The Economist diz que bolha chinesa vai estourar em 2018

O jornal português Diário de Notícias publicou nesta quinta-feira (13) uma matéria sobre artigo de opinião da revista The Economist enviada somente aos seus assinantes, onde Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU) afirma que a crise só não acontece antes porque o presidente da China “não quer más notícias” até o congresso do Partido Comunista, em 2017.

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Segundo reportagem do diário português, Costa em seu artigo diz que acredita que China dará “novos passos” no setor financeiro português.

O economista destaca que a economia chinesa deve sofrer uma “queda violenta” em 2018. Só não acontece antes porque em outubro de 2017 há o importante congresso do Partido Comunista do país, fórum que só se realiza a cada cinco anos, acrescenta o economista chefe.
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O Diário de Notícia descreve que Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU), faz um retrato bastante negro do que está para vir naquela que é considerada a segunda maior economia do mundo.

Atualmente ainda cresce, mas a desaceleração é cada vez mais visível, conforme demonstrado pelo FMI há alguns dias.

Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU), faz um retrato bastante negro do que está para vir naquela que é considerada a segunda maior economia do mundo Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU), faz um retrato bastante negro do que está para vir naquela que é considerada a segunda maior economia do mundo.

O noticiário português observa que o diagnóstico da EIU é bem direcionado para Portugal, tendo em conta os muitos investimentos chineses nesta economia e as muitas parcerias e projetos que estão para ser apadrinhados atualmente pelo governo e o próprio primeiro-ministro, António Costa, que chegou esta quinta-feira de uma viagem de negócios e de diplomacia econômica ao gigante asiático.

Para Simon Baptist, “durante muitos anos, os economistas — incluindo a EIU — vem falado da possibilidade de um colapso violento da China”. Embora o conceito seja algo “nebuloso”, isso se traduz na prática em um “grande declínio do crescimento (cerca de dois pontos percentuais)” por ano. Há cinco anos atrás, diz o mesmo economista, este não era o cenário mais provável — “pensávamos que a China poderia evitar isto” — mas tendo em conta “a enorme acumulação de crédito no país, significa que tal abrandamento é agora inevitável”.

“O boom [explosão] de crédito na China é insustentável não apenas por causa do seu tamanho, mas também porque estes empréstimos foram canalizados para empresas estatais não produtivas ao invés de ser direcionados para o setor privado mais dinâmico”, atira Baptist. E acrescenta: “Isto faz com que seja improvável que os lucros futuros sejam suficientes para servir esses empréstimos.”

Bolha adiada, diz a EIU no artigo

No entanto, a bolha não deve estourar em 2017 por uma razão política. “Pensamos que o abrandamento só irá acontecer em 2018, já que Xi Jinping [o Presidente da China] não quer más notícias sobre a economia do país antes de outubro de 2017?, quando se realizará o congresso do Partido Comunista que ocorre de 5 em 5 anos.

O Diário de Notícias lembra que em 20 de outubro, o FMI avisou que o governo chinês “tem de tomar medidas para travar o crédito que está aumentando em um ritmo perigoso e cortar apoios às empresas públicas, além de aceitar um crescimento de PIB mais lento”.

Segundo vários peritos, um dos maiores problemas é a alta concentração de crédito imobiliário, que pode nunca chegar a ser pago aos bancos domésticos e estrangeiros, com interesses no país. Segundo o FMI, em 2015 a “segunda maior economia do mundo” cresceu 6,9%, este ano expande-se 6,6% e em 2017 fica pelos 6,2%.

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e designer gráfico e digital.

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e “designer”.

Bacharel em administração e bacharelando em Direito.

Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior.

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