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As melhores fotos feitas com iPhone – 01/10

Blog do Mesquita,Fotografias, Arte,iPhoneGrande Prêmio, Fotógrafo do Ano. Um grupo de rohingyas assite a um filme sobre a importância da saúde e da higiene perto do campo de refugiados Tangkhali em Ukhiya (Bangladesh).JASHIM SALAM IPPAWARDSBlog do Mesquita,Fotografias, Arte,iPhone Primeiro lugar, Fotógrafo do Ano. Baiana em amarelo e azul, Salvador da Bahia (Brasil)
ALEXANDRE WEBER IPPAWARDSBlog do Mesquita,Fotografias, Arte,iPhone

Segundo lugar, Fotógrafo do Ano. Uma criança na orla, YanTai ShanDong (Chinesa)
HUAPENG ZHAO IPPAWARDSBlog do Mesquita,Fotografias, Arte,iPhoneTerceirolugar, Fotógrafo do Ano Uma criança que teve a perna amputada joga futebol com os amigos em Yangon (Miannmar).ZARNI MYO WIN IPPAWARDSBlog do Mesquita,Fotografias, Arte,iPhonePrimeiro lugar, Fotografia abstrata Ondulações.GLENN HOMANN IPPAWARDSBlog do Mesquita,Fotografias, Arte,iPhonePrimeiro lugar, Fotografia animal Django.ROBIN ROBERTIS IPPAWARDSBlog do Mesquita,Fotografias, Arte,iPhonePrimeiro lugar, Fotografia de arquitetura Via Allegri, Roma (Itália).MASSIMO GRAZIANI IPPAWARDSBlog do Mesquita,Fotografias, Arte,iPhonePrimeiro lugar, Fotografia de crianças Spray.MELISA BARRILLI IPPAWARDSBlog do Mesquita,Fotografias, Arte,iPhonePrimeiro lugar, Fotografia floral Luz.ALISON HELENA CAMPBELL IPPAWARDS

Blog do Mesquita,Fotografias, Arte,iPhonePrimeiro lugar, Fotografia de paisagem Ser humano versus natureza
CHARLES THOMAS IPPAWARDS

Smartphones – Aplicativos

Como organizar os ícones do celular para economizar tempoÍcones de aplicativos organizados da melhor maneira para ganhar tempo.

Essas estratégias nos permitem acessar aplicativos de forma mais rápida

Ícones de aplicativos organizados da melhor maneira para ganhar tempo

Quantas vezes um usuário consulta o celular ao longo do dia? Um estudo revelou esse dado e o número é realmente impactante: se estima que uma pessoa toque a tela de seu smartphone em média 2.716 por dia.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

A cifra pode parecer desmedida, mas nos dá uma ideia da importância do dispositivo em nosso dia a dia, e devido à intensidade do uso, uma mudança de hábitos pode ter muitíssimo impacto com relação ao tempo que dedicamos ao aparelho.

Sem dúvidas, a maioria dos usuários perde muito tempo procurando e abrindo aplicativos: ler uma mensagem no Facebook, dar uma olhada em sites, e ligar para alguém… Nesse baile de apps muitos segundos são desperdiçados, a não ser que tenhamos tudo muito bem organizado.

Os fabricantes de celulares e de seus sistemas operacionais conhecem bem essa problemática e se esforçam ao máximo para oferecer soluções e interfaces simples para o usuário. Enquanto realizam pesquisas para continuar avançando em outros sistemas de relação com o usuário (como os assistentes de voz, por exemplo), a melhor alternativa parece ser a que Apple propôs em seu iPhone original: uma série de ícones repartidos pela tela que o usuário pode organizar como preferir. No entanto, essa liberdade pode resultar em uma economia ou perda de tempo considerável. Então, como devemos organizar os aplicativos na tela do celular?

A organização perfeita da tela inicial

A maneira como os ícones dos aplicativos estão distribuídos pode nos fazer perder muito tempo. Quem nunca se viu meio perdido deslizando os dedos sobre a tela para encontrar determinado aplicativo? Quantas vezes recorremos ao botão de pesquisar disponível no menu para achá-lo? Nesse terreno, a liberdade para o usuário é total, e a pior parte é que não existe uma receita que seja útil para todas as pessoas. No entanto, há critérios que cada usuário pode aplicar de acordo com o uso que faça do celular.

A tela principal e a dock

Independentemente do critério utilizado para organizar os ícones, na tela principal e na dock (barra de ícones inferior) deveriam estar, sempre, aqueles aplicativos utilizados com mais frequência, por uma questão de pura lógica. O acesso à home e à dock é imediato, e cada segundo conta.

Organização por categorias

Quando lançaram as lojas de aplicativos, o catálogo de apps disponíveis era muito limitado, mas, agora, com a expansão das mesmas, o número parece interminável, o que representa um problema na hora de organizá-los.

