Golpe via Skype visa árabes com proposta de sexo online

“Com uma garota assim, você perde a cabeça”, relata vítima de extorsão

Homem assistindo pornô

Certa noite, um jovem palestino foi levado a tirar a roupa e a se masturbar em frente a uma webcam.

Sua história – vivenciada por diversos homens árabes, alvos de um esquema de extorsão que está se tornando comum – foi revelada como parte de uma nova série da BBC.

O material aborda um fenômeno novo e perturbador que faz uso de imagens privadas ou explícitas para ameaçar, chantagear e envergonhar jovens que vivem em algumas das sociedades mais conservadoras do mundo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O relato abaixo foi feito por Samir (nome fictício), uma das vítimas do esquema, praticado principalmente por chantagistas baseados no Marrocos.

AVISO: essa reportagem contém descrições de atos sexuais

“Eu estava sozinho em casa. Uma garota me adicionou no Facebook. Não achei nada estranho. Sempre recebo pedidos de amizade de ex-colegas de escola que não conheço muito bem.”

“No dia seguinte, ela me envia uma mensagem dizendo: Olá, como está você? Eu vi seu perfil e gostei de você‘. Então, olhei o perfil dela e, confesso, ela era bastante atraente.”

“Nessa noite ela começou a me enviar mensagens pelo Skype. Disse que tinha 23 anos de idade, que seus pais já haviam morrido e que morava com sua irmã no Líbano.”

“Ela disse que estava entediada porque não estava estudando nem trabalhando e que sua irmã era muito severa. Perguntei o que ela fazia para passar o tempo e ela respondeu que gostava de sexo. Disse que adorava sexo.”

“Comecei a pensar que isso ficaria interessante. Estava curioso, mas ainda desconfiado porque a facilidade com que ela falava de sexo com um desconhecido me soava estranha.”

“Mas eu estava entediado, sem nada para fazer, e minha namorada estava viajando. Decidi ver onde aquilo iria parar.”

“Então ela me perguntou se eu tinha uma webcam. Liguei o meu vídeo e perguntei: ‘Eu posso ver você também?‘ Então ela ligou o vídeo e, quando eu olhei para ela, ela se revelou ser muito bonita. Com uma garota assim, você perde a cabeça.”

“Nossa conversa foi apenas via mensagens, pois ela disse que a irmã dela poderia nos escutar. Enquanto teclávamos, ela me disse que estava ficando excitada com a conversa.”

“Eu estava achando que, por estar com sua irmã, no sul do Líbano, ela estaria se sentindo frustrada e, por isso, estaria a procura de encontros sexuais pela internet”.

“Então ela me pediu para eu mostrar o meu pênis. Eu mostrei. Aí eu disse: ‘Ok, sua vez.’ Então ela deitou na cama, tirou a roupa e começou a se masturbar.”

“Eu nunca tinha visto algo parecido. Foi tão fácil. Bom demais para ser verdade.”

YouTube
“Imagine se minha mãe tivesse visto? Eu me jogaria da janela por vergonha,” diz jovem vítima de golpe online – Foto AFP

“Comecei a me masturbar também. Ela me disse para colocar a câmera na minha cara, porque isso a deixava excitada. Então eu intercalava o vídeo, mostrando a minha face e o meu pênis. Após alguns minutos ela fingiu ter um orgasmo.”

“Ainda nua, ela retornou ao teclado e veio conversar comigo. Ela me perguntou o que eu faço e digo que trabalhava em um mercado em Milão”.

“‘Ah, você deve ser rico,’ ela respondeu.”

“Bem, eu vivo bem,’ respondi.”

“Então ela disse que sua irmã estava chegando. Vestiu-se e desconectou.”

“Meia hora mais tarde recebi a seguinte mensagem via Facebook: ‘Escute, eu sou um homem e gravei um vídeo seu se masturbando. Você quer vê-lo? Ele me enviou. Era uma gravação de cinco minutos onde apareço me masturbando.”

“Então ele diz: tenho uma lista de amigos e familiares seus no Facebook – sua mãe, sua irmã, seus primos. Você tem uma semana para me enviar 5 mil euros. Caso contrário, eles receberão o vídeo.”

“Fiquei em choque. Meu primeiro pensamento foi enviar imediatamente o dinheiro. Mas decidi cancelá-lo, ou cancelá-la, como contato no Skype. Na mesma hora, recebi uma mensagem via WhatsApp: ‘Estou aqui’, dizia.”

