Eleições USA – Trump, Hillary e os Bilderbergs

Os Bilderbergs não querem o Trumputo eleito. Aí através da mídia, que eles controlam, inventaram essa falácia de que ele é racista, homofóbico, xenófobo, machista, sexista, misógino, etc e tal…

Isso tudo é falácia disseminada pela mídia; ele nunca deu nenhuma declaração racista, homofóbica, xenófoba, sexista, etc…[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

O que ele disse, por exemplo, é que irá deportar os imigrantes ilegais, e os mexicanos criminosos; ai a mídia diz que ele é xenófobo!? Totalmente falso!

Se a pessoa se der ao trabalho de ver e ouvir os comícios dele, saberá que o que ele tem falado é o apoio às políticas de defesas dos direitos individuais, apoio à soberania nacional, etc… Tudo que ele tem apoiado vai contra o plano dos Bilderbergs e essas políticas neo-liberais.

Mas se a pessoa ficar somente “presa” dentro da bolha da mídia tradicional vai ser manipulada para acreditar numa coisa que não é verdade.

A mídia tradicional morreu. E esse ciclo eleitoral nos US terminou de enterrar. Ninguém acredita mais neles. Ninguém está acessando. Todo mundo migrou para a mídia alternativa que está batendo recordes de audiência e acessos.

Apenas 6% dos americanos confiam na “grande-mídia”, CNN, BBC, Washington Post, Wall Street Journal, Time, The Economist, etc…

Por exemplo; o Financial Time e a The Economist são propriedade dos Rothschild, que são os cabeças dos Bilderbergs.

The Economist diz que bolha chinesa vai estourar em 2018

O jornal português Diário de Notícias publicou nesta quinta-feira (13) uma matéria sobre artigo de opinião da revista The Economist enviada somente aos seus assinantes, onde Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU) afirma que a crise só não acontece antes porque o presidente da China “não quer más notícias” até o congresso do Partido Comunista, em 2017.

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Segundo reportagem do diário português, Costa em seu artigo diz que acredita que China dará “novos passos” no setor financeiro português.

O economista destaca que a economia chinesa deve sofrer uma “queda violenta” em 2018. Só não acontece antes porque em outubro de 2017 há o importante congresso do Partido Comunista do país, fórum que só se realiza a cada cinco anos, acrescenta o economista chefe.
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O Diário de Notícia descreve que Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU), faz um retrato bastante negro do que está para vir naquela que é considerada a segunda maior economia do mundo.

Atualmente ainda cresce, mas a desaceleração é cada vez mais visível, conforme demonstrado pelo FMI há alguns dias.

Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU), faz um retrato bastante negro do que está para vir naquela que é considerada a segunda maior economia do mundo Simon Baptist, o economista-chefe da Economist Intelligence Unit (EIU), faz um retrato bastante negro do que está para vir naquela que é considerada a segunda maior economia do mundo.

O noticiário português observa que o diagnóstico da EIU é bem direcionado para Portugal, tendo em conta os muitos investimentos chineses nesta economia e as muitas parcerias e projetos que estão para ser apadrinhados atualmente pelo governo e o próprio primeiro-ministro, António Costa, que chegou esta quinta-feira de uma viagem de negócios e de diplomacia econômica ao gigante asiático.

Para Simon Baptist, “durante muitos anos, os economistas — incluindo a EIU — vem falado da possibilidade de um colapso violento da China”. Embora o conceito seja algo “nebuloso”, isso se traduz na prática em um “grande declínio do crescimento (cerca de dois pontos percentuais)” por ano. Há cinco anos atrás, diz o mesmo economista, este não era o cenário mais provável — “pensávamos que a China poderia evitar isto” — mas tendo em conta “a enorme acumulação de crédito no país, significa que tal abrandamento é agora inevitável”.

“O boom [explosão] de crédito na China é insustentável não apenas por causa do seu tamanho, mas também porque estes empréstimos foram canalizados para empresas estatais não produtivas ao invés de ser direcionados para o setor privado mais dinâmico”, atira Baptist. E acrescenta: “Isto faz com que seja improvável que os lucros futuros sejam suficientes para servir esses empréstimos.”

Bolha adiada, diz a EIU no artigo

No entanto, a bolha não deve estourar em 2017 por uma razão política. “Pensamos que o abrandamento só irá acontecer em 2018, já que Xi Jinping [o Presidente da China] não quer más notícias sobre a economia do país antes de outubro de 2017?, quando se realizará o congresso do Partido Comunista que ocorre de 5 em 5 anos.

