Relatório acusa Apple, Samsung e Sony de conivência com trabalho infantil

É a economia estúpido. O capital é assim mesmo. Os caras estão preocupados apenas com uma coisa, o lucro! O pior é que não dá em nada. Está aí a Zara que não me deixa mentir. E essa é a forma da violência mais cruel e silenciosa.
“O dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a.” Karl Marx

José MesquitaTrabalho Infantil,Escravidão,Blog do Mesquita


A organização de direitos humanos Anistia Internacional acusou as empresas Apple, Samsung e Sony, entre outras, de falhar em identificar o uso de trabalho infantil na produção dos minerais usados em seus aparelhos.

Em um relatório sobre a mineração de cobalto na República Democrática do Congo, a Anistia afirma ter encontrado crianças de até 7 anos de idade trabalhando em condições perigosas.

O cobalto é componente vital para as baterias de íon-lítio. As empresas afirmaram que seguem política de tolerância zero em relação a trabalho infantil.

“Companhias cujo lucro global é de US$ 125 bilhões não podem realmente alegar incapacidade de verificar de onde vêm suas matérias-primas essenciais”, disse Mark Dummett, pesquisador nas áreas de negócios e direitos humanos da Anistia.

Leia também: O jornal é feito por crianças exploradas na Índia

Mortes

Foto: GettyMineiros trabalhando em condições perigosas ganham alguns dólares por dia

A República Democrática do Congo responde por 50% ou mais do cobalto produzido no planeta.

Mineradores trabalhando por longo período neste segmento da extração mineral enfrentam problemas de saúde e risco de acidentes fatais, afirma a Anistia.

A organização diz que ao menos 80 mineiros morreram no subsolo congolês entre setembro de 2014 e dezembro de 2015.

A Anistia também entrevistou crianças que trabalhariam nas minas do país.

Paul, órfão de 14 anos de idade, começou a minerar aos 12 anos. “Eu fiquei até 24 horas nos túneis. Chegava de manhã e só saía na outra manhã. Tinha que ir ao banheiro nos túneis. Minha mãe adotiva planejava me mandar para a escola, mas meu pai adotivo era contra, e ele me fez trabalhar nas minas”, contou o menino à Anistia.

A Unicef estima que há cerca de 40 mil crianças trabalhando em minas no sul da República Democrática do Congo.

‘Tolerância zero’

Em resposta ao relatório, a Apple afirmou que o “trabalho infantil não é tolerado em nossa cadeia de fornecedores e estamos orgulhosos de liderar a indústria em salvaguardas pioneiras (contra o trabalho infantil)”.

A empresa afirmou, ainda, conduzir rigorosas auditorias junto a fornecedores e que qualquer um que empregue crianças é forçado a retornar o menor a sua casa, financiar a educação da vítima em escola escolhida pela família, continuar a pagar salários e oferecer um emprego quando o jovem tem idade para trabalhar.

A Samsung também afirmou ter “tolerância zero” em relação a trabalho infantil e que, assim como a Apple, vem conduzindo auditorias regulares junto a seus fornecedores.

“Se houver violação e trabalho infantil for encontrado, os contratos com fornecedores serão imediatamente encerrados”, declarou a empresa.

A Sony comentou: “Estamos trabalhando com nossos fornecedores para enfrentar questões ligadas a direitos humanos e condições de trabalho em locais de produção, assim como na aquisição de minerais e outras matérias primas”.

‘Paradoxo

Foto: GettyMuitas crianças trabalham na extração de cobalto – Getty Images

O relatório da Anistia rastreou o comércio de cobalto a partir de áreas onde há trabalho infantil. O mineral é comprado por intermediários diretamente das minas e vendido à empresa Congo Dongfang Mining, subsidiária da gigante chinesa Zhejiang Huayou Cobalt Ltd.

A Anistia afirma ter entrado em contato com 16 multinacionais listadas como clientes de fabricantes de baterias que têm como fornecedor de cobalto a Huayou Cobalt.

Uma empresa admitiu a conexão, enquanto outras quatro reconheceram serem incapazes de dizer com certeza qual seria a fonte do cobalto usado por elas.

Outras cinco companhias negaram ligações comerciais com a Huayou Cobalt, embora apareçam como clientes nas listas encontradas em documentos da gigante chinesa.

Seis empresas afirmaram estar investigando o caso.

