Tião Viana Governador do Acre Processa Secretaria de Justiça de S.Paul

Fábio Pozzebom/ABr

O governador petista do Acre, Tião Viana, protocolou nesta segunda-fiera (28) uma ação judicial contra Eloisa de Souza Arruda, secretária de Justiça e Defesa da Cidadania.

cusou-a da prática dos crimes de “injúria” e “difamação”.

Reivindica uma indenização por “danos morais”. Seus advogados atribuíram à causa o valor de R$ 40 mil.

O pano de fundo da discórdia é a crise que opõe São Paulo ao Acre por conta do envio de imigrantes haitianos para a capital paulista. Incomodada com o aumento do fluxo de refugiados, Eloisa chamou Viana de “irresponsável”. Ao saber que o governo acriano banca as viagens, ela comparou o governador a um “coiote”.

“A vontade de injuriar é manifesta”, anota a petição do governador do Acre, subscrita pelos advogados Odilardo José Brito Marques e Gomercindo Clovis Garcia Rodrigues. A dupla sustenta que a secretária de Alckmin não estava interessada na “solução do problema”, mas em “atingir a honra pessoal” de Viana.

Os advogados classificam a manifestação de Eloisa Arruda de “virulenta”. Anotam que ela revelou um “insuperável escárnio e desprezível atitude” ao atacar “a dignidade e o decoro” do governador. Acrescentam que “as críticas e as ofensas da chegaram a limites intoleráveis e inaceitáveis.”

A petição tem 16 folhas. As cinco primeiras páginas foram dedicadas à descrição dos fatos, segundo a ótica do governador. De saída, os advogados realçam que “o Estado do Acre, economicamente, é um dos mais pobres da federação”. Informam que a situação de penúria se agravou com as recentes cheias do rio Madeira.

O transbordamento do rio “isolou quase que completamente o acesso ao Estado por via terrestre”, anota o documento. De acordo com os advogados, a única Estrada que liga o Acre ao resto do país “foi inundada pelas águas.” Com isso, inrrompeu-se por quase 90 dias “o fluxo de imigração” para outros Estados.

Os advogados recordam que os refugiados chegam ao município acriano de Brasiléia, em ritmo diário, desde o final 2010. Eles vêm “do Haiti, Senegal e de outros países”. Diz o texto que “o destino de quase a totalidade dos imigrantes não era o Estado do Acre mas, sim, outros Estados da federação mais desenvolvidos.”

Com a interdição da Estrada, interromperam-se as viagens dos imigrantes para “o destino final”.  Com isso, “os abrigos ficaram superlotados e as condições oferecidas passaram a ser insuficientes.” Na narrativa dos doutores, “os imigrantes solicitaram ao governo do Estado que lhes desse condições de viajar a seus destinos.”

Fizeram isso porque “o fluxo de entrada de novos imigrantes no Estado do Acre continuava acontecendo de forma mais acelerada e as condições desumanas que estavam vivendo tendiam a se agravar.”

Ainda de acordo com os advogados, foi diante do pedido dos próprios imigrantes que Tião Viana, “movido por uma razão humanitária”, determinou que fossem fornecidas passagens “a todos os imigrantes que formalmente fizessem tal solicitação.” Os haitianos foram para “diversos Estados”, anotam os advogados. Apenas “20% tinham como destino final a cidade de São Paulo.”

Nesse ponto, a petição se volta para a auxiliar de Alckmin: “Ocorre que a chegada de aproximadamente 400 imigrantes haitianos na cidade de São Paulo foi o suficiente para a senhora Eloisa de Souza Arruda, secretária de Justiça e da Defesa da Cidadania de Sao Paulo, utilizar vários meios de comunicação de massa para proferir injúrias e difamações” contra Viana.

O ação foi protocolada na Justiça Estadual do Acre. Invocou-se o artigo 100 do Código de Processo Civil que fixa “o lugar do ato ou fato” como foro para as ações judiciais de reparação de danos. Enumeram-se decisões do STJ nas quais o tribunal definiu que “o lugar do ato ou fato” é a “localidade em que reside e trabalham as pessoas prejudicadas.”

Senado é acusado de se apropriar de aposentadorias

Brasil: da série “o tamanho do buraco”.
O alvo deixa de ser somente o bolso dos Tupiniquins e migra para a falcatrua “intra-corpus”.
O Editor


Um ex-senador e duas dezenas de servidores decidiram mover ações judiciais contra o Senado.

Acusam a Casa legislativa de transgredir a lei.

