Smartphones e a escolha do sistema operacional

Escolha do sistema operacional é vital na compra de um smartphone.
Durante um almoço, Felipe (o sobrenome ele prefere omitir), 31, percebeu que uma amiga tinha um iPhone. O estudante de educação física da Unicamp, então, perguntou: “Esse iPhone tem Android?”.

A dúvida parece piada para quem acompanha tecnologia de perto, mas é uma indicação do crescimento da importância do sistema operacional na escolha de um celular e das dúvidas que isso causa no consumidor.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

ESPECIAL SMARTPHONES
Escolha do sistema operacional é vital na compra
Android
Gigante, Android fica mais bonito e inteligente
Samsung Galaxy Note é smartphone para gigantes
iOS
União de sistema com aparelhos é o trunfo da Apple
Mudanças do iPhone 4S incrementam fórmula antiga
Windows Phone
Interface é o diferencial do Windows Phone
Modelos se distinguem no tamanho e no preço
Symbian
Sistema vira opção para smartphones espartanos
Natimorto, N9 consegue ser o melhor da Nokia
BlackBerry
BlackBerry é rápido e seguro, mas sofre declínio
Torch 9860 quer ser o BlackBerry divertido
Aparelhos
Escolha o seu: 15 opções de R$ 649 a R$ 2.399
Planos
Maior uso de internet 3G puxa oferta de planos

“Para usuários que estão tendo a primeira experiência com um smartphone, o sistema operacional é importante. Mas, na hora da compra, não é o fator que o cliente leva mais em conta”, diz Rodrigo Ayres, gerente de produto da área de celulares da LG.

Ayres explica que, antes de chegar à loja para comprar um smartphone, o consumidor brasileiro pesquisa as especificações técnicas do aparelho, o que pode incluir o sistema operacional. Nas lojas, porém, a aparência do telefone vira o fator determinante.

Hoje em dia, entretanto, smartphones na mesma faixa de preço se equivalem no hardware. Câmera, processador e memória têm diferenças mínimas entre uma marca e outra. Às vezes, até os componentes são dos mesmos fornecedores.

O que faz a diferença é o sistema operacional, o programa central que comanda o aparelho, o cérebro do bicho. Se ele for bom, o aparelho será rápido e fácil de usar. Os principais são o Android, o iOS, o Windows Phone, o Symbian e o BlackBerry OS.

Mais importante, a escolha do sistema operacional determina de onde você vai baixar aplicativos. Cada um desses sistemas é ligado a uma loja virtual, cada uma com suas características próprias.

O Android Market, por exemplo, tem um grande número de programas gratuitos, enquanto a App Store, do iOS, oferece catálogo maior em números absolutos. Nem sempre um mesmo app está disponível em todas as lojas.

A FORÇA DO ROBÔ

No terceiro trimestre deste ano, o Android dominou o universo de smartphones. Adotado por vários fabricantes, o sistema operacional criado pelo Google engoliu 52,5% do mercado global, segundo a consultoria Gartner. No mesmo período de 2010, o número era de 25,3%.

Symbian (16,9%), iOS (15%), BlackBerry OS (11%), Bada (2%) e Windows Phone (1,5%) aparecem em seguida.

Embora não revele números, Bruno Freitas, analista da consultoria IDC, diz que os dados nacionais acompanham os globais. “O Android tem mais de 50% do mercado brasileiro de smartphones e o iOS, cerca de 10%.”

Segundo a Gartner, entre os fabricantes, o mercado nacional de smartphones ficou dividido entre Nokia (29,4%), Samsung (18,5%), RIM (15,4%), Apple (11,2%), LG (10,1%) e outros (15,4%) -2,3 milhões foram vendidos no terceiro trimestre de 2011.
BRUNO ROMANI/COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 

Smartphones: facilitando sua vida

O avanço dos smartphones no mercado fará com que esses aparelhos se tornem, no decorrer de 2012, o campeão de vendas no mercado de celulares.
Atualmente, considerando-se os dados do primeiro semestre, esse segmento já ocupa 43% do mercado, segundo dados da consultoria GFK. A projeção da consultoria indica que até o final de 2012 os smartphone devem superar as venbdas dos aparelhos celulares comuns.
José Mesquita – Editor


Saiba como um smartphone pode facilitar a sua vida.

