Troca de SIM: saiba o que é e como funciona o método de fraude

Você sabia que criminosos podem acessar dados bancários e outros dados pessoais utilizando sua linha telefônica?

Na chamada fraude da troca de SIM, fraudadores conseguem acessar o código de verificação que empresas, plataformas e bancos enviam para smartphones.

Esta técnica, segundo a empresa de segurança ESET, não acontece por conta de alguma falha de segurança nos dispositivos, mas sim da falta de protocolos de verificação quando uma cópia do cartão SIM é solicitada.

Como funciona a fraude?

O primeiro passo do fraudador é usar de técnicas de engenharia social, que é a habilidade de conseguir informações sobre determinada pessoa ou instituição pela persuasão. Desta forma, ele envia diversos e-mails de phishing, se passando por algum banco, por exemplo, e tenta verificar o máximo de informações pessoais da vítima.

Ele também pode enviar um link por e-mail se passando por empresas ou aplicativos reais. Quando o usuário clica no link enviado, ele é redirecionado para sites fraudulentos.

Criminosos podem acessar dados bancários e até contas de redes sociais com a troca de SIM. Crédito: Pixabay

Quando o criminoso está em posse dos dados pessoais da vítima, ele entra em contato ou até vai pessoalmente até a operadora do SIM para reclamar de perda ou dano e, então, solicita um novo número, concretizando a clonagem da linha.

Com o número clonado em mãos ele consegue fazer login em contas bancárias e, assim, fazer transferências ou até solicitar créditos no nome da vítima. Quando a operação é confirmada, o criminoso recebe as mensagens de duplo fator de autenticação no próprio SIM clonado.

Além das contas bancárias, os fraudadores também podem ter controle de contas de serviços online e redes sociais como Facebook, Instagram e TikTok.

Como se proteger?

“Para combater essa ameaça, seria necessário repensar completamente o procedimento de verificação de identidade que muitos bancos e serviços online ainda realizam”, disse o chefe do laboratório de pesquisa da ESET, Camilo Gutiérrez.

“Uma dessas medidas seria entrar em contato com a operadora e garantir que nenhuma clonagem do cartão seja realizada, a menos que solicitada pessoalmente em uma loja ou escritório com um documento que identifique o proprietário da conta”, completou.

Além disso, o usuário também pode tomar algumas precauções para se prevenir desse tipo de fraude, como ter mais cuidado ao revelar informações pessoais por e-mail, evitar usar SMS como a principal forma de autenticação com sua operadora bancária e verificar com a sua empresa de telefonia se novos cartões SIM foram gerados.

Aplicativo informa quando celulares Android têm ‘espiões’ instalados ‘Access Dots’ exibe duas bolinhas na tela quando microfone e câmera estão ativados em modo secundário

Access Dots’ exibe duas bolinhas na tela quando microfone e câmera estão ativados em modo secundário.

Aplicativos usados para espionagem são um problema frequente no mundo da tecnologia.

Embora na maioria das vezes eles sejam programados para direcionar propaganda, esses softwares têm o poder de ocasionar até mesmo conflitos políticos graves.

Por meio de uma funcionalidade do iOS14, a Apple passará a avisar aos usuários quando seus celulares estiverem com o microfone e câmera ativados sem autorização.

Enquanto o Google não adota a mesma medida, os aparelhos Android têm à sua disposição o app Access Dots, que apresenta uma solução parecida.

O Access Dots informa se existe algum aplicativo espião ativando o microfone e a câmera do dispositivo sem permissão.

Quando isso acontece, são mostradas duas bolinhas, uma laranja e uma verde, no canto da tela. Embora o aviso por si só já tenha utilidade, o app não é capaz de informar qual software está agindo indevidamente.

Cabe ao usuário ir em configurações e verificar os aplicativos que estão ativos, e, então, julgar qual deles considera mais suspeito.

O app é de graça, mas pode desbloquear algumas funções interessantes se for realizada uma doação aos desenvolvedores. Nesse caso, é possível diminuir ou aumentar o tamanho das bolinhas, além de colocá-las em qualquer lugar da tela. Infelizmente, usuários de iPhones antigos ou desatualizados não terão como saber se seus celulares contêm aplicativos espiões, uma vez que o Access Dots não está disponível na App Store.

TikTok é acusado de espionagem

Aplicativos inoportunos nem sempre têm nomes estranhos e são pouco conhecidos. De acordo com uma acusação feita pela rede de hackers Anonymous, eles podem ser tão comuns e populares quanto o TikTok.

Em recente publicação no Twitter, o grupo alegou que o TikTok tem acesso a informações confidenciais dos telefones onde é instalado, como dimensões e resolução da tela, uso de memória, espaço de disco, tipo de CPU, entre outros. O app saberia até mesmo o IP do roteador que está sendo usado pela rede do usuário.

