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Brasil vive um clima de pré-nazismo enquanto a oposição emudece

O silêncio dos que deveriam defender a democracia pode acabar deixando o caminho aberto aos autoritários, que se sentem ainda mais fortes diante de tais silêncios

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Manifestante em protesto contra o presidente em São Paulo no dia 13 de agosto. AMANDA PEROBELLI (REUTERS)

O Brasil está vivendo, segundo analistas nacionais e internacionais, um clima político de pré-nazismo, enquanto a oposição progressista e democrática brasileira parece muda. Somente nos últimos 30 dias, de acordo com reportagem do jornal O Globo, o presidente Jair Bolsonaro proferiu 58 insultos dirigidos a 55 alvos diferentes da sociedade, dos políticos e partidos, das instituições, da imprensa e da cultura.

E à oposição ensimesmada, que pensa que o melhor é deixar que o presidente extremista se desgaste por si mesmo, ele acaba de lhes responder que “quem manda no Brasil” é ele e, mais do que se desfazer, cresce cada dia mais e nem os militares parecem capazes de parar seus desacatos às instituições.

Há quem acredite que o Brasil vive um clima de pré-fascismo, mas os historiadores dos movimentos autoritários preferem analisá-lo à luz do nazismo de Hitler. Lembram que o fascismo se apresentou no começo como um movimento para modernizar uma Itália empobrecida e fechada ao mundo. De modo que uma figura como Marinetti, autor do movimento futurista, acabou se transformando em um fervoroso seguidor de Mussolini que terminou por arrastar seu país à guerra.

O nazismo foi outra coisa. Foi um movimento de purga para tornar a Alemanha uma raça pura. Assim sobraram todos os diferentes, estrangeiros e indesejados, começando pelos judeus e os portadores de defeitos físicos que prejudicavam a raça. De modo que o nazismo se associa ao lúgubre vocábulo “deportação”, que evoca os trens do horror de homens, mulheres e crianças amontoados como animais a caminho dos campos de extermínio.

Talvez a lúgubre recordação de minha visita em junho de 1979 ao campo de concentração de Auschwitz com o papa João Paulo II tenha me feito ler com terror a palavra “deportação” usada em um decreto do ministro da Justiça de Bolsonaro, o ex-juiz Sérgio Moro, em que ele defenda que sejam “deportados” do Brasil os estrangeiros considerados perigosos.

Bolsonaro, em seus poucos meses de Governo, já deixou claro que em sua política de extrema direita, autoritária e com contornos nazistas, cabem somente os que se submetem às suas ordens. Todos os outros atrapalham. Para ele, por exemplo, todos os tachados de esquerda seriam os novos judeus que deveriam ser exterminados, começando por retirá-los dos postos que ocupam na administração pública. Seu guru intelectual, Olavo de Carvalho, chegou a dizer que durante a ditadura 30.000 comunistas deveriam ter sido mortos e o presidente não teve uma palavra de repulsa. Ele mesmo já disse durante a campanha eleitoral que com ele as pessoas de esquerda deveriam se exilar ou acabariam na cadeia.

Inimigo dos defensores dos direitos humanos, dos quais o governador do Rio, Witzel, no mais puro espírito bolsonarista, chegou a afirmar que são os culpados pelas mortes violentas nas favelas, Bolsonaro mal suporta os diferentes como os indígenas, os homossexuais, os pacíficos que ousam lhe criticar. Odeia todos aqueles que não pensam como ele e, ao estilo dos melhores ditadores, é inimigo declarado da imprensa e da informação livre.

Sem dúvida, o Presidente tem o direito de dizer que foi escolhido nas urnas com 53% dos votos, que significaram 57 milhões de eleitores. Nesse sentido o problema não é seu. Os que votaram nele sabiam o que pensava, ainda que talvez considerassem seus desatinos de campanha como inócuos e puramente eleitoreiros. O problema, agora que se sabe a que ele veio, e que se permite insultar impunemente gregos e troianos começando pelas instituições bases da democracia, mais do que seu, é da oposição.

Essa oposição, que está muda e parece impotente e distraída, demonstra esquecer a lição da história. Em todos os movimentos autoritários do passado moderno, os grandes sacerdotes da violência começaram sendo vistos como algo inócuo. Como simples fanfarrões que ficariam somente nas palavras. Não foi assim e diante da indiferença, quando não da cumplicidade da oposição, acabaram criando holocaustos e milhões de mortos, de uma e outra vertente ideológica.

