Vigilância e privacidade: Smartphone terrorista?

Tecnologia Celular Privacidade Blog do MesquitaO Estado de S.Paulo informou que a NSA, a agência de segurança nacional dos Estados Unidos, está preocupada com a criptografia do novo celular da Apple, o iPhone 6.

O aparelho é capaz de neutralizar todas as medidas invasivas usadas pelo governo americano para bisbilhotar o mundo inteiro. Seu novo sistema operacional superou o arsenal de espionagem virtual dos americanos.

Da tecnologia da Apple veio “um algoritmo complexo” que grava um código criado pelo dono do aparelho, que fica com o poder total de proteção de seus dados. Nem mesmo a Apple tem acesso às senhas de seus mais modernos celulares.

A megacompanhia criada pelos “Steves” (Jobs e Wosniak) acabou de criar um problemão para a agência de segurança americana, que acredita em seu direito divino de espionar a quem quiser em qualquer tempo.

O medo maior é que o aparelho caia em mão de terroristas ou estados inimigos da política externa norte-americana. A matéria foi um extrato de outra postada no dia anterior pelo New York Times. O Estadão faz um pequeno comentário online e não escondeu a fonte: sinalizou para o jornal americano, que publicou uma reportagem levantando questões importantes e preocupações atuais dos agentes estatais da agência de segurança norte-americana.

“Terroristas vão decifrar a coisa, junto com criminosos espertos e ditadores paranoicos”, previu uma fonte. Outra disse: “É como exibir um anúncio que diz: ‘Aqui está: como evitar a vigilância – mesmo a vigilância legal’”. Agentes da lei agora não podem mais obrigar a Apple a entregar dados de usuários de seus aparelhos. O usuário “tranca” tudo dentro do aparelho, e ninguém mais tem acesso a nenhum dado a não ser ele mesmo. Como deveria ser desde o início.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Em alerta

Isso irritou bastante as autoridades da segurança de Estado norte-americana. Eles não aprovam a ideia de uma empresa produzir qualquer objeto tecnológico que não esteja ao alcance de seus meios atuais de vigilância. Mas não há muito que possa ser feito. Até 1994, havia uma legislação que obrigava a toda a indústria produtora de meios de comunicação instalar uma “porta de acesso” à vigilância estatal em cada aparelho produzido. Mas ela está desatualizada. Não cobre smartphones, para o desespero das autoridades americanas.

Para piorar ainda mais a coisa, o Google anunciou um projeto semelhante para o Android. Este sistema já pode ser criptografado pelo usuário há três anos, mas não é opção padrão, e leva uma hora para o sistema alcançar um bom nível de segurança, se o usuário souber ajustar o aparelho. Tudo isso acaba em sua próxima versão a ser lançada em outubro. Tudo o que for armazenado em Android será criptografado automaticamente.

A segurança do sistema operacional foi reforçada e simplificada graças ao avanço da concorrente, que desenvolveu, junto com o seu novo telefone, um sistema operacional (o iOS 8) com uma poderosa criptografia capaz de desafiar a tecnologia atual de rastreio e causar grande desconforto entre a turma da segurança americana. E agora seus concorrentes vão trilhar o mesmo caminho, para poder seguir na competição.

É difícil acreditar que os supercomputadores da NSA não consigam quebrar a criptografia de um simples código alfanumérico de seis dígitos. Alguns duvidam da história toda. Ou, como sugeriu o New York Times, alguém pode superar a segurança do sistema, fazer um “hack” a partir da Apple e invadir o aparelho desejado. É possível, mas não é legal, informou o jornal. Mas o importante aqui não são as preocupações da agência de segurança norte-americana. O modo como eles veem o mundo e as tecnologias de comunicação, são.

O pessoal da espionagem americana ainda não entendeu bem o papel e o impacto da tecnologia entre a população. Há um mundo inteiro interconectado e inquieto lá fora, mas eles continuam a negar a realidade maior da “era pós-Snowden” e do século 21: privacidade é tudo. A preocupação maior das empresas produtoras de meios de comunicação digitais é a segurança dos dados de seus usuários. Elas têm perdido muito dinheiro em processos judiciais baseados em falhas em proteção de dados. Ou no uso abusivo deles. Os estados nacionais também estão em alerta contra ataques virtuais e invasões indevidas de bancos de dados sensíveis, desde que o governo norte-americano reafirmou sua prática de espiar a vida e o cotidiano de seus amigos e inimigos.

Sob controle

Até o momento, a grande notícia sobre o iPhone 6 era sua tendência a dobrar no bolso dos usuários. Agora, tudo mudou. Ou estamos diante da maior e melhor campanha de publicidade que jamais existiu, ou os limites da segurança norte-americana são mais frágeis do que pensamos. Não por falta de equipamento ou ciência, mas por sua concepção antiquada de tecnologia. Esta não é apenas equipamento e inovação, mas também a capacidade da população em lançar mão dela em defesa de seus próprios interesses, diretamente. De apropriar-se dela sem a mediação do Estado.

Não vale a pena sacrificar a liberdade em nome da segurança. No final, acaba-se vivendo no medo eterno do próximo atentado. Isso não é liberdade, é o jogo que o terror quer impor: um mundo mais assustador e desconfortável a cada dia.

Quando a autoridade pública acredita que tudo e todos têm que estar dentro de seu controle, não se vive mais em um Estado democrático, mas em um regime policial.
Por Sergio da Motta e Albuquerque/Observatório da imprensa

Tecnologia da informação, jornalismo e novas mídias

As novas tecnologias estão empurrando a mídia tradicional para uma profunda reflexão quanto a sua própria sobrevivência.

É patente que a possibilidade de compartilhamento de informação, típica dos meios digitais, numa velocidade que a mídia tradicional não pode acompanhar, acaba com o antes seguro e imutável privilégio de condução da opinião pública.

Agora é fácil para o leitor digital separar o que opinião pública do que é opinião publicada.

Entendo que a capacidade de sobrevivência da mídia tradicional está diretamente ligada à percepção dos desejos desse novo público leitor digital.
José Mesquita – Editor


Jornalismo, tecnologia e ruptura.