Eles são rápidos, desfilam telas gigantes, oferecem câmeras respeitáveis e podem guardar muitos arquivos.

O que deixa o seu telefone inteligente, porém, são os aplicativos.

A diferença entre o aparelho apenas fazer ligações e ser uma máquina multiuso são esses pequenos programas, normalmente baixados em lojas virtuais, conhecidos como apps.

Mão na roda
Aplicativos: Seu smartphone pode fazer o que você quiser
Turismo: Viajantes diminuem suas bagagens

Qual vai ser?
Sistemas: Comparação entre Android, iOS e Windows Phone
Modelos: Seleção de smartphones à venda no Brasil

Dicas de uso
Conta telefônica: Aplicativos de mensagem e voz reduzem despesas
Conexão à internet: Controle o tráfego de dados
Baterias: Por que duram tão pouco e como gastar menos energia

Indústria
Tamanho: Consumidor quer tela grande, afirmam fabricantes
Futuro: Apple, Samsung e cientistas buscam baterias mais eficientes

Educação
Alfabetização: Projeto educacional usa aplicativo; leia depoimento

Com eles, o telefone pode se tornar, por exemplo, navegador GPS, roteador, afinador de instrumentos e até auxiliar de preparação física. Se você usa e-mail, navegador de web e redes sociais, provavelmente também faz isso por meio de aplicativos.

Assim, a presença de apps já é um dos principais motivos para quem deseja comprar um smartphone no Brasil. A gigante das telecomunicações Ericsson anunciou uma pesquisa no último dia 17 que mostra essa tendência.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Entre os entrevistados de Brasil, Rússia e Índia, 33% apontaram os aplicativos como razão para ter um celular inteligente. Ficaram atrás apenas do acesso à internet, citado por 43%.

A popularidade dos programas também é refletida nos números das lojas virtuais. A consultoria Gartner estima que, no período que teve início no começo de 2008 e vai até o final de 2014, serão feitos 185 bilhões de downloads de aplicativos. De acordo com a empresa, os apps tiveram receita mundial de US$ 15,1 bilhões só em 2011.

Em março, a Apple, que popularizou o comércio de aplicativos para celulares ao lançar a App Store, em 2008, atingiu a marca de 25 bilhões de downloads. Ela tem um catálogo de 500 mil apps.

Para quem é novo no mundo dos smartphones, vale ficar atento, pois cada loja de aplicativos está atrelada a um sistema operacional.

A App Store só vende para aparelhos com iOS. O Google Play, que tem uma oferta de 450 mil títulos, é para celulares que rodam Android. O Marketplace (70 mil apps), da Microsoft, é voltado para usuários de Windows Phone.

Existem também a BlackBerry App World (60 mil apps), ligada aos telefones da RIM, e a Nokia Store (30 mil apps), para os aparelhos da marca que usam Symbian.

Por outro lado, os aplicativos trazem novos problemas aos usuários. Eles gastam muita bateria dos aparelhos e podem consumir dados de internet rapidinho.

Com o fim dos planos ilimitados das operadoras, o consumidor pode ser surpreendido quando a conta do 3G chegar.
Bruno Romani/Folha.com

Aplicativos ajudam usuário a achar celular e tablet após roubo ou perda

Polícia tem conseguido prender suspeitos com a ajuda de rastreamento.

Conheça programas que localizam remotamente os aparelhos.

Têm sido frequentes os casos de criminosos encontrados pela polícia com a ajuda de smartphones ou tablets equipados com sistemas de rastreamento. Na noite de segunda-feira (17), por exemplo, um celular ajudou a polícia a localizar e prender dois suspeitos de roubo em São Paulo (veja reportagem ao lado).

