Lula e o papel da imprensa

À moda dos ditadores o chefe dos Tupiniquins só admite imprensa a favor.
Contra a censura. Sempre! Antes que Chávez!
O editor


Nosso Guia e a teoria petista da imprensa

A batatada de Lula em sua entrevista ao repórter Kennedy Alencar reflete, de forma tosca e resumida, a opinião do comissariado de informações do Planalto e da nação petista sobre os meios de comunicação. Ele disse o seguinte: “Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. É informar. (…) Essa informação pode ser de elogios, de denúncias. (…) Para ser fiscal tem o Tribunal de Contas, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas”.

Nesse modelo não haveria lugar para as recentes denúncias de torturas de presos por agentes do governo americano. Muito menos para o caso Watergate, que acabou derrubando um presidente dos Estados Unidos. Mensalão? Nem pensar. Em todos os casos foi a ação fiscalizadora da imprensa que disparou e permitiu as investigações.

Não se tratou de uma bobagem do tipo “quando Napoleão foi à China”. O comissariado realmente acredita que há uma conspiração da imprensa contra o governo e sonha com a construção de um novo modelo para os meios de comunicação brasileiros.

Noves fora a tentativa de expulsão do jornalista Larry Rother, Nosso Guia jamais moveu um dedo contra alguém por conta do que disse dele ou de seu governo. Feita essa ressalva, fica o registro de que é grande a simpatia do comissariado pelas iniciativas do coronel Hugo Chávez na Venezuela. Uma compreensão paternal: “Não concordo, mas entendo”.

Todos os governos acham que são perseguidos por conspirações da imprensa, mas Nosso Guia estimula seus paranoicos. Sem fiscalização, ele continuaria falando em “Corregedoria-Geral da República”. Isso não existe, o nome certo é Controladoria-Geral da União e seu titular é escolhido pelo presidente.

Elio Gaspari/O Globo

O homem mais confiável da América,Walter Cronkite, morreu aos 92 anos

Foto- Jornalista-Walter-Cronkite-morre-ao-92-anosJornalista de 92 anos cobriu importantes fatos históricos dos EUA.
Cronkite era considerado um dos âncoras de maior credibilidade.

O jornalista americano Walter Cronkite, um dos âncoras de maior prestígio da TV americana, morreu nesta sexta-feira (17), aos 92 anos. Segundo a emissora CBS, a família informou que Cronkite lutava contra uma doença vascular no cérebro há sete meses.

Conhecido como “o homem mais confiável da América” e lembrado em diversas pesquisas como um dos jornalistas de maior credibilidade nos Estados Unidos, ele apresentou telejornais na CBS entre os anos de 1962 e 1981.

Cronkite participou das coberturas de importantes fatos históricos, como o assassinato do presidente John Kennedy, a guerra do Vietnã, escândalo do Watergate e a chegada do homem à lua.

Cronkite foi considerado o expoente máximo de uma época na qual a figura do âncora acumulava salários milionários, determinava o noticiário emitindo opiniões, monopolizando os grandes eventos, além de influenciar na maneira como o americano deveria pensar.

O modelo combinado de apresentador e editor-chefe de telejornais ainda é referência não só no Estados Unidos como em vários países como o Brasil.

No auge de seus 60 anos de carreira, Cronkite desempenhou um papel crucial na mudança da opinião pública americana sobre a guerra do Vietnã.

Sem paletó, com a manga da camisa dobrada, ele tomou o microfone para anunciar que JFK acabava de ser vítima de um atentado. Uma hora mais tarde, contendo as lágrimas, retirou os óculos de lentes grossas para anunciar ao país a morte de seu presidente.

Fonte G1