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Uma abordagem inovadora para a energia solar

O céu azul no Reino Unido em abril foi uma grande vantagem para a energia solar. Uma das poucas partes da economia do Reino Unido que teve um bom abril foi a energia solar.

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O Met Office diz que provavelmente foi o abril mais ensolarado do mundo e a indústria de energia solar registrou a maior produção de eletricidade de todos os tempos (9,68 GW) no Reino Unido às 12h30 da segunda-feira, 20 de abril.

Com 16 painéis solares em seu telhado, Brian McCallion, da Irlanda do Norte, foi um dos que se beneficiaram com o bom tempo.

“Nós os temos há cerca de cinco anos e economizamos cerca de mil libras por ano”, diz McCallion, que vive em Strabane, perto da fronteira.

“Se eles fossem mais eficientes, poderíamos economizar mais”, diz ele, “e talvez investir em baterias para armazená-lo”.Direitos autorais da imagem Getty Images

Os painéis solares até fazem sentido na Irlanda do Norte nublada
Essa eficiência pode estar chegando. Existe uma corrida mundial, de San Francisco a Shenzhen, para criar uma célula solar mais eficiente.

O painel solar comercial médio de hoje converte 17-19% da energia luminosa que o atinge em eletricidade. Isso representa um aumento de 12% há apenas 10 anos. Mas e se pudéssemos aumentar isso para 30%?

Células solares mais eficientes significam que poderia obter muito mais do que os atuais 2,4% do suprimento global de eletricidade a partir do sol.

Energia Solar já é a tecnologia de energia que mais cresce no mundo. Dez anos atrás, havia apenas 20 gigawatts de capacidade solar instalada globalmente – um gigawatt sendo aproximadamente a produção de uma única grande usina elétrica.Direitos autorais da imagem Getty Images

Esta fazenda solar cobre 200 ha (500 acres) no sul da França
No final do ano passado, a energia solar instalada no mundo havia saltado para cerca de 600 gigawatts.

Mesmo com a interrupção causada pelo Covid-19, provavelmente adicionaremos 105 gigawatts de capacidade solar em todo o mundo este ano, prevê a empresa de pesquisa com sede em Londres IHS Markit.

A maioria das células solares é feita de fatias finas de cristais de silício, 70% das quais são fabricadas na China e em Taiwan.

Mas o silício cristalino está colidindo bem perto de sua máxima eficiência teórica.

O limite de Shockley-Queisser marca a eficiência máxima para uma célula solar feita com apenas um material, e para o silício isso é de cerca de 32%.

No entanto, combinar seis materiais diferentes no que é chamado de célula de múltiplas junções pode aumentar a eficiência em até 47%.

Outra maneira de romper esse limite é usar lentes para aumentar a luz do sol que cai sobre a célula solar, uma abordagem chamada solar concentrada.

Mas essa é uma maneira cara de produzir eletricidade e é principalmente útil em satélites.

“Nada que você veria no telhado de alguém na próxima década”, ri Nancy Haegel, diretora de ciência de materiais do Laboratório Nacional de Energia Renovável em Boulder, Colorado.Direitos autorais da imagem Getty Images

A tecnologia solar que mais cresce é chamada de perovskitas – em homenagem ao conde Lev Alekseevich von Perovski, mineralogista russo do século XIX.

Estes possuem uma estrutura cristalina específica que é boa para absorção solar. Filmes finos, cerca de 300 nanômetros (muito mais finos que um fio de cabelo humano) podem ser fabricados com soluções baratas – permitindo que eles sejam facilmente aplicados como revestimento em prédios, carros ou até em roupas.

Os perovskitas também funcionam melhor que o silício em intensidades de iluminação mais baixas, em dias nublados ou em ambientes fechados.

Você pode imprimi-los usando uma impressora a jato de tinta, diz o Dr. Konrad Wojciechowski, diretor científico da Saule Technologies, com sede em Oxford e Varsóvia. “Pinte em um substrato e você tem um dispositivo fotovoltaico”, diz ele.

Com um material tão barato, flexível e eficiente, você pode aplicá-lo a móveis de rua para abastecer sensores de carregamento de smartphones, wifi públicos e qualidade do ar gratuitamente, explica ele.

Ele está trabalhando com a empresa de construção sueca Skanska para aplicar camadas de perovskita em painéis de construção.Direitos autorais da imagem INSOLIGHT

A Saule Technologies está usando perovskitas em painéis solares
De acordo com Max Hoerantner, co-fundador da Swift Solar, uma empresa iniciante de São Francisco, existem apenas 10 empresas iniciantes no mundo trabalhando com tecnologia de perovskita.

A Oxford PV, uma divisão da universidade, diz que alcançou 28% de eficiência com uma célula solar comercial baseada em perovskita no final de 2018 e terá uma linha de produção anual de 250 megawatts em operação este ano.