Sustentam que parte da verba descontada dos contracheques a título de contribuição previdenciária não foi repassada ao INSS ou a institutos de previdência.

Chama-se Tião Viana (PT-AC) o ex-senador que vai à Justiça contra o Senado.

No ano passado, elegeu-se governador do Acre.

Os outros queixosos trabalhavam no gabinete de Tião como servidores comissionados. Davam expediente em Brasília e no escritório do parlamentar no Estado.

Tião chegou ao Senado em 1999. Médico concursado, optou por contribuir para o AcrePrevidência, fundo de pensão dos funcionários públicos acreanos.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Ao checar seus extratos, Tião se deu conta da anomalia: nem tudo o que lhe descontaram no Senado desceu às arcas do instituto.

O problema é mais grave no biênio 2005 e 2006. Nesse intervalo, os repasses do Senado para a conta de Tião no AcrePrevidência teriam somado “zero”.

Nos outros anos, a omissão foi parcial. O desconto em folha era invariável. A transferência para o instituto de previdência era irregular.

Vinculados ao INSS, os servidores comissionados do gabinete de Tião verificaram que também eles foram vítimas da alegada apropriação indébita do Senado.

Autorizado pelos colegas, um dos funcionários realizou uma checagem coletiva.

Ouvido pelo repórter, esse servidor disse ter detectado incongruências generalizadas entre os descontos no contracheque e as transferências à Previdência.

Também no caso dos servidores o descompasso acentuou-se entre 2005 e 2006.

Nesta quinta (24), o senador Anibal Diniz (PT-AC), herdeiro da cadeira de Tião, foi à diretoria de pessoal do Senado. Fez-se acompanhar de um procurador do Acre.

Anibal buscava explicações para a falta de conexão entre os descontos e os repasses previdenciários do amigo e correligionário petista.

Disseram-lhe que um parecer da Advocacia do Senado desrecomendara as transferências para o AcrePrevidência.

A ser verdade, porque os foram feitos os descontos no contracheque do ex-senador? E quanto aos servidores vinculados ao INSS?

Em busca de respostas, Anibal programou-se para visitar a diretoria-geral do Senado no início da semana que vem.

Independentemente do resultado das consultas, Tião revela-se decidido a buscar reparação judicial. Os ex-servidores de seu gabinete também.

Dando-se crédito ao ex-senador e aos servidores, ficam boiando na atmosfera duas interrogações incômodas:

A incongruência entre descontos e repasses seria um fenômeno restrito ao gabinete de Tião? Onde foi parar o dinheiro descontado e não recolhido?

O Senado há de ter respostas plausíveis. Ou demonstra que os acusadores equivocaram-se ou migra da condição de de fábrica de leis para a de usina de perversão.

blog Josias de Souza

Senado é um balaio de gatos. Lula amansa PT, Renan acua oposição e Sarney fica

Pelo navegar tranquilo em águas turbulentas, apesar de provocar tsunamis por onde passa, o senador José Sarney parece ter “lastro” para afundar porta-aviões. Cabe aos Tupiniquins entender, e não esquecer, que foi o DEM o principal eleitor do marimbondo de fogo à presidência do senado. Mas, a geléia é geral. Portanto não esqueçam os “nominhos e as figurinhas” exibidas e citadas abaixo, quando forem votar em 2010.

O editor

Passou a fase do heroísmo afirmativo no Senado. Vive-se agora a etapa da covardia, só exposta no recôndito dos gabinetes, com o buraco da fechadura tapado. Entre quatro paredes, ouve-se das vozes que tem peso uma opinião unânime: José Sarney fica.

Sarney Oposição Mansa

É uma unanimidade à moda de Nelson Rodrigues. Uma unanimidade que, por ululante, “está a um milímetro do erro, do equivoco, da iniquidade”. Sarney trata de virar a página: “Todo mundo deseja que o Senado volte a seus trabalhos, à convivência…”

Todos desejam que o Senado “possa realmente realizar as reformas pendentes”, dizia o morubixaba do PMDB na manhã de quinta (13). Ao final de uma semana em que tentara pôr de pé a tese da inevitabilidade do desarquivamento de uma ação contra Sarney, Aloizio Mercadante prostrou-se.

“Fiquei totalmente isolado. Estou tomando porrada sozinho. Sumiu todo mundo”, desabafou, na tarde de sexta (14), o líder do PT. Mercadante falava a um amigo, pelo telefone. Parecia rendido à evidência de que, no PT, o pior tipo de solidão é a companhia dos companheiros de bancada.