Uma reportagem publicada na quinta-feira (13/12), na revista online Business Insider, tenta esclarecer especulações sobre uma nova e até certo ponto surpreendente – para os analistas – ação de investimentos por parte da Apple, a gigante dos aparelhos e aplicativos digitais.

Rompendo um estado de aparente letargia do setor, com alguma acomodação nos esforços de inovação por parte de concorrentes como Samsung e Intel e de outras empresas da nova economia, como Google, Amazon e Microsoft, a companhia criada por Steve Jobs vem promovendo inversões que chamaram a atenção dos observadores da cena tecnológica, mas ainda não produziram mais do que especulações.

Alguns desses analistas começam a apostar em uma nova ruptura no contexto sempre mutante das tecnologias de informação e comunicação. Os artigos distribuídos por agências especializadas não permitem fazer apostas seguras, mas há um elemento comum a todas as análises: será mais um duro golpe contra o setor das indústrias maduras de comunicação.

Drama latino

Nos Estados Unidos, o noticiário sobre negócios digitais já trata de maneira marginal as empresas tradicionais de mídia, colocando-as num nicho semelhante ao do setor de petróleo, uma espécie de museu de curiosidades econômicas. As atenções dos investidores também se deslocaram há muito tempo para o outro lado, de onde brotam os sinais do futuro. Um olhar macroscópico para a realidade do mercado de informação pode produzir reflexões inquietantes.

Essa observação distanciada do dia a dia dos jornais, comparada à dinâmica do mercado de tecnologia, provoca algumas dúvidas sobre a importância daquilo que costumamos tratar como notícia, opinião ou informação jornalística. Como consequência, torna-se inevitável questionar o valor real daquilo que costumamos tratar como produto da imprensa.

Em termos de criação de cultura, por exemplo, já se pode afirmar que o Youtube, uma iniciativa isolada de mídia digital, compete com vantagens com toda a imprensa do mundo. Quanto às informações financeiras, boletins eletrônicos de bancos levam grande vantagem sobre a mídia tradicional e, no ramo do entretenimento, mais vale o Facebook que uma revista semanal.

A tecnologia atropela os mais lentos e a mídia tradicional tem ficado para trás. Se entrarmos no campo da administração, precisaremos de muito tempo e espaço para alinhavar os principais erros desses conglomerados, desde a metade dos anos 1990, quando a internet se tornou uma realidade global.

Apenas para citar alguns, basta lembrar que as empresas tradicionais de comunicação, no Brasil e na América Latina, ignoraram ou adotaram tardia e parcialmente algumas das melhores ferramentas de gestão, como os sistemas de planejamento de qualidade, os estudos de processos e a reengenharia, recursos que foram usados basicamente para cortar empregos e aumentar a carga de trabalho dos jornalistas.

Porém, ainda não é aí que se desenrola o verdadeiro drama da mídia tradicional. Ele tem outros aspectos, alguns mais peculiares da América Latina.

A mídia ainda é relevante?

A propriedade cruzada dos meios de comunicação, a tradição da imprensa nas mãos de empresas familiares, que construíram núcleos de poder simbólico sobre a opinião do público, as vinculações tradicionais dessas famílias com os donos do poder político e econômico, tudo isso, embora deva ser considerado, está se tornando apenas causa marginal no processo de desvalorização dos veículos.

A questão central é que a mídia está se tornando irrelevante. Esse modelo esgotou sua capacidade de formular uma ideia de sociedade moderna e pluralista, deslocando-se do centro de inteligência social na razão proporcional em que a democracia se consolidava formalmente.

Como a imprensa tradicional não contempla os objetivos de uma democracia real, sua função se esgota na formalização de um simulacro de sociedade democrática que se caracteriza pela simulação de instituições funcionais, contexto ao qual ainda falta muito para se tornar de fato e de direito uma democracia social.

Quando a imprensa falha em seu papel de educar para a cidadania, por exemplo, agindo como instrumento de intolerância e preconceito, ela está simplesmente revelando seu verdadeiro caráter: sua origem oligárquica e a natureza oligopolista não admitem avançar além do formalismo no que se refere à democracia.

Resta saber se o jornalismo, como o concebemos até aqui, ainda é relevante.
Por Luciano Martins Costa/Tribuna da Imprensa

Steve Jobs: de onde surgirá o próximo gênio?

“Estou procurando um lugar que precise de muitas reformas e consertos, mas que tenha fundações sólidas. Estou disposto a demolir paredes, construir pontes e acender fogueiras. Tenho uma grande experiência, um monte de energia, um pouco dessa coisa de ‘visão’ e não tenho medo de começar do zero.”
Currículo de Steve Jobs no site da Apple.
José Mesquita – Editor


‘Próximo Steve Jobs’ pode sair de país emergente, dizem analistas.
Especialistas apontam o futuro grande empreendedor de tecnologia.
Mark Zuckerberg, Jeff Bezos e Steven Sinofsky também são candidatos.

Benjamin Lowenstein, empresário do Vale do Silício (Foto: Divulgação)
Benjamin Lowenstein, empresário do Vale do Silício (Foto: Divulgação)

Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon) e Steven Sinofsky (Microsoft) fazem parte da lista de candidatos ao título de “próximo Steve Jobs” –a morte do cofundador da Apple completa um ano nesta sexta-feira (5). Analistas, investidores e empresários tentam traçar o perfil de quem será o novo grande ícone do mundo da tecnologia, e nem todos se arriscam em apostar em nomes específicos.

“Depois de passar um tempo no Brasil e ver como a tecnologia está reduzindo as barreiras para começar uma empresa, eu acredito que o próximo Steve Jobs não será um empreendedor do Vale do Silício”, disse Benjamin Lowenstein, empresário do Vale do Silício (EUA) que ajudou a criar a escola de inglês on-line Colingo (veja aqui). “Eu acho que ele virá das ruas da Vila Madalena [famoso bairro de São Paulo] ou do Rio.”

