Netiflix: os códigos para encontrar filmes

Conheça os códigos secretos para descobrir filmes e séries que você nem sabia que estavam no Netflix

Por mais legal que seja a conveniência de serviços de streaming em vídeo, ela esbarra em uma série de problemas que às vezes nos fazem sentir saudade das velhas locadoras.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Além do catálogo, aparentemente grande, ser bem limitado (e vários títulos têm data para desparecer das prateleiras virtuais), é frustrante o tempo que se perde tentando escolher o que assistir nestes serviços.

A inteligência artificial que motoriza a exposição dos títulos na interface do Netflix, por exemplo, leva em consideração apenas equações que misturam o que acabamos de assistir, com o que acabou de ser lançado pelo serviço e o que as pessoas estão mais assistindo.

Ao trabalhar nosso gosto roboticamente, o serviço simplesmente ignora a possibilidade de sermos surpreendidos, criando bolhas de gêneros cinematográficos que parecem reduzir nosso horizonte a no máximo uma centena de filmes e séries.

O resultado é um loop interminável de playlists de vídeos que parecem as mesmas. Sempre tem o House of Cards, uns três documentários sobre o Steve Jobs, mil filmes com o Jason Stantham e algum brasileiro que se acha engraçado a ponto de se chamar de humorista. Fora o Adam Sandler.

Mas há muito além do catálogo do serviço que o algoritmo pode sugerir – e ele mesmo sabe disso. Tanto que criou códigos para categorias inteiras de filmes que nunca aparecem nas playlists da biblioteca dos caras.

Filmes africanos e asiáticos, cinema noir, pseudodocumentários, filmes de horror B, títulos de décadas passadas (desde os anos 30!), animações de ficção científica, comédias indie de teor político, musicais da Disney, produções sobre esporte…

Uma verdadeira mina de ouro cinematográfica pode ser descoberta dentro do Netflix a partir do conhecimento dos códigos de categorias que o serviço criou – listo-as (em inglês) logo abaixo.

Para acessar a estes conteúdos, no entanto, é preciso primeiro entrar no serviço através da web. Basta entrar no link www.netflix.com/browse/genre/ e incluir o número do gênero que você quer encontrar.

Por exemplo, o código para comédias de ação é 43040, assim para ter acesso aos filmes que estão cadastrados desta forma, basta entrarno endereço www.netflix.com/browse/genre/43040.

A senha de acesso para o site é a mesma que você utiliza para entrar no serviço através de sua TV.

Uma vez ali, basta você adicionar os filmes que quer ver para a fila de filmes que você quer assistir que quando você entrar no serviço normalmente os títulos estarão lá. E é aí que a inteligência artificial do serviço começará a explorar para além da bolha, oferecendo filmes que não estão entre os mais óbvios e que estão na cara de todo mundo.

Algumas categorias, no entanto, podem ter pouquíssimos filmes e, em alguns casos, nenhum. Isso acontece porque essa divisão de categorias é global mas o catálogo do serviço não é, variando de país para país. E o catálogo da versão brasileira do serviço é bem pequeno comparado com o da matriz norte-americana.

Mas vale muito fuçar essa lista. Há pérolas que muitos poderiam jurar que nunca encontrariam no serviço. Se encontrar algum legal ou inusitado, compartilhe nos comentários.

Action & Adventure (1365)

Asian Action Movies (77232)
Classic Action & Adventure (46576)
Action Comedies (43040)
Action Thrillers (43048)
Adventures (7442)
Comic Book and Superhero Movies (10118)
Westerns (7700)
Spy Action & Adventure (10702)
Crime Action & Adventure (9584)
Foreign Action & Adventure (11828)
Martial Arts Movies (8985)
Military Action & Adventure (2125)

Anime (7424)

Adult Animation (11881)
Anime Action (2653)
Anime Comedies (9302)
Anime Dramas (452)
Anime Features (3063)
Anime Sci-Fi (2729)
Anime Horror (10695)
Anime Fantasy (11146)
Anime Series (6721)

Children & Family Movies (783)