Somente os valores democráticos, a liberdade de expressão, o respeito às minorias e aos diferentes, principalmente dos mais frágeis, sempre salvaram o mundo das novas barbáries. De modo que o silêncio dos que deveriam defender a democracia pode acabar deixando o caminho aberto aos autoritários, que se sentem ainda mais fortes diante de tais silêncios.

Nunca existiram democracias sólidas, capazes de fazer frente aos arroubos autoritários, sem uma oposição igualmente séria e forte, que detenha na raiz as tentações autoritárias. Há países nos quais assim que se cria um governo oficial, imediatamente a oposição cria um governo fictício paralelo, com os mesmos ministros, encarregados de vigiar e controlar que os novos governantes sejam fieis ao que prometeram em suas campanhas e, principalmente, que não se desviem dos valores democráticos. Sem oposição, até os melhores governos acabarão prevaricando. E o grande erro das oposições, como vimos outras vezes também no Brasil, foi esperar que um presidente que começa a prevaricar e se corromper se enfraqueça sozinho. Ocorrerá o contrário. Crescerá em seu autoritarismo e quando a oposição adormecida perceber, estará derrotada e encurralada.

Nunca em muitos anos a imagem do Brasil no mundo esteve tão deteriorada e causando tantas preocupações como com essa presidência de extrema direita que parece um vendaval que está levando pelos ares as melhores essências de um povo que sempre foi amado e respeitado fora de suas fronteiras. Hoje no exterior não existe somente apreensão sobre o destino desse continente brasileiro, há também um medo real de que possa entrar em um túnel antidemocrático e de caça às bruxas que pode condicionar gravemente seu futuro. E já se fala de possíveis sanções ao Brasil por parte da Europa, em relação ao anunciado ataque ao santuário da Amazônia.

O Brasil foi forjado e misturado com o sangue de meio mundo que o fizeram mais rico e livre. Querer ressuscitar das tumbas as essências de morte do nazismo e fascismo, com a vã tentativa da busca da essência e pureza da brasilidade é uma tarefa inútil. Seria a busca de uma pureza que jamais poderá existir em um país tão rico em sua multiplicidade étnica, cultural e religiosa. Seria, além de uma quimera, um crime.

Urge que a oposição democrática e progressista brasileira desperte para colocar um freio nessa loucura que estamos vivendo e que os psicanalistas confirmam que está criando tantas vítimas de depressão ao sentirem-se esmagadas por um clima de medo e de quebra de valores que a nova força política realiza impunemente. Que a oposição se enrole em suas pequenezas partidárias e lute para ver quem vai liderar a oposição em um momento tão grave, além de mesquinho e perigoso é pueril e provinciano.

Há momentos na história de um país em que se os que deveriam defender os princípios da liberdade e da igualdade cruzam os braços diante da chegada da tirania, incapazes até de denunciá-la, amanhã pode ser tarde demais. E então de nada servirá chorar diante dos túmulos dos inocentes.

Todo fanático ideológico é estúpido

Burrice Censura Yaoni Sánches Blog do MesquitaTodo fanático ideológico é estúpido.

Seja de qualquer lado for. Seja saudoso de Mussolini ou viúva de Stalin.

Tudo que a blogueira queria era divulgação. E conseguiu a custa dos totalitários censores Tupiniquins.

O que tem de ideólogo burrinho, – diminutivo generoso, mas que não dimensiona o real tamanho da ignorância – é uma grandeza.

Estão dando mais visibilidade ao pretenso alvo, não percebendo que a intolerância contra quem é frágil, fortalece o argumento que tentam abafar.

A democracia sempre sai ganhando.


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Brasil, um novo império?

Brasil: da série “me engana que eu gosto”!
Brasil? Império? Agora conta aquela do papagaio fanho.

O Editor


O NOVO IMPÉRIO DO BRASIL
Por Carlos Chagas

Desde que o mundo é mundo, determinadas civilizações se impõem sobre as demais, apesar de a História, a Arqueologia e a Memória da Humanidade não chegarem a vislumbrar mais do que 10% do que realmente se passou no planeta.

Mesmo assim, vamos ficar naquilo que nos chegou, fração mínima do que terá acontecido.

Os gregos vieram até nós pela abertura do espírito, acima de sua organização dita democrática, mas não fosse sua ambição comercial, estariam até hoje enterrados nas brumas do desconhecido.

