Golpe via Skype visa árabes com proposta de sexo online

“Com uma garota assim, você perde a cabeça”, relata vítima de extorsão

Homem assistindo pornô

Certa noite, um jovem palestino foi levado a tirar a roupa e a se masturbar em frente a uma webcam.

Sua história – vivenciada por diversos homens árabes, alvos de um esquema de extorsão que está se tornando comum – foi revelada como parte de uma nova série da BBC.

O material aborda um fenômeno novo e perturbador que faz uso de imagens privadas ou explícitas para ameaçar, chantagear e envergonhar jovens que vivem em algumas das sociedades mais conservadoras do mundo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O relato abaixo foi feito por Samir (nome fictício), uma das vítimas do esquema, praticado principalmente por chantagistas baseados no Marrocos.

AVISO: essa reportagem contém descrições de atos sexuais

“Eu estava sozinho em casa. Uma garota me adicionou no Facebook. Não achei nada estranho. Sempre recebo pedidos de amizade de ex-colegas de escola que não conheço muito bem.”

“No dia seguinte, ela me envia uma mensagem dizendo: Olá, como está você? Eu vi seu perfil e gostei de você‘. Então, olhei o perfil dela e, confesso, ela era bastante atraente.”

“Nessa noite ela começou a me enviar mensagens pelo Skype. Disse que tinha 23 anos de idade, que seus pais já haviam morrido e que morava com sua irmã no Líbano.”

“Ela disse que estava entediada porque não estava estudando nem trabalhando e que sua irmã era muito severa. Perguntei o que ela fazia para passar o tempo e ela respondeu que gostava de sexo. Disse que adorava sexo.”

“Comecei a pensar que isso ficaria interessante. Estava curioso, mas ainda desconfiado porque a facilidade com que ela falava de sexo com um desconhecido me soava estranha.”

“Mas eu estava entediado, sem nada para fazer, e minha namorada estava viajando. Decidi ver onde aquilo iria parar.”

“Então ela me perguntou se eu tinha uma webcam. Liguei o meu vídeo e perguntei: ‘Eu posso ver você também?‘ Então ela ligou o vídeo e, quando eu olhei para ela, ela se revelou ser muito bonita. Com uma garota assim, você perde a cabeça.”

“Nossa conversa foi apenas via mensagens, pois ela disse que a irmã dela poderia nos escutar. Enquanto teclávamos, ela me disse que estava ficando excitada com a conversa.”

“Eu estava achando que, por estar com sua irmã, no sul do Líbano, ela estaria se sentindo frustrada e, por isso, estaria a procura de encontros sexuais pela internet”.

“Então ela me pediu para eu mostrar o meu pênis. Eu mostrei. Aí eu disse: ‘Ok, sua vez.’ Então ela deitou na cama, tirou a roupa e começou a se masturbar.”

“Eu nunca tinha visto algo parecido. Foi tão fácil. Bom demais para ser verdade.”

YouTube
“Imagine se minha mãe tivesse visto? Eu me jogaria da janela por vergonha,” diz jovem vítima de golpe online – Foto AFP

“Comecei a me masturbar também. Ela me disse para colocar a câmera na minha cara, porque isso a deixava excitada. Então eu intercalava o vídeo, mostrando a minha face e o meu pênis. Após alguns minutos ela fingiu ter um orgasmo.”

“Ainda nua, ela retornou ao teclado e veio conversar comigo. Ela me perguntou o que eu faço e digo que trabalhava em um mercado em Milão”.

“‘Ah, você deve ser rico,’ ela respondeu.”

“Bem, eu vivo bem,’ respondi.”

“Então ela disse que sua irmã estava chegando. Vestiu-se e desconectou.”

“Meia hora mais tarde recebi a seguinte mensagem via Facebook: ‘Escute, eu sou um homem e gravei um vídeo seu se masturbando. Você quer vê-lo? Ele me enviou. Era uma gravação de cinco minutos onde apareço me masturbando.”

“Então ele diz: tenho uma lista de amigos e familiares seus no Facebook – sua mãe, sua irmã, seus primos. Você tem uma semana para me enviar 5 mil euros. Caso contrário, eles receberão o vídeo.”

“Fiquei em choque. Meu primeiro pensamento foi enviar imediatamente o dinheiro. Mas decidi cancelá-lo, ou cancelá-la, como contato no Skype. Na mesma hora, recebi uma mensagem via WhatsApp: ‘Estou aqui’, dizia.”

“Comecei a negociar com ele. Disse que não tinha 5 mil euros. Ele respondeu: ‘É claro que você tem dinheiro, você tem um bom trabalho na Europa. Disse que aquilo era uma mentira para impressionar uma garota. Eu sou um entregador de pizza.”

“Ele pareceu se convencer e disse: “Pode até ser verdade, mas não me importo. Você tem uma semana para me enviar 2 mil euros ou vou enviar o vídeo para sua família.”

“Tentei me acalmar e raciocinar. Se enviasse o dinheiro, o que impediria ele de voltar e pedir mais?

