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A jovem que construiu a própria a casa e é a única brasileira a dar dicas de reforma no YouTube

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Paloma Cipriano começou no YouTube com a intenção de falar sobre moda e, hoje, tem meio milhão de seguidores em perfil sobre construção

Paloma Cristina Pereira Santos sonhava com a fama no YouTube ao falar de moda, viagens e maquiagem. Só havia um problema: a moradora de Sete Lagoas, no interior de Minas Gerais, nunca tinha saído do Estado nem sabia fazer maquiagem.

Quem trouxe a solução foi sua mãe, Ivone. “Ela sugeriu que eu me filmasse colocando piso e colocasse no canal. Não achei a ideia sensacional, mas gravei e postei.”

Passados quatro anos, ela acumula mais de meio milhão de seguidores no canal Paloma Cipriano. Agora, fala principalmente de um assunto que conhece bem, a construção civil, embora também se aventure em outros assuntos, como limpeza e organização.

No vídeo de maior sucesso, com 7,5 milhões de visualizações, ela ensina a rebocar uma parede. Em outros, mostra como instalar pisos, trocar torneiras, construir pilares de concreto e até erguer paredes.

Única youtuber mulher a ensinar construção no Brasil, Paloma, de 25 anos, conquista os espectadores com sua linguagem simples, mesmo quando o assunto é complicado. “Mostro que, se eu consigo, todos conseguem.”

‘Eu sou a pedreira, minha mãe, a servente’

Paloma segura um marteloDireito de imagem ARQUIVO PESSOAL
Paloma e sua mãe foram as responsáveis pela ampliação da casa onde moram, construída originalmente com apenas dois cômodos

Paloma e sua mãe foram as responsáveis pela ampliação da casa onde moram há 25 anos, que tinha originalmente apenas dois cômodos. Hoje, são quatro quartos, dois banheiros, cozinha, sala, varanda e quintal – e, em todos estes ambientes, a youtuber já fez alguma obra.

Ela aprendeu a fazer as reformas com os amigos da mãe, que ajudaram a ampliar o imóvel quando o dinheiro da família para as reformas acabou. Logo, descobriu que gostava de fazer isso e, mais, que tinha talento.

Com o passar dos anos, Paloma e Ivone se tornaram as únicas “mestres de obras” da casa. Embora a mãe não se aventure tanto nisso quanto a filha, ela ajuda nos acabamentos. “A gente fala que sou a pedreira, e minha mãe, a servente.”

A experiência levou a jovem a estudar engenharia civil em 2013, mas ela largou o curso no primeiro semestre para se dedicar ao YouTube, quando o projeto ainda era sobre outros temas. Hoje, é uma especialista no tema.

Ela estima ter economizado quase R$ 25 mil fazendo a construção e a reforma da sua casa por conta própria. “Com certeza, não teria condições de pagar por todas as coisas que fiz.”

Youtuber aprendeu a lidar com comentários machistas

Paloma diz que há muita pesquisa por trás de cada vídeo. “Preciso passar massa corrida na parede? Procuro na internet, aprendo, tento e faço.”

Sem uma figura paterna em casa, ela diz que a inspiração de entrar em um ramo tão dominado por homens veio da mãe. “Ela faz de tudo. Quando a gente era criança, levantava às 5h pra capinar lote. É essa força de vontade de ir lá e fazer que me incentiva.”

As duas irmãs de Paloma não se envolvem nas reformas, mas a youtuber tem a ajuda do irmão com o canal. Paulo, de 13 anos, colabora com a produção dos vídeos. “Ele não coloca a mão na massa, mas estou ensinando”, garante.

Muitos seguidores do canal, no entanto, estranham o fato de Paloma, e não Paulo, ser a responsável pelas reformas em casa. “Antigamente, ficava chateada com pessoas comentando que não era eu quem fazia as coisas, que era algum homem”, relembra.

Ela conta que não raro recebe comentários preconceituosos, principalmente de homens que trabalham na construção civil.

“Por exemplo, ensino a fazer algo de tal forma. Vem um homem que acha que deve fazer de um jeito diferente e diz que estou errada. Mas, no fim, eu fiz certo. O ponto é que alguns sentem a necessidade de apontar erros mesmo quando eles não existem.”

A princípio, os comentários em seus vídeos no YouTube a entristeciam. Mas ela aprendeu a relevar. “Apago os comentários machistas, mas, em geral, são tão ridículos que os outros seguidores nem dão ibope”, diz. Há, entretanto, alguns que ainda a incomodam: “Aqueles que me sexualizam”.

Por enquanto, o público de seu canal é majoritariamente masculino: cerca de 60% dos espectadores são homens. Mas Paloma diz que o número de mulheres tem aumentado.

As seguidoras costumam fazem elogios. “Parabéns pelo trabalho, através dos seus vídeos, terminei minha casa sem ajuda de pedreiro”, disse uma delas. “Vou fazer. Tô cansada de esperar pelo meu marido”, escreveu outra.

Um destes relatos foi marcante. Uma mulher de pouco mais de 40 anos colocou piso na casa toda vendo seus vídeos. “Eu me lembrei da minha casa sem piso e com piso. Quem nunca passou por isso não faz ideia da diferença que faz.”

A tendência do ‘faça você mesmo’

Paloma segura uma trenaDireito de imagem ARQUIVO PESSOAL
A mineira é a única brasileira a ensinar a como construir no YouTube

Muitas empresas já vêm apostando no nicho de ensinar a construir por meio de vídeos no YouTube. No Brasil, alguns homens têm se aventurado nesse mercado. E, mesmo sendo a única mulher, Paloma é quem tem mais seguidores.

Nos Estados Unidos, o filão já é mais desenvolvido. Ainda assim, a maioria dos canais estilo “faça você mesmo” (do it yourself, na expressão em inglês, ou DIY) são apresentados por homens.

Paloma tem uma estratégia para continuar crescendo. Aposta no desconhecimento das mulheres de sua capacidade de fazer consertos por conta própria. “Eu ser mulher mostra aos homens que mulheres não são inferiores e, para as mulheres, que elas também podem”, diz.

“Se eu pude fazer um pilar de concreto, sem nem sequer ser formada em engenharia, por que elas não conseguiriam trocar um chuveiro?”

youtuber diz que esse aprendizado é importante, independentemente se as mulheres trabalharão com isso. “Não é questão de saber fazer, mas de ter a informação para nunca ser passada para trás”, afirma.

Além disso, “é importante ensinar os caras que não precisamos deles tanto quanto imaginam”, diz ela, entre risos.

Profissão: youtuber

O sucesso do canal, que tem mais de 150 vídeos, permitiu que Paloma se tornasse youtuber profissional. “Filmo, edito, produzo”, conta a jovem, que já trabalhou como digitadora, vendedora e entregando panfletos.

A confecção de cada vídeo – usando apenas uma câmera e um tripé para a filmagem e um computador para a edição – leva, no mínimo, um dia, mas, em média, é algo que exige três dias de trabalho.

Paloma diz que se inspira das necessidades que encontra dentro de casa. “Tudo o que precisa, eu faço. Não tínhamos sofá, fiz um. Já assentei piso, coloquei porta, reboquei parede, passei massa corrida, instalei placa de decoração, pintei parede, fiz textura, piscina, estante…” Ela diz que, quando começou, sua casa estava sem qualquer acabamento. “Hoje, está quase completa.”

youtuber agora viaja com frequência para dar oficinas em lojas que a patrocinam e complementam sua renda. O dinheiro é suficiente para se manter, pagar a faculdade de publicidade e ajudar a família.

Em resumo, Paloma é “mulher para toda obra”. E é isso o que ela quer ensinar com seus vídeos.

