Empresa da filha do José Serra cresceu 50.000 vezes em apenas 42 dias

Os fatos narrados abaixo ocorreram no ano 2000. Por mistérios incompreensíveis, essa “multiplicação milagrosa de capital” ficou abafada por 11 anos.

Cabe ao senhor José Serra, por ser homem público, assim como foi pedido a Palocci, comprovar que não houve tráfico de influência.
O que se espera da mídia é o tratamento isonômico. Que tenha a mesma divulgação que teve o também surpreendente, e suspeito, enriquecimento de Palocci, que até hoje não explicou convincentemente o astronômico aumento de patrimônio. 

O Editor


A imprensa brasileira que divulgou o dossiê Palocci, noticiando que seu patrimônio aumentou 20 vezes em 4 anos, o que dirá do aumento vertiginoso de 50.000 vezes da empresa da filha de José Serra (PSDB/SP) em 42 dias?

Verônica Allende Serra, filha de José Serra, era sócia da empresa DECIDIR.COM BRASIL, já conhecida de outras reportagens.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A empresa teve seu capital multiplicado por 50.000 (cinquenta mil vezes)… repetindo para você ter certeza do que está lendo: 50 MIL VEZES!

E isso em apenas 42 dias.

A empresa foi criada no dia 8 de fevereiro de 2000, com capital de R$ 100,00 (cem reais).

Quinze dias depois, no dia 22 de fevereiro de 2000, o nome da empresa mudou para “Decidir.com Brasil S.A.” e a sócia Verônica Allende Serra (filha de José Serra) assumiu o cargo de Diretora e de Vice-presidente da empresa.

Em 21 de março de 2000, passados 42 dias da criação da empresa, o capital foi aumentado para R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais), ou seja 50 mil vezes o valor incial.

Detalhes:

Verônica Allende Serra não era apenas filha de José Serra.

Também era sócia do pai em outra empresa, de consultoria, simultaneamente: na ACP – ANÁLISE DA CONJUNTURA ECONÔMICA E PERSPECTIVAS LTDA (conforme citado na ação proposta do Ministério Público Federal, aqui)

José Serra era ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso, nesta época, e pré-candidato à presidência da República.

O Ministério Público Federal apurou que José Serra NÃO DECLAROU sua empresa de consultoria à Justiça Eleitoral, nas eleições em que concorreu em 1994, 1996 e 2002.

Documentação comprova:

Nosso blog –  Os Amigos do Brasil – não precisou bisbilhotar o sigilo fiscal na Secretaria de Fazenda de São Paulo (comanda pelo serrista Mauro Ricardo), para obter os documentos abaixo:

Eleições 2010: Polícia Federal isenta o PT da quebra do sigilo de tucanos

Festival de espionagem.
Polícia Federal isenta o PT da quebra do sigilo de tucanos e mostra indícios de que se trata de fogo amigo no PSDB.

“Há um esquema de espionagem e dossiês que nasce no Ministério da Saúde e envolve o ministro José Serra
Senador José Sarney, em discurso no plenário em 2002.

COMPANHEIRO

O delegado-deputado não reeleito Marcelo Itagiba é apontado como parceiro de Serra em operações polêmicas desde 2002.

Há quase cinco meses, líderes do PSDB procuram responsabilizar o PT pela quebra ilegal dos sigilos fiscais de Eduardo Jorge Caldas, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Verônica Serra e outros tucanos de vistosa plumagem ligados ao presidenciável José Serra.

Desde junho, pressionam a Polícia Federal e a Corregedoria da Receita para que as investigações sejam conduzidas na direção de um crime político.

Na última semana, os primeiros resultados das apurações da PF se tornaram públicos e o que se constata é que de fato houve um crime com motivação política, mas praticado no contexto de uma disputa interna do PSDB.

Não há nenhum documento ou depoimento colhido durante as investigações que indique a possibilidade de ter ocorrido o uso criminoso do Estado para o favorecimento de alguma candidatura, como acusam os tucanos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

As investigações não permitem afirmar que petistas tenham aliciado funcionários da Receita para a quebra dos sigilos. A principal testemunha é o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que confessou ser o contratante do serviço criminoso.

Ele prestou três depoimentos que totalizam 13 horas de inquirição e afirmou que tanto a encomenda feita ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia como o recebimento dos documentos sigilosos ocorreram em outubro do ano passado, quando, apesar de estar em férias, trabalhava para o jornal “O Estado de Minas”. O jornalista também explicou as razões que o levaram a bisbilhotar os sigilos fiscais dos tucanos.

“Minha investigação não foi feita para a campanha,mas poderia proteger o Aécio se fosse necessário” Segundo Amaury Ribeiro Júnior, através do delegado e ainda deputado
(não foi reeleito) Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), desde 2008 o presidenciável José Serra procurava montar um dossiê contra o então governador de Minas, Aécio Neves.