“Comecei a negociar com ele. Disse que não tinha 5 mil euros. Ele respondeu: ‘É claro que você tem dinheiro, você tem um bom trabalho na Europa. Disse que aquilo era uma mentira para impressionar uma garota. Eu sou um entregador de pizza.”

“Ele pareceu se convencer e disse: “Pode até ser verdade, mas não me importo. Você tem uma semana para me enviar 2 mil euros ou vou enviar o vídeo para sua família.”

“Tentei me acalmar e raciocinar. Se enviasse o dinheiro, o que impediria ele de voltar e pedir mais?

Foi então que me ocorreu que se ele enviasse o vídeo para meus contatos – pessoas que não são amigas dele – o arquivo iria parar na caixa de lixo onde ninguém confere.”

“Mesmo que conferissem, quem abriria um arquivo de vídeo de um desconhecido?Poderia ser um vírus.”

“Então eu fiquei com duas alternativas. Enviar o dinheiro mesmo sem garantia de que ele não voltaria para me pedir mais ou recusar e torcer para que ninguém olhasse o vídeo.”

“O dia em que o prazo venceria chegou e ele me mandou uma mensagem dizendo que iria fazer o upload do vídeo no YouTube. ‘Vá em frente. Não me importo mais,’ disse a ele.”

“Então mudei meus ajustes de privacidade para que ninguém publicasse na minha timeline ou me vinculasse a algo sem meu consenso.”

“Então ele me enviou o link para o vídeo via WhatsApp. Vi novamente. Eu me masturbando no YouTube. Fiquei enjoado.”

“Imediatamente comecei a denunciar o vídeo ao YouTube por conteúdo sexual. Eu denunciei, fechei a página, recarreguei o link e denunciei novamente. Sem parar, uma vez atrás da outra.”

Omar, chantagista
“Pedimos a ele que tire suas roupas e que faça gestos obscenos,” revela um dos chantagistas

“Ele me enviou a mensagem dizendo que estava a ponto de enviar meu vídeo para meus familiares via Facebook se não pagasse. Eu disse: ‘Vá em frente. Envie!'”

“Eu não poderia pagar os 2 mil euros. Isso passaria para 5 mil e depois sabe-se lá que valor ele iria querer. Ele ficou indignado e começou a me enviar insultos e dizer que iria mandar meu vídeo para minha mãe e todos que conheço”

“Continuei denunciando o vídeo. Também fiquei conferindo o número de visualizações para me certificar de que ninguém mais havia visto. Após uma hora o YouTube derrubou o vídeo.”

“Até onde posso dizer, todos os acessos foram meus, exceto por um. Pode ter sido a pessoa assistindo logo que fez o upload. Ou um dos meus familiares.”

“Nunca saberei ao certo, mas nunca ninguém me disse nada. Talvez algum familiar homem tenha assistido, mas nunca disse a ninguém.”

“Se minha tia tivesse assistido, ela espalharia para toda a família. Imagine se minha mãe tivesse visto? Eu me jogaria da janela por vergonha.”

“Depois que o vídeo foi derrubado pelo YouTube, a pessoa não entrou mais em contato. Acho que ele foi atrás de alguém com mais potencial.”

“Lembro que certa vez perguntei por que ele ficava tentando pegar um cara pobre e ele me disse: ‘Você acha que não miro nos caras ricos do Golfo Pérsico? Claro que sim. Você tem sorte. Posso ver pelo seu Facebook que você não é casado. Eu estaria pedindo muito mais dinheiro se esse fosse o caso.”‘

“Acho que (a extorsão) acabou, mas volta e meia entro no YouTube para ver se o vídeo foi recarregado.”

Cidade de chantagistas

É provável que a “garota libanesa de 23 anos de idade” que seduziu Samir pelo Skype na verdade seja um homem jovem de Oued Zem – uma cidade pequena no centro do Marrocos que se tornou famosa por ser a “capital da indústria da extorsão sexual”.

Os chantagistas de Oued Zem caçam vítimas no Facebook. Assim que um homem responde à chamada de vídeo, eles ativam um software que mostra para a vítima um vídeo pré-gravado, retirado de site pornô.

Eles são tão familiarizados com o vídeo que conseguem teclar com suas vítimas exatamente nos momentos em que a garota aparece teclando no computador.

