Eleições 2010. Genoino será relator da emenda do terceiro mandato

Brasil: da série “cumequié?”

Só pode ser gozação com os Tupiniquins.

Um dos cabeças da “tchurma” do mensalão e membro da elite dos cuequeiros, José Genoino ser o relator da PEC – Projeto de Emenda Constitucional –  que visa criar a legalidade de reeleição para um terceiro mandato do apedeuta?

Argh!

Paulo Bonavides e o terceiro mandato

O mestre jurista Paulo Bonavides, mundialmente reconhecido como uma autoridade em Direito Constotucional, foi incisivo:

 “Com o terceiro mandato, não se elegerá um presidente da República, mas um ditador constitucional, um caudilho plebiscitado”.

Eleições 2010. PSDB “trabalha” a favor do terceiro mandato de Lula

Ele não quer, querendo?

A imobilidade do PSDB é responsável, em parte, pela persistência do fantasma de uma nova candidatura de Nosso Guia. Se Serra ou Aécio botassem a cara na vitrine, desencadeariam um processo que dificultaria uma manobra queremista do comissariado. Jogando na retranca, alimentam-na.

Pode-se dizer que Lula já informou que não pretende buscar o terceiro mandato, mas ele nunca disse isso numa frase que não contivesse uma saída de emergência. Numa de suas últimas versões, repetiu que não pretende entrar na disputa, mas disse que não via nenhum mal no continuísmo chavista.

Se algum dia Lula quiser encerrar essa discussão, pode recorrer a um modelo formulado em 1871 pelo general americano William Sherman (o devastador do Sul dos Estados Unidos durante a Guerra Civil). Ele mandou uma carta a um jornal dizendo o seguinte:
“Nunca fui e nunca serei candidato a presidente. Se algum partido me indicar, não aceitarei a escolha. E se eu for eleito, mesmo que seja por unanimidade, não ocuparei o cargo”.

por Elio Gaspari

É um fardo mas todos querem se reeleger

Os políticos, tanto os Tupiniquins, como todos os outros espalhados mundo afora, dizem ser a atividade de governar um enorme fardo. Seria cômico, se não fosse trágico, que toda essa turma seja capaz de vender a mãe no dia de Natal, para conseguir se perpetuar no poder.

Terceiro mandato.
É muita gente querendo ficar no poder.

Primeiro foi o prefeito de New York, o Bloomberg, agora são so presidentes da Colômbia, Uribe, e da Venezuela, Chávez. O republicano americano já conseguiu. Os sul-americanos ainda estão travando batalhas em seus Congressos para a convocação de um referendo, no qual a população se manifestará.

O tema não chega a ser uma novidade. O ex-presidente do Peru, Fugimori, já tentou emplacar um terceiro mandato. Perdeu. Felizmente, a despeito de tudo que se escreve e se diz, ninguém aqui no Brasil tentou seriamente iniciar uma batalha política pelo terceiro mandato. Pelo contrário, tramita na Câmara projeto para acabar com a reeleição.

Mas não estamos imunes a isso. No Senado, seu presidente, Garibaldi Alves (PMDB-RN), está tentando uma brecha legal pela qual ele poderia disputar a reeleição para o cargo dentro de uma mesma Legislatura (período de quatro anos), se conseguir arrancará na marra o direito a um terceiro mandato. Daqui a dois anos, quando iniciar nova Legislatura, ele poderá, e aí com direito líquido e certo, disputar o terceiro mandato.

O que vai acontecer no Senado? Não sei. Teremos um mês de debates e articulações pela frente.

blog do Ilimar Franco

Terceiro mandato. A reeleição de Lula tá se formando na Colômbia de Uribe por conta do Tio Sam

Nem só de Cháves vive a ameaça à democracia na, quase sempre, caudilhesca e infelicitada América Latina.

Agora, sob as bençãos do grande chefe do norte, a politicalha colombiana prepara um golpe constitucional para dar ao Presidente Uribe um terceiro mandato.

