de forma indiscutível. Seguiu a cartilha e a lição do seu mestre ACM-Corleone, renunciou à presidência do Senado para não ser cassado. Alguns mais ingênuos podem admitir: “Tendo renunciado ao mesmo cargo, ficaria incapacitado para voltar a ele”. Tolice, dizem que Renan é único “para presidir o Senado, tem muita experiência”. Falam que seu futuro é o mesmo de Henrique Eduardo, com uma vantagem. Vai se eleger agora, deixa essa presidência em 2014, aí conquista o governo de Alagoas. Se perder, volta para o Senado, onde fica até 2018, talvez com outra presidência. Dona Dilma, suposta “gerentona” e presumida estrategista política, disse para Renan: “Por que não se candidata ao governo de Alagoas. Tem meu apoio”. Riu, não respondeu, duvidou da eficiência do apoio e da oportunidade. Dona Dilma, no início de fevereiro, acumulará três derrotas. Ganhar com Renan, Eduardo Alves e Eduardo Cunha é de ser criticada pelo próprio Luiz Inácio Lula da Silva. Eduardo Cunha, o lobista do enriquecimento ilícito Dos três, é o que jamais pôde ou poderá se candidatar a governador, fez carreira num estado grande. É bem verdade que já disse e pode repetir: “Se Sergio Cabral chegou onde chegou sem a mínima capacidade de se comparar comigo, também posso chegar”. É só fantasia, e quando afirmou isso, estava convencido de que o governador não o apoiaria para a liderança. Cabral tem coragem de comprar iate em mansão em Mangaratiba e de ser intimíssimo de Cavendish, mas não dormiria uma noite tranquila se rompesse com o deputado lobista. E liquidaria sua própria carreira, que considera ainda no inicio. Cunha é audacioso. Apesar do passado e do presente calamitoso, é especialista em processar jornalistas. Não ganha uma, mas se aproveita do equívoco colossal da Constituição de 1988. Esta acabou com os processos de “injúria, calúnia e difamação”, que proporcionavam famosos debates na Justiça, permitindo a defesa e a acusação. Grandes advogados, que acabaram no Supremo, travaram debates públicos que ficaram na História. Agora qualquer bandido intimida e processa jornalistas. Se ganhar, recebe o que pediu. Se perder, não perde nada, não há reciprocidade. Que República. Essas candidaturas e os “adversários” tornam mais urgente e obrigatória a reforma partidária. Julio Delgado, do PSB, também quer ser presidente da Câmara. Mas o “dono” do seu partido, o badaladíssimo governador de Pernambuco, não dá uma palavra a favor do correligionário. Correligionário? Há!Ha!Ha!

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