“Pedimos a ele que tire suas roupas e que faça gestos obscenos,” revela Omar (nome fictício), um dos chantagistas.

“É importante que seus órgãos genitais fiquem visíveis enquanto ele faz esses gestos,” diz.

Omar revela também uma habilidade profissional. “Passamos 20 minutos no chat, 20 minutos gravando e 20 minutos ameaçando – chantageando e negociando. Todos pagam,” garante Omar.

Oued Zem Marrocos
Oued Zem, no Marrocos, é antro de chantagistas que atuam na internet

“O ponto fraco dos árabes é o sexo. Você encontra a fraqueza deles e passa a explorá-las. Outro ponto fraco é quando são casados. Também há aqueles que são bastante religiosos.”

“Você vê se o cara se parece com um sheik, carregando o Corão, e pensa: ‘Não, ele não cairá nessa. E quando você tenta, ele cai na armadilha.”

A atividade rende a Omar em torno de US$ 500 (cerca de R$ 1,5 mil) por dia. Muitos jovens na cidade se dedicam à prática de extorsão.

As ruas da cidade são repletas de carros alemães e motocicletas japonesas. Há restaurantes e cafés para atender a demanda de famílias de novos ricos.

A cidade também abriga pelo menos 50 escritórios de transferência internacional de dinheiro. O gerente de um deles afirma receber em torno de US$ 8,5 mil (R$ 26,7 mil) por dia e que a vasta maioria é proveniente de extorsão.

No Reino Unido, Wayne May administra uma comunidade online chamada Scam Survivors (Sobreviventes de Golpes). O grupo oferece ajuda a vítimas de extorsões.

Desde 2012, ele diz ter recebido mais de 14 mil pedidos de ajuda provenientes do mundo todo. Muitas das vítimas são jovens árabes e as chantagens partem do Marrocos.

A cidade de Oued Zem vivia das remessas de dinheiro de moradores que foram trabalhar na Europa. Mas, depois da crise econômica de 2008, essas remessas diminuíram.

Essa foi a mesma época do advento das redes sociais, quando o Facebook e as webcams se tornaram ferramentas de comunicação diária.

Salaheddin El-Kennan, um ativista, não culpa os jovens da cidade por faturarem com extorsão. Segundo ele, os índices de desemprego na cidade chegam a 60%.

“Escolhi não fazer chantagem porque considero incompatível com os valores marroquinos e islâmicos,” disse ele.
Com dados da BBC

Por que mulheres ficaram contra a vítima de estupro coletivo no Rio?

Dupla de advogados tenta responder por que parte da sociedade ainda culpa a jovem pelo crime.
Estupro,Brasil,Crime,Machismo,Violência contra mulher,Blog do Mesquita

Manifestação em São Paulo na quarta-feira contra o machismo e em protesto ao estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio. M. SCHINCARIOL AFP

“A cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil e a culpa nunca é da vítima”. A voz, saída de um megafone no entardecer na avenida Paulista na última quarta-feira, deu início a uma marcha – de mulheres em sua maioria – contra o machismo e em protesto ao estupro coletivo de uma jovem de 16 anos ocorrido no Rio de Janeiro na semana passada.

A segunda informação da frase que abriu a marcha – “a culpa nunca é da vítima” – deveria ser óbvia. Mas não é.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

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Assim que a notícia sobre o estupro da adolescente começou a ser veiculada na imprensa, a sociedade se dividiu entre os que condenaram o crime e os que culparam a garota pelo ocorrido. Mulheres, inclusive, atribuíram à vítima a responsabilidade pelo crime.

Em busca de tentar entender por que parte da sociedade ainda culpa a vítima por um crime como esse, incluindo mulheres que não se solidarizam com a dor da vítima, a advogada Verônica Magalhães de Paula e o delegado e professor da Unisal, Eduardo Cabette, publicaram o estudo “Crime de estupro: até quando julgaremos as vítimas?”. A publicação é de 2013, mas para o nosso azar, o tema é atemporal.

E com séculos de história. De acordo com o texto, “mesmo em plena aurora do século 21, as mulheres ainda são julgadas como na Idade Média, onde somente a mulher honesta e virgem poderia ser vítima de crime de estupro e desde que também ficasse comprovado que ela havia lutado e gritado por socorro, pois o silêncio da vítima significava o consentimento do ato praticado”.