Segundo os hackers, o TikTok faria parte de um “massivo sistema de espionagem operado pelo governo chinês”. O aplicativo se defende das acusações e alega ter fechado parcerias com empresas de segurança de nível mundial para corrigir os possíveis problemas relacionados à privacidade na plataforma.

Via: The Next Web

Celular,Tecnologia,Economia,Blog do Mesquita

O celular se reinventará em 2019: estas são as novidades que veremos

Celular,Tecnologia,Economia,Blog do Mesquita

O mundo dos smartphones pode se deparar com uma necessária reinvenção em 2019. Os fabricantes estão fazendo tudo o que podem para atrair um cliente que já parece ter perdido o incentivo para mudar de aparelho antes do tempo. Em média, o celular é trocado a cada 22 meses (de acordo com dados da Kantar nos Estados Unidos), um prazo inferior ao realmente necessário se nos ativermos à vida útil do equipamento. No entanto, este ritmo frenético de crescimento começou a se desacelerar por um duplo motivo, segundo os especialistas: por um lado, porque os mercados do Primeiro Mundo praticamente atingiram o nível de saturação; por outro, porque os consumidores deixaram de encontrar incentivos para renovar o celular, dada a ausência de novidades substanciais.

Mas os fabricantes (e as operadoras) podem influenciar o segundo motivo e esta batalha hercúlea tem sido preparada com a encomenda para o próximo ano de uma série de novidades que justificariam a troca de celular. Convém lembrar também que as marcas, diante de uma demanda cada vez menor em volume, se viram forçadas a aumentar o preço de venda de telefones celulares para manter as margens. Como resultado dessa estratégia, a Apple anunciou que deixará de informar o número de unidades vendidas de seu iPhone e se concentrará apenas no volume de faturamento.

Quais são as novidades que podem reverter essa tendência?

Celulares dobráveis
Este é possivelmente o maior efeito-trator que o mercado vê em 2019: tanto a Samsung como outras empresas do setor vão comercializar as primeiras unidades de um novo formato que tem boa perspectiva de se consolidar no mercado. Um celular que se carrega dobrado no bolso e é desdobrado na hora do uso oferece muitas vantagens e multiplica a utilidade do dispositivo. No entanto, o novo formato enfrenta desafios poderosos que ainda não abriram o caminho para este tipo de equipamento: 2019 será o ano da estreia oficial deste tipo de celular.

Telas perfuradas
O mercado exige celulares cada vez mais finos e compactos, e os fabricantes não sabem muito bem como resolver um problema de fabricação: o espaço dedicado no chassi para as câmeras, em especial a frontal, a das selfies. A Apple optou por uma solução controversa no iPhone X: o polêmico entalhe (notch), uma área inserida na tela frontal e que ocupa uma parte mínima na qual se localiza a ótica frontal. Esta solução foi considerada tosca pelos rivais e, nessa busca pelo minimalismo, o último grito consiste em integrar a câmera na tela através de um entalhe que ocupe espaço mínimo.

5G, a hipervelocidade
As novidades relacionadas ao hardware foram necessárias para incentivar um mercado um tanto entediado por ver sempre a mesma coisa, mas as operadoras desempenham um papel fundamental no que diz respeito à experiência do usuário. Nesse sentido, a próxima coisa que veremos será uma revolução absoluta na rede: o 5G. É uma evolução na rede atual, o 4G, que fará disparar a utilidade dos telefones celulares, mas, acima de tudo, a velocidade de conexão: o 5G é até cem vezes mais rápido que a rede anterior. Mas esta rede está muito mais bem preparada para a conhecida Internet das coisas e a conexão com múltiplos dispositivos será muito mais econômica, permitindo o uso de módulos mais baratos. O consumo da bateria será muito menor.

Câmeras incríveis à espreita
Você não será pego desprevenido se ficar sabendo que os celulares revolucionaram o mundo da fotografia e que, em 2017, estimativas indicavam que 85% das fotos do mundo foram tiradas de dispositivos móveis. Como as coisas estão, é compreensível que os fabricantes se esforcem para oferecer câmeras cada vez mais potentes e inteligentes. No primeiro caso, algumas marcas embarcaram em uma corrida louca por megapixels e, em 2019, veremos vários modelos atingirem a figura inimaginável de 48 MP, algo impensável há alguns anos. Em relação ao segundo, o Google e a Apple, especialmente o primeiro, mostraram ao mundo que a inteligência artificial é ótima para o mundo da fotografia móvel: em dispositivos como os Pixel da empresa Mountain View, quando se clica no disparador entram em ação uma série de processos nos quais a fotografia resultante é analisada e otimizada, contemplando todas as variáveis.