O Diário de Notícias lembra que em 20 de outubro, o FMI avisou que o governo chinês “tem de tomar medidas para travar o crédito que está aumentando em um ritmo perigoso e cortar apoios às empresas públicas, além de aceitar um crescimento de PIB mais lento”.

Segundo vários peritos, um dos maiores problemas é a alta concentração de crédito imobiliário, que pode nunca chegar a ser pago aos bancos domésticos e estrangeiros, com interesses no país. Segundo o FMI, em 2015 a “segunda maior economia do mundo” cresceu 6,9%, este ano expande-se 6,6% e em 2017 fica pelos 6,2%.

Boa forma física na palma da mão

Os aplicativos para smartphones que ajudam os usuários a cuidar da saúde estão mais eficazes e potencialmente úteis.

Boa forma física na palma da mão
A prática da medicina e da saúde pública por meio de dispositivos móveis tem um futuro promissor (Foto: Flickr) 

Existem hoje cerca de 165 mil aplicativos de saúde que funcionam nos dois principais sistemas operacionais de smartphones, iOS da Apple e Android do Google.

Segundo a empresa de consultoria PwC, até 2017 esses aplicativos terão sido baixados 1,7 bilhão de vezes.

Os melhores aplicativos são extremamente populares.

Com a conquista de mercado dos smartphones e a tendência de aperfeiçoamento contínuo dos apps e da Internet das Coisas, a prática da medicina e da saúde pública por meio de dispositivos móveis tem um futuro promissor.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

No entanto, além de dar uma nova dinâmica à medicina, os aplicativos de saúde têm um número crescente de recursos nos quais os usuários podem falar diretamente com os médicos e terapeutas.

E à medida que a qualidade dos cuidados oferecidos foi se sofisticando, agora novos aplicativos monitoram e fazem o diagnóstico de diversas doenças e, assim, em alguns casos ajudam os usuários a evitá-las.

Mas a questão da regulamentação é mais complexa.

Com a popularidade crescente dos aplicativos que ajudam a cuidar da saúde, surgiu a preocupação com o armazenamento de dados dos pacientes e o consequente uso e compartilhamento dessas informações.

Um novo estudo publicado no Journal of the American Medical Association revelou que muitos aplicativos de saúde estão compartilhando informações de pacientes sem o conhecimento deles.

Fontes:
The Economist-Things are looking app

Olimpíadas – Medalha de ouro para o Rio, diz ‘Economist’

Prefeitura do Rio de Janeiro cai nas graças da revista inglesa, que elogia a condução dos projetos de renovação de espaços urbanos na Cidade Olímpica.

Medalha de ouro para o Rio, diz ‘Economist’
Eduardo Paes, o mais novo queridinho da ‘Economist’ (Foto: Wikipédia)

A revista inglesa Economist desta semana chove elogios na prefeitura do Rio de Janeiro pela sua condução de projetos de renovação urbana ligados aos Jogos Olímpicos.

“O Rio de Janeiro é um oásis em um deserto político e econômico chamado Brasil”, diz a revista, fazendo um contraponto entre a recessão econômica e o escândalo de corrupção que paralisaram Brasília e os esforços do prefeito Eduardo Paes em preparação aos Jogos.

Ao contrário dos atrasos nos preparativos para a Copa de 2014, a revista afirma que as instalações do Parque Olímpico estão praticamente prontas há cinco meses dos Jogos.

Também minimiza o impacto das três maiores preocupações com o evento: a poluição na Baía de Guanabara, os atrasos na nova linha de metro ligando Ipanema à Barra da Tijuca e a epidemia de zika vírus.

“Paes diz que as competições acontecerão na boca da baía, onde a água é limpa, e que dois eventos-teste correram bem”, diz a revista.

Quanto ao metrô, a revista também repete o discurso oficial da prefeitura, que garante que a linha estará pronta em tempo e que 90% do trabalho já foi feito.

A Economist acrescenta que as férias escolares irão coincidir com o evento, aliviando os congestionamentos na cidade.

Epidemia de Zika 

A maior preocupação é o zika vírus, que já infectou cerca de 1,5 milhão de brasileiros desde que foi descoberto pela primeira vez no país no ano passado.

O último boletim do governo confirmou 641 casos de microcefalia e os números não param de crescer.