“Sei que minha vivência não é a mesma de outras mulheres, mas vai lá, pega e faz! Não fica pensando, duvidando de si mesma. ‘Como eu queria fazer…’ ‘Por que eu não aprendi…’ Essas perguntas não têm de ser feitas. Quando estiver pronto, você avalia e aprende com isso”.

Blog do Mesquita,YouTube,Redes Sociais,Internet

Como o YouTube se tornou um celeiro da nova direita radical

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RESOLVI FAZER UM experimento. Com um navegador recém instalado, abri o YouTube e cliquei em um vídeo sobre as máquinas de forjamento de martelo mais rápidas e pesadas que existem. Deixei o sistema rodar mais 13 vídeos na sequência, assistindo aos vídeos, sem deixar likes ou fazer login. A ideia era ver quais eram as sugestões que o YouTube recomendava depois do primeiro.

As recomendações e os anúncios, voltados para quem exalta o estilo de vida do Rambo, mostram que os algoritmos entenderam que, porque eu cliquei em um único vídeo de máquinas pesadas, eu sou homem e gosto de armas e churrasco.

Essas conexões que os algoritmos fizeram vêm dos dados que o YouTube analisou sobre meu comportamento no site e sobre os vídeos com os quais interagi, seja clicando sobre o vídeo, pausando, aumentando o volume ou até mexendo o mouse sobre as recomendações. Tudo é monitorado. As métricas que escolhem quais vídeos serão recomendados são baseadas, principalmente, na possibilidade de um vídeo ser assistido pelo usuário. Ela faz parte de um mecanismo sofisticado de inteligência que tem um objetivo principal: fazer com que você passe o máximo de tempo possível no YouTube.

Como conteúdos extremistas naturalmente chamam mais atenção, a plataforma cria uma bolha conectando vídeos bizarros. Assim, usuários mergulham cada vez mais fundo num assunto. Não por acaso, da fabricação de martelos eu fui levada pelo algoritmo para um vídeo sobre munição e armas em apenas 13 passos. A mesma coisa acontece com vídeos relacionados à política.

Recomendação ao extremo

Em 2015, os usuários do YouTube subiam 400 horas de vídeo por minuto. A maior parte desse conteúdo é criada de forma amadora. No site, usuários de todo o mundo gastam mais de um bilhão de horas assistindo a vídeos todos os dias.

Apesar de ter um serviço de assinaturas, o YouTube Premium, o serviço ganha dinheiro mesmo é com anúncios. Para sustentar a infraestrutura necessária – e garantir que o modelo continue crescendo – o site precisa ser gigante. Como na velha TV aberta, quanto mais pessoas assistindo a um programa, mais gente vê os comerciais durante os intervalos.

Para manter o interesse das pessoas nos canais – e garantir que elas sejam expostas a mais e mais anúncios –, a plataforma usa algoritmos para organizar o conteúdo e circular vídeos novos, gerando uma demanda diária por novo material. Esses algoritmos usam uma combinação de dados para recomendar vídeos que visam, literalmente, prender e viciar as pessoas.

Quando o sistema de recomendações foi lançado, em 2010, ele deu resultados imediatos: começou a ser responsável por 60% dos cliques dos usuários, segundo artigo científico escrito pelos cientistas do Google no mesmo ano.

Em 2015, com a liderança do time Google Brain, a empresa começou usar aprendizado de máquina – conhecido em inglês como machine learning – para melhorar o sistema de recomendações. Em 2017, o YouTube começou a rodar tudo sobre uma sofisticada plataforma de inteligência artificial, o Tensorflow.

Estava completa a transição para um sistema que aprende sem ser “supervisionado” por humanos – tecnologia também chamada de unsupervised deep learning, ou aprendizado profundo sem supervisão. Esses algoritmos escolhem quais vídeos vão para a barra de recomendados, quais aparecem na busca, qual vídeo toca a seguir quando no modo reprodução automática (o autoplay) e também montam a homepage dos usuários no YouTube. Sim, cada vez que você abre sua home ela está diferente. Ela foi customizada pelas máquinas para que você assista mais e mais vídeos.

Para tomar as decisões por você, os algoritmos associam significados que eles mesmos aprendem em etapas, de modo a filtrar e combinar categorias para chegar em um conjunto de vídeos ou anúncios para recomendar. Primeiro, dão um significado para um vídeo segundo suas características. Depois, combinam esse significado com mais dados, como por exemplo a quantidade de horas que um usuário gasta assistindo determinados vídeos com significados semelhantes. As categorias vão sendo combinadas pelos algoritmos para encontrar as recomendações que o usuário tem mais possibilidade de clicar e assistir:

O site gera essas recomendações a partir das suas interações, nas informações dos vídeos e nos dados dos usuários. Isso engloba tudo que você faz no navegador: parar o vídeo, colocar o mouse por cima de determinada imagem, aumentar ou diminuir o volume, quais abas você está navegando quando está vendo vídeos, com quem você interage nos comentários e que tipo de comentários faz, se deu like ou dislike e até mesmo a taxa de cliques em recomendações etc.

Gráficos mostram a arquitetura do sistema de recomendação demonstra o ‘funil’ que classifica os vídeos para o usuário.

Como a interação não é só baseada em likes, o YouTube valoriza também os comentários, atribuindo valores de positivo e negativo às conversas. Por causa disso, o feedback do usuário sobre o vídeo é avaliado e pesa na fórmula que calcula a possibilidade da pessoa assistir aos outros vídeos. Mesmo sem dar like, você entrega os seus dados e tem sua interação monitorada o tempo todo.

Os autores dos vídeos sabem muito bem como funciona essa lógica. Os anunciantes também. Os youtubers têm à sua disposição a plataforma para criadores do YouTube, o YouTube Studio, que fornece métricas e informações sobre a audiência. Assim, existe um incentivo para os produtores fazerem vídeos cada vez mais extremos e bizarros para prender a audiência o máximo possível. Isso explica um pouco a obsessão da internet pela banheira de Nutella, e também ajuda a entender como se elegeram tantos youtubers interconectados nas últimas eleições.

Como conteúdo radical dá dinheiro, por conta dos anúncios, extremistas usam também outras ferramentas para incentivar a formação de bolhas e atrair cada vez mais gente. No Brasil, donos de canais de conteúdo extremo e conspiratório, como a Joice Hasselmann, por exemplo, costumam divulgar seu número do WhatsApp, viciando as pessoas em seus conteúdos com base na exploração dessa relação de proximidade ou intimidade.

Redes de extrema-direita

Enquanto o Google terminava a transição da sua tecnologia no YouTube, surgiram denúncias sobre como vídeos de conteúdo extremo começaram a ganhar audiência na plataforma – muitos deles, inclusive, recomendados a crianças. Em 2017, pesquisadores descobriram uma rede de produtores de conteúdo que fazia vídeos com conteúdo bizarro para crianças: afogamentos, pessoas enterradas vivas e outros tipos de violência eram empacotados com música e personagens infantis.

Alguns pesquisadores, como a americana Zeynep Tufekci, escreveram sobre como o YouTube estava lhe recomendando conteúdos da extrema direita americana após ela ter visto um único vídeo de Donald Trump. No Brasil não é diferente. Basta assistir a um vídeo de extrema direita que as recomendações vão garantir que você se aprofunde cada vez mais no ódio:

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Vídeo de Kim Kataguri “puxando” o fio de outros vídeos extremistas, com direito a anúncio do Trump e tudo. Foto: Reprodução/YouTube

A radicalização acontece muito mais à direita do que à esquerda. Primeiro porque os produtores de conteúdo conservadores souberam bem agregar pautas polêmicas e teorias conspiratórias que já faziam sucesso na internet, como o criacionismo. Além disso, há uma coerência em suas pautas – os assuntos em comum ajudam a alavancar a audiência de forma mútua. Já a esquerda, além de ter uma pauta mais fragmentada que nem sempre se conversa – há o feminismo, a luta antirracista, os marxistas etc –, não conseguiu surfar a onda das polêmicas de internet.

