Opinião – PT e PSDB são xipófagos no cinismo político

A palavra do leitor – Luiz Alfredo Motta Fontana

Siameses!

PT e PSDB comungam muito mais do que a imersão de seus pares no conhecido Valerioduto.

Afinal a política econômica de FHC se robusteceu com Lula, tendo como resultado a conduta quase que servil aos interesses do sistema financeiro.

A mera constatação do lucro advindo dos famigerados depósitos compulsórios, a que alegremente essas instituições se submetem, visto que o juro pago a elas é muito maior do que qualquer aplicação regular no mercado internacional, aliada à permanência da temerária política cambial, faz com que entre essas instituições inexista a mais tênue concorrência mercadológica, vide por exemplo as astronômicas taxas de serviço praticadas.

Afinal emprestar dinheiro se tornou prática supérflua, admitindo-se quando muito o inchaço do crédito consignado que solapa a capacidade de endividamento dos aposentados e afins.

Essa a verdadeira identidade desses dois partidos tão iguais.

O Valerioduto é apenas mais um sintoma dessa síndrome esquizofrênica.

Brasil – Da série “Eleições 2010” – Serra serrará?

O grande chefe dos tupiniquins, não se sabe se por sinceridade, se pelo velho e surrado “se colar colou”, tem reafirmado que não pensa em terceiro mandato.

Alguns “aloprados”, que não pretendem largar a “boquinha”, soltam balões de ensaio, aqui e alí, a respeito de um mandato, digamos, “extendido”.

A Folha de São Paulo, divulga neste domingo, pesquisa sobre a preferência dos eleitores aos possíveis candidatos ao cargo de grande cacique.

“Com Lula fora do páreo, Serra é favorito para 2010
Fernando Donasci/
Folha (para assinantes)
Pesquisa Datafolha revela que, se a eleição presidencial fosse hoje, José Serra (PSDB) sairia na frente com 37% das intenções de voto. Na seara governista, o candidato mais bem-posto, Ciro Gomes (PSB), figura no segundo lugar, em 18%. Heloisa Helena (PSOL) viria em terceiro, com 13%. Em seguida, no cenário montado pelo Datafolha, viriam Marta Suplicy (PT), com 6%, e Nelson Jobim (PMDB), com 2%”.

Nós, os residentes na planície, crédulos e esperançosos, aguardamos ardentemente a posse do paulistano José Serra para assistirmos entre outras medidas moralizadoras:

– a venda do AeroLula e vermos o Presidente viajando de GOL e TAM;
– o não emprego de qualquer membro do PSDB, em qualquer cargo, de qualquer escalão de um futuro probo governo tucano, de forma a não aparelhar a máquina governamental;
– a não cooptação de membros de outros partidos via mensalão – tipo assim com o valerioduto tucano/mineiro Azereidista – para formação da chamada “base de sustenção” de apoio ao novo governo;
– a imediata suspensação da edição de Medidas Provisórias.

Saiu no blog – Os vários erros do PSDB

Os emplumados tucanos, cujo dedo rígido foi sempre ágil em apontar para o quintal alheio, estão agora arguindo as mesmas desculpas que condenavam nos petralhas mensaleiros. Assim como o apedeuta do planaldo, o senador Azeredo tabém diz que não sabia de nada. Diz ainda que não houve mensalão e sim dinheiro para pagamento de despesas de campanha. Delúbio, gargalha às escâncaras. Sobre o tema, saiu no blog da Míriam Leitão:

“Eu estava numa cerimônia pública em Minas Gerais, quando o senador Eduardo Azeredo se aproximou:

-Miriam, você me criticou violentamente por aquelas denúncias ( do valerioduto mineiro), mas foi injusta. Eu não fiz nada, fiz apenas o que todos fazem – disse ele.

Esse é o ponto: ele acha que está tudo bem porque fez ” o que todos fazem”.

E assim reagiu o PSDB.

O caso quando foi denunciado pelo Globo em 2005 era uma grande oportunidade de o PSDB mostrar que pensa e age diferente. Mas o que os tucanos fizeram não deixam dúvidas.

1 – Ele era presidente do PSDB na época da denúncia de que teria usado o mesmo esquema – de foram embrionária – montado por Marcos Valério para pagar dívidas de campanha. Continuou presidente do PSDB. O partido nem pediu seu afastamento. Ele nunca foi punido. Ficou um pouco à deriva. Ou seja, o partido usou a moda tucana, finge que não está vendo a bomba no colo.