Muito ligado a Serra, Itagiba, que comandou o serviço de inteligência da Polícia Federal durante o governo de FHC, teria instalado em Belo Horizonte um grupo composto por três ex-agentes da PF e um da Abin para rastrear as ações de Aécio, públicas e privadas. “Minha investigação não foi feita para a campanha, mas poderia proteger Aécio se fosse necessário”, diz o jornalista.

Também tucano e com enormes índices de aprovação, em outubro do ano passado Aécio pleiteava disputar a Presidência da República e representava um obstáculo real no caminho de Serra. O jornalista, que já colecionava algumas informações sobre os bastidores das privatizações ocorridas na gestão de FHC, passou então a investigar as pessoas ligadas a Serra, provavelmente sem o conhecimento de Aécio.

As informações sobre o conteúdo dos sigilos fiscais dos líderes só chegaram ao conhecimento de alguns petistas em abril, levadas pelo próprio jornalista, interessado em fazer parte da pré-campanha de Dilma. O grupo que manteve contato com Ribeiro Júnior, no entanto, não chegou sequer a participar da campanha propriamente dita, pois acabou afastado antes das convenções partidárias.

“Integrantes do PT tiveram conhecimento das informações obtidas pelo jornalista, mas não fizeram nenhum uso delas”, afirmou o delegado Alessandro Moretti. Na Polícia Federal, não há mais dúvidas sobre a motivação e também sobre a autoria do crime e o jornalista deverá ser indiciado nos próximos dias. Segundo o delegado Moretti, resta descobrir apenas se foi mesmo o jornal que pagou os R$ 12 mil que o despachante diz ter recebido do jornalista.

INTERMEDIÁRIO
O despachante Dirceu Garcia diz ter recebido R$ 12 mil para corromper funcionários da Receita

O caso, no entanto, re mete efetivamente ao uso dos organismos estatais, de forma que atenta contra a democracia e o Estado de Direito.

Em 2002, quando também pleiteava disputar a Presidência da República, o ex-ministro da Saúde José Serra enfrentava a oposição de tucanos e de líderes de partidos aliados.

Na ocasião, segundo antigos aliados, ele teria escalado o mesmo delegado-deputado Marcelo Itagiba para comandar um “grupo de inteligência” instalado dentro do ministério, particularmente na Central de Medicamentos (Ceme) e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Esse grupo teria sido responsável por escutas telefônicas irregulares que, depois de repassadas à Polícia Federal, levaram à apreensão de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo na sede da empresa Lunus, de propriedade da então senadora Roseana Sarney, à época no PFL (atual DEM). Roseana era considerada a principal pré-candidata da aliança PSDB-PFL à sucessão de FHC.

O episódio inviabilizou a candidatura da senadora maranhense e facilitou o caminho de Serra. “Há um esquema de espionagem e dossiês que nasce no Ministério da Saúde e envolve o ministro José Serra”, disse o senador José Sarney na tribuna do Senado, em 2002.

Além de Roseana, Itagiba também é apontado por agentes da PF como o responsável pela produção de dossiês contra os tucanos Tasso Jereissati e Paulo Renato de Souza, em 2002. Os dois teriam manifestado interesse de disputar a indicação do PSDB à Presidência.

No dossiê contra Jereissati, estaria listada uma suposta relação do senador cearense com alguns doleiros e no caso de Paulo Renato, ex-ministro de Educação no governo FHC, os arapongas teriam relacionado supostos favorecimentos do ministério a editoras de livros didáticos que seriam ligadas ao então ministro.

Mário Simas Filho e Hugo Marques/REVISTA ISTOÉ

Eleições 2010: Eleitor não se interessa por escândalos. Dilma sobe, Serra desce

Cartum de Clayton

Parece, até aqui, que está consolidado a premissa de que o eleitorado, em sua maioria, não dá a menor importância para os sucessivos escândalos que rondam a periferia da candidata Dilma Rousseff. É provável que o denuncismo da mídia comprometida não tenha a credibilidade que as vestais jornalísticas imaginam ter.

Também blogs e twitter, com postagens descaradamente parciais e partidárias, de ambos os lados, não são capazes, por falta de argumentos que não somente o iracundo ódio ideológico de influenciarem os habitantes eleitores das redes sociais. As urnas dirão o grau de influência desses canais no resultado final da eleição.

O Editor


O Datafolha, Dilma, Serra e a teoria do ‘buraco negro’

Saiu mais um Datafolha. A principal novidade da pesquisa é que ela não traz novidades.

Registra um quadro de densa estabilidade na disputa pelos votos que elegerão o sucessor de Lula.

Comparando-se com a sondagem da semana passada, apenas Dilma Rousseff oscilou. Para o alto: de 50% foi a 51%.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O movimento ocorreu dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais –para baixo ou para cima.