Facebook e censura

Facebook é acusado de falta de transparência ao reduzir alcance de páginas de ‘má qualidade’ 

Pessoa digita em computador
Facebook reduz alcance de sites com pouca qualidade
Desde o começo do ano, o Facebook vem diminuindo o alcance de páginas e de publicações brasileiras que considera abrigar “conteúdos de má qualidade”.

Neste domingo (12), Cláudia Gurfinkel, líder de parcerias com veículos de mídia do Facebook para a América Latina, afirmou que sites com “quantidade enorme de anúncios dentro da página e pouco texto” e postagens “caça-cliques” têm seu alcance reduzido intencionalmente na plataforma.

Ela era uma das palestrantes na mesa “Plataformas, jornalismo e política” no festival 3i – Jornalismo Inovador, Inspirador e Independente, que aconteceu no Rio de Janeiro.

O Facebook não divulga que páginas nem que postagens tiveram seu alcance restringido – ou seja, páginas ou postagens que passaram, por meio de algoritmos, a aparecer menos no mural de notícias de cada usuário. Também não informa que páginas tiveram seu conteúdo limitado ou tampouco lhes dá direito de resposta.

Gurfinkel disse à BBC Brasil que os critérios para a redução de alcance de páginas, porém, “estão publicados e divulgados” nas plataformas de divulgação do Facebook.

A reportagem apurou que veículos de imprensa brasileiros já tiveram seu alcance diminuído na plataforma porque publicaram notícias com manchetes consideradas “caça-clique” pelo Facebook.

“Se um veículo de credibilidade estiver adotando esse tipo de prática simplesmente para conseguir clique, ele também pode sofrer algum tipo de punição”, afirmou Gurfinkel.

Celular com atalho para app do FacebookDireito de imagemREUTERS
Empresa foi criticada por disseminação de “fake news durante as eleições nos EUA

Segundo ela, parte dos indícios são identificados por meio de “machine learning” – ação do sistema que se aprimora automaticamente a partir da identificação de um padrão de comportamento, quando há várias repetições de um mesmo tipo de postagem – e outros são identificados por meio da análise de pessoas contratadas para isso.

O Facebook também diminui o alcance de páginas que pedem curtidas por meio de posts “enganosos” – ou seja, que prometem coisas em troca de curtidas -, sites de pornografia e endereços que levam para sites “diferentes daquilo que estava sendo prometido”.

As ações não endereçam especificamente “fake news” (notícias falsas), mas sim todas as páginas do Facebook com “conteúdos de má qualidade”, segundo Gurfinkel. “Priorizamos conteúdo de boa qualidade dentro da plataforma. Queremos que a comunidade seja uma comunidade bem informada.”

A empresa foi criticada pela quantidade de notícias falsas disseminadas por meio da rede durante as eleições dos Estados Unidos no ano passado.

Na época, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, escreveu que era “improvável” que a plataforma tivesse influenciado as eleições americanas. Depois, a empresa passou a adotar uma série de medidas para coibir notícias falsas – em maio, anunciou que manchetes “caça-cliques” seriam exibidas “com menos frequência” e que isso começaria a ser testado em outros idiomas, “incluindo o português”.

“Manchetes com retenção de informações são aquelas que intencionalmente deixam de fora detalhes cruciais, ou enganam as pessoas, forçando-as a clicar para descobrir a resposta (…) Já manchetes que exageram são aquelas que usam linguagem sensacionalista nos detalhes de uma história e tendem a fazer a história parecer algo maior do que realmente é”, diz o comunicado.

O Facebook elenca no texto dois exemplos do que considera manchetes que seriam “caça-cliques”: “Quando ela olhou debaixo de seu sofá e viu ISSO…” e “UAU! O chá de gengibre é o segredo da juventude eterna. Você TEM que ver isso!”.

Esses títulos, segundo a empresa, deveriam ter seu alcance reduzido porque retêm ou exageram informação.

Mark ZuckerbergGETTY IMAGES
Mark Zuckerberg afirmou ser “improvável” que o Facebook tenha influenciado eleições americanas

Alcance controlado

Na palestra deste domingo (12), Gurfinkel respondia a uma pergunta feita por Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP (Universidade de São Paulo), que percebeu que houve diminuição no alcance de uma página política no Facebook.

Ele é coordenador de um estudo produzido pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital, do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da USP (GPoPAI-USP).

O grupo monitorou a evolução de mais de 200 milhões de compartilhamentos de 20 sites de abril a outubro de 2017. Só as matérias políticas foram consideradas.

A página Folha Política, que tem 1,7 milhões de seguidores no Facebook, teve uma queda vertiginosa nos compartilhamentos de suas postagens na plataforma. Em maio, os itens da página tiveram 3,3 milhões de compartilhamentos. Em outubro, esse número caiu para 37 mil. O número de publicações diminuiu de 808 a 477.