“É um paradoxo que na era digital algumas das mais ricas e inovativas empresas do mundo, capazes de levar ao mercado aparelhos incrivelmente sofisticados, não consigam mostrar de onde vêm suas matérias-primas”, criticou Emmanuel Umpula, diretor da Africa Resources Watch, organização que colaborou com a Anistia no relatório.
Com dados da BBC


 

2016: o ano da Realidade Virtual

“Eu escalei o monte Everest, caminhando por uma ponte instável enquanto tentava não olhar para o abismo de gelo abaixo. Depois acompanhei uma menina de 18 anos com medo de elevadores enfrentar uma série dessas situações ao tratar sua fobia. E finalmente vi um grupo de crianças fazer um tour por um museu sem deixar o hospital em que são pacientes de longa internação.”

A expectativa é que 2016 marque a popularização de diversas aplicações em realidade virtual

Caso você não tenha adivinhado a partir do relato do correspondente de tecnologia da BBC Rory Cellan-Jones, esses são todos exemplos do uso da tecnologia de realidade virtual, que deve ser a principal tendência tecnológica de 2016.

Dado o volume de investimento feito por grandes empresas como Facebook, Sony e HTC, será uma decepção, diz Cellan-Jones, se finalmente a realidade virtual (ou VR, na sigla em inglês) não se tornar realidade em muitas casas neste ano.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A subida do Everest citada pelo repórter, por exemplo, foi uma cortesia do headset HTC Vive VR e de um jogo desenvolvido pela firma da Islândia Solfar Studios.

O lançamento do HTC Vive, apontado por muitos como a melhor experiência em VR, estava marcado para o final de 2015, mas acabou sendo adiado para ajustes.

O jogo Everest VR usa centenas de milhares de fotos reais da montanha para criar sua visualização – Image copyright Solfar

Agora, o HTC Vive deverá, nos próximos meses, se juntar no mercado a equipamentos como o PlayStation VR da Sony e o Oculus Rift do Facebook.

A indústria de games aposta alto na realidade virtual, mas ainda há dúvidas sobre o volume de conteúdo que estará disponível no começo da trajetória de mercado dessa tecnologia.

Jogos como o Everest proporcionam uma experiência incrível de imersão. Mas transformar aquele primeiro momento de admiração em um jogo que fornece meses de entretenimento não será fácil.

E ainda será preciso comprovar se os gamers mais fanáticos irão correr para investir nessa tecnologia.

Para Cellan-Jones, muitos gamers poderão encarar a VR apenas como um truque da indústria para chamar atenção, como ocorreu com o sensor de movimento Kinect, da Microsoft.

Aplicações no cotidiano

Mas a tecnologia do Kinect descobriu muitos usos para além dos videogames, e a realidade virtual também poderá seguir esse caminho e se tornar uma inovação em diversas áreas da vida.

Dois psicólogos de Londres, Ashley Conway e Vanessa Ruspoli, acreditam que esse seja o caso. Eles desenvolveram um sistema que usa o headset do Oculus Rift para tratar pacientes com fobias.

Helena conseguiu entrar em um elevador de verdade após praticar em realidade virtual

A empresa da dupla, Virtual Exposure Therapy (terapia da exposição virtual, em tradução livre), procura submeter os pacientes a coisas que temem, mas no mundo virtual.

A BBC acompanhou a jovem Helena, que sempre teve medo de entrar em elevadores, sendo guiada por uma série de espaços cada vez menores.

Ruspoli checava os níveis de ansiedade da jovem enquanto ela entrava em cada elevador, e depois de algum tempo Helena se tranquilizou.

“Não é o mundo real, mas é uma experiência bem visceral”, disse Conway. “Você tem uma reação fisiológica. É uma boa ponte entre não conseguir fazer algo e fazer de fato no mundo real.”

A HTC deverá revelar a atualização de seu headset Vive na próxima semana
Image copyrightGetty

Os psicólogos planejam usar o sistema para tratar várias fobias, de agorafobia (medo de espaços abertos ou multidões) ao temor de voar em aviões.

Depois do tratamento, a equipe da BBC convenceu Helena a entrar em um elevador velho e barulhento.

Ela disse que a realidade virtual fez diferença, e teria optado pelas escadas no passado.

Empresas e órgãos públicos em breve poderão usar a VR como meio de interação com clientes e cidadãos – corretores de imóveis poderão disponibilizar tours virtuais por propriedades à venda, por exemplo.

Museu virtual

Sistemas mais baratos e simples como o Cardboard VR headset do Google, que funciona em um smartphone, poderão proporcionar as primeiras experiências em VR para muitas pessoas.

Jovens pacientes experimentam um tour por uma galeria de arte com ajuda do Cardboard VR headset do Google

A galeria de arte Dulwich Picture, em Londres, está tentando usar o aparelho do Google para oferecer experiências em realidade virtual.

Desenvolveu um tour simples pela galeria e testou em jovens pacientes no hospital do King’s College. Em geral, as reações foram de prazer e diversão.

“Você se sente estando lá e vendo as pinturas. É muito legal”, disse Lucy.