Para Verônica de Paula, parte da sociedade julga a vítima por ela não se enquadrar nos padrões idealizados da mulher correta, aquela que é casada e cuida do marido e dos filhos. “Somos educadas desta forma”, diz. “A mulher tem que ser submissa, recatada, falar baixo, sair de casa apenas para ir ao trabalho, no máximo”.

O estudo compara dois casos que ocorreram em 2012. Um, aqui no Brasil, de duas adolescentes de 16 anos que foram estupradas por seis integrantes de uma banda de pagode, a extinta New Hit, na Bahia. Na época, houve protestos contra a prisão dos criminosos. As vítimas foram ameaçadas de morte e tiveram que entrar no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçados de Morte, assim como a vítima do estupro no Rio de Janeiro de duas semana atrás.

O outro caso foi o de uma mulher de 23 anos que sofreu um estupro coletivo na Índia, quando voltava para a casa, em um ônibus. Ela não resistiu aos ferimentos – foi perfurada internamente – e morreu. Milhares de pessoas em todo o mundo ficaram chocadas com o crime, e na Índia, foram às ruas por leis mais rígidas e maior proteção para as mulheres. Os criminosos quase foram linchados pela população indignada. A história é contada no documentário .

“Mesmo em plena aurora do século 21, as mulheres ainda são julgadas como na Idade Média, onde somente a mulher honesta e virgem poderia ser vítima de crime de estupro”

O que diferencia um episódio do outro? Segundo os autores do estudo, a jovem indiana era vista como uma mulher honesta. Voltava da Universidade quando foi abordada. Estava coberta dos pés à cabeça. Não pediu para ser estuprada.

Já as garotas na Bahia não deveriam estar naquele local, assistindo a um show de uma banda com letras de duplo sentido e com coreografias de conotação sexual. Com essas atitudes, elas estavam sujeitas a passar pelo que passaram. Ou pior: pediram para ser estupradas.

No ano passado, a Justiça condenou os integrantes da banda a 11 anos e oito meses de prisão, mas coube recurso e eles respondem em liberdade.

O pré-julgamento da vítima se repete agora, três anos depois, com o caso da jovem no Rio de Janeiro. Muitas pessoas usaram o argumento de que a garota era usuária de drogas, frequentava o morro e usava roupas curtas para culpá-la pelo crime do qual foi vítima.

Assim como as meninas na Bahia, ela não deveria estar em um baile funk. “Culpamos a vítima porque partimos do pressuposto de que a mulher não pode ter uma vida sexual ativa”, disse Eduardo Cabette, o co-autor do estudo.

Segundo Cabette, se a vítima em questão fosse uma garota de classe média, usando roupas compridas, o tratamento do público seria diferente. Mas, perante à lei, alerta Cabette, isso não faz – ou não deveria fazer – nenhuma diferença.

“A população pode até pensar diferente, mas juridicamente, se a mulher é uma prostituta, por exemplo, e no meio do programa ela decide não continuar a relação e o cliente a força a seguir em frente, ela pode ser vítima de estupro”.

“Culpamos a vítima porque partimos do pressuposto de que a mulher não pode ter uma vida sexual ativa”

O delegado afirma que no caso do crime no Rio de Janeiro, os suspeitos podem ser julgados por estupro de vulnerável, se for comprovado que a garota estava desacordada quando o crime ocorreu. “E esse crime tem pena mais grave que o crime de estupro comum, aliás”, diz. “Não importa se ela se drogou ou se a drogaram”.

“A culpa é da crise”

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, afirmou ao jornal O Estado de São Paulo que a crise econômica é uma das culpadas do crime de estupro coletivo ocorrido no Rio, assim como outros crimes dessa espécie. “Muita gente cai em depressão porque perdeu o emprego e começa a beber. E aí termina perdendo a cabeça e praticando esse tipo de delito. Não estou falando que é a principal causa, mas uma das causas com certeza é essa aí”, afirmou, em entrevista publicada na sexta-feira da semana passada.

A ideia de que o criminoso que pratica o estupro está fora de si, ou mesmo é um doente, é duramente condenada por feministas. No estudo de Cabette e Verônica, há uma menção à visão distorcida da condição desse homem na sociedade: “A vítima sempre será aquela mulher promíscua de moral duvidosa ou o estuprador será um homem “anormal”, com perturbações mentais e a moral distorcida, que não consegue conter seus instintos animalescos”, diz o texto.

