Política de comadres. Ninguém é mais petista que um tucano

Acordem tolinhos!

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Ainda que tucanos e democratas tenham integrantes seus no novo governo, no longo prazo e com vistas a disputa de poder no futuro, interessa a esses partidos manterem-se como independentes em relação ao novo governo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O núcleo da base parlamentar do governo continuará sendo o centrão. O esforço da imprensa em mostrar uma realidade invertida e portanto desinformar, como vem fazendo há dias.

Toda a grande imprensa sem exceção vem insistindo em uma leitura invertida e torta sobre a eleição do novo presidente da Câmara.

A leitura segundo a qual o chamado centrão, que é na prática a bancada de Eduardo Cunha, estaria em conflito com o governo de Michel Temer restando a este se apoiar em parte em seu partido e em parte na “antiga oposição”, formada principalmente por PSDB e DEM.

Mas isso é rigorosamente falso, principalmente para os tucanos que só embarcaram no impeachment no último minuto e que a rigor nunca desejaram ver o petismo apeado do poder.

Geraldo Alckmin dá insônia em tucano

Será que existe uma Erenice paulistana? Literalmente estão querendo enterrar a candidatura de Geraldo Alckmin à prefeitura de São Paulo.
Tá lá na coluna do Claudio Humberto

Insônia
Tem tucano à base de Lexotan: agora, é governador José Serra que tenta obter o nome do político que teria recebido propina da francesa Alston na obra do metrô, supostamente no governo de Geraldo Alckmin.

Saiu na mídia – Antonio Fernando de Souza. O demolidor

De Eliane Cantanhêde – Folha de São Paulo

Procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, não perdoa. Depois de chamar o esquema petista do mensalão de “quadrilha”, ontem ele atingiu dois alvos com uma só penada: a coordenação política do governo e o congresso/convenção do PSDB.

No Planalto, Lula às voltas com a queda do ministro Walfrido dos Mares Guia. No PSDB, o fantasma do senador Eduardo Azeredo.

Mares Guia e Azeredo, ex-presidente tucano, são os pais do esquema Marcos Valério de financiamento de campanhas, que na era petista evoluiu para compra de apoio parlamentar ao governo. Uns criaram, outros refestelaram-se.

O PT passou oito anos chamando o governo FHC de corrupto. O PSDB devolveu comemorando no governo Lula os Waldomiros, mensaleiros, caseiros e aloprados. Era dois a um, depois inverteu o placar. Mas a entrada de Azeredo no mesmo campo da ética zera o jogo. Empatou. A torcida não sabe quem aplaudir, quem vaiar.

O próprio encontro tucano de ontem deixou claro que o discurso ético está fora de moda, na base do “vamos deixar isso pra lá”. Dez entre dez discursos focaram na ameaça golpista, real ou não, de terceiro mandato para Lula.

Como tudo começou a e a denúncia do Procurador Geral da República Continue lendo

Saiu na mídia – Dicionário

Por Josias de Souza

– Acordo: composição admirável da oposição com um governo que ela chama de abominável.

– Amizade: sentimento de fraternidade eterna que tucanos e ‘demos’ nutrem um pelo outro enquanto esperam pelo rompimento definitivo.

– Brasil: um belo ponto no mapa, ideal para erguer uma nação.

– Cabide: artefato público no qual são pendurados os interesses privados.

– Cabral: o grande culpado.

– Cegonha: meio de locomoção que conduz às páginas da Playboy.

– CPMF: contribuição provisória que conserva a Saúde do Tesouro em permanente ordem.

– Democracia: sistema de governo que permite à burguesia terceirizar o poder a um operário.

– Dúvida: vocábulo que separa os tolos em dois grupos: os que duvidam de tudo e os que não duvidam de nada.

– Espelho: superfície refletora na qual um tucano enxerga um petista e vice-versa.

– Estado: Ente que cria os tributos que ele mesmo vai arrecadar e desviar.

