Tio Sam e o Programa Nuclear do Brasil

Enquanto o país é “ocupado” com quadrilhas e quadrilheiros, analistas e mídia deixam passar em branco, o Brasil lidera a capacidade de geração nuclear entres os países vizinhos da América do Sul.

Para a turma do “Big Stick”, isso pode Arnaldo?

Envolveram o Almirante Othon em propina de R$1Milhão.
Hahahaha! Bobinhos. Enquanto discutem sobre o guabiru do porão do Jaburu, “o fumo vai entrando.”
O valor de R$1 Milhão (valor aproximado que ele supostamente teria embolsado) não compra uma Franquia do McDonald, mas desmonta a base de programa Nuclear Brasileiro.
E 43 anos de prisão do Físico Nuclear Brasileiro Almirante Otho – preso pela Lava Jato, é o maior responsável por uma das maiores descobertas científicas brasileiras – como poucos no Mundo.
Tem algo de podre nessa condenação do Juiz Sérgio Moro.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Georges Soros – Brasil

George Soros’s Brazil to do list.

DONE:

– Controle absoluto da mídia
– Fim do programa nuclear
– Neutralizar desenvolvimento do submarino nuclear
– Petrobras
– Pré-Sal
– Mercosul
– Banco BRICS
– Aquífero Guarani
– Bases US Army nas fronteiras Paraguai e Colômbia
– Representantes da Banca Internacional no comando da economia
– Caos na segurança pública
– Incrementar Narcotráfico
– Controle de Presídios por facções criminosas
– Facções criminosas aliadas às FARCS
– Foro de São Paulo controlando políticos
– Desmoralização do Poder Judiciário

PENDENTS:
– Lava-Jato
– Amazônia
– Anular expertise e credibilidade de empreiteiras brasileiras em concorrências no exterior
– Assumir controle da Base de Alcântara
– Disseminação de epidemias via vacinas
– Manter juros altos para aumentar a dívida pública

NEXT:
– Não permitir que saibam que controlo centena de ONGS, Os Bilderbergs, financio protestos em todo mundo e mantenho a Human Rights Watch

FAIL:
– Controle neural de todos que lêem além do que é publicado.
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Globo prepara o terreno para “ataque” às Forças Armadas

Globo prepara o terreno para corte na aposentadoria militar.

Eis que o jornal O Globo descobriu, em manchete desta semana, que os militares aposentados são responsáveis, sozinhos, por 45% dos gastos da Previdência Social brasileira.
Ora, isso prenuncia decisões políticas de grandes cortes já que, para os neoliberais que estão no poder, o Brasil não precisa de militares, apenas de polícia.
Aliás, a presidenta do Supremo Tribunal Federal, Carmem Lúcia, deixou isso bem claro quando, há pouco, junto com Renan Calheiros e Michel Temer, convocou comandantes militares para tratar de segurança interna.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]
O “desperdício” de dinheiro público que se revela no sistema previdenciário militar não para nos recursos humanos. Revela-se também, por exemplo, no virtual sucateamento do projeto do submarino nuclear brasileiro, concebido para defender o pré-sal, e que o juiz Moro está liquidando a canetadas em nome do combate à corrupção.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]
Lá se vão também, pelo mesmo princípio, o projeto de mísseis do Exército e a renovação da frota de jatos da Aeronáutica. O ataque às Forças Armadas é frontal. A soberania nacional que vá às favas.
Os militares se movem pela honra e pelo soldo. Pode-se dar a eles honra, sem soldo, ou soldo, sem honra. O que não pode é tirar as duas coisas ao mesmo tempo, como está acontecendo agora.
Em parte, essa ameaça de ataque do Globo ao soldo da reserva é culpa da grande maioria dos militares aposentados que não assumem sua condição de cidadania. Em geral, eles se alinham a posições de direita ou de extrema direita, indiferentes à economia política do país. Pois bem, é em nome da economia que acabarão espoliados.
Tentei uma vez fazer uma palestra sobre economia no Clube Militar, basicamente para discutir com a seleta plateia de oficiais da reserva o que significa exatamente neoliberalismo. A palestra foi cancelada na última hora.
Agora eles estão aprendendo a lição pedagógica trazida pelo risco de ficar sem soldo. Senhores oficiais superiores, senhores generais: o Brasil preparado por Temer com a PEC-55/241 é tão miserável que nele não existe espaço para remuneração adequada de militares da reserva. Contenham-se, portanto.
Dirão que não tem outra saída a não ser esta PEC da Morte. É uma falácia. Vários senadores, entre os quais Roberto Requião, apresentaram projetos alternativos. Aliás, a receita para sair da depressão, caso em que estamos, é justamente o oposto do proposto pela PEC.
Em uma palavra, em vez de cortes suicidas de gastos públicos, o que é necessário é a ampliação deles e dos investimentos deficitários a fim de criar um círculo virtuoso de aumento de demanda, do investimento, do emprego e de mais demanda. Puro keynesianismo.
Desde o Governo Dilma – na verdade, desde Lula -, os progressistas brasileiros tem se batido por uma política de desenvolvimento que complemente as importantes conquistas sociais feitas de 2002 para cá.
Fomos ignorados, exceto nos anos de 2009 e 2010, quando o Tesouro injetou R$ 180 bilhões deficitários no BNDES para reanimar a economia.
Deu certo. Fizemos um crescimentos espetacular de 7,5% em 2010. Infelizmente, daí em diante, voltamos à mediocridade. Até o desastre inédito da depressão de quase 9% em dois anos!
P.S. Um amigo me sugere tratar das consequências da eleição de Donald Trump para a América do Sul e o Brasil. Vou resumir em uma frase: será altamente salutar para nós e para a banda do Pacífico que Trump recorra ao prometido protecionismo. Isso evitará que nossas elites entreguistas sufoquem a indústria interna com a estupidez do livre-cambismo.
José Carlos de Assis