Tanto a Oxford PV quanto a Swift Solar produzem células solares em tandem – são painéis de silício que também possuem uma fina camada de filme de perovskita.

Como são feitos de dois materiais, eles conseguem ultrapassar o limite de Shockley-Queisser.

O silício absorve a faixa vermelha do espectro de luz visível e a perovskita a bit azul, dando ao tandem maior eficiência do que qualquer um dos materiais isoladamente.

Um desafio é quando “você trabalha com um material que existe desde 2012, é muito difícil demonstrar que ele durará 25 anos”, diz Hoerantner.Direitos autorais da imagem INSOLIGHT

Os painéis Insolight usam lentes para concentrar a luz.
A Insolight, uma startup suíça, adotou uma abordagem diferente – incorporando uma grade de lentes hexagonais no vidro de proteção de um painel solar, concentrando assim a luz 200 vezes.

Para acompanhar o movimento do sol, o conjunto de células muda horizontalmente alguns milímetros ao longo do dia. É uma tentativa de tornar barato o concentrado solar.

“A arquitetura desses sistemas fotovoltaicos concentrados convencionais é muito cara. O que fizemos foi miniaturizar o mecanismo de rastreamento solar e integrá-lo ao módulo”, diz David Schuppisser, diretor de negócios da Insolight.

“Fizemos isso de uma maneira mais barata [que] você pode implantar em qualquer lugar que possa implantar um painel solar convencional”, diz ele.

O instituto de energia solar da Universidade Politécnica de Madri mediu o modelo atual da Insolight como tendo uma eficiência de 29%. Agora, ele está trabalhando em um módulo que espera atingir 32% de eficiência.

A atual tecnologia de silício ainda não está totalmente morta, e existem abordagens para obter pequenas e rápidas vitórias em eficiência. Uma é adicionar uma camada extra às costas de uma célula para refletir a luz não absorvida de volta através dela uma segunda vez. Isso melhora a eficiência em 1-2%.

Outra é adicionar uma camada externa, o que diminui as perdas que ocorrem onde o silicone toca os contatos de metal. É apenas um “pequeno ajuste”, diz Xiaojing Sun, analista da Wood Mackenzie, analista solar – adicionando 0,5-1% em eficiência -, mas ela diz que essas mudanças significam que os fabricantes precisam fazer pequenas alterações em suas linhas de produção.

Desde pequenos ganhos – ao uso de energia solar concentrada e perovskitas – a tecnologia solar está em uma corrida para aumentar a eficiência e reduzir os custos.

“Abrangendo esse número mágico em 30%, é aqui que a indústria de células solares pode realmente fazer uma diferença muito grande”, diz Max Hoerantner, da Swift Solar.

O que é ‘imunidade de grupo’, a polêmica estratégia do Reino Unido para combater o coronavírus

Estratégia do governo Boris Johnson em relação a covid-19 é diferente da de todos os seus vizinhos europeus.

A estratégia do governo do Reino Unido para lidar com a pandemia de coronavírus é radicalmente diferente da de outros países.

Desde a última terça-feira (10 de março), toda a Itália está em quarentena, enquanto a Polônia se prepara para fechar suas fronteiras por duas semanas.

O governo da França ordenou o fechamento de todos os locais públicos não essenciais a partir da meia-noite deste sábado, 14 de março, e a Espanha decretou um estado de emergência que restringirá a circulação de cidadãos por 15 dias e só permitirá que eles saiam de casa por motivos essenciais, como ir ao supermercado ou trabalhar.

Neste sábado, centenas de cientistas pediram que o governo do primeiro-ministro Boris Johnson tomasse medidas mais duras para lidar com o surto de covid-19, como é chamada a doença causada pelo novo coronavírus.

Em uma carta aberta, um grupo de 229 cientistas de universidades britânicas diz que a atual estratégia do governo Johnson colocará o serviço de saúde britânico sob pressão adicional e “ameaçará mais vidas do que o necessário”.

Os signatários também criticaram os comentários feitos por Sir Patrick Vallance, o principal consultor científico do governo, que sugeriu que parte da estratégia das autoridades era gerenciar a propagação da infecção para tornar a população imune.

O Departamento de Saúde britânico notou mais tarde que os comentários de Vallance haviam sido “mal interpretados”.

A carta também critica a opinião do governo de que, se as restrições às atividades das pessoas forem impostas muito cedo, elas ficarão cansadas delas e deixarão de cumpri-las.

Em meio a críticas e crescente pressão, o primeiro-ministro se reúne nesta segunda-feira com seus ministros e especialistas em saúde e segurança nacional para discutir novas medidas de contenção do vírus. No domingo, o governo já dava sinais de que irá recomendar a todos acima de 70 anos que permaneçam em suas casas. A orientação será provavelmente estendida àqueles que tenham condições de saúde consideradas debilitantes.