– Fidelidade: sentença do TSE que, confirmada pelo STF, obriga o político a conter as suas pulsões partidárias.

– Firmeza: qualidade atribuída aos que hoje são contra tudo aquilo que amanhã defenderão enfaticamente.

– Governo: um mal cada dia menos necessário.

– Hipocrisia: a sinceridade depois da queda da máscara.

– História: conjunto de mentiras que deram certo na vida.

– Incompetência: inabilidade que, em Brasília, é exercida com refinada competência.

– Indignação: cólera que acomete o brasileiro no intervalo que separa um Carnaval do outro.

– Jornal: rascunho do dia passado a sujo.

– Leite: mistura de ácido com água oxigenada, acrescida de gotas de uma substância extraída das tetas da vaca.

– Ladrão: o político do outro partido.

– Mentira: uma verdade à espera da melhor ocasião para acontecer.

– Nostalgia: saudade dos tempos em que laranja era só uma fruta.

– Orçamento: documento que discrimina a receita e relaciona as despesas públicas que vão sair pelo ladrão no exercício seguinte.

– Partido: agremiação política integralmente financiada pelo déficit público.

– Quadrilha: uma repartição pública negociada privadamente.

– Radical: um moderado que ainda não chegou ao poder.

– Razão: faculdade daquele que tem a caneta e a chave do cofre nas mãos.

– Semântica: vista com uma dose de otimismo, conduz à conclusão de que todas as letras de possível estão contidas no impossível.

– Tucano: ave de gaiola, que Lula decidiu alimentar.

– Unanimidade: a incapacidade individual multiplicada pela nulidade de todos os que compartilham das mesmas idéias.

– Vantagem: benefício concedido àqueles que, não tendo salário, não precisam pagar a CPMF.

– Xadrez: um tabuleiro que não foi feito para os que têm sensibilidade de damas.

– Zero: Elemento que, somado a outro de mesmo valor conduz ao oco do vazio.

Saiu no blog – Partido partido

Deputados do PSDB se rebelam (em termos, é claro…)
Blog do Noblat

A temperatura subirá logo mais durante reunião da Executiva Nacional do PSDB na sede do partido, em Brasília.

Quer dizer: subirá levando-se em conta o modo tucano de ser (rostos escanhoados, cheiro de alfazema no ar, lenço no bolso do alto do paletó e elegantes luvas de pelica).

Liderados por Antônio Carlos Pannunzio (SP), 57 dos 58 deputados federais do PSDB votaram contra a Medida Provisória que prorroga a CPMF até 2011. Ela foi aprovada mesmo assim na Câmara.

Como pode, agora, a bancada do PSDB no Senado votar a favor da prorrogação da CPMF? Com que cara ficarão os deputados?

Que partidinho sem-vergonha é esse que na Câmara vota em bloco contra uma matéria por considerá-la nociva à sociedade e no Senado faz o contrário?

Há pouco, Pannunzio contou a Tasso Jereissati (CE), presidente do PSDB, e a Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, como foi sua reunião desta manhã com uma dezena de vice-líderes do partido na Câmara. Os vice-líderes estavam indignados. E dispostos a fazer barulho na reunião da Executiva.

É unânime entre os deputados a opinião de que foi um tiro no próprio pé do partido o encontro da última sexta-feira em São Paulo dos governadores José Serra e Aécio Neves com Pannunzio e Arthur Virgílio. Era para ter sido um encontro secreto. A imprensa descobriu.

Serra e Aécio querem a aprovação da CPMF em troca de concessões do governo. Os dois aspiram suceder Lula a partir de 2011. E imaginam governar com a CPMF. Por ano, ela representa cerca de R$ 40 bilhões.

Se os senadores do PSDB ajudarem a derrotar a CPMF, os governadores ficarão mal na foto depoius da reunião da sexta-feira. Se ajudarem a aprovar, deixarão mal os deputados. E aí?