A página, de direita, publica links para sites como “Política na Rede”, que não explicita seu dono nem quem são os autores dos textos curtos, publicados sem fontes jornalísticas. A BBC Brasil procurou o administrador da página na tarde desta segunda, sem sucesso.

Para Ortellado, a redução de alcance promovida pelo Facebook é tanta “que equivale a censura”. “A gente pode concordar ou não que não era um site bom. Mas será que a gente quer que uma empresa defina o que deve chegar até nós?”, questiona. “Uma empresa privada está decidindo o que a gente lê e o que a gente não lê.”

O monopólio, por parte do Facebook, do poder de decidir que conteúdo chega ao mural de notícias dos usuários é criticado por pessoas como o historiador britânico Niall Ferguson. Para ele, cujas ideias são alinhadas à direita, os usuários não deveriam deixar a cargo da empresa a autoridade de retirar discursos de ódio da plataforma, por exemplo.

“Pessoalmente, defendo a liberdade de expressão sob o risco de me sentir ofendido pelo que os outros dizem, (mas) decidindo eu mesmo o que bloquear em vez de deixar isso para o ‘Cidadão Zuck'”, afirma, em referência a Mark Zuckerberg.

Gurfinkel diz que “não é que essas páginas sejam eliminadas ou que desapareçam, mas passam a ter distribuição um pouco mais limitada dentro da plataforma”.

Segundo o estudo, vários sites da “grande imprensa”, que servem como parâmetro para a investigação, também tiveram uma redução expressiva de compartilhamentos no período, de até 50%.

A investigação considera o número de compartilhamentos medidos em cada período de um mês, e não o total de compartilhamentos das reportagens, que podem seguir sendo compartilhadas meses depois.

Fake news

Nos Estados Unidos, o Facebook fez parcerias com empresas de checagem de notícias para identificar o que consideram ser notícias falsas. Ainda não existe essa parceria no Brasil – de acordo com Gurfinkel, isso deve ser trazido ao país “muito em breve”.

Nesta segunda (13), o jornal The Guardian publicou uma reportagem em que jornalistas que atuaram no projeto americano falaram anonimamente sobre o trabalho, que acreditam ter falhado. Eles reclamam da falta de estatísticas para avaliar os resultados de seu empenho para impedir a disseminação de notícias falsas.

No Brasil, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se prepara para divulgar até dezembro um conjunto de novas regras de comportamento online para partidos e candidatos nas redes sociais durante as eleições – um dos desafios é determinar critérios objetivos para a determinação de que uma notícia ou história seja falsa.

 

“Foto de smartphone é comunicação, não para guardar”

Câmeras de celulares, cada vez potentes e onipresentes, estão matando a fotografia profissional? Em entrevista à DW, especialista alemão Ditmar Schädel fala dos limites e perspectivas da fotografia informal.

Deutschland Konzertbesucher mit Smartphones in Hamburg (picture-alliance/dpa/M. Christians)

Até algumas décadas atrás, fotografar era uma atividade complexa e custosa, exigindo conhecimentos de foco, iluminação, composição, assim como investimentos respeitáveis com filmes e revelação.

Contudo, em seguida ao advento das câmeras digitais, leves e práticas, com as quais fazer uma foto ou 10 mil “não custa nada”, o lançamento do iPhone, em janeiro de 2007, marcou mais um passo definitivo na democratização da fotografia.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Nos dez anos desde então, a qualidade e funções das câmeras que acompanham os smartphones evoluiu de forma meteórica. As imagens produzidas com eles povoam não só as redes sociais, mas também sites de jornalismo e exposições de arte fotográfica. Hoje, qualquer um é um fotógrafo em potencial, a todo e qualquer momento.

Isso significa que a fotografia profissional está morta? E o que ainda se pode esperar do futuro das fotos de smartphone? A DW entrevistou o fotógrafo Ditmar Schädel, docente da Universidade Duisburg-Essen e desde 2010 presidente da Sociedade Alemã de Fotografia (DGPh), organização que reúne cerca de mil personalidades da cena fotográfica nacional e internacional.

DW: Dez anos atrás, os smartphones tomaram o mundo de assalto, e hoje nossa vida parece impensável sem eles. Qual é o efeito desses aparelhos sobre a fotografia?

Fotógrafo Ditmar Schädel é presidente da DGPhFotógrafo Ditmar Schädel é presidente da DGPh

Ditmar Schädel: O smartphone é, naturalmente, um instrumento multifuncional, com o qual se pode fazer muitas coisas, das quais a fotografia é apenas uma pequena parte. O que mudou com o smartphone, é que agora todo o mundo traz uma câmera consigo, o tempo todo. Antes, primeiro o instrumento tinha que estar disponível, depois era preciso levá-lo intencionalmente consigo e clicá-lo na situação dada. Hoje a maior parte do tempo as pessoas nem levam o smartphone no bolso, mas já o carregam na mão. Assim elas estão possibilitadas a fotografar a qualquer momento. Antes era necessário mais preparação, hoje se pode captar o momento casualmente.

