Repórteres da Veja saem do Facebook após serem desmascarados por Romário

Repórteres da Veja que assinaram matéria caluniosa contra Romário recebem avalanche de críticas, ironias e questionamentos após terem suas páginas do Facebook divulgadas pelo senador. Desmascarados, os jornalistas excluíram suas contas da rede social.

Veja Romário Facebook Lauro Jardim

O senador Romário tocou de lado para que seus eleitores chutassem.

Publicou no Facebook a pergunta “inocente”:

Alguém aí tem notícias dos repórteres da revista Veja Thiago Prado e Leslie Leitão, que assinaram a matéria afirmando que tenho R$ 7,5 milhões não declarados na Suíça? E do diretor de redação Eurípedes Alcântara? Dos redatores-chefes Lauro Jardim, Fábio Altman, Policarpo Junior e Thaís Oyama? Gostaria que eles explicassem como conseguiram este documento falso.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

E tascou os links para as páginas de Facebook dos indigitados, sem sugerir nada, porque era desnecessário.

Foi uma avalanche de críticas e ironias nas páginas cujos endereços eletrônicos foram fornecidos pelo “baixinho”.

As de Thiago Prado e Leslie Leitão saíram do ar. A página de Lauro Jardim, que ainda funcionava hoje de manhã, tinha centenas de comentários que o ridicularizavam.

Certo que alguns exageradamente agressivos, mas a maioria indignados e irônicos:

E sobre o Romário Faria não vai falar nada ou vai desativar o Facebook também?
Amigo, explica como arranjaram o documento falso do Romário por gentileza? Abraço!
Quem foi o estelionatário que falsificou o documento da sua matéria contra o Romário ? Algum parceiro seu? Peixe!
É sobre o documento do Romário Faria? Sendo falso pode citar a fonte, ou será que é falsa a noticia?

E um dos mais engraçados:

Tem um vizinho meu aqui que tá me incomodando muito, já tivemos até algumas rusgas. Gostaria de saber quanto a Veja cobra para publicar uma matéria dizendo que ele tá enriquecendo urânio na casa dele?

 

 

Se não descambar para a agressão, o método “cobrança direta” estimulado por Romário talvez seja uma boa lição.

Somos responsáveis pelo que escrevemos e, se erramos, temos de reconhecer que erramos e porque o fizemos.

Disse ontem aqui que não há “sigilo de fonte” quando se trata de uma falsificação para atingir a honra alheia.

E mais: se temos o direito e o dever de em nome da apuração jornalística publicar o que temos segurança de que é verdadeiro, também temos o dever de suportar as consequências disso.

Romário tem o direito de reagir e um argumento irrespondível para os que vierem com “punhos de renda” politicamente corretos contra sua iniciativa de publicar os endereços onde seus detratores tem de ler o que se leu acima.
Por Fernando Brito/Tijolaço

LAVA JATO, CIA, PF, e Moro devem dar golpe derrubando Dilma com vice assumindo. Somente militares poderiam impedir o golpe.

Acordei hoje com minha alma sentindo que vivemos um clima já de feriado ou de vésperas de grande decisão de Copa do Mundo…

Golpe de Estado,USA,CIA,, Blog do Mesquita

Pelo visto o golpe vai acabar ocorrendo e derrubarão Dilma, assumindo o vice, e acabei lendo dois textos que explicariam exatamente o que estaria em curso, algo muito maior do que pensamos como meros pobres mortais.