Foi então que me ocorreu que se ele enviasse o vídeo para meus contatos – pessoas que não são amigas dele – o arquivo iria parar na caixa de lixo onde ninguém confere.”

“Mesmo que conferissem, quem abriria um arquivo de vídeo de um desconhecido?Poderia ser um vírus.”

“Então eu fiquei com duas alternativas. Enviar o dinheiro mesmo sem garantia de que ele não voltaria para me pedir mais ou recusar e torcer para que ninguém olhasse o vídeo.”

“O dia em que o prazo venceria chegou e ele me mandou uma mensagem dizendo que iria fazer o upload do vídeo no YouTube. ‘Vá em frente. Não me importo mais,’ disse a ele.”

“Então mudei meus ajustes de privacidade para que ninguém publicasse na minha timeline ou me vinculasse a algo sem meu consenso.”

“Então ele me enviou o link para o vídeo via WhatsApp. Vi novamente. Eu me masturbando no YouTube. Fiquei enjoado.”

“Imediatamente comecei a denunciar o vídeo ao YouTube por conteúdo sexual. Eu denunciei, fechei a página, recarreguei o link e denunciei novamente. Sem parar, uma vez atrás da outra.”

Omar, chantagista
“Pedimos a ele que tire suas roupas e que faça gestos obscenos,” revela um dos chantagistas

“Ele me enviou a mensagem dizendo que estava a ponto de enviar meu vídeo para meus familiares via Facebook se não pagasse. Eu disse: ‘Vá em frente. Envie!'”

“Eu não poderia pagar os 2 mil euros. Isso passaria para 5 mil e depois sabe-se lá que valor ele iria querer. Ele ficou indignado e começou a me enviar insultos e dizer que iria mandar meu vídeo para minha mãe e todos que conheço”

“Continuei denunciando o vídeo. Também fiquei conferindo o número de visualizações para me certificar de que ninguém mais havia visto. Após uma hora o YouTube derrubou o vídeo.”

“Até onde posso dizer, todos os acessos foram meus, exceto por um. Pode ter sido a pessoa assistindo logo que fez o upload. Ou um dos meus familiares.”

“Nunca saberei ao certo, mas nunca ninguém me disse nada. Talvez algum familiar homem tenha assistido, mas nunca disse a ninguém.”

“Se minha tia tivesse assistido, ela espalharia para toda a família. Imagine se minha mãe tivesse visto? Eu me jogaria da janela por vergonha.”

“Depois que o vídeo foi derrubado pelo YouTube, a pessoa não entrou mais em contato. Acho que ele foi atrás de alguém com mais potencial.”

“Lembro que certa vez perguntei por que ele ficava tentando pegar um cara pobre e ele me disse: ‘Você acha que não miro nos caras ricos do Golfo Pérsico? Claro que sim. Você tem sorte. Posso ver pelo seu Facebook que você não é casado. Eu estaria pedindo muito mais dinheiro se esse fosse o caso.”‘

“Acho que (a extorsão) acabou, mas volta e meia entro no YouTube para ver se o vídeo foi recarregado.”

Cidade de chantagistas

É provável que a “garota libanesa de 23 anos de idade” que seduziu Samir pelo Skype na verdade seja um homem jovem de Oued Zem – uma cidade pequena no centro do Marrocos que se tornou famosa por ser a “capital da indústria da extorsão sexual”.

Os chantagistas de Oued Zem caçam vítimas no Facebook. Assim que um homem responde à chamada de vídeo, eles ativam um software que mostra para a vítima um vídeo pré-gravado, retirado de site pornô.

Eles são tão familiarizados com o vídeo que conseguem teclar com suas vítimas exatamente nos momentos em que a garota aparece teclando no computador.

“Pedimos a ele que tire suas roupas e que faça gestos obscenos,” revela Omar (nome fictício), um dos chantagistas.

“É importante que seus órgãos genitais fiquem visíveis enquanto ele faz esses gestos,” diz.

Omar revela também uma habilidade profissional. “Passamos 20 minutos no chat, 20 minutos gravando e 20 minutos ameaçando – chantageando e negociando. Todos pagam,” garante Omar.

Oued Zem Marrocos
Oued Zem, no Marrocos, é antro de chantagistas que atuam na internet

“O ponto fraco dos árabes é o sexo. Você encontra a fraqueza deles e passa a explorá-las. Outro ponto fraco é quando são casados. Também há aqueles que são bastante religiosos.”

“Você vê se o cara se parece com um sheik, carregando o Corão, e pensa: ‘Não, ele não cairá nessa. E quando você tenta, ele cai na armadilha.”

A atividade rende a Omar em torno de US$ 500 (cerca de R$ 1,5 mil) por dia. Muitos jovens na cidade se dedicam à prática de extorsão.

As ruas da cidade são repletas de carros alemães e motocicletas japonesas. Há restaurantes e cafés para atender a demanda de famílias de novos ricos.