O texto foi publicado no último sábado, 14 de março, no mesmo dia em que foi anunciado que outras 10 pessoas morreram no Reino Unido por causa do coronavírus, elevando o número total de mortes para 21. Já no domingo, novas mortes foram anunciadas pelo departamento de sa[ude britânico, elevando o total no país para 35, um crescimento de mais de 50% em único só dia.

Além disso, o Conselho Consultivo Científico para Emergências (Sage) do governo recomendou que medidas fossem implementadas em breve para proteger a população vulnerável, incluindo o isolamento dentro de suas casas.

Vallance e o principal consultor médico do governo Chris Whitty disseram que pretendem publicar os modelos de computador nos quais sua estratégia se baseia.Direito de imagemGETTY IMAGES
Luta contra coronavírus é retardar sua propagação e tentar contê-lo

Medidas insuficientes
Em sua carta aberta, os cientistas assinantes argumentam que medidas mais fortes de “distanciamento social” reduziriam “drasticamente” a taxa de contágio no Reino Unido e salvariam “milhares de vidas”.

O grupo disse que as medidas atuais são “insuficientes” e que “medidas adicionais e mais restritivas devem ser aplicadas imediatamente”, como está acontecendo em outros países.

A idéia de “gerenciar a disseminação” da doença para que a população ganhe imunidade, conhecida como “imunidade de grupo” ou “efeito rebanho”, também foi questionada.

De acordo com esse conceito, aqueles que estão em risco de infecção podem ser protegidos porque estão cercados por pessoas resistentes à doença.

A “imunidade de grupo” é normalmente usada por epidemiologistas para falar dos benefícios da aplicação de vacinas recebidos por pessoas que não as tomaram. Isso porque, uma vez vacinados, elas ganham imunidade contra um determinado patógeno, beneficiando indiretamente toda uma comunidade, inclusive aqueles que não tiveram acesso à vacinação.

Mas ainda não há vacina para o coronavírus.

Sendo assim, estimativas sugerem que a “imunidade de grupo” contra a covid-19 seria alcançada quando aproximadamente 60% da população for infectada pela doença.

Mas na carta aberta, os cientistas afirmam que “buscar ‘imunidade de grupo’ neste momento não parece ser uma opção viável”.

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Segundo OMS, 80% dos infectados desenvolverão sintomas leves, 14% graves e 6% gravíssimos.

Uma atitude de “deixar o vírus circular”
O problema da “imunidade de grupo” é que, para funcionar, seriam necessárias que cerca de 36 milhões de pessoas no Reino Unido sejam infectadas e se recuperem, de acordo com o professor Willem van Schaik, da Universidade de Birmingham.

“É quase impossível prever o que isso significaria em termos de custos humanos, mas, de maneira conservadora, estamos estimando que seriam dezenas de milhares de mortes e possivelmente centenas de milhares de mortes”, disse ele.

“A única maneira de tornar isso possível seria espalhar o contágio desses milhões de casos por um período relativamente longo, para que a saúde pública não seja prejudicada”, acrescentou.

Van Schaik enfatizou que o Reino Unido é o único país da Europa que está realizando o que descreveu como “uma atitude deixar o vírus circular”.

Além disso, especialistas não sabem dizer se os infectados com a doença ganham imunidade após se recuperarem – as primeiras evidências até agora apontam que sim, mas isso ainda não é uma certeza.

Eles acrescentam que uma mutação no vírus poderia tornar essa estratégia “completamente ineficaz”.

No entanto, um porta-voz do Departamento de Saúde afirmou que os comentários de Vallance foram mal interpretados.

“A imunidade de grupo não faz parte do nosso plano de ação, mas é um resultado colateral da epidemia. Nosso objetivo é salvar vidas, proteger os mais vulneráveis e reduzir a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês)”, disse ele.

“Agora passamos da fase de contenção para a fase de desaceleração e temos especialistas trabalhando permanentemente. Todas as medidas que introduzimos ou aplicaremos no futuro se baseiam nas melhores evidências científicas”, acrescentou.

“Nossa consciência dos níveis prováveis de imunidade no país nos próximos meses garantirá que nosso planejamento e resposta sejam os mais precisos e eficazes possíveis”, concluiu.

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Chris Whitty (à esquerda) e Patrick Vallance são considerados responsáveis ​​pela estratégia do Reino Unido para coronavírus

Medidas mais drásticas
Em uma carta separada ao governo, mais de 200 cientistas comportamentais questionaram o argumento do governo de que começar a implementar medidas drásticas muito em breve faria com que a população deixasse de cumpri-las exatamente no momento em que a epidemia estivesse em seu ponto mais alto.

