Para presidente da CNN, redes sociais são o novo desafio dos canais de notícias

Facebook e Twitter ‘ameaçam’ afastar público da TV, diz Jon Klein.

Além de expansão na web, canal aponta para serviços via celular.

O presidente da CNN, Jon Klein, procura meios para enfrentar a ‘ameaça’ representada pelas redes sociais.

O maior desafio para a Cable News Network, o canal de notícias americano mais conhecido pela sigla CNN, hoje, são as redes sociais como Facebook e Twitter e não novas emissoras dedicadas à informação 24 horas, admitiu o presidente de uma das mais respeitadas empresas de mídia do mundo, nesta quarta-feira (10).

“A competição que eu realmente temo são os sites de relacionamento social”, confessou Jon Klein, durante a conferência de mídia Bloomberg BusinessWeek 2010, realizada em Nova York. “Eles são uma alternativa que ameaça afastar as pessoas de nós”, acrescentou.

“As pessoas de quem você é amigo no Facebook ou que você segue no Twitter são fontes confiáveis de informação”, explicou Klein. “Você clica em links que elas te enviam e confia nelas”, acrescentou.

“Bem, nós queremos ser o nome mais confiável quando o assunto é notícia”, continuou. E por isso, “não queremos que as mil pessoas que você segue no Twitter sejam as fontes mais confiáveis para você”.

“É um desafio e nós temos que responder a ele”, afirmou Klein.

“Por isso, estou muito mais preocupado com as 500 milhões de pessoas que estão no Facebook do que com os dois milhões que assistem à Fox”, comparou o executivo, citando a rede de TV que é a maior concorrente da CNN.

Aspas

Estou muito mais preocupado com as 500 milhões de pessoas que estão no Facebook do que com os dois milhões que assistem à Fox”

O executivo disse ainda que a “missão” de sua emissora é trazer as redes sociais e outros usuários da internet a se conectar de alguma forma à CNN. Além de expandir seus domínios na rede com notícias e vídeo, a CNN está voltada também para serviços via celular, explicou Klein.

“Os serviços on-line são uma área em expansão para nós, os serviços via celular têm enorme potencial de crescimento e o serviço doméstico a cabo nos Estados Unidos já é uma área de desenvolvimento”, acrescentou. “Há muito espaço para onde expandir”, emendou.

“Estamos em muitos lugares e eu acho que este é o modelo que pode funcionar bem para nós”, afirmou. “Todo mundo no ramo da mídia busca ativamente por múltiplas fontes de lucro, isto não é segredo”, acrescentou.

Análises detalhadas

Para Klein, que assumiu o cargo de diretor de operações da CNN nos Estados Unidos em 2004, depois de trabalhar na rede CBS, com a explosão das novas mídias e da internet, estar no local de um acontecimento não é mais o suficiente.

“Simplesmente estar lá costumava ser grande coisa”, afirmou. “Hoje em dia, precisamos dar mais do que simplesmente chegar lá”, continuou.

“Aprofundar e fazer análises é mais complicado”, disse. “Exige mais capacidade mental, mais trabalho, pensar mais o trabalho, exige mais criatividade”, enumerou.

“As pessoas acompanham rapidamente o que acontece hoje”, afirmou. “Você precisa dar a elas mais detalhes sobre o que está acontecendo. E aí que nós vamos trabalhar para continuar a fazer a diferença”, concluiu.

G1

, , , , , , , , , , ,

Canibalismo na velha mídia
Segundo o Aurélio:
Canibalismo
[De canibal + -ismo.]
Substantivo masculino.
1. Antropofagia.
2. P. ext. Ato de um animal devorar outro da mesma espécie ou da mesma família.
3. Fig. Ferocidade de canibal.

A velha mídia não é mais a mesma. Mesmo tentando demonstrar unidade nesses encontros de direita que eles organizam de vez em quando para mostra força, fica cada vez mais claro que o projeto de opinião única e de assassinato do contraditório que eles queriam implantar através do auto-referenciamento, com ataques coordenados contra alvos comuns e ignorando os críticos, começa a fazer água. A suposta supremacia da associação suspeita dos principais órgãos de imprensa do Rio de Janeiro e São Paulo começa a ser colocada em xeque, e se antes a imprensa de todo país reverenciava o poder dos barões da mídia carioca e paulista reverberando suas opiniões em cada gazeta desse país, hoje já começa a enfrentá-la e defender seus próprios argumentos.

