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Suíços ligaram Paulo Preto ao PCC quando revelaram contas secretas ao Brasil

Pode ter sido um erro de análise dos suíços, segundo investigadores da Lava Jato responsáveis pela prisão do homem apontado como operador de propinas do PSDB.Paulo Preto,Corrupção,Rodoanel,PSDB,Alckmin,Serra,Aloysio Nunes Ferreira,Tucanoduto,Blog do MesquitaPaulo Vieira da Silva, o Paulo Preto, apontado como operador de propinas do PSDB.
José Cruz / Agência Brasil

A revelação de quatro contas secretas atribuídas ao ex-presidente da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi feita por autoridades suíças em uma comunicação espontânea ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça, em Brasília.

Paulo Preto é apontado como operador de propinas do PSDB e, segundo os investigadores da Lava Jato, ele manteve um bunker com mais de R$ 100 milhões para esconder dinheiro pago pelas empreiteiras com contratos com os governos tucanos de São Paulo.

Datado de 17 de agosto de 2017, o ofício de cinco páginas, assinado pela procuradora suíça Graziella de Falco Haldeman, trazia os dados de quatro contas numeradas no banco Border & CIE, com sede em Genebra, em nome da offshore Groupe Nantes cujo controlador seria Paulo Preto. Na ocasião, as contas tinham 35 milhões de francos suíços (R$ 130 milhões, pelo câmbio de hoje), que foram bloqueados.

Reprodução

No ofício, a procuradora Haldeman lista informações que tornariam Paulo Preto, ex-dirigente de estatal, uma pessoa politicamente exposta, exemplificando com as suspeitas de desvios no Rodoanel e recebimento de propina da Camargo Corrêa, que foram alvo da operação da Castelo de Areia (que foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça).

Mas, em seguida, a procuradora suíça afirma que Paulo Vieira de Souza teria pago a pessoas vinculadas ao PCC. Diz o trecho: “Verifica-se igualmente que Paulo Vieira de Souza teria pago comissões ocultas a pessoas vinculadas com uma organização chamada
‘Primeiro Comando da Capital’.”

Aqui trecho da tradução juramentada para o ofício da procuradora suíça.

O ofício foi repassado à Procuradoria Geral da República e, de lá, a procuradores de São Paulo e do Paraná – no caso destes últimos, dando origem à fase deflagrada hoje da Lava Jato, que levou Paulo Preto para a cadeia.

A suposta ligação de Paulo Preto com o PCC provavelmente pode ter sido um erro dos analistas suíços que instruíram a procuradora, de acordo com investigadores da Lava Jato que falaram ao BuzzFeed News na tarde desta terça (19).

Fontes em Brasília e Curitiba disseram que não havia elementos concretos ou qualquer indício de ligação entre o operador de propinas do PSDB e a facção criminosa que domina os presídios de São Paulo e de vários Estados brasileiros.

“A organização criminosa dele é outra”, disse, com ironia, um investigador ao BuzzFeed News.

O BuzzFeed News ainda não conseguiu contato com a defesa de Paulo Vieira. Assim que isso acontecer, este post será atualizado.

Mensalão do PSDB: Joaquim Barbosa tem pressa em julgar

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Ministro Luís Roberto Barroso está pronto para levar a plenário seu voto no caso de suspeita de caixa 2 do PSDB em Minas.

Aprimeira etapa será se o processo continua no Supremo, já que o pivô do escândalo, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), acusado de peculato e lavagem de dinheiro, renunciou ao mandato de deputado federal; em meio a acusações de condução tendenciosa da AP 470, presidente do STF quer marcar logo julgamento para evitar mais suspeitas de adotar dois pesos e duas medidas.

