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Saramar Mendes – Teus lábios de navegar – Poesia sábado, 20 de abril de 2019

Teus lábios de navegar Saramar Mendes Refazem teus lábios minha pele lassa e rios traçam, de sangue em rebuliço de mar sem tempo marcado, teus lábios de me tomar. Tanto tempo desfazes com teus beijos e o sol tem outro alumiar de passeio e pipa, no ar e a pele que com teus beijos devassas, são rosas avermelhadas de amor, guardando o viço, o fogo de me queimar. Tanto tempo, tanto amor e conheço a saudade de cada pedaço meu…

Anibal Beça – Poesia – Literatura sexta-feira, 19 de abril de 2019

Quinta Estação Anibal Beça Não há recomeço possível. Senão um olhar para trás. A flor que murcha cai não torna para o galho. Por cima dos ombros o outono perde a primavera e as folhas secas são tapetes grados para amaciar pegadas. Um murmúrio bate à nossa porta e o vento inexorável escarifica cicatrizes no exato arrepio. No pressentido encontro – bandido convicto – assalto o canteiro dessa noite insone e agasalho a alba na gruta do sésamo.   Compartilhe…

Wislawa Szymborska – Poesia quarta-feira, 17 de abril de 2019

O fim e o início Wislawa Szymborska Depois de toda guerra alguém tem que fazer a faxina. As coisas não vão se ajeitar sozinhas. Alguém tem que tirar o entulho das ruas para que as carroças possam passar com os corpos. Alguém tem que abrir caminho pelo lamaçal e as cinzas, as molas dos sofás, os cacos de vidro, os trapos ensanguentados. Alguém tem que arrastar o poste para levantar a parede, alguém tem que envidraçar a janela, pôr as…

Carlos Costa – Poesia terça-feira, 16 de abril de 2019

Você caracol, casca, casulo. A brisa traz o olor de humores temperados no sexo, seixo bem rolado desejo após desejo tudo de novo reinventado em tua ostra escâncara. Arte: Carlos Costa, sem título, 2005, nanquim sépia Le Franc & Bourgeois, sobre papel, 31x23cm Compartilhe a informação:

Sophia de Mello Breyner Andresen – Porque os outros se mascaram mas tu não sexta-feira, 12 de abril de 2019

Porque os outros se mascaram mas tu não Sophia de Mello Breyner Andresen Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam mas tu não.   Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os…

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