Em geral, o tour virtual foi aprovado pelas crianças, mas para algumas a experiência não foi boa como a vida real

Para Edward, a experiência “não é tão boa como a coisa real, não é como um museu de verdade.”

A realidade virtual irá trazer novos meios de comunicação para todos os tipos de organizações e negócios. E neste ano poderemos descobrir se, como diz Edward, é algo tão bom como a “coisa de verdade”
BBC

Estúdio exige que imprensa não divulgue dados roubados

Segurança Privacidade Digital Internet Blog do Mesquita 02A Sony Pictures Entertainment advertiu organizações jornalísticas americanas para que não mais divulguem os dados corporativos vazados por crackers que invadiram seus sistemas.

Em uma carta enviada a diversos órgãos de imprensa, incluindo o New York Times, o advogado da companhia, David Boies, caracterizou os documentos como “informação roubada” e pediu que todo o material que chegasse à imprensa e agências de notícias fosse destruído.

“Caso o pedido não seja respeitado”, dizia um trecho da carta, “a Sony não terá escolha senão responsabilizá-lo por quaisquer danos ou perdas resultantes do uso ou divulgação de dados”.

A ação da Sony chega 20 dias depois que os primeiros crackers invadiram seus sistemas e divulgaram uma série de dados confidenciais, incluindo informações sobre salários pagos a atores, negociações comerciais e trocas de e-mails entre diretores, produtores e estrelas de Hollywood, como George Clooney.

Muitos veículos publicaram as mensagens, incluindo os sites Gawker, Mashable, BuzzFeed e Daily Beast, a revista New York, o jornal New York Post e até mesmo o canal de TV CNN. (Obviamente, o conteúdo foi replicado em diversos países, inclusive em grandes veículos brasileiros).

Suposta retaliação 

Suspeita-se que a invasão tenha sido encomendada pelo governo da Coréia do Norte em retaliação à comédia A Entrevista, cuja trama envolve uma tentativa de assassinar o líder norte-coreano Kim Jong-un. O governo, no entanto, nega qualquer participação no roubo de documentos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Os crackers, que pertencem a um grupo que se identifica como “Guardiões da Paz”, prometeram expor mais dados caso a Sony mantenha o lançamento do filme em pauta e chegaram a fazer ameaças com referências aos ataques de 11 de setembro de 2001.

Mordaça

O advogado Kurt Opsahl, da ONG Electronic Frontier Foundation, declarou duvidar que os veículos de comunicação possam ser obrigados a não publicar o material da Sony, ainda que o mesmo tenha sido obtido de forma ilegal. “É lamentável que o sistema da Sony tenha sido invadido e que o controle sobre sua informação interna tenha sido perdido”, afirmou Opsahl. “Mas a solução não é amordaçar a imprensa”.

Curiosamente, a Sony é a única grande companhia ligada a estúdios de cinema que não possui um braço no nicho dos noticiários (como é o caso da Warner com o TMZ e da Disney com a ABC).

A Sony também buscou o apoio de outros estúdios, mas não obteve o resultado esperado. Muitos se recusam a comentar o assunto até mesmo por temer estar fazendo publicidade indireta para a concorrente. De fato, poucos figurões da indústria apoiaram a Sony abertamente; foram eles: Douglas Wick (ex-produtor dos estúdios Sony); Judd Apatow (produtor de comédias como O virgem de 40 anos); Seth Grahame-Smith (roteirista e autor do livro Orgulho e preconceito e zumbis); Philip Lord (diretor do filme Uma aventura Lego); e Aaron Sorkin (roteirista de séries como The West Wing).

Questão ética

Jacob Weisberg, presidente e editor-chefe do grupo Slate, publicou um artigo comentando a delicada posição da Sony. Weisberg diz que a decisão de não publicar o material crackeado deveria ser baseada na ética e no respeito do direito de livre expressão, e não em pressão legal. Ele crê que agências de notícias devem, sim, cobrir a invasão aos sistemas da Sony, mas que o foco deveria ser no porquê dos acontecimentos e na fonte dos ataques, não na exploração do conteúdo do material confidencial.

Weisberg também fez um paralelo ao episódio do WikiLeaks e às divulgações feitas por Edward Snowden. “A diferença [entre um caso e outro] é o assunto de interesse público. No caso Snowden, os e-mails roubados revelaram abusos de poder. As divulgações expuseram práticas que até mesmo o presidente Obama admitiu como deploráveis uma vez que o assunto veio à tona.

E, neste caso, os jornalistas do Guardian, do New York Times e do Washington Post levaram a sério a obrigação de equilibrar o interesse público com o potencial das informações de provocar danos às pessoas e risco à segurança nacional”, escreveu. “Já na situação da Sony, é difícil enxergar qualquer interesse público.