Lowenstein conta que a internet e o empreendedorismo estão mudando. “As coisas estão ficando mais descentralizadas, mais globais”, conta. O empresário também afirma que a cultura americana tem uma “fascinação mítica” pela ideia de que Steve Jobs ou Mark Zuckerberg (criador do Facebook) são gurus de produtos que sabem, de maneira inerente, o que o público quer. “Eu acho que essa visão é um mito ou talvez eles sejam uma exceção.”

O professor Moacir de Miranda Oliveira Junior, que dá aulas de administração na FEA-USP, concorda que é preciso parar de olhar apenas para os Estados Unidos, a Europa e o Japão na busca pelo próximo grande empreendedor da tecnologia. “Tenho esperanças em um ‘Steve Jobs’ de um país emergente. Com a crise na Europa e nos EUA, vamos ver cada vez mais inovação fora dos países centrais”, disse.

Apesar disso, ele disse que ainda não é possível apontar o próximo grande líder da tecnologia. “Jobs construiu uma reputação durante 30 anos e é muito tempo para você conseguir repor assim tão rápido”, explicou. O professor também se disse preocupado sobre alguns aspectos do legado de Jobs. “Ele foi um gênio, mas também tinha um caráter bastante duvidoso”, ressalta. “Era um ser humano complexo, com falhas graves.”

Edison Puig Maldonado, coordenador do curso de ciências da computação da Faap, afirma que existe uma “safra boa” de gênios da computação e algum deles pode “cair nas graças da mídia”. Maldonado destaca que Steve Jobs não foi “necessariamente” o maior gênio de sua geração, mas ele ganhou destaque em publicações. “Conhecemos pessoas igualmente talentosas que desenvolveram novos servidores web ou novas aplicações de software livre”, conta.

Bruno Freitas, analista de mercado da IDC, também acha “difícil” apontar o novo Jobs agora. “Eu não me arriscaria a citar. Quando se fala em uma figura marcante podem surgir muitos outros de novas companhias”, explica.

Fora do país, os analistas são menos tímidos na hora de apontar nomes. Veja alguns dos executivos candidatos ao cargo de “próximo Steve Jobs”:

Mark Zuckerberg
Ainda antes da morte de Steve Jobs, Mark Zuckerberg, criador e CEO do Facebook, já era apontado como candidato a novo grande ícone da tecnologia. Em setembro de 2011, a “CNN Money” já destacava uma melhoria na capacidade de Zuckerberg de falar em público, após um evento da rede social. Na época, o jornalista Dan Mitchell também falou as pessoas já estavam mais dispostas a “aceitar e idolatrar” o jovem de apenas 28 anos.

Mark Zuckerberg, em entrevista concedida em San Francisco (Foto: Eric Risberg/AP)Mark Zuckerberg, em entrevista concedida em San Francisco, na Califórnia (Foto: Eric Risberg/AP)

Apesar disso, Mitchell disse que é improvável que Zuckerberg consiga entregar a quantidade de “mistério” que Jobs trazia aos eventos de lançamento da Apple. “Steve Jobs sempre foi particularmente bom como orador. Ele eletrificada a audiência não apenas com sua oratória, mas com a criação lenta de um senso de drama”, explica.

Mas, para Mitchell, Zuckerberg não tem concorrência nessa briga pelo título de grande ícone da tecnologia. “Ele já está no caminho. Ele ainda é prosaico onde Jobs era poético, mas está aprendendo a atrair as aspirações das pessoas”, disse.

Nayomini Weerasooriya, que escreve análises para o “Daily Mirror”, comparou Jobs a Zuckerberg logo após a estreia do Facebook na bolsa de valores. Os dois não terminaram a faculdade e ficaram famosos ainda jovens, mas, segundo ela, o criador do Facebook não é o “showman” que Jobs era.

Além disso, diz a analista, Jobs perseguia a “perfeição” em seus produtos, enquanto Zuckerberg quer a liderança e a dominação do espaço virtual. “Mas os dois são muito parecidos no nível de comoção gerada por suas marcas e pela fé em suas visões.”

Saiba quem poderia ser “o próximo Steve Jobs” de acordo com analistas de mercado e especialistas em tecnologia.

Lei Jun
Lei Jun, o chinês que lidera a fabricante de telefones Xiaomi, foi definido pela “Forbes” como um “Steve Jobs jovem” da China. Segundo a publicação, Jun também aposta em um estilo simples de se vestir: uma camiseta preta e uma calça jeans, visual parecido com o usado por Jobs. O bilionário chinês é considerado um “visionário focado em inovação de ponta”. Ele também é “cercado por um time forte com uma expertise única em produtos”.
Amanda Demetrio/G1

Sansung lança rival do iPhone

Evento da empresa em Londres, onde muito provavelmente será anunciado o ‘Galaxy S3′, será transmitido ao vivo no Facebook.

De todos os smartphones Android que foram lançados nos últimos anos, a linha Galaxy S, da Samsung, é a que mais chegou perto de encarar o iPhone olho no olho.

Por isso, as atenções estão voltadas para o evento da empresa em Londres: o mais novo modelo da linha, que muito provavelmente será chamado Galaxy S3.

O repórter da coluna Link está em Londres para acompanhar o lançamento.

Sim, “muito provavelmente”, porque o nome do produto ainda não foi oficialmente confirmado.

A Samsung vem tratando o evento, marcado para as 15hs de Brasília, com muito mistério e quase nada de informação. Então, embora todo mundo já esteja falando em “Galaxy S3″, ninguém ouviu isso da boca da Samsung até agora.

Nomes à parte, é a mais poderosa arma da empresa em sua agressiva guerra contra a Apple (cujas batalhas incluem de brigas por patentes em tribunais ao redor do mundo a comerciais que debocham dos fãs da marca de Steve Jobs).

Não é a toa que o aparelho ganhou evento próprio esse ano, mudando o costume da empresa de desvendar produtos em grandes eventos como CES e Mobile World Congress.

Mudança obviamente inspirada na Apple, que nunca participa dessas feiras, num gesto cuja mensagem clara é “estamos acima do resto”.