No Rio, um terço das habitações carece de saneamento básico, e a população não tem a disciplina para monitorar possíveis criadouros semanalmente.

Mesmo diante desse cenário a revista tranquiliza o leitor, lembrando que o evento vai acontecer nos meses frios e secos de agosto e setembro, quando a população do Aedes aegypti tende a cair drasticamente.

“Embora as mulheres grávidas e seus parceiros sexuais terão de consultar um especialista, para a massa dos fãs de esportes o  vírus não deve ser uma preocupação”, diz.

“Há muito a celebrar sobre as Olimpíadas do Rio”, conclui a revista.

“A cidade tem usado os Jogos como um catalisador para uma transformação mais ampla (…) Se a renovação urbana fosse um esporte, o Rio levaria medalha de ouro”.

Fontes:
The Economist – An Olympic Oasis

USA: O mundo em meio a uma corrida nuclear

O governo de Barack Obama tem um projeto de US$ 1 trilhão para modernizar o arsenal nuclear do país. 

O mundo em meio a uma corrida nuclear
Planos de fabricar um novo míssil nuclear de longo alcance (LRSO) estão sendo criticados (Foto: Wikipedia)
Há 25 anos, telespectadores do mundo inteiro assistiram à exibição da tecnologia de mísseis de cruzeiro dos Estados Unidos. Enquanto os jornalistas escreviam suas reportagens no teto do hotel Al Rashid em Bagdá, os mísseis Tomahawk surgiram na tela percorrendo as ruas da cidade em seu caminho para atingir alvos com uma precisão fantástica.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
Fabricado no auge da Guerra Fria como um míssil nuclear, que podia carregar uma ogiva nuclear ou uma carga explosiva comum, o míssil Tomahawk tem estado na vanguarda da maioria dos ataques aéreos dos EUA desde a primeira Guerra do Golfo.

No entanto, os planos de fabricar um novo míssil nuclear de longo alcance (LRSO), antes que os antigos sejam retirados de circulação em 2030, como parte do projeto do governo Obama de renovar o complexo nuclear obsoleto do país e expandir a produção de armas nucleares nos próximos 30 anos com um custo de $1 trilhão, estão sendo criticados.

William Perry, secretário de Defesa de 1994 a 1997, encarregado do projeto do míssil de cruzeiro no Pentágono no final da década de 1970, e Andrew Weber, secretário-adjunto de Defesa responsável pelos programas de defesa nuclear, química e biológica de 2009 a 2014, causaram surpresa em outubro ao defender o cancelamento dos planos de fabricar mil mísseis nucleares. Esse cancelamento representaria uma economia de US$25 bilhões ao país.

Segundo Perry e Weber, os mísseis nucleares de cruzeiro são “armas desestabilizadoras”, porque os inimigos em potencial não conseguem distinguir se estão sendo atacados com uma carga explosiva convencional ou com uma ogiva nuclear.

O fato de não produzirmos o LRSO, disseram, “não diminuirá o enorme poder de dissuasão nuclear dos EUA”. Especialistas em controles de armas receiam que as justificativas do Pentágono para a fabricação de novos mísseis e da nova bomba atômica extremamente precisa, sugerem que as doutrinas da Guerra Fria, controversas na época, como o aumento do controle e do limite das guerras nucleares, estão sendo retomadas.

Hillary Clinton, que em geral tem uma postura mais incisiva e enérgica do que Barack Obama, ao lhe perguntarem em Iowa qual era sua opinião sobre o projeto de US$1 trilhão para modernizar o arsenal nuclear americano respondeu, “Bem, ouvi comentários. Vou procurar me informar com mais detalhes. Mas para mim não faz sentido”.

A observação da Sra. Clinton traiu a pressão que tem sofrido por parte do candidato democrata de esquerda e seu rival nas pesquisas de intenções de votos, Bernie Sanders.

Mas muitos democratas decepcionaram-se por Obama não ter se mantido fiel ao projeto de um mundo sem armas nucleares, como descreveu no discurso em Praga no ano de 2009, que lhe ajudou a ganhar o prêmio Nobel da Paz, talvez uma escolha um pouco prematura.
Fonte: Opinião&Notícia

Onde está a inteligência no Brasil?