O editorial do Estado de Minas intitulado “Minas a reboque, Não!” foi como um grito de independência, e mesmo que seja uma manifestação de apoio político claro para Aécio Neves, o que em minha opinião retira credibilidade do jornal que deveria ser imparcial, soou aos meus ouvidos como uma reação importante, principalmente vinda de um grande estado como Minas Gerais, no sentido que não era possível mais aceitar a manipulação da velha imprensa para satisfazer seus próprios interesses de salvar a candidatura Serra, passando por cima de Aécio e de Minas. Leia aqui a reprodução do editorial, convenientemente o link é de um blogueiro Serrista que protesta contra a independência do Jornal, acusando o mesmo de não publicar nada que contrarie Aécio (exatamente como ele faz com Serra em seu blog).

O editorial não ataca Serra diretamente como fez a velha mídia, que por diversas vezes atirou contra o playboy mineiro quando este ainda se aventurava a querer enfrentar, através de prévias partidárias, o queridinho governador de São Paulo, como é possível ver aqui e aqui. O editorial do Estado de Minas tem como alvo seus “colegas” do eixo Rio – São Paulo em um claro posicionamento de confronto.

Como vimos pela reação do blogueiro, soou mal entre os Serristas a posição de confrontamento do jornal mineiro, depois disso houve manifestações de tucanos mineiros e políticos do Democratas que subiram o tom, evidenciando as críticas da inviabilidade eleitoral da candidatura Serra e a nocividade para o partido de seguir com ela, além disso, em comemoração em Minas Gerais do centenário de Tancredo Neves, em clima de campanha antecipada, convidados do governador de Minas gritaram Aécio Presidente na presença de um atônito Serra que parecia querer enfiar a cabeça no chão de tão constrangido.

Não dá para prever se essa guerra autofágica vai se prolongar apenas até a definição oficial da candidatura tucana ou se a imprensa mineira, e a de outros estados inspirados nesta, tomarão gosto pela opinião própria e passarão a se manifestar de forma independente, sem o adesismo automático de apenas reproduzir o que sai na imprensa do Rio e São Paulo, “importando” junto à opinião pré-concebida destes.

De um jeito ou de outro, sendo provisório ou não eu vejo aspectos positivos nessa situação porque desarma essa neutralidade e silêncio contra os descalabros cometidos recentemente por essa imprensa ligada ao PSDB de São Paulo, eles estavam achando que tudo podiam, mas agora nós começamos a perceber que nem entre eles se entendem mais, já existe um ruído de contraditório que ameaça o avanço da opinião única. Simbólico é a melhor definição para esse motim do jornal mineiro.

blog do Len

, , , , , , , , , , , ,

Noblat “apunhala” o demo Arruda

A mídia golpista brasileira é caradura. O governador demo José Roberto Arruda está preso em Brasília, o que evidentemente abala os planos do “vice-careca” do tucano José Serra, e ela ainda tenta aproveitar o caso para desgastar o governo Lula. Os jornalões oligárquicos e as redes “privadas” de televisão chegaram a insinuar que o presidente “lamentou” a detenção do líder do “mensalão do DEM“. Na verdade, ele havia lamentado o episódio e não a prisão decretada pela Justiça. Alguns veículos até deram as duas versões, mas não fizeram autocrítica da manipulação.

Irritado, o presidente Lula criticou as distorções da imprensa. “Não fiquei chocado com a prisão. Fico chocado quando vejo as denúncias de corrupção, quando aparece aquele filme do Arruda recebendo dinheiro”, afirmou em entrevista às rádios de Goiás. Ele também opinou que a Polícia Federal não deve fazer “pirotecnia” com a prisão do único governador demo no país e disse que já encaminhou ao parlamento um projeto de lei que transforma a corrupção em crime hediondo. “Precisamos ser mais duros com a corrupção, com o corrupto e com o corruptor”.

Um truque rasteiro de manipulação

Ou seja: a versão apresentada pela mídia demo-tucana, que citou “fontes” de forma leviana, foi pura falsidade. Lula não defendeu a impunidade do governador corrupto do Distrito Federal, que inclusive é seu adversário político e figurava como possível candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra. Mas a mídia golpista, ardilosa e rasteira, tentou vender novamente a falsa ideia de que “todos os políticos são corruptos”. Ela procurou colar a desgastada imagem do demo Arruda à de Lula, que bate recordes de popularidade, num nítido truque de manipulação.