José Serra manteve-se no mesmo patamar: 27%. Marina Silva, com seus 11%, tampouco se mexeu.

Consolida-se a impressão de que o eleitorado dá de ombros para os escândalos que Serra se esforça para grudar na imagem de sua rival.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Se a eleição fosse hoje, Dilma prevaleceria sobre ele no primeiro turno. Beliscaria 57% dos votos válidos.

O brasileiro parece enxergar o ‘Fiscogate’ e o ‘Erenicegate’ como buracos negros, aqueles furos no universo em que a matéria desaparece.

Autoconvertido em Stephen Hawking da campanha, Serra apresenta suas teorias sobre os buracos negros da eleição.

Num instante em que a platéia já parecia não entender a teoria do buraco do fisco, o físico-candidato a convida para acompanhar o buraco do lobby.

Agora, além daquilo que não se interessou em saber, o eleitor vai ignorar a outra coisa que não se preocupa em conhecer.

Os pesquisadores do Datafolha aferiram o impacto do caso da violação do sigilo fiscal dos tucanos.

A maioria dos entrevistados (57%) disse ter tomado conhecimento do tema. Mas, desse total, apenas 12% consideram-se bem informados.

Não há muita gente disposta a debater os ataques ao IR do Eduardo Jorge e da Verônica Serra no intervalo entre o café da manhã e Passione, a novela noturna.

Num derradeiro esforço, a oposição alega que a candidatura da Dilma é, em si mesma, um buraco negro.

Coisa de efeitos devastadores, capaz de implodir o Sol e empurrar para dentro do buraco o eleitor, a mesa do café e o Toni Ramos.

A bugrada não escuta. Quem ouve não presta atenção. Quem se interessa acha que nada tem a ver com o seu café com leite.

Para usar expressão cara ao Serra, tudo termina em ‘tititi’.

Aliás, tomado pela irritação que exibiu na entrevista à apresentadora Marcia Peltier, os buracos negros já não interessam nem ao Serra.

blog Josias de Souza

Filha de Serra fez a maior quebra de sigilos do mundo

A filha do Serra, uma especialista em violação


A revista CartaCapital que está nas bancas traz reportagem de Leandro Fortes que vai calar o Zé Baixaria e seus auto-falantes do PiG (*).

Por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC/Serra a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.

É isso mesmo o que o amigo navegante leu: a filha de Serra abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros por 15 dias durante o governo FHC/Serra.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A Decidir.com é o resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas.

Veja aqui a prova da associação com documentos do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.

O primeiro “plano de negócios” da empresa era assessorar licitações públicas.

Imagine, amigo navegante, assessorar concorrências !

A certa altura, em 2001, a empresa resolveu ser uma concorrente da Serasa.

Fez um acordo com o Banco do Brasil e através disso conseguiu abrir sigilos bancários.

O notável empreendimento de Miami conseguiu também a proeza de abrir e divulgar a lista negra do Banco Central.

O intrépido jornalismo da Folha (**) fez uma reportagem sobre o assunto, mas motivos que este ordinário blogueiro não consegue imaginar, omitiu o nome da empresa responsável pelo crime.

A Folha (**) abriu ela própria o sigilo de 700 autoridades que passaram cheques sem fundo.

O então presidente da CÂmara Michel Temer oficial o Banco Central.

E, a partir daí, operou-se um tucânico abafa.

O Banco Central não fez nada.

A Polícia Federal não fez nada.

O Ministério da Fazenda não fez nada.

O Procurador Geral da República não fez nada.

Faltava pouco para a eleição presidencial de 2002, quando José Serra tomou a surra de 61% a 39%.

A filha dele largou a empresa, provavelmente em nome dos mais altos princípios da Moral.

Mino Carta tem a propriedade de publicar reportagens que equivalem a tiro de misericórdia.

Quando dirigia a revista Isto É, publicou a entrevista do motorista que implodiu o governo Collor.

Agora, ele e Leandro, processados por Gilmar Dantas (***), dão o tiro de misericórdia na hipocrisia dos tucanos paulistas.

A partir desta edição da CartaCapital, a expressão “violar o sigilo” passa a ser uma forma de ofensa à memória dos brasileiros.

Revista Carta Capital/blog conversa afiada

Quebra de sigilo e a venda de senhas de acesso a venda nas ruas de São Paulo

Em 2009 uma série de reportagens do SP-TV denunciou com funciona o comércio clandestino de vendas de senhas de acessos aos mais diferentes sistemas de informações no Brasil.

A reportagem da série especial do SP-TV Brasil sobre venda de dados sigilosos mostra como é fácil acessar, com senhas vendidas irregularmente, os dados de autoridades brasileiras, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, além de autoridades que deveriam combater esse tipo de crime. José Serra não parece muito indignado com o fato, ele mostra saber já então sobre a quebra dos sigilos de sua família e filha. Aguardou um ano para exigir providências e manifestar indignação. Na época, governador de SP, nem determinou qualquer inquérito da polícia sob seu comando.