“Esse mecanismo de proteção impede que as pessoas aceitem que não há um perfil específico de vítima e que o agressor pode ser o homem honesto, trabalhador, pai de família”, concluem os advogados.

Na mesma semana em que o secretário deu a entrevista ao Estadão, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou um levantamento apontando que apenas 30% dos casos de estupro registrados pela polícia são cometidos por pessoas desconhecidas. Ou seja, de cada dez casos de estupro que a polícia tem conhecimento, sete são cometidos por uma pessoa que tem algum vínculo com a vítima.

A maioria das vítimas tem entre 12 e 17 anos, de acordo com o Mapa da Violência. Um caso notório que ilustra esse perfil aconteceu no interior de São Paulo. O delegado de Itu Moacir Rodrigues de Mendonça estuprou sua neta em um hotel, durante uma viagem familiar, forçando-a a ato sexual, segundo relato da vítima.

A jovem, de 16 anos, só o denunciou semanas depois do ocorrido, em setembro de 2014. Atônita com a investida do avô, a jovem ficou atordoada com o ocorrido e não contou para ninguém o crime. Ela chegou a tentar o suicídio, mas foi impedida pelo padrasto. Só então revelou a verdade para a mãe, que levou o caso à Justiça.

Mendonça ficou preso por um ano e seis meses aguardando julgamento do caso, mas conseguiu liberdade no mês passado porque um juiz de Olímpia, onde ocorreu o ato sexual, entendeu que houve consenso da vítima. Não há prova segura e indene de que o acusado empregou força física suficientemente capaz de impedir a vítima de reagir. A violência material não foi asseverada, nem esclarecida.

A violência moral, igualmente, não é clarividente, penso”, escreveu o juiz Luiz de Abreu Costa, que em nenhum momento questiona o fato de um avô ter tido relações sexuais com uma neta menor de idade.

O fato ilustra como a cultura do estupro está arraigada até mesmo na leitura de representantes da Justiça. No último dia 26, o Ministério Público de Olímpia recorreu da sentença do juiz.
Marina Rossi/El Pais

Leite e sexo

Olhe essa!

Leite é melhor que sexo para uma boa noite de sono

Um copo de leite antes de dormir ajuda a pegar no sono, mas fazer sexo só beneficia os homens e prejudica as mulheres nesse sentido, segundo estudo. O orgasmo acelera o descanso no sexo masculino, enquanto o estímulo feminino possui maior duração. Já o leite ajuda o cérebro a secretar melatonina, substância fundamental para o sono.

Nas últimas décadas se aceleraram as pesquisas sobre a melatonina – hormônio produzido pela glândula pineal, responsável pelo sono -, principalmente a partir da observação científica dos ciclos de sono de alguns mamíferos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Os morcegos, que dormem de dia e vivem de noite, e a longa hibernação dos ursos foram grandes alvos de observação dos cientistas na hora de pesquisar os níveis de melatonina nos animais e como estes a dosam.

Ritmo circadiano
Pesquisadores do Brigham and Women’s Hospital de Boston (Estados Unidos) e da Monash University, da Austrália, experimentaram um tratamento com tasimelteon, substância equivalente à melatonina.

O tasimelteon demonstrou eficácia na hora de mudar o relógio interno do ser humano e assim evitar a insônia transitória produzida pelos turnos noturnos de trabalho ou o chamado “jet lag”, cansaço de viagem devido à mudança de fuso horário.

A substância ajudou a dormir melhor e a mudar os ciclos circadianos – oscilações de variáveis biológicas em intervalos regulares de tempo – dos pacientes tratados.

As desordens do ritmo circadiano são a causa mais comum da insônia e afetam milhões de pessoas, sobretudo as que trabalham de noite ou cruzam várias faixas horárias quando viajam em avião.

Tais desordens se caracterizam por alterações persistentes e recorrentes do sono, dificuldade para ficar adormecido e excessiva inércia quando se está acordado.

Leite e sexo
Mas se você prefere recorrer a substâncias naturais em vez de remédios para conseguir pegar no sono, o doutor Eduard Estivill, diretor da Unidade de Alterações do Sono do Hospital Geral da Catalunha (nordeste da Espanha), recomenda um bom copo de leite antes de ir para a cama, ao mesmo tempo em que alerta para o risco de insônia para as mulheres que optam por manter relações sexuais nessa hora em vez de um gole de leite.