Por que cada vez mais fotógrafos deixam a câmera em casa e recorrem aos smartphones? Em que situações eles apresentam vantagens em relação aos aparelhos fotográficos?

Alguns fotógrafos o utilizam como aparelho para esboços: primeiro fazem fotos com o smartphone, para então ver o que pode resultar daí. Como o celular está sempre à disposição, ele permite esboçar um objeto, uma situação, um espaço urbano. Antes já se fazia isso com pequenas câmeras compactas.

Quem trabalha no campo jornalístico, enfim, tem sempre o smartphone à mão, e com isso, claro, a vantagem de poder mandar a foto tirada muito mais rápido para a redação, “ao vivo”, em princípio. Não é necessário nenhum passo intermediário, como com a câmera. A qualidade ainda não concorre com a das grandes câmeras, mas é perfeitamente aceitável para muitas finalidades, em especial para o jornalismo online.

Tendo uma boa câmera permanentemente à mão, no celular, em breve os leigos vão tomar o lugar dos fotógrafos profissionais?

Os leigos são, antes, como flaneurs, e decidem espontaneamente em determinada situação: “Agora vou fotografar isto.” Os profissionais saem em campo com uma concepção prévia, uma meta. A motivação para fotografar algo continua sendo outra. Outro aspecto é o trabalho preparatório: com a experiência deles, os profissionais trabalham de forma conceitualmente diferente – e, na verdade, melhor.

Ainda assim, em muitos campos o prestígio do grupo profissional dos fotógrafos se perdeu. Algumas redações não estão mais dispostas a pagar o preço justo por fotos, uma vez que as obtêm quase de graça dos amadores.

Steve Jobs apresenta o primeiro iPhone, em 9/01/2001, em San FranciscoSteve Jobs apresenta o primeiro iPhone, em 9/01/2001, em San Francisco

O que podemos esperar do futuro da fotografia com smartphones?

O progresso tecnológico dos últimos dez anos foi vertiginoso, é quase impossível prever como será a fotografia com smartphones nos próximos dez anos. Quem dá valor a ter uma boa câmera em seu celular, vai dispor de aparelhos geniais, no futuro. Hoje em dia já há modelos centrados na câmera, com objetivas especiais e qualidade fotográfica altíssima.

No entanto, acho que a massa vai se contentar com os celulares com funções de câmera relativamente simples. Afinal, a geração smartphone não faz fotos para guardar. Elas são antes uma forma de comunicação, para descrever algo.

Em vez de escrever ou dizer “Estou me sentindo bem” ou “Minha comida está gostosa”, envia-se uma foto. Ela não é para ficar em algum lugar, ser admirada ou impressa, mas sim, antes, um impulso. A foto de smartphone é um meio rápido, não pensado para publicação, e provavelmente continuará sendo assim.

Eleições Municipais 2016 – Aplicativos TSE

Está disponível para download nas lojas da Apple Store e Google Play o aplicativo Candidaturas 2016.

O aplicativo permite que o eleitor tenha acesso às informações dos candidatos que irão concorrer às eleições municipais de outubro e acompanhar a prestação de contas da campanha.

O App. é de fácil manuseio, basta selecionar o estado do candidato e depois a cidade desejada.

Com o aplicativo, o eleitor tem informações dos postulantes aos cargos de prefeitos e vice, além de poder conhecer todos os vereadores.

Também poderá ter acesso às informações pessoais e declaração de bens e dos detalhes do registro da referida candidatura.[ad name=”Retangulos – Direita”]

Todas as informações são obtidas diretamente das bases de dados do Tribunal Superior Eleitoral e atualizada três vezes ao dia, 8h, 14h e 19h.

Ainda, de acordo com o TSE serão lançados, ao todo, 11 aplicativos e já estão disponíveis o Agenda JE (Calendário Eleitoral) e o JE Processos que permite o acompanhamento do trâmite dos processos do Sistema de Acompanhamento Processual e do Processo Judicial Eletrônico.
Fonte: TSE

Tecnologia: O que é o vírus HummingBad, que afeta milhões de celulares com Android

Um vírus que ataca celulares com o sistema operacional Android tem afetado milhões de pessoas em todo o mundo. Conhecido como “HummingBad”, ele age inserindo publicidade infectada e instalando aplicativos falsos nos aparelhos.

celularHummingBad está causando estragos desde agosto do ano passado
Image copyright THINKSTOCK

O vírus cria um “unrootkit” – uma espécie de “porta dos fundos” que permite acesso total ao dispositivo móvel – permanente por onde podem entrar anúncios fraudulentos que geram lucros para o criador do vírus por meio de cliques forçados em links infectados.