A Samsung se tornou a maior vendedora de smartphones do mundo, com 93,5 milhões de unidades no primeiro trimestre de 2012 (um em cada quatro comercializados), segundo estimativas divulgadas semana passada.

Esse sucesso estrondoso, que deixa lá atrás colegas de Android omo LG, Sony e Motorola, deve muito à linha Galaxy.

Num dos comerciais da empresa, as pessoas na fila do iPhone têm sua atenção desviada por um usuário de Galaxy que passa na rua. “O que é aquilo?” perguntam uns para os outros.

Os Galaxy realmente impressiona e já conta com grande número de fãs dedicados. Briga de igual para igual com o iPhone em muitos itens, quando não leva vantagem.

A câmera do Galaxy S2, por exemplo, já tinha 8 megapixels oito meses antes da Apple fazer o upgrade dos 5 MP do iPhone 4 para os 8 MP do 4S. E, enquanto o 4S tem um processador de 800 MHz, o S2 tem 50% mais, com seus 1,2 GHz. São especificações como essas que fizeram dos Galaxy um sucesso de mercado.

E o que virá na nova versão? Um processador de 1,5 GHz com quatro núcleos? Um carregador de bateria sem fio? Uma tela AMOLED de 4.6 polegadas? Será lançado junto com um computação em nuvem da Samsung?
São alguns dos boatos que circularam nos últimos meses.

Em algumas horas, saberemos… Acompanhe aqui pelo Link.
Por Camilo Rocha/Estadão

Apple anuncia novo iPad com tela de alta definição e internet 4G

Terceira geração do tablet chega aos Estados Unidos no próximo dia 16.
Também foi anunciada atualização no iOS e a nova Apple TV.

Tim Cook apresenta o novo iPad (Foto: Paul Sakuma/AP)

A Apple anunciou nesta quarta-feira (7) o novo iPad em evento na cidade de San Francisco, nos Estados Unidos. Na terceira geração, o tablet passa a contar com tela de alta definição e internet 4G (quarta geração), por meio da tecnologia LTE. Mas a empresa avisa que todos os novos iPads estarão preparados para funcionar em redes 3G, o que é uma boa notícia aos brasileiros, que ainda não têm à sua disposição uma rede 4G consolidada.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O aparelho, que não será de chamado de iPad 3, como era esperado, mas apenas de iPad, vai começar a ser vendido nos EUA e em outros 9 países no próximo dia 16. Outros 26 receberão o tablet em 23 de março, mas o Brasil não está na lista – ainda não foi anunciado quando o novo tablet chega ao país.

Preço do iPad 2 cai
Nos EUA, os preços do novo iPad serão os mesmos do atual: US$ 500 pela versão de 16 GB; a 32 GB sai por US$ 600 e 64 GB, por US$ 700. Com 4G, os valores serão de US$ 630, US$ 730 e US$ 830, respectivamente. No encontro com a imprensa, a Apple mostrou o novo iPad funcionando com as redes 4G da Verizon e da AT&T, duas operadoras norte-americanas. Por enquanto, o iPad 2 continuará a ser vendido e será US$ 100 mais barato nos EUA, diz a Apple. No Brasil, após o anúncio, o preço baixou em R$ 250, partindo de R$ 1.400, na loja on-line da empresa.

O tablet agora também poderá ser usado como um hotspot, um ponto a partir do qual será possível criar uma rede Wi-Fi. Isso se a operadora permitir o processo, afirmou presidente-executivo da Apple, Tim Cook, que conduziu a apresentação. “A performance do novo iPad é maravilhosa e você vai amar usá-lo nessas redes de alta velocidade.”

Mais pesado e mais grosso
A aparência do iPad não muda, mas ele tem espessura maior (9,4 mm) do que o iPad 2 (8,8 mm), contrariando expectativas de que ficaria mais fino ainda. Altura e largura não mudaram. O tablet também ficou mais pesado: ganhou 51g na configuração com Wi-Fi e 49g para a que tem Wi-Fi e 3G ou 4G.

Resolução da tela
A tela passa a ter resolução de 2048 x 1536, com 3,1 milhões de pixels, segundo a Apple. De acordo com a empresa, trata-se do maior número em relação a outros dispositivos móveis. Em comparação, o iPad 2 tinha tela de resolução de 1024 x 768.
A tela do novo iPad tem o nome de Retina Display, que apresenta imagens com mais definição do que o modelo antecessor. “De muitas maneiras, o iPad está reinventando a computação portátil e está ultrapassando as nossas expectativas.”
As cores e a saturação das imagens são 40% melhores do que no iPad 2, diz a companhia. O novo iPad usa o processador Apple A5X com quatro núcleos. Esperava-se que fosse anunciado o chip Apple A6, uma nova geração que seria mais potente.

O vice-presidente da Apple Phil Schiller mostra as novas funções do iPad (Foto: Robert Galbraith/Reuters)

Câmera melhor
A câmera traseira do tablet passa agora a ter resolução máxima de 5 megapixels, além de sensor de iluminação e filtro infravermelho. A nova câmera também faz gravações em Full HD (1080p), traz um detector de rostos em fotos paradas e possui um estabilizador de vídeos, que deixa as imagens menos tremidas. A câmera frontal continua usando a tecnologia VGA.

Uso da voz para escrever
O aparelho terá suporte para que os usuários possam ditar textos em vez de escrever. Isso poderá ser feito para os idiomas inglês (americano, britânico e australiano), francês, alemão e japonês.

Duração da bateria
Segundo a Apple, a bateria continuará durando 10 horas com Wi-Fi, mas aguentará até 9 h usando a rede 4G – a do iPad 2 dura duas horas com navegação em 3G.

Aplicativos
A apresentação contou com demonstração de aplicativos e games que fazem uso do processador mais rápido, de quatro núcleos, e da tela de alta definição – alguns desenvolvedores tiveram acesso anterior ao aparelho. A produtora Namco apresentou uma versão do jogo de confrontos aéreos Ace Combat.