2 – O partido nunca apurou o que se passou, fingindo mais uma vez que não era com ele

3 – Recentemente no Senado o partido se mobilizou pelo arquivamento da denúncia com o mais torpe dos argumentos: o “acontecido” foi antes de ele ser senador. Isso, se for generalizado, legitima todo crime cometido por pessoas com mandato. Legitima, em ultima instância, a busca do mandato como proteção contra a Justiça.

4 – No episódio da renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima para fugir do julgamento do Supremo, o PSDB foi lamentável. Não apenas não condenou a manobra imoral do deputado para fugir do julgamento da Corte, como desrespeitou a inteligência do cidadão brasileiro. Os discursos de solidariedade a ele, inclusive do senador Arthur Virgilio, foram abusivos porque defendiam a tese de que ele tinha feito isso por “grandeza”, para enfrentar a Justiça que a pessoa comum enfrenta. Não há nada mais ofensivo do que duvidar da inteligência das pessoas.

5 – Na denúncia do Procurador da República feita ontem, a explicação dos líderes do partido, reunidos em convenção nacional, foi lastimável. O argumento tortuoso é de que os dois mensalões são diferentes, porque o do Lula foi usado para comprar deputados da base aliada, e o mensalão mineiro foi para pagar dívidas de campanha. Ora, ainda que o objetivo seja diferente, essa explicação de pagamento de divida de campanha sempre foi usada pelos próprios petistas, como Delúbio Soares.

Os tucanos perderam todos os trens que passaram nos últimos dois anos e que poderiam levá-los a um outro patamar na política brasileira. O caso Azeredo atinge diretamente o partido, tira dele a capacidade de se diferenciar, torna qualquer discurso anti-mensalão anêmico. O pior erro do PSDB foi a tibieza, a falta de fibra, a falta de reação ao caso Azeredo”.

Saiu na mídia – Antonio Fernando de Souza. O demolidor

De Eliane Cantanhêde – Folha de São Paulo

Procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, não perdoa. Depois de chamar o esquema petista do mensalão de “quadrilha”, ontem ele atingiu dois alvos com uma só penada: a coordenação política do governo e o congresso/convenção do PSDB.

No Planalto, Lula às voltas com a queda do ministro Walfrido dos Mares Guia. No PSDB, o fantasma do senador Eduardo Azeredo.

Mares Guia e Azeredo, ex-presidente tucano, são os pais do esquema Marcos Valério de financiamento de campanhas, que na era petista evoluiu para compra de apoio parlamentar ao governo. Uns criaram, outros refestelaram-se.

O PT passou oito anos chamando o governo FHC de corrupto. O PSDB devolveu comemorando no governo Lula os Waldomiros, mensaleiros, caseiros e aloprados. Era dois a um, depois inverteu o placar. Mas a entrada de Azeredo no mesmo campo da ética zera o jogo. Empatou. A torcida não sabe quem aplaudir, quem vaiar.

O próprio encontro tucano de ontem deixou claro que o discurso ético está fora de moda, na base do “vamos deixar isso pra lá”. Dez entre dez discursos focaram na ameaça golpista, real ou não, de terceiro mandato para Lula.

Como tudo começou a e a denúncia do Procurador Geral da República Continue lendo

Olhe essa – Sai PT, entra PSDB. O mensalão tucano, emerge afinal!

O Procurador Geral da República protocolou no Supremo Tribunal Federal denúncia contra o Ministro Walfrido dos Mares Guia e contra o Senador Eduardo Azeredo do PSDB.

Aquele, à época, era coordenador financeiro da campanha deste ao Governo de Minas Gerais. Ambos, segundo a denúncia, estão envolvidos em operações, digamos, prá usarmos a “sutileza delubiana-petralha” de “recursos não contabilizados”, oriundos, entre outros, do onipresente Marcos Valério.

Isso mesmo! Àquelas priscas eras, anos 90, o “carequinha” de ouro já atuava no garimpo das doações ilegais para campanhas políticas.

Convém salientar que o indiciamento, não significa reconhecimento de culpa. Há que aguardar o andamento do devido processo legal, o exercício da ampla e irrestrita defesa, a sentença transitar em julgado, para que a condenação se efetive. Ambos usufruem da norma constitucional da presunção da inocência – Art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal Brasileira de 1988.