Ideli Salvatti, Delcídio Amaral e João Pedro, os petês que votam no Conselho de (a)Ética recusam-se a levar adiante os planos de Mercadante. Pior: acusam o líder de fazer jogo de cena. Sabe que Sarney safou-se. Mas faz média com o eleitorado esclarecido de São Paulo.

Mercadante Oposição Mansa“O partido tinha apoiado a minha tese. Retirou o apoio. Fiquei numa situação difícil”, Mercadante se lamuriava ao amigo. Ele antevê as manchetes do dia seguinte: “Se o Sarney caísse, a culpa seria minha. Se o Sarney fica, a culpa é do PT”.

Logo o PT, que, na refrega de fevereiro, oferecera ao plenário do Senado um nome alternativo ao de Sarney: Tião Viana. O que mais exaspera Mercadante é o timbre do noticiário: “Arrancaram a oposição do debate. Os jornais só falam do PT. Não mencionam o jogo de cena da oposição”.

O petismo tornou-se vítima de uma frase de José Agripino Maia: “Nós estamos nas mãos do PT”, repete à exaustão o líder do DEM. Logo o DEM que, com seus 14 votos, foi decisivo no placar que impôs ao Senado a terceira presidência de Sarney.

A semana de Agripino começara tensa. Recebera a visita do ex-senador Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM. A pedido de Sarney, seu velho amigo, Bornhausen encareceu a Agripino que não impusesse à bancada ‘demo’ um fechamento de questão contra Sarney.

Agripino Oposição MansaAgripino disse que não há, tecnicamente, um fechamento de questão. Mas foi claro: no Conselho de (a)Ética, entregaria a mercadoria que combinara com o PSDB. Os três votos ‘demos’ no colegiado opinariam a favor de desengavetar as ações contra Sarney. Na quarta (12), Agripino recebeu telefonema de Renan Calheiros.

O líder do PMDB, chefe da milícia congressual que quebra lanças por Sarney, pediu um encontro reservado. Agripino o recebeu à noite, em seu apartamento. Renan sondou Agripino sobre os votos do DEM. Ouviu o mesmo que Bornhausen: os ‘demos’ votarão pelo desarquivamento. Perdendo, o partido recorrerá ao plenário.

Agripino gere uma bancada cujo ânimo anti-Sarney tem a consistência de um pote de gelatina. Porém, decidido a acomodar todas as culpas no colo do PT, acautelou-se.

Heráclito Fortes, um dos ‘demos’ com assento no conselho, disse que não vota contra Sarney. Agripino encomendou a ausência de Heráclito, que assentiu. No lugar dele, vai votar Rosalba Ciarlini.

Suplente no conselho, a senadora é unha e cutícula com Agripino, que planeja fazer dela governadora do Rio Grande do Norte. Eliseu Resende, outro ‘demo’ do conselho, também balança por Sarney.

Agripino chamou-o aos brios. Lembrou-o de que assinara os recursos pró-desarquivamento. Disse a Eliseu não ficaria bem votar contra os papéis que traziam o seu jamegão. E obteve do liderado claudicante a promessa de se manter firme.

Na manhã de quinta (13), Agripino tocou o telefone para o tucano Sérgio Guerra. Contou ao parceiro de oposição o teor da conversa que tivera com Renan. Presidente do PSDB, Guerra disse os dois votos do tucanato no conselho se mantêm inalterados, pelo desarquivamento.

Tasso Jereissati Oposição MansaA oposição dos subterrâneos contrasta com a oposição dos holofotes. O fora Sarney sumiu do plenário. Ali, ainda ecoam as escusas de Tasso Jereissati.

O grão-tucano cearense escalara a tribuna na terça (11). Desculpara-se com a sociedade brasileira pelos pontapés retóricos que trocara com Renan. O “coronel de merda” assegurou que manteria o embate com a tropa do “cangaceiro de terceira categoria”. Seguiu-se, porém, um embainhar coletivo de espadas.

O dissidente peemedebista Jarbas Vasconcelos passou a semana defendendo o bloqueio das votações. Pregou no deserto. Pedro Simon, outro desgarrado do PMDB, ainda fala de renúncia. Não de Sarney, que já engoliu e digeriu. Simon ameaça agora abdicar do próprio mandato.

Renan também trocou a boca do palco pelas coxias. Amainara o discurso do tucano Arthur Virgílio, levando-o à grelha do Conselho de (a)Ética. Constrangera Tasso, Guerra e Álvaro Dias plantando denúncias no noticiário. E submergiu.

