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Operadoras de banda larga desafiam o bom senso do consumidor

Ao impor limites de consumo de dados em planos de banda larga fixa, operadoras prejudicam os seus clientes e o desenvolvimento do país na era digital.

Consumidores serão prejudicados e justificativa das operadoras não cola (Foto: Thinkstock / Getty Images)

As operadoras de telefonia e banda larga já carecem de boa reputação no Brasil. Basta ver o ranking em sites como o Reclame Aqui. A reclamação geral é que pagamos um valor relativamente alto por um serviço de qualidade questionável e um atendimento que deixa a desejar.

Em teoria, essas companhias deveriam estar investindo em produtos melhores e no bom relacionamento com o cliente. Na prática, um grupo delas está se unindo para tornar essa relação ainda pior.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Vivo, GVT, NET e Oi planejam estabelecer um limite de consumo de dados mensal para os assinantes de banda larga fixa. Ou melhor, Vivo e GVT planejam, já que NET e Oi já adotam a prática. É uma limitação similar à que temos no celular. Em alguns casos, ao atingir a franquia, a velocidade da banda larga cai a níveis dos tempos do Altavista (não sabe o que é? Joga no Google).

Em outros, a conexão será interrompida. Em ambas as situações, o serviço só será restabelecido integralmente com o pagamento de um pacote adicional de dados ou após a virada do mês – e a experiência do mundo dos smartphones mostra que esses pacotes são caros. A Vivo diz que seguirá sem cobrar até o fim de 2016, mas esclarece que é uma cortesia.

Uso alguns exemplos que já saíram em outras reportagens, como esta do site Tecnoblog. A partir de 2017, a Vivo, por exemplo, terá franquias de internet fixa que vão de 10 Gb de consumo mensal (para assinantes de velocidade até 2 Mbps — ou 2 megas, como preferir) a 130 Gb de consumo mensal (para assinantes do plano de 25 megas).

Traduzindo isso para o uso no dia a dia: os 10 Gb de consumo, para um mês inteiro, equivalem a …
– Umas 20 sessões de 15 minutos cada assistindo a vídeos no YouTube (cada sessão consome cerca de 500 Mb);
– Uns 10 episódios, no máximo, de séries no Netflix (cada episódio, dependendo da duração, tem entre 1 Gb e 2 Gb);
– Menos de 5 jogos de futebol vistos em HD pelo aplicativo Globo Play (cada jogo pode consumir pouco mais de 2 Gb);
– 3 filmes ou menos (cada um, dependendo da duração, costuma consumir 3 Gb a 6 Gb).

Isso sem contar a sua navegação diária, em sites que têm vídeos, além do uso de serviços de armazenamento online, como o Dropbox. Se ainda não se convenceu, pensa num jogo desses mais avançados, que você compra pela internet e deixa armazenado no HD do console ou do computador. São cerca de 40 Gb. Se, portanto, você usa a internet fixa da sua casa todos os dias para tarefas assim, é bem provável que a sua franquia dure pouco mais de uma semana. Isso se você tiver dinheiro para pagar o pacote mais rápido.

Guerra ao streaming

O discurso das operadoras é comovente, mas não para em pé. A primeira justificativa é que ao adotar o modelo de franquia de dados, as operadoras poderão gerenciar melhor as demandas de cada cliente, cobrando, por exemplo, menos de quem usa pouco e mais de quem usa muito. Mas quem está mais próximo de se tornar um padrão de usuário de internet no futuro?

A pessoa que só acessa e-mail e lê sites (sem clicar nos vídeos) ou alguém que, além de ler, assiste aos vídeos de notícias, navega pelas redes sociais, passeia pelo YouTube, compra ou baixa conteúdo digital, assina serviços como HBO Go, Netflix, Globosat Play? Pensando um pouquinho lá na frente, desconfio que seja o segundo grupo. Então, em longo prazo, todos estaríamos pagando mais por estourar nossas franquias.

Em algumas entrevistas, representantes das operadoras comparam o acesso à internet com a eletricidade. A ideia é que o consumo de dados seja tratado como uma conta de luz, em que o cliente paga apenas o que precisar. A comparação é infeliz.

Ao consumir mais eletricidade, ou água, ou gasolina, o cidadão ou empresa ameaça o abastecimento para os demais, provoca impacto ambiental e exige a construção de novas grandes obras – por isso, é preciso incentivar todo mundo a consumir menos desses recursos. E se você compra uma geladeira nova de um modelo parecido com a antiga, ela provavelmente irá gastar bem menos energia.

O mundo dos dados e da informação digital é diferente. Um computador novo, com acesso a serviços de internet avançados, tende a consumir mais dados. Ele tem mais velocidade para processar gráficos mais pesados e tela com resolução capaz de assistir a vídeos em 4K. E nem estou colocando na conta que teremos dezenas de aparelhos conectados em casa. A começar pelo smartphone e para o tablet e, mais à frente, todos os eletrodomésticos.

A gente só aceita essa franquia miúda dos nossos planos de dados no celular porque normalmente usamos o Wi-Fi quando estamos em casa. E aqui, vale a pergunta: estamos pagando menos por nossos planos de dados nos smartphones por que as operadoras praticam o limite? Ao olhar na minha conta só posso crer que a resposta é não. Agora, imagine quando o Wi-Fi deixar de ser limitado? E imagine que este efeito não será apenas na sua casa, mas nos cafés, restaurantes e outras áreas que oferecem uma conexão aberta a clientes. Será que esses estabelecimentos continuariam a oferecer Wi-Fi de graça?