A Autodesk mostrou um aplicativo para desenhar no tablet com a ponta dos dedos, podendo criar imagens de até 100 megapixels. A Epic Games apresentou uma nova edição do título “Infinity Blade”, que traz gráficos ainda mais realistas ao iPad.

A série de aplicativos iWorks será atualizada para o novo aparelho. Cada programa custa US$ 10, mas quem comprou os programas anteriormente poderá atualizá-los de graça, segundo a empresa. O Garage Band, programa de criação de músicas, foi atualizado e as canções poderão ser enviadas para o iCloud.

Outra novidade é a chegada do iPhoto, para guardar e editar fotos do usuário. As fotos são armazenadas no iCloud e podem ser trocadas entre os aparelhos. O iPhoto para iPad suporta imagens com até 19 megapixels e elas podem ser compartilhadas por e-mail, Flickr e Twitter.

Praticamente todos os recursos do iPhoto no Mac, como correção de cores, saturação, correção de olho vermelho e outros ajustes, estão na versão do programa para o iPad. O usuário poderá usar os dedos para ajustar suas fotos. O programa sairá por US$ 5 e também poderá ser usado no iPhone.

iOS e Apple TV
Na primeira parte do evento, Cook anunciou uma nova versão do iOS, o sistema usado no iPad, no iPhone e no iPod touch. Chamada de 5.1, ela será disponibilizada ainda nesta quarta (7) aos usuários – por volta das 16h, o G1 tentou fazer a atualização do sistema e ainda não era possível.

Além disso, foi anunciada a nova Apple TV. O novo aparelho fará uso de uma integração com o iCloud e permitirá o streaming de filmes em definição Full HD (1080p). A nova TV terá uma interface diferente, facilitando o acesso dos usuários. Entretanto, ela ainda é bastante diferente dos sistemas com iOS. O preço é US$ 100.

Vendas na ‘era pós-PC’
“Estamos falando de um mundo onde o computador não está mais no centro do mundo digital. Os dispositivos que você mais usa precisam ser mais portáteis e drasticamente mais fáceis de usar do que nunca”, afirmou Cook no evento. Segundo ele, 76% do lucro da Apple vem dos produtos que diz fazerem parte da categoria “pós-PC”: o iPod, o iPad e o iPhone.

Uma pesquisa divulgada na última terça (6) pela consultoria americana Forrester Research conclui que o iPad tem 73% de participação no mercado de tablets e que nenhuma outra marca alcançou fatia maior que 6%.

Histórico
O iPad foi lançado em 27 de janeiro de 2010 por Steve Jobs e ajudou na escalada para a Apple se tornar a maior empresa de tecnologia do mundo. Na época, foi chamado de prancheta digital. Jobs qualificou o aparelho, que unia computador, videogame, tocador de música e vídeo e leitor de livro digital, de “mágico” e “revolucionário”.

O tablet chegou às lojas dos EUA custando a partir de US$ 500, preço conservado até hoje para a versão mais simples do iPad 2. No Brasil, o aparelho começou a ser vendido em dezembro de 2010. A segunda versão foi anunciada pela Apple em março de 2011, quando Jobs, então em uma licença médica, surpreendeu a todos ao subir ao palco para apresentar o aparelho. Em outubro do mesmo ano, ele morreu após sua longa luta contra o câncer.

G1 

A ruína da Kodak na era digital

Robert Shanebrook estaciona seu Dodge diante do imenso edifício da Kodak, em Rochester, Nova York.

Há mais de 40 anos, ele pôs os pés na empresa pela primeira vez, quando era ainda um jovem engenheiro.

Na época, a Kodak estava produzindo a câmera que iria captar as imagens da missão Apollo 11 e as fotos do primeiro homem na Lua.

Shanebrook continua ativo desde que se aposentou da Kodak, em 2003.

Por 35 anos, teve o privilégio de trabalhar – e viajar pelo mundo – para a empresa.

Ele estava na Kodak na década de 90, quando suas ações valiam US$ 70 cada.

Estava lá, nos anos 80, quando a companhia empregava 30 mil pessoas.

Nessa época, a maior preocupação dos funcionários era achar um lugar para estacionar.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Ele dirige seu carro pelo estacionamento coberto de neve, muito maior do que alguns campos de futebol, mas onde poucos carros estão estacionados. Hoje, a Kodak emprega menos de sete mil pessoas em Rochester, e as notícias que vêm da direção da empresa são devastadoras. Em 19 de janeiro, a Kodak viu-se obrigada a pedir recuperação judicial. “Devo chorar? Não. Estou surpreso? Sim. Tenho de me recuperar do choque.”

A medida adotada pela Kodak é considerada mais um símbolo da situação deprimente dos negócios nos Estados Unidos. Outros dizem que a Kodak é uma empresa que negligenciou os sinais dos tempos – e é a única culpada por ter cochilado no caminho em direção à ruína. Mas nenhuma dessas interpretações é correta. A Kodak simboliza as mudanças estruturais profundas que ocorreram em todo o mundo nos últimos anos.

Jobs

Nos 132 anos da Kodak, pessoas em todo o planeta se imortalizaram em Kodacolor, o primeiro filme em cores, lançado em 1942. Seu fundador, George Eastman, era aclamado como o Steve Jobs da sua época. Em 1900, Eastman deu aos consumidores a “Brownie”, primeira câmera fotográfica portátil que gerou uma nova ideia – fantástica e lucrativa – de negócio: a Kodak venderia câmeras e também ganharia dinheiro revelando os filmes usados nelas. O modelo durou mais de um século. Em 1999, a Kodak teve lucro recorde de US$ 2,5 bilhões.

A marca estava em toda parte. Entre 1928 e 2008, todos os filmes que ganharam o Oscar de melhor fotografia foram rodados com películas Kodak. Hoje, boa parte da produção de Hollywood é digital. Não era raro ver a empresa lançar até 30 novos produtos ao ano. Eram impressoras, fotocopiadoras, papel fotossensível e filmes de todos os tipos.