Antes de reunir-se com Agripino, fora a Lula, na terça (11). Queixara-se de Mercadante. E ouvira palavras tranqüilizadoras. O petismo, o presidente lhe assegurara, não abandonaria Sarney.

Lula repetiria o mantra ao senador que não merece ser tratado como cidadão comum. À noite, na Granja do Torto, diria a Sarney que o governo não lhe faltaria. Na conversa telefônica desta sexta (14), Mercadante acusou o golpe:

“O governo veio com a mão pesada pra cima da bancada. Os partidos da base, inclusive o PT, não sustentaram a nossa posição. O PMDB radicalizou. A oposição sumiu do cenário”.

Acordão? Sim. Um acerto tácito e silencioso, que dispensa conversas. A conveniência reuniu-se com o compadrio e concluiu que o melado do Senado já escorrera o bastante. Ou fechavam-se os dutos ou todos seriam engolfados. Mercadante recordou uma interrogação que ouvira de Sarney: “Por que só eu?”

Em privado, Agripino Maia pronunciou, na noite de sexta, uma frase que ainda não ousa ditar aos gravadores e às câmeras de TV: “O Sarney fica. Mas será um presidente em farrapos. Renovação do Senado, só na eleição de 2010”. As manchetes, Mercadante lamenta, estão contratadas: “A culpa é do PT”.

blog Josias de Souza
Fotos: ABr, Folha e Ag.Senado

Sarney de olho nas denúncias contra Tião Viana, Arthur Virgílio e Tasso Jereissati

Perguntar não cassa

Por que o PMDB não denuncia ao Conselho de Ética o petista Tião Viana (AC), que fez o Senado pagar a conta do celular de sua filha no exterior?

Faca nos dentes

José Sarney acompanha pessoalmente a elaboração das representações do PMDB contra Arthur Virgílio e Tasso Jereissati no Conselho de Ética.

Arthur e Tasso estão sujeitos a cassação

São importantes as denúncias do PMDB contra os tucanos Arthur Virgílio (AM) e Tasso Jereissati (CE), no Conselho de Ética, porque cria a possibilidade concreta até de cassação de mandato dos senadores do PSDB: a bancada governista soma dois terços do colegiado. E tem maioria do plenário. Pelo mesmo motivo, ao contrário, as acusações contra José Sarney, aparentemente mais graves, não devem prosperar.

Quebra de decoro

Arthur Virgílio permitiu que um aspone morasse na Europa, recebendo salários e até horas extras. A devolução do dinheiro não anula o delito.

O tucano Arthur Virgílio terá de devolver R$ 210 mil recebidos pelo seu aspone ilegalmente. O valor foi antecipado nesta coluna há quinze dias.

Esperteza indecorosa

Tasso Jereissati é acusado de quebra de decoro por usar créditos de passagens aéreas para abastecer seu jatinho, tudo pago pelo Senado.

Claudio Humberto

Senadores indicaram Agaciel Maia a Sarney

Senadores indicaram Agaciel a Sarney

Em política, as coisas nunca são o que parecem. A primeira indicação de Agaciel Maia à direção-geral do Senado, em 1996, chegou as mãos de José Sarney em documento assinado por senadores, incluindo líderes de bancada.

Foi quando o então diretor-geral Alexandre Dupeyrat saiu para assumir um cargo no governo de Minas Gerais. Agaciel Maia era diretor da Gráfica do Senado e foi indicado a Sarney pelos senadores.

Líderes da época

Em 1996, eram líderes de bancada no Senado, entre outros, Eduardo Suplicy e José Eduardo Dutra (SE), no PT, e Roberto Freire (PPS-PE).

Elogios

Em 2003, na segunda presidência de Sarney, Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Tião Viana (PT-AC) elogiaram por escrito a recondução de Agaciel.

Coluna Claudio Humberto

Arthur Virgílio parabenizou Sarney pela nomeação de Agaciel Maia

Em função do divulgado aí abaixo quem acreditar que vai sair uma CPI do Senado, é capaz de acreditar em Papai Noel e mula sem cabeça.

Tião e Virgílio apoiaram nomeação de Agaciel

Ao assumir pela segunda vez a presidência do Senado, em 2003, o senador José Sarney recebeu um ofício assinado por todos os líderes partidários parabenizando-o pela recondução ao cargo do então diretor-geral Agaciel Maia.