Roma tornou-se um império por força de sua organização burocrática, claro que apoiada pelas legiões e pela ânsia de conquistar colônias capazes de enriquece-la através da conquista de recursos e da exploração de mercados externos.

A expansão árabe formou império ainda maior, tanto pela divulgação da ciência, da literatura e da cultura quanto pelo radicalismo religioso.

Uma contradição que ainda hoje perturba os historiadores e os que costumam prever o futuro.

A substituição de árabes por turcos, naqueles idos, mudou pouca coisa.

O império persa fechou-se em copas e acabou sepultado por Alexandre, ainda que de forma internitente tenha ressurgido outras vezes, como contraponto ao Oriente e ao Ocidente.

Os mongóis dominaram boa parte do mundo conhecido, certamente por necessidade de sobrevivência.

A fome e o vazio das estepes fizeram com que conquistassem a China e chegassem às bordas da Europa, nas investidas de Gengis Khan e, mais tarde, de Tamerlão.

Careciam de opções.

Com o tempo o império chinês superou mongóis e depois os manchus, mantendo o culto ao isolamento e o desprezo pelo que se passava além de suas fronteiras, com certa razão científica no passado. Quebraram a cara.

Veio, para o mundo ocidental, o período das trevas, superado na Renascença, responsável pela criação de um império filosófico, científico e artístico sem dono.

O hiato acabou preenchido por Luís XIV e por Napoleão, que puderam enquadrar a Europa através da força e, mais uma vez, do comércio.

O primeiro império russo durou pouco, porém, mais do que o segundo, inaugurado por Stalin e sepultado por Gorbachev.

A dominação inglesa conquistada pelo mar durou três séculos, até a hora em que, depois de destroçarem o efêmero Terceiro Reich alemão, perceberam estar naufragando ao inflar a bola do novo império mundial, os Estados Unidos, hoje dominando integralmente a civilização, dentro das paralelas ditadas pelo comércio e pelo sentimento de superioridade.

Registra-se uma tentativa de, tanto tempo depois, a China abandonar a estratégia das portas fechadas, lançando-se na competição pelo mundo exterior.

Sem esquecer a reação dos árabes, que se conseguirem unificar-se através do fundamentalismo religioso, poderão surpreender.

Por que se alinham estes parágrafos supérfluos, incompletos e insossos?

Porque muitos ingênuos e outro tanto de malandros começam a falar da hora do novo Império do Brasil, inaugurado pelo Lula e a se configurar ao longo do Século XXI.

Seria bom atentarem para o fato de que os impérios nascem e morrem, tanto faz o período de sua duração.

Pior para os que ficarem até o velório…

O roubo do cofre de Ademar de Barros não teve participação de Dona Dilma, e até agora não descobri onde ela teria sido presa e torturada

Marreta:

“Helio, quem roubou a amante de Ademar? Quanto havia nesse cofre? O que foi feito do dinheiro: Dona Dilma participou mesmo da operação? E de quem foi a ideia?”

Comentário de Helio Fernandes:

Lógico, Marreta não é nome, mas o assunto é importante. Merece resposta, simples e rigorosamente verdadeira. Sem poder me alongar, mas o suficiente para um esclarecimento, pela ordem das perguntas.

Foi um grupo de estudantes, chamados equivocadamente na época de “guerrilheiros” ou “terroristas”. Tinham conhecimento dos fatos e dos locais, circulavam em grupos que conheciam o “caso” de Ademar de Barros e o “Doutor Rui”. (Nome usado para esconder ou mistificar a relação, naquela época já se gravava muito o telefone, não com a técnica de hoje).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Inicialmente foi apenas UM, mas depois a tarefa se tornou tão difícil que juntou mais 4 ou 5 idealistas, nenhum com objetivo político ou de enriquecimento pessoal.

Ninguém soube ou sabe, principalmente agora, passados 31 anos. Inicialmente foi uma “operação diversão”, pura emoção ou realização. Depois, com a sedução do dinheiro e pela dificuldade da execução, outros aderiram, principalmente os que sequestraram o embaixador dos EUA. Só para refletir: o cofre pesava mais de 400 quilos, estava no interior de uma casa, num bairro privilegiado (Santa Tereza).

O dinheiro, qualquer que seja o total, foi utilizado para financiar a operação anti-ditadura. E os sequestradores tiveram a idéia genial de executar a operação contra o embaixador dos EUA.