FrankTremer é prisioneiro da Banca

No Banco Central:

1.Presidente: Ilan Goldfajn
Sócio e Diretor do Banco Itau.
2.Diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil:
Reinaldo Le Grazie – Diretor Superintendente do Bradesco Asset Management.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Serra veio para entregar o pré sal, desmontar os BRICS e retirar a influência do Brasil nos negócios com países africanos. No dia seguinte à posse, embarcou para Washington;
A seguir participação de 100%de capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras;
Venda de terras na Amazônia para estrangeiros – essa é como vender a própria mãe;
Fim do motor do submarino nuclear brasileiro – quase concluído no Centro Experimental ARAMAR, localiza-se em Iperó, Região de Sorocaba, SP.

E mais:
Privatização da água – não se admirem se as torneiras passarem a ter hidrômetros individuais (abriu, pingou, pagou);
Desmonte do Mercosul com o auxílio luxuoso do Macri, o Dulce dos Pampas.
Não busco concordâncias. Só anotem!

Çerra cumprindo o que lhe foi ordenado.

José Serra,Pre Sal,Políticos,Política Exterior,Política Internacional,Brasil,Submarino Nuclear,Banco dos Brics,Blog do Mesquita1. Primeiro o pré sal – esse já foi!
2. Com o fascista “hermano de los pampas”, trabalhando para desmontar o Banco dos BRICS.
3. Acordo nuclear com a empresa acima do Rio Grande, afunda – ainda em construção – o submarino nuclear dos Tapuias.
4. Com tratados como o TPP e o TISA, Çerra arrisca tirar do Brasil o status de ator global


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Corrupção e soberania nacional

“[…] é preciso estar atento e forte…”
Caetano Veloso

Sinal Radioatividade,Blog do Mesquita

Ontem, em mais um episódio relacionado à Operação Lava Jato, foi decretada, pelo juiz Sérgio Moro, a prisão do vice-almirante da reserva Othon Luiz Pinheiro da Silva, pois, segundo um delator, ele teria se beneficiado pelo recebimento de propina.

Esta prisão, ao contrário da maioria das anteriores, acende uma “luz amarela” que parece alertar que pode haver muito mais interesses envolvidos nessa mega-operação da Polícia Federal do que aqueles que supomos.

Em primeiro lugar, e para que eu não seja mal interpretado, que fique bem claro: todo e qualquer cidadão comprovadamente envolvido em corrupção deve ser penalizado conforme determina a lei – seja ele agente político (e não importa a qual partido pertença ou a qual partido esteja vinculado: devem cumprir pena, caso condenados, os políticos do PT, bem como seus homens de confiança, assim como políticos e agentes de qualquer outro partido) ou particular interessado.