Além dos lideres aliados de Sarney, assinaram o documento os senadores Tião Viana (PT-AC) e Arthur Virgílio (PSDB-AM), que, de entusiastas passaram a críticos de Maia e Sarney.

coluna Claudio Humberto

Agaciel Maia era o Papai Noel do Senado

Brasil: da série “O tamanho do Buraco”!

Em um Senado que já foi presidido por Antonio Carlos Magalhães e Jader Barbalho, absolve Renan Calheiros, coloca Sarney na Presidência, fica a impressão de que as indignadas perorações de seus (deles) membros é pura encenação “pra inglês ver!”

Nenhuma destas vestais sequer desconfiou que essas coisas estivessem acontecendo? Durante 28 anos de mandato Pedro Simon não sabia de nada? Qual a moral dessa turma pra investigar a Petrobras?

Existe na realidade é um corporativismo socializante e indulgente. A pantomima que ocupa a tribuna através de verborrágicos discursos que beiram a patetice explícita é uma cultura da casa legislativa onde todos sabem da existência de atos indecentes praticados por funcionários subalternos. Os senadores querem nos convencer do célebre petralhismo do “assinei sem ler”?

No casamento da filha do senhor Agaciel Mais, fizeram-se presentes além do Sarney vários “indignados” com os desmandos no senado como o apoplético José Agripino, o boiadeiro Renan Calheiros e mais Ademir Santana e Edson Lobão.

Por essas e outras, o apedeuta reina. E faz escola do “eu não sabia de nada”!

Os atos do senado são secretos. A miséria dos Tupiniquins está exposta!

O editor

Poder longevo fez de Agaciel um temido ‘Papai Noel’

Destituído da direção-geral do Senado em março, após 14 anos de exercício da função, Agaciel Maia tornou-se um personagem temido.

O primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI) resume o fenômeno numa frase: “Ninguém fica tanto tempo num cargo como esse se não virar um Papai Noel”.

Descobre-se agora que muitos dos “presentes” de Agaciel foram embrulhados em papéis secretos. Atos que produziram despesas sem a publicidade exigida por lei.

A gravidade do malfeito contrasta com o desinteresse da grossa maioria dos senadores em apurar responsabilidades e identificar beneficiários.

Em 2 de junho, a direção do Senado convocou uma reunião para que os senadores inquirissem dois ex-diretores da Casa.

Um deles era Agaciel. O outro João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos). Ambos frequentam as manchetes associados a graves irregularidades.

Os depoimentos foram sugeridos pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Depois de alguma relutância, o presidente José Sarney (PMDB-AP) aquiesceu.

Coube ao tucano Marconi Perillo (GO), vice-presidente do Senado, conduzir a tomada de depoimentos. Foi gravada. Transcrita, ocupou 31 folhas.

Dos 81 senadores apenas 4 interessaram-se pela arguição -Marconi, Virgílio, Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Tião Viana (PT-AC).

Virgílio estranhou o excesso de cadeiras vazias. Insinuou que os colegas se haviam agachado diante do poder de fogo de Agaciel.

Olhar fixo em Agaciel, o líder tucano disse que ele próprio fora ameaçado. Seriam levadas aos jornais despesas médicas que o Senado tivera com sua mãe.

Instou Agaciel a divulgar os dados: “Quem me ameaça perde”. Agaciel não se deu por achado: “Sim, eu sei. O senhor é valente”. Negou a autoria da ameaça.

“Já vi que para alguns aí deu certo, porque muita gente se encolheu. Comigo funciona diferente”, Virgílio insistiu.

Incomodado com a reiteração do tema, Agaciel afirmou: “O senhor acha que os outros senadores estão intimidados.

Eu acho que tem […] um certo respeito pelo trabalho que fiz”. Prosseguiu: Os outros senadores “[…] não estão aqui não é porque estejam intimidados, porque não tenho [essa] capacidade”.

Tião Viana ecoou Virgílio: “Andaram aí uns canalhas de plantão disseminando […] que as minhas despesas médicas chegavam a meio milhão”.

Quando questionado objetivamente acerca da existência de boletins secretos, Agaciel soou peremptório: “Só existe boletim administrativo, não existe secreto. Não existe isso”.

Perguntou-se também ao ex-diretor João Zoghbi se as nomeações de todos os parentes que pendurara na folha do Senado haviam sido publicadas nos boletins internos.

E ele: “Foi publicada”. Insistiu-se: “O senhor tem prova?” Zoghbi reiterou: “No momento, não. Mas tenho o boletim do Senado”.