Na recente apresentação de um estudo sobre os hábitos do sono no mundo todo, Estivill concluiu que o sexo é positivo para o homem antes de dormir porque, após chegar ao orgasmo, tem acelerado seu processo de descanso. Já a mulher permanece estimulada por mais tempo e chega mais tarde ao relaxamento indutor do sono.

Por outro lado, o leite é bom antes de ir para a cama porque contém um aminoácido que ajuda o cérebro a secretar a quantidade necessária de melatonina para o sono.

Segundo o citado relatório, a insônia crônica – que representa a perda de sono durante mais de três semanas – é uma das patologias que tem maior prevalência nas mulheres por causa do ciclo menstrual, da gravidez, da maternidade e da menopausa.

Tal perda pode ser causada também pela síndrome do ovário policístico (SOP), um transtorno que afeta uma em cada 15 mulheres no mundo e que é consequência de um excesso de hormônios masculinos.

Do sono leve ao profundo
À margem das patologias, quando homem e mulher conseguem pegar no sono reparador, a melhor forma de se despertar chega após terem passado da etapa do sono profundo para a do leve.

A luz ajuda nesse sentido, já que com ela a melatonina desaparece, até o ponto de “despertadores de luz” já serem fabricados.

Os beijos e as carícias também ajudam nesse processo de transição e, de acordo com o relatório apresentado por Estivill, brasileiros, argentinos e espanhóis são os que mais despertam com esses estímulos suaves, enquanto apenas dois em cada dez japoneses possuem esse hábito.

Aprender a pegar no sono depende quase mais de técnica e habilidade do que de uma decisão espontânea, sobretudo quando se chega a uma certa idade.

Por isso, o estresse e a ansiedade para dormir imediatamente favorecem a insônia. Antes de ir para a cama para dormir é preciso saber preparar o sono e se desligar mentalmente de forma paulatina de todas as preocupações que nos espreitam.

Ver TV ou tomar um banho podem ajudar. Também é recomendável aplicar cremes antes de dormir, pois seu efeito costuma ser relaxante. Espanhóis e italianos são os europeus que em maior percentagem o fazem.

Estivill dá um argumento científico para sustentar esse costume: quando deitamos na cama, o cérebro secreta o hormônio que repara os tecidos da pele.

Esse hormônio é o mesmo que favorece o crescimento nas crianças, que, quanto mais dormem, mais crescem física e mentalmente, já que nesse momento é quando são criadas as conexões neuronais que determinam o coeficiente intelectual.
do Yahoo notícias

Sexo X web – No EUA 46% das mulheres escolhem a web

sexo_web_mulheresPenso eu caros leitores, que essas mulheres estão sendo mau amadas!

E as mulheres brasileiras, o que as senhoras e senhoritas pensam?

Um estudo feito nos Estados Unidos mostra que 46% das mulheres preferem ficar duas semanas sem sexo a abrir mão de uma conexão banda larga.

O estudo foi conduzido pela Harris Interactive e ouviu homens e mulheres cm idades entre 19 e 44 anos.

Na faixa dos 34 aos 44 anos, a maioria das mulheres (54%) disse preferir abrir mão do sexo a ficar sem internet.

Já entre os homens, só 30% colocaram a internet como algo mais importante que fazer sexo. O estudo observou vários hábitos do comportamento dos entrevistados com a tecnologia. Para 65% das pessoas ouvidas, por exemplo, é impossível viver sem internet.

O estudo também perguntou aos americanos sobre ferramentas de mobilidade. Para 84% dos usuários, é muito importante ter dispositivos para acesso móvel à web, como smartphones e netbooks.


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Um dia toparemos fazer sexo com robôs?

É este o futuro da relação entre homens e robôs?

Conheça Roxxxy, o robô sexual.

Dependendo de sua visão, “ela” está ou no limiar da interface humano-robô ou é um efeito moderno das dificuldades de alguns homens de se relacionar com parceiros na vida real.

Embora ajudas sexuais não sejam novas, o que torna Roxxxy diferente é o fato de que “pegamos a inteligência artificial” e “a combinamos a uma forma humana”, diz o criador Douglar Hines.

Claro, robôs humanoides são objeto da ficção científica há décadas – desde o filme Metrópolis (1927), de Fritz Lang, ou das histórias Eu, Robô, de Isaac Asimov.

A realidade é um pouco mais estranha.