Nesse texto (e falaremos outras vezes desse assunto) priorizei exemplos que pegam no bolso de nós, consumidores comuns. Mas o impacto negativo de uma medida como essa vai muito além. Uma das formas de medir o desenvolvimento de uma nação é analisar o volume de dados trafegados por cada habitante. É um indicador que mostra que mais gente está tendo acesso a conhecimento, educação a distância, serviços públicos conectados, negócios digitais, telemedicina e mais uma série de benefícios trazidos com uma boa conexão à internet, que seja acessível a boa parte da população. Percebam que nem estou (ainda) entrando no mérito de que cobrar por franquia de dados pode ferir o Marco Civil da Internet na opinião de alguns especialistas. Tampouco que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem feito vista grossa para o assunto, alegando que as operadoras estão no direito delas.

Um movimento que surgiu na semana passada nas redes sociais mostra o potencial explosivo desta medida no Brasil. Em uma semana, mais de 150 mil pessoas já entraram para a comunidadeMovimento Internet Sem Limites. Mais de 250 mil assinaram uma petição contrária às mudanças.

Seria bom que as operadoras começassem a ouvir seus consumidores. E que a Anatel cumprisse sua dupla missão – zelar por um ambiente de negócios bom para as empresas, mas zelar também pelos interesses dos cidadãos.
Por Bruno Ferrari/Época

GVT vai deixar de existir

A partir do dia 15 de abril a GVT não irá mais oferecer seus serviços para clientes de todo o Brasil. A empresa enviou um comunicado aos clientes afirmando que os serviços serão unificados com a Vivo.

A mudança estava sendo trabalhada desde o mês de maio do ano passado e tornou-se possível com a aquisição da Vivo pela Telefônica que deu-lhe mais recursos para efetuar a transação.

Em dezembro de 2014, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já havia aprovado a compra da GVT pela Telefônica e agora o acordo finalmente foi selado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A companhia aproveitou para informar também que o atendimento telefônico e os aplicativos e serviços prestados sofreram mudanças após a unificação.

O telefone de suporte terá um novo número (10315) assim como o código de longa distância que passará a ser o “15” e não mais o “25”.

O site também será acoplado ao da companhia de telefone, televisão e internet a partir do dia 2 de abril.

Já os pacotes contratados por clientes antes da parceria ser firmada permanecerão inalterados já que a Vivo afirmou que irá honrar os contratos firmados pela empresa comprada.

Apenas alguns nomes serão modificados, como o “GVT Freedom”, o “GVT Protege” e o “Minha GVT” para “Vivo Freedom”, “Vivo Protege” e “Meu Vivo Fixo” respectivamente.

Os clientes da GVT também terão a oportunidade de usufruir de novos serviços oferecidos pela empresa de telefonia, como o Vivo Valoriza, programa de fidelidade que dá descontos em cinemas, contratação de serviços e compra de aparelhos.
Fonte:Olhar Digital

 

WhatsApp cria dilema para operadoras de telefonia

Smartphone com WhatsAppA lista das plataformas online com mais usuários em todo o mundo é liderada pela rede social Facebook, com 1,5 bilhão, e pelo serviço de ví­deos YouTube, com uma audiência de 1 bilhão de pessoas — ambos referências na internet há anos.

Mas é o terceiro colocado, o aplicativo de comunicação WhatsApp, que cresce numa velocidade mais elevada.

Depois de aumentar 350% em apenas dois anos e meio, o número de usuários acabou de chegar a 900 milhões, segundo o ucraniano Jan Koum, presidente da empresa. Isso significa que a audiência dobrou de tamanho nos 18 meses desde que o WhatsApp foi comprado pelo Face­­book­ por 22 bilhões de dólares em 2014. No segmento de troca de mensagens, o aplicativo é líder em 15 dos 33 países analisados pela consultoria britânica GlobalWebIndex, inclusive no Brasil, onde metade dos usuários de internet o abre regularmente.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O sucesso do WhatsApp é um pouco surpreendente. O Facebook foi a primeira rede social a atingir a marca de 100 milhões de usuários. O YouTube seguiu pelo mesmo caminho no setor de vídeos. Já o WhatsApp é um caso à parte. Antes dele, houve dezenas de softwares de troca de mensagens. Alguns, como o BlackBerry Messenger, foram muito populares.

O que pavimentou a ascensão do WhatsApp foi cair nas graças dos usuários justamente quando os smartphones começaram a se espalhar pelo mundo. Com o acesso à internet, suas ferramentas, como a troca de textos, fotos e recados de voz, ganharam em eficiência. Mais recentemente, as chamadas telefônicas pela internet entraram no menu de opções. E tudo isso por apenas 1 dólar ao ano.

É toda essa facilidade quase gratuita que não para de atrair usuários — e também de enfurecer parte das operadoras de telefonia móvel. Elas não têm dúvidas sobre quem é o culpado pela queda na receita de SMS e de ligações. No Brasil, o Whats­App é abertamente criticado.

“Não temos problemas com serviços de dados e mensagens. Nossa preocupação são as chamadas telefônicas pela internet”, diz Amos Genish, presidente da Vivo. “Essa ferramenta não é uma inovação. É uma simples pirataria.”

O pano de fundo dessa briga é a revolução em curso no setor de telecomunicações. A expectativa é que as operadoras deixem de ser empresas de telefonia para se tornar, em primeiro lugar, provedores de internet móvel. “O serviço de voz não vai acabar, mas está havendo uma mudança radical no perfil de uso do celular e na receita das operadoras no mundo inteiro”, afirma o economista Ari Lopes, analista para a América Latina da consultoria Ovum, com sede em Londres.

Em um ano, a TIM perdeu 35% da receita de mensagens de texto. A Claro viu o faturamento de voz cair 18%. Até a Vivo, única que registrou crescimento na receita de telefonia móvel, teve queda de 5,5% nos ganhos com ligações ­­— uma redução de 164 milhões de reais no último ano. Por outro lado, as operadoras de telefonia móvel estão ganhando cada vez mais com a venda de planos de dados.

Nos últimos 12 meses, a receita da Vivo com pacotes de internet cresceu 51%. A da Claro, a que menos aumentou, teve uma expansão de 35%. A expectativa é que o faturamento das empresas com serviços de dados ultrapasse a receita de ligações em quatro anos.

