Windows 7 e a nuvem

Quando será que a Microsoft vai resolver lançar um sistema operacional que seja somente um sistema operacional, limpo e sem peduricalhos?
O velho e ‘bugado’ XP ainda é a melhor opção.

O Vista conseguiu transformar o que já era pesado em um mostrengo carregado de inutilidades que só serve para abrir programas da própria “pequena mole”.

Ah!, ainda tem a “mão grande” do governo do apedeuta no bolso dos Tupiniquins.

Vejam só aí abestados brazucas: três licenças do Windows 7 Home Premium custam, lá no cafofo do Obama a mincharia de, mais ou menos — lembrem-se, o câmbio é flutuante — 261 reais. Em outras plagas européias e asiáticas, esse pacote existe, mas não no Brasil, onde as mesmas três licenças, pasmem!, custam vergonhosos e inacreditáveis 1.197 reais. Com essa grana dá pra comprar 3 licenças nos USA e ainda sobra troco pra comprar ‘fast food’ de colesterol.

Argh!

O editor


Antes mesmo do lançamento, virou lugar comum chamar o Windows 7, nova versão do sistema operacional da Microsoft, de Windows Vista corrigido. A empresa tem, de certa forma, incentivado essa visão, diante do resultado desapontador da versão anterior do software. Mas não é só isso. O Windows 7, que chega ao mercado, busca uma integração forte com os serviços da empresa na internet e, caso tenha sucesso, será uma arma importante para concorrer com o Google.

A busca no computador é integrada ao Bing, serviço de buscas na internet da Microsoft. É possível, por exemplo, encontrar imagens na rede via Bing, sem precisar abrir o navegador, para colá-las numa apresentação do PowerPoint. Também é possível publicar as fotos gravadas no computador no serviço da Microsoft, sem usar o browser, ou em outro serviço de fotos online.

Ao ser perguntado se a infraestrutura de servidores e conectividade da empresa aguentará o aumento de demanda que pode vir com o Windows 7, Darren Huston, vice-presidente mundial de consumo e online da Microsoft, destacou que a empresa tem feito um investimento bilionário nessa área. “Somente duas empresas investiram tanto em infraestrutura de servidores nos últimos anos: nós e o Google”, ressaltou Huston, que visita o Brasil para o lançamento do novo Windows.

Não é à toa que a empresa reuniu em uma única divisão consumo e online. O Windows 7 não vem mais com o software de correio eletrônico. O usuário baixa da rede, gratuitamente, o pacote Windows Live Essentials, que reúne software de e-mail, mensagens instantâneas, galeria de fotos, editor de filmes, serviço de blogs e proteção para crianças contra conteúdos indesejados. Esse pacote integra o sistema operacional ao Windows Live, combinação dos serviços de comunicação e rede social da Microsoft.

O Windows 7 aponta para a “computação em nuvem” – uma expressão do setor que significa que as pessoas podem realizar suas atividades via internet, usando um número imenso de servidores, no lugar de depender de um computador e dos softwares instalados nele. “Estamos passando por uma grande mudança no modelo de negócios”, reconheceu Huston.

Mais informações no Estadão – “Microsoft aposta seu futuro no Windows 7”

Renato Cruz

Mozilla Firefox, WordPress, Windows Vista e forças ocultas

Nem mesmo invocando os poderes de “Graiscol”, tenho conseguido editar normalmente o blog.

À moda de Jânio Quadros, forças ocultas se uniram em um complô comandado pelo Windows Vista 64, o browser Mozilla Firefox e o WordPress, para atazanar a vida do editor do blog.

Tal “distrupiço” tecnológico me persegue há 15 dias.

Tenho enviado sinais de fumaça — à moda dos índios de filmes hollywoodianos — , e mensagens sonoras via tambor — à moda dos pigmeus que assessoram o Fantasma — para a mãe Dinah, irmã Jurema e até ao Lair Ribeiro, na esperança de uma solução. Meu desencanto é tamanho que estou quase chegando as raias da insanidade e pedir ajuda aos mágicos poderes do Paulo Coelho.

Em pagamento pela solução do problema, prometo até, vejam só, ler um comentário inteirinho do Arnaldo Jabor e assistir, na íntegra, a transmissão de qualquer evento narrado pelo Galvão Bueno. Se tais sacrifícios não forem suficientes, farei uma promessa para assistir, do começo ao fim, o dominguinho do Faustinho.

Enquanto não encontro um exorcista versado em bits e bytes capaz de fazer voltar à normalidade o computador desse escriba, vou pedindo paciência à “meia dúzia de três ou quatro” leitores que me honram com as suas (deles) audiências.

O editor

PS. Sou capaz até de, num ato de desvairo eletrônico, concordar com aqueles mais desavisados que acreditam que o Diogo Mainardi não é um bufão egresso dos canais venezianos para a radiosa Ipanema, com o intuito de incorporar os espírito facistóide do irascível Paulo Francis.

Tecnologia – Linux: Red Hat desiste de concorrer com Windows Vista

Parece que dessa vez a gigante de Seattle pode levar vantagem em uma luta surda com a comunidade adepta dos “sofwares” chamados de código aberto – programas que são gratuitos e que permitem aos programadores criarem e adicionarem novas funcionalidades aos mesmos.

Red Hat pode desistir de rivalizar com Windows Vista
Agência Reuters

A empresa de software de código aberto Red Hat deve abandonar os planos de lançar um sistema operacional que concorra diretamente com o Windows Vista, da Microsoft.