Robôs que andam têm pouco apelo comercial – eles são caros e sujeitos a quedas se postos em qualquer local que não uma superfície plana.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Um dos melhores do tipo é o robô fêmea japonês que dança e canta HRP-4C, do Instituto Nacional de Tecnologia e Ciência Industrial Avançada (INTCIA).

A principal desvantagem desse tipo de robô é que sua bateria dura pouco – apenas cerca de 20 minutos.

É o suficiente para uma performance de dança impressionante do HRP-4C, dizem seus criadores, mas pouco mais além disso.

“Uma aplicação prática para robôs humanoides bípedes é a indústria do entretenimento”, diz o INTCIA, “desde que os robôs possam se mover bem realisticamente como humanos”.

Amor pelo robô

Em 2007, o enxadrista britânico e especialista em inteligência artificial David Levy disse em seu livro “Amor e Sexo com Robôs” que passaríamos a fazer sexo com robôs em cinco anos e que seríamos capazes de amá-los em 40 anos.

Seu argumento se baseia em avanços na engenharia robótica e na programação de computadores – e nas receitas geradas anualmente pela indústria pornográfica.

Esses robôs seriam um “serviço esplêndido” para a humanidade, ele disse.

Quanto a Roxxxy, ela pesa 27 kg, mede 1,70 m e vem com uma variedade de cores de cabelo, membros que se movem e pele que parece real.

Ela é uma ideia original do engenheiro elétrico e cientista da computação Douglas Hines, o fundador da TC Systems and True Companion, que antes trabalhou no laboratório de inteligência artificial da AT&T Bell Laboratories.


A robô dançarina HRP-4C, à esquerda

Ele diz que o robô sexual surgiu da linha de robôs de especializados em saúde, projetados para cuidar de pacientes idosos ou fracos.

“Nosso conjunto de habilidades se baseia nas robóticas comercial e militar, e o que fizemos foi procurar uma oportunidade no mercado para aplicar essa tecnologia.”

“Um mercado muito óbvio é o de cuidados em saúde – mas há um menos conhecido que está ganhando mais e mais importância, que é a indústria do sexo.”

Hines diz que seu objetivo ao desenvolver o mecanismo de inteligência artificial do robô era ir além de uma ajuda sexual e prover companhia.

“A experiência com um parceiro vai além disso – e é disso que realmente fomos atrás.”

No entanto, não importa o quão bem programado seja um robô, ainda se trata de uma máquina, e o pesquisador concorda que um humanoide de metal e plástico não é capaz de substituir a coisa real – ainda.

“Estamos chegando cada vez mais perto. A diferença entre o que é robótico e mecânico e o que é humano vai diminuir, então é um momento muito excitante.”

Roxxxy custa até US$ 9 mil (R$ 21,2 mil) e tem uma versão masculina chamada Rocky. Ainda este ano a companhia planeja lançar um modelo mais avançado, que diz que será móvel e autônomo.

No cerne das nossas relações com essas máquinas está a questão do que significa ser humano e se relacionar com outros.

Embora nenhuma máquina, independentemente do quão bem projetada, possa sentir empatia – algo que nos define como humanos –, ela pode ser capaz de simulá-la bem o suficiente para que entremos no jogo e a tratemos como um ser sensível.

Mas haverá em algum momento mais do que um fetiche ou atração pela novidade na relação com esses robôs?

Numa pesquisa neste ano, uma em 11 pessoas – cerca de 9% – disse a uma pesquisa da YouGov para o site noticioso Huffington Post, dos EUA, que eles estariam preparados para fazer sexo com um robô.

Isso significa mais de 25 milhões de americanos – o que poderia se tradzir em muitas vendas de robôs.

Mas críticos alertam que não deveríamos aceitar robôs como Roxxxy com tanta rapidez.

“É hora de reconsiderar a premissa de que um robô é melhor que nada”, diz Sherry Turkle, psicóloga e professora no Massachusetts Institute of Technology.

“Porque, se você está tentando resolver o problema de cuidado e companhia com um robô, você não está tentando resolvê-lo com as pessoas com que você precisa resolver – amigos, família, comunidade.”

“Podemos pensar que só estamos fazendo robôs”, ela disse neste ano no encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência, “mas realmente estamos refazendo valores humanos e conexões.