 Em meio a acusações de condução tendenciosa do julgamento da AP 470, que terminou na prisão de dirigentes petistas, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, quer colocar logo o mensalão tucano na pauta da Corte.Segundo Vera Magalhães, do Painel, o ministro Luís Roberto Barroso já está em condições de levar a plenário seu voto no caso de suspeita de caixa 2 do PSDB em Minas Gerais, em 1998.A primeira etapa a ser discutida será se o processo continua no Supremo, já que o pivô do escândalo, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), acusado de peculato e lavagem de dinheiro, renunciou ao mandato de deputado federal.

Cabe a Barbosa marcar a data do julgamento, o que deve ocorrer a partir de semana que vem.

Mesmo com o processo sobre as perdas dos planos econômicos das décadas de 80 e 90, ele não quer postergar a análise do caso.

Quer evitar mais acusações de que trata o mensalão tucano e petista com dois pesos e duas medidas.
Fonte:Brasil247


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Mensalão do PSDB: Azeredo sai pelos fundos

Eduardo Azeredo Marcos Valério Clesio Andrade Blog do MesquitaAzeredo se retira de cena pela porta dos fundos

Diante do pedido de 22 anos de cadeia formulado pela Procuradoria-Geral da República, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) prometera defender-se da tribuna da Câmara. Não falou.
Convertido numa condenação esperando para acontecer, ele mandou dizer que resolveu renunciar ao mandato de deputado federal.
Faltando-lhe os argumentos e a presença de espírito, tenta conseguir a ausência de corpo.

Azeredo nem veio a Brasília.

O filho foi o portador da carta.

Um correligionário tucano cuidará de comunicar ao plenário.

Suprema ironia: os mensaleiros petistas José Genoino e João Paulo Cunha renunciaram para fugir à cassação do mandato.

Azeredo renuncia em fase anterior para escapar da própria condenação do STF.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Com os dedos na guilhotina, salva antes os anéis.

Azeredo vê a cúpula do ex-PT no presídio da Papuda e já não pode dizer “dessa água não beberei”.

Então, ele tenta ferver antes.

Entrega o mandato para forçar o Supremo a devolver o seu processo à primeira instância do Judiciário, em Minas Gerais.

Apostando na infinidade de recursos que a legislação brasileira é capaz de prover, o ex-governador mineiro, ex-presidente do PSDB e ex-senador da República já não ambiciona a absolvição.

Ele deseja agora a prescrição.

Tomado pela coreografia, Azeredo se retira de cena pela porta dos fundos.

Arte/UOL
Blog Josias de Souza

Menslão do PSDB: prescrição à vista?

Justiça Blog Lei e OrdemSTF já tem provas para condenar, Azeredo, Clesio e Mares Guia

Sempre que questionado a respeito do Mensalão Mineiro do PSDB, o ministro Joaquim Barbosa informa apenas que ainda faltam algumas provas.
Novojornal teve acesso ao inquérito nº 2280 que apurou os crimes praticados por Eduardo Azeredo, Walfrido dos Mares Guia e Clesio Andrade, denunciados pelo Procurador Geral da República, perante o Supremo Tribunal Federal.
As provas são contundentes e inquestionáveis, afirma um procurador da República de Minas Gerais, que acompanhou todas as investigações. Concluindo afirmou:
Ao contrário do que alegam alguns críticos do processo do Mensalão do PT, nestes autos existem provas documentais do crime de caixa dois e desvio de dinheiro público, praticados pelo candidato ao Governo de Minas pelo PSDB.Ao folhear os 50 volumes do inquérito verifica-se que o procurador tem razão.

Assusta a quantidade de provas colhidas no inquérito fundamentadas em documentos e perícias, confirmadas através de depoimentos dos envolvidos.

O documento mais guardado encontra-se no volume distribuído posteriormente por dependência pelo então Procurado Geral da República, Antonio Fernando de Souza, contendo a declaração de próprio punho da tesoureira da campanha de Eduardo Azeredo, Vera Lucia Mourão de Carvalho Veloso, relatando como operou o esquema criminoso montado, acompanhado das prestações de contas.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O famoso manuscrito de Mares Guia descrevendo as fontes e destinação dos recursos arrecadados, que até agora havia sido divulgado apenas em parte, encontra-se na íntegra.