Os e-mails roubados são mais comparáveis às fotos nuas de Jennifer Lawrence. É claro que as pessoas queriam ver as fotos. Mas, nesse caso, até mesmo a imprensa-marrom reconheceu que não havia justificativa para a violação maciça de privacidade que o episódio implicava”, concluiu.

Entenda o ataque virtual à Sony

O ataque virtual à Sony ─ creditado à Coreia do Norte, que nega a acusação ─ tem todos os ingredientes de uma megaprodução de Hollywood, especialmente depois de a multinacional japonesa cancelar a estreia do filme “A Entrevista”, uma paródia do regime comunista.

Crédito: AP
Sony cancelou estreia de filme ‘A Entrevista’ após ameaças terroristas

A decisão foi tomada após redes de cinema norte-americanos se recusarem a exibir a comédia por medo de ameaças feitas por um grupo de hackers, chamado Os Guardiões da Paz (GOP, em inglês). De acordo com serviços de inteligência americanos, o GOP está ligado à capital norte-coreana, Pyongyang.

Ainda não se sabe, contudo, quem está por trás do ataque. Neste sábado, a Coreia do Norte, que nega envolvimento no episódio, ofereceu ajuda aos Estados Unidos para descobrir os responsáveis por invadir os computadores da Sony e acessar informações confidenciais, incluindo conversas de altos executivos da companhia.

Confira abaixo o que já foi desvendado sobre o caso.

O que já se sabe

Há uma única certeza em meio a tantas dúvidas sobre o ataque virtual à Sony: o sistema interno de computadores da companhia foi alvo de hackers em novembro.

O grupo responsável pelo ataque se autodenomina The Guardians of Peace (Os Guardiões da Paz, em tradução livre) e ameaçou vazar dados secretos da multinacional japonesa “ao mundo” caso suas demandas não fossem atendidas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Ironicamente, no entanto, essas demandas nunca foram divulgadas.

Os hackers disponibilizaram em sites de download filmes da Sony que ainda não haviam estreado. “A Entrevista”, uma comédia sobre um complô para assassinar o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, com previsão de estreia no Brasil no final de janeiro, não era um deles.

Os autores do ataque também divulgaram o salário e os números de previdência social de milhares de empregados da Sony – incluindo celebridades.

Como o grupo fez ameaças terroristas a cinemas que exibissem o filme, a Sony optou por cancelar sua estreia.

Leia mais: Coreia do Norte oferece ajuda aos EUA para investigar ataque virtual à Sony

Quem são os principais suspeitos?

  • Um país, muito provavelmente a Coreia do Norte
  • Apoiadores do regime da Coreia do Norte baseados na China
  • Hackers em busca de chantagem
  • Hackers ou um único indivíduo com outra motivação, como vingança

Por que a Coreia do Norte é a principal suspeita?

Crédito: Reuters
Coreia do Norte continua como principal suspeita pelo ataque a computadores da Sony

De acordo com serviços de inteligência americanos, a Coreia do Norte é a principal suspeita pelo ataque. O país tem motivos de sobra para estar por trás do episódio e um histórico de ataques virtuais.

Além disso, o governo norte-coreano não disfarça a irritação por causa do lançamento do filme, que classificou como “um ato de terrorismo”.

Para especialistas, as suspeitas recaem sobre a chamada Unidade 121, a unidade de elite de hackers do governo norte-coreano. O departamento faz parte do Escritório Geral de Reconhecimento (RGB, em inglês) da Coreia do Norte, responsável por operações clandestinas.

Pouco tempo depois da decisão da Sony de cancelar a estreia do filme, o jornal americano The New York Times publicou uma reportagem na qual uma fonte não identificada do governo americano dizia acreditar que o ataque havia sido patrocinado pelo governo norte-coreano.

Por que a Coreia do Norte pode não estar envolvida no ataque?

A Coreia do Norte negou estar por trás do ataque virtual à Sony, alegando, por outro lado, que o incidente foi obra de alguém simpático à sua causa.

Pesa a favor do governo norte-coreano o fato de que poucas vezes o regime comunista se prestou a negar acusações deste tipo.

Além disso, embora a Coreia do Norte já tenha sido responsável por uma série de ataques virtuais, especialistas dizem que esse incidente específico não faz parte do seu modus operandi.

Seu alvo principal é a vizinha Coreia do Sul, onde ataques como o lançado em março de 2013 derrubou as redes internas do país.

O blogueiro americano Marc Rogers diz que o código do ataque remete a um computador com IP da Coreia. Porém, a linguagem torna menos provável que a fonte tenha sido a Coreia do Norte.