Se fosse o embaixador, digamos, da Tanzânia, da França, do Afeganistão ou da Espanha, não haveria nada. Mas os EUA, que sempre disseram arrogantemente, “não negociamos com terroristas”, negociaram imediatamente. E concederam tanto, que o mundo se surpreendeu e os protestos só não foram maiores, porque haviam “tocado na própria carne”.

Para os que não se lembram, não eram nascidos, ou desconheceram e desconhecem os fatos, vejam o comportamento do governo dos EUA. Autoridades importantes da Matriz, telefonaram para autoridades importantes da Filial, com a ordem: “Cumpram tudo da forma como foi exigido”.

Menos de 24 horas depois, telefonavam daqui para lá, protestando e lamentando: “Eles querem que libertemos 39 presos políticos e guerrilheiros, e mandemos ler numa cadeia nacional de televisão, um manifesto contra os que estão no Poder”. (Na verdade falavam em DITADURA, mas não quiseram repetir).

Nem acabaram de receber a comunicação daqui e vinha a ordem: “Já dissemos, CUMPRAM TUDO”. Então, inesperadamente, o cidadão que não sabia de nada, assistiu estarrecido à leitura daquele panfleto oficial contra os que estavam no Poder.

E como naquela época a televisão não tinha muita penetração, o fato apareceria, mas pouco visto. Só que no dia seguinte, (internet nem pensar) na Primeira de todos os jornalões, a foto dos 39 presos políticos sendo embarcados para o exterior. A ordem não era dos sequestradores, e sim dos nossos “AMIGOS DOS ESTADOS UNIDOS”.

A questão da participação de Dona Dilma. Ela não soube de nada na época, foi conhecer o episódio muito depois. Já disse várias vezes, “fui seqüestrada e torturada durante três anos”. Ora, ninguém é TORTURADO POR 3 ANOS. Por dois motivos.

1 – Ninguém suporta. De 1937 a 1945, e depois, de 1964 a 1979, milhares e milhares foram torturados barbaramente, mas não por três anos.

2 – Só grandes personalidade são TORTURADAS por um período como esse. Dona Dilma foi presa sem que ninguém soubesse, e não tinha status ou projeção para ser TORTURADA por esse período.

E na verdade, nas duas ditaduras, só um homem foi TORTURADO SELVAGEMENTE por um período como esse ou até um pouco maior: Prestes, de 1936 a 1940. Outro barbaramente torturado foi Apolônio de Carvalho, de 1969 a 1970.

Prestes, preso por acaso em 1936, menos de 3 meses depois da “Intentona Vermelha”, (despropósito da imprensa daquela época, que tinha mau gosto pior do que hoje) sofreu horrores até 1940. Nesse ano, Stalin mandou um embaixador especial pedir ao ditador Getulio Vargas a libertação de Prestes. (Lógico, o Brasil e a União Soviética já eram quase “aliados” na Segunda Guerra Mundial).

Vargas, o estrategista da insensibilidade, da falta de caráter e do oportunismo, não libertou Prestes. Mas mandou transferi-lo para a Penitenciária da Frei Caneca. Foi construída uma casa de madeira para ele, recebia visitas, correspondência. Cinco anos depois, ali mesmo recebia o CORRUPTÍSSIMO Hugo Borchi para negociar o apoio ao ditador, através da CONSTITUINTE COM VARGAS.

Apolônio de Carvalho, TORTURADÍSSIMO, era importantíssimo. Participou da Revolução da Espanha (de 1936 a 1939), só saiu de lá quando o general Franco (depois, GENERALÍSSIMO, como Fulgêncio Batista em Cuba, sendo que este começou como sargento) tomou o poder que utilizaria por quase 50 anos.

Como conhecia guerra e logo se colocou contra a ditadura em 1964, foi para a clandestinidade, mas acabou preso, e só foi solto e banido do país no episódio da troca pelo embaixador americano.

Não conheço ninguém na História do Brasil que tenha sido tão VIOLENTADO quanto esses dois. E não consegui descobrir nem onde Dona Dilma teria ficado presa e torturada.

***

PS – Dona Dilma não participou de nada, ou não estaria viva. (Não participei das guerrilhas, fui sempre contra, por questões práticas e estratégicas). Os que lutaram BRAVAMENTE eram muito poucos, só iriam reforçar os efetivos da ditadura. QUASE TODOS MORRERAM, LUTARAM EM VÃO, não tiveram nem oportunidade de contestar os que estavam no Poder.