A julgar pelo levantamento feito por encomenda do primeiro-secretário Heráclito, os dois diretores não disseram a verdade.

Desencaravaram-se, por ora, cerca de 280 atos administrativos secretos. Dois deles serviram para contratar um par de parentes de Zoghbi.

Já se sabia que sete parentes do ex-mandachuva do setor de Recursos Humanos haviam passado pelo Senado.

Eram desconhecidas, porém, as nomeações dos filhos João Carlos Zoghbi Jr. e Luis Fernando Zoghbi. Estavam lotados, até março, na diretoria-geral de Agaciel. Secretamente.

O presidente José Sarney e o ex-presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) também foram lançados no caldeirão dos atos secretos. Sarney teve um neto nomeado à sombra.

Renan, uma amiga alagoana. A despeito disso, a amizade que nutrem por Agaciel não foi abalada.

Na noite da última quarta (10), a filha de Agaciel, Mayanna Maia, casou-se com o jovem Rodrigo Cruz. Sarney, padrinho da noiva, e Renan foram à cerimônia como convidados de honra.

No Senado, Sarney e Renan são vistos como os dois mais vistosos “padrinhos” da ascensão que fez de Agaciel o reverenciado “Papai Noel” da Casa.

blog do Josias de Souza

José Sarney eleito presidente do Senado

Brasil: da série “O Tamanho do Buraco”!

Contrariando o desejo da sociedade a turma do boiadeiro de ouro Renan Calheiros, entronizou o maribondo de fogo José Sarney na presidência do Senado. Assim a atual casa da mãe Joana muda somente de madame.

Guardem as carteiras!!!

Argh! Argh! Argh!

Ave Brasil! Morituri te salutem!

PSDB articula “conversa” com Lula

Do blog do Josias de Souza

Nos últimos dias, o PSDB subiu o tom das críticas ao governo e a Lula.

Em nota conjunta com o DEM e o PPS, o tucanato chamou o grampogate de “atentado.”

No mesmo texto, a reação de Lula foi qualificada de “frouxa.”

A capacidade do governo de investigar o caso foi estimada em “zero.”

Curiosamente, no mesmo dia em que a nota foi divulgada, PSDB abriu, nos subterrâneos, um canal de diálogo com o Planalto.

Na última quarta-feira (3), o petista Tião Viana (AC), vice-presidente do Senado, tocou o telefone para Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula.

Viana avisou a Carvalho que a cúpula do tucanato se dispunham a participar de um encontro com Lula.

Seria uma conversa “institucional”, destinada a debater as implicações das suspeitas que empurraram a Abin para o pantanoso terreno da ilegalidade.

Suspeitas que levaram ao afastamento da cúpula do órgão e à abertura de inquérito, para apurar se espiões do governo realizaram interceptações telefônicas ilegais.

Em contato com um auxiliar de Lula, o repórter apurou o seguinte:

1. Gilberto Carvalho levou a Lula a mensagem que recebera de Tião Viana;

2. Informou ao chefe os nomes dos grão-duques do tucanato que se dispunham a ir ao Planalto: Sérgio Guerra (PE), Arthur Virgílio (AM) e José Aníbal (SP);

3. Pediu autorização para encaixar a reunião na agenda presidencial. Lula ficou de definir a data na próxima semana.

O repórter apurou também que os tucanos Guerra, Virgílio e Aníbal -respectivamente presidente, líder no Senado e líder na Câmara-trocaram impressões sobre o tema.

Analisaram os efeitos políticos de uma reunião com o “frouxo”, em pleno desenrolar do “atentado.”

Combinaram de voltar ao assunto no início da próxima semana. Por ora, a disposição é mesmo a de cruzar os umbrais do Planalto.

O vazamento da articulação, materializado com essa notícia do blog, funcionará como um teste para os pendores acomodatícios do PSDB.

Os tucanos que voam na cena política são, como se sabe, aves muito suscetíveis. Uma simples reportagem pode devolvê-los ao seu ninho preferido: o muro.

Ilustrando a notícia – Livrar a cara de Renan pode; revelar o voto, nem pensar!

Tião Viana e Renan

O presidente em exercício do Senado, Senador Tião (gavião?) Viana, com a desfaçatez dos néscios, – não aquele que é facilmente enganado mas aquele que se envaidece acreditando que engana a todos -, e o servilhismo dos almocreves, declara aos microfones que é falta de decoro parlamentar o senador revelar o voto no julgamento do mandato do senador Renan Calheiros.

Argh!