Na enxurrada de demo-dólares na Colômbia, quem escapa do demo-tráfico de Uribe cai no narco-tráfico da guerrilha.
Do blog do Campello

Se Lula quiser a reeleição poderá ter o voto de mais três Senadores para mudar a Constituição.

Pelos discursos de apoio à política do Presidente Álvaro Uribe, mamulengo dos Estados Unidos, na Colômbia , e também pelos discursos de apoio de à “Democracia” instalada de cima para baixo naquele país, certamente Heráclito Fortes, do PFL do Piauí, José Agripino Maia, do PFL do Rio Grande do Norte e Arthur Virgílio Neto, do PSDB do Amazonas, votarão com a Emenda Constitucional que permite a reeleição infinita.

Com orientação e apoio total do Governo Bush, que impõe (?) a “Democracia Americana” na Colômbia, a Assembléia Nacional daquele país se prepara para alterar a Constituição e conceder um 3º mandato a Uribe. Álvaro Uribe teve suas duas primeiras eleições sob suspeita de fraude, com vitórias apertadas. Mas nossos Senadores atestam que ele é um democrata, e que o regime daquele país é uma democracia. Terceiro mandato portanto é democracia. Por coerência de princípios deverão apoiar também, aqui, no Brasil, essa novidade “democrática”.

Em tempo. O Senador José Sarney, PMDB do Amapá, aquele que luta para ter um Maranhão bem grande só para sí, também faz discursos inflamados em favor de Uribe e diz que 3º mandato só não presta se for para Hugo Chavez, da Venezuela. Na Colômbia pode.

Brasil – Da série “Acorda Brasil” – Lula “tá de olho na boutique dela”

O apedeuta do planalto, o grande chefe dos tupiniquins, finge que não tá nem aí com o bode que ele mesmo diz que não colocou na sala.

Na verdade sua (dele) excelência, “só pensa naquilo”. Aquilo, no caso é o  – argh! – imoral terceiro mandato.

Leiam o que escreve hoje, a esse respeito, o jornalista Carlos Chagas na Tribuna da Imprensa:

Um estranho telegrama
BRASÍLIA – No último dia 17 o presidente Lula enviou ao primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Rasmussen, o seguinte telegrama: “Recebi com especial satisfação a notícia da vitória de Vossa Excelência no pleito eleitoral realizado dia 13 de novembro. Sei que se trata da terceira vez que o povo dinamarquês confia a Vossa Excelência a elevada tarefa de conduzir o governo da Dinamarca, fato que demonstra o sucesso de sua administração.

Antecipo a satisfação que terei de dar continuidade aos profícuos entendimentos que tivemos quando da visita de Vossa Excelência ao Brasil, em abril deste ano, bem como por ocasião de minha visita à Dinamarca em setembro último, da qual guardo as melhores recordações. Estou certo de que nosso trabalho assinala a elevação do relacionamento entre nossos países a novos patamares de excelência.

Peço-lhe receber, juntamente com minhas sinceras felicitações, os votos de sucesso e de felicidade pessoal, que estendo a todo o povo dinamarquês. Mais alta estima. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República Federativa do Brasil.”

Trata-se de mensagem protocolar, em resposta a um comunicado do primeiro-ministro reeleito pela terceira vez, mas, convenhamos, que hora mais desastrada para elogiar a permanência de um governante em função do sucesso administrativo.

Pelos comentários anteriores do presidente Lula, Anders Rasmussen é mais um a integrar a lista encabeçada por Margaret Thatcher, John Major, Tony Blair, Felipe Gonzalez, Helmut Kholl, François Mitterrand e quantos mais que permaneceram à frente de governos por longos períodos, sem restrições diante de um bom desempenho administrativo. Entenda quem entender, mas se o ponto central das reeleições reside na capacidade do governante, abre-se larga avenida para a aplicação do princípio em qualquer sistema de governo, parlamentarista ou presidencialista…