PS2 – Em relação ao episódio do ROUBO DO COFRE, Dona Dilma só falou “MENAS” verdade. Como em outros episódios de sua formação, quando mistificou descaradamente, apresentando números, dados e informações que teve que desmentir.

PS3 – O deputado e ex-ministro Carlos Minc, que participou da operação “amante-cofre-do-Ademar-de-Barros”, teve que desmenti-la publicamente. Minc também participou por pouco tempo, e espertamente, sem se expor muito. Ministro do Meio Ambiente, Minc teve atuação tão ATIVA E POSITIVA, que me surpreendeu.

PS4 – Quem teve a idéia (só ele tinha todos os dados), foi um jovem de 20 anos, riquíssimo, aristocrata, (de vários brasões), morava numa bela mansão da família em Santa Tereza.

PS5 – Em 1972 foi para Paris, onde mora até hoje, estudando e vivendo como gosta. Durante muito tempo escreveu pelo menos duas vezes por semana para a Tribuna da Imprensa. Artigos excelentes e opinativos.

PS6 – Por questão mais do que compreensível, não revelarei seu nome. Se os meios de comunicação não estivessem tão censurados e gravados, poderia consultá-lo. E tenho certeza que diria, “pode publicar, Helio”.

Hélio Fernandes/Tribuna da Imprensa

Stalin, comunismo e analfabetos

A vantagem do analfabetismo

Bertrand Russel era um pacifista tão empedernido que durante a Segunda Guerra Mundial foi confinado a uma cidade do norte da Inglaterra, impedido de lecionar e de escrever em favor da paz. O momento exigia de Winston Churchill a mobilização de toda a opinião pública no esforço para derrotar Hitler e os nazistas.

O filósofo também era comunista. Certa vez foi à União Soviética, que reverenciava como se fosse o paraíso. Depois de algumas semanas, desiludiu-se. Não com o marxismo, mas com a forma como era aplicado por Stalin.

Na volta, para não dar o braço a torcer, fez longo elogio ao analfabetismo vigente entre os russos. Ninguém entendeu e ele explicou: quanto mais pessoas não puderem ler os jornais e as revistas lá publicadas, melhor, porque não serão influenciadas pelas mentiras divulgadas pelos meios de comunicação soviéticos.

Guardadas as proporções, a matreira lição do mestre que revolucionou a História deixaria de ser aplicada entre nós, hoje. A enganação vem pela televisão…

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Censura. Presidente do Equador quer fechar TV

Rafael Correia, Presidente do Equador, o outro doidivanas da turma bolivariana — forma ao lado do cocaleiro Evo, aquele que não vê a uva mas vê a coca, e do arremedo de caudilho Cháves — ,arreganha os dentes censórios e afia as garras para ir na jugular da democracia.

O beócio manda chuva do Equador não faz a menor ideia que censurar a imprensa é inútil. A internet tá aí, pra driblar a sanha censória dos aprendizes de Stalin, Fidel, Mao, Kim qualquer coisa da Coréia, Sarney e a censura ao Estadão, e outros déspotas. Recentemente, no Irã, apesar da censura imposta pelos Aiatolás, os blogs, os celulares e demais aparatos tecnológicos, mantiveram o mundo informado do que por lá acontecia.

Por mais incompetente, omissa e/ou comprometida que seja a imprensa, sempre é melhor que nenhuma imprensa. Não lembro bem que foi o estadista que disse “entre a democracia e a imprensa livre fico com a imprensa livre”. Ou algo parecido. O que importa é o reconhecimento de que a censura só contribui para a obscuridade dos regimes.

Não fosse, aqui no Brasil, por exemplo, a ausência de censura — apesar da tesoura do Sarney no Estadão — os Tupiniquins jamais teria sabido das travessuras do Collor na casa da Dinda, dos mensaleiros e cuequeiros a serviço do apedeuta, das “entregações privatistas” e compra de reeleição por FHC nem das marucurais cometidas pelos 81 nefelibadas travestidos de senadores dessa pobre, malfadada e infelicitada ‘ré’ — muito mais privada — ‘pública’ brasileira.

Contra a censura! Sempre! Antes que Cháves!

O editor

Correa pede fechamento de emissora de TV privada

O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou, neste sábado, que tomará as medidas legais necessárias para o fechamento da rede de televisão privada Teleamazonas, por supostas irregularidades cometidas na divulgação de uma gravação que teria sido realizada clandestinamente dentro de seu gabinete.