Um dos mais descarados neste jogo sujo foi o jornalista Ricardo Noblat, o blogueiro da famíglia Marinho. Na sua coluna, ele mais uma vez destilou veneno: “Ao contrário do que acha Lula, não é ruim para a política brasileira que vá preso um governador apontado pela Polícia Federal como chefe de ‘uma organização criminosa’. É bom. Muito bom… É espantosa a mania cultivada por Lula de passar a mão na cabeça de bandidos. A corrupção pode não ter crescido no período de Lula. Mas banalizou-se. Essa será a herança maldita que ele legará ao seu sucessor”.

“Mensalinho” e álibi de Arruda

Espantosa mesmo é a mania de Ricardo Noblat de distorcer fatos e palavras. Ele não chega nem a ficar ruborizado com o seu cinismo. No ano passado, este vestal da ética ficou em apuros ao ser descoberto que ele recebia do Senado. Pelo contrato assinado em setembro de 2008, na época em que o demo Efraim Moraes era secretário da casa, ele garfaria R$ 40.320 por ano para “pesquisas e produção de um programa semanal na Rádio Senado”. O caso demorou a ser revelado porque no contrato não aparecia o seu sobrenome famoso, mas apenas Ricardo José Delgado. O blog “Amigos do presidente Lula” foi um dos primeiros a desvendar o “mensalinho do Noblat”.

O mesmo blog revelou ainda que o jornalista da famíglia Marinho mantinha antigas relações com o governador corrupto, agora chamado por ele de “chefe da organização criminosa”. Em 2001, Noblat escreveu a declaração que serviu de álibi para o então senador do PSDB tentar salvar seu mandato no escândalo da violação do painel eletrônico. Na ocasião, Arruda jurou inocência e, choroso, leu uma carta do “insuspeito jornalista Ricardo Noblat”, que atestaria que ambos tinham jantado num restaurante de Brasília na noite do crime. Agora, o demo é apunhalado por Noblat.

blog do Miro

, , , , , , , ,

A incógnita da internet no jogo político-eleitoral

Há um consenso entre os que estudam a internet de que ela terá uma grande influência na definição dos novos centros de poder que estão surgindo na sociedade contemporânea. Mas o que ninguém sabe é como este processo vai se desenrolar, quando os seus resultados aparecerão e de que forma.

Os processos eleitorais configuram momentos em que as pessoas tomam decisões que vão moldar o cenário político e por consequência uma nova geografia do poder no país ou na região. Como a internet já faz parte do contexto social contemporâneo, ela começa a provocar reações desencontradas tanto entre os conservadores como entre os liberais.

As pessoas tomam decisões a partir de mensagens captadas pelo sistema cognitivo individual que por sua vez está condicionado a contextos específicos, dando origem a percepções diferenciadas. As mensagens são transmitidas e recebidas dentro do processo da comunicação, transportadas pelos chamados meios de comunicação (jornal, radio, TV, internet, cinema, livros, publicidade, propaganda etc.).

A internet é um meio de comunicação que opera no contexto de redes sociais formadas por usuários que interagem de forma horizontal e descentralizada. Estas características levaram o sociólogo espanhol Manual Castells a afirmar que “numa sociedade em rede, a política é essencialmente a política da mídia”, ou seja ela é determinada pela política dos meios de comunicação.

É esta característica que está deixando os conservadores nervosos e beligerantes enquanto os liberais mostram-se perplexos e desorientados. A internet quebrou o controle quase absoluto que os conservadores tinham sobre os meios de comunicação e isto os está assustando muito. A multiplicação vertiginosa dos weblogs, a disseminação viral dos twitters e o crescimento constante das redes como Facebook, os colocam diante de situações não previstas e incontroláveis.

O controle da comunicação sempre foi junto com a força militar o binômio responsável pela hegemonia de um segmento social cujo poder é financiado pela acumulação de riquezas. Como os conservadores estão perdendo o controle da comunicação isto os está obrigando a rever o seu modelo de poder político. A recente crise no sistema financeiro mundial é um sintoma deste ajuste, que até agora ninguém sabe como vai terminar.

Por seu lado, os liberais, ainda não chegaram a um consenso sobre o modelo econômico que viabilizará os negócios digitais, a longo prazo. A ausência deste modelo fragiliza os seus questionamentos políticos porque mantém a dependência dos internautas em relação à economia convencional.

Politicamente, a geração internet mostra-se refratária às práticas e valores tradicionais tendendo ao nihilismo eleitoral. Mas esta atitude, embora rotulada como apolítica, é na verdade profundamente política, porque aponta para o surgimento de um contra-poder alimentado pela comunicação horizontal e descentralizada dentro da internet.

Os dilemas e incertezas dos que desconfiam da internet são claramente visíveis na imprensa brasileira, que se mostra integrada ao sistema de poder político hegemônico no país, sem dar-se conta de que existe um contra-poder em gestação, cujo perfil é totalmente distinto daquele que caracterizou a esquerda.