País virou refém de esquemas montados em torno do capital estrangeiro 

Economia,Brasil,Blog do Mesquita

Os últimos acontecimentos levam ao questionamento sobre a atuação da inteligência no Brasil. Aqui, ressalta-se, não se fala da inteligência do povo, mas justamente daquela dos que têm por obrigação resguardar o país e garantir a ordem e o desenvolvimento.
Parece haver uma articulação internacional contra os interesses do país e a favor do capital estrangeiro, e a segurança do país não percebe isso.

Vários episódios no cenário político, econômico e social brasileiro evidenciam o processo crescente de desestabilização institucional. Senão, vejamos:[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

1) Em sua primeira edição de 2016, a revista semanal britânica The Economist escolheu a crise brasileira como sua matéria de capa. Nela são feitas inúmeras críticas à administração da presidente Dilma Rousseff, com foco na perda dos graus de investimento do país por duas agências de classificação de risco, na previsão de baixo crescimento econômico para o ano, e na demissão de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A revista chega a afirmar que a queda de Dilma seria necessária para o Brasil retomar seu rumo. Fica a pergunta: por que a The Economist optou por centrar suas críticas desta forma, pregando até a derrubada do governo? Por que uma revista que fala da economia mundial escolhe o Brasil para a capa, se há tantos países no mundo em situação pior? Como se não bastasse, a reportagem da Economist mais parece cópia das reportagens de segmentos da mídia nacional que se dedicam a atacar o governo.

Escritórios de assessorias econômicas internacionais, que contrariam os interesses nacionais, já torcem publicamente pela venda do país. Isso é claro. Declarações e análises, orientadas juridicamente, defendem abertamente o capital estrangeiro em nossa política econômica.

2) Apesar de estar em sigilo judicial há muito tempo, justamente em seguida da publicação da reportagem de capa do The Economist foi divulgado o conteúdo da delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Claramente o objetivo foi desestabilizar ou tentar desestabilizar, através de acusações de recebimento de propina, um graduado funcionário do governo, hoje interlocutor da classe política.

3) Suspeita também foi a nomeação relâmpago de um importante ex-integrante do Palácio do Planalto por um órgão que centraliza a economia mundial. Foi uma clara afronta ao país, principalmente quando se leva em consideração que, durante sua passagem pelo governo, este ex-integrante travou confrontos com a Câmara dos Deputados, que é a própria casa do povo e da democracia, apontado-a como o principal responsável pela crise política e econômica que o país atravessa. Vindo de alguém que sempre serviu a órgãos estrangeiros, não surpreende.

4) Israel praticamente impôs ao Brasil, no final do ano passado, a nomeação de Dani Dayan como embaixador do país em Brasília. O que se viu não foi uma solicitação, uma indicação, com base em relações diplomáticas cordiais, mas sim uma afronta à autoridade política brasileira. Dayan, longe de ser um diplomata qualquer, foi um influente líder do movimento de assentamentos judaicos, condenados pela política externa brasileira, que defende a criação de um Estado palestino. A aceitação de seu nome seria a aceitação de uma grosseira afronta aos direitos humanos.

A vice-ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Hotovely, chegou a adotar um tom de ameaça ao comentar o problema: “O Estado de Israel deixará o nível de relacionamento diplomático com o Brasil a um nível secundário se o apontamento de Dani Dayan não for confirmado”, afirmou. Deveria o país, por acaso, se curvar novamente?

5) Na manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus que ocorreu na última sexta-feira (8), em São Paulo, houve confrontos entre mascarados black blocs e a Polícia Militar, que, incompreensivelmente, optou por prender os cidadãos comuns e não os verdadeiros vândalos que enfrentava, talvez por serem mais difíceis de serem identificados. Os responsáveis pelo caos estarão livres para atentar contra a segurança pública no próximo protesto.

6) Como se não bastasse, o país assiste também à premeditada tentativa de desmonte da maior empresa estatal brasileira, responsável por 60% da economia nacional, que custou ao seu criador, Getúlio Vargas, a própria vida.

A política e a economia brasileiras se tornaram reféns de esquemas estrangeiros que corroem a democracia e o funcionamento adequado das instituições. Se a inteligência não percebe o que está sendo feito com o país, o povo tem mesmo é que esperar pelo carnaval!

Fonte:JB

The Economist: Abertura de impeachment aumenta chance de Dilma ficar

O início do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados pode, ironicamente, aumentar as chances de sobrevivência política da presidente até 2018, avalia a revista britânica The Economist.