Movies for ages 0 to 2 (6796)
Movies for ages 2 to 4 (6218)
Movies for ages 5 to 7 (5455)
Movies for ages 8 to 10 (561)
Movies for ages 11 to 12 (6962)
Education for Kids (10659)
Disney (67673)
Movies based on children’s books (10056)
Family Features (51056)
TV Cartoons (11177)
Kids’ TV (27346)
Kids Music (52843)
Animal Tales (5507)

Classic Movies (31574)

Classic Comedies (31694)
Classic Dramas (29809)
Classic Sci-Fi & Fantasy (47147)
Classic Thrillers (46588)
Film Noir (7687)
Classic War Movies (48744)
Epics (52858)
Classic Foreign Movies (32473)
Silent Movies (53310)
Classic Westerns (47465)

Comedies (6548)

Dark Comedies (869)
Foreign Comedies (4426)
Late Night Comedies (1402)
Mockumentaries (26)
Political Comedies (2700)
Screwball Comedies (9702)
Sports Comedies (5286)
Stand-up Comedy (11559)
Teen Comedies (3519)
Satires (4922)
Romantic Comedies (5475)
Slapstick Comedies (10256)

Cult Movies (7627)

B-Horror Movies (8195)
Campy Movies (1252)
Cult Horror Movies (10944)
Cult Sci-Fi & Fantasy (4734)
Cult Comedies (9434)

Documentaries (6839)

Biographical Documentaries (3652)
Crime Documentaries (9875)
Foreign Documentaries (5161)
Historical Documentaries (5349)
Military Documentaries (4006)
Sports Documentaries (180)
Music & Concert Documentaries (90361)
Travel & Adventure Documentaries (1159)
Political Documentaries (7018)
Religious Documentaries (10005)
Science & Nature Documentaries (2595)
Social & Cultural Documentaries (3675)

Dramas (5763)

Biographical Dramas (3179)
Classic Dramas (29809)
Courtroom Dramas (528582748)
Crime Dramas (6889)
Dramas based on Books (4961)
Dramas based on real life (3653)
Tearjerkers (6384)
Foreign Dramas (2150)
Sports Dramas (7243)
Gay & Lesbian Dramas (500)
Independent Dramas (384)
Teen Dramas (9299)
Military Dramas (11)
Period Pieces (12123)
Political Dramas (6616)
Romantic Dramas (1255)
Showbiz Dramas (5012)
Social Issue Dramas (3947)

Faith & Spirituality (26835)

Faith & Spirituality Movies (52804)
Spiritual Documentaries (2760)
Kids Faith & Spirituality (751423)

Foreign Movies (7462)

Art House Movies (29764)
Foreign Action & Adventure (11828)
Classic Foreign Movies (32473)
Foreign Comedies (4426)
Foreign Documentaries (5161)
Foreign Dramas (2150)
Foreign Gay & Lesbian Movies (8243)
Foreign Horror Movies (8654)
Foreign Sci-Fi & Fantasy (6485)
Foreign Thrillers (10306)
Romantic Foreign Movies (7153)
African Movies (3761)
Australian Movies (5230)
Belgian Movies (262)
Korean Movies (5685)
Latin American Movies (1613)
Middle Eastern Movies (5875)
New Zealand Movies (63782)
Russian (11567)
Scandinavian Movies (9292)
Southeast Asian Movies (9196)
Spanish Movies (58741)
Greek Movies (61115)
German Movies (58886)
French Movies (58807)
Eastern European Movies (5254)
Dutch Movies (10606)
Irish Movies (58750)
Japanese Movies (10398)
Italian Movies (8221)
Indian Movies (10463)
Chinese Movies (3960)
British Movies (10757)

Gay & Lesbian Movies (5977)

Gay & Lesbian Comedies (7120)
Gay & Lesbian Dramas (500)
Romantic Gay & Lesbian Movies (3329)
Foreign Gay & Lesbian Movies (8243)
Gay & Lesbian Documentaries (4720)
Gay & Lesbian TV Shows (65263)

Horror Movies (8711)

B-Horror Movies (8195)
Creature Features (6895)
Cult Horror Movies (10944)
Deep Sea Horror Movies (45028)
Foreign Horror Movies (8654)
Horror Comedy (89585)
Monster Movies (947)
Slasher and Serial Killer Movies (8646)
Supernatural Horror Movies (42023)
Teen Screams (52147)
Vampire Horror Movies (75804)
Werewolf Horror Movies (75930)
Zombie Horror Movies (75405)
Satanic Stories (6998)