A cobertura das eleições presidenciais deste ano faz parte deste contexto midiático e tende a fortalecer a ideia de que só existe um poder político, o que é uma ficção. Existe um poder hegemônico, mas a internet está criando outro que funciona segundo regras próprias e que em sua maioria ainda não foram suficientemente materializadas. A única coisa que se sabe é que ele provavelmente será fragmentado e descentralizado.

Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

, , , , , , , , , , , , , , , , , ,

, , , ,

À cata de tábuas de salvação

Meses de rumores, boatos, informações e contrainformações desembocaram na quarta-feira (27/1) no Apple Event, em São Francisco, Califórnia (EUA), com o anúncio de Steve Jobs trazendo à existência uma nova criatura: o iPad. Dois adjetivos bastaram para incendiar a imaginação dos obcecados por novas tecnologias – e Jobs as pronunciou pausadamente: trata-se de um produto “mágico” e “revolucionário”.

Qual Moisés descendo do monte com as tábuas da lei, Steve Jobs subiu ao palco com sua tábua (tablet) multifacetada, de onde se pode ler livros (e todas as resenhas sobre os mesmos disponíveis na web), escutar música (e saber mais sobre compositores e intérpretes), assistir a filmes (e saber sobre custos de produção, prêmios a que concorre, biografia do elenco), escrever mensagens (por exemplo, reclamando porque o iPad não tem porta para conectar webcam), rodar videogames, exibir e editar imagens… e tudo isso na ponta dos dedos sobre uma plataforma de 24,6 centímetros, com 1,3 cm de espessura e peso de 680 gramas.

Na apresentação de Jobs, uma cena particularmente interessante foi a tela do novo produto reproduzindo a capa do The New York Times. Não é segredo, ao contrário, é objeto de análise de 10 entre 10 profissionais que fazem a crítica da mídia, que donos de jornais e de editoras nutrem grandes esperanças de que o tão esperado computador-leitor da Apple atraia novos leitores e reforce sua receita, mas também parece ser verdade que poucas esperam que ele reverta por si só a queda de um setor em crise.

Grupos editoriais como Time Warner, Conde Nast, New York Times Co. e HarperCollins, parte da News Corp., devem aguardar um pouco para ver se o caçula da linha de montagem da Apple conseguirá salvar a mídia impressa. O analista Mike Vorhaus, presidente da Magid Advisors, estimou que o tablet poderia elevar em 10% a 20% receita digital dos grupos editoriais. Pouco. Mas em mar aberto onde ninguém consegue ver ainda terra firme já é algo para celebrar.

Círculo vicioso

Voltando ao NYT, estamos diante de jogada muito inteligente porque ocorre exatamente quando os jornais se desesperam para que a água não lhes ultrapasse a linha do nariz. É a luta pela sobrevivência nossa de cada dia. Tanto que Jobs apresentou o iPad em conjunto com o aplicativo especialmente criado pelo NYT para rodar no iPad. Jogada de mestre, hein? E esse aplicativo simula no mundo virtual a experiência de ler jornal no mundo real, tendo um formato muito parecido com o jornal de papel, assimilando desde logo as funcionalidades presentes até então no iPhone, como marcar artigos para ler depois etc.

No iPad, é possível escolher a quantidade de colunas, tamanho do texto e navegar como se estivesse virando páginas. Não à toa, notícias dão conta que um grupo de investidores que está lutando por posições no conselho da New York Times Co. – e esse grupo bate o bumbo para que o NYT adquira empresas de internet. Antes que esqueça: a National Geographic anunciou também uma parceira com a Apple para oferecer versão digital de suas publicações para iPad.

Mas nem tudo são flores. O iPad vem com falhas absolutamente inexplicáveis. Não poderiam ter deixado dois dedos de genialidade para colocar nele um cartão SD para transferir arquivos facilmente? E a bendita portinha USB democratizando a bugiganga, tornando-a mais sociável com computadores do Bill Gates, com tantos outros dispositivos que fazem render o tempo de quem prefere a vida virtual à real?

Pelo que li, pela pesquisa que fiz e vídeos a que assisti, o mais grave defeito do iPad é não ser multitarefa: ou você lê um livro ou digita uma mensagem ou então deixa de fazer essas coisas e fica apenas escutando “Quadros de uma exposição”, de Modest Mussorgsky Uma coisa é ler um livro enquanto passeia de bicicleta pelo Parque da Cidade, em Brasília. Outra coisa bem diferente é ler o que acontece em Davos e em Porto Alegre enquanto espera alguém responder mensagem em cima de sua última observação (por escrito) usando o Skype. E isso é assim porque todo mundo tem um pouco de Hugo Chávez em sua marcha batida para controlar tudo. E Steve Jobs quer controlar tudo com seu iPhone, seu iPod, seu iMac e agora seu iPad.