Presidente Dilma e o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, em reunião de coordenação política um dia após o acolhimento do pedido de impeachment.
Image copyright Ag Brasil

Com dois textos dedicados ao novo capítulo da crise política brasileira, a edição da revista que chega às bancas nesta sexta-feira criticou o acolhimento do pedido de impeachment pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Leia também: ‘Brasília se tornou versão tropical de Jogos Vorazes’, diz ‘FT’

“A ação de Cunha é falha e ameaça apenas afundar o Brasil ainda mais na lama”, afirmou a publicação, em referência a reportagem de fevereiro em que citava o “lamaçal” econômico e político no país.

Embora faça críticas a Dilma – citada como “a presidente mais impopular e ineficaz da história moderna brasileira” – , a revista conclui que o “tempo trabalha a favor” da petista, já que o gesto de Cunha “parece um ato de vingança” diante do cerco que o deputado enfrenta na Operação Lava Jato.

O deputado está entre os cerca de 40 políticos com foro privilegiado investigados por suspeita de participação no escândalo de corrupção na Petrobras. O Ministério Público Federal descobriu contas não declaradas do peemedebista na Suíça, que teriam sido abastecidas com dinheiro desviado da estatal. Cunha nega corrupção e diz que não tinha controle sobre as contas, que seriam apenas usadas para planejamento sucessório e educação dos filhos.

“Cunha pode ser facilmente visto como agindo em interesse próprio do que um homem de Estado, colocando uma interrogação sobre toda a confusão. O PT tende a cerrar fileiras em apoio à presidente, e Dilma sem dúvida será mais firme do que nunca em não renunciar, como alguns na oposição esperavam”, diz o texto intitulado “Dilma’s Disasters” (Os Desastres de Dilma).

Cenários possíveis

Na avaliação da Economist, a oposição não tem hoje os 342 votos (entre 512) necessários na Câmara para derrubar Dilma, mas o quadro pode mudar se surgirem provas contra a presidente na investigação da Petrobras.

A publicação responsabiliza a presidente pelo “desastre econômico” no país, que associa a “políticas fiscais e monetárias irresponsáveis e ao incessante intervencionismo microeconômico” do primeiro mandato (2010-2014), mas diz que ela “merecia mais alguns meses para tentar retomar as rédeas” da economia.

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na sessão em que leu o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff – Image copyright Ag Brasil

“Se ela falhasse, aí haveria um motivo forte para convencê-la a renunciar pelo bem do país”, afirma a revista. “Ao atacar cedo demais e com os motivos mais inconvincentes, Cunha talvez tenha dado sobrevida maior a uma presidente fraca e destrutiva.”

Sobre os motivos citados por Cunha para acolher o pedido – sobretudo a abertura por Dilma, em 2015, de créditos suplementares em desacordo com a Lei Orçamentária -, a revista diz que a presidente “não seria a primeira a adulterar contas públicas”, mas lembra que a gestão da petista foi a primeira a ter contas rejeitadas por órgão de controle (Tribunal de Contas da União).

“É tudo o que o Brasil precisava. Com um enorme escândalo de corrupção a todo vapor, economia em queda livre, finanças públicas em frangalhos – e uma classe política que age em causa própria e sem intenção de enfrentar nenhum desses problemas – o país agora foi servido com uma crise constitucional”, diz a publicação.

2015 e 1992

Ao comparar a situação de Dilma com a do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que sofreu um processo de impeachment em 1992, a revista aponta três semelhanças: a falta de habilidade para lidar com um quadro político fragmentado, a baixa popularidade e a economia em baixa.

Por outro lado, diz a Economist, a presidente não é acusada de enriquecimento ilícito e mantém o apoio de seu partido. “E talvez o mais importante: há pouca evidência de que a oposição queira assumir a bagunça das mãos de Dilma. Preferiria vê-la sofrer e obter uma vitória fácil na próxima eleição em 2018.”

“Infelizmente, o furor irá deslocar a atenção já dispersa dos políticos brasileiros das soluções para os muitos problemas do país, a começar pelo déficit crescente no Orçamento. A História poderá julgar esse como o maior pecado de Cunha.”

Brasil: A chantagem da mídia econômica internacional

Economia,Brasil, Blog do MesquitaNa segunda 7 de abril, o jornal O Globo repercutiu um texto do jornal britânico Financial Times (FT) onde esta publicação dá “sentença de morte” para o modelo econômico brasileiro.