Shanebrook se pergunta: como a Kodak chegou à beira da falência? Como uma empresa que nos anos 70 produzia 90% de todos os filmes e 85% das câmeras nos EUA pode fechar? Como uma companhia tão inovadora podia implodir a ponto de o preço de sua ação cair até chegar ao nível de perder seu registro na Bolsa de Valores de Nova York? Se quer saber as respostas, prepare-se para surpresas.

Primeira digital

Para começar: quem acreditaria que foi a Kodak que criou a primeira câmera digital, em 1975? Era três vezes maior do que uma caixa de sapatos. Inventada pelo engenheiro da Kodak Steve Sasson, era simples e produzia imagens em preto e branco, com 0,01 megapixel. Por essas razões, a máquina não parecia um produto muito comercializável. Mas os técnicos da Kodak continuaram a aperfeiçoar os sensores que, mais tarde, foram parar nas câmeras Nikon e Leica. Na verdade, os executivos em Rochester não estavam dormindo. Estavam bem acordados – mas com um cenário de pesadelo à frente.

Larry Matteson, outro veterano da Kodak, também se lembra daqueles dias. Chegou a ser vice-presidente sênior. Hoje é professor na Universidade de Rochester. Quatro anos depois da invenção da câmera digital, Matteson foi incumbido de elaborar um relatório sobre o futuro da tecnologia digital para a diretoria da empresa. Seu relatório parece hoje profeticamente exato. Depois de décadas concentrada no setor da química orgânica e de filmes, provavelmente seria impossível – talvez insano em termos comerciais – a Kodak tentar se reinventar e transformar-se numa empresa de produtos eletrônicos. Além disso, suas operações com filmes ainda eram muito prósperas nos anos 70 e prometiam lucros durante muitos anos no futuro. E as magras margens do mercado digital nunca iriam se comparar às do filme analógico. Assim, há cerca de 30 anos, a Kodak viu-se diante de duas alternativas: cometer suicídio ou adiar sua morte.

Houve repetidas tentativas, não muito entusiasmadas, de reorganizar a empresa. Cada nova diretoria propunha uma estratégia diferente. A Kodak investiu em sua divisão de produtos químicos para entrar no campo farmacêutico. Também tentou dominar o mercado da impressão digital – plano implementado, abandonado e depois retomado.

O azar também contribuiu para a ruína. A Kodak reduziu a produção de filmes, ao mesmo tempo em que aumentou sua presença na área digital. Em 2005, chegou a ser a maior fabricante de câmeras digitais nos EUA. Mas, com smartphones substituindo câmeras digitais, caiu para sétimo lugar nos anos seguintes. Na rival Fujifilm, seus diretores tiveram a ideia de sair das operações na área química e partir para o setor de cosméticos.

A Kodak, se pretende sobreviver, vai precisar de um milagre. Como parte do seu processo de concordata, a companhia recebeu mais US$ 950 milhões em empréstimos do Citigroup para tentar colocar suas finanças em ordem dentro dos próximos 18 meses. A direção espera que a Kodak volte a prosperar com as impressoras, mas isso não convence muito, pois a empresa sempre esteve ligada a imagens. Não importa o quão maravilhosas elas sejam, as histórias sempre têm um fim. E talvez seja a mesma coisa com as empresas.

(Tradução de Terezinha Martino)
Estadão/Ulrich Fichtner, do Der Spiegeo

Tablets: Google irá lançar tablet próprio em 2012

Em uma entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, revelou que a empresa irá lançar um tablet próprio dentro dos próximos seis meses.

No entanto, Schmidt não deu detalhes de como será esse tablet, porém afirmou que o dispositivo será de alta qualidade para competir por igual com o iPad, da Apple.

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“Nós, nos próximos seis meses, pretendemos comercializar um tablet de alta qualidade. E em comunicações móveis, mercado de smartphone, você vai ver a concorrência brutal entre a Apple e o Android do Google. Este é o capitalismo”, afirmou Schmidt.

Hoje o Google investe somente na produção de seu smartphone da linha Nexus, atualmente em parceria com a Samsung, porém após adquirir a Motorola é possível que a gigante de buscas planeje com esta empresa desenvolver seu primeiro modelo de tablet que viria com o novo sistema Android 4.0 (Ice Cream Sandwich).

Na mesma entrevista, Schmidt também elogia o ex-CEO da Apple, Steve Jobs, por sua criatividade e capacidade de inovação, especialmente por sua visão sobre o futuro dos dispositivos tablet.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Steve Jobs foi o Michelangelo do nosso tempo. Um amigo meu e um caráter único, capaz de combinar criatividade e gênio visionário com uma habilidade extraordinária de engenharia. Steve percebeu o potencial revolucionário do tablet e criou um produto surpreendente como o iPad”, expressou Schmidt.
Mônica Campi/Info

A última invenção do gênio Steve Jobs

Foto: Walter Isaacson

“Steve Jobs”, de Walter Isaacson, é como o iPad: o sujeito não sabe direito o que fará com ele, mas quer ter um. Como o iPad, essa biografia servirá para muitas coisas.

Para quem gosta de novela, tem a história de uma criança entregue para adoção, que nunca quis conhecer o pai biológico e surpreendeu-se ao lembrar que, um dia, comera no restaurante de um gerente gordo e careca. (Era ele.)

Esse garoto enjeitado recusou-se a reconhecer uma filha, ignorou-a por dez anos, mas deu o nome de Lisa a um de seus computadores.

Para quem gosta de histórias de inventores, mostra o surgimento do computador pessoal, do iPod, do iPhone e do iPad. (Ele não inventou nenhum dos quatro.)

Para quem prefere aventuras empresariais, o jovem que fundou a Apple, foi defenestrado, deu a volta por cima e transformou-a na empresa mais valiosa do mundo.

Para hipocondríacos, um maníaco de dietas e jejuns, com um câncer de pâncreas e um transplante de fígado, controlando o próprio ocaso.

Tudo isso num personagem genial, abstêmio, intratável, pouco higiênico e frugal.

(Ele ficaria feliz ao saber que Michelangelo tinha essas características. Por intratável, um jovem pintor quebrou-lhe o nariz.)