“Apesar de apoiarmos totalmente uma estratégia baseada em evidências que formula uma política baseada na ciência do comportamento, não estamos convencidos de que se saiba o suficiente sobre ‘fadiga comportamental’ ou em que medida esse conhecimento é aplicado às circunstâncias. excepcional atual “, indica a carta.

“Essa evidência é necessária se quisermos basear uma estratégia de saúde pública de alto risco”, diz o texto.

“De fato, parece provável que mesmo as mudanças essenciais de comportamento necessárias atualmente (como lavar as mãos) sejam adotadas com muito mais facilidade à medida em que a situação seja percebida como mais urgente. Seguir adiante com normalidade pelo maior tempo possível enfraquece esse senso de urgência”, acrescentam.

Os cientistas observaram que uma “mudança radical de comportamento” poderia ter um efeito muito melhor e “salvar um grande número de vidas”.

“A experiência na China e na Coreia do Sul é encorajadora o suficiente e sugere que pelo menos essa possibilidade seja tentada”, acrescentam.

A segunda carta pede ao governo que reconsidere sua posição sobre “fadiga comportamental” e compartilhe as evidências nas quais está baseando sua estratégia.

Indústria nuclear é um risco e uma ameaça à meta climática da Inglaterra

Diante das reações o governo da Inglaterra pode abandonar um plano para pagar a construção de novas usinas nucleares através da cobrança de uma taxa sobre as contas de energia.


O governo pode abandonar um plano para pagar por novas estações nucleares através de uma taxa sobre as contas de energia.

O Reino Unido perderá sua meta de carbono zero líquido até 2050, a menos que encontre uma maneira de financiar usinas nucleares, disse a indústria nuclear.

A indústria enviou uma carta confidencial ao chanceler Rishi Sunak, que foi vista pela BBC.

A carta foi motivada por temores de que o governo use o orçamento da próxima semana para abandonar um plano de pagamento de novas usinas através de uma taxa sobre as contas de energia.

O esquema acrescentaria cerca de £ 6 por ano às contas de energia.

Foi apresentada pelo Tesouro no ano passado como forma de pagamento de uma nova usina planejada em Sizewell, em Suffolk.

Todas, exceto uma das usinas nucleares existentes no Reino Unido, que fornecem cerca de 20% da eletricidade do país, serão aposentadas até o final da década.

Críticas severas
Apenas um novo reator, em Hinkley Point, em Somerset, está em construção.

Ele está sendo pago pela empresa francesa de serviços públicos EDF e seu parceiro no projeto, China General Nuclear Power Corp (CGN).

A construção é apoiada pela promessa de que o Reino Unido pagará 92,50 libras por cada megawatt-hora que produz, mais que o dobro do preço atual de mercado.

A nova estação de Hinkley enfrentou críticas – Getty

O alto preço atraiu críticas severas e levou à busca de uma nova maneira de financiar usinas nucleares.
“Existe uma necessidade urgente de um novo mecanismo de financiamento robusto que garanta a confiança do investidor, reduz o custo de capital e ofereça um valor muito significativo ao consumidor”, afirma a carta da Associação da Indústria Nuclear ao chanceler.

“Sem a estrutura política adequada e o modelo de investimento na legislação, é impossível alcançar a substituição dessa capacidade e sustentar nossas necessidades futuras de energia”.

A associação acrescenta que o Reino Unido não pode contar com energia renovável “dependente do clima” – energia eólica e solar – para todas as suas necessidades futuras de energia. Nem poderia esperar o surgimento de tecnologias “inovadoras”.

“O relatório Net Zero do Comitê de Mudanças Climáticas recomendou que um futuro mix de energia fosse constituído por 38% de energia firme, da qual nuclear é a única opção comprovada e comercialmente viável”, diz a carta.

Também encontra falhas nas conclusões da Comissão Nacional de Infraestrutura sobre energia nuclear, dizendo que elas não levam em conta adequadamente os compromissos de mudança climática do governo – o mesmo motivo pelo qual o Tribunal de Apelação bloqueou recentemente a terceira pista planejada em Heathrow.

A comissão disse que o Reino Unido precisará de apenas mais uma nova usina nuclear do tamanho da que está sendo construída em Hinkley Point antes de 2025. “Essa conclusão é fundamentalmente falha – até porque a avaliação não leva em conta o comprometimento líquido agora legislado, “a carta diz.

‘Indústria falida’
No entanto, a organização de campanha nuclear CND disse que seria melhor se a taxa fosse descartada.

Kate Hudson, secretária geral da CND, disse: “Os subsídios do governo para a indústria nuclear – como uma taxa de 6 libras por cabeça para Sizewell – estão de fato sustentando uma indústria falida, motivo pelo qual congratulamo-nos com qualquer plano para descartá-los.