Competência reconhecida ele tem. Genialidade e o pacote de excentricidades que fazem alguém se tornar gênio ele também tem. Já tem gente fazendo fila para manusear um iPad inteiramente destravado de forma que se possa instalar os programas que bem entender. É aí que a festa começa pra valer. Até lá há que se esperar o estilo conta gotas da Apple de ir liberando tudo aos poucos como um strip-tease cibernético. A verdade é que Jobs e sua turma já podiam lançar o IPad melhor resolvido, multitarefa… mas a regra do jogo é criar dificuldades para aguçar o desejo e então vender facilidades. É o círculo vicioso do consumo acima de tudo. Enquanto houver um vazio dentro de você a Apple – e mais uma centena de marcas globais – tudo irá fazer para preenchê-lo.

Na pele

Saindo dos limões e correndo para a limonada, outra verdade é que um produto robusto, com muitas qualidades. A primeira delas é que receitado para quem detesta interagir na web mediado por teclado e mouse. É tudo no toque mesmo. Nossos olhos recebem nova configuração, desocupam seu espaço no rosto e ficam ali, colados, na ponta de nossos dedos. É simplicidade em estado bruto. Por mais que sejamos presas fáceis de multitarefas existe um formidável contingente de pessoas que continuam a fazer, desde que o mundo é mundo, uma coisa de cada vez. São pessoas que quando abrem mais de um programa na tela se sentem ansiosos a ponto de achar que irão “perder” alguma coisa e depois nunca mais achar. São pessoas que escrevendo um documento o salvam a cada dois minutos, com um nome diferente. Para essa pessoas o céu desceu à terra

O iPad tem processador de 1 GHz e segundo Jobs suporta rodar até 10 horas de vídeo com uma única carga. Em repouso, a bateria pode durar um mês. Eu só acredito vendo. Minha crença nessas baterias de computadores portáteis é tão grande quanto minha confiança que o Tibete será um país livre e o Dalai Lama será recebido nas encostas de Lhasa com festa e burburinho. O chefe da maçã nunca descuida seu público-alvo e sabe que este é bem estratificado, uns com muito dinheiro, outros com pouco e sua resposta – sempre bem sucedida na socialização de seus produtos – é imediata: o dispositivo será vendido em duas versões e três diferentes capacidades de armazenamento de dados. Uma versão, que não suporta conexão a redes 3G, terá preços de US$ 499 (16 GB), US$ 599 (32 GB) e US$ 699 (64 GB).

Continua em alta a tendência de otimizar espaço físico. O fato é que máquinas, equipamentos e tantos instrumentos que atravancavam nossa casa e que atendiam nossa necessidade de acesso a meios culturais e entretenimento individual e familiar hoje ocupam o espaço mínimo de uma bolsa. E o iPad reúne diversas características necessárias a um dispositivo de entretenimento e apelo universal. A empresa fez parceria com desenvolvedoras de games, como a Electronic Arts, para a produção de títulos para os quais a máquina possa dar suporte e também com a Disney e CBS, permitindo que os consumidores tenham acesso ao melhor da TV na tela do computador.

O iPad posiciona a Apple de forma direta no mercado editorial do qual a Amazon.com foi pioneira com o leitor eletrônico Kindle. A grande diferença é que o iPad desbanca o Kindle por agregar cor e vídeo e, certamente, irá revolucionar o setor editorial da mesma maneira que o iPod mudou a música. Além disso, a nova criatura da Apple se conectará com uma loja de livros eletrônicos, a iBooks Store, lançada em parceria com cinco grandes editoras norte-americanas (Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan, e Hachette Book Group).

Os grupos editorais ainda sentem na pele o dano que a loja digital de música iTunes, da Apple, causou às gravadoras, ao ditar preços e permitir que os consumidores adquirissem as faixas individuais desejadas, o que destruiu as vendas de álbuns. Se forem espertos verão que Jobs foi ao ringue e os chama à luta. Entrar na luta, neste caso, é unir forças visando criar uma poderosa loja virtual para seus títulos, jornais e revistas. E de quebra entregar à clientela, a custo simbólico, sua própria maquininha.

