Solarin: o celular mais seguro do mundo custa até 60.000 reais

Empresa israelense começa a comercializar o ‘smartphone’ com tecnologia militar criptografada para executivos de grandes corporações.

Vista frontal do Solarin.

Ele se chama Solarin, e é o telefone celular mais seguro do mundo. Pelo menos é o que afirmam os seus criadores, a start up israelense Sirin Labs, que, com o novo smartphone, pretende atingir o segmento do mercado de altos executivos de grandes corporações e instituições para os quais a segurança e a privacidade são elementos essenciais.

Mas essa segurança tem seu preço: a partir de 12.400 euros (cerca de 50.000 reais) para o modelo básico, chegando a 15.000 euros (cerca de 60.000 reais) no mais avançado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O Solarin incorpora a tecnologia militar de privacidade mais avançada que existe hoje em dia, fora das agências de inteligência, de acordo com a Sirin Labs.

A empresa fez uma parceria com a KoolSpan, companhia especializada em segurança de comunicação celular, para integrar a criptografia AES (de 256 bits- chip a chip), mesma tecnologia utilizada por vários exércitos para proteger as suas comunicações.

Ela é acionada por um interruptor de segurança localizado na parte de trás do telefone, que passa a operar, assim, em um modo protegido, apresentando uma interface exclusiva para as chamadas e mensagens totalmente criptografadas.

Além disso, o aparelho vem com uma proteção contra ameaças da Zimperium, empresa especializada em ataques cibernéticos a celulares que trabalha com o Google e já detectou e desativou muitas ameaças que havia contra o sistema operacional .

Tela do Solarin.
Tela do Solarin.
“Os ciber-ataques são endêmicos no mundo inteiro. Esta tendência tem aumentado. Um único ataque é capaz de estragar seriamente a reputação e as finanças de uma empresa. O Solarin é pioneiro em novos recursos de privacidade e no uso de criptografias inovadoras, para oferecer aos clientes a tranquilidade necessária para lidar com informações críticas em seus negócios””, afirma Tal Cohen, diretor e fundador da Sirin Labs.

Com mais de dois anos de pesquisas, o Solarin foi desenvolvido nas sedes da empresa na Suécia e em Tel Aviv. Ele é composto por mais de 2.500 componentes internos reunidos por especialistas em relojoaria, com a parte externa desenhada pelo conhecido designer industrial Karim Rachid. Sua estrutura é composta por uma matriz metálica única –usada normalmente na indústria aeroespacial, dada sua absoluta rigidez—e reforçado com painéis de titânio para aumentar a sua força estrutural, como vidro antichoque e arranhões (Corning Gorilla 4 ) a fim de proteger a tela curva, e um painel traseiro de couro.

Mais veloz e com banda mais larga

Tela do Solarin em modo seguro.
Tela do Solarin em modo seguro.

O equipamento oferece até 450 Mbps de download e até 150 Mbps de velocidade de upload, ao lado da compatibilidade com 24 bandas LTE, para facilitar o seu uso em nível internacional. Ele incorpora uma nova tecnologia para conexão wifi (WiGig) que permite uma velocidade de até 4,6 Gbps, o que permite um acesso à nuvem quase instantâneo, e a sincronização de fotos, vídeos e conexões sem fio, assim como a transmissão de vídeos de baixa latência, e uma banda três vezes mais larga do que o mais sofisticado dos smartphones.

A tela de 5,5 polegadas e com resolução IPS LED 2k incorpora uma câmera de 23,8 megapixels, com foco automático por laser e flash de quatro tonalidades, além de um flash frontal. O sistema de som utiliza três autofalantes de graves, unidos por meio de um amplificador inteligente para controlar o volume e a distorção. O Solarin é alimentado por um processador Qualcomm Snapdragon 810 e a bateria mais potente do mercado, com carga rápida e algoritmos de otimização de energia para viagens.

Não é o celular mais caro. O Signature Cobra da Vertu custava 280.000 euros

A Sirin Labs foi fundada em 2013 pelo empresário Kenges Rakishev, do Cazaquistão, especialista em investimentos de risco em Israel; Moshe Hogeg, criador da rede social de fotos e vídeos Mobli; e o ex-consultor da McKinsey Tal Cohen. A start upobteve 25 milhões de dólares em investimentos no seu lançamento, com uma nova injeção de capital de 72 milhões no mês passado.