Para facilitar as coisas, os sistemas operativos passaram a oferecer a possibilidade de criar pastas, que podem agrupar ícones de acordo com determinados temas: esse sistema propõe reunir os aplicativos por conteúdo (música, bancos, jogos, etc.), sempre respeitando a regra anterior de manter os mais usados na tela principal. O maior inconveniente desse sistema é a necessidade de ser muito disciplinado na hora de organizar as pastas e ter boa memória para saber onde buscar cada aplicativo depois.

É possível organizar os ícones por temas, agrupando os aplicativos de acordo com o conteúdo (música, bancos, jogos)

Organização por frequência de uso

Outra possibilidade pela qual optam muitos proprietários é distribuir os apps de acordo com a frequência de uso: os mais próximos à home são os mais utilizados, relegando os demais às telas posteriores. A grande desvantagem desse critério é que, cedo ou tarde, nosso celular acaba se transformando na casa da mãe Joana, e, ao final, nos vemos obrigados a usar o sistema de buscas 90% das vezes.

Organização por cores

Embora pareça mentira, organizar os aplicativos pela cor de seus ícones pode ser extremamente eficaz se o usuário for minuciosamente disciplinado e tiver memória fotográfica (ou, melhor dizendo, cromática). Para colocar esse sistema em prática basta agrupar os apps de acordo com a cor de seus ícones (Facebook e Twitter, por exemplo, seriam colocados na mesma pasta). Assim, se torna mais fácil acessá-los, se sabemos bem a cor de cada um.

Deixar espaços livres e manter uma limpeza a nível visual

Embora não se trate exatamente de um método de organização, manter espaços vazios nas sucessivas telas, e não ter medo de acrescentar mais, pode ajudar a acelerar a velocidade de acesso aos aplicativos. Uma interface limpa faz com que seja muito mais fácil encontrá-los.

Nokia 3310, o celular ‘indestrutível’, está de volta

Nova versão do telefone que fez sucesso nos anos 2000 será apresentada em Barcelona.

O Nokia 3310, conhecido popularmente como o indestrutível por causa de sua resistência, está de volta.
A empresa finlandesa HMD, que comprou da Nokia Technologies a sua patente e os direitos sobre a marca e de sua imagem, anunciou a ressurreição do já clássico aparelho, quase um vintage, em versão renovada que será apresentada no Congresso Mundial de Telefonia (Mobile World Congress) a ser realizado em Barcelona entre 27 de fevereiro e 2 de março.
O indestrutível está de volta depois de uma entrada muito bem-sucedida do novo Nokia 6 na China.
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 A Nokia vendeu no mundo todo mais de 120 milhões de unidades do 3310, mas a chegada dos smartphones acabou por escantear aos poucos o modelo, apesar de sua fama, do funcionamento e do hipnótico jogo Snake 2.

A retirada oficial do mercado ocorreu em 2005. Agora, em fevereiro de 2017, quando parecia que o celular que causou furor nos primeiros anos do milênio tinha sido definitivamente enterrado pelos smartphones, a nova Nokia o lança mais uma vez, de olho em um mercado específico.

As informações sobre o ressurgimento do aparelho, divulgadas pelo The Guardian, indicam que ele só estará disponível inicialmente na Europa e na América do Norte e que custará em torno de 70 euros (245 reais). A versão original foi lançada em 2000 ao preço de 150 euros (525 reais).

Até relativamente poucos anos atrás, todos nós carregávamos um Nokia em nossos bolsos. Dois de cada três celulares vendidos no mundo eram da marca finlandesa. Seu império ruiu quase da noite para o dia com os aparecimentos dos aparelhos com tela táctil –o iPhone à frente– e do sistema operacional Android, da Google.
ElPais

Novo presidente dos EUA, Trump anunciou medidas que vão encarecer o iPhone

A confirmação de que Donald Trump será o próximo presidente dos Estados Unidos deve trazer impactos diretos para o mercado de tecnologia pessoal, uma vez que, quando candidato, o republicano afirmou que obrigaria as empresas americanas a repatriar suas linhas de produção.

“Nós vamos fazer a Apple construir os seus ‘malditos’ computadores e coisas neste país, em vez de outros países”, afirmou Trump no início do ano.

“A Apple e todas estas grandes empresas terão de fazer seus produtos nos Estados Unidos e não na China ou Vietnã.”

Na época, o professor Jason Dedrick , da Syracuse University, ressaltou à Wired que a Apple não apenas terceiriza sua produção a um único fornecedor em um único país, ela conta com uma vasta e complexa cadeia de fornecimento para compilar um iPhone.

Além de o próprio equipamento de fabricação custar bilhões de dólares e os conhecimentos necessários para executá-lo praticamente só existirem nesses locais, as cadeias de fornecimento são lucrativas para a companhia, que consegue reter cerca de 60% do valor de cada smartphone vendido.

Mais problemático que a “falta de patriotismo”, o impedimento de produzir fora dos Estados Unidos seria logisticamente impossível para as empresas, que aproveitam a mão de obra barata de outros locais para reduzir os preços de seus produtos.
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Como escutar mensagens de voz no WhatsApp sem fones e sem passar vergonha

As mensagens de voz do WhatsApp são um mal necessário.