Guillaume Chaslot, que é ex-funcionário do Google e hoje trabalha em uma fundação para a transparência de algoritmos, tem argumentado desde 2016 que a plataforma de recomendações do YouTube foi decisiva nas eleições de Trump, espalhando notícias falsas e teorias da conspiração. Segundo ele, o algoritmo vendido como neutro pelo Google ajudou a garantir audiência para vários vídeos conspiratórios, como um em que Yoko Ono supostamente admitiria ter tido um caso com Hillary Clinton nos anos 1970 e outro sobre uma falsa rede de pedofilia operada pelos Clinton.

O impacto desse tipo de conteúdo, porém, não é fácil de ser medido – a fórmula dos algoritmos é mantida em segredo pela empresa, ou seja, não dá para saber exatamente quais são os critérios que determinam o peso de cada característica no processo de decisão sobre qual vídeo indicar.

ESSE SISTEMA cria uma rede interligada – que, em conjunto, fica mais poderosa. Analisando mais de 13 mil canais de extrema direita no YouTube, Jonas Kaiser, pesquisador do Berkman Klein Center de Harvard, percebeu que elas estão conectadas internacionalmente dentro do YouTube, especialmente por conta do compartilhamento de vídeos com idéias extremistas. É uma rede fértil para circular a ideia de que políticas afirmativas para negros são parte de uma conspiração para acabar com a raça branca ocidental, por exemplo, o delírio de que vacinas são parte de um plano para acabar com determinadas populações em um experimento ou até a história de que as eleições brasileiras estariam em risco por uma suposta fraude nas urnas eletrônicas.

Os dados levantados por Kaiser mostram que o esquema de recomendação do YouTube “conecta diversos canais que poderiam estar mais isolados sem a influência do algoritmo, ajudando a unir a extrema direita”, ele escreve.

‘A plataforma de recomendações do YouTube foi decisiva nas eleições de Trump, espalhando notícias falsas e teorias da conspiração.’

Não é por acaso que o teor conspiratório dos vídeos dos EUA é bem parecido com as redes de outros países: quase sempre envolve vacinas, terraplanismo, pedofilia e uma suposta organização internacional de esquerda sedenta por tomar o poder.

No Brasil, o cenário não é muito diferente. Temos a nossa própria rede de influenciadores de extrema direita, catapultados para a fama com a ajuda do algoritmo do YouTube. Nando Moura, com quase três milhões de seguidores, já fez vídeos defendendo a existência da cura gay. Outro influenciador, Diego Rox, defende para seus quase um milhão de seguidores a existência da Ursal. Todos recomendados por Jair Bolsonaro, que se beneficia da popularização de teorias conspiratórias de extrema direita.

Recentemente o Google reconheceu o problema. A empresa disse que passaria a sinalizar vídeos que espalhassem desinformação e exibiria, junto com eles, conteúdo da Wikipedia, em uma medida que pareceu um pouco desesperada. E não ataca a raiz do problema: seu modelo exploratório de negócios, uma herança da televisão.

A verdade é que o YouTube é um grande laboratório de machine learning, onde os seres humanos são as cobaias. Resta saber qual é o real impacto do experimento no exercício da liberdade de escolha e expressão. O problema é que eu desconfio que algo não está dando muito certo.
Yasodara Córdova/The Intercept

 

Por que grandes marcas estão retirando sua publicidade do Google e YouTube

YouTubeDireito de imagem GETTY IMAGES
O Google, “rei” das ferramentas de busca na internet, não passa pelo melhor momento após algumas das maiores marcas do mundo decidirem retirar a publicidade que faziam no YouTube, a plataforma de vídeos do gigante da tecnologia.

A baixa mais recente foi a da rede de supermercados britânica Marks & Spencer, que seguiu a decisão de outras cerca de 250 empresas, como Audi, L’Oreal, Volkswagen, Toyota, McDonald’s, os bancos Lloyds, HSBC e RBS e clientes do Havas Group UK – braço britânico da sexta maior agência de propaganda do mundo -, e a própria BBC.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

A razão comum tem a ver com uma investigação do jornal britânico The Times, que concluiu que anúncios publicitários dessas e de outras empresas eram promovidos em vídeos extremistas de conteúdo político e religioso, o que provocou tensão entre os anunciantes e a companhia de tecnologia.

O Google, no entanto, já se movimenta para tentar reverter os danos.

Nesta segunda-feira, o diretor do Google na Europa, Matt Brittin, participou da Advertising Week Europe, um dos principais encontros do setor do continente, e anunciou que a empresa assumiu o desafio de tentar reparar prejuízos à reputação após esse caso.

“Lamentamos que algo assim tenha ocorrido. Não queremos deixar passar e assumimos a responsabilidade”, disse ele logo no início de sua palestra.

Matt BrittinMatt Brittin, diretor do Google na Europa, afirmou que a empresa irá buscar reparar danos à reputação
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O executivo disse ainda que os anúncios em questão não tiveram visualização significativa. Afirmou que o Google leva o assunto a sério e está investindo milhões de dólares e empregando milhares de pessoas para garantir que a “má publicidade” fique longe da plataforma.

Apesar disso, Brittin foi evasivo ao ser questionado se a empresa iria contratar funcionários para a tarefa específica de eliminar vídeos extremistas. Afirmou que a melhor opção é combinar tecnologia inteligente e alertas de usuários sobre conteúdos abusivos.

O caso expõe dois problemas difíceis para o Google: identificar vídeos ilegais que deveriam ser removidos do YouTube e determinar quais são legais, mas não adequados para veiculação de publicidade.

Segundo o Times, as empresas estavam financiando, por meio de propaganda, não apenas vídeos de conteúdo extremista, religioso e político, como também conteúdo homofóbico, antissemita e apologia ao estupro.

O maior desafio será proporcionar mais transparência aos clientes sobre o processo de classificação de vídeos como “seguros para oferecer anúncios”. E delimitar isso não será tarefa fácil.

YouTubeO Google insiste que é uma plataforma de tecnologia, e não uma empresa de mídia
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Mas Brittin parece estar seguro de que o Google será capaz de recuperar a confiança das marcas, fazendo uma análise exaustiva de suas políticas e mostrando aos anunciantes como podem controlar o destino de suas mensagens publicitárias.

O Google insiste em se firmar como uma plataforma de tecnologia e não uma empresa de mídia, e encontra cada vez mais dificuldade em manter essa distinção.

Os meios de comunicação enfrentam normas estritas com relação à publicidade, e tais regulações poderiam chegar ao próprio Google caso a empresa não consiga resolver os problemas atuais.

O vídeo amador como arma política

Os casos dos dois norte-americanos executados por policiais mostrou dois tipos antagônicas de conduta pessoal.

Enquanto a maioria dos brancos buscava motivos para evitar a propagação dos vídeos em redes sociais e lamentava a viralização de cenas de violência, uma boa parte dos negros adotou a tese de que os equipamentos de filmagem e fotografia se tornaram uma eficiente arma de defesa contra arbitrariedades policiais.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A divulgação maciça de imagens mostrando como o racismo ainda impregna sociedades como a norte-americana e a brasileira envergonha os segmentos sociais com maior poder aquisitivo e onde os brancos são geralmente maioria. Em compensação, a visibilidade ampla geral e irrestrita passou a ser uma reivindicação dos setores mais pobres e discriminados. Começa a se tornar clara uma inversão de discursos em função de uma nova realidade criada pelas novas tecnologias de comunicação e informação.

