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Tesoureiro do PT, envolvido em denúncias da Bancoop, é membro do conselho da Itaipu Binacional

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Brasil: da série “só dói quando eu rio!”

Apesar de enrolado até o pescoço, em denúncias na roubalheira da Bancoop, esse senhor João Vaccari Neto, faz dos Tupiniquins, autênticas vacas de presépio. Que tipo de aconselhamento tal personagem pode oferecer?[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Esses cabides de ‘conselheiros’ servem para abrigar as mais estranhas criaturas, nos mais estranhos cargos, nas mais inacreditáveis parcerias. Por exemplo: o ex — um monte de coisas — Roberto Freire, aquele que é(?), era(?), nunca foi(?) comunista de carteirinha, morando em Pernambuco, é hoje conselheiro no governo José Serra, embolsando a bagatela de R$20Mil mensais, para aconselhar as impolutas penas tucanas na paulicéia desvairada.

Já esse senhor Vaccari,  — ganha R$13Mil por mês para ir a uma reunião a cada 2 meses — já foi defenestrado da Caixa Econômica Federal, habitual cabide de muitos “cumpanheiros”, e agora é o tesoureiro da campanha da “cumpanheira” Dilma. Uáu!

Será essa prática, o que o PT costuma chamar de “criar um Estado forte”?

O PT não precisa de adversários. Externos, bem entendido, pois, internos, já os tem em demasia.

O editor


Caixa do PT, Vaccari continua no ‘conselho’ de Itaipu

Guindado à função de Secretário de Finanças do PT federal, João Vaccari Netto deixou a presidência da Bancoop. Mas reteve um contracheque de Itaipu.

O novo gestor das arcas do PT ocupa, desde 2003, uma cadeira no conselho administrativo da hidrelétrica.

Em texto veiculado no seu portal na web, Itaipu Binacional informa que o conselho “reúne-se a cada dois meses ou em convocação extraordinária”. Para quê?

“Definir as diretrizes fundamentais da administração da empresa e seu regimento interno; aprovar o orçamento para cada exercício; e examinar o relatório anual”.

O trabalho dos conselheiros não chega a ser extenuante. Mas rende remuneração mensal não negligenciável: pouco mais de R$ 13 mil.

Vaccari recebeu a sinecura do amigo Lula. Foi uma espécie de prêmio de consolação. Vale recordar o que se passou.

No alvorecer do primeiro mandato de Lula, Vaccari era presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e secretário de Finanças da CUT, braço sindical do PT.

Na fase de composição do governo, o petismo cogitou acomodá-lo num posto vistoso, a presidência da Caixa Econômica Federal.

Vaccari foi barrado por dois obstáculos: uma barricada de Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, e a falta de diploma universitário.

Os estatutos da Caixa exigem que o presidente tenha frequentado os bancos de uma universidade. E Vaccari não preenchia esse quesito.

Lula ordenou, então, que fosse providenciado outro cargo para Vaccari. Foi à mesa a sugestão de acomodá-lo em Itaipu. O presidente aprovou prontamente.

O contato do bancário Vaccari com o mundo da energia era, então, exíguo. Achegava-se ao tema só no instante em que precisava tatear o interruptor de luz.

O tempo passou. Vaccari migrou do sindicato para a Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários paulistas. Só não deixou Itaipu.

Na Bancoop, Vaccari respondeu, primeiro, pela área financeira. Depois, pela presidência. Dali, escalou o controle das arcas do PT.

Pediu desligamento da Bancoop. Mas reteve a cadeira de “conselheiro” de Itaipu. Tornou-se um conselheiro incômodo.

Acusado de malfeitos na cooperativa, Vaccari é alvo do Ministério Público de São Paulo e dos partidos de oposição. Nega as irregularidades que lhe atribuem.

A despeito disso, não será o tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff. Optou-se por separar as arcas do comitê eleitoral dos cofres da legenda.

Dilma vai escolher seu próprio tesoureiro. Há sete anos, a mesma Dilma respondia pelo ministério das Minas e Energia, de cujo organograma pende Itaipu.

Nessa época, a ministra não viu problemas confiar a Vaccari a cadeira no conselho da estatal binacional.

blog Josias de Souza

José Mesquita

José Mesquita

Pintor, escultor, gravador e "designer". Bacharel em administração e bacharel em Direito. Pós-graduado em Direito Constitucional. Participou de mais de 150 exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Criador e primeiro curador do Prêmio CDL de Artes Plásticas da Câmara de Dirigentes Lojista de Fortaleza e do Parque das Esculturas em Fortaleza. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Norman Rockwell de Desenho e Gravura do Ibeu Art Gallery em Fortaleza, membro da comissão de seleção e premiação do Salão Zé Pinto de Esculturas da Fundação Cultural de Fortaleza, membro da comissão e seleção do Salão de Abril em Fortaleza. É verbete no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas e no Dicionário Oboé de Artes Plásticas do Ceará. Possui obras em coleções particulares e espaços públicos no Brasil e no exterior. É diretor de criação da Creativemida, empresa cearense desenvolvedora de portais para a internet e computação gráfica multimídia. Foi piloto comercial, diretor técnico e instrutor de vôo do Aero Clube do Ceará. É membro da National American Photoshop Professional Association, Usa. É membro honorário da Academia Fortalezense de Letras.

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