Esta é uma dúvida comum entre os leitores do Olhar Digital.

Felizmente, o WhatsApp tem uma ferramenta que não é tão conhecida assim que permite ouvir estas mensagens de uma forma mais privada, mesmo em público, e sem depender de um fone de ouvido.

Siga o passo a passo com cuidado, porque o procedimento é complexo:

1. Dê o play na mensagem de voz

2. Aproxime o celular do ouvido, como se fosse falar ao telefone

Pronto. O aplicativo aproveita os sensores do seu celular para reparar que o aparelho está próximo ao seu ouvido. Isso vai fazer com que o app deixe de usar o alto-falante do smartphone para usar o speaker usado pelas chamadas telefônicas.

A tela ficará escura enquanto você tem o aparelho próximo à sua orelha e o áudio será transferido imediatamente de uma saída de som para a outra.

A outra opção é usar um fone de ouvido para escutar as mensagens, mas o recurso funciona bem para aqueles momentos em que você não tem essa alternativa.
Renato Santino/Olhar Digital

“Galaxy-gate” arranha imagem da Samsung

Escândalo dos aparelhos que pegam fogo abre espaço para mudanças no mercado de celulares, mas é improvável que cause impacto significativo nas contas da companhia, responsável por um quinto do PIB da Coreia do Sul.

Perfill feminino diante de anúncio do Samsung Galaxy Note 7

Ninguém quer enfiar no bolso ou carregar na tomada um smartphone que pega fogo de repente. E não é lisonjeiro para a reputação de nenhuma marca quando o usuário literalmente queima os dedos ao manusear seus produtos. Notícias como essa são uma verdadeira catástrofe para uma empresa.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Por isso, a sul-coreana Samsung jogou a toalha: constatado o problema com a bateria de seu Galaxy Note 7, ela primeiro ofereceu aos compradores um novo aparelho, grátis. Depois que esse provou ser igualmente defeituoso, ela suspendeu a produção e a venda do smartphone em todo o mundo.

Tal procedimento é típico do antigo “tigre asiático” Coreia do Sul, explica Alexander Hirschle, que trabalha na capital Seul para a GTAI, a agência de comércio externo do governo alemão. “Os coreanos são conhecidos por agir rápido e providenciar uma solução, assim que reconhecem um problema.”

O Galaxy Note 7 era a resposta asiática à líder de mercado Apple, cujos aparelhos são considerados símbolo de status num setor altamente competitivo. Agora a firma californiana recupera a vantagem na “classe A” dos smartphones: suas ações alcançaram a cotação mais alta desde dezembro de 2015, enquanto as da Samsung estão despencando.

Phil Schiller apresenta Phone 7Usuários da Apple não precisam ter medo nem dos bombeiros: novo iPhone é a prova d’água

No outro extremo da escala, dos celulares econômicos, as concorrentes chinesas esfregam as mãos: Lenovo, Xiaomi e Huawei acalentam agora a justificada esperança de abocanhar para si uma parcela do mercado da Samsung. Além disso, essas marcas agora já oferecem aparelhos mais sofisticados, aptos a transformar numa competição mais ampla a briga Apple versus Samsung.

Faturamento: 20% do PIB nacional

Em apenas algumas décadas, a Samsung evoluiu de pequena loja de alimentos a maior multinacional de eletrônica do mundo. Até 2008, quando um escândalo o forçou a renunciar, o filho do fundador do negócio familiar Lee Kun-Hee era o presidente. Desde então, o conglomerado Samsung é dirigido pelos chefes das diferentes empresas que o compõem.

Hoje, ele fabrica e vende navios e arranha-céus, televisores e celulares, moda e produtos farmacêuticos, e muito mais. Mais de 80 firmas operam sob seu nome, com um total de quase meio milhão de funcionários e um faturamento anual superior a 300 bilhões de dólares.

“O faturamento do conglomerado equivale a mais ou menos 20% do Produto Interno Bruto do país”, afirma Alexander Hirschle, da GTAI. “Ela é, com segurança, um dos pilares da economia sul-coreana.”

Perda suportável

A ascensão da Samsung e da Coreia do Sul transcorreram paralelas, desde o princípio da industrialização do país, na década de 1970. Com apoio estatal, a companhia se desenvolveu de forma excelente, assim como a Hyundai, LG e outras.

“Desse modo, o progresso da Samsung pode ser visto como um sismógrafo da economia coreana como um todo”, compara Hirschle. Por outro lado, afirma, também cabe “não subestimar o significado psicológico da Samsung para a sociedade coreana”.

Samsung Galaxy Note 7Só a Samsung Electronic fatura 160 bilhões dólares ao ano

Pelo menos no médio prazo, os danos econômicos do Galaxy Note 7 para a multinacional deverão ser suportáveis.

No começo da ação de recall, analistas do mercado calcularam os custos em 1 bilhão de dólares.