Independent Movies (7077)

Experimental Movies (11079)
Independent Action & Adventure (11804)
Independent Thrillers (3269)
Romantic Independent Movies (9916)
Independent Comedies (4195)
Independent Dramas (384)

Music (1701)

Kids Music (52843)
Country & Western/Folk (1105)
Jazz & Easy Listening (10271)
Latin Music (10741)
Urban & Dance Concerts (9472)
World Music Concerts (2856)
Rock & Pop Concerts (3278)

Musicals (13335)

Classic Musicals (32392)
Disney Musicals (59433)
Showbiz Musicals (13573)
Stage Musicals (55774)

Romantic Movies (8883)

Romantic Favorites (502675)
Quirky Romance (36103)
Romantic Independent Movies (9916)
Romantic Foreign Movies (7153)
Romantic Dramas (1255)
Steamy Romantic Movies (35800)
Classic Romantic Movies (31273)
Romantic Comedies (5475)

Sci-Fi & Fantasy (1492)

Action Sci-Fi & Fantasy (1568)
Alien Sci-Fi (3327)
Classic Sci-Fi & Fantasy (47147)
Cult Sci-Fi & Fantasy (4734)
Fantasy Movies (9744)
Sci-Fi Adventure (6926)
Sci-Fi Dramas (3916)
Sci-Fi Horror Movies (1694)
Sci-Fi Thrillers (11014)
Foreign Sci-Fi & Fantasy (6485)

Sports Movies (4370)

Sports Comedies (5286)
Sports Documentaries (180)
Sports Dramas (7243)
Baseball Movies (12339)
Football Movies (12803)
Boxing M10499ovies (12443)
Soccer Movies (12549)
Martial Arts, Boxing & Wrestling (6695)
Basketball Movies (12762)
Sports & Fitness (9327)

Thrillers (8933)

Action Thrillers (43048)
Classic Thrillers (46588)
Crime Thrillers (10499)
Foreign Thrillers (10306)
Independent Thrillers (3269)
Gangster Movies (31851)
Psychological Thrillers (5505)
Political Thrillers (10504)
Mysteries (9994)
Sci-Fi Thrillers (11014)
Spy Thrillers (9147)
Steamy Thrillers (972)
Supernatural Thrillers (11140)

TV Shows (83)

British TV Shows (52117)
Classic TV Shows (46553)
Crime TV Shows (26146)
Cult TV Shows (74652)
Food & Travel TV (72436)
Kids’ TV (27346)
Korean TV Shows (67879)
Miniseries (4814)
Military TV Shows (25804)
Science & Nature TV (52780)
TV Action & Adventure (10673)
TV Comedies (10375)
TV Documentaries (10105)
TV Dramas (11714)
TV Horror (83059)
TV Mysteries (4366)
TV Sci-Fi & Fantasy (1372)
Reality TV (9833)
Teen TV Shows (60951)

Spotify se pronuncia após polêmica de renúncia de sigilo bancário

Empresa esclarece que alterou seu nome nos termos de serviço, mas que nada além disso mudoulogotipo-do-spotify-na-parede

O Spotify, que oferece um popular aplicativo de transmissão de músicas via internet, se envolveu em uma polêmica com os seus assinantes nesta semana, após a atualização dos seus termos de serviço. Segundo o site B9, a empresa pede que o usuário do app concorde em renunciar seus direitos previstos nas leis de sigilo bancário.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Em nota a EXAME.com, o Spotify não comentou a questão do sigilo bancário, se limitando a dizer que o trecho não é novo e que as mudanças se referem somente ao nome da empresa, que agora consta somente como “Spotify”. A mudança unifica os termos de serviço do app em diversos países, exceto nos Estados Unidos.

Fora isso, a companhia ressalta o comprometimento com a privacidade dos usuários e diz que não houve alterações em relação às informações que os assinantes escolheram previamente compartilhar.

Nos termos de serviço, o trecho que iniciou a polêmica foi o seguinte:

“Concorda que, ao aceitar essa política de privacidade, onde for aplicável e na medida permitida pela lei aplicável, você renuncia expressamente aos seus direitos previstos nessas leis de sigilo bancário com referência ao Spotify, a qualquer empresa no grupo Spotify e quaisquer parceiros de negócios e prestadores de serviços confiáveis, que poderão estar localizados fora do seu país de residência.”