Para um número crescente de usuários de celular, ter acesso a mídias sociais, mapas, músicas e vídeos é mais importante do que fazer ligações telefônicas. As pessoas estão mesmo falando menos ao celular. A média de uso por cliente é de 117 minutos por mês. Há exatamente um ano esse número era 9% maior.

Nesse contexto, o WhatsApp é ora inimigo, ora aliado. Quando compete diretamente com as chamadas telefônicas via ligações pela internet, é atacado. Na hora de convencer seus clientes a comprar planos de dados, as operadoras tratam o WhatsApp como uma atração. A Claro e a TIM oferecem pacotes que não descontam o tráfego de dados do WhatsApp ou de redes sociais, como Facebook e Twitter. O objetivo é gerar um estímulo ao serviço de internet.

“Os aplicativos são um motivo para o cliente gastar mais com planos de dados. O WhatsApp acelerou a demanda do consumidor por smart­phones”, diz Eduardo Tude, diretor da consultoria em telecomunicações Teleco, com sede em São José dos Campos, no interior paulista.

Amos Genish, presidente da Vivo

Amos Genish, presidente da Vivo: “A Anatel tem de regular o WhatsApp como serviço de telecom”

O coro das operadoras

O que une algumas das principais operadoras é a defesa do que chamam de competição leal. Genish, da Vivo, diz que o WhatsApp precisa ser regulamentado como um serviço de telecomunicação. Em suas declarações públicas, Bayard Gontijo, principal executivo da Oi, tem apoiado a ideia.

Rodrigo Abreu, presidente da TIM, por sua vez, é contra a proposta de criar uma regulamentação para os serviços online. Para ele, é preciso reduzir as obrigações e os impostos que atualmente recaem sobre as empresas de te­lefonia móvel. “Com ou sem ­WhatsA­­pp, o usuá­rio vai deixar de usar voz no celular para usar serviços de dados. Nosso desafio é participar do crescimento”, diz Abreu.

Procurada, a Claro não quis se pronunciar sobre essa questão. Até agora a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem dito que não é necessário regular os serviços de internet nem afrouxar as regras existentes para as empresas tradicionais. “Se existe uma dificuldade das operadoras de rentabilizar os negócios com o tráfego de dados, isso é um problema do modelo de cada empresa. O desafio delas é buscar novas fontes de renda”, diz João Rezende, presidente da Anatel.

Nos Estados Unidos, um dos mais avançados mercados de telefonia móvel, a competição das empresas com os serviços de mensagem online não provoca grande debate público. Um dos motivos é que os aplicativos não são tão populares quanto em outros países. Lá o software de mensagens líder é o Facebook Messenger, que atinge 25% dos usuários de internet — metade da taxa de uso do Whats­App no Brasil.

Uma das explicações para a popularidade menor nos Estados Unidos é que as operadoras americanas já ofereciam SMS ilimitado para os clientes quando softwares como o WhatsApp surgiram. Na briga com os aplicativos que oferecem ligações de voz via internet, as operadoras americanas também têm mostrado uma postura ativa. Desde o ano passado, oferecem o mesmo serviço com uma qualidade maior para seus usuários da rede 4G — a mesma estratégia tem sido seguida por empresas da China e da Coreia do Sul.

Na Europa, o caminho escolhido aponta na direção da regulação. Em maio, a Comissão Europeia iniciou uma revisão nas regras do setor de telecomunicações. O objetivo, segundo a comissão, é adotar medidas para garantir a igual concorrência entre empresas “tradicionais e novas” — em outras palavras, entre os aplicativos como WhatsApp e as operadoras.

A meta é elaborar um novo modelo até o fim de 2016. Nesse embate entre operadoras, WhatsApp e reguladores, o mais importante é não matar um serviço que se provou tão popular. A cada segundo são trocadas cerca de 350 000 mensagens em todo o mundo. É por aí que as coisas estão caminhando — pelo menos até a próxima revolução.
Filipe Serrano, de Revista EXAME

Justiça proíbe operadoras de cortar internet móvel ao fim da franquia

Ao menos no Acre, os clientes deixarão de ter a internet móvel cortada ao fim da franquia, graças a uma decisão da Justiça local.

O juiz Louis Arruda, do Tribunal de Justiça do Acre, determinou que Claro, Oi, Tim e Vivo mantenham seus planos como eram, oferecendo internet reduzida quando a franquia terminar.

O magistrado acatou um pedido do Procon e da Defensoria Pública do Estado. Para ele, a mudança no modelo de negócios é “abusiva” e “ilegal” porque as operadoras não informaram os consumidores com clareza.

“Alteraram unilateralmente cláusulas restritivas de direito nos referidos contratos, agindo e procedendo de maneira incompatível e inadequada com o objeto do contrato”, escreveu ele na decisão, publicada ontem e repercutida pelo UOL.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“As operadoras de telefonia móvel são impulsionadas, certamente, pela busca de maiores lucros, e não, como sustentam, na satisfação dos consumidores, com uma melhor prestação de serviços, notadamente quando, se vê, que as mencionadas empresas disponibilizam aos consumidores, ao fim das franquias contratadas, a possibilidade de migrarem ou contratarem novos planos com valores maiores de mensalidade, além da fatura já contratada.”

Embora a reviravolta tenha validade apenas no Acre, ela abre um precedente para que outros Estados também consigam o feito, ainda mais porque os Procons de todo o país se uniram para reclamar das novas regras.

Marco Civil da Internet: neutralidade da rede é o alvo

Internet Blog do MesquitaImaginem a seguinte e perversa união: Stalin, Chavez, Mao Tsé Tung todos regidos pelo tridente de Lúcifer.

Pois é o que está acontecendo na Taba dos Tapuias, em relação ao maldito Marco Civil da Internet. O Projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional tem, de forma nada subliminar, o objetivo velado de cercear a liberdade da Internet.