Provas e documentos constantes neste volume do inquérito esclarecem o motivo do desinteresse da grande imprensa em não noticiar o Mensalão Tucano. Em diversos relatórios constam os jornalistas e os principais veículos nacionais e regionais que foram beneficiados com quantia milionária pelo esquema.

A documentação foi encaminhada pela Procuradoria da República de Minas Gerais ao Procurador Geral da República que a remeteu ao Ministro Joaquim Barbosa. Desde então, segundo fontes do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal vinha tentando ouvir Vera Mourão. Embora não confirmado pela mesma fonte, a versão existente é que a mesma teria sido ouvida e seu depoimento desmonta o PSDB mineiro e nacional.

Não por outro motivo que o atual deputado federal Eduardo Azeredo tem mandado recado pela imprensa para alta direção do PSDB, avisando que o esquema montado por ele de arrecadação e operação através do caixa dois apurada no inquérito financiou além de sua campanha a de outros figurões do PSDB, dentre eles a de Fernando Henrique Cardoso a presidência da República em 1998.

A mesma fonte do Supremo informa que ao contrário do que vem sendo divulgado, até o final do ano o Ministro Joaquim Barbosa apresentará seu parecer, tomando em relação ao Mensalão do PSDB a mesma linha adotada no julgamento do Mensalão do PT.

Documentos que fundamentam a matéria, constantes do inquérito 2280 que apura o Mensalão Mineiro do PSDB, que tramita no Supremo Tribunal Federal- STF, contendo a declaração de Vera Mourão, sua prestação de contas e a íntegra do planejamento financeiro feito por Walrido dos Mares Guia. => Aqui

Publicado por Novo Jornal

Rosegate: Líder tucano quer convocar Lula para depor na Câmara dos Deputados

Está tudo dominado. Acho impossível que alguém comprometa o Lula com alguma coisa.

A turma dos malfeitos cotidianos do PT, e associados, parece posta em sossego e acima de temores. A corrupção passou do meliante ladrão de galinha para ícone da “nomenklatura” que tomou de assalto o Estado Brasileiro.

Contudo, para ser coerente, o deputado deve convoca o José Serra para dar explicação sobre a privataria tucana, e FHC pra responder sobre a compra de deputados por 200 mil cada pra mudar a constituição e aprovar sua reeleição. Sem esquecer o ex-senador Azeredo, pai e mentor de todos os Valérios e mensalões.

Ps. Chamar todos da lista de Furnas para se explicar também seria bem vindo à moralidade nacional.

José Mesquita – Editor 


LÍDER TUCANO QUER CONVOCAR LULA

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Vice-líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio apresenta nesta terça-feira requerimento para a convocação do ex-presidente Lula e do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Ele quer explicações sobre o esquema investigado pela operação Porto Seguro, da PF. No Senado, base do governo bloqueou convocação da ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo Rosemary Noronha

Enquanto a presidente Dilma Rousseff tenta conter os estragos causados pela operação Porto Seguro, da Polícia Federal, à imagem de seu governo, a oposição já vai mirando no ex-presidente Lula. Deputados federais do PSDB apresentam nesta terça-feira requerimento para a convocação de Lula e do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Eles querem explicações sobre denúncias de corrupção reveladas pela operação.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Por precaução, o partido estuda apresentar a mesma requisição de convite para Lula e Adams na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional. “Não acho que o grande problema seja o fato de Rosemary ter sido indicada por Lula. A chave é compreendermos porque ela, nos últimos meses, conversou por telefone mais de 100 vezes com um ex-presidente, alguém com quem não tinha mais vínculos profissionais. É por isso que Lula deve esclarecimentos à sociedade”, defende o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), vice-líder do partido na Câmara.