Washington Araújo/Observatório da Imprensa
siga o Blog do Mesquita no Twitter

, , , , , , , , , , ,

Não tenho qualquer respeito e admiração pelos donos de órgãos de comunicação, os Rupert Murdoch brasileiros, mas não admito de forma alguma, CENSURA À IMPRENSA, restrição À INFORMAÇÃO E OPINIÃO. Na verdade, sempre manejaram contra mim. Os governos e os apavorados “jornalistas”.

Começando, em tempo e propósito: conheço todos esses DONOS DE ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO, sei como enriqueceram, juntando todos eles, dizia sem poder ser desmentido: “Sou o único dono de jornal que sabe escrever e escrevo diariamente”. Combati abertamente a ditadura, nessa convicção, joguei tudo que tinha. Antes de ir para a Tribuna em 1962, fui sempre O MAIOR SALÁRIO DA IMPRENSA brasileira.

Apesar de tudo isso, SOU CONTRA QUALQUER CENSURA, LIMITAÇÃO, RESTRIÇÃO À OPINIÃO E À INFORMAÇÃO. Tudo isso que está no projeto de DIREITOS HUMANOS, não serve à coletividade.

Precisamos muito mais de uma “PRIMEIRA EMENDA” da Constituição americana, respeitada e admirada no mundo inteiro, do que restrições vingativas de terroristas de “esquerda”.

Única satisfação e certeza, como tenho dito: nada que está no projeto chamado pejorativamente de “Direitos Humanos”, é para entrar em vigor. Pelo menos isso.

Logo que surge uma questão polêmica mas que atraia votos e promova espaços na mídia, lá está o antigo servo, submisso e subserviente aproveitador da ditadura, Miro Teixeira.

Quando sinalizaram sobre a Lei de Imprensa, (certo ou errado) lá estava o senhor Miro, campeão do “teixeirismo”, opinando sem ser chamado.

Agora, quando o projeto de “Direitos Humanos”, propõe descaradamente a CENSURA À IMPRENSA, a devassa dos meios de comunicação, vem o senhor Teixeira e diz: “Nos meios de comunicação, existe concorrência, diversidade de veículos e opiniões”. Ha! Ha! Ha!

Esse “teixeirismo” é diferente do que ele pregava de 1970 a 1982. (Até mesmo entre 1974 e 1978, quando aparentemente estavam fora do governo). Por 8 anos, Chagas Freitas foi “governador” da Guanabara e do Estado do Rio. E na ante-sala, de avental branco, o senhor do “teixeirismo”, vendia à vista, os decretos que o “governador” assinaria a prazo.

Durante 12 anos, Chagas Freitas e Miro Teixeira “pertenciam” ao mesmo MDB do que eu. Durante 12 anos, a Tribuna da Imprensa NÃO PUBLICOU UM CENTÍMETRO DE PUBLICIDADE DO GOVERNO.

Enquanto isso, Chagas Freitas “governador”, que era dono de jornal, fez acordo com o Ministro da Fazenda, Mario Henrique Simonsen. (Depois Citisimonsen, quando deixou de ser ministro e passou a ser Executivo do Citibanque).

Chagas se dizia “constrangido em faturar publicidade de seu “governo”, para os próprios jornais”. Então ficou assim: Simonsen encaminhava toda a publicidade federal para os jornais de Chagas, e o faturamento do estado era distribuído da forma como o Ministro da Fazenda determinava, Miro Teixeira executava.

Foi o tempo financeiramente mais feliz de todos eles.

Em 1966 fui cassado 3 dias antes da eleição, festejaram. Chagas deixou o “governo” pela segunda vez, vendeu os jornais por preço “enlouquecido”, desapareceu. Miro Teixeira é deputado desde 1970. Já tentou ser governador, perdeu, a ditadura acabara. Quis ser prefeito duas vezes, derrotado.

Em 1982, candidato a governador, acusou o já morto ex-governador Carlos Lacerda, “de ter mandado jogar mendigos no Rio da Guarda”. Processado pela brava Sandra Cavalcanti, condenado.

Apelou então para mim, queria ser candidato a deputado, se Sandra impugnasse sua candidatura, não poderia concorrer. Amigo e admirador de Sandra, falei com ela, me respondeu: “Helio, diga a ele que pode ser candidato, não vou impugná-lo”.

Fui intermediário, sem ódio e sem vingança. Esses 12 anos sem faturamento estadual, se acumulam com os outros da PERSEGUIÇÃO FEDERAL.

* * *

PS – Acho que em vez de CENSURA e PERSEGUIÇÃO, o Congresso poderia IMPEDIR que donos de órgãos de comunicação TIVESSEM NEGÓCIOS fora desse setor.