Em Minas Gerais, um tablet foi recuperado com a ajuda de um aplicativo do tipo no último dia 12 de outubro. No Mato Grosso do Sul, uma jovem usou o programa para encontrar o celular que havia sido roubado em uma festa, no início deste mês.

Apesar das críticas de que esses aplicativos podem diminuir a privacidade dos usuários, os programas de rastreamento podem ser úteis na hora de localizar um smartphone ou tablet que tenha sido perdido ou roubado.

Apesar disso, é preciso lembrar que os aplicativos não são totalmente eficientes –se, por exemplo, acabar a bateria do aparelho e ele for desligado, não há como determinar sua localização.

Veja alguns exemplos de programas de rastreamento:

Para iOS (iPhone, iPod touch e iPad):

Tela do Buscar Meu iPhone, desenvolvido pela Apple (Foto: Reprodução)

Desenvolvido pela própria Apple, o Buscar Meu iPhone permite que o usuário localize seu tablet ou smartphone remotamente, acessando sua localização de um computador, por exemplo.

O programa, gratuito, também permite exibir uma mensagem na tela do aparelho perdido, reproduzir um som ou até bloqueá-lo remotamente. Em casos extremos, é possível apagar os dados do dispositivo.

Para usar o Buscar Meu iPhone, é preciso ter uma conta no iCloud (serviço de armazenamento de dados na nuvem da Apple) ou no MobileMe.

Para que a localização seja feita, o programa precisa ser ativado nas configurações do aparelho e ter acesso a uma conexão com a internet.

Usuários do iCloud também podem localizar seu MacBook com a ajuda do Buscar Meu iPhone. Os notebooks da Apple podem ser localizados por meio do serviço de armazenamento de dados ao entrar no site icloud.com.

O novo sistema operacional da Apple, o iOS 5, também traz o Find My Friends, gratuito e desenvolvido pela Apple para que amigos possam saber a localização uns dos outros.

Com o programa, os usuários podem saber a localização geográfica exata de seus amigos, em tempo real.

Para compartilhar sua localização com alguém, é preciso adicionar o ID Apple da pessoa no programa e autorizar o compartilhamento.

Assim, em caso de roubo, é possível pedir a ajuda de amigos que têm acesso a sua localização.

Para Android:

Tela inicial do SeekDroid, para Android (Foto: Reprodução)

Usuários de aparelhos com o sistema Android dispostos a gastar até R$ 8,70 podem adquirir o SeekDroid, que permite habilitar o GPS do aparelho remotamente para localizá-lo.

De sua casa, é possível ver a localização do dispositivo em um mapa e acionar um alarme.

Também remotamente, o usuário pode ver as últimas ligações feitas com o smartphone e apagar todo o conteúdo do aparelho perdido.

Um dos destaques do SeekDroid é que é possível escondê-lo na lista de aplicativos, para que sua desativação seja dificultada.

Uma opção gratuita é o Android Lost, que localiza o aparelho e apaga seus dados remotamente.

Com o programa também é possível ler as mensagens de texto que foram enviadas e recebidas pela pessoa que está com o aparelho no momento.

O Wheres My Droid tem funções parecidas e também é grátis.

Para Blackberry:

Os donos de aparelhos Blackberry têm a sua disposição o Blackberry Protect disponibilizado pela própria Research in Motion (RIM). Com o programa, gratuito, é possível bloquear o celular remotamente e disponibilizar uma mensagem para quem encontrá-lo. Também dá para localizar o aparelho e apagar as informações importantes que ele está armazenando de maneira remota.

De acordo com a RIM, o Protect também faz um backup das informações armazenadas nos aparelhos da fabricante.

Para Symbian e Windows Mobile:

Usuários de aparelho Symbian podem instalar o WaveSecure, da McAfee, que rastreia o aparelho, apaga os dados remotamente e bloqueia o aparelho automaticamente quando outro cartão SIM é inserido. Para o Symbian S60, o software sai por US$ 19,90 por ano. O WaveSecure também pode ser usado em aparelhos Android, Blackberry, Windows Mobile, iOS e Java.