Sampaio disse ainda que Lula precisa explicar a indicação do diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Rodrigues Vieira, apontado pelas investigações da PF como chefe do suposto esquema de corrupção. O deputado destacou também o requerimento que vai pedir a presença de Adams na Casa. Segundo o tucano, advogado-geral da União bancou a escolha do seu “número dois”, José Weber Holanda Alves, mesmo após rejeição da Casa Civil da Presidência da República.

Weber está entre os indiciados como consequência da Operação Porto Seguro. “A AGU deve satisfações à Câmara. Indicou alguém que foi rejeitado pela Casa Civil, ele insistiu na nomeação de alguém que agora está envolvido no esquema de corrupção”, defende Sampaio. “Os últimos fatos são graves, trazem o envolvimento indireto de altas figuras do Poder Executivo, envolve também de forma indireta o ex-presidente Lula e explicações precisam ser dadas na Câmara. Cabe à Câmara, além de legislar, fiscalizar os atos do Executivo”, diz.

Senado

Líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias reclamou nesta terça-feira de obstrução da base do governo para a convocação de alguns dos envolvidos no esquema investigado pela PF. O senador tucano apresentou requerimentos na Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle, mas diz que as lideranças governistas aceitaram apenas o comparecimento dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, em provável audiência conjunta das comissões de Constituição e Justiça, Infraestrutura e Meio Ambiente.

Outros que também devem ser ouvidos em audiência pública por lá são os diretores da Agência Nacional de Águas (ANA) Vicente Guillo e da Agência Nacional de Aviação Civil Marcelo Guaranys. Foram bloqueados, contudo, os requerimentos do senador para a convocação da ex-chefe de Gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha, do ex-auditor do Tribunal de Contas da União em São Paulo, Cyonil da Cunha Borges (que delatou o escândalo à PF) e o diretor da ANA Paulo Rodrigues Vieira.
blog Brasil247 

Mensalão do PSDB julgará o STF

A mesma mídia que anunciava até há pouco que o STF seria “julgado pela opinião pública” de acordo com o que deliberasse sobre o “mensalão do PT”, agora que a maioria daquela Corte está decidindo como jornais, revistas e televisões querem estes parecem cada vez menos interessados em julgar os julgadores, com as exceções que todos conhecem.

O mesmo Supremo que está produzindo manchetes triunfantes sobre a condenação de “mensaleiros” é a Corte em que processos contra políticos sempre terminaram em absolvição. O rigor que se vê agora, portanto, é novidade que desperta uma questão crucial: será usado como regra, a partir de agora?

Muita coisa vai chegar ao Supremo no futuro próximo. Muita coisa sobre a qual a mídia não fala porque envolve uma oposição à qual se aliou. Nesse aspecto, sobressai o mensalão tucano. Este, por sua vez, envolve uma figura análoga ao alvo principal do mensalão petista. Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB, é o José Dirceu tucano.

Sob esse prisma, vale prestar atenção ao juiz do STF que se tornou a estrela do julgamento do mensalão. O ministro Joaquim Barbosa, com seu furor condenatório, hoje é conveniente para um lado e inconveniente para o outro. Todavia, essa situação promete se inverter (ou voltar ao que era) no futuro próximo, quando ele vier a deliberar sobre o mensalão tucano.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Recentemente, Barbosa andou ironizando a sofreguidão da grande mídia em extrair suas declarações prejudiciais ao PT no âmbito do julgamento que ora pesa contra o partido e apontou o contraste com a afasia midiática em relação ao que possa ter a dizer sobre o mensalão do PSDB, chegando a cobrar de repórteres perguntas sobre este caso.

O STF, no entanto, está inaugurando uma nova jurisprudência que exige menos, muito menos para condenar. Passa a valer a subjetividade. Sob esse prisma, o Direito brasileiro passará a lidar com a necessidade de réus provarem que são inocentes em lugar de terem o direito a que se lhes provem as culpas.