O nefando PL é da relatoria do Deputado Alessandro Molon do PT do Rj. O Projeto de Lei é de iniciativa do Poder Executivo e tramita na Câmara dos Deputados, sob o número PL 2126/2011.
Aqui o link para a íntegra do projeto.

Pois bem. Isso posto vamos aos intestinos do que está por trás dessa coisa.
Fiquem atentos. O Marco Civil da Internet é o alvo. Atentam contra a Internet livre;
1. o PMDB;
2. a TV Globo;
3. as operadoras de telefonia, Claro, Vivo e Tim, que formaram uma união perversa cujo articulador principal é o adesivo Deputado Eduardo Cunha do PMDB.

Não necessariamente nessa ordem e significância.

Entendam que sem a neutralidade na web, as operadoras de telefonia decidirão o que você “terá que engolir a força” na internet.

As informações que hoje trafegam livremente na internet – que é caracterizada por ser um território livre —  irá perder essa característica e o conteúdo será controlado/manipulado/censurado/editado pelo cartel que será formado entre a radiodifusão e as operadores de telefonia. O grande e único prejudicado será o usuário que paga sua conta mensal para ter acesso a tudo lícito que bem entender, mas as grandes corporações tomarão conta do tráfego.
Haverá interferência desse cartel que sacrificará a velocidade de acesso do usuário comum —  troca de fotos, de vídeos e mensagens —  para privilegiar propagandas e outras coisas que proporcionem maior receita.

Dona Dilma Rousseff precisa do PMDB para governar — aí está posta a dúvida se a senhora presidente, embora de origens libertárias, teria coragem para vetar determinados artigos da nefanda lei, mais especificamente os artigos que explico mais abaixo — e o PMDB ao contrário dos que muitos imaginam, não é feudo do Sarney nem do Renan.

Engano trágico. O chefe controlador desse bando na Câmara Federal é esse deputado federal carioca Eduardo Cunha.

O deputado — advinha a serviço de quem? — está disposto a negociar “parcialmente” a neutralidade da Internet no Brasil. Para admitir na lei artigos que permitam essa neutralidade parcial, a Globo, acreditem, defende que conste no malfadado PL, na parte relativa às questões que envolvam direitos autorais, não haver necessidade de processo judicial, para que um determinado conteúdo seja retirado do ar.

Traduzindo para o popular: se você distribui pornografia, ou calunia alguém, a retirada desse conteúdo somente se dará através do processo judicial, que é, saliente-se, como funciona a justiça em um Estado Democrático de Direito.

Agora a valer o artigo defendido pela Globo, se você cair na besteira de divulgar em seu perfil no ‘Face book’, ou em seu blog, sem autorização, um vídeo de um programa da TV Globo, você estará “ferrado”. O conteúdo poderá ser retirado da web sem a necessidade de instauração de processo judicial.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Estaria instalada a primazia do absurdo segundo a qual um crime cometido contra o Direito Autoral se tornará mais gravoso que um crime cometido contra os Direitos Humanos.

É evidente ao mais primário rábula, que tal artigo do PL, também, abre um precedente descomunal para que outros grupos organizados da sociedade, e/ou pessoas, dele se apropriem para exercer censura.

Ficaria assim, e somente para efeito de ilustração.
Os que são favoráveis à descriminalização do aborto pulicariam um texto defendendo suas posições em um blog ou em alguma rede social. Aí o pastor Malafaia, novamente cito o nome somente para exemplificar — amparado nesse artigo se aprovado na lei do Marco Civil da Internet — solicitaria através de uma simples notificação extrajudicial a retirada do conteúdo do ar, alegando que o referido texto está ilustrado com uma foto dele.

E onde entram as operadoras?
As operadoras de telefonia móvel e fixa também são provedoras de acesso à Internet. Mas agora querem mais. Querem controlar o tráfego na web.

Para facilitar o entendimento, uma analogia: além de controlarem as estradas virtuais, essas companhias querem cobrar pedágio de acordo com o tipo de veículo que circula na estrada, no caso a Internet. Pegaram o que está nas entrelinhas?

O que elas pretendem, novamente tendo o tal deputado à frente das negociações no parlamento, é que os usuários paguem a internet de acordo com o tipo de uso que dela fizerem. Como acontece com os canais de TV por assinatura.

Mais ou menos assim (os valores citados são meramente para exemplificar):
– acesso à Internet somente para e-mails R$10,00/mês;
– acesso à Internet + e-mails + acesso às redes sociais R$20,00;
– acesso à Internet + e-mails + YouTube R$45,00;
– acesso à Internet + e-mail + música online + subir fotos para o Instagram R$100,00.

É por aí. Seria como quando você paga a assinatura da TV conforme os canais que façam parte do pacote que você contratou. Quanto mais canais, maior o valor da assinatura. Trocando em miúdos: as operadoras de telefonia citadas, querem transformar o acesso à Internet a algo semelhante ao sistema “pay-per-view”. Entendo que não devemos permitir que fosse instituída a formação de “pacotes” para acesso a específicos conteúdos da Internet.

E você acha que isso é o fim? Pois será pior. Acredite!
Volto a recorrer a um exemplo meramente ilustrativo: uma potência econômica como a Globo poderá contratar junto aos provedores  — teles — pacotes a preços milionários que lhe garanta prioridade e maior velocidade de acesso. Assim o Portal G1, o BBB, as colunas dos ‘Mervais’ e correlatos na GloboNews serão acessados instantaneamente. Meu blog e outros sites que não têm dinheiro para pagar esse diferencial de velocidade de acesso, ficarão lentos e difíceis de ser acessados, pois serão considerados de segunda categoria, e irão para o fim do “grid” ou largarão do “box”.

No caso do parágrafo anterior, o direito do consumidor desce pelo ralo em virtude do desequilíbrio na relação de consumo. Você pagará por um serviço contratado para a operadora/provedor decidir à sua revelia a prioridade do conteúdo que você poderá acessar.