A cidade também abriga pelo menos 50 escritórios de transferência internacional de dinheiro. O gerente de um deles afirma receber em torno de US$ 8,5 mil (R$ 26,7 mil) por dia e que a vasta maioria é proveniente de extorsão.

No Reino Unido, Wayne May administra uma comunidade online chamada Scam Survivors (Sobreviventes de Golpes). O grupo oferece ajuda a vítimas de extorsões.

Desde 2012, ele diz ter recebido mais de 14 mil pedidos de ajuda provenientes do mundo todo. Muitas das vítimas são jovens árabes e as chantagens partem do Marrocos.

A cidade de Oued Zem vivia das remessas de dinheiro de moradores que foram trabalhar na Europa. Mas, depois da crise econômica de 2008, essas remessas diminuíram.

Essa foi a mesma época do advento das redes sociais, quando o Facebook e as webcams se tornaram ferramentas de comunicação diária.

Salaheddin El-Kennan, um ativista, não culpa os jovens da cidade por faturarem com extorsão. Segundo ele, os índices de desemprego na cidade chegam a 60%.

“Escolhi não fazer chantagem porque considero incompatível com os valores marroquinos e islâmicos,” disse ele.
Com dados da BBC

Skype é espionado na China

Censura,Internet,China,Blog do MesquitaSob uma imagem falsamente propagada de um país moderno, os mandarins vermelhos, continuam, ditatorialmente, comandando um Estado policial.
A internet chinesa é controlada através do “Escudo Dourado”, um firewall, sistema de segurança que bloqueia sites que contenham certas palavras consideradas “perigosas” pelo governo.

Os sites bloqueados entram em uma espécie de lista negra e, a partir deles, tenta-se chegar a outras URLs “subversivas”. Por mais rigoroso que seja, o governo não consegue controlar trocas de informações entre pessoas.

Além de folhetins “subversivos” que circulam de forma clandestina, há também brechas digitais. Um canal de comunicação ainda não controlado pelo governo, por exemplo, é a transmissão de textos, fotos e vídeos via celular
Contra a censura! Sempre!
José Mesquita


A China espiona mensagens do Skype, dizem pesquisadores. A Skype diz que respeita as leis chinesas.

A China vem monitorando e censurando mensagens enviadas pelo serviço de internet Skype, de acordo com pesquisadores.

Citizen Lab, um grupo de pesquisas ligado à Universidade de Toronto, no Canadá, disse que encontrou um banco de dados contendo milhares de palavras consideradas ‘politicamente sensíveis’ bloqueadas pelas autoridades chinesas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O banco de dados, disponibilizado para o público, também mostra informações pessoais de assinantes do serviço.

A Skype, conhecida mundialmente por oferecer serviços de telefonia pela internet, disse que sempre foi aberta em relação ao escrutínio de dados por parceiros chineses, mas está preocupada com a violação da segurança do site.

Sistema de vigilância

Os pesquisadores do Citizen Lab disseram que descobriram um enorme sistema de vigilância que pegou e armazenou mensagens enviadas através do telefone online e serviço de mensagens por texto.

Ele continha mais de 150 mil mensagens de vários tipos.

“Cerca de metade das mensagens continham obscenidades. Quando eu as filtrei, ficaram mensagens – a maioria em chinês – que tinham conteúdo de natureza sensível politicamente”, disse Nart Villeneuve, da Universidade de Toronto.

“Eu não sei quais as palavras exatas que estão acionando a filtragem, mas sei que a maioria das mensagens contém críticas ao Partido Comunista, mensagens sobre a independência de Taiwan, sobre a Falun Gong (movimento espiritual banido na China) e outros tópicos políticos sensíveis”, disse o pesquisador.

O relatório da Citizen Lab, intitulado Breaching Trust (Violando a Confiança) disse que “mensagens de texto, junto com milhões de registros contendo informações pessoais, estão armazenados em servidores de internet inseguros”.

Segundo os pesquisadores, ao usar um nome-senha, é possível identificar todas as pessoas que enviaram mensagens para alguém ou receberam-nas do usuário original.

Leis e regulamentos

A Skype opera na China como Tom-Skype, uma joint venture envolvendo o site de leilões americano, eBay, e a companhia chinesa TOM-Online.

O Citizen Lab disse que está “claro” que a Tom estaria “se envolvendo com ampla vigilância aparentemente com pouca preocupação em relação à segurança e à privacidade de usuários do Skype”.

Mas o presidente da Skype, Josh Silverman, disse que o monitoramento feito pela China é conhecido e que a TOM-Online “estabeleceu procedimentos para se enquadrar em leis e regulamentos locais”.

“Estes regulamentos incluem a exigência para monitorar e bloquear mensagens instantâneas que contém determinadas palavras consideradas ofensivas pelas autoridades chinesas”, afirmou ele.

Silverman disse que é política da TOM-Online bloquear determinadas mensagens e depois apagá-las, e ele investigará porque a política mudou para permitir que a empresa pegue e armazene estas mensagens.