Outro comportamento novo surgido em função das facilidades de documentação  geradas por equipamentos portáteis como celulares e tablets com câmeras é uma especie de guerrilha visual promovida por grupos de pessoas, como mostrou o jornal The Washington Post, no dia 7 de julho. Não são vídeos feitos ao acaso por transeuntes ou motoristas, mas ações planejadas com base em informações obtidas no sistema de rádio da polícia, como ocorreu na cidade de Baton Rouge, Louisiana, quando um grupo chamado Stop the Killing (Parem a matança) filmou a morte de Alton Sterling, por um tiro disparado por um policial quando já estava imobilizado no chão.

Curiosamente, Stop de Killing, criado em 2001,  não pretende denunciar a violência policial mas sim as execuções entre gangs rivais. Mas o fundador do grupo,  Arthur Reed, 43 anos, acha que a violência, especialmente no sul dos Estados Unidos, deixou de ser um problema policial para se transformar num dilema social e politico. Segundo Reed, os negros não confiam mais no sistema legal e descobriram que a comunicação e a informação são mais eficientes para forçar novas atitudes nos governos municipais, estaduais e federal, nos Estados Unidos.

As principais redes sociais, como Facebook, passaram a enfrentar um problema complicado que é o de determinar como e quando um vídeo com imagens impactantes deve ou não ser veiculado. Trata-se de uma linha divisória extremamente tênue e fluida porque uma cena pode ser justificável para um grupo de pessoas e injustificável para outro. Pode ser vista como jornalisticamente válida em determinadas circunstâncias e justo o contrário noutro contexto.
A decisão de jornalistas e curadores de notícias torna-se extremamente complexa porque seus responsáveis terão que enfrentar inevitáveis repercussões que circularão em tempo real dentro das redes gerando reações sociais que podem facilmente tornar-se incontroláveis.  Este não é um problema apenas dos norte-americanos porque nós aqui no Brasil também estamos expostos às mesmas circunstâncias e seus desdobramentos.Black_Lives_Matter_wikipedia2

A rede Facebook criou uma equipe especial encarregada de vigiar a circulação de mensagens de texto, audio e video durante 24 horas, sete dias da semana.

Mas a própria rede admite que é impossível uma vigilância 100% efetiva porque ela vai depender da informação, experiência e agilidade de quem for tomar a decisão de liberar ou retirar o vídeo, áudio ou texto.

É mais um sintoma de como aumentou extraordinariamente a diversidade de problemas sociais na era digital e como o papel dos jornalistas, bem como dos policiais e governantes torna-se cada dia mais complexo.
Por Carlos Castilho/Tribuna da Imprensa

Tecnologia: Veja o que acontece durante apenas um minuto na internet

Internet: as novas mídias sociais estão cada dia mais populares.

Analista de sistemas

O crescimento da população global da internet pode ter aumentado pouco de 2015 para 2016 – de 3,2 bilhões para 3,4 bilhões. Contudo, a obsessão por emojis, GIFs e vídeos só cresceu ao longo deste ano.

De acordo com o estudo Data Never Sleeps da empresa de software Domo, o conteúdo multimídia está dominando a internet. Como resultado da pesquisa, a empresa mostra tudo que acontece em apenas um minuto na internet.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Na rede social Snapchat, os usuários assistem a mais de seis milhões de vídeos nesses 60 segundos. No ano passado, a cada minuto, eram visto “apenas” 284 mil snaps — o que mostra um crescimento considerável.

Outro exemplo é o Giphy, site que serve como buscador e repositório de GIFs. Segundo o estudo, os usuários da plataforma compartilharam 569.217 GIFs por minuto neste ano.

No quesito apps e sites de relacionamento, o Tinder pode ser considerado um modelo de sucesso. Neste ano, os usuários deslizaram seus dedos no aplicativo 972.222 vezes por minuto, um aumento de 65% em comparação com o estudo do ano passado.

Mídias sociais mais antigas também tiveram um crescimento considerável. Os usuários do YouTube, por exemplo, assistiram a 400 horas de vídeo por minuto em 2016 e apenas 300 horas de vídeo por minuto em 2015.

Já a Netflix, em apenas 60 segundos, faz streaming do equivalente a mais de 86 mil horas de vídeo. O Google, por sua vez, traduz 69,5 milhões de palavras nesse meio tempo.

Abaixo, está o infográfico (infelizmente em inglês) gerado pela empresa com todos os números. Veja:

Domo

Infográfico Data Never Sleeps

Marina Demartini/Exame

WhatsApp: Bloqueio é 8º capítulo de disputa entre Justiça brasileira e empresas de tecnologia

Whatsapp, Blog do MesquitaBloqueio do aplicativo de troca de mensagens em todo o Brasil foi ordenado duas vezes em 2015 e voltou a acontecer nesta segunda-feira.

Desde 2007, quando o YouTube ficou fora do ar após se recusar a retirar um vídeo da modelo Daniela Cicarelli em momento íntimo com o então namorado em uma praia da Espanha, políticos e a polícia fizeram diversos pedidos para derrubar empresas de tecnologia no Brasil.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Veja outros sete casos em que empresas de internet travaram uma queda de braço com a Justiça brasileira:

Executivo do Facebook preso em março de 2016

Em março deste ano, o vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dzodan, ficou preso por um dia no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Dzodan foi detido após mandado expedido pelo mesmo juiz que bloqueou o WhatsApp nesta segunda, Marcel Montalvão.

O motivo da prisão é a desobediência a uma decisão judicial que exigia a quebra do sigilo de mensagens no aplicativo WhatsApp durante uma investigação de tráfico interestadual de drogas, a pedido da Polícia Federal. O Facebook, no entanto, não liberou as conversas.

WhatsApp bloqueado em dezembro de 2015:

Em dezembro passado, a Justiça de São Bernardo do Campo (Grande São Paulo) determinou que as operadoras de telefonia fixa e móvel bloqueassem o aplicativo de mensagens WhatsApp por 48 horas.

A decisão ocorreu após a empresa negar a quebra de sigilo de mensagens trocadas por investigados por meio do aplicativo. Na época, a Justiça autorizou o retorno do funcionamento do WhatsApp em todo o país após 11 horas de bloqueio.

WhatsApp bloqueado em fevereiro de 2015:

Um juiz do Piauí determinou o bloqueio do WhatsApp em todo o Brasil em fevereiro de 2015, com o objetivo de forçar a rede social a colaborar com investigações policiais de casos de pedofilia no Estado.

A decisão foi suspensa por um desembargador do mesmo Estado após analisar o mandado de segurança contra representantes da empresa.

Diretor-geral do Google preso por desobediência em 2012:

O diretor-geral do Google foi detido pela Polícia Federal em São Paulo sob suspeita de desobediência em setembro de 2012. A ordem ocorreu após a empresa desrespeitar uma decisão da Justiça para retirar vídeos com ataques ao então candidato a prefeito de Campo Grande pelo PP, Alcides Bernal, de canais do YouTube e sites do Google.

Ele foi ouvido e liberado no mesmo dia após a polícia entender que se tratava de um crime com baixo potencial ofensivo.

Executivo do Google com mandado de prisão em 2012:

Também em setembro de 2012, um juiz de Campina Grande (PB) mandou prender outro executivo do Google no Brasil. O motivo foi a empresa ter se negado a retirar do ar e excluir todos os compartilhamentos de um vídeo contra o candidato à prefeitura Romero Rodrigues, do PSDB.

O Google recorreu e conseguiu reverter o pedido de prisão.

