Eleições 2010: Serra e as pesquisas

Do implacável Tutty Vasquez, no Estadão:

Marcha à ré

O mais desconfortável para José Serra nas pesquisas que apontam a aproximação de Dilma Rousseff é a perspectiva de ser ultrapassado por um poste.

Nem Rubinho Barrichello passou pela experiência!

Bolívia, falta de oxigênio e Galvão Bueno

Na coluna do impagável Tutty Vasquez:

“Se o ar é rarefeito na Bolívia, porque o Galvão não parou de falar um só instante durante a transmissão de Brasil e Bolívia? Ele não respira? Ele não precisa de oxigênio para falar? Ele é anaeróbio? Ou, de uma forma mais direta, ele não perde o fôlego?

Não sei se foi impressão minha, mas parece que o Galvão estava com o oxigênio todo no domingo!”

Retrospectiva de 2008

Pra não dizer que este blog também não comete as mesmices anuais, na elaboração das inúmeras listas disso ou daquilo, dos melhores e piores, etc…, reproduzo a lista do impagável Tutty Vasquez.

A seguir, tudo que você não vai encontrar nas retrospectivas 2008, mas nem por isso deve esquecer. O ano nunca é só um rosário de lambanças, atos de heroísmo, catástrofes, micos e milagres cabíveis numa seleção tradicional de acontecimentos. Vai aqui nova tentativa de não deixar varrer pra baixo do noticiário o tanto de bobagens que a imprensa cria e, depois, finge ignorar em seus retrospectos. Sorria, nada disso teve – ou tem – a menor importância!

Logo na primeira reunião ministerial de 2008 Lula comparou o encontro à Santa Ceia.

Choveu água viva no litoral de São Paulo.

Entrou em vigor o rodízio de más notícias entre Britney Spears e Amy Winehouse.

José Dirceu implantou 6.710 fios de cabelo sobre a testa.

Houve casos de overdose com vacina contra febre amarela.

Não rolou nada entre Hugo Chávez e Naomi Campbell.

O Brasil foi apresentado a Edson Lobão Filho, o Edinho.

Ivete Sangalo acionou o ‘circuit breaker’ do namorado sérvio.

Nem o Bono Vox apareceu no Fórum Econômico de Davos, na Suíça.

Bateram a carteira de Eduardo Suplicy na missa de aniversário de São Paulo.

David Beckham se sentiu em casa no Rio Grande do Norte.

Caetano Veloso enfaixou o pé.

Lembra da ministra Matilde Ribeiro? Esquece!

Obama encostou em Hillary no caucus de Nebraska.

Galvão Bueno mudou-se para Mônaco.

O reitor Timothy Mulholland sifu.

Ultra-sonografia localizou ponto G.

Começou o recall de presidente em Cuba.

Clodovil andou sumido até da Clínica Santé.

Bob Dylan não cantou ‘Blowin’in the wind’ em SP.

FHC assinou o prefácio da autobiografia de Henry Sobel.

Nenhuma cidade brasileira conseguiu copiar Bogotá.

Condoleezza Rice foi à Bahia

O divórcio de Paul McCartney lhe custou 844 euros por hora de relacionamento.

Roberto Justus lançou um disco cantando em inglês.

Lembra de Andréia Schwartz, a cafetina capixaba que dedurou o governador de NY?

Hillary Clinton se comparou a Rocky Balboa.

Ziraldo foi anistiado.

Rod Stewart ficou a cara do Fábio Jr. após cirurgia plástica.

Faustão chamou a obra de Cazuza de “profícua”.

Ana Carolina ficou a fim de homem.

E o Roberto Cabrini, hein?!

Romário disse que já fez sexo no avião da Seleção.

Fernando Lugo pediu a Lula revanche da Guerra do Paraguai.

O governador Cid Gomes foi uma mãe pra sua sobra.

Agnaldo Silva e o MC Créu brigaram com a Mulher melancia.

José Serra inaugurou hospital no Piauí.

Paulo Coelho contou em sua biografia que fez sexo com uma namoradinha na frente de uma tia muda e paralítica da garota.

Lembra do dossiê FHC que vazou da Casa Civil?

Roubaram as jóias de Hebe Camargo.

Carlos Minc praticamente salvou o colete de extinção.

O MP denunciou o travesti Adréia Albertini por extorsão a Ronaldo Fenômeno.

Carla Bruni contou nos dedos de uma das mãos: “Nicolas Sarkozy tem cinco ou seis cérebros”.

Fidel Castro e Caetano Veloso brigaram por causa de Guantánamo.

Luiza Brunet voltou a bater um bolão.

A primeira-dama Marisa Letícia caiu da cama.

Bill Gates deu uma sapatada na Microsoft.

Adriane Galisteu tirou férias do ócio.

Celso Pitta de pijama ficou ainda mais parecido com Paulo Silvino.

A moqueca de pingüim foi um must em Salvador.

Os 90 anos de Nelson Mandela foram como os 50 da Bossa Nova e os 100 da imigração japonesa: uma festa atrás da outra.

O Zimbábue lançou a nota de 100 bilhões de dólares.

Xuxa e a Sasha assumiram a guarda compartilhada do Luciano Szafir.

A máquina de Big Bang enguiçou.

José Saramago abriu um blog.

O JP Morgan não mediu o risco EUA.

Sandy deixou para Daniele Hypólito o posto de virgem do Brasil.

Adriana Calcanhoto lançou livro que escreveu durante surto psicótico.

Zeca Pagodinho viu um disco voador na varanda de sua casa.

Poupança de Cássia Kiss virou gergelim na Bovespa.

Ingrid Betancourt perdeu o Prêmio Nobel da Paz na disputa de pênaltis.

Gordon Brown foi comparado a Flash Gordon.

Ringo Starr mandou fechar seu fã clube.

A Bienal do Vazio fez de uma pichadora mártir do nada.

Luana Piovani e Dado Dolabella foram indicados para o Oscar de Evasão de Privacidade.

Batman fugiu de Bangu 8.

Saiu o passaporte italiano de Gilberto Gil.

Gilberto Kassab voltou a falar em demolir o Minhocão.

Ninguém entendeu nada do último filme do 007.

A barrinha de cereal sumiu do cardápio de bordo da Gol.

Patrícia Pillar reinventou a maldade.

A Bahia ganhou TV digital de alta definição.

A mudança, enfim, chegou.

Texto publicado na coluna Ambulatório da Notícia do caderno Aliás do ‘Estadão‘.

Nepotismo no Congresso

Do impagável Tutty Vasquez, uma hilária receita para que suas (deles) ex-celências burlem – atividade na qual são mestres – as regras do jogo.

O Estado de São Paulo

Duro golpe na família

“Troca-se mãe em bom estado de conservação por dois sobrinhos e uma nora ou qualquer outro parente de terceiro grau em número máximo de quatro. Cargos de confiança. Tratar no plenário do Senado.”

Justamente para impedir a prática desse tipo de negócio nos (des)classificados do Congresso, o STF incluiu a chamada “nomeação cruzada” na súmula que proíbe o nepotismo nos 3 Poderes da República. Isso quer dizer o seguinte: genro, até o dos outros, agora é parente em Brasília.

Para burlar a lei, só mesmo se o político mantiver a família na clandestinidade desde a sua estréia na propaganda eleitoral gratuita: “Solteiro, filho único, sem pai nem mãe, peço seu voto!”

Quem depois duvidar de algum assessor com o mesmo tique nervoso ou ligeiro estrabismo peculiar poderá pedir exame de DNA ao Conselho de Ética da casa.