Embora o uso de internet seja alto na China, as autoridades impedem há muito tempo o acesso de sites que consideram politicamente sensíveis.

Empresas ocidentais de internet como Google, Microsoft e Yahoo foram criticadas por grupos de direitos humanos por aceitar os rigorosos regulamentos da China.
Com dados da BBC London

Como excluir sua conta da Microsoft

Como excluir sua conta da Microsoft

Se você se cadastrou em algum serviço da Microsoft poderá usar o e-mail e a senha para acessar os ferramentas como Skype, Outlook.com, SkyDrive, Xbox Live, Office Live e até para fazer login no Windows 8. Se exclui-la, você perderá tudo, incluindo contatos do Messenger/Skype e do Hotmail/Outlook.com. Está decidido?

nesta página e entre na conta. No painel à esquerda, clique em Fechar Conta.

Para concluir, é necessário digitar outra vez a senha e clicar em Avançar.Você será informado que terá de desativar a conta do Hotmail e, para isso, precisa solicitar o envio de um código de verificação para um e-mail associado.

Escolha o e-mail entre os opções e, depois, insira o código recebido. Entre novamente nas configurações da conta, refaça os passos e será enfim conduzido à página de desativação.

Segundo a Microsoft, você poderá reativar a conta (mas não o conteúdo apagado e recebido no período de inatividade) se entrar nela em até 365 dias.
Por Maria Isabel Moreira, de INFO Online


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Brasil não pretende responder a pedido de asilo de Snowden

Snowden (Foto Reuters)

Snowden diz que Obama estaria pressionando países para negar pedido de asilo

Um porta-voz do Itamaraty confirmou nesta quarta-feira que o Brasil recebeu um pedido de asilo político do ex-funcionário da CIA Edward Snowden.

Porém, segundo o porta-voz Tovar da Silva Nunes, o governo brasileiro não tem, até o momento, a intenção de responder ao pedido.

Segundo um comunicado publicado pelo site WikiLeaks, o Brasil estaria no grupo de 21 países aos quais Snowden teria feito a solicitação.

O informe da WikiLeaks diz que os pedidos de asilo foram entregues no domingo ao escritório do consulado russo no aeroporto de Sheremetyevo para que fossem passados às correspondentes embaixadas em Moscou.

No início desta terça-feira as embaixadas brasileiras em Moscou e na Grã-Bretanha (país de origem da advogada de Snowden) haviam dito à BBC Brasil não ter recebido qualquer pedido do americano.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Segundo o WikiLeaks, o grupo de países que receberam solicitações de asilo de Snowden também incluiria China, França, Irlanda, Áustria, Islândia, Bolívia, Cuba, Finlândia, Alemanha, Índia, Itália, Holanda, Nicarágua, Polônia, Espanha, Suíça e Venezuela, além de Equador, Rússia e Noruega, que confirmaram ter recebido o pedido.

Ex-técnico em segurança digital da CIA, Snowden delatou um sistema secreto de monitoramento de informações pessoais nos quais agentes da Agência Nacional de Segurança americana (NSA, na sigla em inglês) teriam acesso direto a servidores de nove grandes empresas de internet, incluindo Google, Microsoft, Facebook, Yahoo, Skype e Apple.

As informações teriam sido conseguidas quando Snowden prestava serviço para a NSA. Para escapar de um processo, no início de maio ele fugiu do Havaí, onde morava, para Hong Kong – de onde teria denunciado o esquema de espionagem para o jornal britânico The Guardian e o americano Washington Post.

Uma investigação criminal foi aberta contra ele na Justiça americana e os Estados Unidos pediram sua extradição, mas ele conseguiu viajar para Moscou e, desde então, ninguém confirma seu paradeiro.

Asilo

O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, teria discutido o caso de Snowden com o chanceler russo, Sergei Lavrov, durante uma conferência em Brunei.

Os pedidos de asilo teriam sido apresentados pela advogada britânica Sarah Harrison, da equipe jurídica do WikiLeaks.

Uma autoridade russa confirmou que a solicitação foi recebida pelo país, mas o Kremlin não quis comentar o caso.

Sem citar nomes, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que Moscou “nunca entregou ninguém nem teria a intenção de fazê-lo”.

Ele deu a entender que Snowden poderia ficar no país com a condição de que ele parasse de prejudicar os “parceiros americanos” da Rússia com seus vazamentos de informação.

Snowden já havia pedido asilo ao Equador, que está abrigando o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em sua embaixada em Londres.

Nesta segunda-feira, o presidente do Equador, Rafael Correa, disse à agência de notícias France-Presse que, a princípio, seu país processaria a solicitação se Snowden conseguisse entrar na embaixada equatoriana. No entanto, caso ele pudesse completar o pedido dentro do território russo, então “a situação poderia processada e resolvida lá”. Ou seja, pelo governo russo.

Noruega, Polônia, Alemanha, Áustria, Finlândia, Espanha e Suíça afirmaram que pedidos de asilo somente poderiam ser feitos no solo destes países.