“Criamos o aparelho com o mais elevado grau de privacidade, capaz de operar com mais velocidade do que qualquer outro telefone e construído com os melhores materiais do mundo. Não admitimos as regras dos preços e a tecnologia que estavam disponíveis. Com o Solarin, rompemos com essas regras”, afirma Hogeg, presidente da Sirin.

Apenas em duas lojas de Londres

Até o momento, o Solarin só pode ser adquirido na loja da rede Mayfair em Londres, e, a partir de 30 de junho, também na Harrods, na capital britânica. Pelo preço, ele estará ao alcance de poucas pessoas. São quatro os modelos disponíveis, com preços variando entre 12.500 euros (cerca de 50.000 reais) e 15.600 euros (cerca de 62.400 reais).

Ainda assim, não se trata do celular mais caro da história. A Vertu, antiga marca de luxo da Nokia especializada em celulares de joalheira, lançou no mercado, em 2006, o Signature Cobra, com um preço de 280.000 euros (cerca de 1,1 milhão de reais). Ele trazia incrustados dois diamantes, duas esmeraldas e 439 rubis. Foram vendidas 26 unidades.

Vazam fotos do possível smartphone da Nokia feito de metal

Após a compra pela Microsoft, em 2013, a Nokia foi proibida de usar o nome da marca no setor de smartphones até o dia 31 de dezembro de 2015.

Telefone Celular,Nokia,Tecnologia,Blog do Mesquita

Durante o período de restrição, a empresa investiu em infraestrutura de rede – mas outro resultado desta época pode ter surgido hoje: um possível novo aparelho.

Telefone Celular,Nokia,Tecnologia,Blog do Mesquita01As imagens, publicadas na rede social Weibo, revelam um aparelho feito em metal, que possivelmente teria tela entre 5 e 5,5 polegadas.

O logotipo da Nokia é perceptível na imagem, alimentando os rumores de que se trata do aparelho Nokia C1, alvo de boatos em 2015.

Caso a possibilidade seja confirmada, o novo smartphone virá com sistema operacional Android. De acordo com fontes do mercado, a Nokia lançará três novos modelos de smartphones neste ano.

Assim como o feito como seu tablet, o Nokia N1, a empresa deve fabricar os aparelhos em empresas parceiras.
Via GSMArena.  


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Aprenda a acessar o Modo Seguro do Android para achar possíveis problemas no seu telefone

A seguir como fazer isso:

Nas versões mais recentes do Android, pressione e segure o botão ligar até aparecer na tela a opção de desligar, na sequência pressione e segure na opção desligar para ver a opção de Modo Seguro.

Toque em Ok para reiniciar. Após o reinício, apps de terceiro estarão em cinza e não-operacionais (como o Twitter na imagem abaixo), e ainda aparecerá uma grande opção Modo Seguro na parte esquerda inferior da tela.

Dependendo do seu modelo de smartphone, você pode precisar pressionar o botão para abaixar o volume (caso de alguns Samsungs) ou segurar os dois botões de volume simultaneamente durante o reinício para entrar no Modo Seguro — se o método acima não funcionar, pesquise na internet sobre a forma como seu smartphone entra no Modo Seguro (como cada marca modifica o Android, pode variar o processo).

Para sair do Modo Seguro é fácil. Basta reiniciar o telefone (ou tablet) novamente e ele estará no modo convencional.

Se seu telefone funciona normalmente no Modo Seguro, pode ser que algum app que você instalou seja o problema em seu smartphone.

Você pode limpar dados de cache de apps suspeitos ou desinstala-lo completamente nas configurações do Android — isso pode ser feito tanto no Modo Seguro como no convencional. Você talvez tenha que refazer o acesso a alguns serviços após o acesso neste modo.

No nosso caso, foi necessário entrar com informações de login no Facebook e no [ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”].
Via Gizmodo

Celulares e biometria acabarão com o dinheiro físico?

Celular e biometria devem substituir cédulas e moedas, dizem especialistas. Um quarto da população do Quênia já usa celular como ‘minibanco’. Uso da impressão digital incluiria analfabetos no sistema financeiro.

Biometria e Celular substituirão o dinheiro 01

Homem envia dinheiro usando o serviço M-Pesa, em Nairóbi, no Quênia.
(Foto: Tony Karumba/AFP)

O brasileiro compra cada vez mais com cartão de crédito ou débito, faz transações bancárias e compras na internet e anda com menos dinheiro no bolso. Especialistas dizem acreditar que, com a evolução da tecnologia e a expansão dos pagamentos para o celular e até a biometria, o “dinheiro vivo”, em papel ou moeda, pode estar com os dias contados.