Quem acompanha meus artigos neste blog há quase nove anos sabe o quanto sou crítico do governo de coalizão, incluindo o modelo de Bismarckismo Tropical, onde o governo federal se associa aos capitais oligopolistas, favorecendo campeões nacionais e seus pares estrangeiros.

Ressalto que minha crítica por esquerda não tem relação com este mecanismo de chantagem e criação de factóides oriundas do centro do capitalismo e em particular da retro-alimentação do cassino financeiro.

O último ataque contra a economia brasileira tem origem na nota rebaixada da agência de análise de risco Standard & Poor’s (S&Ps), passando o país de BBB para BBB-.

A previsão de longo prazo desta agência indica certa “instabilidade”, mas ainda não retira o grau de investimento (investment grade).

Por incrível que pareça, a recomendação desta empresa privada condiciona a compra dos papeis da dívida pública brasileira, porque os grandes fundos globais têm nas suas regras de funcionamento tal avaliação prévia terceirizada.

Se a agência não recomendar a compra, os gerentes de operações e analistas não podem comprar títulos de um país, o que resulta numa rebaixa violenta.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O chamado “efeito de manada” pode começar numa venda combinada – como foi o caso da Grécia – ou então numa nota rebaixada.

Parece piada, mas é farsa. A S&Ps deu nota AAA (máxima) para a fraudulenta Enron (antes da empresa de energia falir) e para os bancos de investimento Lehman Brothers e Bear Stern – co-responsáveis pela bolha financeira – semanas antes da quebradeira de 2008.

Somente este dado já seria o suficiente para colocar em dúvida a lisura destas agências e o mecanismo de análise.

Para piorar, tanto o FT como o The Economist e o Wall Street Journal (do “impoluto” Rupert Murdoch) tomam como fontes autorizadas, a operadores da jogatina global igualmente cúmplices pela bolha e a crise subseqüente de 2008.

Ora, quando uma matéria toma como fato gerador um índice duvidoso e ouve apenas especialistas diretamente interessados no tema, o texto fica no mínimo sob suspeita.

A suspeição se confirma quando aplicam o recurso do sujeito oculto, ouvindo “o mercado” ou consultando “a maioria dos economistas” para confirmar o argumento central.

Isto é uma chantagem, tentando condicionar a decisões soberanas do Brasil diante dos especuladores globais.
¹ Bruno Lima Rocha é professor de relações internacionais e de ciência política.
(www.estrategiaeanalise.com.br / blimarocha@gmail.com)

Brasil, crescimento e a economia

Painel de economistas avalia por que a economia do Brasil não decola.

Cristo Redentor (Foto Riotur)
Brasil deixou de ser unanimidade após desaquecimento

Até 2011, a imprensa e mercados internacionais pareciam tomados por um grande entusiasmo em relação ao crescimento brasileiro. “O Brasil decola”, anunciou em 2009 a revista britânica The Economist, fazendo um diagnóstico que, à época, parecia ser unanimidade.

A recente polêmica aberta em um artigo da mesma Economist chamava a economia brasileira de “criatura moribunda” – e anunciava: “O Brasil despenca” – dá a medida de como o clima mudou em relação ao País em 2012.

“Este foi o ano em que passamos de uma ‘brasilmania’ – um grande entusiasmo no exterior em relação ao Brasil – para uma visão mais realista e cética sobre o potencial do País. Agora, na imprensa e entre os mercados e investidores há muita incerteza sobre os rumos que a economia brasileira tomará a partir de 2013”, disse à BBC Brasil Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Entre as causas centrais da mudança está a desaceleração econômica dos últimos dois anos. De 2004 a 2010 o PIB brasileiro cresceu a uma média de 4,5%, alcançando, em 2010, os 7,5% que encheram os olhos dos mercados e investidores.

A expansão mais modesta do ano passado – de 2,7% – foi interpretada por analistas como um ajuste sobre o ano anterior, em que o PIB havia crescido mais que seu “potencial” estimado, de 4%.

O que explica, então, a alta de apenas 1% esperada para 2012? Ou o que freou tão bruscamente o crescimento brasileiro – em um contexto em que, ainda por cima, o desemprego está historicamente baixo?

Em um momento em que o governo brasileiro se esforça para garantir que o país retome o crescimento acelerado – com mudanças no câmbio, pacotes de incentivo fiscal e queda dos juros – economistas estrangeiros e brasileiros de prestígio responderam essa questão para a BBC Brasil e opinaram sobre o que é preciso para a economia voltar a alçar vôo em 2013.