Quebra de sigilo: funcionária da receita diz que obedecia ordens

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Advogado diz que servidora do fisco cumpria ordens

O caso da violação do sigilo fiscal de tucanos e da filha de José Serra, Verônica, ganhou um ingrediente novo.

Responsabilizada pelo delito, a servidora Adeildda Ferreira Leão dos Santos afirma que cumpria ordens superiores.

Adeildda falou por meio do advogado, Marcelo Panzardi. A voz dele soou no meio de reportagem exibida no início da madrugada desta quarta (8), no ‘Jornal da Globo’.

“Internamente, ela estava cumprindo ordens da chefia e de pessoas superiores a ela”, disse o defensor de Adeildda.

“O que provavelmente ela imaginava é que esses superiores e a própria chefe estavam munidos de procuração”.

Segundo o advogado Panzardi, ao buscar os dados de tucanos no sistema da Receita, sua cliente supunha que agia dentro da lei. Por quê?

Para ela, os “superiores” teriam em mãos procurações dos contribuintes, autorizando os acessos. “Não cabia a ela questionar isso”, disse o advogado.

A versão de Adeildda se choca com a de Antonio Carlos Costa D’Ávila, Corregedor-geral da Receita.

Responsável pela investigação do caso na esfera administrativa, D’Avila dissera que havia no escritório do fisco em Mauá (SP) um “balcão de compra e venda” de dados.

Segundo ele, as informações fiscais sigilosas eram liberadas mediante “pagamento de propina”. Acrescentara: os malfeitos foram praticados na máquina de Adeildda.

Em consequência, a servidora tornou-se protagonista do inquérito aberto pela Polícia Federal, sob supervisão do Ministério Público.

Há dois dias, as acusações contra Adeildda foram adensadas pelo corregedor. Informou-se que ela não apalpara apenas os dados de tucanos.

Segundo o corregedor D’Ávila, entre os anos de 2008 e 2009, foram bisbilhotados no computador da servidora 2.949 contribuintes.

Desse total, 2.591 não tinham domicílio fiscal em Mauá. Algo que, para a Corregedoria, constitui indício de acesso “imotivado”.

O relatório em que D’Ávila se baseou para trazer à luz os novos números continha uma informação que o corregedor preferiu não mencionar aos microfones.

Entre os sigilos violados na máquina da servidora de Mauá estava o de Verônica Serra. Coisa que pode ter sido feita, sabe-se agora, por “ordem superior”.

Os dados de Verônica foram ilegalmente apalpados em Mauá no dia 8 de outubro de 2009.

Na mesma data, violaram-se os sigilos de Eduardo Jorge, o vice-presidente executivo do PSDB, e de outros três personagens ligados ao tucanato e a Serra.

A Receita sabia que Verônica fora vítima de crime em Mauá. Mas deixou circular a notícia de que a violação contra ela se restringira à agência de Santo André.

Ali, uma semana antes (30 de setembro de 2009), Antonio Carlos Atella retirara no balcão do fisco um par de declarações de IR da filha de Serra (2008 e 2009).

Antonio Carlos servira-se, como se sabe, de uma procuração falsa. Seguiu-se a novela da filiação partidária.

Primeiro, Antonio Carlos dissera que tinha ojeriza à política, era eleitor de Serra e não possuía filiação partidária.

Depois, o TRE-SP informaria que o falso procurador filiara-se ao partido de Dilma Rousseff no ano da graça de 2003.

Sobreveio a nota do presidente do PT-SP, Edinho Silva. Por erro na grafia do nome –“Atelka” em vez de Atella—a filiação não se havia consumado.

Mentira, informaria, 48 horas depois, a Justiça Eleitoral. A filiação ocorrera. E não havia vestígio do alegado equívoco ortográfico.

Agora, o advogado de Adeildda borrifa numa fogueira cujas chamas já vão altas a gasolina das “ordens da chefia e de pessoas superiores”.

De resto, o documento da Corregedoria em que é mencionado o ataque contra Verônica em Mauá informa que a senha utilizada foi a da própria Adeildda.

Trata-se de mais uma novidade. Antes, dizia-se que ela utilizara a senha cedida por outra servidora.