Ao mesmo tempo, porém, a Samsung se desfez de suas participações em algumas empresas de tecnologia, angariando cerca de 880 milhões de dólares.

A suspensão das vendas deverá custar mais alguns bilhões. O que não deverá ser um prejuízo dramático, considerando-se os mais de 160 bilhões de dólares que só a Samsung Electronic fatura por ano. Ainda é impossível prever, porém, as perdas em termos de fatias do mercado global.

A importância de ser pioneira

Inevitavelmente, o caso “Galaxy gate” é tema de debate na Coreia do Sul. No entanto, as baterias defeituosas não constituem um problema fundamental para a Samsung nem para o país: outras crises ocupam a economia coreana muito mais, afirma Hirschle.

“A indústria construção naval, por exemplo, assinala quedas de 90% nas encomendas. Números como esses são bem mais preocupantes”, lembra.

O escândalo é, obviamente, um problema, porém o especialista alemão em comércio externo vê os desafios para a companhia num contexto mais amplo:

“Para a Samsung, assim como a economia como um todo, será decisivo conseguir dar um salto qualitativo: de fast follower  [seguidor veloz], o que fez a Coreia do Sul crescer, a um first mover[pioneiro]. Quer dizer: no futuro, lançar, ela própria uma tendência, criar um branding, ganhando, assim, a dianteira em relação aos seguidores mais baratos.”
DW

Daydream View: a realidade virtual do Google simples, acessível e móvel

O kit do Google, chamado Daydream View, se destaca por seu design, quase todo baseado em tecidos.

O kit para usar a plataforma de realidade virtual Daydream. GOOGLE

Aposta do buscador é um kit mais barato, cômodo e fácil de usar que o da Samsung.

O Google apresentou nesta terça-feira em San Francisco os primeiros celulares compatíveis com o Daydream, sua plataforma de realidade virtual para smartphones, e seu primeiro kit. O objetivo desses produtos é “simplificar a complexidade da realidade virtual”.

Segundo Clay Bavor, vice-presidente da divisão de realidade virtual do Google, esta “deve se basear no celular para que você possa levar a experiência de forma simples e acessível”.

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Isso significa tomar a direção contrária da Oculus, empresa subsidiária do Facebook, e da HTC, que apostam numa tecnologia de ponta para oferecer a melhor experiência possível, embora seus kits exijam conexão constante com computadores muito potentes.

O Google tem claro que prefere chegar a todos através da inclusão de fabricantes e criadores de conteúdo na sua plataforma e com um kit centrado na comodidade, a um preço acessível (na Europa, será equivalente a 250 reais).

A estratégia é semelhante à adotada pelo Google com o Android: oferecerá uma plataforma, que pretende ser um padrão, para os desenvolvedores, com especificações mínimas que os fabricantes precisam incluir para ter o selo Daydream, que garante ao consumidor uma experiência de qualidade.

Só serão compatíveis aparelhos com telas de alta resolução, processadores potentes e sensores preparados para a realidade virtual que a empresa proprietária do popular mecanismo de buscas pretende oferecer. O Pixel e o Pixel XL, seus dois novos celulares, são os primeiros dispositivos compatíveis, mas “chegarão muitos outros no futuro”, diz o Google.

O Google tem claro que prefere chegar a todos através da inclusão de fabricantes e criadores de conteúdo na sua plataforma

Com o Daydream, o Google se certifica de oferecer uma realidade virtual de todos e para todos, mas sem perder o controle para assegurar a inclusão de seus serviços, algo vital para o negócio da companhia. Os clientes o acharão mais simples, e os fabricantes e criadores de conteúdo terão um padrão de qualidade ao qual se apegar no maior mercado potencial de realidade virtual: o celular.

Uma das exceções pode ser a Samsung, que já tem um acordo com a Oculus e uma plataforma própria de conteúdos em realidade virtual para rentabilizar. O Google precisará de todos os outros para que a oferta de dispositivos que compõem o Daydream seja suficientemente variada em termos de preço, acabamentos e características.

O kit do Google, chamado Daydream View, se destaca por seu design, quase todo baseado em tecidos. Isso lhe dá um aspecto mais cotidiano e menos futurista que o Gear VR da Samsung, e o torna mais leve. Outros dos seus pontos fortes é a facilidade de uso: o telefone é colocado dentro do kit, mas não é necessário conectar nenhum cabo.

“O Google fez uma grande e acertada proposta centrada na comodidade e no design, um dos pontos fracos do seu principal rival, a Samsung”, diz ao EL PAÍS Roberto Romero, fundador da Future Lighthouse, companhia pioneira na criação de conteúdos de realidade virtual na Espanha.

O Daydream View conta com um controle sem fio como principal diferença em relação ao Gear VR, oferecendo a possibilidade de criar experiências interativas nas quais o usuário possa agir com maior liberdade e precisão. “O controle é a chave. Os desenvolvedores sabem as oportunidades que ele nos oferece, e é uma ferramenta estupenda para fazer do usuário uma parte ativa das nossas experiências”, afirmou Romero. Seu funcionamento é semelhante ao de um controle do Wii, o console da Nintendo que alcançou uma grande fatia de mercado graças a essa tecnologia.