Ele ressalva que os norte-coreanos não falam o coreano tradicional, e sim, um dialeto próprio, já que o coreano tradicional é proibido no país.

“Também não podemos esquecer que é comum mudar a linguagem/local de um computador antes de compilar o código”, disse ele, em seu blog.

Rogers destaca ainda que os hackers responsáveis pelo ataque conhecem a fundo os meandros da Internet e das redes sociais. “Isso e a sofisticação da operação não correspondem ao perfil da Coreia do Norte”.

Mas talvez a evidência mais forte seja a de que os hackers só se interessaram pelo filme “A Entrevista” quando a imprensa sugeriu que a Coreia do Norte poderia estar ligada ao ataque.

Leia mais: FBI culpa Coreia do Norte por ataque de hackers; Obama promete ‘resposta à altura’

Se não foi a Coreia do Norte, quem foi?

Crédito: Thinkstock
Hackers chineses podem ter sido recrutados por Coreia do Norte, acreditam especialistas

Em seu blog, Rogers sugere que a China poderia estar por trás do ataque. “Acho muito mais plausível”, pondera.

Alguns especialistas concordam. Eles dizem acreditar que o ataque possa ter partido de hackers chineses possivelmente recrutados pela Coreia do Norte.

Outros sugerem que hackers podem ter invadido os computadores da Sony com o intuito de extorquir a companhia.

Quando o ataque foi noticiado, havia poucos indícios de que o ataque fosse tivesse motivação financeira. No entanto, hackers enviaram e-mails a cinco executivos da Sony em 21 de novembro, dias antes do vazamento dos arquivos confidenciais, pedindo dinheiro.

Sean Sullivan, executivo da empresa de segurança F-Secure, diz acreditar que a extorsão possa ter motivado o ataque.

“Uma motivação financeira é muito mais crível do que um ataque coordenado por um país”, diz ele à BBC.

Para Sullivan, é preciso aguardar o próximo passo dos hackers.

Ele diz que se o objetivo deles tiver sido apenas o cancelamento do filme, a meta já foi alcançada e nada mais deve acontecer. Mas, se, por outro lado, houver mais vazamentos, é provável que a Coreia do Norte não seja a principal suspeita pelo ataque.

Como Rogers, Sullivan não descarta o envolvimento de hackers chineses na invasão de computadores da Sony.

“É muito mais provável que a Coreia do Norte tenha recrutado hackers chineses que buscam ganhar dinheiro fácil e, ao mesmo tempo, desestabilizar a Sony”.

Existe também a possibilidade de que o ataque tenha sido motivado por vingança.

Para entender essa hipótese, é necessário relembrar o passado da Sony e os ataques virtuais que a multinacional japonesa já sofreu.

O convívio conflituoso entre os hackers e a Sony começou em 2005, quando a divisão de música da companhia instalou um software que modificou os sistemas operacionais dos computadores, impedindo que CDs fossem copiados.

A guerra ganhou novo capítulo em 2010, quando a Sony processou o hacker adolescente George Hotz, responsável por “quebrar” o código do Playstation 3, divulgando-o na rede.

Mas o maior ataque sofrido pela companhia aconteceu em abril de 2011 quando o grupo Anonymous lançou uma campanha para derrubar a rede do Playstation. Os hackers obtiveram acesso a informações pessoais de mais de 77 milhões de usuários. A invasão custou à Sony pelo menos US$ 171 milhões (R$ 455 milhões).

Em entrevista ao site Gizmodo, Chester Wisniewski, executivo da empresa de segurança Sophos, afirmou que a Sony “vem provocando a ira dos hackers há muitos anos, portanto não surpreende que a companhia seja um alvo provável”.

Para Roberts, o suspeito mais óbvio pode estar mais perto do que muita gente pensa.

“Aposto minhas fichas em um provável ex-funcionário da Sony”, diz ele.

O caso pode chegar aos tribunais?

Ainda não é certo que os responsáveis pelo ataque serão levados à Justiça. O governo dos Estados Unidos disse que, se os hackers não forem norte-coreanos, “será muito difícil processá-los”.

E enquanto muitos especulam sobre outros suspeitos, faltam provas.

“A Coreia do Norte é potencialmente suspeita. Mas para condená-la são necessárias mais evidências”, afirmou Alan Woodward, especialista de segurança da Universidade de Surrey, na Inglaterra.

Em meio a tantas dúvidas, há um consenso de que os efeitos do ataque serão sentidos por muito tempo.

Em primeiro lugar, levará algum tempo para que a Sony recupere sua reputação e ganhe de volta a confiança de Hollywood.

Outro ponto é por que os cinemas cederam às ameaças, cancelando a exibição do filme com medo de ataques terroristas, uma iniciativa que não coaduna com o perfil dos Estados Unidos.