Em um comunicado na Tanzânia, o presidente americano, Barack Obama, disse que Snowden viajou para Moscou sem documentos válidos.

Snowden acusa o governo dos Estados Unidos de pressionar os países para os quais ele pediu asilo para rejeitarem o pedido.

Facebook é o alvo dos chineses

Uma nova geração de mídia social pode inquietar o Facebook.
Francis Pisani ¹

E se o Facebook tiver começado com o pé esquerdo por ter nascido para os computadores e não os celulares?

Essa é uma pergunta lícita diante do impressionante progresso de três empresas asiáticas que juntas já somam quase 400 milhões de usuários e estão crescendo em velocidade vertiginosa.

O que as diferencia do gigante das redes sociais que todos conhecemos é que foram concebidas desde o começo para uso em celulares inteligentes, e se baseiam mais em conversações do que em relacionamentos.

De que estamos falando?

O WeChat (wechatapp.com) é o primeiro aplicativo chinês para celulares inteligentes que começa a ser adotado fora de seu país. Lançado em 2011 pela Tencent, a maior companhia mundial de mídia on-line, em setembro ele já contava com mais de 200 milhões de usuários (incluindo o Sudeste Asiático, Estados Unidos e Reino Unido), o que representa duas vezes mais usuários do que tinha em março.

Como afirmou o jornal “Guardian”, o aplicativo é “similar” ao WhatsApp, mas oferece “muito mais funcionalidades”, porque apresenta semelhanças com o Twitter, o Facebook, o Instagram e o Skype, entre outros. Também permite enviar mensagens de voz, como um walkie-talkie.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Na Coreia do Sul, o Kakao Talk (www.kakao.com/talk/en) é o serviço dominante ( a Tencent tem 14% de participação na companhia). Em setembro, quando entrevistei Yujin Sohn, sua vice-presidente mundial de desenvolvimento, contava com 60 milhões de usuários. As funcionalidades do serviço são semelhantes às do concorrente chinês.

“Nós decolamos antes do WeChat e podemos fazer tudo que eles fazem”, ela me assegurou, “e além disso também oferecemos chamadas de voz gratuitas, o que eles não oferecem”. O fato é que os chineses encontram dificuldade para conquistar mercado na Coreia do Sul, e vice-versa. Por isso, as duas empresas decidiram unir forças, com os sul-coreanos entrando com a tecnologia e os chineses com os recursos financeiros.

O último membro do trio é a Line (www.line.naver.jp/en), a derivação japonesa de uma companhia sul-coreana (a Next Human Network, ou NHN), da qual Brian Kim, fundador da Kakao, foi presidente-executivo por algum tempo –o que significa que os elos entre as três companhias são múltiplos. Em setembro, a Line anunciava ter 60 milhões de usuários (dos quais pouco menos da metade no Japão, enquanto a Kakao contava com 90% de usuários sul-coreanos, de acordo com Jun Masuda, um executivo da Line), e estimava que seu total de usuários atingiria os 100 milhões pelo final deste ano.

Segundo Masuda, “a interface gráfica e a estratégia são bastante semelhantes porque viemos ambos da mesma empresa”.

Como Sohn, Masuda insiste na comunicação. “Não somos uma rede social, somos um serviço de mensagens”, explica. “As mensagens são muito mais curtas, o que permite intercâmbios rápidos, mais parecidos com uma conversa”.

Para Sohn, a grande diferença com o Facebook está no fato de que “nascemos nos celulares”, enquanto para Masuda “a revolução dos celulares inteligentes nos dá a oportunidade de ampliar os serviços de mensagens e comunicação. Os Estados Unidos têm o Facebook, mas ainda não existe um serviço de mensagens dominante em seu mercado. É por isso que nos interessamos primeiro pelo mercado asiático, com a intenção de nos expandirmos depois”.

A diferença pode parecer uma questão de matiz, mas essas empresas a consideram essencial. A explicação mais precisa a respeito me foi oferecida por Yujin Sohn (ou Kate, para os amigos ocidentais), segundo a qual “o Facebook é mais uma plataforma social com funcionalidades de comunicação, enquanto nós somos uma plataforma de comunicação com funcionalidades sociais.

Os celulares inteligentes foram concebidos justamente para isso, enquanto os computadores não foram concebidos como ferramentas de comunicação, mesmo que todos esses aparelhos apresentem sobreposições parciais de função. O Facebook enfrenta problemas nos aparelhos móveis porque nasceu em um ambiente no qual a comunicação não tinha papel central. Somos diferentes porque nascemos em planetas diferentes”.

A WeChat e suas irmãs consideram que isso seja uma vantagem e se veem como bem posicionadas para um dia concorrer com o Facebook. Menos por sua proveniência serem os grandes mercados asiáticos e mais porque nasceram com os celulares inteligentes e solicitam a todos os novos assinantes acesso aos seus catálogos de contatos.