“O Youtube só está disponível no Daydream e é o principal portal de vídeos em 360 graus, o conteúdo estrela para um kit de realidade virtual móvel. O aplicativo não está disponível na loja da Samsung, e pode ser uma grande cartada para o Google”, diz Romero. A plataforma contará também com conteúdo do The New York Times, Wall Street Journal, NBA (liga de basquete) e MLB (beisebol), além dos aplicativos do Netflix e Hulu para ver séries e filmes como numa sala de cinema.

As propostas do Google e da Samsung baseadas na portabilidade contam com “as especificações suficientes para que os usuários desfrutem de experiências de qualidade”, concluiu Romero. Estão longe do que oferecem Vive e Oculus, mas “é o caminho a seguir para que a tecnologia chegue ao ponto de ser adotada pela massa crítica, de modo que tanto os fabricantes como os criadores de conteúdo possam tornar seus negócios rentáveis”.

O Daydream View conta com um controle sem fio como principal diferença em relação ao Gear VR, oferecendo a possibilidade de criar experiências interativas

O mercado é muito imaturo ainda, mas começa a se consolidar em razão dos três grandes investimentos que estão sendo feitos em empresas como Facebook, Google e Sony Interactive Entertainment, que colocará à venda seu kit PSVR para o console PlayStation 4 em 13 de outubro.

“A Oculus é pioneira e conta com o apoio do Facebook e da Samsung para seu ecossistema. Por outro lado, a HTC Vive e a PlayStation VR prometem experiências Premium, mas a plataforma Daydream é a mais focada na economia de escala”, declarou a EL PAíS Neil Shah, diretor de pesquisa de dispositivos e ecossistemas na Counterpoint. Considera que tal fator, “com os aplicativos próprios do Google, como YouTube e Play Store, a transforma em uma plataforma mais atraente, que pode suscitar um maior interesse e consumo de conteúdos”.

Outra das vantagens que o Google poderia incluir no Daydream é seu novo assistente e seus algoritmos de aprendizagem automática para fazer com que a experiência esteja baseada no contexto. “O Google Assistant será o cabo que liga todas as plataformas, propriedades e conteúdos em uma experiência unificada e diferente da oferecida pela concorrência”, diz Sash, ao alertar que o “Facebook pode não ser capaz de oferecer algo semelhante logo”.

O Google simplifica a realidade virtual, cria um padrão para usuários e fabricantes e tenta adotar o papel de líder de um segmento cada vez maior e disputado. Fez isso com um kit barato e centrado na comodidade, e seu primeiro Smartphone desenhado por completo, hardware e software, dentro de suas instalações. Porque o Google já não faz somente serviços, também faz produtos.
Felix Paluzuelo/ElPais

Este pendrive ajuda a transferir fotos do celular para o PC

Se você ouve muitas músicas ou vê muitos vídeos no smartphone, certamente já se viu sem espaço para aplicativos ou fotos em algum dado momento.

Ultra Dual Drive USB SanDisk
Para esse tipo de situação, a SanDisk criou o Ultra Dual Drive USB 3.0, um pendrive que funciona tanto em smartphones Android quanto em computadores. Ele pode dar até 128 GB de espaço extra para que você tenha todas as mídias que precisar sempre no seu bolso.
Sandisk Dual Drive USB 3.0
O pendrive é vendido em quatro versões, com capacidades de armazenamento distintas: 16 GB (R$ 69,90), 32 GB (R$ 119,90), 64 GB (R$ 229,90) e 128 GB (R$ 282,23).

Design e usabilidade

O gadget é bastante simples. Ele funciona como qualquer pendrive, ainda que usar esse tipo de acessório em celulares não seja tão comum quanto em computadores. Ele tem um conector USB 3.0 de um lado e um microUSB do outro. Ou seja, esse produto foi concebido para smartphones com sistema Android. Para iOS, a SanDisk tem uma outra solução similar.

Para usar o Ultra Dual Drive USB 3.0, você precisa instalar o aplicativo MemoryZone, da SanDisk, ou usar algum aplicativo gerenciador de arquivos. A vantagem de usar o app da marca é que ele tem algumas funções interessantes, como um player próprio para a reprodução de mídias.

A transferência de arquivos é bem veloz. Em testes do INFOlab, um vídeo de 1,14 GB foi transferido a partir de um iMac 2011, equipado com HD, em menos de 2 minutos. Em um notebook com SSD (Samsung Style S50), a velocidade da transferência de um arquivo de 3,53 GB foi de cerca de um minuto.

O produto tem design simples, porém, é bem feito. Ele tem uma pequena chave seletora para que você use o conector microUSB ou o USB 3.0. No meio, há um aro de metal que pode servir para você colocar o gadget no chaveiro.