Além disso, o ataque lança luz sobre as deficiências de segurança das grandes corporações do país.

Para Sullivan, a invasão representa um momento ideal para que os Estados Unidos revisem “os seus padrões de segurança”.
Jane Wakefield/BBC

Hackers que atacaram a Sony agora ameaçam funcionários da empresa

Tecnologia Hackers Blog do MesquitaInvasores enviaram e-mail a empregados; mandam se oporem à empresa.
Ataque vazou mais de 30 mil documentos e afetou até Sylvester Stallone.

Os hackers responsáveis pelo ciberataque à Sony, efetuado no dia 24 de novembro, ameaçam agora os empregados da empresa, informou a edição digital da revista “Variety”.
A ameaça foi recebida pelos funcionários por e-mail depois das 13h (19h em Brasília).

O autor, que afirma ser o líder do grupo “Guardians of Peace” (Guardiões da Paz), diz que seu objetivo é acabar com a existência da companhia. Na mensagem, ordena os trabalhadores a se opor às ações da Sony caso não queiram “sofrer danos”.

“Se não o fizerem, não apenas vocês, mas também seus parentes estarão em perigo. Eliminar a Sony Pictures da face da Terra é um trabalho muito pequeno para o nosso grupo, que é uma organização mundial. O que fizemos até agora é uma pequena parte de nosso plano”, diz o e-mail.

Um porta-voz da Sony afirmou que a companhia está no controle da situação e colabora com as autoridades.

Sylvester Stallone, James Franco, Seth Rogen e Judd Apatow são alguns dos atores afetados pelo ciber ataque à empresa, que vazou mais de 30 mil documentos do estúdio pela internet.

Os hackers tiveram acesso a arquivos com dados de identificação de mais de 47 mil empregados, antigos e atuais.

Os dados mostram salários e endereços residenciais, entre outros dados pessoais.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Após o ataque de 24 de novembro, a informação também apareceu em plataformas como o BitTorrent, apesar dos esforços do estúdio para eliminar os dados da rede.

A autoria do ataque foi assumida apenas pelo grupo Guardians of Peace, apesar de a Coreia do Norte ser cogitada como possível origem do crime, uma teoria baseada na oposição do regime norte-coreano ao filme “A Entrevista”, comédia sobre uma tentativa de assassinar o líder do país, Kim Jong-un.

Pelo menos cinco produções da empresa vazaram na internet, segundo a imprensa especializada, entre eles o remake de “Annie”, “Fury” (Corações de Ferro), “Mr. Turner”, “Still Alice” e “To Write Love on Her Arms”.
Da EFE

Design – Home Theater dos sonhos

Excelente casamento – Design italiano e tecnologia japonesa

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Um dos problemas dos sistemas áudio/vídeo e de home theater é a difícil integração com a casa. A sala ou local de audição e exibição fica literalmente atravancada com colunas de graves, médios e agudos, amplificadores, projetores multimídia ou monitores planos, além de uma parafernália de cabos e fios elétricos.

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Para resolver esse “imbroglio” a Sony aliou-se à Master Craft Lombardia, uma empresa de mobiliário e arquitetura de interiores italiana, para integrar a tecnologia AV no design da habitação. O resultado é qualquer coisa de extraordinário.

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Cadeiras surround, mesas/projetor multimídia, colunas de som, televisões/biombo são alguns dos protótipos produzidos. Apresentados pela primeira vez ao público no mês de Abril passado no Salone Internazionale del Mobile (Milano Salone), estarão expostos a partir do próximo dia 19 de Julho em Tóquio.

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Hacker deixa a prisão e agora enfrenta ‘proibições tecnológicas’

Após cumprir 37 dias de pena, Jake Davies tuitou piadas sobre o tempo que ficou detido. 

O hacker Jake Davis, de 20 anos, acaba de deixar uma unidade de internação para jovens infratores na Inglaterra, após cumprir pena por integrar o grupo LulzSec.

Há cerca de dois anos, o LulzSec ganhou notoriedade ao reivindicar responsabilidade por uma série de ataques cibernéticos de alta visibilidade, incluindo contra os sites da CIA e da Sony.

Davis ficou 37 dias preso. Em 2012, ele havia sido sentenciado a 24 meses – mas usou um localizador eletrônico por 21 meses, que contou para reduzir seu tempo detido.

Mas apesar da liberdade, como parte de sua pena, ele agora enfrenta uma série de limitações na hora de usar a internet.

O jovem está proibido, por exemplo, de entrar em contato com membros do grupo, criar arquivos criptografados, apagar dados ou deletar seu histórico na internet.