A população já se acostumou a andar com pouco dinheiro na carteira, segundo o Banco Central. Em 2007, 61% dos brasileiros diziam andar com até R$ 20 no bolso em notas, número idêntico ao verificado em 2005, quando o BC fez a mesma pesquisa.

O uso de cartões de débito e crédito, porém, disparou no país. De 2003 a 2014, a quantidade de transações com cartões de débito cresceu 217%, enquanto as com cartão de crédito subiram 129%, mostram dados do BC. Já as transações bancárias pela internet subiram 42% entre 2006 e 2014, enquanto as transações nos caixas eletrônicos subiram 11%. Nas agências, o movimento subiu 3%.

Biometria e celular

[ad name=”Retangulo – Anuncios – Esquerda”]Especialistas dizem que tecnologias como o celular e a biometria podem fazer com que seja possível fazer pagamentos eletrônicos em todos os lugares, tornando o dinheiro vivo cada vez menos importante. E isso pode ocorrer mesmo em países pobres, que podem “pular” a fase dos cartões de crédito, por exemplo.

Dave Birch, diretor da consultoria britânica Hyperion, prevê a expansão do uso do celular para pagamentos. “Para não precisarmos mais de dinheiro ou cartões, precisamos que os pagamentos eletrônicos estejam disponíveis em todo lugar, e não só nas lojas”, diz.

A Hyperion é especializada em estudar meios eletrônicos de pagamento e organiza anualmente o Digital Money Forum (Fórum do Dinheiro Digital), no Reino Unido. “Os celulares significam que ninguém precisa de dinheiro vivo. Os telefones vão se tornar um terminal pessoal de pagamentos, com o qual todos podem pagar e receber pagamentos de todos”, diz Birch.

Biometria e Celular substituirão o dinheiro 02

Homem fala ao celular em loja do serviço M-Pesa em Nairóbi, no Quênia
Foto: Tony Karumba/AFP

Sucesso no Quênia

Para demonstrar que a ideia pode dar certo, o especialista cita o caso do Quênia, nação africana onde existe o sistema M-Pesa. Quem tem celular da operadora Safaricom pode abrir uma “conta” M-Pesa, fazendo depósitos em dinheiro em um dos 12 mil agentes autorizados do sistema, como lojas da operadora, postos de combustível e supermercados.

Depois, o dinheiro pode ser sacado nesses mesmos locais, transferido a outros usuários de celular ou usado para pagar contas e comprar produtos. Não é preciso ter conta no banco nem ter o crédito aprovado; para se cadastrar é só apresentar um documento de identidade. Todas as transações são feitas no menu do aparelho celular ou por SMS.

Segundo a Safaricom, o M-Pesa tem 7,5 milhões de usuários (em um país de cerca de 31 milhões de pessoas) e já foram transferidos 230 bilhões de shillings quenianos (R$ 5,3 bilhões) pelo sistema desde seu lançamento, em 2007.

Recentemente, o serviço se expandiu para permitir envio de dinheiro de imigrantes quenianos do Reino Unido para parentes que ficaram na África. Com o sucesso, o M-Pesa “migrou” para a vizinha Tanzânia em 2008, onde já contabiliza 1 milhão de usuários.

Experiência no Brasil

No Brasil, o pagamento por celular também já existe: várias operadoras já têm programas para pagamento de compras usando o próprio aparelho, que só precisa ser aproximado de um terminal para completar a transação.

O aparelho pode ser associado a um cartão de crédito, débito ou cartão pré-pago. “Apostamos que haverá uma nova geração que vai preferir fazer compras por meio do celular, assim como há uma geração que prefere comprar pela internet”, diz Percival Jatobá, diretor-executivo de produtos da Visa.

Outro exemplo do uso do celular como meio de pagamento é o serviço Paggo, da operadora Oi. Trata-se de um sistema que permite compras em lojas físicas e pela internet com confirmação por SMS.

Inclusão

Martinho Isnard Ribeiro de Almeida, professor da FEA-USP (Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade da Universidade de São Paulo), acha que a solução para expandir os pagamentos eletrônicos é criar contas bancárias mais simples.

“Os maiores custos para os bancos são a manipulação do dinheiro e o crédito. Portanto, para reduzir o custo, os bancos poderiam oferecer contas com um cartão com chip só com função de débito, sem saque ou crédito”, diz ele.