Aguardamos, os brasileiros, ainda indignados com os aloprados petistas, que agora, também, venham de dedo em riste: os iracundos tucanos; os furibundos parlamentares do DEM – o nome desse partido só pode ser uma gozação -; o apoplético senador amanauara, e outras vestais do parlamento brasileiro, nominar os dois indiciados, Senador Azeredo e Ministro Mares Guia, de todos os desqualificantes adjetivos usados contra os outros mensaleiros.

Quem sabe, a inefável Veja e os comprometidos jornalões, tenham a mesma incúria venal de condenar sem julgamento, e nos presenteiem com capas e manchetes, que estampem as fotografias dos indigitados denunciados, acompanhadas de “singelas” adjetivações como chefes de quadrilha.

Quantos serão os pedidos de CPI? Alguma será instalada?

Assistiremos mais uma vez a montagem do palco para a execração pública de cidadãos sem culpa formada que servirão de figurantes no espetáculo dos Catões?

Além do Senador e do Ministro outras 13 pessoas foram denunciadas. Veja abaixo a lista dos 15 denunciados:

Eduardo Brandão de Azeredo;
Walfrido Silvino dos Mares Guia Neto;
Cláudio Mourão da Silveira;
Clésio Soares de Andrade;
Marcos Valério Fernandes de Souza;
Ramon Hollerbach Cardoso;
Cristiano de Mello Paz;
Eduardo Pereira Guedes Neto;
Fernando Moreira Soares;
Lauro Wilson de Lima Filho;
Renato Caporali Cordeiro;
José Afonso Bicalho Beltrão da Silva;
Jair Alonso de Oliveira;
Sylvio Romero Perez de Carvalho;
Eduardo Pimenta Mundim.

Saiu na mídia – Enquanto o PT negocia a CPMF

A Folha de São Paulo é quase o único dos grandes jornais que mantém o cerco ao tucanoduto mineiro, iniciado nos idos de 1998, pelo atual ministro Walfrido dos Mares Guia e pelo Senador Eduardo Azeredo. Enquanto o Procurador Geral da República não oferece a denúncia, a caravana da negociação petista toca o bonde da CPMF. Leia aí abaixo, à quantas anda, ou não?, o “imbroglio”.

“Empreiteiras recebem R$ 296 mi de Azeredo
De Thiago Guimarães – Folha de São Paulo

As seis empreiteiras que, de acordo com a Polícia Federal, fizeram doações clandestinas de R$ 8,2 milhões para a campanha de 1998 à reeleição do então governador mineiro e atual senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) receberam R$ 296 milhões em pagamentos por obras na sua gestão (de 1995 a 1998).

O levantamento foi feito, a pedido da Folha, pela Secretaria de Transportes e Obras Públicas de Minas. Os recursos repassados às empreiteiras somam 13,3% dos gastos em obras de 1996 a 1998 no Estado (a secretaria não forneceu dados de 1995), de R$ 2,2 bilhões.

Em relatório do inquérito que apurou o valerioduto tucano -suposto esquema de financiamento irregular da campanha de Azeredo e aliados em 1998-, a PF aponta que seis construtoras fizeram doações irregulares por meio de depósitos em contas de empresas do publicitário Marcos Valério. São elas: Erkal (repasse de R$ 101 mil), ARG (R$ 3 milhões), Queiroz Galvão (R$ 2,36 milhões), Egesa (R$ 1,8 milhão), Tratex (R$ 903,5 mil) e Servix (R$ 50 mil).”

Opinião – PT, tucanos, sargeta e CPMF

Continuamos, os brasileiros, às voltas com o que os versos da música “Vai Passar” – Chico Buarque/Francis Hime – define como “tenebrosas transações”.

Com a desfaçatez do cumpliciato urdido na sargeta da cidadania, a dupla PT-PSDB, manobrou, – o verbo mais apropriado, minha lhaneza vocubalar recomenda não usar – para remeter às calandras, a investigação do valerioduto tucano contra o senador Eduardo Azeredo, em troca de apoio à aprovação da CPMF.

Os petralhas – cruzamento de irmãos metralhas com petista – levaram de contra peso, sem osso, dourar a folha corrida do ministro Walfrido dos Mares Guia, atual “negociador” do governo do chefe dos tupiniquins, e à época da invenção valeriana era o avalista da operação mineira.