Ilusão se pensam que o golpe vai ocorrer apenas devido a extrema direita golpista no Congresso, e na mídia, PSDB, FHC, Globo, Veja, a classe média furibunda babando ódio e raiva ou uivando contra Lula, o PT e Dilma…

E a depender desta gente Dilma continuaria no governo até o final do mandato, mas o buraco é muito mais embaixo ou muito maior do que pensam os pobres coitados alienados ou manipulados, hipnotizados ou ludibriados, ou meros bonecos ou fantoches como sempre foram, bodes expiatórios…[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Vamos ver mais uma vez a armação golpista que fabricaram por ocasião da morte de Tancredo, com a choradeira toda somente para encobrir ou justificar a posse do vice, Sarney, sem que o titular tivesse tomado posse…a lavagem cerebral enorme que sempre rolou desde o golpe de 64 até hoje…

E quando em meio a farra do plano cruzado, que durou somente mais seis dias após as eleições, espertamente foram eleitos como constituintes, na Constituinte Congressual que fabricaram, e rascunharem a Constituição golpista atual dando continuidade ao mesmo regime desde 64…

E ainda na festa alienada dos caras pintadas fabricados pelas mídias golpistas de sempre derrubando Collor somente para impedir que Brizola pudesse ser o próximo presidente do Brasil, depois de Collor, em golpe claro, mas contando com a adesão do pt e da esquerda social democrata inaugurando os últimos vinte anos de roubalheira e entreguismo completo.

A orquestração golpista atual é enorme e profunda, séria, teleguiada pelos interesses americanos claramente ou das grandes corporações americanas e globais e elas mandam em tudo até nos EUA, com o Obama sendo apenas outro fantoche ou boneco… tudo pelos negócios apenas…

Um dos textos que chamaram nossa atenção revelando as causas prováveis do golpismo de uma forma irrefutável foi:

“O desespero da oposição tem fundamento (por Alberto Kopittke)”.

O desespero da oposição e das elites corruptas de sempre decorre devido ao fato do projeto nacional desenvolvimentista do PT acabar dando certo a partir do segundo semestre de 2016 e então eles não podem esperar mais e precisam interromper agora os governos do PT antes que nunca mais tenham chances eleitorais de vencerem alguma eleição.

Mas precisam destroçar ou liquidar inclusive com o Lula de forma que ele não possa mais ser candidato na próxima eleição…

O Brasil realmente sairia da crise a partir do segundo semestre do ano que vem e os frutos de grandes obras começariam a aparecer e o sucesso do PT e Lula seria completo.

Se a crise atual é psicológica em grande parte, de 60 a 70 %, ou fabricada com fins golpistas, resta saber se a crise real não acabara explodindo depois, após a derrubada de Dilma e o banimento do PT e Lula, com o feitiço voltando-se contra os feiticeiros de plantão…

E vão destroçar inclusive o Eduardo Cunha, e ele deve ser destronado como presidente da Câmara, para não atrapalhar o vice, Michel Temer, que curiosamente esteve nos EUA dias depois que a Dilma esteve lá, parece que recebendo as bênçãos do império…

FHC e Lula estiveram lá também antes de tomarem posse nos seus governos…

Tais elites e seus donos não aceitam o descolamento do PT do modelo neoliberal sendo imposto desde o golpe derrubando Collor para evitar Brizola, com os governos do PSDB e do PT até agora, ou até começarem este rumo nacional desenvolvimentista, e querem deter a todo custo já este rumo do PT e seus governos.

O outro texto revelador do golpe é “O BRASIL E OS TELHADOS DE VIDRO DE SEUS REPRESENTANTES”, da Profa. Guilhermina Coimbra, publicado aqui na Tribuna da Imprensa Online, em POLÍTICA, o link para ser copiado ou compartilhado nas redes sociais é:
https://www.facebook.com/tribunadaimprensaonline/posts/1655183668050112:0

O coração deste projeto nacional desenvolvimentista está sendo atingido pela operação Lava Jato da PF e por Moro, teleguiados pela CIA, e realmente tentam destroçar os projetos nacionais maiores tanto da PETROBRAS e do pré sal, quanto da energia nuclear, como o de uma empresa brasileira, a ODEBRECHT, ousando produzir armas ou trabalhando para o exército brasileiro a caminho de uma independência em tais setores, do petróleo, de armas e de energia nuclear, e os EUA não querem o Brasil voando por conta própria em tais áreas estratégicas para eles.