Diário nerd

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Em entrevista à BBC, Davies contou sobre sua experiência no centro de detenção. Disse que está planejando lançar um livro sobre seus dias detidos e fazer um filme sobre a internet.

Ele contou que, durante esse período, escreveu o que chamou de “diário nerd”, usando apenas caneta e papel, que espera ser publicado em breve.

Já no Twitter, ele vem fazendo piadas sobre seu tempo preso.

“Fui demitido do cargo de faxineiro da prisão por passar pano próximo demais de um computador. Esses rodos ensopados e perigosos, não se engane, são uma ameaça séria ao GCHQ”, tuitou, em referência ao órgão britânico de inteligência responsável pela segurança e espionagem nas comunicações do país.

Projetos

Atualmente, Davis está morando em Islington, no norte de Londres, de onde diz estar trabalhando em diversos projetos.

Entre eles estariam discussões sobre um projeto com a empresa de filmes de arte contemporânea Artangel, que confirmou que está em fase de conversações com o hacker.

A longo prazo, ele disse que está escrevendo o roteiro de um filme de ficção sobre a internet para a produtora Fly Film – que não foi encontrada para confirmar a informação.

Durante seu julgamento, a promotoria disse que as ações do LulzSec foram “covardes e vingativas”.

“O prejuízo que eles causaram era previsível, amplo e proposital”, disse o advogado Andrew Hadik. “Esse caso deve servir de alerta para outros cibercriminosos que eles não são invencíveis.”

Dave Lee – Repórter de tecnologia da BBC News

Google TV chega ao Brasil em novembro em parceria com a Sony

Serviço funcionará com aparelho chamado Internet Player Sony.
Dispositivo chega às lojas dia 1º de novembro por R$ 900.

A fabricante de eletroeletrônicos Sony e o gigante de buscas Google apresentaram nesta terça-feira (9) um aparelho (set top box) que permite acessar o serviço Google TV praticamente qualquer televisor no Brasil com entrada HDMI. O serviço foi lançado há dois anos nos Estados Unidos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O conversor chamado Internet Player Sonycomeça a ser vendido no país a partir de 1º de novembro pelo preço sugerido de R$ 900, informaram as empresas durante evento em São Paulo.

Baseado no sistema operacional Android para dispositivos móveis, o software Google TV permite que o consumidor navegue e acesse conteúdos disponíveis na internet, incluindo vídeos on-line, em seu televisor, bem como a programação de TV, ao vivo, pelo mesmo aparelho.

Internet Player Sony é o aparelho que leva internet e a Google TV para os televisores (Foto: Gustavo Petró/G1)
Internet Player Sony é o aparelho que leva internet e a Google TV para os televisores
(Foto: Gustavo Petró/G1)

Pelo controle universal, que funciona com qual modelo de televisor, o telespectador internauta também poderá acessar aplicativos desenvolvidos para TV como Netflix, Twitter, jogos, previsão do tempo. No entanto, a loja Google Play não está disponível para filmes e músicas, apenas para aplicativos.

Vídeos sob demanda também poderão ser acessados pelo serviço com a Sony Entertainment Network (SEN), incluindo conteúdos de emissoras de TV e portais. A rede da Sony também não  oferece catálogos de filmes e músicas no Brasil. Este conteúdo, no entanto, é acessa diretamente os sites, não abrindo os vídeos automaticamente. Segundo a Sony, ainda se estuda o lançamento do SEN no Brasil.

Detalhe do controle remoto do Google TV da Sony, que apresenta mouse de um lado e teclado iluminado do outro (Foto: Gustavo Petró/G1)
Detalhe do controle remoto do Google TV da Sony, que apresenta mouse de um lado e teclado iluminado do outro
(Foto: Gustavo Petró/G1)

Internet na TV
O usuário pode assistir ao conteúdo da TV à cabo ou aberta enquanto navega na internet por meio de uma versão do navegador Chrome. No teste do G1, os sites entraram rapidamente e o controle remoto, que apresenta um touchpad para mover o cursor na tela e um teclado, funcionou perfeitamente e deixou a navegação mais fácil.

O YouTube tem uma versão especial para o aparelho, mostrando os vídeos em alta definição e com busca facilitada pelo teclado do controle remoto.

Imagem da tela de aplicativos da Google TV da Sony (Foto: Gustavo Petró/G1)
Imagem da tela de aplicativos da Google TV da Sony (Foto: Gustavo Petró/G1)
Gustavo Petró/G1, em São Paulo

Sansung lança rival do iPhone

Evento da empresa em Londres, onde muito provavelmente será anunciado o ‘Galaxy S3′, será transmitido ao vivo no Facebook.

De todos os smartphones Android que foram lançados nos últimos anos, a linha Galaxy S, da Samsung, é a que mais chegou perto de encarar o iPhone olho no olho.