Com isso, conforme a lei aplicável no Brasil, o sigilo bancário poderia ser quebrado somente por ordem judicial. Ou seja, a cláusula dos termos de serviço do aplicativo não é válida.

O Spotify ressalta ainda que não há mudança tem relação com impostos e que qualquer arbitragem entre um usuário e a empresa será orientada pelas Regras de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional.

Atualização 15h30: O Spotify, por meio de sua assessoria de imprensa no Brasil, compartilhou o seguinte comunicado com EXAME.com após a publicação desta matéria:

Nossa Política de Privacidade e nossas disposições de pagamento e proteções de confidencialidade não mudaram em nenhum aspecto. As informações de pagamento do usuário são sempre confidenciais e nem mesmo armazenadas pelo Spotify, e são sempre gerenciadas por nosso parceiro de pagamento seguro. No caso de qualquer disputa legal, as leis brasileiras serão aplicadas.
Info/Exame

Desligue a TV e leia um livro

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Li num recente artigo do jornalista e escritor sueco Erik Wijk para uma publicação deste país nórdico, chamada Flamman, “Sobre a necessidade humana de simplificar” (tradução livre do sueco para o português de “Om ett mänskligt behov av att förenkla”), que estamos habituados a receber interpretações mastigadas.

Para Wijk, na crítica ao modo simplista de informar e receber informações, “não há necessidade de palavras extravagantes”, pois “a simplificação é pedagogia, eficaz e indispensável na propaganda”.
Relaciono isso ao modo alvinegro de comunicar, amplamente utilizado pela velha imprensa brasileira, concentrada nas mãos de poucas famílias, que molda aquela típica mentalidade em preto e branco do seu público e que está convicta de que isso já é mais do que o suficiente para que seja mantido o exército de analfabetos políticos. Exército este que baba ódio contra o desconhecido e transforma manchetes desta mesma imprensa/elite em teses de mestrado.
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A máquina de alienação, aqui carinhosamente chamada de PIG – Partido da Imprensa Golpista, sabe que o silêncio ou poucas palavras cumprem melhor o papel do “finjo que informo e você finge que é bem informado”. Para o PIG, o não informar é mais valioso, pois como diz o jornalista Fernando Brito: “a política sem polêmica é a arma das elites”.
Até mesmo o insuspeito ACM ratificou a existência desta estratégia quando certa vez afirmou que “Se o Jornal Nacional não deu, não aconteceu”. Graças a isso, figuras nefastas como José Serra, FHC e tantas outras blindadas pela imprensa/elite, ainda existem na vida pública brasileira e até falam sobre ética e deontologia.
Nesses tempos em que no Brasil a opinião sintética de qualquer subcelebridade ganha uma importância inversamente proporcional ao valor da mensagem proferida, o valor da leitura de livros ganha parâmetros jamais imaginados em outros tempos. Parece paradoxal que em tempos de internet, onde a produção diária de conteúdos informativos é maior do que toda a produção anterior ao surgimento desta rede, as pessoas estejam mais alienadas.
O êxito do PIG ao “gerar debates” com as frases que destilam ódio e preconceito, amplamente divulgadas e compartilhadas nas redes sociais, é justificado diante da necessidade de se criar uma cortina de fumaça que possa ser utilizada para encobrir os absurdos praticados na política e justiça do Brasil.
Ocorre que o simplificar não pode ser uma prática comum aos que devem, por obrigação, comunicar com isenção e imparcialidade. É preciso ampliar o leque de possibilidades para que toda e qualquer pessoa, nas diferentes classes sociais, possa desempenhar um papel superior àquele possível a um papagaio.
A ignorância política da maioria dos brasileiros ainda é usada como instrumento de manutenção de privilégios pela imprensa/elite, mas isso é arriscado para todos, inclusive para aqueles que vivem a surfar nas ondas do censo comum.
A estratégia da imprensa/elite de reduzir em manchetes a discussão que merecia ser ampla, inclusive aquelas em torno do papel da comunicação social na construção da sociedade, só não resistirá ao resgate da leitura de livros. Talvez os dois primeiros passos sejam desligar a TV e ler mais livros.
Se isso ainda soa como algo utópico, faço-o para tentar dizer aos robotizados que é necessário sair da caixa, pensar a partir das próprias percepções e até necessidades pessoais. “Não pense que a cabeça aguenta se você parar”, já nos disse o imortal Raúl Seixas.
Por WELLINGTON CALASANS – Via O Cafezinho