Vale a pena?

Pendrives ainda são produtos muito úteis para a transferência de arquivos no dia a dia. Por isso, o Ultra Dual Drive USB 3.0 se apresenta como uma boa solução para o nosso mercado, repleto de smartphones Android.

Ele ajuda, por exemplo, pessoas que não sabem como passar músicas do celular para o computador, o que nem sempre é tão simples quanto parece para quem conhece o processo. Sendo assim, você for comprar um pendrive novo, vale a pena gastar um pouco mais e comprar um que seja já adaptado para a nossa realidade tecnológica brasileira.

Avaliação técnicaINFOlab
  • Prós: Facilita transferência de arquivos entre celular e computador e realiza esse processo rapidamente.
  • Contras: Poderia ser mais compacto.
  • Conclusão: Bom pendrive para smartphone

Lucas Agrela/InfoExame

Android: Falha de segurança pode afetar 900 milhões de celulares

Falhas graves de segurança que poderiam dar acesso completo aos dados dos telefones foram identificadas em um software presente em milhões de aparelhos que usam o sistema operacional Android.

Android
As falhas afetam aparelhos com chips Qualcomm

As falhas foram apontadas por pesquisadores da empresa de segurança Checkpoint, que analisaram software que rodam em chips da empresa americana Qualcomm.

Processadores da Qualcomm estão presentes em cerca de 900 milhões de celulares Android, segundo a fabricante.

Não há até o momento, contudo, evidências de que essas vulnerabilidades estejam sendo exploradas em ataques criminosos.

“Tenho certeza que essas vulnerabilidades estarão sendo exploradas nos próximos três a quatro meses”, disse Michael Shaulov, da Checkpoint. “É sempre uma corrida para quem encontrar o bug primeiro, os caras bons ou maus.”

Os aparelhos afetados incluem:

  • BlackBerry Priv
  • Blackphone 1 e Blackphone 2
  • Google Nexus 5X, Nexus 6 e Nexus 6P
  • HTC One, HTC M9 e HTC 10
  • LG G4, LG G5 e LG V10
  • New Moto X da Motorola
  • OnePlus One, OnePlus 2 e OnePlus 3
  • Versões americanas do Samsung Galaxy S7 e Samsung S7 Edge
  • Sony Xperia Z Ultra

Shaulov disse que os problemas foram identificados após seis meses de trabalho.

As falhas apareceram no software que gerencia gráficos e em códigos que controlam a comunicação entre diferentes processos de um telefone.

Explorar as falhas possibilitaria que alguém mal-intencionado obtivesse gradualmente mais controle sobre um aparelho, acessando seus dados.

Android
As falhas podem ser usadas para criar ‘aplicativos-armadilha’ que rapidamente conseguem acessar os dados de um telefone – Image copyrightAP

A Checkpoint forneceu dados sobre os bugs para a Qualcomm ainda neste ano.

Em resposta, a Qualcomm teria criado atualizações para tentar resolver os problemas e começado a usar essas novas versões nas fábricas.

Também distribuiu as atualizações para fabricantes de telefones e operadoras. Não está claro, porém, quais empresas efetivamente lançaram as atualizações para os telefones dos clientes.

A Checkpoint criou um aplicativo gratuito chamado QuadRooter Scanner que pode ser usado para verificar se um telefone está vulnerável a algumas dessas falhas checando se soluções disponíveis foram baixadas e instaladas.

Além disso, Shaulov disse que donos de telefones Android devem apenas baixar aplicativos da loja oficial Google Play, para evitar armadilhas de programas maliciosos.

“As pessoas devem acionar quem vendeu os telefones, operadora ou fabricante, e implorar pelas atualizações”, afirmou.

Procurada, a Qualcomm não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
BBC

Eles pararam de reclamar dos governos – e estão usando o celular para melhorar a política

Dois jovens brasileiros estão rodando o mundo e conquistando cada vez mais clientes no país e no exterior com duas empresas que buscaram numa ferramenta simples – o celular – a chave para um desafio complexo: melhorar o trabalho do governo.

Epitrack MGovOnício Neto (à esq.) e Guilherme Lichand criaram empresas que usam o celular na busca do aprimoramento das políticas públicas

O biomédico Onicio Neto cria aplicativos para detectar surtos de doenças antes mesmo das autoridades de saúde.

O economista Guilherme Lichand ajuda a melhorar políticas públicas usando SMS e chamadas automáticas de voz, aquelas em que o usuário responde por uma sequência de teclas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Com poucos anos de mercado, as empresas de ambos já atraíram fundos e parceiros no exterior, foram finalistas em uma disputa internacional de empreendedorismo social, levaram suas propostas a diferentes países e bateram a casa do milhão de reais em faturamento.

E no Brasil eles sonham alto, com objetivos como acabar com a propagação de epidemias em grandes eventos e revolucionar a comunicação entre escolas e famílias.