Somente os militares poderiam deter o golpe sustentando Dilma e o projeto nacional desenvolvimentista que de certa forma repete Getúlio Vargas, Jango e Brizola, todos destroçados pela CIA e pelas elites corruptas e golpistas de sempre, ou intervindo diretamente assumindo novamente o governo num contra golpe.

No entanto dificilmente farão isto sem forte apoio popular interno e sem apoio internacional, e da ONU, e dos EUA, até porque sempre agiram afinados com os americanos desde o golpe de 64 orquestrado pela CIA.

É bem provável que lavem as mãos e fingindo-se de mortos…

Preparem-se todos para vivermos novamente o clima festivo ou de oba oba como se os brasileiros tivessem ganhos mais uma Copa do Mundo, com novos caras pintadas e a bandeira nacional, alienados ou hipnotizados como sempre foram desde 64.

Os espertos, os cabritos, somente conseguem tomar conta da horta graças a uma enorme maioria de otários ou beatos e fanáticos dominados pelas ideologias, primeiro as religiosas, e depois as políticas, mas também as ideologias econômicas ou do consumismo, das drogas, do futebol, das mídias, da música, das bebidas, etc., e quase nada mudou desde os militares.

Completamos 51 anos sem uma Constituição legítima ou oriunda de uma Constituinte Soberana e Independente, e com isto sem democracia de fato.

E a coisa pode ficar ainda pior com a extrema direita golpista que já acabou regularizando a terceirização detonando a CLT de GETÚLIO VARGAS…trevas puras vindas pela frente?

Veremos.
Por:João Luiz Garrucino

FHC: Como o “ele sabia” da Veja varia conforme o “freguês” e o Estadão não lê o Estadão

Mais um que não sabia de nada.
A capa sequer menciona o nome de Fernando Henrique, mesmo que a revista contenha a denúncia não de um “bandido profissional” (copyright Sérgio Moro, sobre Alberto Youssef), mas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro do próprio FHC.

valefhc

A capa da Veja aí de cima é, evidente, uma montagem. A reprodução, ao lado, não.

Está na edição da revista de 8 de maio de 2002.

A capa sequer menciona o nome de Fernando Henrique, mesmo que a revista contenha a denúncia não de um “bandido profissional” (copyright Sérgio Moro, sobre Alberto Youssef), mas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro do próprio FHC.

E não apenas por ele, mas também por Paulo Renato de Souza, então ministro da Educação, morto em 2011.

A entrevista de Barros está aqui e aqui, na parte de baixo das páginas, na íntegra.

A memória implacável de meu bom amigo Apio Gomes – e seus arquivos igualmente impiedosos – chegam-me por e-mail sobre esta exploração sobre o fato de ter havido um encontro, no dia 31 de janeiro de 2006,  entre Lula, na Presidência, e Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento, em companhia do então presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli e outras pessoas estar sendo tratada como “indício” de envolvimento do ex-presidente com as malfeitorias do ex-diretor.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

É assim: quando se quer, a afirmação “passa batido” e vai para o “pé” da matéria; quando convém, uma mera suposição vira manchete.

O “caso” atual foi  “levantado” pelo Estadão com “base” num relatório de auditoria da Petrobras que simplesmente listou, nada mais,   as viagens de diretores da empresa e outros funcionários no período que antecedeu a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.

O que basta para o ex-vetusto jornal paulista dissesse que a ida de Costa a Brasília”indica” que foi tratar  com Lula sobre Pasadena.

Até porque o Estadão sabe que Gabrielli estava no dia apontado como o sendo o da reuniãoe se Lula fosse participar do que não devia não iria fazer isso numa “assembleia”.

O Estadão deixa de lado que tinha acabado de estourar a crise com a Bolívia, por conta das refinarias da Petrobras,  que o presidente da petroleira estatal de petróleo boliviana, Eduardo Vardala, tinha anunciado, dias antes, que “pretendia estatizar” numa entrevista à France Press.