Redes Sociais: Os efeitos da saturação informativa na atual crise brasileira

Como qualquer um entre os quase cem milhões de brasileiros usuários de redes sociais, oscilo diariamente entre o desejo abandonar de vez o hábito de consultar o púlpito alheio virtual e o de reconectar-me a ele compulsivamente.

Saturação Informativa,Blog do Mesquita

Recentemente fui informado de que há rumores dando conta de que, entre a magnitude de adeptos das redes, poderia existir um remotíssimo e obscuro percentual de usuários que conseguiriam, nestes dias de turbulência política, passar infensos à esta bipolaridade.

Eu digo com tranquilidade que nunca vi essas pessoas nem na minha timeline nem no meu feed de notícias e isso, pelo menos no meu universo de observação, reforça a ideia de que, diante da atual crise política, todos sucumbiram ao delírio voluntário – ao próprio e ao alheio – ainda que por motivos e em graus diferentes.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Não obstante a possibilidade acima estar mesmo correta, o número de pessoas que não resiste à opção de abandonar o uso das redes sociais ou pelo menos suspendê-lo é cada vez maior, principalmente entre os mais jovens. E isto é tão mais real quanto se pense no Facebook, entre todas a mais usada das redes em todo o mundo.

Isso é o que aponta, por exemplo, recente reportagem da Folha de São Paulo, segundo a qual, para além do acirramento político, outros fenômenos parecem competir na ampliação do desinteresse juvenil, tais como a presença dos chamados “textões” e a repetição persistente de conteúdo.

Seriam fenômenos que estariam colaborando com o cenário de evasão. A reportagem dá conta de outras explicações também, de natureza mais psicológica, além de apontar a preferência crescente pelo uso de redes de conteúdo mais visual ou expresso, como o Instagram e o Snapchat.

A bem da verdade, esta parece ser uma tendência anterior aos eventos políticos mais recentes, mas que agora se acentua mais ou menos na mesma proporção em que evoluem as repercussões políticas e a subsequente histeria virtual. Não é muito difícil entender as motivações do abandono, uma vez que a temática política, pelo menos a realizada nos moldes tradicionais, é vista com grande desconfiança pelo público adolescente e jovem adulto.

Quem imaginar, entretanto, que no principal concorrente do Facebook a situação esteja diferente, pode estar muito enganado. No Twitter, veículo preferencial entre os adultos e o meio político, a pancadaria ideológica e a proliferação da agressividade têm sido predominante e até mesmo as redes baseadas em imagens, como o Instagram, têm sido tomadas de assalto pelos grandes “significantes” das redes: os memes. Para este caso, majoritariamente aqueles com motivos políticos.

Mais que a constatação tácita da reprodução massiva de memes e do irrefreável potencial discursivo das redes, interessa notar que o arsenal argumentativo individual costuma valer-se também de fontes externas ou, como querem os sociólogos, de discursos de autoridade ou “produtores de interesse”. Desta prática diária, constante, costumam desfilar regularmente no meu feed de notícias e no de qualquer pessoa com um mínimo de diversidade de conexões pessoais, fontes bastante heterogêneas.

São fontes que costumam ir desde veículos consagrados de imprensa, passando por fontes menos usuais, como blogues e até mesmo opiniões de intelectuais e artistas que emitem opiniões na rede. O festival de opiniões costuma ser farto e enlouquecedor, principalmente porque mixam-se nele as opiniões mais ou menos elaboradas das próprias pessoas.

Embora presentemente exista uma polarização evidente entre o que se poderia chamar de “governismo” e “oposição”, o leque de nuances no campo das opiniões é muito maior do que essa divisão oferece.