Como o advogado Marcelo Panzardi não se dignou a declinar os nomes dos “superiores” que pronunciaram as “ordens”, cabe à PF inquirir Adeildda. Ao que parece, ela não tem vocação para Joana D’arc.

blog Josia de Souza

Roberto Jefferson critica ataques de Serra contra Collor

Tá feia coisa pras bandas da candidatura Serra. Roberto Jefferson, cujo vozeirão tanto serve para cantar árias de óperas como pra denunciar o mensalão, voltou a a abrir o ‘bocão’. Dessa vez, e já é a segundo desde que começou a propaganda eleitoral na televisão, o alvo é José Serra. Jefferson reclama que, embora aliado ao PSDB no plano nacional, seu (dele) PTB é escamoteado da propaganda eleitoral e agora seu (dele) candidato ao governo de Alagoas, Fernando Collor, vem sendo sistematicamente atacado nos programas televisivos de Serra.
Para mim o esperto Roberto Jefferson está se preparando para pula fora da canoa da candidatura Serra, que está fazendo água e ameaça afundar antes de atracar no cais. O irônico, ou cômico, ou estúpido nisso tudo é que no vídeo usado para atacar Collor, Serra coloca em sua (dele) propaganda eleitoral Collor pedindo voto pra Dilma. Vá entender a cabeça desses marqueteiros!
O Editor


Serra ataca Collor na TV e Jefferson fala em ‘ruptura’

O comercial acima, levado à TV pelo marketing da campanha de José Serra, irritou presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ).

O que deixou Jefferson apoquentado foram os ataques feitos na peça a Fernando Collor, candidato do PTB ao governo de Alagoas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Numa nota pendurada no seu blog, neste domingo (5), Jefferson estranhou:

“Desconheço os motivos pelos quais o tucano José Serra passou a desferir golpes abaixo da linha da cintura na TV contra Fernando Collor”.

Queixou-se: “Nós, do PTB, estamos coligados ao PSDB na campanha nacional e, além de sistematicamente deixados de lado, […] ainda somos vítimas de ataques”.

Jefferson recorda que, ao se coligar com Serra, o PTB federal adensou o tempo de TV do candidato. “Contribuímos”, diz ele.

Na sequência, Jefferson acomoda no texto uma reprimenda e uma interrogação com cheiro de ameaça:

“Repudiamos as agressões contra um dos nossos. O que os tucanos estão querendo com os insultos, uma ruptura?”

Collor foi injetado na propaganda de Serra em meio a ataques à violação do sigilo fiscal de Verônica, a filha do presidenciável tucano.

Faz-se no comercial uma analogia entre o caso de Verônica e a “baixaria” do Collor de 1989, que levara à TV Lurian, a filha de Lula, seu rival à época.

No miolo da propaganda de Serra, recorda-se que, em sua versão 2010, Collor está associado a Dilma Rousseff. Ele é exibido num comício, pedindo votos para a neoaliada.

Há duas semanas, Jefferson criticara o marqueteiro tucano, Luiz Gonzales, por ter associado Serra a Lula na propaganda televisiva. Fez-se “mau uso” do tempo cedido pelo PTB, reclamara.

Agora, Jefferson enxerga nas estocadas em Collor um quê de vingança: “Ocorre-me que os ataques contra o senador alagoano podem ser revide pelas críticas que fiz”.

Pergunta: “Será que não são admitidas críticas aos erros cometidos pelo candidato e seus assessores?”

E lava em público a roupa suja da coligação de Serra: “[…] Não vi, em nenhum momento, a campanha tucana criticar envolvidos no mensalão do DEM”.

Formula maus uma trinca de indagações: “Por que o PTB? Estão fazendo uma operação-casada – atacam a candidata petista e ao mesmo tempo turbinam a reeleição do governador tucano Teotônio Vilela? E em cima do PTB?”

Teotônio Vilela é o govenador tucano de Alagoas. Concorre à reeleição, contra Collor.

De acordo com o último Ibope, o quadro em Alagoas é de bololô. Collor (28%) está tecnicamente empatado com Ronaldo Lessa (29%), do PDT. Teotônio tem 24%.

Jefferson empurrara o PTB para dentro da coligação de Serra a contragosto de um pedaço do partido.

Para acomodar as divergências, combinara que o naco da legenda simpático a Lula ficaria liberado para pedir votos para Dilma.

Num par de notas levadas ao twitter, o presidente do PTB expõe como deveria funcionar o jogo de Alagoas.

Primeiro, revela: “Fiz um acordo com o Collor. Eu não interviria em Alagoas e ele não criaria problema para coligação PTB/PSDB”.

Depois, constata: “O Collor em momento algum falou contra o Serra. Para que Serra esta falando contra Collor? Me deixa mal”.

Alheio aos queixumes de Jefferson, Serra não parece disposto a privar-se das comparações colloridas.

Continuará explorando as equações que considera próprias: Verônica = Lurian e Collor 1989 + Dilma 2010 = incoerência de Lula.

Resta agora saber como Jefferson responderá à pergunta que ele próprio formulou: “O que os tucanos estão querendo com os insultos, uma ruptura?”

blog Josias de Souza

Quebra de sigilo.Lúcia Hippólito, quem diria acusada de petista por Reinaldo Azevedo

Agora embolou de vez. Assim como o PT, que é, prosaicamente, acusado de ter mais alas que uma escola de samba, agora é a turma do outro lado que bate cabeça. E boca!