As refinarias, como se sabe, são área da Diretoria de Abastecimento e, portanto, na época, àquele cidadão, o que deveria ser considerado um possível bom motivo para sua presença por lá, numa reunião com o Presidente, não é?

Para saber disso nem é preciso ter uma memória fantástica como a do amigo que me enviou a Veja.

Basta ler no Estadão todas as informações que dei e que o jornal paulista não deu, muito menos a revista  dos Civita.

No Estadão do dia seguinte à tal “reunião reveladora”, 1° de fevereiro, que se não tiverem por lá a gente tem aqui, capturado online e que pode ser vista e lida aqui.

Há motivos para uma reunião que não passam, necessariamente, sobre Pasadena.

Quando imprensa trabalha com vontades e não fatos, deixa de lado até o que ela própria publicou.

Deveriam entronizar o Rubens Ricúpero e seu “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.

Governo anuncia corte de verbas á Editora Abril e a Rede Globo

Blog Lei e Ordem 77 PL - Imprensa Cidadão KaneApós um 2014 repleto de lutas, a presidente Dilma anunciou o corte de verbas á editora Abril responsável pela revista VEJA e a Rede Globo com o Jornal Nacional, agora elas deixaram de receber mais de 6,1 milhões reais, economia para os cofres públicos

Parece que o governo não se esqueceu da matéria da Revista Veja baseada em fofocas e tem cortado o mal pelas pontas.

Anúncios da Petrobrás, Caixa Econômica e Banco do Brasil serão cancelados com a representante-mor do golpismo midiático brasileiro.

Só com a petrolífera, a revista da “suposta matéria baseada em fofoca de WhatsApp” vai deixar de arrecadar 6.1 milhões de reais. E parece que não para por aí, os cortes vão se estender à revista Época, que hoje em dia, mais parece uma área de lazer tucana.

Não compactuamos com mentirosos, disse a presidente Dilma.

A guerra política está chegando ao cool financeiro. Cortes dessa magnitude (nessas revistas que estão sendo usadas como marionetes da direita) podem ser um tiro certeiro naquilo que chamamos hoje em dia de “mídia golpista”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A editora Abril e a Globo vão começar a se preocupar com outros meios de comunicação do grupo, que podem ser atingidos com essa restrição de anúncios. O Partido dos Trabalhadores já deixou bem claro que a revolta não é pelas denuncias, mas sim por divulgá-las sem aval da Policia Federal e sem provas concretas.

Três grandes estatais colocaram mais de 250 milhões de reais inserções na Globosat no ano de 2013.

Se o governo federal cortar “por ai” , a oposição midiática vai perceber que essa historia de malhar a Dilma Rousseff é um horrendo e amargo negócio.

Ops, ainda falta os Correios…esse vai fazer falta no caixa da Platinada…
Fonte:Portal Metrópole

Veja perde de 7 a 0 no TSE e irá reparar dano ao PT

247 – Foi pior do que Brasil e Alemanha na Copa do Mundo. Por sete votos a zero, a revista Veja foi condenada, nesta noite, a reparar o dano causado ao Partido dos Trabalhadores por uma reportagem publicada há duas semanas.

Eleições 2014: Como entender a ida do editor da Veja para a equipe de Aécio

Otavio Cabral,Veja,Aécio Neves,Eleições 2014,Blog do MesquitaUma pequena notícia que circulou ontem na internet é reveladora do que se passa na mídia.

O jornalista Otávio Cabral, editor executivo da Veja, deixou a revista para se juntar à campanha de Aécio Neves.

A pergunta que emerge é: quando, em outros tempos, um editor executivo deixaria a Veja para fazer uma campanha que, muito provavelmente, vai terminar em lágrimas?

Isso quer dizer: a não ser que ocorra uma surpresa espetacular, e nada até aqui sugere que possa ocorrer, Cabral arrumou um emprego de cinco meses.

