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Shakespeare – Soneto CXVI

Boa noite

Soneto 116

Shakespeare

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

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Shakespeare – Poema

Poema
Shakespeare

Perguntei a um sábio ,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade…

O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas ,
a Amizade o chão.

No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.

Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.

Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

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Shakespeare – Poesia

Soneto CV
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Não se diga, do amor que tenho, idolatria,
Nem o amado qual ídolo se represente;
Minhas preces, canções, nada disso haveria,
Porém, não fosse ele, ele sempre, ele somente.

Gentil este amor hoje, gentil no futuro,
Imutável na sua excelência sublime,
E meu verso, que tão permanente afiguro,
Uma só coisa diz, todo o resto suprime.

Belo, bom, verdadeiro, eis aqui meu resumo,
Belo, bom, verdadeiro, em palavras sortidas;
Revezando esses três, meu engenho consumo,

Três conceitos em um, de extensões desmedidas.
Belo, bom, verdadeiro, os três eram distantes
Sem poderem se unir num ser único antes.

Pintura de António Taurino Mega

Shakespeare – Versos na tarde – 31/10/2017

Soneto LXX
William Shakespeare¹

Se te censuram, não é teu defeito,
Porque a injúria os mais belos pretende;
Da graça o ornamento é vão, suspeito,
Corvo a sujar o céu que mais esplende.

Enquanto fores bom, a injúria prova
Que tens valor, que o tempo te venera,
Pois o Verme na flor gozo renova,
E em ti irrompe a mais pura primavera.

Da infância os maus tempos pular soubeste,
Vencendo o assalto ou do assalto distante;
Mas não penses achar vantagem neste

Fado, que a inveja alarga, é incessante.
Se a ti nada demanda de suspeita,
És reino a que o coração se sujeita.

¹ William Shakespeare
* Stratford-Avon, Inglaterra – 23 de Abril de 1564
+ Londres, Inglaterra – 23 de Abril de 1616

->>biografia