De um lado a socióloga e jornalista Lúcia Hippolito reconhecidamente uma pessoa “muiiiiiiiito” ligada ao sistema, e habitual palestrante para auditórios, digamos, não muito faforáveis aos candidatos do PT. Do outro lado, Reinaldo Azevedo, o clone, mal feito, de Paulo Francis.

Se Lúcia aumenta o conteúdo do cofre com cachês de palestras e com o trabalho jornalístico – além da TV Globo, é comentarista da rádio CBN e tem coluna de opinião publicada em diversos jornais – , Reinaldo Azevedo é colunista semanal da Veja, é um iracundo e mal educado crítico de Lula e do PT, costuma desqualificá-los chamando-os de ´Petralhas´- e mantém um blog hospedado sob o guarda chuvas da editora Abril.

A revista Veja, basta folheá-la, tem uma considerável receita oriunda de publicidade, cujas fontes são as verbas publicitárias de empresas estatais e do governo que Azevedo, de forma contumaz, chama de corrupto. Por dedução, então parte do salário de Azevedo é formado com dinheiro de corrupção

Para arguir independência ambos, Lúcia Hippolito e Azevedo, que agora se entre devoram, deveriam retirar seus blogs da confortável sombra dos grandes grupos de comunicação e sobreviverem por conta própria.
O Editor
Abaixo as “amenidades” trocadas pelos dois articulistas.


PATRULHA DA LAMA ME ATACA NOVAMENTE – MAS NÃO VAI ME VENCER
Por Lúcia Hippólito
Quarta-feira, dia 1º, fui a São Paulo para duas palestras, em dois bancos de investimentos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Meu marido, que tinha uns negócios a ver em São Paulo, foi comigo. No hotel, antes da primeira palestra, que era às 20h, conversamos sobre o teor do meu comentário na CBN às 18,32h.

Expus minhas incertezas a respeito dos últimos acontecimentos. Quebra de sigilo pipocando a toda hora, uma notícia atrás da outra, cheiro de amadorismo no ar. Tudo isso às vésperas do primeiro turno.

Como tenho pavor de gente que, depois dos 50 anos, só tem certezas (desconfio sempre), eu me permiti ter dúvidas. Mas os fanáticos de direita e de esquerda não têm dúvidas, sabemos disso.

Fiz o comentário, e meu marido até comentou depois, elogiando mais uma vez minha capacidade de expressão, e fomos para a palestra.

Ao final, posso dizer sem falsa modéstia que fui muito aplaudida por cerca de 400 convidados do banco. Depois disso jantamos e voltamos para o hotel.

No dia seguinte, logo cedo, outra palestra para outros 200 convidados de outro banco. Dessa vez, analisando o cenário econômico estava o economista José Roberto Mendonça de Barros. Nós dois nos saímos muitíssimo bem, também bastante aplaudidos.

Meu marido e eu aproveitamos o fato raro de estarmos juntos em São Paulo e nos demos de presente um excelente almoço no ótimo restaurante Parigi. No final da tarde, tomamos o avião e voltamos para casa.

Quando abri o meu computador, encontrei uma enxurrada de lixo, proporcionada por um cidadão(?) que escreve na Veja e não tem o menor escrúpulo em atirar lama na biografia de pessoas honestas.

E o pior é que atiçou a tigrada e o lúmpen que compõem esta patrulha da lama que vive na internet a infernizar a vida alheia e a entupir a caixa postal da gente.

Mas se eles pensam que vou desistir, podem tirar o cavalo da chuva. Estou na estrada há muito tempo e pretendo continuar.

Um bom feriado a todos(as).


Melhor não cantar o Hino Nacional, querida!
Por: Reinaldo Azevedo

Outro dia circulou um áudio no Youtube — e eu não escreveria nada a respeito se ela própria não tivesse explicado o que aconteceu — em que a comentarista Lúcia Hipólito, da CBN, desandava a dizer coisas sem sentido sobre o “Programa Nacional-Socialista dos Direitos Humanos”. Parecia a Vanusa cantando o Hino Nacional. As duas deram a mesma explicação: tomaram “remédios muito fortes” e ficaram meio trelelés. Acontece.

Não tratei do assunto aqui nem publiquei o áudio porque, de vez em quando, eu também consumo “remédios muito fortes”. Compreensível. Só que tomo o cuidado de não cantar o hino, não escrever nem opinar sobre política. Minha mulher diz que sempre quero dançar, mas ela me demove da idéia (quase sempre).

Lúcia comentou ontem, na CBN, a violação do sigilo fiscal de Verônica Serra.