Consensos e divergências

Alguns pontos parecem consensuais. Por exemplo, os baixos níveis de investimento são apontados como fator central do desaquecimento.

Como alguns analistas ressaltam, o aumento dos gastos do governo e a expansão da classe média brasileira impulsionaram o consumo nos últimos anos – mas os empresários não têm investido o suficiente, criando uma insuficiência de oferta.

No Brasil, o nível de investimento ronda os 18% do PIB, contra quase 50% da China e pouco mais de 30% da Índia. No Peru, Chile e Colômbia a taxa ronda os 25%.

Indústria têxtil (Agência Brasil)
Apesar de aumento no consumo, empresários brasileiros investiram pouco

A sobrevalorização do real, que mina a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, e problemas estruturais, como excesso de burocracia, gargalos de infra-estrutura e falta de investimento em educação e na formação de mão-de-obra também são apontados como freios do crescimento em 2012, além do acirramento da crise global e desaquecimento da China.

O governo está tentando atacar alguns desses entraves com medidas como cortes dos juros (para 7,25%) e a queda do real. “Mas tal ajuste só terá resultados no médio e longo prazo, porque os empresários levam tempo para refazer seus planos”, diz Antônio Prado, da CEPAL.

Entre as diferenças de pontos de vista dos entrevistados algumas se referem às causas do desaquecimento. Por exemplo, um grupo atribui mais peso a fatores externos, enquanto outros veem exagero no cálculo do contágio.

Há também uma ampla variação nas receitas para o crescimento. Alguns defendem mais abertura e menos intervenção. Outros pedem políticas industriais mais ambiciosas. Confira algumas dessas propostas abaixo:

Jim O’Neill – Reformas microeconômicas
Economista da Goldman Sachs, criador do termo BRIC

É importante entender que a taxa de crescimento anual do Brasil é bastante volátil. Na década em que a média de crescimento chegou perto dos 4% houve 3 anos em que a expansão do PIB ficou abaixo dos 2%.

JIm O´Neill (Foto Getty Image)
JIm O’Neill é otimista sobre retomada do crescimento em 2013

O Brasil desacelerou por dois motivos em 2011 e 2012. Primeiro, a redução do crescimento da China e dos preços de algumas commodities. Segundo, a sobrevalorização do real, que complicou o desafio do Brasil para ganhar competitividade. Mas no último trimestre, não fosse por uma estranha queda no setor financeiro, o crescimento anualizado seria de 4%, então acho que será mais forte a partir de agora.

Para assegurar um crescimento igual ou maior que 4%, o Brasil precisa de melhores condições financeiras (evitando uma nova valorização do real) e reformas focadas no lado da oferta. A macroeconômia tem ido na direção certa, mas é preciso mais reformas microeconômicas.

Michael Reid – Menos burocracia e arbitrariedade
Editor para América Latina da The Economist

É verdade que o ambiente externo tem sido um desafio. Mas com que países o Brasil quer se comparar? Com a Europa? Basta olhar para a América Latina e os BRICs para ver que o desempenho recente do Brasil é pobre.

Alguns motores do crescimento de 2004-10 enfraqueceram. As commodities já não estão subindo e os consumidores precisam pagar suas dívidas. O Brasil se trancafiou em um bloco comercial protecionista e de baixo crescimento – o Mercosul, e fez pouco para abrir novos mercados. Mas o que mais decepciona é a queda dos investimentos. O setor público não tem melhorado a execução de projetos e investidores privados parecem estar preocupados com o risco de mudanças regulatórias ou de políticas.

Outros países latino-americanos acabaram com uma burocracia estúpida que dificultava a vida das empresas. Por que o Brasil não faz o mesmo? Como a presidência já reconheceu, mobilizar investidores privados em projetos de infra-estrutura é crucial. Mas o governo precisa ser mais consistente ao atrair investidores, oferecendo a eles uma taxa de retorno razoável.

Simplificar a estrutura tributária brasileira e reformar leis trabalhistas leva tempo, mas o governo poderia anunciar planos claros para lidar com essas questões.

Marcos Troyjo – Novo modelo de crescimento
Diretor do BRICLab da Universidade de Columbia

Há exagero na avaliação do peso dos fatores externos sobre o desaquecimento brasileiro. O Brasil é uma economia relativamente fechada. As exportações representam 10% do PIB e o peso da China é de 2%. Por isso, o efeito direto do desaquecimento chinês é mais limitado do que muitos acreditam, embora haja também o efeito indireto, relacionado a uma mudança de expectativas.