Para implantar tal sistema de seletividade baseado no binômio “grana X velocidade de acesso”, as teles obrigatoriamente irão implantar sistemas capazes de “futricar” o tráfego dos usuários para definir tais prioridades de velocidade e acesso. Saberão e armazenarão em banco de dados relacionais o que você, indefeso Tapuia, está acessando, dando um ponta pé definitivo nessa “tal de privacidade”.

O cidadão estará pagando um serviço para a tele escolher a velocidade e a prioridade do que ele pode acessar. Absurdo é um adjetivo ameno para ser aplicado aqui.

Se você continuar passivo não vá depois reclamar quanto ao tentar enviar o vídeo da festinha de formatura do ABC do seu filho no colégio, para a tia que mora em outra cidade, você receber a informação que “a rede está congestionada. Por favor, tente novamente às 04:30h da manhã”.

Originalmente o PL como está, além da garantia da neutralidade da web, mantém princípios já consagrados na Constituição Federal/88, como o da liberdade de expressão, da proteção à privacidade e aos dados pessoais dos usuários.

São direitos básicos do usuário constante no Projeto de Lei:
1. Informações claras e precisas nos contratos firmados com os provedores;
2. Inviolabilidade e sigilo das comunicações;
3. Controle sobre seus dados pessoais;
4. Garantia de manutenção da qualidade contratada da conexão;
5. Não suspensão da conexão à Internet salvo por débito do usuário.

Por seu lado os provedores estão obrigados:
1. Guarda sob sigilo dos registros de conexões feitas pelo os usuários pelo prazo de um ano;
2. Garantia de que o provedor somente fornecerá acesso a esses dados mediante ordem judicial
E exatamente é nesse item dois que a Globo quer alterações quando o caso for da alçada do Direito Autoral.

Como escrevi lá em cima caso esses absurdos sejam aprovados dificilmente, exceto através de forte pressão — mãos a obra senhores e senhoras! Envio maciço de ‘e-mails’ aos parlamentares — a presidente vetaria tais excrecências, uma vez que o PMDB é favorável às articulações engendradas pelo deputado Eduardo Cunha. Percebo por parte do PMDB uma intenção de “empurrar com a barriga” a votação do Projeto de Lei para o próximo ano. A conclusão é óbvia; 2014 é ano de eleição, e Dona Dilma precisará como nunca do partido do deputado Eduardo Cunha para garantir sua (dela) reeleição. Assim quanto mais próximo da eleição, mais a presidente ficará refém do partido e dificilmente vetaria alguma parte da lei.

A Televisão como veículo de massa está exalando os últimos suspiros. Por isso tenta dificultar e bloquear qualquer risco à sua hegemonia na Internet. É preciso ficar atento para que o modelo imperial imposto pelas TVs não seja repetido na Internet.

O custo dessa união — radiodifusão + companhias telefônicas — será descomunal para manutenção e vigor do preceito constitucional que veda toda e qualquer censura no Brasil.

Lembrem-se; A capacidade financeira, midiática e lobista desses conglomerados são imensuráveis. Mas, são somete 513 deputados federais, e nós somos 100 Milhões de usuários. Mãos a obra.

Enquanto isso, quase toda a cidade dorme.
Alguns acordados, debruçando-se sobre essas questões. Outros se quedam absortos e insones com o provável desenlace de algum capítulo de novela televisiva, cujo dramalhão piegas, jamais se igualará a essa tragédia anunciada.

Vivo vai oferecer serviços de m-payment com NFC

A Vivo fechou contrato com empresa de soluções de segurança digital Gemalto para fornecer a plataforma TSM (Trusted Service Manager).

Com o novo sistema, operadora vai oferecer produtos e serviços de mobile payment por meio da tecnologia Near Field Comunication (NFC), que possibilita a realização de transações financeiras com a aproximação do celular de um terminal específico.

Com a solução adquirida e os cartões NFC SIM Multi-tenantUpTeq, também da Gemalto, a Vivo deverá ampliar produtos para m-payment, oferecendo a seus clientes de telefonia móvel serviços que incluem pagamentos sem contato, emissões de passagens para transporte, além de transações financeiras entre usuários da solução.

O desenvolvimento e oferta de produtos e serviços financeiros representam grande aposta da companhia para crescer e reforçar sua atuação com as aplicações de móbile payment.
Fonte:Comnputerworld


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Ameaça de tirar Facebook do ar revela conflito entre lei e força de redes sociais

Foto: AFP

A determinação de um juiz de São Paulo de que o Facebook tirasse do ar posts ofensivos sob pena de que, em caso de descumprimento, todo o site fosse retirado do ar no Brasil, mostra um conflito entre leis nacionais para a internet e o caráter global das redes sociais, alertam observadores internacionais ouvidos pela BBC Brasil.

Na quarta-feira, o juiz Régis Rodrigues Bonvicino, da 1ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo, deu ao Facebook 48 horas para retirar do ar 22 postagens de seguidores da apresentadora de TV Luize Altenhofen.

Ela havia se envolvido em uma disputa judicial com um vizinho e seguidores dela na mídia social fizeram comentários considerados ofensivos contra a outra parte no processo, o dentista Eudes Gondim Júnior.

A Justiça já havia pedido a retirada dos comentários do ar em abril, mas, de acordo com os jornais brasileiros, o Facebook no Brasil alegou que tal “incumbência” caberia a empresas distintas e autônomas, Facebook Inc. e Facebook Ireland LTD., localizadas respectivamente nos Estados Unidos e na Irlanda.

Na quinta-feira à noite, o Facebook atendeu à determinação do juiz Bonvicino para evitar que Embratel, Telefônica, Vivo, Globalcross, Level 7, Brasil Telecom bloqueassem todos os IPs do domínio Facebook.com nos cabos Americas I, Americas II, Atlantis II, Emergia SAM I, Globalcrossing, Global Net e Unisur, como determinava o despacho do magistrado.