Facebook retirado do ar em agosto de 2012:

Em agosto de 2012, um juiz eleitoral do Estado de Santa Catarina determinou que o Facebook fosse tirado do ar no Brasil durante 24 horas. A determinação ocorreu após a empresa descumprir ordem para remover uma página com “material depreciativo” contra o vereador candidato à reeleição Dalmo Deusdedit Menezes (PP).

Também foi aplicada uma multa diária de R$ 50 mil porque o Facebook descumpriu decisão liminar (temporária). A decisão foi suspensa dois dias depois pelo mesmo juiz.

YouTube fora do ar em 2007:

O YouTube ficou temporariamente fora do ar em janeiro de 2007 após a apresentadora Daniela Cicarelli ganhar uma ação judicial contra a empresa.

O motivo foi a rede social ter se negado a tirar do ar um vídeo no qual a apresentadora aparece em momentos íntimos com o então namorado Renato Malzoni em uma praia espanhola. Após a decisão, Cicarelli foi alvo de protestos de grupos que pediram a saída da apresentadora da MTV.

Em 2015, a Justiça determinou que a empresa pagasse uma indenização de R$ 500 mil à apresentadora.

Esta reportagem foi originalmente publicada originalmente em 1º de março de 2016 e atualizada.
Felipe Souza/BBC

Por que o Facebook quer que você passe a fazer vídeos ao vivo em vez de compartilhar fotos

Depois de ser testada com usuários selecionados, a ferramenta Facebook Live é liberada para todos os usuários da rede social, que, assim, espera concorrer com aplicativos populares que têm o mesmo recurso.

Segundo o Facebook, transmissões ao vivo recebem mais comentários do que vídeos normais (Foto: iStock)Segundo o Facebook, transmissões ao vivo recebem mais comentários do que vídeos normais (Foto: iStock)

Quer publicar no Facebook um álbum com 148 fotos de sua última viagem à praia? Pense de novo.

Porque provalvelmente a rede social vai lhe sugerir que é melhor fazer uma transmissão ao vivo pra contar aos seus amigos o nome da praia, se as ondas estão muito fortes e o que você está planejando almoçar.

Os responsáveis pelo site se surpreenderam ao notar que este tipo de vídeo, conhecido como Facebook Live, vem se tornando cada vez mais popular entre seus 1,6 bilhão de usuários desde que foi lançado, em janeiro deste ano.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“As pessoas costumam receber dez vezes mais comentários do que em vídeo normais. Não esperávamos esta reação”, diz o vice-presidente de gestão de produtos do Facebook, Will Cathcart, à BBC Mundo.

Na quarta-feira da semana passada, o Facebook disponibilizou a ferramenta para todos os seus membros no mundo. Até então, só celebridades, empresas de mídia e usuários americanos podiam usá-la.

O fundador da empresa, Mark Zuckerberg, fez um Facebook Live no mesmo dia para falar das novidades da ferramenta, que só está disponível para acessos por meio de tablets e celulares.

Em uma transmissão de 16 minutos, ele respondeu a perguntas que os usuários enviavam em tempo real e garantiu que este tipo de vídeo gera “momentos verdadeiramente espontâneos e pessoais”.

De você para você

O vídeo já é um tipo de conteúdo popular no Facebook. Em janeiro, foram assistidas a 100 milhões de horas por dia, segundo a companhia.

Desde que o Facebook Live começou a ser testado publicamente, uma equipe da rede social se dedica a melhorar a experiência dos usuários. Agora, por exemplo, dá para publicar reações às transmissões com emoticons, além de comentários.

Também há novos filtros de cor para as imagens e é possível desenhar sobre elas. E também passou a ser possível fazer transmissões para um grupo ou evento específico.

Essas atualizações são parecidas com recursos do aplicativo Snapchat, cada vez mais popular entre os jovens. No entanto, Cathcart diz que elas têm menos a ver com a concorrência e mais em aproveitar os recursos dos celulares mais modernos.

“À medida que mais pessoas têm câmeras melhores no celular, temos buscado fazer do vídeo um ponto central do Facebook.”

O Periscope não faz o mesmo?

O Facebook Live pode se tornar ainda uma ameaça ao Periscope, um aplicativo lançado peloTwitter no ano passado com características bem semelhantes.

Seus fundadores disseram em agosto do ano passado que tinham 10 milhões de contas registradas, um número ínfimo em comparação com o número de usuários do Facebook, que poderão agora fazer transmissões em vídeo.

“Sempre correspondemos às preferências manifestadas por nossos usuários. Por exemplo, quando começamos, o destaque era para fotos. Mas, agora, estamos vendo muita gente adotar as transmissões de vídeo”, afirma Cathcart.

Por sua vez, Zuckerberg fez questão de esclarecer que “esses não são os mesmos vídeos que você pode assistir na TV ou no YouTube”.
“É uma nova experiência social”, disse o criador da rede social.
BBC

Operadoras de banda larga desafiam o bom senso do consumidor

Ao impor limites de consumo de dados em planos de banda larga fixa, operadoras prejudicam os seus clientes e o desenvolvimento do país na era digital.

Consumidores serão prejudicados e justificativa das operadoras não cola (Foto: Thinkstock / Getty Images)

As operadoras de telefonia e banda larga já carecem de boa reputação no Brasil. Basta ver o ranking em sites como o Reclame Aqui. A reclamação geral é que pagamos um valor relativamente alto por um serviço de qualidade questionável e um atendimento que deixa a desejar.

Em teoria, essas companhias deveriam estar investindo em produtos melhores e no bom relacionamento com o cliente. Na prática, um grupo delas está se unindo para tornar essa relação ainda pior.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Vivo, GVT, NET e Oi planejam estabelecer um limite de consumo de dados mensal para os assinantes de banda larga fixa. Ou melhor, Vivo e GVT planejam, já que NET e Oi já adotam a prática. É uma limitação similar à que temos no celular. Em alguns casos, ao atingir a franquia, a velocidade da banda larga cai a níveis dos tempos do Altavista (não sabe o que é? Joga no Google).

Em outros, a conexão será interrompida. Em ambas as situações, o serviço só será restabelecido integralmente com o pagamento de um pacote adicional de dados ou após a virada do mês – e a experiência do mundo dos smartphones mostra que esses pacotes são caros. A Vivo diz que seguirá sem cobrar até o fim de 2016, mas esclarece que é uma cortesia.

Uso alguns exemplos que já saíram em outras reportagens, como esta do site Tecnoblog. A partir de 2017, a Vivo, por exemplo, terá franquias de internet fixa que vão de 10 Gb de consumo mensal (para assinantes de velocidade até 2 Mbps — ou 2 megas, como preferir) a 130 Gb de consumo mensal (para assinantes do plano de 25 megas).

Traduzindo isso para o uso no dia a dia: os 10 Gb de consumo, para um mês inteiro, equivalem a …
– Umas 20 sessões de 15 minutos cada assistindo a vídeos no YouTube (cada sessão consome cerca de 500 Mb);
– Uns 10 episódios, no máximo, de séries no Netflix (cada episódio, dependendo da duração, tem entre 1 Gb e 2 Gb);
– Menos de 5 jogos de futebol vistos em HD pelo aplicativo Globo Play (cada jogo pode consumir pouco mais de 2 Gb);
– 3 filmes ou menos (cada um, dependendo da duração, costuma consumir 3 Gb a 6 Gb).

Isso sem contar a sua navegação diária, em sites que têm vídeos, além do uso de serviços de armazenamento online, como o Dropbox. Se ainda não se convenceu, pensa num jogo desses mais avançados, que você compra pela internet e deixa armazenado no HD do console ou do computador. São cerca de 40 Gb. Se, portanto, você usa a internet fixa da sua casa todos os dias para tarefas assim, é bem provável que a sua franquia dure pouco mais de uma semana. Isso se você tiver dinheiro para pagar o pacote mais rápido.