A “opinião formada” das redes costuma partir da reprodução comentada de crenças políticas consolidadas e fontes identificadas com meios formais, partidos políticos ou movimentos organizados, enquanto que o dissenso é essencialmente anárquico. É natural: há quem diga, por exemplo, que não existiria Facebook sem o “compartilhar” nem o Twitter sem o “retweet”.

Ainda assim, é nesse caldeirão de ideias emprestadas e opiniões desencontradas que vem ganhando cada vez mais forma uma visão multifacetada, ou rashomônica, da realidade e da história presente.

Porém, assim como no célebre conto de Akutagawa ou mesmo no filme de Akira Kurosawa, é necessário ao espectador antever na narrativa de cada um que deseja oferecer sua versão dos fatos, uma forma peculiar de dizer a verdade e, ao mesmo tempo, de deliberadamente falseá-la.

“Dentro de um bosque” (Yabu no Naka), o conto que deu origem ao Rashomon de Kurosawa, resume-se na história de um assassinato mal explicado que é debatido através de uma sucessão de flashbacks dos personagens, que acabam desmontando-se e remontando-se consecutivamente, como se num puzzle interminável.

Trata-se de uma narrativa que evoca as escassas possibilidades de buscar-se a verdade dos fatos, a verdade filosófica, a partir de relatos de pessoas diretamente interessadas, mas que também não se furta a investigar e esclarecer o caráter que move as decisões humanas.

Evidentemente ninguém espera atualmente encontrar a natureza humana vagando entre os memes das redes sociais e suas opiniões cabais, mas, olhando bem, como naquele templo, as “armas” empunhadas para muitos dos debates acalorados de agora às vezes também parecem, aos olhos de quem quer que seja, feitas de pura mentira e invencionice, ao invés do aço desejável dos samurais.

Por isso há tantos que consideram que os debates virtuais são “falsos debates” e deles procurem se afastar como o diabo foge da cruz. É um comportamento a que, lógico, ninguém cabe recusar, mas sobre o qual podem recair dúvidas e para o qual alguns questionamentos tornam-se possíveis.

Talvez bem mais simples fosse adotar a interpretação do recém falecido Umberto Eco, que afirmou no recebimento de uma de suas últimas condecorações que as “mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade. Diziam imediatamente a eles para calar a boca, enquanto agora eles têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel”.

Mais simples, menos sério e possivelmente mais sem graça. Afinal, o atrativo dos debates online reside no mais das vezes na possibilidade de sublimação dos conflitos reais e no fornecimento de um simulacro de um embate real já que, pelo menos até prova em contrário, a vida se dá do lado de fora da tela e não no de dentro.Todavia os efeitos, mesmo que num campo simbólico, são reais, dizem respeito às pessoas e suas formas de expressão e comunicação.

A teoria das Bolhas Ideológicas

Possivelmente, em sua declaração, Eco tenha acertado mais do que previra inicialmente, mas sem perceber que as mídias sociais não deixam mesmo de ser uma espécie de “bar’ em que misturam-se professores e alunos, patrões e empregados, cada qual na sua esfera de interferência, mas igualmente visibilizados e visíveis.

Se a teoria da “bolhas ideológicas” e do encapsulamento de zonas de interesse nas redes sociais é real e perceptível, também é real a sua condição de transparência e publicidade e a preponderância da colaboração individual em sua formação. Isso significa que, a menos entre pessoas muito desavisadas, todos sabem muito bem que estão sendo vistos e justamente a exposição é que é buscada, jamais o contrário.

Muitas pessoas se queixam, nas próprias redes sociais, de uma excessiva bipolaridade no campo político e, desde os movimentos de junho de 2013 e das últimas eleições presidenciais, contatos (ou “amigos”) exigem-se condutas e posicionamentos. A isenção é tolerada, mas também mal vista nas redes sociais.

Muito mais que uma divisão entre “governistas” e “oposição”, ricos ou pobres, brancos ou pretos, homens ou mulheres, a aposta na dicotomia de opiniões muitas vezes é um artifício pelo qual os indivíduos angariam aprovação dos demais, mas a cisão de opiniões políticas, diferentemente da opinião esportiva ou religiosa, implica sempre num jogo de confiança e desconfiança.

Racionalmente, se diante de um caso crítico, por exemplo envolvendo crimes penais ou administrativos, uma pessoa não é capaz de posicionar-se claramente, é muito difícil para ela conseguir sustentar uma imagem de isenção dali em diante.