Há uma excelente dose de dúvida, porém, sobre se um rigor que flerta com a violação do Estado de Direito funcionaria – ou funcionará – sem pressão da mídia. Vai se disseminando a sensação de que o usado contra o PT passará à história como momento único da Suprema Corte de Justiça, talhado especialmente para esse partido e só para ele.

Todavia, engana-se quem acha que Joaquim Barbosa faz o que faz por medo da mídia. Há, sim, juízes que se mostram intimidados, mas não é o caso dele. O que busca é popularidade. Já surgem, inclusive, especulações sobre uma sua possível carreira política.

Parece pouco provável, porém, que assim seja. Barbosa deve estar almejando, “apenas”, popularidade fácil. Para tanto, o papel de justiceiro – e a popularidade que tal papel encerra no imaginário popular – pode ser suficiente. Se assim for, ele pode frustrar os que esperam que o rigor neófito do STF seja fugaz.

Seja como for, a provável condenação “por baciada” dos acusados na Ação Penal 470 não redundará em julgamento do STF e, sim, em sua libertação provisória da pecha de rota de fuga de corruptos.

A libertação do STF dessa pecha, porém, é provisória porque a Corte terá que se libertar, ainda, da suspeita de que seu rigor recém-inaugurado não passa de casuísmo, que, caso se confirme, irá desencadear um levante dos setores responsáveis da sociedade ante uma possibilidade inaceitável para a democracia.

O cenário posterior ao julgamento do mensalão do PT, assim, vai se tornando inquietante.

Se a valoração da subjetividade nas acusações se tornar regra, uma fila imensa de políticos que hoje comemora o justiçamento de petistas pode ir se preparando para ver suas legendas em situação análoga, o que, mesmo com a provável afasia que condenações de tucanos podem despertar na mídia, obrigará esta a se manifestar.

O pior cenário, porém, é o de casuísmo do STF. Se ficar provado que aquela Corte aceitou condenar os réus do mensalão petista por razões políticas e que não usará os mesmos critérios para políticos de outras colorações partidárias, o Brasil terá mergulhado em uma situação análoga à de uma ditadura.

Assim sendo, haverá que torcer para que a presidente Dilma não caia no engano do ministro Joaquim Barbosa, que pensa que está se libertando da máquina de difamação midiática que se ergueu contra os ministros Ricardo Lewandowski e José Antônio Dias Tóffoli – recentemente, foi mostrado aqui como Barbosa foi tratado quando incomodou tucanos.

A mídia o chamou de “medíocre” para baixo quando se desentendeu com Gilmar Mendes e quando aceitou a denúncia do Ministério Público contra o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo. Voltará a fazê-lo se, como deu a entender ao cobrar de repórteres perguntas sobre o mensalão tucano, for duro com a oposição.

O PT, Dilma e Lula estão bem quietos assistindo ao furor condenatório do STF contra seus correligionários. Se tiverem um pingo de senso histórico e de responsabilidade para com a democracia, porém, sairão do silêncio quando seus adversários forem julgados. Aí terão um prato cheio. Resta saber se terão apetite.
Eduardo Guimarães/blogCidadania

Tópicos do dia – 28/11/2011

07:50:50
Cafezinho e Petróleo
Nem Kafka é rival para o surrealismo que impera na taba dos Tupiniquins.
A ANP – Agência Nacional do Petróleo, de uma verba de R$ 8 milhões para custear a fiscalização da exploração petrolífera em todo Brasil.
A petroleira agência, segundo os dados do Portal da Transparência, usou somente 63% dessa verba, ou seja, algo em torno de R$5,3 milhões.
Pois pasmem! Essa verba para fiscalizar a exploração de petróleo nas ‘Terras Brasilis’ é menos do que a Petrobrás gasta com aluguel de máquinas para fazer cafezinho nas unidades da empresa espalhadas no país.