As redes fundadas em relações declaradas – como o Facebook – tendem a projetar um gráfico social plano ou estático, enquanto as que se baseiam em comunicação, e por isso em relacionamentos reais, projetam um gráfico social dinâmico que corresponde melhor à realidade dos intercâmbios. Os dois modelos têm elementos em comum, mas o ponto de partida, e com ele o de chegada, de ambos são significativamente distintos.
Tradução de Paulo Migliacci
¹ Francis Pisani viaja pelo mundo para descobrir o que está sendo feito de inovação tecnológica ao redor do planeta. Com longa experiência na cobertura da área, ele tenta, por exemplo, descobrir se a próxima Apple poderá aparecer na África, na Ásia ou na América Latina. Acompanhe o projeto em francês, espanhol e inglês.

Internet: lei que censura a web dá “bug” na Câmara

Votação do Marco Civil da Internet emperra na Câmara dos Deputados

Decidir quem pode saber por onde você navegou pela internet; se seu plano contratado permitirá o uso de Skype ou ainda quem deve ser punido por postagens abusivas.

Esses temas são alvo de debate entre os 513 engravatados eleitos na Câmara, que tentam há mais de duas semanas colocar no papel as respostas para essas e outras questões. Da discussão nascerá a “Constituição do mundo moderno”, a da internet.

Só não há previsão de quando isso acontecerá. Na última semana, a votação do Marco Civil da Internet foi adiada pela terceira vez no plenário da Câmara.

O deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), relator do Marco Civil, em fórum de discussões sobre o projeto
O deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), relator do Marco Civil, em fórum de discussões sobre o projeto
Foto: Yuri Gonzaga/Folhapress

À exceção do PT, que relata o projeto, todos os partidos obstruíram a pauta, impedindo a discussão. “Ainda que haja discordância, não dá para deixar de votar o projeto inteiro por causa de um artigo”, afirma o relator do texto, Alessandro Molon (PT-RJ).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O deputado se refere ao ponto mais polêmico no projeto: a neutralidade da rede. Pelo texto de Molon, o provedor de conexão –que liga o usuário à internet– fica proibido de diferenciar o conteúdo que trafega na web.

Defensores da neutralidade afirmam que isso é necessário para evitar a criação de “pacotes” de internet fechados, no qual o usuário acessa sites e e-mails, mas não baixa arquivos ou usa o Skype, por exemplo.

Outra hipótese seria o provedor de conexão favorecer o acesso a sites que paguem uma taxa. “Se eu tento acessar um site e ele demora para carregar, eu vou buscar outro. Isso acaba com a liberdade de escolha na rede”, argumenta o deputado Molon.

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se opõe ao artigo que define a neutralidade na rede
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), opositor do artigo do Marco Civil da Internet que define a neutralidade na rede – Foto: Reinaldo Ferrigno/Agência Câmara

Para Eduardo Levy, diretor executivo do Sinditelebrasil (que representa as empresas do setor), a diferenciação é necessária ao mercado. “Se não, estamos prejudicando a maioria dos cidadãos que podem querer serviços mais simples ou mais sofisticados”, afirma Levy.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos maiores opositores ao texto, concorda: “Vai acabar todo mundo pagando mais caro por um serviço que só vai interessar a poucos”.

Já o deputado Ricardo Izar (PSD-SP) defende que se alcance a neutralidade “gradualmente”. Ele afirma que, segundo as teles, uma rede 100% neutra custa R$ 250 bilhões. “Esse valor vai ser repassado ao
consumidor. Tem que dar um prazo maior
para o investimento, para não encarecer o
serviço”, afirma.

GUARDA DE DADOS

A guarda dos dados de acesso a conteúdo também esquenta o debate no Congresso. Esses dados mostram a movimentação do usuário na internet –por quais sites passou, que aplicativos usou.

O texto de Molon estabelece que os provedores de conexão estão proibidos de guardar esses dados. Já para os provedores de conteúdo (sites, portais, aplicativos), a guarda é facultativa.

“O provedor de conexão já tem meus dados de conexão, que mostram quem eu sou e qual é o meu IP [o ‘CEP virtual’ do usuário]. Se ele também souber o que eu faço na internet, acaba minha privacidade”, afirma Molon.

As teles veem “quebra da isonomia” entre os provedores. “O benefício se volta para os provedores de conteúdo, que muitas vezes utilizam os dados para ter informações sobre a sua navegação. Ou todos podem guardar ou ninguém pode”, diz Levy.

E ainda há quem queira, como Izar, Sandro Alex (PPS-PR) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que a guarda dos dados seja obrigatória aos provedores de conteúdo, para auxiliar em inquéritos criminais.

“Isso pressupõe que todos são culpados. Seria o mesmo que aceitar que todos os telefones devam ser grampeados, porque, quando alguém cometer um crime, será mais fácil investigar”, diz Molon.

Diante de tanta divergência, diminuem as esperanças de um acordo ainda neste ano. Para Eduardo Cunha, a votação do Marco Civil está sendo “apressada”.