“Não apenas a energia nuclear é mais cara que as renováveis, como todas as usinas nucleares construídas desde 1951 tiveram perdas de £ 4 bilhões em média.

“A nuclear também cria um problema insolúvel em resíduos, e como o drama de TV Chernobyl revelou graficamente, os acidentes nucleares criam miséria humana e destruição ambiental.

“Parece que o governo pode finalmente estar acordando para essas realidades econômicas e ambientais”.

Excesso de custos
Executivos do setor nuclear disseram que o Tesouro estava adotando uma visão sombria do plano de financiar usinas através de uma taxa sobre as contas dos clientes.

Seus especialistas em contabilidade disseram que, como o plano levaria o governo a pagar a conta por grandes excedentes de custos, o custo total poderia contar como parte dos empréstimos do governo.

Na terça-feira, o governo mostrou vontade de abalar a política energética, abrindo as portas para a construção de novos parques eólicos em terra.

Na verdade, eles foram banidos por David Cameron quando primeiro ministro.

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Arte de Banksy em Bristol é vandalizada dias depois de aparecer

Uma nova arte vandalizada de Banksy
é vista em Barton Hill, Bristol, Inglaterra

Um morador disse sobre o vandalismo: ‘É uma pena’. Fotografia: Matt Hutson / PA

Uma foto compartilhada nas redes sociais mostrou “WCC” rabiscados em toda a obra de arte, que mostra uma jovem atirando um estilingue cheio de flores.

O artista que permanece anônimo confirmou que era o autor do grarfiti postando duas imagens da obra em sua conta e site oficial do Instagram nas primeiras horas do dia dos namorados.

Moradores da área de Barton Hill da cidade de Bristol admiraram a obra de arte, considerada por muitos como um aceno para o Dia dos Namorados.

A obra de arte apareceu em uma casa alugada de propriedade de Edwin Simons.

Sua filha, Kelly Woodruff, descobriu sobre isso depois do grafiti aparecer em um post no Facebook. Ela disse na sexta-feira que estava preocupada com o fato de a obra de arte ser danificada por Storm Dennis.

Um morador local que viu o vandalismo disse: “É uma pena, mas sempre acontecia, infelizmente”.

Economia: FMI prevê que Brexit vai frear economia mundial

Insegurança causada pela decisão dos britânicos de deixar a UE é o principal motivo mencionado pelo Fundo para reduzir suas previsões de crescimento econômico mundial.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou nesta terça-feira (19/07) suas projeções de crescimento para a economia mundial para os próximos dois anos, citando como motivo a insegurança causada pela decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE).[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Este é o quinto corte consecutivo, e o FMI afirma agora que espera um crescimento global de 3,1% em 2016 e de 3,4% em 2017, um recuo de 0,1 ponto percentual, para cada ano, em relação às projeções anteriores, segundo o relatório Panorama Econômico Mundial (WEO, em inglês).

Segundo o Fundo, apesar de melhoras no Japão e na Europa no início de 2016, “o resultado do referendo no Reino Unido, que surpreendeu os mercados financeiros globais, implica a materialização de um risco descendente importante para a economia mundial”.

Para o FMI, o Brexit atingirá sobretudo a economia do próprio Reino Unido. A instituição cortou sua previsão de crescimento do país em 2016 em 0,2 ponto percentual, para 1,7%. Para 2017, o corte é ainda maior, de 0,9 ponto percentual, para 1,3%.

No caso da zona do euro, a projeção para 2016 se manteve praticamente inalterada, com recuo de 0,1 ponto percentual, para 1,6%. Na projeção para 2017 houve um corte de 0,2 ponto percentual, chegando a 1,4%.

Já a economia dos Estados Unidos deverá crescer 2,2% este ano, um recuo de 0,2 ponto percentual, e 2,5% em 2017, mesma previsão de abril.

May é a esperança de um final feliz para o Brexit

Nova primeira-ministra britânica quer unificar o Partido Conservador e disse que vai fazer o que for preciso para uma saída segura do país da União Europeia.

Theresa May,União Europeia,Brexit,Inglaterra,Blog do Mesquita A nova primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, foi ministra do Interior durante seis anos. A ausência de ataques terroristas de grande porte e o combate à corrupção policial são sinais do sucesso dela na pasta.

No entanto, ela não atingiu o objetivo de reduzir a migração para menos de 100 mil pessoas por ano, uma questão-chave da campanha pelo Brexit.

Os riscos das ‘drogas legais’, agora proibidas no Reino Unido

Depois de anos de polêmica, a proibição das chamadas “legal highs” (“drogas legais”, em tradução livre) entrou em vigor em todo o Reino Unido nesta quinta-feira.