Crowdsourcing da saúde

A rotina do pernambucano Onicio, de 29 anos, começa por volta das 7h, quando deixa a filha de 5 anos na escola no Recife. Em seguida, ele nada 1.300 metros antes de ir para a Epitrack, a start-up que criou em 2013 ao lado do cientista da computação Jonas Albuquerque, seu ex-orientador de mestrado e primeiro guia pelo mundo da tecnologia em saúde.

Aluno e professor hoje são sócios numa empresa de 13 funcionários e faturamento bruto de R$ 2,5 milhões em 2015. Receita do sucesso? Ser uma ponte eficaz entre a saúde pública e o potencial colaborativo da internet.

EpitrackOnício Neto em São Francisco, nos EUA, uma das cidades onde foi divulgar o trabalho da Epitrack

A Epitrack (Epi, de epidemia + track, rastrear em inglês) cria plataformas de vigilância participativa em saúde. A partir da colaboração do cidadão (e usuário da internet), que informa sobre seus sintomas em aplicativos específicos, a empresa constroi mapas de ocorrência de doenças infecciosas, como sarampo, dengue e gripe.

Quando chega ao escritório, Onício costuma assistir a 20 minutos de algo que inspire a criatividade: comerciais, músicas, webséries. Isso talvez mostre por que é um biomédico (profissional que pesquisa microrganismos que causam doenças) distante do trabalho em laboratórios e indústrias, típico da profissão.

Acabou no mestrado em saúde pública na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) do Recife, onde conheceu um grupo que usava a informática para melhorar processos e a coleta de dados em saúde. Um exemplo era um aplicativo que substituía o bloquinho de papel do agente de saúde, transmitindo em tempo real dados coletados em campo.

“Pessoas começaram a perguntar: quanto custa fazer isso?”, lembra Onício, sobre os sinais de que havia demanda por soluções tecnológicas naquela área.

Mão na massa

O primeiro teste de fogo da Epitrack foi na Copa do Mundo de 2014 – grandes eventos e aglomerações são um prato cheio para o aparecimento de epidemias. Com financiamento da Tephinet, uma rede internacional de capacitação em epidemiologia, a empresa criou o app Saúde na Copa.

Quase 10 mil pessoas baixaram a ferramenta de notificação, em tempo real, de sintomas como febre, dores de cabeça e diarreia. Em dois meses, foram mais de 47 mil registros – e, felizmente, nenhum surto detectado.

“Essas plataformas conseguem identificar uma possibilidade de surto até duas semanas antes das fontes tradicionais. Porque um doente só se torna um caso oficial quando chega ao sistema, procura um posto de saúde – e nem todos fazem isso. Com o aplicativo ele pode reportar esses sintomas e essa lacuna é preenchida”, afirma Onício.

EpitrackInterface de aplicativo da Epitrack: aposta no potencial colaborativo da internet para detecção rápida de surtos de doenças

Como os dados reportados por usuários não passam pelo crivo de médicos, a validação ocorre quando começam a aparecer casos semelhantes no mesmo território e ao mesmo tempo.

O Ministério da Saúde aprovou o trabalho do Saúde na Copa e contratou um monitoramento permanente à Epitrack. O resultado é o app Guardiões da Saúde, que terá versão em seis línguas e espera agregar 100 mil colaboradores durante a Olimpíada do Rio.

Outro cliente importante é a Skoll Global Threats Fund, fundação de Jeffrey Skoll, ex-presidente do e-Bay, que passou à Epitrack a missão de reformular oFluNearYou.org, uma plataforma com 70 mil usuários ativos que monitora desde 2011 a proliferação do vírus influenza nos EUA e no Canadá. “Com o Vale do Silício no quintal, optaram por uma start-up do Recife”, comemora Onício.

FluNearYou
A empresa de Onício Neto gerencia a plataforma FluNearYou.org, que faz mapeamento colaborativo de casos de influenza nos Estados Unidos e no Canadá

O baterista e amante de blues, jazz e soul agora se prepara uma viagem aos Estados Unidos, onde disputará com outros 15 empreendedores uma parte de um prêmio de US$ 1 milhão, dentro de um concurso global patrocinado por uma marca de bebidas.

Somará, assim, mais um destino na lista de países aos quais a Epitrack já o levou: EUA, Inglaterra, Suécia, Itália, Austrália e República Dominicana.

“Velha” tecnologia

A rotina de Guilherme Lichand não é menos puxada. A segunda-feira, por exemplo, começa com uma reunião para definir prioridades da semana. Depois há um encontro geral para acompanhar status dos projetos, alinhar prioridades e ouvir equipe. Na sequência, reuniões específicas para cada produto. À tarde, conversas com clientes, parceiros e público-alvo, pesquisas, leituras.

Guilherme é um prodígio acadêmico que leva a mão à massa. Aos 30 anos, acabou de concluir um doutorado em Economia Política e Governo pela Universidade de Harvard (EUA), uma das melhores do mundo. Cursou a primeira turma da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (SP), fez mestrado na PUC-Rio e trabalhou com redução da pobreza e gestão econômica no escritório do Banco Mundial em Brasília.