Marcos Troyjo (Foto Arquivo Pessoal)
Para Troyjo, Brasil precisa de reformas estruturais

Houve no Brasil um problema de oferta. O País cresceu recentemente com um modelo focado nos altos índices de consumo e gastos do governo. Isso gera crescimento de curto prazo, mas não desenvolvimento. Para crescer mais de 4%, o Brasil precisa investir 23% do PIB no mínimo.

A queda dos juros foi bem-vinda, mas ainda é preciso fazer reformas estruturais: reduzir a burocracia para a abertura de negócios e os gargalos de infra-estrutura; investir mais em inovação e formação de mão de obra.

Antonio Prado – Política Industrial efetiva
Secretário-executivo adjunto da CEPAL

Houve uma queda muito importante do nível de atividade da indústria – em parte por causa da sobrevalorização do real, que barateou as importações e desestimuliou a produção local. Isso levou a uma inconsistência entre a política industrial e política macroeconômica.

Por isso, mudança na taxa de câmbio e de juros era necessária, mas deve demorar para mostrar resultados. Empresas que já tinham contratos de compras de insumos e dívida em dólar devem ser prejudicadas no curto prazo com a desvalorização, mas no médio e longo prazo o Brasil ganha competitividade.

O País já está fazendo um esforço grande para levar adiante mudanças estruturais e deve continuar nesse caminho. . Medidas como o controle de fluxos especulativos financeiros também são importantes.

Pablo Fajnzylber – Parcerias público-privadas
Principal economista do Banco Mundial para o Brasil

Após crescer 0% em 2009, o Brasil implementou um política fiscal e monetária anticíclica que lhe permitiu crescer 7,5% em 2010. Mas pressões inflacionárias levaram a um aperto da política monetária até agosto de 2011, quando incertezas globais motivaram um novo ciclo de estímulo.

O impacto desse afrouxamento precisa de tempo para se materializar. A parcela das rendas familiares comprometida com dívidas está alta. O investimento continua baixo refletindo uma incerteza sobre o cenário global e doméstico. Além disso, muitas indústrias sofrem com custos elevados de mão de obra.

No longo prazo, é preciso elevar o PIB potencial do país. A produtividade e o nível de investimento precisam subir. O setor público deve concentrar investimento em atividades que aumentam a produtividade do setor privado, como educação e infra-estrutura, continuando a fazer parcerias com o setor privado em áreas em que o último tem vantagens comparativa como transportes.

Edward C. Prescott – Mais competição e abertura
Prêmio Nobel de Economia

O sistema político deve estar bloqueando mudanças e tomando medidas para manter o status quo. É preciso fazer mudanças para progredir, mas ao que parece a nova presidente não é tão habilidosa como Luiz Inácio Lula da Silva, que foi capaz de manter o apoio dos brasileiros permitindo uma mudança.

Notas de reais (Foto Reuters)
Industria brasileira reclama de real forte

O Brasil precisa criar um ambiente em que grupos de brasileiros talentosos possam se juntar e levar adiante iniciativas empreendedoras. Mais competição entre os Estados e mais abertura para o resto do mundo poderia ajudar nesse processo.

Luiz Carlos Bresser-Pereira – Política cambial eficiente
Ex-ministro da Fazenda

A economia brasileira está crescendo menos que o esperado principalmente devido à grande apreciação cambial que ainda subsiste. Os anos 2000, como os anos 90, foram marcados pela tendência à sobrevalorização crônica e cíclica da taxa de câmbio. O dólar caiu de R$ 3,95 em 2003 para R$ 1,65 em 2010.

Com isso, as indústrias deixaram de exportar. Elas sobreviveram graças à política distributiva do governo, que aumentou o mercado interno e explica as taxas de crescimento do segundo mandato de Lula. Mas com o tempo, seu mercado foi capturado por manufaturados estrangeiros.

O essencial agora é continuar a depreciar o real até que ele chegue ao nível de “equilíbrio industrial”, de R$ 2,70 por dólar, que torna competitivas as empresas brasileiras de manufaturados. Para exportadores das commodities, que originam a “doença holandesa” (sobrevalorização da moeda de países com recursos naturais abundantes), R$ 2,00 por dólar está bom.
Ruth Costas/Da BBC Brasil em Londres