08:02:38
Marcos Valério ataca novamente
Quem pensava que o operador do mensalão – essa tungagem nascida quando da candidatura de Eduardo Azeredo criador do ‘tucanoduto’ do PSDB-MG, também réu em processo no STF, e depois cientificamente apropriada pelo PT –  Marcos Valério era um zumbi, se prepare.
O careca dos “Delubianos recursos não contabilizados” está atuante, e forte, junto a órgãos governamentais e estatais. Valério dá expediente num requisitado escritório de Belo Horizonte.
–>>detalhes da notícia aqui 

08:23:08
Ex-presidente do TCU acumulou três aposentadorias.
O ministro aposentado do TCU (Tribunal de Contas da União) Ubiratan Aguiar acumulou três aposentadorias enquanto esteve no cargo, recebendo valores acima do teto constitucional, atualmente de R$ 26,7 mil.
Aguiar atuou no tribunal de maio de 2001 a agosto deste ano. Desistiu da aposentadoria de procurador estadual em março de 2008.
–>> mais na Folha de São Paulo


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Eleições 2010: Serra se irrita com pergunta sobre Paulo Preto, o suposto caixa 2 do PSDB

Esse misterioso Paulo Preto foi diretor do Dersa e foi acusado poelo hoje eleito senado pelo PSDB, Aloysio Nunes Ferreira, de ter “sumido” com 4 milhões de reais do caiza de campanha da campanha do tucano José Serra.

Como é que o José Serra ontem dizia que não conhecia Paulo Preto e que isso era um factóide da Dilma? Hoje já defende o “desconhecido” de ter desviado 4 milhões do caixa da campanha. O cara trabalhou no governo dele como diretor da Dersa e era o arrecadador de recursos para a campanha do tucano.

Esperemos para saber se a ‘imparcial’ revista Veja terá uma capa na próxima semana com a foto de Paulo Preto com a tarja ‘caixa2’, ou então com a manchete “a Erenice” do Dersa.
Estaremos diante de um novo Tucanoduto? O primeiro, antes do mensalão do PT, foi criado pelo Senado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) quando foi candidato ao governo de Minas Gerais, lá nos anos 90. Lembre-se que o senador Azeredo foi o inventor e o primeiro operador dos ‘serviços não contabilizados’ do notório Marcos Valério.
O Editor


No RS, Serra se irrita com pergunta sobre Paulo Preto

No domingo (10), Dilma levou às câmeras um ex-diretor de estatal rodoviária paulista.

Associou-o ao “sumiço” de R$ 4 milhões das arcas eleitorais tucanas. Serra, curiosamente, silenciou.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Ouvido pela repórter Andréa Michael, o acusado, Paulo Preto, chiou: “Não se larga um líder ferido na estrada”.

Com 48 horas de atraso, Serra resgatou o “líder” do meio-fio: “A acusação contra ele é injusta”.

Nesta quarta (13), decorridas 72 horas da mudez inicial, José Serra descobriu que parte do seu problema está na imprensa.

De passagem por Porto Alegre, Serra foi inquirido por um repórter do jornal “Valor Econômico” sobre Paulo Preto.

Crispou-se: “Isso é pauta petista”. Deu por encerrada a entrevista. Mais tarde, disse que, no embate com Dilma Rousseff, não irá à “rota da truculência”.

Manterá o tom. Se agredido, responderá, apontando “inverdades e falsidades”. E enfrentou a “pauta petista”:

“[…] A Dilma está preocupada com desvio de dinheiro na minha campanha que não aconteceu. Eu estou preocupado com o desvio de dinheiro na Casa Civil”.

Importunada pelos repórteres, Dilma talvez se anime a imitar o rival: “Sobre Erenice não falo. Isso é pauta tucana”.