‘Como poluição’

O professor de Sistemas de Informação Jimmy Huang, da Universidade de Warwick, na Inglaterra, diz que o caso mostra a “confusa interconexão” de fatores em casos como esse.

Huang destaca a colisão entre a abrangência doméstica das leis sobre internet e o alcance internacional da infraestrutura e do conteúdo das redes sociais, neste caso, o Facebook. Seis em 10 dos mais populares sites do gênero são banidos na China, por exemplo.

“Na verdade, bons ou maus, certos ou errados, a partir de nossas próprias percepções, muitos países têm uma Constituição para legitimar essas ações. Esses sites de mídia social, muitas vezes, são forçados a tomar decisões de negócios e moldar suas práticas com base nesses marcos legais e políticos. Alguns decidiram não ceder e saíram, caso do Google na China”.

O diretor do Centro de Tecnologias Sociais e Criativas Goldsmiths, Universidade de Londres, Chris Brauer, vai na mesma linha. Ele afirma que a decisão do juiz é “mais um exemplo da complexidade das leis locais em um mundo digital e globalizado”.

“Dados são como a poluição. Não respeitam fronteiras e seu gerenciamento requer ações coordenadas e tratados globais. Mas enquanto não houver uma regulação internacional comum, o Facebook precisa fornecer respostas cultural e juridicamente plausíveis, de acordo com leis e costumes locais”, observa ele à BBC Brasil.

Brauer critica a demora do Facebook em atender à demanda da Justiça brasileira.

“Argumentar que o Facebook, embora autorizado a operar como empresa no Brasil, não precise respeitar as decisões judiciais brasileiras não é razoável. É semelhante a um comportamento colonial. Como qualquer empresa global, o Facebook tem a opção de decidir se quer oferecer serviços no Brasil ou não. Se optar por fazer negócios lá, deve arcar com a gama de compromissos e direitos soberanos da nação”.

‘Solução fácil’

Já o porta-voz da Index on Censorship, grupo que faz campanha para a liberdade de expressão, concorda que o Facebook deve respeitar a lei e a determinação da Justiça brasileiras, mas alerta para o perigo da “solução fácil”, representada pela decisão judicial de tirar completamente o site do ar, o que atingiria milhões de usuários.

“Em última análise, sim, as empresas têm que cumprir a lei. Mas as leis devem ser sensíveis à liberdade de expressão e não ameaçá-la, especialmente em uma época em que a informação é negócio. Ameaçar todo a Facebook mostra desrespeito à liberdade de expressão, algo comum à forma como juízes e governos lidam com a web, utilizando o bloqueio de sites como uma solução fácil”, disse Padraig Reidy à BBC Brasil.

Reidy afirma que a decisão do juiz, se levada a cabo, “não apenas teria afetado a liberdade de expressão de todos os usuários do Facebook no Brasil, que não têm nada a ver com este caso, mas também poderia ter prejudicado os negócios que dependem do Facebook para propaganda e publicidade”.

“Há um paralelo no Paquistão, onde o YouTube foi bloqueado por causa de um único vídeo “blasfemo” (que atacava muçulmanos). É uma medida restritiva e punitiva, contrária à liberdade de expressão”, alerta. “A ameaça ao Facebook é muito perigosa”.

Huang, da Universidade Warwick, discorda, porém, que a eventual decisão de tirar um site de rede social do ar seja “uma solução fácil” por parte da Justiça.

“Como não há consenso internacional sobre como regular as redes sociais, nenhuma solução é fácil. Sempre haverá gente insatisfeita”, reflete.

‘Liberdade parcial’

Entidades internacionais veem com preocupação o aumento de ações governamentais e judiciais para tentar bloquear conteúdo na internet.

“Em uma tendência perturbadora, ameaças, intimidação e violência contra jornalistas online e blogueiros vêm crescendo nos últimos anos”

Freedom on the Net, relatório 2013

Em seu relatório de 2013, a organização Freedom on the Net, alerta para o aumento do controle na rede mundial de computadores.

Afirma que o cenário global piorou em relação a 2012, e uma das causas é a perseguição de usuários de mídias sociais. A maioria dos casos, porém, está relacionada a questões políticas, principalmente em países não democráticos.

O Brasil ocupa a 31ª posição entre 60 países examinados, e é considerado um local de “liberdade parcial” na internet.

“Em uma tendência perturbadora, ameaças, intimidação e violência contra jornalistas online e blogueiros vêm crescendo nos últimos anos”, diz o relatório sobre o país.

De acordo com o relatório, que tem quase 900 páginas, a situação no Brasil se degradou no último ano devido a ações legais e de governo contra o jornalismo online e redes sociais, e mudanças na legislação, com introdução de novas leis, como a chamada Lei Azeredo, que, entre outras medidas, cria uma polícia para combate a crimes informáticos.
Rodrigo Pinto/Da BBC Brasil em Londres

IPhone da Vivo custará R$ 550

iPhone 4 custa a partir de R$ 550 pela Vivo no Brasil

iPhone 4 chega ao Brasil na virada do dia 16 para 17 de semtembro. (Foto: Kim Jae-Hwan/AFP)

Operadora começa a vender o smartphone no primeiro minuto desta sexta (17).
Modelo de 32 GB custa R$ 1.350.

A Vivo confirmou nesta quinta-feira (16) que manterá os mesmos preços praticados na versão 3GS para a venda do iPhone 4, que começará a ser comercializado nas lojas da operadora a partir da meia-noite desta sexta-feira (17).

Segundo o anúncio, a versão de 16GB do iPhone 4 será vendido entre R$ 550 e R$ 1.300, dependendo do plano contratado. O único modelo 3GS que ainda será vendido pela operadora será a versão de 8GB.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na contratação do plano Vivo iPhone 200, o aparelho de 16 GB sairá por R$ 1.050, já o de 32 GB custará R$ 1.350. A Vivo mantém uma estrutura de planos criados especialmente para o iPhone, com oito diferentes opções.