Não é possível compactuar com a corrupção ou relativizar seus efeitos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A luta contra a corrupção deve ser contínua.

O motivo, porém, que faz acender a tal “luz amarela”: o vice-almirante preso ontem foi o responsável pelo início e pela continuidade do desenvolvimento da tecnologia nuclear brasileira. A questão, aparentemente, começa a extrapolar o universo da corrupção e, ao que tudo indica, já esbarra na própria soberania nacional.

O programa nuclear brasileiro (e isso não é sabido pela maioria dos cidadãos) é de excelência ímpar, e já há muito tempo despertou o interesse de potências estrangeiras.

As ultracentrífugas para enriquecimento de urânio desenvolvidas no Brasil pelo programa conduzido pelo Vice-Almirante Othon são muito mais eficientes, em termos energéticos, do que as mais modernas centrífugas em utilização na Europa ou nos EUA.

Segundo o almirante Alan Arthou, diretor do Centro Tecnológico da Marinha, o Brasil foi o único país a desenvolver ultracentrífugas por levitação magnética, tecnologia que proporciona esse desempenho energético significativamente maior. Quem conhece efetivamente o ramo assegura que as centrífugas brasileiras só encontram concorrência naquelas desenvolvidas no Irã (o que, se confirmado, explicaria muita coisa que ocorreu nos últimos anos).

É de se ressaltar que, além do aspecto estratégico do tema e de sua evidente vinculação ao futuro da soberania nacional, o mercado do enriquecimento de urânio, segundo estimativas, movimenta cerca de 20 bilhões de dólares por ano. Além disso, sob a batuta do Vice-Almirante está sendo desenvolvido o primeiro submarino nacional movido a energia nuclear, fundamental se considerados os aparentemente intermináveis campos de petróleo do Pré-Sal localizados em mar aberto na costa brasileira.

Segundo a agência de notícias Defesanet, especializada em defesa, estratégia e inteligência e segurança, a prisão do Vice-Almirante Othon pode incentivar o ataque ao único projeto estratégico brasileiro que realmente eleva a nação a um patamar vários níveis acima. Nas entrelinhas: não seria o Vice-Almirante o alvo, e sim a Eletronuclear e toda a estratégia nuclear brasileira.

Abstraídos o prejuízo causado pelas ações da Lava Jato no desenvolvimento da infraestrutura nacional e seus efeitos negativos no próprio crescimento do PIB, e mais uma vez deixando claro que ninguém em sã consciência pode ser contrário ao combate à corrupção e respectiva penalização de seja lá quem for (almirante, político, bilionário, governador ou presidente), é necessária muito mais cautela na análise dos desdobramentos (e, especialmente, da motivação) das ações da Polícia Federal e das decisões do juiz Sérgio Moro.

É possível, em última análise, que não se trate apenas da corrupção, e que interesses geopolíticos, industriais e comerciais estejam atuando nos bastidores. É possível que o nosso futuro esteja sendo desconstruído sem que tenhamos consciência disso.
por: Ronaldo Del Dotore

Lava Jato: investigações levantam dúvidas sobre obras da gigante Odebrecht

(Reuters)
Parque Olímpico, principal obra das Olimpíadas Rio-2016, está a cargo da Odebrecht

Responsável por alguns dos projetos de maior vulto no Brasil ─ muitos dos quais em parceria com o poder público ─ o grupo Odebrecht, dono da CNO (Construtora Norberto Odebrecht, que traz o nome do fundador), é gigante também nos números: está presente em 23 nações, fatura R$ 100 bilhões por ano e se tornou em 2014 a segunda maior companhia privada do país por faturamento, atrás apenas do frigorífico JBS.

Mas o poderio econômico do conglomerado, fundado há mais de 70 anos, vai resistir aos desdobramentos da operação Lava Jato? E mais: como isso afetará o andamento de obras importantes, como a construção do submarino nuclear, a usina de Belo Monte ou mesmo as Olimpíadas de 2016?

