Eduardo Cunha, Yunes,Temer e Moro

Pergunta n°35

De Eduardo Cunha à Michel Temer, arrolado como testemunha de Cunha no processo da Lava-Pato:
– Qual a relação de Vs.Exelência com o Sr . José Yunes?
– Sua Excelência o Dr juiz Sérgio Moro anulou a pergunta – essa e mais 20 do total de 44 perguntas formuladas por Cunha.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

O Exmo.Sr.Dr. Juiz Sérgio Moro considerou parte das questões como inapropriadas ou então sem pertinência com o objeto da ação penal.

PS. Esse depoimento na Corte Federal de Curitiba, foi tomado, de forma presencial, quatro dias antes da bombástica entrevista do Sr.Yunes, envolvendo além de Yunes, esse, um anjo de inocência, o pacote do Elizeu Quadrilha, Funaro e mensageiros asininos.

Veja e a Guerra Híbrida

Capa apropriada para camuflar a ‘suruba’ do Jucá.

Observem a proporção do destaque em relação à importância dos temas. O insignificante fato do culto à celebridades, capa cheia.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Já a notícia explosiva do dedo do proctologista do Eliseu Quadrilha, José Yunes, uma discreta e minúscula chamada no topo da capa.
Isso é um exemplo de estratégia midiática da Guerra Híbrida.

Suruba: Enredo de Yunes faz de Temer uma caricatura

Há uma originalidade perversa na história contada pelo advogado José Yunes.

O enredo transforma Michel Temer, amigo de meio século de Yunes, numa caricatura buslesca. É como se, a pretexto de proteger o presidente, Yunes o desnudasse.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Graças às delações da Odebrecht, o país ficou sabendo que, em 2014, Michel Temer pediu R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht. O dinheiro foi entregue a pessoas da confiança de Temer —R$ 4 milhões foram para Eliseu Padilha. Uma parte foi entregue no escritório de Yunes.

Pois bem. Temer já havia confirmado que fez o pedido a Odebrecht. Mas alegara que o dinheiro foi para o PMDB e está declarado na Justiça Eleitoral. Agora, surge Yunes com essa história fabulosa sobre um envelope de conteúdo desconhecido.

Yunes diz ter ficado surpreso quando o dolero Lúcio Funaro apareceu no seu escritório. Concluiu que fez o papel de “mula” de Padilha. Isso ocorreu em setembro de 2014. Em dezembro, vieram à luz as delações da Odebrecht, que falam de Temer, de dinheiro, de Padilha e do escritório de Yunes.

O amigão de Temer se demitiu da assessoria do Planalto em dezembro. Agora, afirma que nunca conversou com Padilha sobre o assunto. No final do ano 2016, trocou ideias com Temer, que reagiu com naturalidade. O grande perigo das meias verdades é o sujeito dizer exatamente a metade que é mentirosa.

Blog JosiasdeSouza

Governo soube de delação da Odebrecht antes de divulgação na imprensa

O presidente Michel Temer e a cúpula de seu governo tiveram conhecimento do teor da delação de Claudio Mello Filho, ex-diretor da Odebrecht, antes mesmo que a informação chegasse à imprensa, que noticiou envolvimento do primeiro escalão do Palácio do Planalto que atingia, inclusive, o chefe do Executivo.Conteúdo de delação circulou nos corredores do Palácio do Planalto dias antes de chegar à imprensa

Conteúdo de delação circulou nos corredores do Palácio do Planalto dias antes de chegar à imprensa.

A informação é da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo desta segunda-feira (19).

[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

De acordo com a colunista, Temer soube dias antes da divulgação sobre a citação de seu próprio nome na delação e do envolvimento de alguns de seus auxiliares diretos, dentre eles José Yunes, o então Assessor Especial da Presidência da República, que pediu demissão no dia 14.

No depoimento, o ex-executivo da Odebrecht relata repasse de R$ 10 milhões para Temer e para o PMDB tendo Yunes como mediador direto.

Em tese, o conteúdo de delações é sigiloso e deveria ser de conhecimento apenas do Ministério Público Federal (MPF), dos delatores autores dos depoimentos e de seus advogados.

Na última semana, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse, sob pretexto dos vazamentos, ser “possível” a anulação da delação da Odebrecht. O Jornal do Brasil havia antecipado dias antes a “pizza” em que poderia acabar a delação que atinge a cúpula do PSDB e do PMDB. As declarações de Mendes confirmaram o editorial.