A operadora iniciará as vendas na virada de quinta para sexta-feira em 13 lojas em 12 estados e Distrito Federal, assim como a Tim.

Na apresentação, a Vivo anunciou que planeja alcançar 2,832 municípios com cobertura 3G em 2011. Por isso, o foco para os planos do iPhone 4 será a cobertura 3G.

Sobre o mercado de smartphones, a operado divulgou que 70% dos usuários de celular desejam ter um celular inteligente. A Vivo afirma que registrou um crescimento de 49% na venda de smartphones entre janeiro de agosto de 2010, em relação ao ano passado.

Laura Brentano/G1

Celular: como fazer backup dos dados do seu celular

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A grande maioria de usuários de celulares e smartphones não faz backup – cópia de segurança – de seus contatos, agenda de compromissos, tarefas, notas, áudios, fotos e vídeos. Ou seja, se perder o aparelho ou se ele quebrar ou for roubado, as informações somem junto. Só quem já passou pela trabalheira de recuperar dados perdidos é que dá valor ao backup e se habituou a fazer as santas cópias com frequência. A palavra-chave é sincronizar – atualizar os dados nos dois sentidos. As informações novas no celular são copiadas para o PC e as novidades inseridas no PC são repetidas no celular. E o ideal é fazer isso diariamente…

A DIGITAL levantou os procedimentos para salvar os dados de aparelhos com base em informações fornecidas por nove fabricantes e cinco operadoras de telefonia celular.

Em geral, a opção mais prática é utilizar os serviços que permitem copiar os dados do celular para os servidores da operadora. Costuma ser um serviço pago, mas taí um gasto que vale a pena, especialmente para quem não tem lá muito jeito com instalação de software, cabos USB e Bluetooth.

Fabricantes

APPLE. Para salvar os dados de um iPhone basta sincronizá-lo usando o software gratuito iTunes. As instruções completas podem ser vistas num vídeo ( tinyurl.com/mpefo5 ), que requer o Quicktime 7, também gratuito ( tinyurl.com/lps73l ).

BLACKBERRY. É preciso instalar o BlackBerry Desktop Manager, software de sincronização, atualização e backup. [ad#Retangulo – Anuncios – Direita]Vide pré-requisitos de hardware no CD ou no site da RIM ( www.rim.com) na seção de softwares, em “BlackBerry Desktop Softwares”. A descrição detalhada do procedimento de backup está em tinyurl.com/l2u2lt.

HTC. O software para backup e sincronização é o Sprite Backup (manual em tinyurl.com/kpmfrs ). No site htc.com/br há um link para o Wiki, com instruções sobre como usar a ferramenta da Microsoft para backup de celular ( tinyurl.com/nbs4fo ) e sobre backupear os softwares instalados no aparelho ( tinyurl.com/my2bt8 ). O call center da HTC (4003-0482) tira dúvidas sobre como fazer o backup.

LG. O software para backup e sincronização é o PC Suite, que vem no kit do celular. Após instalá-lo é preciso informar o modelo do aparelho e a rede de telefonia do celular (GSM, CDMA ou WCDM). A empresa não forneceu um passo a passo ensinando o usuário leigo a salvar seus dados.

MOTOROLA. Celulares com cartão de memória podem ser conectados a um PC pelo cabo mini ou micro USB e o sistema passará a olhá-lo como um pendrive. Para compromissos, contatos ou transferência de arquivos de mídia a ferramenta é Motorola Phone Tools.No caso dos smartphones com o sistema Windows Mobile, use as ferramentas ActiveSync e Mobile Media Center. No portal MyMoto ( mymoto.com.br) aprende-se a configurar o telefone para copiar fotos e sincronizar compromissos e contatos do telefone com a internet, usando a rede de sua própria operadora. Essa opção depende da conexão de dados. Perguntas e respostas mais frequentes podem ser vistas em tinyurl.com/nnpn29 , buscando por palavras-chave, como “agenda”, “sincronização” ou “backup”.

NOKIA. Visite tinyurl.com/nxmrxy , selecione o modelo e baixe o Nokia PC Suite. Conecte o telefone ao PC via cabo USB ou Bluetooth e selecione a opção “backup de dados”. Pode-se backupear/recuperar dados num pacotão inteiro ou seletivamente (contatos, calendário, mensagens, dados do cartão de memória, configuração e memória interna). Ou então transferir vídeos ou de acessar a galeria de imagens. Algumas telas exemplificando um backup em um Nokia E66 podem ser vistas em tinyurl.com/nxpdcw .

PALM. Leia os procedimentos para sincronização de dados e backup dos seis modelos de smartphones da Palm (Treo Pro, Palm Centro, Treo 750, Treo 700, Treo 680 e Treo 650) em tinyurl.com/m3xvd4 .

SAMSUNG. O aplicativo PC Studio vem no CD do kit básico. No caso de smartphones, o sincronismo é automático quando o equipamento dispõe de plataforma Windows Mobile.Para baixar o software PC Studio, acesse tinyurl.com/m5tang, onde é preciso informar o modelo do celular. Clique em “download geral” e selecione a aba “software” ou “firmware”, conforme o tipo do aparelho.

SONY ERICSSON. O programa básico para backup/restauração é o PC Suite, que vem com o CD de instalação e pode ser baixado em tinyurl.com/kjmo2z , bastando selecionar o modelo. O manual traz instruções detalhadas, como por exemplo o do modelo W980 ( tinyurl.com/nsebwt), que explica em detalhe o procedimento de conexão e backup (USB e Bluetooth) nas páginas 25 a 30. Outra ferramenta de backup bem elegante é o software austríaco MyPhoneExplorer ( tinyurl.com/kth3jh – em inglês), grátis, versátil, flexível e muito poderoso, oferecendo até controle remoto via celular.