Erving Goffman, sociólogo canadense falecido em 1982 e que nunca estudou as redes sociais, matou esta charada 70 anos atrás, quando publicou, em 1959, o seu A representação do eu na vida cotidiana. Para ele, a projeção que uma pessoa faz ao atrelar-se a um grupo social identificado sob uma opinião predominante, mesmo que obsequiosamente, resume para aquele momento em toda a sua identidade individual.

“Devemos carregar no nosso íntimo algo da doce culpa dos conspiradores(*)”, ele diz. É possível que tenhamos mesmo este dever, mas no caso das redes sociais, onde as identidades são essencialmente flutuantes, quantos estão mesmo dispostos a assumir e mostrar tudo o que isso envolve? A mim parece que uma minoria. Mas há quem pareça procurar assentar-se na credibilidade, e talvez daí surjam referências interessantes, dado o cenário já inocultável de desmoronamento de referências históricas e abundantes fontes de aluguel.

Não é de estranhar que as redes sociais refletissem de alguma maneira esse aspecto da natureza humana, além de outros, afinal o entendimento humano é certamente tão antigo quando o desentendimento. Ainda assim, é melancólico contatar que um sistema de comunicação propicie tantos desencontros de opinião, se bem que, de outra forma, seriam apenas não sabidos.

No meu feed de notícias e na minha timeline, por exemplo, a cada episódio ou cartada política da atual crise política brasileira, desfilam dezenas de conversas diretas e indiretas dando conta da faxina de “amigos”. São pessoas que se orgulham de escavar até mesmo em conversas (sic) e postagens pregressas nas redes razões para desfazer amizades, relacionamentos e, às vezes, até eliminar graus de parentesco, num espetáculo dissociativo.

De minha parte, prefiro acreditar que essas relações já não existiam e que aquele nome na lista de dezenas, centenas ou milhares de nomes já não representava praticamente nada ou muito pouco, do ponto de vista individual, e que o reconhecimento moral e afetivo entre as pessoas já se encontrava rompido, embora ali polidamente conservados. Se for isso mesmo, menos pior, porque aproximações e distanciamentos são absolutamente verdadeiros na vida real. Por que na virtual não seriam?

Há que se acostumar com esse aspecto da vida virtual também. Só do que eu não duvido é que nem mesmo em casos de mútuo afastamento as pessoas forneçam a mesma explicação, isso também rashomonicamente. Já a hermenêutica rashomônica seria o outro lado desta mesmo moeda, só que margeando as fronteiras opostas das possibilidades comunicativas na época da virtualização, que dizem respeito à compreensão de cada um a partir da leitura e sua interpretação.

Guimarães Rosa, provavelmente um leitor de Akutagawa, em seus contos eventualmente lançava algumas sentenças (às vezes eram certezas) estonteantes. Há poucos dias procurei reler, quando a Editora Nova Fronteira relançou, ente outras obras as suas “Estas histórias” e ali, naquele “Bicho mau”, conto sobre uma cascavel e seis lavradores, muito antes das redes sociais, da internet, da televisão e até da luz elétrica, ao invés de amarrar forçosamente um ser humano no outro, ele explicava as forças dissociativas com a simplicidade devastadora tão comum em sua ficção: “Natureza das pessoas é caminho ocultado, no estudo de se desentender.” Não fica muito melhor explicado?

(*) “Uma vez que todos nós participamos de equipes, devemos carregar no nosso íntimo algo da doce culpa dos conspiradores. E desde que cada equipe está empenhada em manter a estabilidade de algumas definições da situação, escondendo ou depreciando certos fatos a fim de consegui-lo, pode-se esperar que o ator continue vivendo sua carreira de conspirador com certa dissimulação.”

GOFFMAN, Erving. A representação do eu na vida cotidiana. 19ª ed. Petrópolis: Vozes, 2013. p. 11

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Lucio Carvalho é autor de Inclusão em Pauta (Ed. do Autor/KDP), A Aposta (Ed. Movimento) e do blog Em Meia Palavra . Editor da Inclusive – Inclusão e Cidadania .