PS 2 – Poderiam também fazer uma Lei, CONSTITUCIONAL, determinando que o faturamento com venda avulsa, PAGASSE PELO MENOS A DESPESA COM PAPEL. O jornal custa 2 reais,paga 35 por cento ao jornaleiro (70 centavos) e 5 por cento ao distribuidor (10 centavos).

PS 3 – Entra para a “casa”, 1 real e 20 centavos, longe de pagar a montanha de papel que usam diariamente. Toda a formidável despesa do RESTO, tem que ser paga com a publicidade visível e a invisível, que vem através do “sistema”.

PS 4 – Muito mais fácil e constitucional: em vez de VIOLÊNCIA, TRANSPARÊNCIA.

Hélio Fernandes/Tribuna da Imprensa
siga o Blog do Mesquita no Twitter

, , , , , , , , , , ,

Da série “Acorda Brasil!”

Os Tupiniquins temos que ficar alertas. Os maluquetes bolivarianos do PT vão continuar insanos em busca de amordaçar a imprensa.

Não sabem os idiotas da objetividade — Nelson Rodrigues — que com blogs e twitter tal estalinista tentativa dará com os ‘próprios’, n’água!

Contra censura. Sempre! Antes que Cháves!

O Editor


A obsessão totalitária

Censurar a imprensa e impedir o fluxo de ideias no Brasil é a única bandeira genuinamente comunista que sobrou aos petistas.

Um observador ingênuo pode não entender a obsessão de petistas, manifestada desde o momento zero do governo Lula, de abolir a liberdade de expressão no Brasil. Afinal, em sete anos de administração do país, alguns fizeram enormes avanços pessoais e coletivos. Aumentaram o patrimônio, passaram a beber bons vinhos e a vestir-se com apuro.

A política econômica é modelo até para os países avançados e as conquistas sociais fazem inveja a reformadores de todos os matizes ideológicos. Destoam desse rol de avanços a diplomacia megalonanica e a inconformidade com o livre trânsito de ideias no país. O próximo ataque organizado à liberdade de expressão se dará em março, com a Segunda Conferência Nacional de Cultura (CNC).

Apesar do nome pomposo, ninguém irá lá para discutir cultura. Os petistas vão, mais uma vez, tentar encontrar uma forma de ameaçar a liberdade de imprensa e obrigar revistas, jornais, sites e emissoras de rádio e TV a apenas veicular notícias, filmes e documentários domesticados, chancelados pelos soviets (conselhos) petistas e reverentes à ideologia de esquerda.

Fábio Portela/Veja
siga o blog do Mesquita no Twitter

, , , , , , , , ,

Nem tudo é sinônimo de Oscar para “O Cara”. O filme Lula o filho do Brasil, sofre bombardeio interno – a oposição diz que o filme é eleitoreiro e fere a legislação eleitoral – e externa. A Revista inglesa ‘The Economist’, a mesma que em matéria de capa recente, saudou a decolagem econômica do Brasil, ‘desce a ripa’ na história da saga cinematográfica do apedeuta.

O Editor


Economist critica filme sobre Lula

“O presidente Lula apresentado no filme Lula, o Filho do Brasil é bom demais pra ser verdade”. A frase é de uma reportagem publicada nesta quinta (21) pela revista britânica The Economist.
O artigo faz severas críticas ao longa metragem e diz que o filme conta a história de um garoto pobre que subiu na vida, “cujas virtudes foram capturadas em close-up, mas os defeitos ficaram na mesa de edição”.
Com o título de “Lula, Higienizado”, a reportagem afirma que a história contada na tela dos cinemas “é uma versão adocicada do petista”. E ainda acrescenta que o filme pode ser mais uma ferramenta eleitoral em prol da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. “Beneficiar-se de um pouco do carisma de Lula é a maior esperança para Dilma Rousseff chegar à presidência em outubro e há sinais de que isso já esteja acontecendo”, conclui o artigo.

coluna Claudio Humberto
siga o blog do Mesquita no Twitter

, , , , , , ,

William Bonner, do Jornal Nacional, costuma dizer que todas as noites sua equipe tenta colocar um elefante dentro de uma caixa de sapatos. Sempre conseguem.

Trata-se da configuração do jornal de maior audiência na TV brasileira. Significa que grande quantidade das notícias produzidas é jogada na lata do lixo e outras tantas somente são divulgadas após lapidar edição que envolve a escolha de enquadramentos, incidências e aparas. Por ficarem de fora, não serão discutidas pelo público: o “lixo”, outros enquadramentos, outras incidências, outras maneiras de ver e de apresentar os temas.