Donos de Symbian também têm a opção gratuita do F-Secure Anti-Theft for Mobile, que localiza o aparelho e apaga seus dados remotamente.

Aparelhos com o Windows Phone, a nova versão do Windows Mobile, ainda não estão disponíveis no Brasil.

Para notebooks:

Para notebooks com os sistemas Windows, Linux, Mac e Android, é possível usar o Prey para localizar o aparelho perdido ou roubado. A localização fica disponível num serviço na internet, em que o usuário deve estar cadastrado previamente.

Dispositivos monitorados pelo Prey (Foto: Reprodução)

Se o equipamento tiver webcam, o programa faz fotografias durante o processo de rastreamento, para registrar o rosto do usuário que está acessando o equipamento indevidamente.

Um programa semelhante ao Prey é o BackBlaze, que, além de localizar o computador, mantém um backup on-line das informações armazenadas pelo usuário. O software sai por US$ 50 por ano, com espaço ilimitado para backup.

G1

Grupos se especializam em ‘crackear’ programas para celular

‘Tudo é crackeado algum dia’, diz cracker.
Empresas tentam conter a pirataria de apps em smartphones.
Por causa da pirataria, desenvolvedores procuram aumentar a segurança de aplicativos móveis.
(Foto: Felipe Figueiró/LD)

Grupos especializados em piratear aplicativos para dispositivos portáteis, como o PalmOS, agora se concentram nos celulares e, principalmente, nas plataformas dominantes como Symbian (da Nokia), Android (do Google) e iOS (da Apple).

Não há muitos dados sobre a prática, mas desenvolvedores já começaram a criar e incluir tecnologias antipirataria em seus produtos para conter a ação dos “crackers”.[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]

A Flurry, uma empresa especializada em analisar o comportamento de usuários enquanto utilizam softwares em celulares, afirma que entre 5 e 8% dos downloads são piratas.

A Mtiks, uma companhia de software que desenvolve recursos antipirataria para iOS e Android, afirma que 98 dos 100 softwares pagos mais populares no App Store do iTunes foram crackeados e são distribuídos ilegalmente.

O aparecimento de empresas especializadas nessa área como a Mtiks mostram a demanda por tecnologias antipirataria “enlatadas”. No Windows, elas são muito comuns.

A Rovi Corporation, antigamente conhecida como Macrovision, fornece proteção antipirataria para vários games. A tecnologia SafeDisk da Macrovision é incorporada na instalação padrão do Windows desde o Windows XP.

Segundo David Brennan, diretor da empresa que cria a suíte de escritório QuickOffice, a pirataria ocorre em todas as plataformas, mas as medidas para combater a prática variam.

No Symbian, da Nokia, a companhia usa uma tecnologia antipirataria própria. “Já no iOS e no Android, nós usamos as tecnologias das lojas oficiais das plataformas e do sistema operacional”.

“Nosso software é destravado só para um aparelho específico usando um identificador único como um PIN ou o número IMEI”, explica Brennan; o IMEI é uma espécie de número de série do celular para identificá-lo na rede sem fio. Mas essas medidas atraem ainda mais crackers. “Quanto mais sofisticada é a medida que tomamos, parece que há um apelo maior para quebrá-la”, conta o executivo.

O QuickOffice é um dos softwares mais populares para a utilização de arquivos comuns como documentos Word e planilhas do Excel no celular.

Ele está disponível para várias plataformas.

Em julho, o Google anunciou um serviço unificado de licenciamento para softwares disponíveis no Android Market. Em agosto, o protocolo foi quebrado facilmente. O Google respondeu que parte da culpa era dos desenvolvedores, que usavam o código de exemplo fornecido pela empresa sem alterações. Desenvolvedores devem seguir as instruções para implementar segurança antipirataria em seus produtos.

No iPhone, a App Store também fornece controles semelhantes, mas usuários que fizeram jailbreak em seus iPhones conseguem instalar softwares piratas sem nenhuma dificuldade.

‘Jamais peça dinheiro’

Altieres Rohr/G1 Continue lendo