Empresas de TV paga preparam guerra contra Netflix

Netflix,Cinema,Televisão,Tecnologia,Blog do MesquitaO sucesso da Netflix no Brasil parece incomodar as operadoras de TV por assinatura que atuam no país. Uma reportagem do UOL informa que as empresas, que perderam quase 1 milhão de assinantes desde 2014, estudam formas de atacar a operadora virtual – que, por outro lado, não para de ganhar adeptos.

Na tentativa de frear o crescimento da rival, as empresas estariam unidas em um “megalobby” em Brasília que tem quatro objetivos, sendo o primeiro deles fazer com que a Ancine cobre da Netflix o pagamento da Condecine – uma taxa que gira em torno de R$ 3 mil por cada filme disponibilizado.

Além disso, as empresas querem que os Estados passem a cobrar ICMS das assinaturas, o que encareceria a mensalidade da Netflix; e pensam em formas de sobretaxar internautas (ou a Netflix) que usam a rede para acessar a locadora, sob a justificativa de que o streaming consome muita banda larga – essa é uma das ideias mais frágeis, porque o próprio Marco Civil da Internet pode ser usado para contrapô-la.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Mas há uma frente mais séria que é fazer o Governo obrigar a Netflix a ter pelo menos 20% de conteúdo nacional dentro do seu catálogo.

Acontece que a maior fornecedora do Brasil é o Grupo Globo que, segundo o UOL, se recusa a fechar parcerias com a Netflix, assim como a Band.

A empresa teria de correr atrás de emissoras como SBT e Record, porque as produtoras menores que aceitassem se unir à Netflix poderiam ser boicotadas por canais da Globo – são mais de 35 na TV paga.

O UOL destaca ainda que, caso os 20% passem de fato a valer, a quantidade de material internacional tende a diminuir.

De acordo com a reportagem, em dezembro de 2014 havia quase 20 milhões de assinantes de TV por assinatura no Brasil, mas o número caiu para quase 19 milhões em dezembro passado. Os pacotes custam entre R$ 70 e mais de R$ 300, enquanto.
Leonardo Pereira/Olhar Digital

E a internet vai matando a TV…

Ao partir do Brasil, nos últimos dias, Chad Hurley, um dos pais do YouTube, deixou para trás um mantra estabelecido: a internet vai matar a TV. Uma pesquisa britânica indica uma das maneiras de como isso acontece.

A empresa de monitoramento de web Big Champagne mostrou num festival de televisão em Edimburgo que 55 milhões de pessoas no mundo   já baixaram em seus computadores a série Heroes, sem nem querer saber de copyright.

51 milhões fizeram download de Lost.  E a lista vai longe, com a série lanterninha, Smallville, em décimo lugar, com 19 milhões.  A estimativa da Big Champagne é que o número de frequentadores de sites de  torrents dobrou no último ano.

E ainda reclamam das redes de TV que colocam os seriados em seus próprios sites, numa tentativa de capturar a atenção dos internautas pelo menos ali…

Para ver  a lista completa dos campeões de download não autorizados, vá direto à fonte: o Daily Telegraph.


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Tecnologia – Memória

Computador TK85 – USA – 1980

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TV Kuba Komet – Alemanha 1960
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TV Keracolor Sphere – Inglaterra 1960Objetos,Tecnologia,Computadores,TV Keracolor Sphere

TV Crosleys – Inglaterra 1948Objetos,Tecnologia,Computadores,TV Crosleys 1948

TV GE – USA 1948Objetos,Tecnologia,Computadores,TV GE 1948

TV Falkirk – Inglaterra 1926Objetos,Tecnologia,Computadores,TV Falkirk 1926


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Internet e audiência da TV

Midia manipulação Audiência Internet  Blog do MesquitaInternet provoca queda de audiência na TV.

Não é a toa que até o “Cançastico” anuncia no encerramento do programa, que mais atrações, como “chats” prosseguem na Internet.

A mesma estratégia os noticiosos globais utilizam, guiando o espectador para o portal G1.

Com a tecnologia 3G/4G e as redes WiMax, a internet também vem em socorro dos que estão presos nos monumentais engarrafamentos.

Cada vez mais as televisões deslocam o foco para seu portais na Web e/ou procuram redirecionar os espectadores para a Internet.


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