E para incluir até mesmo os analfabetos, a verificação, hoje feita normalmente por senha, poderia usar a biometria, como a leitura da palma da mão, por exemplo, diz o professor da FEA-USP.

Birch diz que a inclusão dos mais pobres é muito importante, já que o dinheiro vivo “discrimina contra os pobres”, segundo ele. “Os ricos podem pesquisar na internet para comprar coisas mais baratas e pagar suas contas eletronicamente. Já os pobres têm que pegar um ônibus para ir pagar suas contas”, diz o especialista.

Mesmo para valores pequenos, os especialistas dizem que é vantajoso economicamente eliminar as cédulas e moedas. No Brasil, o Banco Central já gastou R$ 762 milhões em 2009 para produzir cédulas e moedas. No início de novembro, havia R$ 112,12 bilhões em circulação em cédulas e moedas no país.
Paulo Leite/G1

O que você guarda no celular?

Na Inglaterra pesquisa revela hábitos de armazenamento de dados em telefones celulares.

Ilustração,Credant,Celulares,CartunsIlustração: Revista Credant

A pesquisa entrevistou 600 usuários de celular, em diversos lugares de Londres. Conduzida pela empresa de segurança Credant, 80% das pessoas guardam informações confidenciais dentro dos celulares. Abaixo a lista das mais comuns:

  1. nomes e endereços de trabalho: 88%
  2. nomes e endereços pessoais: 84%
  3. e-mails de trabalho: 69%
  4. fotos pessoais: 56%
  5. e-mails pessoais: 53%
  6. informações corporativas em documentos e planilhas: 40%
  7. detalhes sobre clientes: 40%
  8. informações sobre dados da conta bancária: 16%
  9. pin ou senhas: 24%
  10. informações sobre o seguro social e renda pessoal: 11%
  11. informações sobre o cartão de crédito: 10%

Apenas 4 em cada 10 entrevistados tem senha no smartphone. Na maioria dos casos perder o celular pode ser até pior do que perder a carteira…


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Platão e a Caverna Digital

Platão e a Caverna Digital
por Eugênio Mira ¹

A tecnologia nos liberta? Ou a tecnologia nos escraviza? Traçando um paralelo entre um antigo diálogo filosófico e um filme contemporâneo, podemos tentar uma visão mais realista da imersão contínua em informações que sofremos e das suas conseqüências.

“Imagine-se em uma caverna. Você tem seus braços e sua cabeça acorrentados e tudo que vê são as sombras do mundo real projetadas no fundo da caverna…”.

Assim começa um dos mais famosos diálogos filosóficos da história. Platão tenta demonstrar para seus interlocutores como o mundo em que vivemos pode ser um contorno abstrato da realidade.

Através da metáfora da caverna, ele mostra como a nossa noção de realidade pode ser limitada por nossos sentidos, e dá início a uma das discussões mais fecundas do pensamento filosófico.

Mas e hoje? É possível confiar nos sentidos? Vamos transpor o mito da caverna para nossos dias. Imagine um homem em um equipamento que controlasse todas suas funções sensoriais. Espaciais, visuais, táteis, etc…

Este homem está ligado a uma máquina, a qual cria em sua mente todas as sensações de uma vida. Em sua mente ele se vê indo trabalhar, jantando um bom prato e sorrindo com amigos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Seu cérebro pensa que realmente usa suas pernas, que sua língua saboreia e que seus olhos vêem. Mas não é essa a realidade. Se ele fosse desligado da máquina, o que acreditaria ser mais real? E se tentasse despertar os outros? Como reagiriam?

Essa é a premissa do filme “Matrix” (1999). Em um mundo apocalíptico, máquinas controlam seres humanos, fazendo com que eles pensem que vivem a realidade, quando na verdade estão em casulos. Apesar do exercício exagerado de criatividade, nesse caso, ele ilustra bem a imersão do homem moderno na teia tecnológica.

Com o ouvido colado ao celular e os olhos na tela do computador, passamos a desprezar de certa forma a realidade externa, e nos afastamos do convívio pessoal.

Hoje se aprende através de vídeos e ensina-se através da internet. Nesse cenário, perde-se cada vez mais a capacidade de apartar o que é induzido da realidade palpável, uma vez que se tem cada vez menos contato com a realidade e se é cada vez mais induzido.

