Impeachment, PSDB, tourada, e teatro para inglês ver

Touradas,Blog do Mesquita,PSDB,Dilma Rousseff,Impeachment,Partidos Políticos,PSDB, Lula,PT,Eleições 2018A diuturna manifestação de alguns dos mais emplumados tucanos, quanto ao pedido de impeachment da presidente Dilma, é teatro pra inglês ver.

Meio partido a favor, meio partido contra. O que der, terá alguém do partido para ocupar a ribalta. Ver PS -3 aí abaixo.

O projeto é o mesmo ao que acontece nas touradas: espetar o touro com bandarilhas – no caso acusações e ameaças diversas – até o touro sangrar e não ter mais força para resistir.

Embora quem esteja no momento no centro da ‘plaza de toro’ seja Dona Dilma, o touro a ser sangrado é o Lula.

É melhor deixar D.Dilma sangrar até o fim, pois ficará sem mais chance para o PT fazer a sucessão.

Não haverá tempo à ela para consertar os desmantelos, e recuperar a credibilidade da população.

E alguém pode solicitar o impedimento da presidente? Nos últimos quatro anos foram apresentados mais de uma dúzia de pedidos de impeachment contra Dilma. Todos foram arquivados por falta de elementos que justificassem as propostas.

O motivo da não aceitação dos requerimentos é, segundo o advogado criminalista Pedro Paulo Medeiros, baseado na jurisprudência. Isso acontece porque, por mais que o processo de cassação de um chefe do Poder Exe­cutivo seja político, é necessário “existir juízo de admissibilidade no próprio Congresso, que, para instaurar processo de im­peachment, precisa ter dados concretos em mãos”.

Continuo eu; Impeachment faria dela uma vítima, além do risco de convulsão social. Simples assim.
Somente os ideologicamente obtusos não percebem que o fora Dilma é burrice. Ela já está sob controle da avenida Paulista.

PS 1 – Aécio Neves e Cássio Cunha Lima, são pontos fora da curva , e serão isolados. Aquele vai apenas queimar cartucho e não irá decolar (com trocadilhos aeroportuários, por favor) sua possível candidatura a presidente. E ainda há sobre ele o cutelo da Lista de Furnas. Já esse, teve o mandato de governador da Paraíba cassado por abuso de poder político.

PS 2 – Tudo como sempre é questão de interesses. Aécio está a favor do impeachment para se alinhar as manifestações e protestos. Serra e Alckmin estão mais relutantes por que sabem que não tem o mesmo apelo que Aécio tem, e mais, temem colher desafetos por causa disso. Todos tem rabo preso em algum lugar.

PS 3 – A Igreja Católica usou teatro parecido, quando havia o perigo que Fidel Castro – via ações e verborreia do genocida ‘Che Guevara’ – “comunizasse a América Latina. O que fez a cúria? Criou uma tal de Teologia da Libertação, e “enfiou” nela algumas eminências, que pareceriam ser comunistas desde Moisés. Assim, fosse qual fosse o perfil ideológico que a América Latina adotasse, sempre haveria gente da Igreja do lado vencedor.

PS 4 – Mas, como sem humor não dá para aguentar esse sanatório geral, lá vou eu; Não duvido nada que apareça algum petista à favor do impeachment da Dilma só pra contrariar e criticar o FHC.


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Dilma Rousseff: silêncio de ouro

Nunca o adágio popular que diz que “o silêncio é de ouro” foi tão apropriado.

Nunca antes neste país um silêncio foi tão comemorado, tão elogiado.

Treze dias depois de assumir o governo, a presidente Dilma se mantém na mesma postura de silêncio obsequioso que adotou desde que foi eleita.

Seu discurso de posse, praticamente repetindo o da vitória na eleição de 30 de outubro, foi das poucas manifestações de viva voz que produziu desde então, fora uma ou outra rápida declaração a jornalistas brasileiros, cada vez mais raras por sinal.