No Banco Mundial, Guilherme conheceu ferramentas inovadoras, como o uso do celular para monitorar efeitos de políticas sociais para tribos isoladas na África. Daí veio a ideia para a MGov, empresa que usa soluções mobile – leia-se o telefone celular – para aprimorar políticas públicas.

Com quatro anos de estrada, a empresa soma 19 funcionários, faturamento anual de R$ 1 milhão e um portfólio robusto: avaliou programa de distribuição de leite no Rio Grande do Norte, ajudou produtores afetados pela seca no Ceará, entrevistou professores baianos sobre material didático, deu orientação financeira a beneficiários do Bolsa Família, organizou o orçamento participativo de Boston (EUA) e o engajamento entre pais e escolas públicas de São Paulo, entre outros projetos.

Em meio a um mundo cada vez mais digital, a aposta de Guilherme é simples: usar a tecnologia analógica para coletar informações de interesse social para gestores públicos. A escolha pelo “velho” não é difícil de entender: embora o celular esteja presente em 90% das casas no Brasil, quase 80% das linhas continuam sendo pré-pagas.

Guilherme Lichand
Em 2014, Guilherme Lichand foi indicado pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) como um dos jovens de menos de 35 anos mais inovadores do Brasil

A empresa concluiu, portanto, que não dava para confiar em planos de dados para manter contato com beneficiários de políticas públicas. As tradicionais mensagens de texto e voz, no entanto, cumpriam bem o serviço.

No programa-piloto, por exemplo, Guilherme e equipe avaliaram a eficácia do Leite Potiguar, programa social que distribui leite diariamente a 150 mil famílias no Rio Grande do Norte. O governo suspeitava que beneficiários estivessem vendendo o leite para complementar a renda, e o desafio era alcançar um público-alvo humilde, em áreas remotas e com sinal de telefonia precário.

Responder a pesquisa não é algo que agrada a todos, mas na plataforma da MGov o participante não pagava pela mensagem enviada e ainda recebia créditos de celular pela participação. Respondia, por exemplo, se o leite estava chegando na hora e com qualidade – e também recebia informações úteis, como alerta de atrasos na distribuição.

Em três semanas foi possível comprovar a baixa eficácia da iniciativa (60% dos beneficiários já tinham acesso a leite por meios próprios), o que ajudou o governo do Estado a planejar a descentralização do programa no ano seguinte.

“Em um país como o Brasil ainda é preciso ser analógico (para fazer políticas públicas). A ideia é que o público possa participar pelos canais mais naturais para ele”, diz ele, que em 2015 representou o Brasil no mesmo concurso mundial de empreendedorismo que Onício participa neste ano.

Novos desafios e crise

Guilherme acaba de ser indicado para ser professor de economia na Universidade de Zurique, na Suíça, em uma cátedra patrocinada pela Unicef, o braço da ONU para infância e juventude. Conciliará a docência com as novas empreitadas da MGov, que inclui uma plataforma de comunicação entre pais e escolas que está sendo usada por alunos de 360 instituições públicas no Estado de São Paulo – e pretende atingir 100 mil estudantes em breve.

Pela plataforma, batizada EduqMais, a escola pode enviar SMS aos pais sobre prazos, eventos, atividades e desempenho dos alunos. A instituição registra as informações na plataforma e um sistema automatizado faz os envios. A plataforma também manda dicas aos pais com sugestões de atividades simples para estreitar a relação com o filho e apoiar seu desenvolvimento.

Eduqmais
A plataforma EduqMais é uma via de comunicação via SMS entre pais e escolas, e pretende atingir 100 mil alunos em breve

No primeiro piloto, os resultados foram promissores: a participação dos pais em atividades aumentou e o desempenho dos alunos melhorou, bem como a porcentagem de estudantes que diziam querer concluir o ensino médio e entrar na faculdade. Entre os país, 83% afirmaram que gostariam de continuar recebendo as mensagens.

Exemplos de brasileiros que preferem agir a reclamar do governo, Guilherme e Onício falam sobre a crise atual com certo pesar, movidos, talvez, pela constatação de que o país possa estar perdendo tempo em face dos inúmeros desafios pela frente.

“(Com o impeachment) estávamos muito avaliando resultados (do governo): a economia está ruim, a qualidade dos serviços também. Mas esse é o tipo de coisa que se resolve em eleições. Acho que houve pouco cuidado em preservar a qualidade institucional, uma certa frustração com a democracia por ter que esperar as eleições e o gestor público ter dificuldades para responder rapidamente às demandas dos cidadãos”, afirma Guilherme, cujo trabalho vem sendo exatamente “turbinar” a performance do poder público por meio da tecnologia.

“Acho que não podemos assumir isso como o fim de tudo. Toda vez que vejo uma situação como essa me dá mais força para fazer algo relevante para ajudar as pessoas. E algo que não necessariamente dependa do governo”, conclui Onício.
Thiago Guimarães/BBC