Ele diz que o melhor seria esperar a Conferência Mundial de Telecomunicações, em Dubai, em dezembro. “Por que antecipar a votação, sem esperar para ver o que o resto do mundo vai fazer?”
Nádia Guerlernda e Erich Decat/Folha de S.Paulo
Colaborou Julia Borba, de Brasília

Outlook.com não altera Hotmail

Novo Outlook.com não afeta e-mails e contatos do Hotmail, diz Microsoft

Interface de fotos do novo Outlook (Foto: Divulgação)

Interface de fotos do novo Outlook (Foto: Divulgação)

Os usuários do Hotmail ainda terão um tempo para se decidir se ficarão com o visual antigo do serviço ou se irão migrar para o novo Outlook.com. Até a Microsoft decidir atualizar todas as contas, será possível manter o endereço antigo do Hotmail e um do Outlook na mesma conta, explica ao G1Brian Hall, gerente-geral do Windows Live Business Group da Microsoft.

“Os usuários poderão usar o e-mail antigo ‘@hotmail.com’ na nova conta ‘@outlook.com’, bastando atrelar as duas”, disse. Isso pode ser feito nas configurações do Outlook.com, no ícone da engrenagem. “Quem preferir, poderá usar normalmente a conta do Hotmail. Nosso objetivo agora é ver a utilização da novidade pelos usuários, ver o que gostam e o que não gostam para poder melhorarmos o serviço. Quem fizer a mudança não perderá nenhum dado como e-mails e contatos. Estamos ouvindo nossos usuários para ver o que eles pedem e, desse modo, melhorar o Outlook”.

Hall afirma que a migração de todos os usuários para o novo serviço deve ocorrer em 2013. Até lá, é possível voltar ao visual antigo do Hotmail ao clicar na opção “Voltar para o Hotmail”, que aparece na engrenagem no topo da tela.

A integração com o Skype é outra novidade. Segundo Hall, ela ainda não tem previsão para acontecer e será anunciada pela Microsoft nos próximos meses. Com ela, será possível conversar por meio de vídeo em qualquer computador, sem a necessidade da instalação do programa. “Será preciso instalar um plug-in no computador e, depois, basta chamar um contato do Outlook.com para a conversa”, explicou.

O visual do Outlook.com é próximo da interface Metro, usada no Windows 8, novo sistema operacional da empresa e, segundo o executivo, a conexão entre os dois ocorrerá normalmente. “O usuário poderá acessar o Windows 8 com a conta do Outlook.com e, desse modo, ter acesso a todos os contatos, mensagens e arquivos”. A visualização de contatos se aproxima da experiência do novo sistema operacional e do sistema para smartphones, o Windows Phone. “Tudo o que o usuário adicionar ou atualizar em seus contatos nestes dispositivos vai aparecer da mesma forma no PC”, disse.

O Outlook.com também exibe atualizações das redes sociais Facebook, Twitter e Linkedin ao lado dos contatos. Ao enviar um e-mail, por exemplo, uma barra lateral mostra os dados do contato e as últimas atualizações nas redes sociais, permitindo retuitar uma mensagem ou responder à uma publicação no Facebook.

Microsoft lança portal Outlook.com que substitui o Hotmail (Foto: Divulgação)
Skype será integrado ao Outlook.com, dispensando a instalação do programa (Foto: Divulgação)

A segurança do e-mail dos usuários, explica Hall, foi melhorada. “Quando lançamos um serviço anti-spam em 2006, não funcionou muito bem. Cerca de 35% da caixa de entrada dos usuários era spam. Hoje, com nossos filtros, a média de é de  2%. Nosso filtro é melhor do que o usado pelo Gmail”. Ele conta que todos os recursos de segurança, como para evitar o roubo de contas, também foram melhorados no Outlook.com.

Com a adição do navegador Internet Explorer no videogame Xbox 360, Hall conta que será possível acessar o Outlook.com do videogame. Basta acessar a página e usar o mesmo usuário e senha do serviço. “Será do mesmo modo que no computador”, conta.

Alguns recursos do Outlook.com ainda não foram lançados. Ao acessar o serviço de armazenamento Skydrive e o calendário, por exemplo, o usuário retorna ao visual antigo do serviço Live.com, que abriga o Hotmail, o Messenger, o Skydrive e o Office on-line. “Isso será alterado mais para a frente e o visual e a usabilidade estão ficando ótimos”, garante Hall.

Problemas com o 9º dígito
Usuários de São Paulo com DDD 11 que tentarem cadastrar o número de celular próprio ou de contatos no Outlook.com terão problemas ao colocar o 9º dígito, já que o número incompatível com o serviço. Hall diz que o problema deve ser corrigido pela Microsoft nos próximos dias.
Gustavo Petró/G1

Surfistas e Navegadores

Cada vez que converso no Skype, experimento um pequeno milagre.
Elton Simões ¹

Antes da internet, o contato com as pessoas era difícil e caro.

A Terra era grande, e o mundo, pequeno. A internet encurtou distâncias e diminuiu o tamanho da Terra. A Terra ficou pequena.