A gravação, que, segundo o presidente, teria sido entregue à rede pelo oposicionista Fernando Balda, ex-integrante do partido de Correa, mostraria o presidente supostamente planejando alterações na Constituição, aprovada em um referendo no ano passado, junto com partidários.

“É gravíssimo, um delito contra a segurança nacional, espionaram uma reunião no gabinete do presidente”, disse Correa, de acordo com a agência de notícias da Presidência do Equador.

O presidente equatoriano, que negou as acusações, ainda pediu a prisão de Balda e uma investigação sobre seu partido, Sociedade Patriótica.

“Este homem (Balda) será preso, não vamos aceitar essas coisas. Provavelmente a Sociedade Patriótica tem microfones instalados no gabinete, por isso conseguiram as gravações. Isto é um delito”, disse o presidente.

O Globo

Internet: os tiranos tentam censurar a web

Sai tirano entra tirano, e nem todo o poder de armas, prisões, repressões e censuras, conseguem impedir que as notícias se espalhem pelo mundo. Nenhuma ditadura até hoje se manteve por muito tempo contra o poder da informação. E é aí justamente que a WEB mostra todo o poder de informar, apesar da censura que os Cháves da vida tentam impor à grande rede.

A internet, única invenção humana que não tem botão de desligar, é hoje, a arma mais poderosa contra os tiranetes de todos os matizes.

Houvesse internet àquelas épocas, os Stalins, Maos, Hitlers,Idi Amins, Mugabes e demais escórias, não teriam infelicitado seus povos por tantos anos.

O editor


Os tiranos da Internet

Como o povo iraniano tem conseguido burlar o arsenal tecnológico dos aiatolás para blloquear o seu acesso à rede – e ao mundo.

A história mostra que qualquer ditadorzinho de aldeia sabe que sua permanência no poder exige censurar opositores. Os jornais são asfixiados economicamente ou simplesmente empastelados. As emissoras de televisão passam para as mãos do estado e vivem de cobrir eventos oficiais e de elogiar os mandatários.

Mas como censurar a internet, essa rede caótica sem comando central formada por computadores que podem se ligar por cabos, satélites, retransmissores sem fio e cujos usuários têm meios de esconder facilmente sua identidade?

A ditadura chinesa já censura a internet com um grau de sucesso apenas relativo. Mais recentemente, esse desafio foi colocado aos ditadores teocratas do Irã.

Desde que o povo começou a se manifestar nas ruas contra o resultado fraudado das eleições presidenciais, os aiatolás passam dias e noites tentando cortar as ligações via internet dos iranianos com o exterior.

Veja – Camila Pereira e Renata Betti

Olimpíada – Menina chinesa foi dublada na cerimônia de abertura

Olhe essa!
O modo estalinista de ser, contaminou os seguidores de Mao Tsé Tung. Se aquele costumava “apagar” das fotos oficiais os “companheiros” que eram expurgados – na maioria dos casos, fuzilados – da tróica soviética, estes, os maoísta, inserem na história personagens fictícios.

Menina que cantou na abertura da Olimpíada foi dublada

Da BBC

O diretor musical da cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim admitiu que uma menina que apareceu cantando durante o evento foi dublada por outra menina, que não foi considerada bonita o bastante para se apresentar no palco.

Em entrevista à rádio de Pequim, Chang Qigang disse que os organizadores precisavam de uma menina que tivesse boa voz e fosse bonita ao mesmo tempo.

“Depois de vários testes, nós decidimos colocar Lin Miaoke no palco e usar a voz de Yang Peiyi”, disse ele.

“A razão por trás disso é que precisamos colocar os interesses do país em primeiro lugar.”

Usando em um vestido vermelho, Lin Miaoke, de 9 anos, encantou a platéia ao cantar Ode à Pátria durante a abertura da Olimpíada na sexta-feira passada.

Ela vem sendo chamada de “anjo sorridente” e tem atraído a atenção da mídia desde a apresentação.

Yang Peiyi, de 7 anos, disse ao jornal chinês China Daily não ter se arrependido de ter emprestado a voz a Lin e que ficou feliz em ter
participado da cerimônia.

A revelação aconteceu horas depois de o vice-presidente dos Jogos de Pequim, Wang Wei, ter admito a jornalistas que parte dos fogos de artifício exibidos na televisão durante a abertura eram imagens em terceira dimensão produzidas no computador.

“Algumas imagens foram produzidas antes da cerimônia para se obter um efeito teatral”, disse Wei.