É a morte da perspectiva de carreira na Veja e, de um modo geral, na mídia impressa.

Cabral provavelmente mudará de ramo.

Primeiro, porque a mídia em que é especializado é moribunda.

Segundo, porque ele se queimou consideravelmente ao fazer o serviço sujo para a Veja contra Dirceu, de quem ele escreveu uma infame biografia que se celebrizou pelo copioso número de equívocos.

Cabral estará para sempre associado ao desvario editorial da Veja dos últimos anos. É o final de linha de uma trajetória pouco edificante no jornalismo.

Seu pedido de demissão com certeza foi recebido com alívio na Veja, não por razões técnicas – mas pela economia que representa na folha de salários da Abril.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Cada pedido de demissão é boa notícia para a Veja.

A redação foi estruturada num outro mundo – em que as pessoas liam revistas, e os anunciantes eram ávidos por anunciar na Veja.

Passou. E não volta.

Daqui para a frente, é a conhecida miséria de uma mídia que se tornou, gostemos ou não, obsoleta. Quanto tempo vai transcorrer até que a Abril saia do imponente — e caríssimo — prédio da avenida das Nações Unidas, por exemplo? Ou quando vai ser fechada a próxima revista?

Do ponto de vista de atração de talentos, a Veja morreu. Que garoto brilhante hoje pode querer trabalhar num mausoléu da mídia? A efervescência na carreira jornalística está hoje na internet. Revista é o equivalente a carroça quando surgiu uma coisa chamada carro. O jovem jornalista sonha ser um Glenn Greenwald, não um editorialista do Estadão.

Quem pode sair sai da Veja e da Abril – nem que seja, como aconteceu com Cabral, para pegar uma emprego de cinco meses para cuidar de um cavalo em quem ninguém aposta.
Por: Paulo Nogueira/Diariodocentrodomundo

Zé Dirceu e a capa da Veja

Sem entrar no mérito do conteúdo da matéria, a capa da revista Veja com Zé Dirceu, só pode ser ilegítima.

Capa Veja Zé Dirceu Papuda 01

Capa Veja Zé Dirceu Papuda 02

1. Não são permitidas presenças de repórteres no interior de unidades prisionais;

2. Não acredito que Zé Dirceu tenha posado voluntariamente para uma foto a um órgão de imprensa que não satisfeito com sua condenação e prisão ainda deseja seu (dele)fígado;

3. Alguém foi subornado para tirar a foto a serviço da revista;

4. Foram violados os direitos constitucionais do direito da privacidade e direito de imagem, pois o preso não está em espaço público;

5. Já estou de capacete para receber as pauladas dos sectários que têm o ódio sobreposto à lógica e a lei.

Ps. Na foto com legenda a qualidade é nitidamente de foto tirada a partir de celular de baixa resolução. O enquadramento é típico de foto tirada com a máquina não sendo segurada no nível do rosto. Na foto da capa o fotografado está olhando para cima. Se fosse uma foto padrão com pose para reportagem, o fotografado estaria olhando para câmera.


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O futuro da Abril e das grandes empresas de mídia

Intenet Jornais Impressos Blog do MesquitaO futuro da Abril, como o de todas as grandes empresas de mídia, é mais ou menos como o de uma fábrica de carruagem quando surgiram os automóveis.

Não sobrou nenhum fabricante de carruagem.

A Abril, para ficar na imagem, sabe que carro não vai produzir, porque sua competência está toda voltada para as carruagens.

Mas está tentando achar outro espaço para evitar o cemitério.

É o que todos já sabemos, e é o que disseram esta semana ao jornal Valor Giancarlo Civita, primogênito de Roberto Civita, e o executivo Fábio Barbosa, presidente executivo da empresa.

Este espaço se chama educação. Mais que livros, que como as revistas estão sumindo por força da internet, a aposta se concentra em escolas.

Outras grandes empresas de mídia do mundo já disseram o que pensam a respeito do futuro da mídia impressa.