Guerra ao streaming

O discurso das operadoras é comovente, mas não para em pé. A primeira justificativa é que ao adotar o modelo de franquia de dados, as operadoras poderão gerenciar melhor as demandas de cada cliente, cobrando, por exemplo, menos de quem usa pouco e mais de quem usa muito. Mas quem está mais próximo de se tornar um padrão de usuário de internet no futuro?

A pessoa que só acessa e-mail e lê sites (sem clicar nos vídeos) ou alguém que, além de ler, assiste aos vídeos de notícias, navega pelas redes sociais, passeia pelo YouTube, compra ou baixa conteúdo digital, assina serviços como HBO Go, Netflix, Globosat Play? Pensando um pouquinho lá na frente, desconfio que seja o segundo grupo. Então, em longo prazo, todos estaríamos pagando mais por estourar nossas franquias.

Em algumas entrevistas, representantes das operadoras comparam o acesso à internet com a eletricidade. A ideia é que o consumo de dados seja tratado como uma conta de luz, em que o cliente paga apenas o que precisar. A comparação é infeliz.

Ao consumir mais eletricidade, ou água, ou gasolina, o cidadão ou empresa ameaça o abastecimento para os demais, provoca impacto ambiental e exige a construção de novas grandes obras – por isso, é preciso incentivar todo mundo a consumir menos desses recursos. E se você compra uma geladeira nova de um modelo parecido com a antiga, ela provavelmente irá gastar bem menos energia.

O mundo dos dados e da informação digital é diferente. Um computador novo, com acesso a serviços de internet avançados, tende a consumir mais dados. Ele tem mais velocidade para processar gráficos mais pesados e tela com resolução capaz de assistir a vídeos em 4K. E nem estou colocando na conta que teremos dezenas de aparelhos conectados em casa. A começar pelo smartphone e para o tablet e, mais à frente, todos os eletrodomésticos.

A gente só aceita essa franquia miúda dos nossos planos de dados no celular porque normalmente usamos o Wi-Fi quando estamos em casa. E aqui, vale a pergunta: estamos pagando menos por nossos planos de dados nos smartphones por que as operadoras praticam o limite? Ao olhar na minha conta só posso crer que a resposta é não. Agora, imagine quando o Wi-Fi deixar de ser limitado? E imagine que este efeito não será apenas na sua casa, mas nos cafés, restaurantes e outras áreas que oferecem uma conexão aberta a clientes. Será que esses estabelecimentos continuariam a oferecer Wi-Fi de graça?

Nesse texto (e falaremos outras vezes desse assunto) priorizei exemplos que pegam no bolso de nós, consumidores comuns. Mas o impacto negativo de uma medida como essa vai muito além. Uma das formas de medir o desenvolvimento de uma nação é analisar o volume de dados trafegados por cada habitante. É um indicador que mostra que mais gente está tendo acesso a conhecimento, educação a distância, serviços públicos conectados, negócios digitais, telemedicina e mais uma série de benefícios trazidos com uma boa conexão à internet, que seja acessível a boa parte da população. Percebam que nem estou (ainda) entrando no mérito de que cobrar por franquia de dados pode ferir o Marco Civil da Internet na opinião de alguns especialistas. Tampouco que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem feito vista grossa para o assunto, alegando que as operadoras estão no direito delas.

Um movimento que surgiu na semana passada nas redes sociais mostra o potencial explosivo desta medida no Brasil. Em uma semana, mais de 150 mil pessoas já entraram para a comunidadeMovimento Internet Sem Limites. Mais de 250 mil assinaram uma petição contrária às mudanças.

Seria bom que as operadoras começassem a ouvir seus consumidores. E que a Anatel cumprisse sua dupla missão – zelar por um ambiente de negócios bom para as empresas, mas zelar também pelos interesses dos cidadãos.
Por Bruno Ferrari/Época

Jonah Peretti: “No Facebook, as pessoas te leem no meio das piadas”

Fundador do BuzzFeed, aposta nos conteúdos de vídeos e nos ‘apps’

Jonah Peretti, diretor-executivo, do Buzzfeed, em L'Hospitalet de Llobregat.

Em 2011, ele deixou o The Huffington Post, que havia ajudado a criar, quando a AOL o comprou por 315 milhões de dólares (1,25 bilhão de reais), mas logo criou o BuzzFeed, que cresceu até se tornar o maior portal de conteúdos virais do mundo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Jonah Peretti (Nova York, 1974) visitou o Mobile World Congress de Barcelona para apresentar o novo app de seu portal, falar da pujança do vídeo e fazer ressalvas à crescente percepção de que os jovens estão abandonando o Facebook e o Twitter.

MAIS INFORMAÇÕES

Pergunta. Neste Mobile tem se falado muito de realidade virtual, mas a única realidade que no momento parece estar se consolidando é a do vídeo na Internet. Concorda?

Resposta. Sim. Isso me surpreende muito porque o que sempre me interessou é o conteúdo das redes sociais, saber como fazer com que as pessoas compartilhem com seus amigos um conteúdo que tenha um impacto significativo na vida de alguém. E o vídeo sempre foi uma coisa difícil de compartilhar porque era lento. O que se passou é que os celulares já são muito rápidos para mostrá-los e o vídeo se tornou um elemento-chave para a experiência nas redes sociais.

P. Então, o único motivo para não terem triunfado até agora era somente técnico?

R. Sim, a demora para baixar. A internet para celular nunca foi grande coisa na visualização de vídeos. O que se passou é que cada vez mais o consumo de informação foi sendo deslocado para os apps, que facilitam a visualização do conteúdo de vídeos. Uma vez que o problema técnico foi solucionado, as pessoas começaram a criar conteúdos.

P. O BuzzFeed é especialista em conteúdo viral. Você enxerga uma data de validade para os eternos vídeos de gatinhos?

R. Houve uma época em que os animais fofos se conectavam facilmente com os sentimentos das pessoas, você os compartilhava e te diziam “ohhhh, que lindo”. Era suficiente uma imagem simples, de resolução muito baixa…, mas agora vemos que, embora as pessoas continuem se encantando com os animais e até assinem ‘newsletters’ especializadas, os gostos se ampliaram e as pessoas querem ver notícias e entretenimento.

P. Você tem a impressão de que nos tornamos mais seletivos com o tipo de vídeo que consumimos?

R. Bom, eu diria que sim. Por exemplo, os vídeos de receitas de comida estão crescendo porque são práticos. Estamos gravando de modo profissional vídeos virais em nossos estúdios de Los Angeles porque as pessoas não querem simplesmente um conteúdo que pareça levado da televisão para os celulares, mas que o que contemos seja mais curto, mais fácil de compartilhar e esteja vinculado com sua intimidade.

Embora as pessoas continuem se encantando com os animais e até assinem ‘newsletters’ especializadas, os gostos se ampliaram, e as pessoas querem ver notícias e entretenimento”

P. Acha que os conteúdos vinculados com a intimidade são importantes numa época de exposição pública nas redes sociais?

R. Sim, o celular é um dispositivo muito pessoal. E as redes sociais giram em torno da identidade, de quem você é. Quando você pensa em divulgar na televisão ou na mídia impressa, é diferente: você tem em mente algo que será destinado a uma infinidade de pessoas.

P. O criador e líder do Facebook, Mark Zuckerberg, demonstrou ser um grande entusiasta da realidade virtual ao longo deste MWC. Considera ser essa uma aposta segura?