"Drogas legais" apreendidas
As substâncias imitam os efeitos de drogas como ecstasy e maconha
Image copyright PA

Leis agora proíbem a produção, distribuição e comércio desses produtos muitas vezes dispostos em embalagens coloridas, desenvolvidos para imitar os efeitos de drogas como maconha, cocaína e ecstasy. Para isso, contêm várias substâncias químicas, parte delas ilegais.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Também conhecidas como “novas substâncias psicoativas”, essas drogas são vendidas sob nomes como spice (especiaria) ou black mamba (mamba-preta, nome de uma cobra venenosa africana).

São geralmente engolidas ou inaladas – embora já existam relatos de versões injetáveis -, e provocam efeitos estimulantes, sedativos ou psicodélicos.

Entre elas, está a sálvia (planta da espécie Salvia divinoru, proibida no Brasil) e o óxido nitroso, conhecido como “gás do riso”, comumente inalado a partir de balões de festa e que pode ser fatal se usado em excesso.

Homens inalando óxido nitroso
Óxido nitroso dá aos usuários uma sensação de euforia, que dura alguns segundos – Image copyright AFP/GETTY IMAGES

No ano passado, as “drogas legais” foram ligadas às mortes de mais de cem pessoas no Reino Unido, assim como ao aumento da violência em prisões. Segundo as autoridades de saúde, podem levar a quadros de paranoia, convulsões e coma, principalmente se misturadas com álcool ou outras drogas.

Pessoas que desrespeitarem a proibição serão enquadradas na Lei de Substâncias Psicoativas. A pena é de até sete anos de prisão.

Buscas policiais

Com a mudança, os policiais britânicos também poderão fechar headshops (lojas que vendem produtos relacionados a drogas) e sites que oferecem tais drogas.

Eles passam ainda a ter poder para apreender e destruir substâncias psicoativas, além de revistar pessoas, imóveis e veículos.

Se um detento for flagrado portando uma dessas “drogas legais”, estará sujeito a ter até dois anos de prisão adicionados a sua sentença.

Policial mostra
Após 9 pessoas ficarem doentes, polícia da Grande Manchester prendeu dono de loja – Image copyright GMP

Proposta no ano passado pelo governo, a nova legislação passou por um intenso escrutínio. As expectativas eram de que as medidas entrariam em vigor em abril, mas a data acabou adiada.

Mark Easton, editor de assuntos domésticos da BBC, explica que os conservadores – partido do primeiro-ministro David Cameron – costumam ser refratários a criar novas regras que atinjam negócios ou proíbam produtos que especialistas acreditam ser prejudiciais à saúde.

Mesmo assim, diz, o governo lançou mão da legislação mais “radical e abrangente” já vista com o objetivo de resolver os problemas que essas “drogas legais” têm causado.

Embora fossem apontados como responsáveis por problemas sociais e de saúde, esses produtos não eram cobertos por nenhuma lei existente.

Estimulantes “spice” à venda em uma loja londrina –  – Image copyright GMP

Antes da proibição, uma pesquisa realizada pela YMCA (organização cristã que atua com adolescentes) apontou que cerca de dois terços dos jovens que utilizam essas drogas tendem a continuar a fazer uso delas no futuro.

Há o temor de que o banimento leve as pessoas que vendem as “drogas legais” à chamada “dark web”, área da internet em que estão hospedados sites cujos responsáveis são difíceis de descobrir e que não são localizáveis pelos sistemas tradicionais de busca.

As novas regras entram em vigor um dia após o dono e um funcionário de uma loja terem sido presos na região de Manchester – nove pessoas ficaram doentes após usarem substâncias que seriam vendidas ali.
BBC

O Reino Unido pós-Brexit e o modelo norueguês

Em meio a especulações decorrentes do voto britânico anti-UE, evoca-se o status adotado pela Noruega. Uma mistura complexa de privilégios e desvantagens – que exigiria improvável dose de tolerância de ambos os lados.

Bandeiras do Reino Unido e União Europeia

Na alentada discussão sobre os destinos do Reino Unido e da União Europeia (UE) após a consumação do assim chamado Brexit, tem-se ouvido com frequência crescente o conceito “modelo norueguês”.

Embora não seja membro da UE, a Noruega integra a Área Econômica Europeia (AEE). Assim, da mesma forma que a Islândia e Liechtenstein, ela está sujeita às normas do bloco, mas sem poder votar sobre elas. Suas exportações para a UE são igualmente passíveis de controles alfandegários, já que os noruegueses não são membros da União Aduaneira Europeia.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A filiação à AEE – que também inclui os não membros da UE Andorra, Mônaco e San Marino – significa que mercadorias circulando dentro das fronteiras do bloco não são taxadas, e que seus membros aplicam uma taxa comum a todas as importações externas.