A News Corp, de Murdoch, separou seus negócios em dois. A área de entretenimento, à frente da qual está a Fox, ficou num lado. A de mídia – jornais como os britânicos Times e Sun e o americano Wall St Journal – foi para o outro.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A Time Warner fez o mesmo movimento. Separou as revistas e a área de entretenimento.

Em ambos os casos, o objetivo da separação foi evitar que o colapso de jornais e revistas afete os outros negócios.

A Abril não tem nem a Fox e nem a Warner para se agarrar. Daí a esperança depositada na educação.

Na transição, serão certamente desacelerados, ou simplesmente eliminados, os investimentos em revistas. Em pouco tempo, é difícil imaginar que sobrevivam, na Abril, mais revistas que Veja, Exame, 4 Rodas e Claudia.

Mesmo elas estarão menores e menos influentes a cada dia, pela excelente razão de que ninguém mais dá bola para revistas de papel.

O refúgio na educação, ainda que funcione, marcará uma nova etapa na vida da Abril. Educação está longe de dar o poder de influência que a mídia dá, e a rentabilidade é muito menor.

Os filhos de Roberto Civita provavelmente gostariam de vender a divisão de revistas, da qual só virão más notícias daqui por diante. Ao contrário do pai, eles não gostam de revistas. Jamais foram postos para trabalhar nelas, ao contrário do que o patriarca Victor Civita fez com os filhos Roberto e Richard.

Uma vez, no período em que respondi a Gianca na Abril, ele me contou que detestava revistas porque, criança, via o pai gastar o final de semana na leitura delas e não com os filhos.

Querer vender é uma coisa. Poder vender, outra.

Mas aí entra um paradoxo, uma espécie de ajuste de contas da história com gente que mamou no Estado.

Vigora na mídia uma inacreditável reserva de mercado. O Brasil se abriu à competição estrangeira nos últimos vinte anos, mas a mídia – por seu poder de intimidação – continuou protegida.

Estrangeiros podem comprar apenas 30% das ações das empresas. No caso da Abril, isso já foi feito.

Durante muitos anos, a reserva ajudou. Você ficava livre de competidores temíveis de mercados mais avançados.

Mas agora veio a ressaca. A reserva limita severamente as possibilidades de vender uma empresa. Quem, no Brasil, teria dinheiro para comprar uma grande empresa de mídia?

Não será surpresa se as empresas se juntarem, em algum momento, para reverem uma legislação que as favoreceu absurdamente. Se você quer vender e cair fora do negócio, a reserva já não significa nada senão um obstáculo à venda.

Com o mesmo entusiasmo cínico usado para defender a reserva – a Globo chegou a falar no risco de propaganda comunista se uma emissora chinesa se instalasse no Brasil – as companhias de mídia defenderão o oposto.

Vai ser interessante acompanhar os próximos anos na mídia.
Por: Paulo Nogueira, jornalista baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Internet ‘engole’ a mídia tradicional

Pinóquio Blog do MesquitaLeio que o Jornal o Estado de São Paulo demitiu 20% dos profissionais da redação.

A mídia tradicional agoniza, em parte por inépcia ante a Internet, e em parte por questões ideológicas ditando as linhas editoriais.

Acontece que a mídia tradicional não acordou a tempo para a internet. Nos anos 90, a pedido, preparei um projeto de um portal para um jornal local, que não só não foi implantado – não significa que fosse perfeito e eu um gênio, mas era uma tentativa oriunda de alguns jornalistas visionários – que foi barrada pela direção do jornal, como se quer tiveram a gentileza de darem retorno. O portal, não o do meu projeto, foi implantado de forma capenga, e alguns anos depois.