R. Já experimentamos produzir material na realidade virtual [algumas reportagens sobre os incêndios da Califórnia] e usando drones. É algo muito interessante, mas está em um estágio no qual a tecnologia, embora tenha interesse, não desfruta ainda de uma boa distribuição. Por isso, para os criadores de conteúdo ainda não é uma boa plataforma. Falávamos antes dos vídeos, que há um par de anos eram algo promissor, e aí estão o Facebook e outras redes acolhendo-os. Mas isso ainda não era algo factível para os criadores de conteúdo. Comprovamos que enquanto uma tecnologia não funciona bem e se expande de verdade, não interessa realmente aos criadores de conteúdo.

P. E neste caso, considera que haverá uma explosão ou será um fenômeno gradual?

R. É algo genial, e claro que as pessoas dizem “uau, isto é algo diferente e muito legal”, mas, bem, as pessoas também diziam o mesmo do Segway [andador elétrico que é comumente usado por seguranças privados no Brasil], e veja só. Enfim, parece que a [a realidade virtual] é algo maior do que se esperava. O caso do Segway dá o que pensar, de todo modo: era uma tecnologia genial, mas as pessoas se sentiam ridículas usando-a. A questão era: como você consegue criar um dispositivo de realidade virtual que as pessoas se sintam orgulhosas de usar?

P. Falávamos de formatos muito populares. Qual sua opinião sobre os listicles, os artigos que incluem uma lista de recomendações, esses títulos do tipo “10 lugares do mundo que você não pode perder”? Ainda têm caminho pela frente?

R. As listas são um fenômeno muito duradouro na mídia: você tem aí Os Dez Mandamentos (ri). A Bíblia está cheia de listas, está em nossa cultura. Recordemos a imprensa feminina e suas reportagens do tipo “ cinco conselhos para…”, muito tempo antes que a internet existisse. Acho que a lista é um meio útil de escanear informação, mas é preciso engendrá-las para renovar o formato e não cair na preguiça. Com os questionários e os testes acontece algo parecido.

P. Mas não acredita que estejam em decadência?

R. Não são tão potentes como foram em certa época, quando toda uma geração as descobria ao mesmo tempo que a Internet. É curioso porque em seguida o mesmo se passou com a primeira geração que usou pela primeira vez o Facebook. Mas é preciso que seja uma boa lista e um bom questionário porque se você faz qualquer coisa que alguém pensa que já viu antes, ufff… A novidade do formato faz com que o conteúdo importe menos.

P. Houve alguma forma de título que o tenha surpreendido de verdade, por não ter sido prevista?

Veremos como aumentará o sofrimento de algumas mídias à medida que essa mudança se firmar, mas também veremos como algumas veneráveis empresas da informação se mantêm”

R. Eu fico continuamente surpreso. Há muitos exemplos. Em nosso caso, fomos bastante surpreendidos pelo formato do Tasty (receitas de cozinha). Não esperávamos que crescessem tanto.

P. Mas não deixa de ser algo que já existia no YouTube. O que se passou para que tivessem sucesso, se não são novidade?

R. O que acontece é que no YouTube eram consumidos como vídeos soltos, e eram longos. A ideia foi encurtá-los, dar-lhes mais carga informativa e fazer com que não parecessem ter sido gravados por qualquer um em sua casa (antes quem fazia era esse seu amigo bom na cozinha). E também sem áudio.

P. O áudio é uma desvantagem para os novos vídeos?

R. Acho que o áudio não é sempre necessário. Nós não o incluímos normalmente.

P. Concorda que o Facebook e o Twitter sofrem uma crise de envelhecimento? Os jovens os estão abandonando?

R. Não estou de acordo com a ideia de que os jovens abandonam determinadas redes. O que eu acho é que há redes que são legais e outras que, embora não sejam, continuam, de todo modo, sendo usadas. Quando vou a uma escola e pergunto em uma sala de aula quem usa Facebook, todas as mãos se levantam. Se pergunto quem usa Snapchat ou Instagram, igual. Se pergunto quem usa Twitter, bem, aí só a metade levanta as mãos. Eram só 400 estudantes. Pondere o que isso representa, mas o caso é que os jovens usam todas as redes sociais, assim como empregam muitas maneiras diferentes para ver televisão. Quando você pergunta a um garoto qual é sua rede social favorita, provavelmente ele te dará os nomes do Instagram e Snapchat, mas isso não significa que não use o Facebook. Usa, mas como uma segunda opção, como algo que “está aí”.

P. O BuzzFeed não se preocupa muito com a origem de seu tráfego, mas você tem a sensação de que há redes sociais que, quando se posta um link, levam mais tráfego à página que dirige do que outras?

R. Bem, acho que se o Facebook consegue mais visitas é porque é maior. O Twitter tem usuários muito obsessivos com temas específicos como tecnologia ou em seguir a vida de uma celebridade. O Twitter é uma plataforma que gera fidelidade em seus usuários, mas no que se refere a tráfego bruto, não, nunca vai ser capaz de atrair muito.

P. Qual sua opinião sobre o Instant Articles, os artigos de jornais e outras mídias que aparecem incrustados diretamente, como conteúdo próprio, do Facebook?

R. Boa pergunta. De fato, nós no BuzzFeed os fazemos e colocamos nesse formato tantos artigos quanto podemos. Há uma tendência geral que consiste em que os conteúdos sejam vistos dentro de apps nativos. A experiência da página da Internet no celular não vai bem, e o formato dos anúncios não funciona de todo, até mesmo obstrui a própria publicidade. A melhoria do formato do site para celulares pode facilitar isso, mas acho que o conteúdo nativo é a grande tendência.

P. Por isso vocês apresentam um novo app?

Há pessoas que continuam vivendo uma ilusão que consiste em pensar que são lidas na capa de sua mídia”

R. Começamos com um site, mas não tínhamos muito vídeo nele ou no aplicativo. E ao mesmo tempo o fenômeno do vídeo estava tendo um sucesso enorme no Facebook, Snapchat, YouTube…A princípio esperávamos que a maioria de nossos leitores o visse em sites que não nos pertenciam, como esses, mas logo nos demos conta de que um app próprio fazia sentido.

P. Como se ganha dinheiro com algo que se dá grátis?

R. Há muitas maneiras. Uma delas é com o conteúdo patrocinado, que também é compartilhado. Outra consiste no acesso à compra de produtos mencionados no artigo. E uma terceira é vender os conteúdos a outras plataformas. No nosso caso, essas três fórmulas funcionam.

Jornalismo e entretenimento

P. Acha que as mídias que só informam têm futuro ou precisam incorporar entretenimento, como o BuzzFeed faz?

R. Isso depende de cada caso em particular. O maior desafio é enfrentado pelas pequenas publicações impressas: é o de criar websites e tirar lucro. Mas nos Estados Unidos vê-se que alguns meios têm marca suficiente para que as pessoas queiram continuar assinando-os. Veremos como aumentará a dificuldade de algumas mídias à medida que essa mudança se consolidar, mas também veremos como algumas empresas veneráveis da informação se mantêm. O modelo do BuzzFeed não é aplicável a todos. Muita gente de 50 e 60 anos não nos entende.

P. Os mais jovens são menos leais a uma mídia específica? Isso não prejudicará no longo prazo a força que você atribui às marcas?

R. Se forem oferecidos bons conteúdos, mantém-se a lealdade do leitor ano após ano.

P. Não teme que parte de seus leitores considerem o BuzzFeed é um saco de gatos que mescla informação com entretenimento? Necessitamos criar uma visão crítica que distinga um do outro?

