Zelaya, Cháves, tendas petrolíferas e democracia

A meia dúzia dos que me lêem aqui no blog, sabem que não tenho a menor simpatia pelos doidivanas tipo Cháves, Evo Morales, Rafael Correa e demais protótipos de déspotas que vicejam nas Caraíbas e arredores. Coloquemos aí, para atualizar a lista, o bigodudo Zelaya, recém chegado ao time dos candidatos a caudilho.

Acontece, que independente da minha insignificante antipatia, os referidos senhores fora eleitos em eleições democráticas, fiscalizadas por organismos internacionais e observadores idôneos, o que por si só já as validam.

O que tais figurinhas tentam é usando de referendos e/ou plebiscitos, alongarem os mandatos através de emendas à constituição de seus (deles) países. Usando de outros métodos mais sutis, o nosso sociólogo da entregação, FHC, conseguiu o feito de aprovar emenda constitucional inaugurando a reeleição na taba dos Tupiniquins.

Agora, o que realmente me incomoda é a carga que a mídia exerce somente sobre tais personagens. Aproveitam e batem também no carniceiro cubano, o provecto Fidel.

Deixam de lado os dirigentes de inúmeros países do oriente, que se perpetuam em dinastias, governando sem democracia, votos, liberdade de imprensa ou partidos políticos. Mantendo regimes autoritários, autocráticos e cruéis, reprimem quaisquer manifestações de oposição, impondo ao povo infelicitado todo tipo de agressão aos direitos humanos. Nesses feudos, a tortura, a mutilação e outras penas cruéis são aplicadas sem complacência. Isso sem contar o tratamento dado às mulheres. Nenhum governante ocidental, nem imprensa de nenhum matiz, escrevem uma linha contra tais senhores.

Aproveitem e insiram aí, em qualquer parágrafo, e adjetivo, a China com julgamentos secretos e execuções sumárias.

Alguém aí já ouviu o Obama chamando a China de ditadura? Quem já ouviu o Lula cobrando democracia de qualquer um desses países com faz agora com Honduras? Alguém ouviu os ‘Buschs‘ suspenderem relações diplomáticas e/ou comerciais com ditaduras assentadas sobre lençóis de petróleo até que por lá acontecessem eleições livres?

Fazemos qualquer negócio!

Viva o petróleo! Não é mesmo?

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