Mais um pouco e os dois comitês ainda divulgarão uma nota conjunta à imprensa: “É proibido divulgar pautas inconvenientes”.

Um pedaço do tucanato está amargamente arrependido de não ter botado a boca no mundo em agosto, quando a “IstoÉ” tratou pela primeira vez de Paulo Preto.

A bala ficou quicando na grande área. Súbito, virou uma “pauta petsta”.

– Em tempo: O PT-SP protocolou no Ministério Público estadual um pedido de investigação de Paulo Preto.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: Partidos sitiados pela corrupção

A democracia no Brasil foi vencida pela corrupção. De todas as matizes ideologias, a sarfanagem campeia solta nas pradarias desavergonhadas de todos os partidos, ditos políticos, mas que na realidade são feudos “coronelistas” para a perpetuação de uma elite sem moral e sem nenhum escrúpulo.

Alguns nefelibatas argumentam que no meio do joio existem grãos puros. Falácia!

Se os há, são coniventes e/ou omissos, o que os torna tão putrefatos quanto os demais componentes da corja política que nos infelicita e que nos tunga 38% de impostos para sustentar os infames discursos moralistas, verborreia contumaz expelida das tribunas e palanques.

Em boa parcela os Tupiniquins somos responsáveis também. Como nosso pequenos/grandes pecadilhos e na ânsia de levar vantagens, terminamos por nos igualar à essa turma na sarjeta onde não habitam a moral e a decência!

O Editor


País assiste à flexibilização das fronteiras ideológicas

Prisioneiros do próprio impudor, PSDB e PT baniram do debate eleitoral de 2010 um tema antes obrigatório: corrupção.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Desapareceu da cena política brasileira a presunção de superioridade moral. As legendas que polarizam a disputa integraram-se à perversão comum a todas as siglas.

Nos últimos 16 anos – dois mandatos de Fernando Henrique e dois de Lula – o brasileiro assistiu a uma notável flexibilização das fronteiras éticas e ideológicas.

A “social-democracia” tucana e o “socialismo” petista provaram-se capazes de ceder a todas as tentações -da maleabilidade nos costumes às alianças esdrúxulas.

Impossível, por exemplo, mencionar o mensalão sem especificar o sobrenome. Há o mensalão do PT, o mensalão do PSDB mineiro, o mensalão do DEM de Brasília.

Na composição das alianças, a integridade dos ovos não vale mais nada. Só importa o proveito da omelete, convertida em tempo de TV.

Os candidatos nem se preocupam em varrer as cascas para baixo do tapete. Acham que não devem nada para o eleitor, muito menos explicações.

A união do impensável com o inacreditável não assusta mais. Até a imprensa trata as coligações com notável indulgência.

Sobre o pano de fundo da decomposição, a ex-militante Dilma Rousseff é uma nova mulher. Dá as mãos a José Sarney, um sobrevivente da ditadura que ela se jacta de ter combatido.

José Serra abraça Orestes Quércia. E esquece que, junto com FHC, Franco Montoro e Mario Covas, deixara o PMDB para não chamar de companheiro quem agora admite como aliado.

O PT de Dilma converte em heróis da resistência políticos incontroversos como Renan Calheiros e Jader Barbalho. O PSDB de Serra silencia.

A reação soaria a pantomima. Renan foi ministro de FHC. Da Justiça! Jader mandou e, sobretudo, desmandou na Sudam e no Senado da era tucana.

Quem observa a sucessão de 2010 tem a impressão de que a política perdeu pelo caminho algo essencial: o recato. Quem se assombra com o já visto não imagina o que está por vir.

Institucionalizou-se a impudência sem culpa. A adesão de ex-puros a ex-inimigos, mais que estratégia, tornou-se comunhão de estilos.

A corrupção virou uma bandeira órfã porque, generalizada, a desfaçatez fez da anomalia algo, por assim dizer, normal. Formou-se um insuperável deficit estético.

blog Josias de Souza