A biografia de Isaacson requer um acessório.

Convém que se faça uma cópia das páginas iniciais, onde estão listados 57 personagens. Ajuda a leitura.

Dentre os gênios da informática da segunda metade do século passado, Jobs foi o mais audacioso, implacável e egocêntrico. Mentiroso, controlador, argentário, despojado e, acima de tudo, narcisista.

Quem criou o computador pessoal foi seu sócio, Stephen Wozniak, que sonhava com um mundo no qual eles fossem grátis. Quando Jobs fez a primeira distribuição de ações da Apple, deixou um dos parceiros de fora.

Wozniak foi a ele e propôs:

‘O que você der, eu também dou’.

‘OK’, respondeu Jobs, ‘eu dou zero’.

‘Steve Jobs’ foi sua última produção, burilada até os últimos dias, quando estava desnutrido e emaciado.

Isaacson escreveu o que quis e conseguiu equilibrar o retrato de duas pessoas: uma que todo mundo gostaria de conhecer, e outra com quem foi perigoso lidar”.

“Steve Jobs”, traduzido, está nas livrarias, custando entre R$ 37,50 e R$ 49,90.

A editora ‘Companhia das Letras‘ lançou simultaneamente o e-book, que custa entre R$ 28,90 e R$ 32,50.

A edição eletrônica do original está na Amazon por US$ 16,99, ou R$ 29.
Élio Gaspari/O Globo


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Steve Jobs: dez revelações da biografia

Capa da biografia de Steve Jobs (Foto: Divulgação)

Conheça dez revelações feitas pela biografia de Steve Jobs Livro foi lançado no Brasil nesta segunda-feira (24).

Biógrafo revela detalhes da vida do executivo, que morreu no início de outubro.

A biografia autorizada de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson, foi lançada nesta segunda-feira (24) no Brasil.

O livro, batizado apenas de “Steve Jobs”, é baseado em mais de mais de 40 entrevistas, feitas ao longo de dois anos, com o cofundador da Apple que morreu no início de outubro.

Também foram entrevistados amigos, colegas e concorrentes do executivo considerado o “pai” do iPhone, do iPod e do iPad.

Isaacson é diretor-geral do Instituto Aspen, foi presidente da CNN e editor da revista “Time”.

Ele escreveu “Einstein: Sua vida, seu universo” e “Benjamin Franklin: An american life”.

Confira dez revelações feitas pela biografia e pelo biógrafo de “Steve Jobs”:

Filhos

No livro, Isaacson fala da última vez que visitou Steve Jobs, em sua casa em Palo Alto.

Diz o livro: “Como escritor, estou acostumado a manter distanciamento, mas fui atingido por uma onda de tristeza quando tentei dizer adeus.

A fim de disfarçar minha emoção, fiz a pergunta que ainda me deixava perplexo.

Por que ele se mostrara tão disposto, durante quase cinquenta entrevistas e conversas ao longo de dois anos, a se abrir tanto para um livro, quando costumava ser geralmente tão discreto?

‘Eu queria que meus filhos me conhecessem’, disse ele.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

‘Eu nem sempre estava presente, e queria que eles soubessem o porquê disso e entendessem o que fiz.’”

A tradução do trecho foi de Pedro Maia Soares. (leia a história completa)

Cirurgia tardia

Steve Jobs só aceitou fazer uma cirurgia que poderia salvar sua vida quando era tarde demais, disse Walter Isaacson, ao programa “60 Minutes”. “Eles ficaram felizes quando viram a biópsia. Era um tipo pancreático de câncer que cresce devagar e pode ser curado. Ele tentou tratar o câncer com uma mudança de dieta, ele foi a espiritualistas. Ele não queria que seu corpo fosse aberto, não queria ser violado daquela maneira”, afirma.

“Ele fez a cirurgia nove meses depois e, quando operaram, viram que o câncer já havia se espalhado pelos tecidos ao redor do pâncreas.” (leia a história completa)

Obama

“Você está caminhando para ter apenas um mandato”, teria sido a primeira frase dita por Steve Jobs em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2010, segundo a biografia. Na ocasião, Jobs se ofereceu para ajudar na criação de peças publicitárias para ajudar na reeleição do presidente democrata em 2012.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em jantar com líderes de empresas de tecnologia --incluindo Steve Jobs. Encontro foi proposto pelo cofundador da Apple em conversa com Obama (Foto: Divulgação/Casa Branca)

 Segundo Isaacson, o encontro entre Jobs e Obama quase não aconteceu. Convidado por assessores do presidente, Jobs insistiu que só iria se recebesse uma ligação do próprio presidente. Após pressão de sua mulher, Jobs concordou. Mas sua personalidade de Jobs teria se transformado no momento do encontro. (leia a história completa)

Sistema educacional norte-americano

Durante seu encontro com Obama, Jobs criticou o sistema educacional americano, que seria prejudicado “por regras sindicais”, diz a biografia. “Enquanto os sindicatos dos professores não forem desmantelados, não existe esperança para uma reforma educacional”, disse Jobs, que sugeriu que os diretores das escolas tivessem autonomia para demitir e contratar professores.

Para ele, os alunos deveriam ter aula em período integral, até as 18h, e por 11 meses no ano. (leia a história completa)

A polêmica do uniforme

Steve Jobs fala sobre os problemas na antena do iPhone 4 com seu "uniforme", a blusa de gola rulê criada por Issey Miyake (Foto: AP)

Steve Jobs contou ao seu biógrafo que foi vaiado ao propôr que os funcionários da Apple usassem um uniforme.

Isaacson escreve que Jobs teve a ideia depois de visitar o então presidente da Sony, Akio Morita, no Japão.

Ao ver que os funcionários da empresa japonesa estavam de uniformes e como aquilo os vinculava à empresa, Jobs propôs a idéia na Apple.

“Voltei [do Japão] com algumas amostras e disse para todos o quanto seria legal se todos usássemos os coletes.

Fui vaiado naquele palco. Todo mundo odiou a ideia”, disse Jobs à Isaacson.