A CheckPoint Security, empresa especialista em segurança cibernética que descobriu o malware, estima que pelo menos 10 milhões de usuários no mundo todo, principalmente na China e na Índia, tenham sido atingidos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O HummingBad foi descoberto em fevereiro, mas acredita-se que ele já existia em meados do ano passado.

Estima-se que, desde então, os criadores do vírus – que a CheckPoint afirma serem de Yuzhong, na China – estejam faturando cerca de US$ 300 mil por mês.

O Google – desenvolvedor do Android -, por sua vez, disse estar consciente da existência desse malware e que “está melhorando constantemente seu sistema para que ele seja capaz de detectá-lo”.

Mas o que é possível fazer para evitar ser uma vítima de HummingBad – ou para se livrar dele?

A BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, preparou um guia básico:

hacker
Estima-se que criadores do HummingBad tenham faturado centenas de milhares de dólares – Image copyright THINKSTOCK

Como saber se seu aparelho está infectado pelo HummingBad?

“Depende. É possível que você não perceba nenhum sinal disso”, afirmou à BBC a empresa de segurança especializada em telefonia móvel Network Security, no Reino Unido.

“Mas se você perceber que alguma coisa está acontecendo com seu celular, que ele está ficando mais lento, suspeite de que há algo errado.”

“Há um truque simples para saber se seu telefone está infectado”, explica Manu Contreras, blogueiro e jornalista especializado em tecnologia e segurança.

“No momento em que você perceber que seu celular tem aplicativos que você nunca instalou, ou quando ele mostrar páginas de anúncios, passe algum antivírus. Provavelmente ele está infectado.”

O que o vírus pode causar no seu celular?

Ele pode inundar seu aparelho com anúncios e avisos não solicitados – que não saem dali a menos que você clique neles. Além disso, o vírus também instala aplicativos infectados.

Mas o problema mais grave é que ele dá acesso ao seu telefone e às suas informações – o que faz com que alguns apps possam roubar e vender seus dados a qualquer um.

“Como esse vírus está instalado na raiz do sistema operacional, na teoria ele pode fazer qualquer coisa com o aparelho, já que pode acessar qualquer aplicativo remotamente”, explicou Manu Contreras.

celularO principal conselho é não baixar aplicativos desconhecidos
Image copyright  THINKSTOCK

Descobri o vírus no celular. E agora?

“A primeira coisa que se deve fazer é uma cópia de segurança dos seus dados. Fotos, vídeos, documentos, conversas”, sugere Contreras.

O passo seguinte é reconfigurar completamente o aparelho, segundo os especialistas da CheckPoint.

Isso significa apagar tudo o que havia no aparelho e deixá-lo como se estivesse novo, recém-saído da loja.

Para isso, é necessário ativar a função “limpar dados – restaurar fábrica” (wipe data/Factory reset), de acordo com as instruções específicas do seu modelo de celular.

Contreras, porém, diz que isso não é o suficiente.

“Levando em consideração que o vírus se instala na parte mais profunda da memória do celular, só o ‘restaurar fábrica’ não adianta, é preciso levar o aparelho a um especialista de confiança”, recomenda.

Como evitar que o aparelho seja infectado?

As recomendações são semelhantes às feitas para prevenir vírus em computadores:

1) Não baixe aplicativos de sites desconhecidos. “Mas esteja ciente de que até em lojas oficiais há apps com vírus”, alerta a empresa Network Security.

“Antes de aceitar baixar um aplicativo no Google Play (loja virtual), aparece uma janela com as permissões que você terá de dar a esse aplicativo, como por exemplo o acesso aos contatos e à câmera. Mas para quê um aplicativo de lanterna iria precisar acessar a câmera ou os seus contatos?”, acrescenta Contreras.

2) Não clique em nada que você não esperava receber. A Network Security alerta que até mensagens de texto podem chegar com links para o vírus.

3) Use um antivírus de uma empresa reconhecida, que seja constantemente atualizado.
Yolanda Valery/BBC

Como ler uma mensagem no WhatsApp sem que a pessoa que enviou saiba

A situação é bastante comum: um amigo ou familiar fica bravo quando você lê, mas não responde imediatamente a uma mensagem no WhatsApp.

WhatsApp
Excesso de mensagens pode transformar o app em fonte de irritação
Image copyright AFP

Para evitar isso, muitos usuários deixam de ver o que foi enviado, algo que gostariam de fazer, porque não podem (ou simplesmente não querem) responder.

Esse problema se agravou a partir do momento em que o app implementou, em uma de suas atualizações, a notificação “dedo-duro”, aqueles dois riscos azuis que aparecem ao lado do texto, foto ou vídeo para mostrar ao remetente que sim, você viu.