Por isso, as atenções estão voltadas para o evento da empresa em Londres: o mais novo modelo da linha, que muito provavelmente será chamado Galaxy S3.

O repórter da coluna Link está em Londres para acompanhar o lançamento.

Sim, “muito provavelmente”, porque o nome do produto ainda não foi oficialmente confirmado.

A Samsung vem tratando o evento, marcado para as 15hs de Brasília, com muito mistério e quase nada de informação. Então, embora todo mundo já esteja falando em “Galaxy S3″, ninguém ouviu isso da boca da Samsung até agora.

Nomes à parte, é a mais poderosa arma da empresa em sua agressiva guerra contra a Apple (cujas batalhas incluem de brigas por patentes em tribunais ao redor do mundo a comerciais que debocham dos fãs da marca de Steve Jobs).

Não é a toa que o aparelho ganhou evento próprio esse ano, mudando o costume da empresa de desvendar produtos em grandes eventos como CES e Mobile World Congress.

Mudança obviamente inspirada na Apple, que nunca participa dessas feiras, num gesto cuja mensagem clara é “estamos acima do resto”.

A Samsung se tornou a maior vendedora de smartphones do mundo, com 93,5 milhões de unidades no primeiro trimestre de 2012 (um em cada quatro comercializados), segundo estimativas divulgadas semana passada.

Esse sucesso estrondoso, que deixa lá atrás colegas de Android omo LG, Sony e Motorola, deve muito à linha Galaxy.

Num dos comerciais da empresa, as pessoas na fila do iPhone têm sua atenção desviada por um usuário de Galaxy que passa na rua. “O que é aquilo?” perguntam uns para os outros.

Os Galaxy realmente impressiona e já conta com grande número de fãs dedicados. Briga de igual para igual com o iPhone em muitos itens, quando não leva vantagem.

A câmera do Galaxy S2, por exemplo, já tinha 8 megapixels oito meses antes da Apple fazer o upgrade dos 5 MP do iPhone 4 para os 8 MP do 4S. E, enquanto o 4S tem um processador de 800 MHz, o S2 tem 50% mais, com seus 1,2 GHz. São especificações como essas que fizeram dos Galaxy um sucesso de mercado.

E o que virá na nova versão? Um processador de 1,5 GHz com quatro núcleos? Um carregador de bateria sem fio? Uma tela AMOLED de 4.6 polegadas? Será lançado junto com um computação em nuvem da Samsung?
São alguns dos boatos que circularam nos últimos meses.

Em algumas horas, saberemos… Acompanhe aqui pelo Link.
Por Camilo Rocha/Estadão

Tópicos do dia – 26/12/2011

08:34:21
“É só para intimidar!”
Essa é a opinião do Senador Demóstenes Torres sobre a “investigação da conduta” da Ministra Eliana Calmon.

09:16:43
Estatísticas, bolo Luis Filipe e riqueza.
Saiu na mídia.
Os seis países mais ricos do mundo hoje: 1º EUA, 2º China, 3º Japão, 4º Alemanha, 5º França e 6º Brasil.
Pergunto: quem fez “o apurado” dessas riquezas Tupiniquins já esteve na favela Pantanal em Fortaleza?
Estatística é assim. Há um bolo, “Luiz Filipe”, por exemplo. Eu lhe dou uma fatia. Então a estatística comprova que cada um de nós tem 50% do bolo.

11:52:28
Fila de supermercado e delicadeza.
Chego agora de supermercado. Como sempre quem está atrás, na fila, ou quer nos atropelar, ou é mal educado mesmo.
Ou ambos. Lembro Nelson Rodrigues:
“Está se deteriorando a bondade brasileira. De quinze em quinze minutos, aumenta o desgaste da nossa delicadeza”.

14:30:47
Sony e Tiririca condenados por racismo.
Por 5 a 0, a decisão do TJ RJ, com cinco desembargadores, que remete para 1.200 (hum mihao e duzentosmil) a indenização a ser paga por SONY MUSIC à entidades de mulheres negras lideradas por CRIOLA, e outras, por conta da musica “Essa negra fede”, de autoria do palhaço e deputado federal Tiririca.
A Sony já depositou 600 mil. Faltam os outros 600.
Como advogado das entidades de mulheres negras só posso me congratular com o TJ RJ por estabelecer “a maior indenização por racismo da história do Brasil, pequena ainda se comparada com outros segmentos de dano moral, por exemplo”.
Parabenizo o Dr. Fernando Cabral, jovem e brilhante advogado que me representou no julgamento.

fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra/Humberto Adami
Existem petições/ofício a serem juntados ao processo
Data : 07/12/2011   Protocolo : 2011.400349


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