Um dos principais desafios, dizem especialistas ouvidos pela BBC Brasil, envolve a capacidade de financiamento da empresa. Obras de grande magnitude necessitam de somas significativas de dinheiro e são financiadas por meio de capital próprio, ações e debêntures (títulos de dívida que a companhia emite no mercado para captar recursos) ou empréstimos bancários ─ públicos e privados.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O problema é que, dependendo do rumo das investigações, essa fonte de capital pode “secar”, prejudicando não só a saúde financeira da companhia quanto o andamento das obras realizadas por ela.

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Odebrecht também está responsável por obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro

A construtora, por exemplo, é uma das 23 empresas que teve o bloqueio cautelar imposto pela Petrobras em dezembro do ano passado. Como resultado, está impedida de ser contratada ou participar de licitações da estatal.

Na outra ponta, o crédito no mercado internacional vem diminuindo para companhias investigadas pela Lava Jato. No Brasil, as garantias pedidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ─ até então o principal fiador das empreiteiras – aumentaram, tornando a concessão dos empréstimos mais seletiva. E os bancos privados, por sua vez, também recuaram: as linhas até existem, mas o custo aumentou substancialmente ─ assim como as exigências e as garantias.

“Diante desse cenário, é provável que haja um atraso no cronograma de algumas obras, mas não acho que elas serão completamente interrompidas. A situação está bastante indefinida no momento e vai depender do desenrolar das investigações”, disse à BBC Brasil Adriano Pires, sócio-diretor da consultoria CBIE (Centro Brasileiro de Infra Estrutura).

“No caso específico da Odebrecht, acredito que o governo fará de tudo para achar uma solução por meio da qual os envolvidos sejam punidos, mas a instituição seja mantida. Do contrário, muita gente vai perder o emprego e o impacto na economia ─ com a paralisação das obras ─ será, sem dúvida, significativo”, acrescentou.

Pires ressalva, entretanto, que o governo tem pouco espaço de manobra, pois carece de “popularidade e credibilidade”. Ele cita o caso do PROER (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional), criado e implantado durante a década de 90 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso para salvar bancos privados, a fim de evitar uma crise sistêmica.

“Naquela época, a popularidade de FHC estava em baixa, mas ele tinha credibilidade, o que lhe permitiu tirar o programa do papel. A Dilma, por outro lado, carece de popularidade e credibilidade, o que torna tudo mais difícil”, critica.

Indefinição

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Principal projeto de defesa brasileiro, submarino de propulsão nuclear está sendo construído pela Odebrecht

Para Hélcio Takeda, diretor de pesquisa econômica da consultoria Pezco Microanalysis, os últimos desdobramentos da Lava Jato geram uma “indefinição” sobre o andamento das principais obras do país.

Ele lembra que, no início deste mês, o governo anunciou um novo pacote de concessões envolvendo rodovias, ferrovias, portos e aeroportos para modernizar a infraestrutura brasileira e, assim, retomar o crescimento da economia.

“Seria prematuro dizer o que acontecerá agora com a Odebrecht. [O andamento das obras] vai depender de como as investigações vão afetar a capacidade de financiamento da empresa. Neste momento, tudo ainda está muito nebuloso”, disse ele à BBC Brasil.

Um estudo recente realizado pela Pezco Microanalysis mostra que, nos últimos cinco anos, os investimentos em infraestrutura como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) estão em queda no Brasil. E, neste ano, devem cair ainda mais, para 1,75% do PIB, nível próximo ao registrado em 2003 (1,77%) e considerado insuficiente para manter a atual infraestrutura existente no país. “O ideal seria pelo menos 2,1% do PIB”, diz Takeda.

“Para o ano que vem, prevemos que os gastos com infraestrutura subam para 1,92% do PIB com a melhora do ambiente macroeconômico”, acrescenta ele, que, no entanto, admite que o patamar pode ser revisto dependendo dos desdobramentos da operação Lava Jato.

“Nesse sentido, seria interessante observar como ficará a composição dos players nesse mercado, ou seja, se o governo vai apostar em empresas de pequeno e médio porte e estrangeiras para tocar essas obras”.

Falência?

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Quando concluída, Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo

Nos bastidores, o governo já se articula para tentar que as empreiteiras investigadas pela Lava Jato que fizerem acordos de leniência ─ uma espécie de delação premiada ─ possam continuar sendo financiadas pelos bancos públicos.

O objetivo é evitar falências e desemprego ─ de outubro do ano passado a fevereiro deste ano, as empreiteiras já demitiram 170 mil trabalhadores.