Soluções independentes

Vários fabricantes independentes oferecem aparelhos “universais” que permitem realizar backup dos dados de quase qualquer celular ou smartphone. Em geral, essas soluções consistem de um dispositivo com vários tipos de conectores para ligá-lo ao celular.

BACKUP-PAL. Não requer uso de PC, proporciona um backup de dados permanente e não precisa de software. Adaptadores intercambiáveis permitem conexão a quase todos os modelos de celulares no mercado. Custa US$ 49,99 e pode ser comprado no site www.backup-pal.com

Operadoras de telefonia celular

CLARO. A Claro tem uma solução universal, que pode ser utilizada em qualquer modelo de aparelho, para backup da agenda de contatos do SIM Card, que é o Claro Contatos. Para acessá-lo, basta clicar no Menu Claro do celular. Além disso, o serviço também é acessível no site www.claroideias.com.br , dentro da seção Facilidades. A primeira sincronização e a restauração dos contatos é tarifada em R$ 4, e sincronizações adicionais são tarifadas em R$ 0,50. Independentemente da quantidade de contatos sincronizados, o cliente paga apenas uma vez por evento realizado. Se o usuário preferir, também pode se dirigir às lojas próprias da Claro, onde os atendentes podem orientar o processo do backup.

NEXTEL. A empresa oferece o serviço Nextel Backup, mas apenas para salvar a lista de contatos. Neste serviço o usuário não precisa de cabos de conexão, basta apenas possuir o serviço ativado. Nos planos Quero Controle, Quero 0, Quero 100 e Quero 200, o Nextel Backup pode ser contratado por R$ 3,50 mensais. Nos planos Quero 400, Quero 800 e Quero 1200 o acesso ao Nextel Backup é ilimitado e sem custo adicional. Mais informações em tinyurl.com/nlcet6. É possível usar o cabo USB nos aparelhos com cartão de memória. O usuário deve salvar o arquivo no cartão e depois fazer a transferência para o PC usando o cabo de dados. Os aparelhos que possuem cartão (i9, i9 Wine, i876, i876w, i877, i877 red e Blackberry) já vêm com o cabo de dados no kit.

OI. Com o serviço Oi Agenda, o cliente da Oi pode reaver seus contatos a qualquer momento após mudar ou perder o Oi Chip. No menu do aparelho, acesse a opção Mundo Oi, Serviços Oi e clique na opção Atualizar. Durante a cópia da agenda, todos os números que estão no Oi Chip são transferidos para o site www.oi.com.br/oiagenda . O serviço custa R$ 2,49, para cada salvamento, atualização ou recuperação bem sucedida. Está disponível para as versões de chips 128kB e NOVO 128 kB. Para trocar um chip anterior o cliente pagará R$ 20 na loja. O novo Oi Chip também oferece a função Auto Sinc, que permite atualizar a agenda telefônica automaticamente.

TIM. O serviço TIM Agenda permite salvar, recuperar ou editar suas agendas via web. Pelo site www.tim.com.br , o cliente pode acessar a sua agenda armazenada, assim como editar, apagar, inserir novos contatos e enviá-los para o seu TIMChip. A operação também pode ser feita teclando *144 no celular. O serviço custa R$ 3,99 mais tributos pela primeira sincronização ou em caso de restauração da agenda de contatos. Atualizações posteriores custam R$ 0,49 mais tributos.

VIVO. Oferece o serviço Vivo Agenda, que sincroniza apenas os contatos gravados no SIM Card. Pode-se também sincronizar via SyncML ou cabo USB, abrangendo dados do Outlook, calendário, contatos, emails e tarefas. Não há assinatura do serviço. O primeiro sincronismo custa R$ 2,99. Depois, cada atualização sai por R$ 0,49.

G1 – Carlos Alberto Teixeira

Comércio vai aceitar pagamento de compra por meio de celular

A Vivo e a Itaucard anunciam hoje um serviço que permitirá o uso do celular como cartão de crédito na hora de fazer o pagamento das compras. Para isso, haverá duas opções.

Clientes da Vivo que têm Itaucard e usam celulares 3G (terceira geração) –que preveem pacote de dados para navegar na internet– poderão baixar um programa pelo site da Itaucard. Instalado no celular, ele fará com que o celular “converse” com as diversas máquinas que efetuam as transações nos estabelecimentos comerciais. Os débitos serão lançados automaticamente na fatura como ocorre quando se passa o cartão na máquina.

Não é preciso ter celulares inteligentes (smartphones ou o iPhone). Qualquer modelo com jogos instalados estará apto.

Para os clientes da Vivo que não possuem esses aparelhos será possível acessar o serviço por meio de SMS (torpedos). Até o fechamento desta edição, a Folha não havia obtido a confirmação se clientes com celulares pré-pagos terão acesso ao serviço. O problema é que, nesse caso, a operação terá custo adicional, caso a cota de SMS prevista no plano seja estourada. O preço por pagamento estava previsto em R$ 0,30, além do SMS cobrado acima da cota.

Essa iniciativa é o primeiro passo de um projeto mais amplo que prevê pagamentos e transferências de valores pelo celular, inclusive entre usuários de celular sem conta em banco. A Folha apurou que, para isso, o Itaú já assinou um acordo com a Vivo. Espera-se que, até meados de 2010, as instituições financeiras do país já estejam oferecendo o serviço em uma plataforma tecnológica padronizada.

“Isso permitirá aos bancos abrir contas específicas para quem usa celular e não tem conta corrente porque não consegue comprovar renda ou não tem dinheiro suficiente”, diz Marcelo Condé, presidente da Spring Wireless, que implantou um sistema desse tipo com o Banco Mercantil, o maior da Venezuela.

“A padronização permitiria que, caso haja problema na transação via celular, esses clientes possam sacar via celular em caixas automáticos.” A Febraban (federação dos bancos) espera chegar a um consenso sobre o assunto até o final deste ano.

Julio Wiziack – Folha de S.Paulo