Cocaleiros ameaçam o Acre e Rondônia

Por Hiram Reis e Silva ¹

“Enquanto Lula fica se imiscuindo nos problemas da vizinha Colômbia, fazendo coro com o lunático do Chávez, vendo ameaça aonde não existe, dois Estados brasileiros correm grande perigo de fato com os projetos do índio cocaleiro, que afora estar usando da violência para expulsar agricultores brasileiros do território boliviano, está colocando em risco nossas fronteiras ao criar assentamentos para plantação de coca, o que irá incentivar ainda mais a violência e o crime na região. E Lula preocupado com Uribe”.

– Assentamento de Cocaleiros

Neste final de semana, aviões da Força Aérea Boliviana aterrissaram no Aeroporto Internacional de Pando, transportando centenas de cocaleros que ocuparão lotes de terras na fronteira do Acre. O projeto de reforma agrária de Evo Morales prevê o assentamento de quatro mil plantadores de coca nas áreas de fronteira, ocupando, numa fase inicial do projeto, cem mil hectares.

Os assentamentos na região da fronteira agravarão os ilícitos decorrentes da rota do tráfico internacional. Os cocaleros, certamente, irão incentivar o tráfico no território brasileiro, aumentando significativamente os índices de criminalidade.

– Nación Camba

A ‘Nación Camba’ é uma região da Bolívia Oriental que cobre dois terços do país e é formado pelos Estados de Santa Cruz, Beni, Pando, e Departamentos de Chuquisaca e de Tarija. Em pouco mais de um século a região se converteu na primeira potência econômica do país graças, sobretudo, à venda do gás e da soja. As características históricas e culturais singulares existentes entre o Altiplano boliviano e as Zonas Baixas deram origem a movimentos autonomistas e separatistas. Evo, ao deslocar seus simpatizantes antes das eleições para Pando, neutraliza as correntes políticas que lutam pela independência e procura garantir sua reeleição.

– Enfretamento

Morales afirma que seu projeto de assentamento visa a manutenção da soberania ameaçada pelos brasileiros, assumindo uma clara postura de quem não ficou satisfeito com a solução relativa à questão das refinarias da Petrobras e de quem contesta o Tratado de Petrópolis, que pos fim à Questão Acreana.

Numa verdadeira operação militar, os brasileiros estão sendo expulsos e os plantadores de coca ocupam, de imediato, terras que pertenciam a agricultores brasileiros.

“(…) Prado (deputado estadual do PSB) disse que está surpreso com a ONU, pois um de seus braços auxiliares, a Organização Internacional para Migrações (OIM), está atuando com truculência no deslocamento das famílias de brasileiros. Além disso, Prado quer saber o que está sendo feito com os dez milhões de dólares que o Governo brasileiro repassou à OIM e que deveriam custear o deslocamento das famílias. ‘Não estão indenizando ninguém e ainda extorquem e fazem ameaças’, acusa o deputado.

Segundo relato do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Plácido de Castro, Francisco de Assis, quando alguém pergunta aos funcionários da OIM o que acontecerá, caso não queiram deixar suas terras, a resposta é a mesma: então podem ir preparando o peito para a bala.

‘Eles usam um uniforme com o emblema da OIM e são de cinco nacionalidades diferentes, mas não tem nenhum brasileiro’, informa Sebastião Vieira de Pinho, presidente da Associação dos Seringueiros de Plácido de Castro. Sebastião, 42 anos, mora desde os três em uma propriedade de mil hectares onde sobrevive do extrativismo de borracha e castanha. ‘Toda a produção de borracha de Plácido de Castro vem dos seringais da Bolívia’, explica. No ano passado, a associação, de 40 famílias, produziu 150 toneladas de borracha e 29 mil latas de castanha.

O vereador Raimundo Lacerda (PC do B) de Brasileia, também teme que os ânimos se exaltem nas colocações mais distantes por falta de comunicação. ‘Tem gente que passa seis meses sem vir à cidade e pode ser vítima de especuladores interessados em ficar com suas propriedades. Tem muitos falando que não vão sair. Além disso, a população de Brasileia está indignada e querendo expulsar os bolivianos. Aí vão médicos, dentistas, enfermeiros que trabalham lá’, disse”. (Arthur/Gabriela)

Enquanto isso, o governo ‘companheiro’ cede aos pedidos de Fernando Armindo Lugo de Méndez, do Paraguai, propondo a alteração de Tratado de Itaipu e sugere a ‘convocação’ do Presidente dos EUA para discutir o aumento da presença militar norte-americana na Colômbia. O governo parece estar mais preocupado com seus vizinhos do que com seus próprios cidadãos.

¹ Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)
Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)
Site:
http://www.amazoniaenossaselva.com.br

É um fardo mas todos querem se reeleger

Os políticos, tanto os Tupiniquins, como todos os outros espalhados mundo afora, dizem ser a atividade de governar um enorme fardo. Seria cômico, se não fosse trágico, que toda essa turma seja capaz de vender a mãe no dia de Natal, para conseguir se perpetuar no poder.

Terceiro mandato.
É muita gente querendo ficar no poder.

Primeiro foi o prefeito de New York, o Bloomberg, agora são so presidentes da Colômbia, Uribe, e da Venezuela, Chávez. O republicano americano já conseguiu. Os sul-americanos ainda estão travando batalhas em seus Congressos para a convocação de um referendo, no qual a população se manifestará.

O tema não chega a ser uma novidade. O ex-presidente do Peru, Fugimori, já tentou emplacar um terceiro mandato. Perdeu. Felizmente, a despeito de tudo que se escreve e se diz, ninguém aqui no Brasil tentou seriamente iniciar uma batalha política pelo terceiro mandato. Pelo contrário, tramita na Câmara projeto para acabar com a reeleição.

Mas não estamos imunes a isso. No Senado, seu presidente, Garibaldi Alves (PMDB-RN), está tentando uma brecha legal pela qual ele poderia disputar a reeleição para o cargo dentro de uma mesma Legislatura (período de quatro anos), se conseguir arrancará na marra o direito a um terceiro mandato. Daqui a dois anos, quando iniciar nova Legislatura, ele poderá, e aí com direito líquido e certo, disputar o terceiro mandato.

O que vai acontecer no Senado? Não sei. Teremos um mês de debates e articulações pela frente.

blog do Ilimar Franco