Foi durante esse processo que Jobs decidiu pedir que o designer japonês Issey Miyake criasse um uniforme para ele, pela conveniência e por ser uma espécie de estilo próprio.

“Então eu pedi que Miyake fizesse algumas de suas blusas pretas com gola rulê para mim e ele fez uma centena delas”, disse o executivo. (leia a história completa)

O início da biografia

Isaacson conta de seu encontro com Jobs, em 2004, que rendeu o início da biografia. “Eu ainda não sabia que dar uma longa caminhada era a sua forma preferida de ter uma conversa séria. No fim das contas, ele queria que eu escrevesse sua biografia. Eu havia publicado recentemente uma de Benjamin Franklin e estava escrevendo outra sobre Albert Einstein, e minha reação inicial foi perguntar, meio de brincadeira, se ele se considerava o sucessor natural naquela sequência. Supondo que ele estava no meio de uma carreira oscilante, que ainda tinha muitos altos e baixos pela frente, eu hesitei. Não agora, eu disse. Talvez em uma década ou duas, quando você se aposentar”, diz o livro.

Isaacson continua: “Depois me dei conta de que ele havia me chamado logo antes de ser operado de câncer pela primeira vez. Enquanto eu o observava lutar contra a doença, com uma intensidade incrível, combinada com um espantoso romantismo emocional, passei a achá-lo profundamente atraente, e percebi quão profundamente sua personalidade estava entranhada nos produtos que ele criava. Suas paixões, o perfeccionismo, os demônios, os desejos, o talento artístico, o talento diabólico e a obsessão pelo controle estavam integralmente ligados a sua abordagem do negócio, e decidi então tentar escrever sua história como estudo de caso de criatividade.”

Bill Gates

“Bill [Gates] basicamente não tem imaginação e nunca inventou nada, e acho que é por isso que ele se sente mais confortável fazendo filantropia do que no mercado de tecnologia. Ele apenas roubava as ideias dos outros, sem vergonha alguma”, diz Jobs no livro. (leia a história completa)

Steve Jobs e BIll Gates, juntos em encontro promovido pelo site All Things Digital em 2007 (Foto: Joi Ito/Creative Commons)

Android

“Eu vou destruir o Android, porque é um produto roubado. Eu vou entrar no modo ‘guerra termonuclear’ nesse caso”, disse Jobs, segundo seu biógrafo, em janeiro de 2010, quando a HTC lançou um smartphone com Android que tinha funções populares do iPhone. “Eu vou gastar cada centavo do que a Apple tem em banco para deixar isso certo”, afirmou o executivo.

Segundo a biografia, Jobs não queria fazer um acordo com o Google. “Eu não quero seu dinheiro. Se você me oferecer US$ 5 bilhões, eu não vou querer. Eu tenho bastante dinheiro. Eu quero que você pare de usar nossas ideias no Android”, disse Jobs à Eric Schmidt, ex-CEO do Google, responsável pelo desenvolvimento do Android.

Legado

“Hewlett e Packard [Bill Hewlett e Dave Packard, os fundadores da HP] construíram uma ótima empresa e eles pensaram que a haviam deixado em boas mãos. Apesar disso, agora a HP está sendo desmembrada e destruída”, disse Jobs, segundo sua biografia. “Eu espero ter deixado um legado mais forte, para que isso nunca aconteça com a Apple.”

Pai biológico

Steve Jobs era adotado e teve a oportunidade de conhecer seu pai biológico, que era dono de um restaurante que o executivo freqüentava em San Jose. “Foi fantástico. Eu já tinha ido ao restaurante algumas vezes. Lembro de ter conhecido o dono, um sírio. Nós trocamos um aperto de mãos. Na época, eu já era um homem rico e não confiei que ele não ia me chantagear ou ir falar com a imprensa sobre o assunto.”

G1

Apple mudou jeito de ouvir música e usar telefone e computador

Sob o comando de Steve Jobs, morto nesta quarta-feira (5) vítima de câncer, a Apple lançou produtos que mudaram o rumo da tecnologia e de mercados como o de telefonia e de música.

Steve Jobs, foi o fundador da Apple, idolatatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia.

Entenda como os produtos da empresa ajudaram a mudar o mercado e a maneira de nos relacionarmos com o mundo:

Apple I

O que é: Computador pessoal

Quando surgiu: 1977

Por que foi importante: Era relativamente barato para os padrões da época (custava US$ 666,66) e utilizava televisores comuns para exibir informações. Utilizava soluções bastante criativas, desenvolvidas a partir de peças simples pelo sócio de Jobs na Apple, Steve Wozniak.

 

 

Macintosh

O que é: Computador pessoal

Quando surgiu: 1984

Por que foi importante: Foi o primeiro computador que utilizava os conceitos de ambiente gráfico comandada por um mouse a atingir sucesso comercial. Acabou moldando até os rivais, como o PC, padrão da IBM, que passou a utilizar o sistema Windows.

 

 

iPod

O que é: Tocador de música digital

Quando surgiu: 2001

Por que foi importante: Transformou a indústria da música. Fez dos arquivos digitais, como o mp3, o novo padrão, em substituição ao CD. Com ênfase no design, fez dos gadgets um objeto de moda. Ao lado do iTunes, loja virtual da Apple, criou um mercado de músicas digitais. Vendeu mais de 300 milhões de unidades.

 

iPhone

O que é: Smartphone

Quando surgiu: 2007

Por que foi importante: De uso intuitivo, mudou o mercado de celulares inteligentes. Popularizou a internet móvel e revigorou o mercado de programas, agora rebatizados como “aplicativos”. Mudou ainda o mercado de jogos eletrônicos.

 

 

iPad

O que é: Computador em formato de tablet

Quando surgiu: 2010

Por que foi importante: Fez dos tablets, que já existiam há pelo menos uma década, um produto de massa. Revolucionou o conceito de computação portátil, e mudou os planos de fabricantes tradicionais de computadores como HP, Lenovo e Samsung, entre outras.

 

 G1


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