Mas nem tudo está perdido: confira a seguir algumas estratégias para drilar os riscos azuis e poder checar as mensagens do WhatsApp sem que ninguém fique sabendo.

1) Desativar a confirmação de leitura

BBC
Image captionÉ possível desativar os recibos de leitura, mas isso não sai de graça: você também não poderá ver se seus contatos viram suas mensagens

A primeira e mais óbvia forma é desativar os riscos azuis nas configurações do aplicativo.

Abra o WhatsApp, vá até Conta – Privacidade – Recibos de Leitura. Desmarque essa opção.

Desativar a função, porém, funcionará para os dois lados: você também não vai poder checar se seus contatos leram suas mensagens.

Isso pode ser feito em aparelhos com sistemas iOS e Android.

2) Modo avião

Se você quer fazer isso só de vez em quando, e com pessoas específicas, o modo avião é a ferramenta adequada, embora demande um pouco mais de trabalho.

Quando você recebe uma mensagem de WhatsApp, mas não está usando o aplicativo no momento, uma notificação aparece na tela – a menos que não tenha desativado essa opção.

Se você quer ler a mensagem sem ser detectado, ative o modo avião antes de abrir a notificação. No modo avião, a conexão com a rede da sua operadora e com o Wi-Fi será interrompida.

Thinkstock
Modo avião é uma forma segura de não ser descoberto pelo WhatsApp

Depois de ler a mensagem, feche o aplicativo para que a notificação de leitura não apareça quando você desativar o modo avião.

Para fechar o aplicativo no iOS, é preciso tocar duas vezes no botão “home”. Feito isso, vão aparecer na sua tela todos os aplicativos abertos – basta arrastar para cima a tela do WhatsApp.

No Android, os dispositivos com versões a partir de 4.0 têm um botão no canto inferior direito da tela que mostra os apps usados recentemente.

Para fechar o WhatsApp, deslize o dedo sobre ele e arraste.

3. Notificações

BBC
Image captionAs setas azuis podem, sim, ser desativadas

Outra forma de ver as mensagens (mas só as que não são longas) sem ser descoberto é fazer isso com o telefone bloqueado, por meio das notificações pop-up.

No iOS, é preciso ativar as notificações por meio das configurações do telefone.

No Android, acesse nas configurações do aplicativo, toque em notificações e entre em notificações pop-up. Escolha a opção “sempre mostrar notificações pop-up”.

4. Widget do Android

Os telefones com o sistema Android tem um widget que, ao ser ativado, permite ler as mensagens em uma janela pop-up, semelhante às notificações.

Para acrescentar o widget, pressione uma área limpa da tela inicial e escolha a opção Widgets.

Thinkstock
Para quem tem Android, habilitar os widgets é uma das opções

A seguir, aparecerá uma lista de aplicativos; quando encontrar o WhatsApp, toque nele e o arraste para a tela.

Essa opção permite responder as mensagens de outras pessoas e continuar ignorando quem você quiser.

O inconveniente do widget é que ele não permite ver emojis, imagens ou vídeos. Só texto.

Se não conseguir ativá-lo, verifique se a opção Habilitar Widgets está marcada nas configurações do aparelho.

Estudantes criam caixa-preta veicular integrada a smartphone

WITBox: caixa-preta veicular registra dados e ajudará a desvendar causas de acidentes

WITBox, caixa-preta veicular

Um grupo de estudantes de Joinville criou uma caixa-preta veicular que registra todos os dados do carro para que seja possível detectar as causas de acidentes de trânsito. Ainda em fase de protótipo, o aparelho é chamado de WITBox e ele se conecta a um aplicativo para smartphones por Wi-Fi para exibir as informações sobre o veículo.

O estudante Lucas Casagrande, de 24 anos, conta que teve a ideia do projeto por conta de um triste episódio de sua vida. “Aos 15 anos, meu primo faleceu em um acidente de carro no qual eu também estava.

Até hoje os investigadores não descobriram o motivo. Eu estava dormindo e as testemunhas contaram historias diferentes”, disse Casagrande.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Junto a ele na SOCIESC, que faz parte da Anima Educação (que conta, ainda, com a HSM, referência em educação executiva), trabalham na iniciativa os estudantes de Engenharia da Computação e Sistemas da Informação Alexandre Viebrantz (26) e Eduardo Garcia (18), bem como o professor orientador Paulo Manseira.

O foco do produto, segundo Casagrande, é o mercado de seguros, pois esse segmento está mais envolvido com acidentes de trânsito do que as montadoras, que poderiam ser outro alvo do seu futuro negócio.

“Ele pode se tornar um produto de inteligência para as seguradoras”, disse o estudante, que considera até que o preço do seguro de veículos pode ser alterado com base nesses dados.