Some-se agora, o fato da mídia, por ser parcial – o que é um direito de cada qual. Só observo o fato, não condeno a opção – continua perdendo leitores que não estejam na vertente ideológica do veículo de comunicação. Assim, por exemplo, quase que por unanimidade, a Veja atrai leitores que são anti-PT, e a Carta Capital somente é lida por quem tem simpatia pelo PT.
Ambas perdem o leitor que busca a informação despida de parcialidade.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Somos diariamente bombardeados por notícias mentirosas, e/ou informações claramente dirigidas para que o leitor seja induzido a acreditar serem essas versões as únicas verdadeiras. É claro nas linhas editorias, com qualquer que seja o viés ideológico, a intenção de deturpar a realidade visível.

Por isso a audiência, e a credibilidade vão diminuindo de forma exponencial, a ponto da mais celebrada revista semanal oferecer, na ‘bacia das almas’, via ‘spams’, inúmeros e diários, renovação de assinaturas com descontos de 50%.

Fica tecnicamente impossível, e também por questões de estrutura, competir com redes sociais e blogs. Hoje todo portador de um celular é um repórter.

Por último, mas não por fim, convém repetir Joseph Pulitzer, que no final do Sec.XIX alertou:
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.”

Ps. Quem quiser entender melhor o que é manipulação, existem dois filmes, já em DVD, interessantes:
“O Quarto Poder” e “Mera Coincidência”, ambos com Dustin Hoffman.

CPI do Cachoeira: a vitória da canalha

Leio estarrecido o vergonhoso, imoral, lastimável, corrupto, venal e demais adjetivos qualificativos depreciativos o relatório final da CPMI do Cachoeira.

A oposição também não tem interesse que ilustres, mas opacas, personagens fosse ouvidas, pois desmascarariam factoides plantados na mídia pelos tucanos e associados.

Exemplo: por que não houve desdobramentos do alardeado ‘grampo’ telefônico entre o ministro Gilmar Mendes e o cachoeirento Demóstenes Torres?

Teria que ser apurado! Afinal grampear as ligações telefônicas de um ministro do supremo é da maior gravidade. Ou não?

José Mesquita – Editor


O alto preço da covardia

O deputado Odair Cunha, relator da CPI do Cachoeira, é mineiro, mas nunca deve ter ouvido um velho ditado rural: onde passa um boi, passa uma boiada.

Cunha acabou atropelado por sua tibieza, associada à covardia da maioria da bancada petista na Câmara.

Acuado pelas críticas da oposição e, principalmente, pelas ameaças nos editoriais e colunas dos meios de comunicação, irmanados na defesa corporativa de um jornalista metido até o pescoço com o crime organizado, o parlamentar cedeu.[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

E pode pagar mais caro do que imaginava.

Na terça-feira 27, em nome da suposta busca de um consenso que permitisse a aprovação de seu relatório, Cunha aceitou a exclusão do texto das menções e pedidos de indiciamento de jornalistas envolvidos com o esquema.

Dessa forma, o diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, Policarpo Jr., que entre outras solicitou aos arapongas a serviço de Cachoeira grampos ilegais de um parlamentar, não será obrigado a explicar suas relações incomuns e fora de qualquer parâmetro jornalístico com uma quadrilha de malfeitores.

Também sairá imune o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusado de prevaricação ao ter engavetado por um longo tempo as investigações contra o ex-senador Demóstenes Torres, um fiel serviçal do bicheiro.

Se imaginava aplacar os ânimos da oposição e de uma parte da bancada governista, o relator se enganou.

Diante do recuo, o PSDB sentiu-se fortalecido e decidiu batalhar pela exclusão do pedido de indiciamento do governador goiano Marconi Perillo, chefe de uma administração na qual Cachoeira tinha livre trânsito e poder desmedido.

E uma porção do PMDB trabalha para que também fique de fora a construtora Delta, maior beneficiária dos serviços da quadrilha. O objetivo é evitar que futuras investigações alcancem Sergio Cabral, governador do Rio de Janeiro e amigo de “baladas” de Fernando Cavendish, dono da empresa.

E há quem no Congresso fale na rejeição total do texto de Cunha, apesar da exclusão de longos trechos do relatório.
Leandro Fortes/Carta Capital