No ano passado, a empresa sediada nos Estados Unidos anunciou planos de desenvolver uma versão do Linux que conteria todas as funcionalidades do Windows. Essa versão seria vendida em países em desenvolvimento.

No entanto, o diretor de tecnologia da Red Hat, Brian Stevens, afirmou ontem (15) que a empresa ainda vai determinar se há demanda para esse produto.

“É pior vender 100 mil unidades do que não vender nenhuma diante do compromisso que você assume”, afirmou o executivo.

Crônica – Ivan Lessa.

Nas malhas da rede
*
Ivan Lessa – BBC London


No mundo inteiro, não se fala de outra coisa: o Windows Vista, novo sistema operacional da Microsoft, começa a ser vendido na quinta-feira. Só a versão para empresas, conforme já anunciou esta página na qual me encontro incrustado como jornalista no começo da invasão do Iraque.


O sistema para uso doméstico só em janeiro. De qualquer forma, pode ser um excelente presente de Natal e quem vai, ou quer, receber já olha atravessado para a atual versão XP do Windows.
O mundo é novidadeiro. O XP me acolhe aqui na BBC e em casa. Comecei no pobre do Windows 98, que morreu de morte natural, a velhice, e eu lamentei quase tanto quanto lamentei o atropelamento da primeira cachorrinha que tive, a Susy.


Aliás, naquela época, nunca me ficou claro na cabeça se era Susy ou Susie. Era, como hoje, semiletrado. De esquemas como XP, manjo um pouquinho mais. Não chego a ser o proverbial “nerd”. “Nerd”, aliás, já traduziram no Brasil? Procuraram um equivalente?


I
nformática
A gente passa direto para os “chat rooms” em que se transformaram nossos velhos e simpáticos butecos (sim, com U mesmo) e vamos deletando o português brasileiro cada vez mais.
Tem gente que gosta dos neologismos anglo-informáticos. Gente que acha que aumentam nosso vocabulário, nosso léxico, nossas blogueadas por esse mundo de Deus e Bill Gates.


Só há dois argumentos contra: primeiro, que a preguiça de procurar um equivalente faz mal à alma e à mente, e, segundo, que cada neologismo que se toma emprestado e se incorpora ao nosso idioma significa uma palavrinha dizendo adeus, sendo atropelada em frente à Colombo de Copacabana, num domingo, feito a minha bassê. (Eu devia ter deixado “basset”.)


Noel diante da tela
Eu vivo citando nosso cancioneiro (nunca “songuibuque”) para exemplificar tudo e nada. Noel Rosa cantou que o cinema falado foi o grande culpado da transformação. Referia-se, o poeta da Vila, ao fato de que o samba não tem tradução e que o amor, lá no morro, era, e ainda deve ser, espero, amor pra chuchu, inclusive que suas rimas não tinham e não têm tradução.


Mais: essa história de “alô, boy, alô, Johnny” só podia ser conversa de telefone. Tinha razão o grande Noel. Pena que não pegou os anos 50 e a televisão para saber o que diria, ou melhor, cantaria e comporia. Internet? Só de pensar, tenho arrepios. Uma coisa é certa: Internet é palavra de rima rica. Não me ocorre nenhuma no momento a não ser “mete”, do verbo “meter”, mas isso é culpa da ignorância e falta de vergonha na cara de minha mente.


15 segundos de progresso
Negócio seguinte: um estudo completíssimo, como só os estudos britânicos são completos, revelou uma brusca mudança nos hábitos mediáticos dos cidadãos destas ilhas. Os ingleses, galeses, escoceses e irlandeses do norte, sem combinar nada, baixaram os jornais, fecharam os livros, desligaram a televisão e foram lá para diante das telas cada vez maiores dos computadores.


Baixam, ou “download” (daumloudum?) tudo, conforme está na moda. Filme, filminhos e ate mesmo filmões, que estão na bica de começar. Não, os cinemas não estão às moscas. Não, os jornais não estão apenas embalando peixe. Há mais de um senhor aposentado na biblioteca do bairro.


Mas houve uma mudança. E sensível, para os donos das mídias. Que, é claro, já correram e há muito para chegar em primeiro lugar na Net, tentando dar aquilo que os irriquietos internautas querem. Não deve ser tão difícil assim. Um dado mudou pouquíssimo: o tempo que um internauta passa diante de um sítio (ou “site”) passou de 40 segundos para 55. Nada contém o progresso.

Nada retém a regressão.

*Nota do editor do blog.
Ivan Pinheiro Themudo Lessa (São Paulo, 9 de maio de 1935) é um jornalista e escritor brasileiro.
Filho da jornalista e cronista Elsie Lessa e do escritor Orígenes Lessa. É bisneto do escritor e gramático Julio Cézar Ribeiro Vaugham, autor, entre outros, do romance naturalista A Carne, além de criador da Bandeira Paulista.

Ivan foi editor e um dos principais colaboradores do jornal O Pasquim, onde assinava as seções Gip-Gip-Nheco-Nheco, Fotonovelas e “Os Diários de Londres”, escritos em ‘parceria’ com seu heterônimo Edélsio Tavares.

Publicou três livros: Garotos da Fuzarca (contos, 1986), Ivan Vê o Mundo (crônicas, 1999) e O Luar e a Rainha (crônicas, 2005).Ivan Lessa mora em Londres, onde escreve crônicas três vezes por semana para a BBC.