R. Vamos ver desta maneira: embora você seja uma mídia séria e só publique temas sérios, o lugar onde você é lido é na timeline do Facebook ou do Twitter das pessoas, no meio das piadas e histórias divertidas. Isso é o que acontece, embora haja também pessoas que continuem vivendo uma ilusão que consiste em pensar que são lidas na capa de sua mídia. Isso é como estar em uma cafeteria: você está lendo as notícias, possivelmente embarca em uma conversa sobre filosofia, mas também pode interromper isso para paquerar, e essa mescla é mais divertida do que você ir sozinho a uma biblioteca ler livros sérios

P. Pode citar quem é o principal concorrente do BuzzFeed?

R. É que temos tantos! Às vezes, The Washington Post compete conosco porque conseguiu uma exclusiva impressionante ou porque contratou um repórter fantástico. Outras vezes o concorrente é um canal do YouTube ou um vídeo de uma receita de cozinha colocado no Facebook. Ou uma TV que lança um conteúdo que faz com que um de nossos anunciantes queira ir para ela. No momento não temos uma nêmesis clara.
El País/JOSÉ MANUEL ABAD LIÑÁN

7 programas grátis para converter seus vídeos

Com a computação em nuvem e inúmeros smartphones e tablets fica difícil ter todos os arquivos compartilhados e sincronizados com total compatibilidade entre os gadgets.

Nós já sabemos que o formato de áudio MP3 lidera em todos os dispositivos possíveis, porém os vídeos ainda não têm essa facilidade para sincronizar entre computadores e smartphones. Por isso, confira 7 opções grátis de ótimos conversores de vídeo para Windows, que são capazes de converter inúmeros formatos para vários dispositivos móveis.
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Wontube Free Video Converter

O Wontube Free Video Converter é uma ótima ferramenta capaz de converter vídeos do computador ou da internet para diversos formatos e dispositivos, como smartphones, celulares ou MP3.

Com uma interface bem bonita e descomplicada, o programa possui inúmeros formatos e opções para converter os vídeos. Ele permite escolher algum vídeo da biblioteca do Windows ou até mesmo baixá-lo da internet direto de sua interface, basta copiar o link, escolher o formato desejado e clicar em “Paste URL”.

O aplicativo conta com uma enorme variedade de dispositivos e formatos para escolher, que vão desde iPhone e iPad até aparelhos de diversas marcas, como Samsung, Motorola e Nokia. Nele também é possível extrair o áudio dos vídeos para MP3 ou M4A.

Um recurso bem interessante do Wontube Free Video Converter é que além de converter os filmes para diversos formatos ele também é capaz de adicionar arquivos de legenda ao vídeo.

Baixe o Wontube Free Video Converter pelo Aplicativos EXAME.

SmoothTranscode

SmoothTranscode é um conversor simples de arquivos multimídia com suporte para diversos formatos de vídeo e áudio.

Apesar de possuir inúmeras opções para formatos e até qualidade de áudio e vídeo, o programa possui uma interface bem simples, com um sistema de navegação em abas.

Em “Input” o usuário deve escolher qual vídeo ou arquivo deseja converter. E na aba “Video” é possível escolher qual será a qualidade da imagem, codec, aspecto do vídeo, a quantidade de quadros por segundo e até recortar uma área específica. E em “Output” deve ser especificado o local onde o vídeo deverá ser salvo.

Caso o usuário queira utilizar o programa somente para extrair o áudio de algum vídeo, basta desmarcar a opção “Include Video” em sua respectiva aba e escolher o formato “MP3″.

Baixe o SmoothTranscode pelo Aplicativos EXAME.

DVDFab

DVDFab é um pacote de software com ferramentas que vão desde a conversão de simples vídeos até a gravação de DVD’s e Blu-ray’s. Ele é bem útil para quem precisa de um administrador de mídia robusto e ao mesmo tempo fácil de usar.

O pacote possui nove ferramentas, como o “DVD Copy”, “Blu-ray Copy”, “DVD Ripper”, “Blu-ray Ripper”, “Blu-ray 3D Ripper”, “2D to 3D Converter”, “Blu-ray to DVD Converter”, “Video Converter” e “File Transfer”, com opção de conversão até para dispositivos móveis, como celulares e iPods.

O interessante do DVDFab é que ele também transforma DVD, Blu-ray e outros vídeos de 2D para 3D, permitindo assistir os filmes em terceira dimensão até mesmo pelo celular.

Baixe o DVDFab pelo Aplicativos EXAME.

Hamster Video Converter

O Hamster Video Converter é um software para conversão de vídeos. Sua interface é extremamente simples e fácil. O programa é muito leve, quando se trata de uma tarefa pesada, como conversão de vídeos, é de grande ajuda que o programa em si não seja muito pesado.

A conversão é feita em passos simples, durante os quais o programa está sempre auxiliando o usuário. Basta colocar um vídeo de input e iniciar as configurações de saída. O programa converte vídeos para diversos formatos como AVI, MPEG, WMV entre outros. Algumas opções de edição também estão disponíveis e configurações de áudio podem ser ajustadas.

Uma opção bacana que o Hamster Video Converter disponibiliza ao usuário é a conversão especial para dispositivos, como iPod, iPad, vídeo games, entre outros. Com esta opção, as configurações ficam reduzidas para que itens como tamanho da imagem caibam perfeitamente quando os vídeos forem tocados no dispositivo.

Baixe o Hamster Video Converter pelo Aplicativos EXAME.

Free Studio

O Free Studio reúne diversas ferramentas multimídia da DVDVideo Soft. São conversores de vídeo, de áudio, downloader do Youtube e até um programa para fazer fotos em 3D.

A variedade de softwares é ótima, mas o que mais chama atenção é que os programas são todos gratuitos e bons. Os destaques são: o Free Audio Converter, que suporta muitos formatos e é rápido (demorou 1 minuto para converter uma música de 6); o Free DVD Video Converter, que converte DVDs em outros formatos; o Free Screen Video Recorder, que tira screenshot e captura vídeos da tela e o conjunto deferramentas para Youtube (que tem downloader, uploader e conversores).

Se alguma coisa faz falta é uma centralização maior das ferramentas de vídeo que são tantas que o usuário pode ficar perdido.

Baixe o Free Studio pelo Aplicativos EXAME.

Freemake Video Converter

O Freemake Video Converter é uma ferramenta para edição e conversão de vídeos. O programa suporta muitos tipo de vídeo, áudio e fotografias para a composição do vídeo final. As possibilidades de conversão também são muitas, incluindo AVI, conversão para DVD ou ainda deixar o vídeo preparado para ser publicado no YouTube.

O visual do programa é muito legal e simples, o que descomplica uma tarefa que pode parece difícil à primeira vista. Basta adicionar o vídeo, realizar alguma edição, caso ache necessário, e finalmente escolher qual será a conversão realizada.

Um ponto bacana do programa, é que ele possui suporte para conversão de vídeos em alta definição. Outro ponto alto, é que na conversão para DVD, o software não se prende à conversão e também grava o vídeo na mídia para o usuário.

Baixe o Freemake Video Converter pelo Aplicativos EXAME.

Format Factory

Muitas vezes, o programa de vídeo do internauta não abre o formato A ou B de vídeo, áudio ou imagem. Daí, ele tem de acessar a internet para baixar um plugin ou um software compatível com o arquivo que tem. é uma operação bastante trabalhosa.

O Format Factory pode ajudar o usuário a reduzir esse trabalho. Ele é um conversor capaz de alterar o formato de vários tipos de arquivos. De áudio são WMA, M4A, MP3, AAC, OGG, WAV. De vídeo: MP4, AVI, MPG, 3GP, FLV. Já as imagens podem ter seus formatos mudados para PNG, TGA, BMP, GIF, TIF, PCX e ICO.

A interface do Format Factory é bastante simples, com botões de configuração e conversão muito bem localizados. Isso torna o processo de conversão dos arquivos muito fácil. é só selecionar o arquivo e o formato para o qual quer mudá-lo. O trabalho de conversão costuma ser bastante rápido. Claro, isso depende muito da capacidade do computador.

Baixe o Format Factory pelo Aplicativos EXAME.