Hoje se consome informação como nunca, a todo o momento, mas muito pouco dessa informação é transformada em conhecimento legítimo. O excesso de informação tornou-a item de pouco interesse, pouco valor.

O “aprender” perdeu espaço para o “informar”, e cada vez mais a mídia está entupida com informação que não vale de nada, exceto entreter. Os celulares enviam e-mails e os automóveis mostram a previsão do tempo, mas não se sabe mais como escrever um cabeçalho de carta, ou como se formam as nuvens.

Não se vê mais a informação, mas através dela.

Em uma metonímia cultural, trocou-se o fim pelo meio, e cada vez mais o homem emburrece enquanto pensa que aprende. Sentado em frente ao computador, conectado à internet, falando ao celular, o homem caminha com a tecnologia atando sua cabeça e o capitalismo acorrentando suas mãos, descendo cada vez mais fundo em sua caverna digital, enquanto a vida passa, em altíssima definição, em suas costas.

¹ Eugênio Mira é tecnólogo, professor e escritor. Sonha com um mundo onde as pessoas tenham valor pelo que pensam, e não pelo que possuem.

A culpa é do telefone

A discussão avança.

Blogs, Twitter, internet, mensagens de textos, estão contribuindo e/ou acelerando a capacidade de mobilização das massas para se operem aos regimes?
A Tecnologia da Informação tem papel político relevante no que vem acontecendo no oriente médio?
Redes sociais derrubam ditadores?

Aos que se interessarem pelo assunto há uma interessante matéria publicada na revista Foreign Affairs, entre Malcolm Gladwell e Clay Shirky.
Clay Shirky é professor de novas mídias na Universidade de Nova York e entusiasta do livro ‘Here Comes Everybody’, publicado em 2008.
Shirky entende que “ferramentas da web, como o WordPress, o Twitter ou a Wikipedia, alteram a forma como grupos podem se organizar e se comunicar.”

O Editor


Nada como buscar no passado episódios grotescos para justificar situações análogas no presente.

Dividia-se radicalmente a população, na Espanha anterior ao golpe fascista do general Francisco Franco.

As elites, os donos da terra, os militares e a própria Igreja organizavam-se para enfrentar a onda de reivindicações sociais que comunistas, socialistas, anarquistas e sindicalistas desencadeavam, muitas vezes com extrema violência.

Foi quando surgiu, nos andares de cima, o diagnóstico fulminante para explicar a ebulição no porão: a culpa era do telefone, recém-implantado no país!

A moderna tecnologia gerava a rebelião das massas, queixavam-se os privilegiados em seus convescotes, sermões e até órgãos de comunicação.

Pois não é que entre nós a farsa se repete?

Com o advento do telefone celular e sua utilização maciça pelas camadas menos favorecidas, aumentou o grau de consciência social do cidadão brasileiro.

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]Ficou mais difícil enganar o povão com ilusões, mentiras, editoriais e falsa propaganda.

O cidadão comum, em maioria pobre, carrega sua maquininha não apenas para buscar trabalho, biscates e oportunidades.

Também aprendeu, com rara competência, a acionar sites e blogs que espalham notícias on-line, além de poder trocar opiniões variadas com o vizinho, o parente, o amigo e o companheiro de infortúnios.

Recebe montanhas de informações e sente-se capaz de processá-las, acima e além dos pratos-feitos distribuídos pela mídia ortodoxa, pelos governantes e pela voz das elites.

Assim, está o trabalhador brasileiro consciente de que a realidade é bem diferente da ficção.

Um salário-mínimo de 540 reais atropela qualquer propaganda de sermos o país-maravilha, sem desemprego, alçado ao patamar das grandes potências.

“Não é nada disso”, ouvirão cruzar os ares, aos montes, os tecnocratas hoje empenhados em estabelecer a censura nos celulares. Se conseguirem, é claro.

Quanto aos artífices da ilusão, depois que ela for desfeita só lhes restará repetir os espanhóis daqueles tempos: a culpa foi do telefone (celular)…

Carlos Chagas/Tribuna da Impensa

Segurança Digital e “O ‘Check In’ da privacidade nas redes sociais”

A segurança digital é um assunto que a poucos interessa. Assim como as ações no mundo real, o uso da internet implica é um conjunto de responsabilidades e cuidados com as relações sejam sociais ou profissionais.

De há muito que a privacidade migrou do restrito ambiente familiar para o mundo conectado.