É o que se denomina agendamento (agenda setting), teoria bastante conhecida em todo o mundo por qualquer estudante de comunicação, desde os anos 70, que revela como os meios de comunicação determinam a pauta (agenda) para a opinião pública. Ou seja, resolvem o que e de que forma – de que ângulo, de que ponto de vista, sob que aspecto ou profundidade – nós, indefesos leitores/ouvintes, devemos discutir a história de cada dia. Pois, para muitos, o que não deu no Jornal Nacional, a caixa de sapatos de Bonner, não aconteceu.

Tem-se no agendamento o instrumento de impor ao leitor/ouvinte uma carga de opiniões político-ideológicas ou culturais que interessam às instâncias de poder vinculadas aos donos do veículo de comunicação. Dito de outra forma, a linha ideológica nasce de modo “espontâneo”, das necessidades dos profissionais da comunicação de manter uma relação de boa convivência e conforto em seus postos de trabalho. Ou seja, a linha ideológica da notícia nasce não só do perfil intelectual e cultural do jornalista, de suas relações e afinidades ou do seu compromisso social, mas também e sobretudo do tipo de (in)dependência profissional com seu veículo empregador.

De qualquer forma, para a unanimidade dos estudiosos não há isenção na produção de qualquer matéria jornalística, mesmo a que não é rotulada como opinativa. E assim, o ouvinte/leitor recebe o “benefício” do agenda setting para não precisar pensar.

Já na década de 20, dizia o Estadão: “Um verdadeiro jornal constitui para o público uma verdadeira bênção. Dispensa-o de formar opiniões e formular ideias. Dá-lhes já feitas e polidas, todos os dias, sem disfarces e sem enfeites, lisas, claras e puras” (Editorial do O Estado de São Paulo, de 14/01/1928).

Pode-se inferir então que um mergulho no “lixo” e nas aparas, e um exame por ângulos e critérios ideológicos diversos no noticiário jornalístico, certamente produziriam caixas de sapatos diferentes da de Bonner. Um mergulho e um exame que serão facultados a qualquer ouvinte/leitor quando o veículo de comunicação lhe oferecer os diversos ângulos e a totalidade dos fatos, para que exerça criticamente sua análise e sua escolha. Será, enfim, a oportunidade de poder formar sua opinião, sua versão dos fatos.

Para que isso aconteça, a sociedade precisa se dar conta de que existe um direito que a Constituição lhe garante: o Direito à Informação. Informação em sua integralidade, que permita acesso a uma leitura crítica, personalizada, liberta das amarras opinativas unidirecionais viciadas. Democraticamente aberta a múltiplas interpretações e juízos. Múltiplas caixas de sapatos…

Um novo olhar

Uma amostragem do que “não aconteceu” (o lixo e as aparas do Bonner) pode ser vista no noticiário dos últimos dias:

Na última quinta-feira (24/12), o prestigiado jornal francês Le Monde escolheu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “o homem do ano de 2009. Por seu sucesso à frente de um país tão complexo como o Brasil, por sua preocupação com o desenvolvimento econômico, com a luta contra as desigualdades e com a defesa do meio-ambiente”.

Poucos dias antes, Lula foi escolhido pelo jornal espanhol El País a primeira das cem personalidades mais importantes do mundo ibero-americano em 2009. Com direto a foto de capa inteira e perfil assinado pelo próprio primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero. “Homem que assombra o mundo”, “completo e tenaz”, “por quem sinto uma profunda admiração”, escreveu o premiê espanhol.

Neste dia 29 de dezembro, o jornal britânico Financial Times escolheu o presidente brasileiro como uma das 50 personalidades que moldaram a última década, porque “é o líder mais popular da história do Brasil”. “Charme e habilidade política… baixa inflação… programas eficientes de transferência de rendas…”, diz o jornal.

Há nestas notícias da imprensa internacional o reflexo de um novo dia, de um novo tempo de novos sonhos. Um novo olhar do mundo sobre o Brasil. No entanto, para o leitor/ouvinte dos nossos jornalões, simplesmente nada disso aconteceu.

, , , , , , , , , , , , ,

Espectador do BBB10

, , , , ,

Desconfiar sempre de qualquer vestal! Essa deve ser a regra.
Boris Casoy: mais um falso moralista que desce para o ralo da história.
Os garis deveriam lavar o minúsculo, se não inexistente, cérebro do preconceituoso jornalista com água sanitária!

, , , , , , ,