Os países também pagam contribuições anuais para manter a filiação. Segundo números publicados pelo governo em Oslo e pela Missão Norueguesa na UE, a quantia per capita desembolsada pela Noruega é equivalente à do Reino Unido.

A Noruega também paga aos países mais pobres da UE subsídios que são periodicamente renegociados, além de contribuir para programas da UE de que deseje participar, como, por exemplo, o Erasmus, de intercâmbios universitários.

Diante de tais dados, parece não haver razão para a Noruega não ser membro da UE. De fato, ultimamente parte da população argumenta que seria melhor o país se filiar ao bloco, já que está pagando contribuições equivalentes.

Desvantagens do modelo

Um relatório publicado por Londres em março aponta um dos problemas em adotar o modelo norueguês: “Se o Reino Unido negociasse o modelo, estaríamos subordinados a muitas das regras da UE, mas não teríamos direito de voto ou veto na criação dessas regras.”

Por que os mais velhos votaram pelo Brexit?

Não sendo membro, a Noruega tampouco tem representação ou direito de votação das leis europeias. O primeiro-ministro norueguês não participa do Conselho Europeu, e o país não integra o Conselho de Ministros nem ocupa assentos no Parlamento Europeu.

“A Noruega não tem um membro nacional na Comissão Europeia, nenhum juiz na Corte Europeia de Justiça, e seus cidadãos não têm direito de votar nas eleições da UE ou de trabalhar em suas instituições”, prossegue o relatório.

“Medidas de salvaguarda”

Ainda assim, talvez haja para o Reino Unido uma luz no fim do túnel do Brexit. O Capítulo 4º do acordo da AEE, intitulado “Medidas de salvaguarda”, permite aos Estados-membros “tomar unilateralmente medidas apropriadas” em casos de “sérias dificuldades econômicas, sociais ou ambientais […] com o fim de remediar a situação”.

Ou seja: em caso de emergência, os britânicos poderiam, em tese, evocar essas medidas de salvaguarda, declarando uma crise. A Islândia acionou esse mecanismo em 2008, em reação à crise econômica nacional.

Assim como a Noruega investe milhões de euros em programas conjuntos com a UE, o Reino Unido talvez também pudesse, então, escolher suas cooperações, permitindo que seus cidadãos trabalhassem e estudassem na UE. Algumas instituições financeiras também teriam permissão para operar no bloco – para alívio dos britânicos apreensivos em ambos os campos.

Renegociações complicadas

Em contrapartida, o relatório do governo britânico enfatiza que o modelo norueguês daria acesso considerável, mas não completo ao Mercado Único, de livre-comércio.

“Estaríamos fora da União Aduaneira e perderíamos acesso a todos os acordos comerciais da UE com 53 outros mercados por todo o mundo”, e “renegociá-los exigiria anos”, adverte a publicação de Londres.

Foto da semana: a desilusão do Brexit

A Suíça, por exemplo, mantém 120 diferentes pactos com a União Europeia, cuja negociação em parte levou vários anos, o que torna extremamente difícil reproduzir essa situação.

E o país não é o único com uma relação complexa com a UE. Ao contrário da Noruega, a Turquia pertence à União Aduaneira. Seus acordos com a UE cobrem mercadorias industriais e processadas, mas não serviços ou produtos agrícolas crus. E nas áreas em que os turcos têm acesso ao mercado europeu, eles têm que impor normas equivalentes às vigentes dentro do bloco.

Ficar com o bolo e comê-lo também?

Outra lacuna na aplicação do modelo norueguês ao Reino Unido seria o quesito da livre circulação de pessoas, que consta do acordo da AEE. A Noruega é obrigada a aceitá-la, e por isso optou por aderir ao Espaço de Schengen, em que estão abolidos os controles nas fronteiras internas.

A julgar pelos diversos incidentes recentes de xenofobia no Reino Unido, apelidados “racismo pós-Brexit”, parte da população dificilmente acataria uma imposição dessa parte do acordo.

Por fim, mesmo que o Reino Unido optasse por acionar as medidas de salvaguarda previstas no acordo da AEE, não está claro quanto tal situação poderia durar. E nem por quanto tempo os demais membros da União Europeia estariam dispostos a tolerar que os britânicos desfrutem das vantagens de ambos os sistemas.
Com dados do DW

Brexit:

Caso o “Brexit” seja mesmo implementado – o parlamento tem que criar e aprovar uma lei para fazer valer a ‘pool’ – , vai ser usado como “motivo” para fabricar a próxima crise econômica, a exemplo de 2008, já que a economia mundial está à beira do colapso.Brexit,União Europeia,Economia,UK,Inglaterra,Euro,Libra Esterlina,Blog do Mesquita

Como a economia mundial está à beira da explosão – o dólar não tem lastro. É papel pintado -, o cartel de banqueiros vai por a “culpa” no “Brexit”.