Nessa caixa preta veicular ficam registrados a velocidade de deslocamento, sua geolocalização, o estado dos freios, as rotações do motor, possíveis erros detectados pelo computador de bordo (a luzinha do óleo acesa, por exemplo), bem como um trecho do percurso gravado em vídeo.

Como o vazamento dessas informações podem ferir a privacidade dos motoristas, o tráfego de dados via rede é codificado (criptografado), explica Casagrande. Dessa maneira, somente o app do dono do carro com o login correto pode interpretar os dados do WITBox.

A única restrição de compatibilidade do produto criado pelos estudantes é a presença da porta OBDII no veículo. Apesar desse conector veicular ter sido padronizado no Brasil em 2010, o grupo recomenda que os carros sejam ano 2012.

Nesta semana, os jovens se apresentam no campeonato de inovação Imagine Cup, em São Paulo, que é realizado pela Microsoft.

Se vencerem a etapa brasileira do concurso, Casagrande, Viebrantz e Garcia irão competir em Seattle (EUA) pela taça mundial.

Ainda não há uma previsão exata de quando o WITBox será um produto para o consumidor final, mas Casagrande diz ter a expectativa de oferecê-lo ao mercado dentro de dois anos.
Lucas Agrela/Exame

Rival do Uber, espanhol Cabify chegará ao Brasil em maio

A empresa espanhola de transporte urbano via aplicativo Cabify deve iniciar suas operações no Brasil a partir de maio, começando por São Paulo, ampliando sua operação na América Latina, onde tem se expandido desde 2012.

Tecnologia da Informação,Cabify,Uber,Aplicativos,Blog do Mesquita

A companhia foi criada em 2011 na Espanha e atua emmodelo semelhante ao do norte-americano Uber, em que motoristas particulares são conectados a passageiros por meio de um aplicativo próprio da empresa. Em 2012, a Cabify lançou serviços no México, Peru e Chile e em 2014 estreou na Colômbia.

Segundo o chefe das operações da Cabify no Brasil, Daniel Velazco Bedoya, o lançamento da operação no Brasil neste momento se deve a um cenário regulatório mais favorável, surgido depois que a prefeitura de São Paulo regulamentou o chamado táxi preto, que trabalha apenas com aplicativos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“O Brasil tem possibilidade de ser a maior fonte de receita da empresa. Vai ter uma operação independente dos outros países na região”, disse Bedoya à Reuters, evitando comentar detalhes como projeções de mercado ou metas da companhia, mas citando a frota de 38 mil táxis da cidade como referencial.

O executivo de 26 anos é engenheiro agrônomo, mas optou por trabalhar com mobilidade. Até janeiro, era presidente no Brasil do site de compartilhamento de viagens de longa distância Tripda, que recebeu investimentos da aceleradora alemã de empresas Rocket Internet, mas acabou encerrando operações no início deste ano.

Segundo Bedoya, o interesse inicial da Cabify no Brasil envolve mais quatro cidades do país, mas ele evitou comentar os nomes e datas de lançamento do serviço nestas localidades. A companhia também avalia eventual lançamento de modalidades de serviços que envolvam vans de passageiros e até aeronaves particulares, disse ele.

A Cabify, que nas próximas duas semanas deve se instalar em escritório próprio em São Paulo, vai operar por meio de motoristas autônomos, mas a empresa não descarta incorporar a seus serviços os táxis pretos recentemente autorizados a operar na cidade.

A empresa vai oferecer sistema de cobrança distinto do utilizado pelo Uber na formação dos seus preços. Em vez de uma espécie de leilão em que horários de pico e locais com grande demanda acabam elevando os preços das corridas, a Cabify vai atuar com sistema de tarifa fixa baseada na quilometragem percorrida.

“Estamos definindo nos próximos dias as tarifas. Vão ser bastante competitivas tanto em relação ao Uber quanto em relação aos táxis”, disse Bedoya. “Já tivemos alguns encontros com o governo (prefeitura) de São Paulo para discutirmos a melhor forma de entrada da empresa na cidade. Isso nos da confiança para o início das operações, afirmou.

Nos últimos meses, protestos de taxistas, alguns violentos, contra o Uber atrapalharam o trânsito de algumas cidades do país onde a empresa opera, como Rio de Janeiro e São Paulo.

Bedoya avalia que o ambiente concorrencial no setor ficou mais intenso nos últimos meses no país, mas avalia que a oferta de serviços de empresas como o Uber trouxe mais passageiros às ruas.

“Entraram muitos carros no mercado sim, mas eles trouxeram muita demanda que antes nem existia, porque as pessoas nem pensavam em usar esse tipo de transporte”, disse ele. “Mesmo com a queda do poder aquisitivo da população, ainda tem um contingente muito grande que não perdeu condições para usar esse tipo de transporte. Além disso, as pessoas estão deixando de usar carro para economizar.”
JB