Três construtoras ─ OAS, Galvão Engenharia e Grupo Schahin ─ entraram com pedido de recuperação judicial e várias outras também estão sob a mesma ameaça.

Na semana passada, após a prisão dos presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, a agência de classificação de risco Moody’s colocou em revisão para rebaixamento as notas das duas empresas. A nota, ou rating, mede a capacidade de uma companhia de honrar suas dívidas.

“Esta revisão para rebaixamento foi motivada pela percepção da Moody’s de aumento de risco de crédito para OEC (Odebrecht Engenharia e Construção) após os mandados de busca e apreensão (…) esses eventos podem afetar negativamente a execução de estratégias de crescimento da empresa no curto prazo e pressionar ainda mais os já desafiadores fundamentos da indústria de engenharia e construção do Brasil”, afirmou o comunicado da Moody’s sobre a Odebrecht.

Na tarde de terça-feira, outra agência de classificação de risco, a Standard & Poor’s, informou que rebaixou a nota de crédito da Odebrecht, com perspectiva negativa.

Principais obras

Apesar das incertezas, a Odebrecht diz que as obras “prosseguem normalmente” (veja mais abaixo). A reportagem da BBC Brasil elencou cinco das principais obras envolvendo a empresa no país:

Olimpíadas 2016

Juntamente com outras duas construtoras ─ Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken, a Odebrecht participa do consórcio responsável pela principal obra dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016: o Parque Olímpico, sede da maioria das competições. A construção da estrutura esportiva está orçada em R$ 1,375 bilhão.

Além do Parque Olímpico, a empreiteira atua na revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro (Porto Maravilha) e na construção da Linha 4 do metrô.

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Odebrecht e Andrade Gutierrez foram alvo de última fase da operação Lava Jato

Usina de Belo Monte

Construída a um custo aproximado de R$ 26 bilhões, a Usina de Belo Monte, no Pará, deveria ter a primeira turbina funcionando em novembro, mas a inauguração deve atrasar pelo menos um ano.

As obras são realizadas por um consórcio que inclui, além da Odebrecht, as construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa.

Quando estiver em pleno funcionamento, Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo e a maior inteiramente brasileira (Itaipu, a segunda maior, encontra-se na fronteira entre Brasil e Paraguai).

Submarino nuclear

Principal projeto de defesa nacional, impulsionado em grande parte pelas descobertas do pré-sal, o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear está sendo desenvolvido pela Odebrecht em parceria com a francesa DCNS a um custo inicial de R$ 20 bilhões e deve ser entregue em 2023.

Navios-sonda

Por encomenda da Sete Brasil (estatal criada para gerenciar a construção das sondas para a exploração do pré-sal), a Odebrecht está construindo, no Recôncavo Baiano, seis navios-sondas, a um custo total de US$ 4,8 bilhões (R$ 15 bilhões em valores atuais).

Quatro deles serão operados pela OOG (Odebrecht Óleo e Gás) e dois pelas empresas Etesco/OAS.

Comperj

Iniciada em 2012, a construção do ciclo de água e utilidades, o maior contrato da Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), vinha sendo executada pelo consórcio TUC que, além da Odebrecht, inclui as empreiteiras Toyo e UTC, também investigadas pela Lava Jato.

A obra, orçada em R$ 11,6 bilhões, está paralisada e há indícios de propina.

Outro lado

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Presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht foi preso na semana passada

Em nota enviada à BBC Brasil, a Odebrecht informou que não há perspectiva de interrupção nas obras em andamento.

“Todos os projetos realizados pela Odebrecht Infraestrutura, entre eles os da Olímpiada 2016 prosseguem normalmente”, informou o comunicado.

“A Enseada Indústria Naval S.A. possui governança própria, com gestão e gestores independentes, o que permite e garante a continuidade de suas atividades e dos projetos sob sua responsabilidade”.

“A Odebrecht Engenharia Industrial informa que as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) prosseguem conforme previsto em contrato”.

“A Odebrecht Defesa e Tecnologia esclarece que a fabricação dos submarinos prossegue normalmente. A empresa reforça ainda que não é investigada pela Operação Lava Jato”.
Luís Guilherme Barrucho/BBC