Houve também uma importante entrevista ao “Washington Post”, na qual ela marcou pela primeira vez sua divergência com o Irã sobre a questão dos direitos humanos.

O silêncio obsequioso é imposto como punição pelo Vaticano a religiosos que defendem doutrinas divergentes da ortodoxia da Igreja Católica.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Foi imposto, por exemplo, a Leonardo Boff, que defendia a Teologia da Libertação.

O de Dilma, embora o PT se assemelhe a uma seita religiosa, não lhe foi imposto, mas adotado por ela como maneira de não entrar em choque com o hiperativo Lula quando ele ainda estava em pleno gozo de suas prerrogativas presidenciais e dava mostras diárias de que lhe custaria muito abandonar o poder.

Depois da posse, Dilma continua em silêncio, o que parece ser uma estratégia para impor um ritmo diferente ao governo sob nova administração.

Parece ser uma sina petista a mudança de comportamento quando um deles assume a Presidência da República.

O ex-presidente Lula venceu a eleição como “Lulinha paz e amor”, retirando de sua figura política a agressividade que assustava eleitores não ideológicos, e transformou-se durante os oito anos de mandato em um presidente populista, mas obediente à ortodoxia econômica do capitalismo, esquecendo que no programa do PT ainda há a decisão de lutar pelo socialismo.

Guardou seu esquerdismo anacrônico para as relações externas, e uma ou outra investida de acordo com seus interesses políticos do momento, inclusive contra os meios de comunicação.

Já a presidente Dilma, que quando ministra parecia estar ligada à ala mais radical do petismo, mostra-se nesses primeiros dias de governo de uma sensatez à prova de má vontades políticas, e começa mesmo a corrigir distorções do governo anterior, algumas aliás que a beneficiaram, como o aumento dos gastos públicos.

Merval Pereira/O Globo

Amazônia. Raposa Serra do Sol – Tribos, não nações!

O “olho grande” das grandes potências que controlam o mundo, não “desgrudam” da Amazônia. Sob as mais sutis insinuações, intenções veladas e movimento subterfúgios, jogam pesado no propósito de retirar a região da soberania nacional.

Uma das ações mais descaradas é utilizar as tribos, por elas nominadas de “nações”, ou ainda mais insanamente, de “povos indígenas”, para justificar a necessidade da internacionalização da região.

Agora, o Papa Bento XVI, recebeu um grupo de índios — viajam financiados por uma das 100 mil ONGS que atuam na Amazônia — e, extrapolando as funções de pastor, “Herr” Ratzinger — “herr” significa senhor — intrometeu-se nos assuntos internos do Brasil.

Para os que não conhecem o Direito Internacional Público, o Papa, além de chefe da Igreja Católica, é também Chefe de Estado, no caso o Estado do Vaticano e, portando, manda a norma diplomática, tácita, que um chefe de Estado não deve opinar sobre assuntos internos de outra nação.

Tribos, não nações!
Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa

Insurgiu-se Romeu Tuma quando, em debate nesta semana, um de seus colegas referiu-se à existência de nações indígenas incrustadas no território nacional. Para ele, trata-se de tribos instaladas sob a proteção do estado brasileiro, que por sua vez exprime a nação politicamente organizada.

Alertou o senador paulista para o risco de que, se a moda pegar, logo algum organismo internacional proclamará a independência dessas nações, separando-as do território nacional.

Por falar no assunto, o que acharia o leitor caso o presidente Lula recebesse padres ligados à Teologia da Libertação e sustentasse, junto deles, que a missa não deve voltar a ser oficiada em latim, como o Papa Bento XVI acaba de autorizar?

A reação geral seria de que o governo brasileiro não deveria intrometer-se em questões religiosas afetas à Igreja Católica.

Pois a recíproca é verdadeira.

Receber índios da Raposa-Serra do Sol no Vaticano ainda se explica, mas declarar que aquela reserva deve ser contínua e não intermitente é assunto que só a nós interessa…