Na primeira parte do seu comentário, afirmou que a Receita parecia a casa-da-mãe-joana e coisa e tal. Enquanto ouvia, perguntava-me: “Estarei percebendo certo esforço para, ainda que com aparência crítica, endossar a versão de Otacílio, o Cartaxo do PT, segundo a qual tudo não passa, assim, de lambança, desorganização, bagunça, mas sem conotação política?” Deixei a suspeita de lado: “Pô, Reinaldo, seja um homem bom! Ouça até o fim”. Ouvi.

A partir, no entanto, de 1min31s, as coisas se complicaram. Eu transcrevo aqui em vermelho a sua fala, com intervenções minhas em azul:

“O outro aspecto que tem de ser visto nessa história, Nonato, é que, é, é…, a gente não sabe o que dizer a esse respeito”.

Bem, quando a gente não sabe o que dizer, o melhor mesmo é ficar de boca fechada. É o que ela deveria ter feito. Sigamos.

Se for verdade, se for verdade, que isso seria uma reedição do caso dos aloprados, isto é uma maluquice, Nonato! Não é possível que imaginaram que fossem fazer tudo outra vez. É de uma incompetência assombrosa.

Se você ouvir o áudio, vai perceber que aquele segundo “se for verdade” é dito de forma cantada, evidenciando que a comentarista está muuuito desconfiada. O raciocínio já começa a caminhar por aquelas larguezas da irracionalidade. Na opinião de Lúcia, “não é possível” porque seria “muita incompetência”. Isso não é um raciocínio lógico, isso não é um raciocínio ilógico, isso não é um raciocínio dialético, isso não é um raciocínio linear. Isso não é um raciocínio.

Há um contador que já apareceu, chamado Antônio Carlos de Tal, que já declarou ao jornal O Globo que sim, que foi ele que falsificou a procuração, que foi ele que violou o sigilo fiscal da filha de José Serra a pedido de não sei quem… É de uma incompetência que faz até a gente desconfiar de que não seja verdade. Eu acho que é preciso ir com muito cuidado neste caso, ir com muita seriedade, porque é tão incompetente, mas tão incompetente, que fica até parecendo uma armação, sabe, Nonato? Fica parecendo uma coisa armada sei lá por quem para tumultuar esse processo no final da corrida eleitoral…

Vamos por partes. A desinformação de Lúcia Hipólito é constrangedora:

1 – Antônio Carlos de Tal não confessou a falsificação; disse que atendia a um cliente;

2 – como a suspeita recai sobre o PT, Lúcia desconfia que tenha havido uma violação porque a operação foi “muito incompetente”. Isso nos leva, logicamente, à constatação de que ela acredita que o PT só faz coisas competentes — inclusive as safadezas. Por competentes, então não seriam descobertas. Logo, ninguém nunca flagraria uma sacanagem feita pelo partido, que passaria incólume por qualquer investigação — não porque santo, mas porque “competente”;

3 – quando Lúcia faz essa maravilha de comentário, o cartório já havia informado que Verônica não tinha firma lá, que o reconhecimento era falso, que a assinatura era falsa;

4 – ao afirmar que fica “parecendo uma armação”, ela sugere, evidentemente, que seria uma “armação tucana”, repetindo a tese petista que tenta transformar a vítima em ré;

5 – a violação aconteceu em setembro do ano passado; vai ver os tucanos já estavam planejando tudo com antecedência para poder culpar agora o PT;

6 – Lúcia ignora que, comprovadamente, o sigilo de Eduardo Jorge estava com petistas e que dados da declaração de Verônica circulavam já em blogs petistas e no texto de um ex-jornalista que participava da turma de Luiz Lanzetta;

7 – segundo a tese desta pensadora, porque há uma corrida eleitoral, então o fato deixa de ser um fato para ser uma armação. Mais um pouco.

… porque é amador demais! E quando é, sabe?, amador demais, todo mundo começa a desconfiar, porque é muito incompetente, é muito incompetente demais (sic). Eu acho que a gente precisa ir com calma, não pode tirar conclusões apressadas, é preciso investigar e saber o que é que tá acontecendo e o que foi que realmente aconteceu nessa história, Nonato…

É evidente que esta senhora está flertando com a acusação petista de que tudonão passaria de uma conspiração tucana!!! O trecho acima ilustra o que é a banalidade, a tolice, o nada, mas com entonação convicta. Destaco o “muito incompetente demais”. O único a quem a língua deu licença para coisas assim foi Tom Jobim: “Meu amor por você é enorme demais…”.

Lúcia é que não sabia o que estava acontecendo. Quando ela fazia essa magnífica intervenção, já estava claro também que a Receita havia armado uma versão, que se desmoralizou. Notem que ela não diz um “a” sobre o fato de um órgão do governo ter posto para circular uma procuração com claros sinais de fraude. Aliás, já sabia tratar-se de uma fraude. Invadiram o sigilo de um grupo de tucanos e da filha do candidato do PSDB. As informações circulavam nos subterrâneos da campanha de Dilma. Mas Lúcia Hipólito está “muuuuito” desconfiada.