A distância geografica diminuiu sua importância. A Terra tem o tamanho da tela do computador (ou do telefone).

O mundo, apesar disso, não ficou necessariamente maior. Pode encolher, ou pode diminuir, de acordo com a vontade de cada um.

Finalmente podemos controlar o tamanho do mundo em que vivemos, ou que escolhemos perceber.

A internet fez isso. Ela o tornou elástico, maleável.

O tamanho do mundo de cada um depende somente daquilo que cada um de nós escolhe ser: surfista ou navegador.

Ser surfista é encontrar as pessoas que estão na mesma onda. Relacionar-se com quem compartilhamos ideias e valores em comum.

Interagir com seus semelhantes.

Surfar possibilita a escolha e adoção de uma ou algumas opções a partir de um enorme acesso a diferentes culturas, estilos de vida e ideias. Isso cria comunidades, dá coesão social, e viabiliza a diversidade.

A tecnologia hoje nos permite encontrar nossos iguais.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]É reconfortante.

O navegador, ao contrario do surfista, procura pessoas e ideias diferentes. Busca a diversidade e com ela interage. Assim, a tecnologia permite que o navegante produza o novo, o inesperado.

A criação do novo vem sempre da interação e integração de ideias e pessoas diferentes. A diversidade é a mãe da criatividade.

Navegar é buscar aventuras, novas ideias, colocar em discussão novos conceitos, debater com quem pensa diferente. É desafiar as ideias dos outros e aceitar que as suas proprias sejam desafiadas.

É exercitar a criatividade.

Desta interação entre ideias diferentes nasce o novo. Navegar faz o ser humano evoluir.

A tecnologia nos liberta da geografia e nos torna responsáveis por nossas escolhas de relacionamento, ideias e comportamento. Podemos ser surfistas, navegadores ou um pouco de cada um, dependendo das circunstâncias.

Surfar e navegar não são opostos, mas sim complementares.

Surfar ajuda a criar comunidades e navegar ajuda a comunicação entre essas comunidades. Surfar ajuda a criar e reforçar as ideias, os laços e os valores que nos fazem humanos.

Navegar ajuda o intercâmbio dessas ideias e valores de maneira a criar o novo e a alimentar a criatividade.

Surfar é importante. Navegar é preciso.

¹ Elton Simões/Blog do Noblat
mora no Canada há 2 anos. Formado em Direito (PUC); Administração de Empresas (FVG); MBA (INSEAD), com Mestrado em Resolução de Conflitos (Univesity of Victoria). Email: esimoes@uvic.ca.

Skype compra o GroupMe, site de mensagens para celulares

GroupMe oferece serviços para iPhones, BlackBerry e Android

Skype compra empresa de mensagens para smartphones

Valor da transação e os termos do acordo não foram divulgados.

O aplicativo do GorupMe permite conversar com amigos em grupo pelo celular (Foto: Divulgação)

O Skype, empresa de telefonia pela internet, acertou a compra do GroupMe, uma startup (companhia iniciante) que fornece serviços de mensagem para smartphones.

Tanto o valor da transação como os termos do acordo não foram divulgados.

Segundo uma fonte do jornal “Wall Street Journal”, a empresa foi adquirida por cerca de US$ 80 milhões.

O GroupMe, fundado em Nova York em 2010, oferece seus serviços para iPhones, BlackBerry e aparelhos com sistema operacional Android.

Recentemente, a empresa lançou uma versão para o sistema Windows Phone 7.

O aplicativo do GroupMe permite que os usuários enviem mensagens e façam chamadas com um grupo de amigos.

A compra do GroupMe acontece enquanto a Microsoft ainda busca aprovação de órgãos reguladores para fechar a aquisição de US$ 8,5 bilhões do Skype, anunciada em maio.

No seu blog oficial, o GroupMe afirmou que sua equipe vai continuar trabalhando em Nova York com a diferença de que agora eles terão acesso aos 175 milhões de usuários conectados mensalmente no Skype.

G1


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Skype para iPad

Aplicativo do Skype para iPad volta ao ar após ser removido da App Store.

Skype alegou que programa foi ao ar prematuramente.

Aplicativo expande as funções da versão para iPhone.

O aplicativo do Skype para iPad voltou ao ar na App Store nesta terça-feira (2) após ter sido removido da loja de aplicativos da Apple.

Mais cedo, o Skype havia alegado no Twitter que o programa foi lançado prematuramente.

Horas depois, a empresa disponibilizou o link para download no iTunes.

O Skype para iPad permite fazer videoconferências, enviar mensagens instantâneas, realizar chamadas telefônicas e acessar os contatos. Diferente do programa para iPhone, o usuário pode usar as mensagens instantâneas durante uma chamada de vídeo.

Disponível para o iPad 1 e 2, o aplicativo pode ser baixado gratuitamente nos modelos com conexão wi-fi e 3G.

O programa também funciona no iPhone com o sistema operacional iOS 4.0.

G1