E quando falo conectado falo não só da rede de computadores, mas também de celulares, Smartphone e até eletrodomésticos, geladeiras, por exemplo, hoje conectadas via internet com sites dos fabricantes, revelando a esses, entre outros dados, o conteúdo dos alimentos em seu interior.

Cabe às redes sociais utilizarem a responsabilidade de usarem suas interligações para promoverem o esclarecimento de tão fundamental aspecto na vida das pessoas.

O Estado, como sempre um invasor descarado da privacidade do cidadão, no Brasil busca essa invasão através das reiteradas leis principalmente a de autoria do senador Eduardo Azeredo.

Tenhamos todos a consciência de que a privacidade é mais que um fato social. É um valor social.

Afinal só mesmo Platão a pregar que a natureza do homem é racional e que tal racionalidade produz um ser pleno de felicidade e virtude.

O Editor


As reclamações são freqüentes: a internet e as redes sociais estão acabando com a nossa privacidade.
por: Risoletta Miranda ¹/blog do Noblat

O fato é que a cada dia temos mais recursos que, efetivamente, estão colocando o conceito de privacidade de pernas para o ar. Só para citar dois últimos: o Street View do Google e o próprio FourSquare*. Esta, a rede de georreferenciamento via celular que, a partir de um clique (ou um “check in”), mostra todas as coordenadas de onde você está.

No entanto, o que parece que as pessoas não vêem é que privacidade em tempo de web tem muito menos a ver com as citadas redes sociais e aplicativos do que se imagina. O recurso mais inovador e determinante nesse tema continua a ser o humano.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

As redes sociais nasceram com a “genética” da colaboração e da troca de idéias. De forma natural evoluíram para troca de informações sobre serviços e notícias.

Ao participar de uma rede você pode dizer absolutamente tudo sobre sua vida. Mas ter seus dados ali não está exatamente associado ao fato de você ter aberto um perfil em alguma delas. E aí a questão da privacidade fica mais complexa: ir para a rede pode não ser uma decisão sua.

Exemplo?

Basta ter um filho Geração Z, ali pelos 12 anos, com perfil no Orkut e no Twitter e freqüentador de transmissões de vídeo ao vivo pelo web (as Twittcams). Com 3 posts ele pode deixar indexado no Google para milhões de pessoas o seu endereço, o menu do dia, a decoração da casa e, com o celular, indicar onde está comendo – talvez com você – um hamburger no shopping.

Isso pode significar muito para pessoas preocupadas com possíveis ladrões de informações em tempo real na internet e que estudam o comportamento das famílias para assaltar condomínios. E também é significativo para as marcas que querem entender e ouvir o que as pessoas comentam para criar relacionamentos mais relevantes com seus clientes.

Não consigo concordar com quem afirma que as redes sociais estão acabando com a privacidade. A privacidade é um conceito que se constrói em família, como se faz com a ética, honestidade e responsabilidade.

Os pilares de formação da Geração Z, que vai para as redes “contando” tudo sobre a sua vida – e por extensão, de toda a família – estão muito mais ligados a como ela participa da construção desses mesmos pilares dentro de casa. Incluindo discernir sobre como usar as redes sociais. É como estudar inglês ou ter disciplina para fazer o dever de casa.

Hoje é Twitter e Orkut e amanhã será qualquer outra rede com qualquer outro nome. Isso não fará diferença. O que não mudará é que temos um ambiente de colaboração gigantesco, generoso e, claro, também com caminhos ainda labirínticos. Algumas vezes não sabemos para onde nos levarão.

Mas, enquanto estivermos seguros da parte que nos toca, isso não é problema. É solução. Daí é melhor pensar em pessoas (e filhos, no exemplo citado) educadas nos princípios essenciais da vida. Antes de tudo, privacidade ainda é coisa da “rede social familiar”.

¹ Risoletta Miranda é jornalista, tem MBA em Marketing e é diretora executiva da FSB PR Digital (área digital da FSB Comunicações)


* Nota do Editor
O Foursquare é um serviço de geolocalização. O sistema, quando você se inscreve nessa rede social, permite que você indique aonde está através de um aplicativo no seu celular. Você abre o aplicativo e aparece uma lista de lugares.

Você indica o lugar em que você chegou, escolhe se vai avisar seus amigos ou não e se quer que esse check-in (esse é o nome que o Foursquare dá para a ação que você executa no aplicativo para dizer que chegou em algum lugar) apareça no twitter e facebook.
com informações de Interney.net