Não dá! O que aconteceu é grave demais para que mereça esse tratamento ligeiro, beirando a irresponsabilidade. É a Constituição que está sendo agredida. Não se trata de uma pequena bagunça no almoxarifado. Não é aceitável que se lancem especulações como essas, contra os fatos.

Há coisas que são o retrato de um tempo. Vocês acabam de ouvir o “som” de um tempo. Não vou perguntar se Lúcia Hipólito havia tomado de novo aquele remédio. De todo modo, eu lhe recomendo que não cante o Hino Nacional. Vanusa até pode ser a Lúcia Hipólito do iê-iê-iê, mas convém que Lúcia não seja a Vanusa da análise política.

Eleições 2010: é ligado ao PT o contador envolvido na quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra

Mesmo se considerando a pouca em nenhuma credibilidade do Jornal Nacional da Globo – a descrença vem desde o célebre caso do Procosult e o então Governador Brizola, passando pela edição descaradamente parcial do debate envolvendo Collor X Lula na campanha eleitoral da época – não deve se considerar sem importância a denuncia feita pelo JN. Segundo o jornal da dupla Bonner/Fátima, tem raízes no PT o falso contador, da falsa procuração, que é acusado de ter violado o sigilo fiscal da filha de José Serra e outros emplumados dirigentes do PSDB.
A PF está apurando os fatos, o judiciário está trabalhando, a Receita e o MF, também estão no caso. Enquanto aguardamos o resultado dessas investigações, ficamos a estranhar que a grande mídia não investigue a possibilidade, circula na internet, que todo esse “imbroglio” tem cheiro de pão de queijo e foi temperado com sabor mineiro do PSDB mineiro na briga Serra X Aécio.
O Editor


Contador do caso da violação do fisco é ligado ao PT[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Antonio Carlos Atella Ferreira, o falso procurador de Verônica Serra, filiou-se ao PT em 20 de outubro de 2003.

A informação foi repassada à TV Globo, por escrito, pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo (assista lá no alto).

Antonio Carlos é aquele personagem que, manuseando um documento falso, obteve cópias do Imposto de Renda da filha de Serra, em Santo André (SP).

O malfeito ocorreu em 30 e setembro de 2009. Dali a menos de dois meses, em 21 de novembro, operou-se uma mudança nos arquivos do TRE-SP.

No espaço destinado à filiação partidária, anotou-se “excluído”. Segundo o TRE, não significa desfiliação. Havia algum dado divergente, que o partido não corrigiu.

Outro detalhe: a ficha de filiação de Antonio Carlos ao PT foi assinada, segundo o TRE, no município de Mauá (SP).

A mesma cidade onde está assentado o escritório da Receita de cujos computadores foram extraídos dados fiscais de quatro pessoas ligadas ao PSDB e a Serra.

Instado a comentar as novidades, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, pareceu surpreso:

“Eu acho essa história muito estranha. Não vou ficar fazendo ilações, mas ainda não estou entendendo o que aconteceu. Ninguém o conhece no partido”.

Dutra disse que o PT vai varejar os próprios registros. E questionará o TRE caso não encontre o registro do filiado incômodo:

“Até agora, dentro dos registros do PT, não houve nenhum sinal de que ele foi filiado. E nossos lançamentos são em função das informações do tribunal…”

“…Se foi filiado, foi filiado cartorial. Nós temos mais de 1 milhão de filiados e ele deveria aparecer porque fizemos no ano passado uma atualização”.

Seja como for, Dutra apressou-se em dizer que, mesmo que se confirme a passagem de Antonio Carlos pelo PT, isso “não muda nada” no caso sob investigação.

O mandachuva do PT reiterou que o comitê de campanha de Dilma Rousseff nada tem a ver com a violação de dados sigilosos do fisco.

Curiosamente, Antonio Carlos negara que tivesse filiação partidária. À Folha chegara mesmo a se apresentar como eleitor de José Serra.

Reinquirido na noite desta sexta, ele disse à Globo que não se lembra de ter sido filiado ao PT. Porém…

Porém, Antonio Carlos admitiu que, num momento de “empolgação” pode ter assinado uma ficha de filiação ao PT.

Outro personagem do caso, Ademir Estevan Cabral é filiado ao PV, informa o TRE.

Estevan foi mencionado por Antonio Carlos como a pessoa que lhe encomendou a retirada dos dados de Verônica Serra na Receita.

Marina Silva, a presidenciável do PV, disse que, confirmada a filiação, o PV deve expulsar Estevan de seus quadros.

blog Josias de souza