PS. E irão aproveitar para imprimir mais trilhões e trilhões de dólares americanos, a exemplo de 2008.


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Votação a favor do ‘Brexit’ anima os xenófobos europeus

A francesa Le Pen, o holandês Wilders e o italiano Salvini reagem com euforia.

Marine Le Pen, nesta sexta-feira. AFP

Se existem ganhadores claros da vitória do não britânico à União Europeia são os partidos da extrema direita europeia. A eclosão do ceticismo europeu britânico ocorre em um momento de profundo desencanto e renovados sentimentos nacionalistas no Velho Continente que as forças xenófobas souberam explorar com eficiência.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

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O júbilo dos radicais se traduziu desde o começo da manhã de sexta-feira em exigências concretas. “A Liberdade venceu”, publicou no Twitter Marine Le Pen, presidenta da Frente Nacional francesa. “Como peço há anos, agora é preciso convocar um plebiscito na França e nos outros países da UE”.

O holandês Geert Wilders pediu a mesma coisa, o político de cabeleira oxigenada que lidera as pesquisas de seu país com um projeto político abertamente anti-imigração. “Queremos ser donos de nosso próprio país, de nosso dinheiro, nossas fronteiras e nossa política imigratória”, disse em um comunicado.

“Nós holandeses precisamos ter a oportunidade de expressar nossa opinião sobre nossa permanência na UE o quanto antes”, acrescentou agitando o fantasma do chamado Nexit, uma hipotética saída da Holanda do bloco comunitário que hoje se mostra mais possível do que nunca. Os dois países são membros fundadores da União.

Na Itália, Matteo Salvini, da Liga Norte, felicitou “os cidadãos livres” que não sucumbiram “à chantagem, às mentiras e às ameaças”.

Wilders é junto com Le Pen a grande referência dos partidos xenófobos bem-sucedidos na Europa continental e que mostram uma crescente coordenação e assertividade, conscientes de que o vento sopra a seu favor.

O Brexit é o grande suporte a seu ideal, cuja espinha dorsal é composta pela xenofobia, o recuo identitário, o binômio povo-elite e o protecionismo econômico. Ou seja, a recusa de tudo o que venha de fora de suas fronteiras, com as políticas europeias na cabeceira.

A crise econômica, os refugiados, o islã… vale tudo para transformar Bruxelas no perfeito bode expiatório. O Brexit é o ponto de inflexão que esperam há anos e agora acreditam que será o início do fim do projeto europeu. São respaldados por milhões de eleitores aborrecidos com a UE.

Os holandeses expressaram claramente sua ira no começo do ano, no plebiscito contra o acordo de associação da UE com a Ucrânia vencido por larga margem pelos contrários à União. Em 2005, os holandeses já refutaram o projeto de Constituição Europeia, depois rebaixado no formato do Tratado de Lisboa. “Se eu me tornar primeiro-ministro, ocorrerá um plebiscito para deixar a UE”. As eleições estão previstas para o começo de 2017 e Wilders arranca como franco favorito nas pesquisas. O boicote dos outros partidos prejudica, entretanto, suas possibilidades de Governo.

Seis dias antes do plebiscito, os críticos à UE realizaram uma reunião em Viena, batizada de “a primavera dos patriotas”. Era um respaldo aos partidários do Brexit, mas também para demonstrar seu crescente poderio pan-europeu como membros de um grupo na Eurocâmara, de onde destroem por dentro o projeto comunitário. Lá, Le Pen – que será o principal nome da Frente Nacional nas eleições presidenciais em 2017 – defendeu uma Europa por conta própria, que cumpra os desejos e exigência de cada país membro.

O líder da também bem-sucedida ultradireita austríaca, Heinz Christian Strache, enfatizou a democracia direta e a conveniência de se consultar a população sobre seu futuro, tal como os britânicos acabaram de fazer. Disse que a Suíça é seu modelo. Seu partido, o FPÖ, acaba de perder as eleições presidenciais por muito pouco e agora disputa o resultado nos tribunais. O cansaço dos austríacos com o bipartidarismo e a busca de uma identidade que acreditam que corre o risco de se diluir com a chegada de 90.000 asilados ao país, impulsionaram os radicais no país centro-europeu.

O timing do Brexit, como dizem os britânicos para se referir ao momento dos fatos, não poderia ser melhor para os populistas de direita. Sabem que o caldo de cultura é propício para seus interesses e acreditam que os partidos tradicionais e Bruxelas serão incapazes de reagir a tempo e de acordo com as regras. Sentem que seu momento chegou.
Ana Cabajosa/ElPaís