E isso, diz ela, não é promissor “para adultos que tentam viver de forma autêntica e enfrentar problemas reais e humanos da vida”.
Tim Bowler/BBC News

Sexo, beleza e decisão

Estímulo sexual afeta poder de decisão do homem, diz estudo. Olhar para Gisele Bundchen pode acabar com a concentração.

Uma nova pesquisa sugere que olhar uma mulher bonita é mesmo o suficiente para acabar com a capacidade de um homem de tomar decisões.

De acordo com estudo realizado por pesquisadores belgas e publicado na revista especializada The Proceedings of the Royal Society B, quanto mais testosterona, mais desatento fica o homem.

Os autores do estudo realizaram uma experiência e constataram que os homens induzidos a imagens de mulheres bonitas ou vestidas apenas com lingerie tiveram um desempenho pior do que os que não tinham visto imagens com conotação sexual.

Os resultados indicam que imagens com conotação sexual distraem o raciocínio dos homens e impedem que eles se concentrem adequadamente nas suas tarefas, especialmente aqueles que já têm altos níveis de testosterona.

Experiência
Os pesquisadores da Universidade de Leuven selecionaram 176 voluntários heterossexuais, com idades entre 18 e 28 anos, e deram a eles um jogo financeiro que avalia a capacidade de decidir se uma proposta é justa ou não.

Antes disso, imagens com conotações sexuais eram mostradas para metade dos homens.
Divididos em grupos, os homens recebiam estímulos diferentes, com alguns deles vendo imagens de mulheres atraentes ou dando opiniões sobre sutiãs, enquanto outros viam fotografias de paisagens ou de mulheres idosas.

No jogo, os participantes atuavam em pares e tinham de fazer escolhas entre ofertas, aceitando-as caso as considerassem justas.
O desempenho dos homens nos testes mostrou que aqueles expostos a imagens de conotação sexual ficaram mais propensos a fazer escolhas ruins do que os que tinham visto imagens neutras.

Os níveis de testosterona também foram testados a partir de uma comparação do tamanho dos dedos anular e indicador.
Homens com o dedo anular maior do que o dedo indicador têm um alto índice de testosterona e são mais vulneráveis às imagens.

Sensibilidade
“Gostamos de pensar que somos seres racionais, mas a pesquisa sugere que pessoas com altos índices de testosterona são muito sensíveis a estímulos sexuais”, afirma Sigdried DeWitte, um dos autores do estudo.

“Sem tais estímulos, o comportamento é normal, mas, diante de imagens com conotação sexual, eles se tornam impulsivos”, acrescenta o pesquisador.

“Trata-se de uma tendência, o que significa que as pessoas não estão à mercê desses impulsos. É possível lidar com esses níveis hormonais.”

De acordo com DeWitte, testes similares estão sendo conduzidos em mulheres, mas até agora ainda não foi possível estabelecer uma relação entre estímulos visuais e o comportamento.

George Fieldman, professor de psicologia na Buckinghamshire Chilterns University College, falou ao site da BBC.
“O fato de que homens se distraem mais com estímulos sexuais do gênero se encaixa com a própria experiência da evolução”, afirma George Fieldman, professor de psicologia de uma universidade britânica.

“É o que se espera deles”, acrescenta Fieldman. “Eles procuram oportunidades de passar seus genes adiante.”
BBC

Saiba como a bicicleta revolucionou o sexo e a genética

Bicicleta alterou padrões de comportamento do século 19, afirmam especialistas britânicosBicicleta | Foto: BBC

Que invenção pode ter sido mais revolucionária para o sexo do que a pílula anticoncepcional, a camisinha ou o Viagra? Para um dos geneticistas mais renomados da Grã-Bretanha, a resposta é clara: a bicicleta.

Stephen Jones, professor do University College de Londres (UCL), uma das mais respeitadas instituições de ensino e pesquisa do país, destaca que a invenção da bicicleta foi o evento mais importante dos últimos 100 mil anos da história da evolução humana.

Para Jones, em entrevista ao programa da BBC Science Club, a bicicleta “fez com que os homens não se limitassem mais a encontrar sua companheira sexual na porta ao lado, mas, sim, transportar-se a aldeias vizinhas e manter relações sexuais com uma mulher do povoado ao lado”.

Transporte barato e eficiente

Embora a bicicleta tenha sido inventada no início do século 19, não foi até pouco mais de um século atrás que se converteu em um fenômeno de massa.

Os primeiros modelos tinham rodas pesadas e pouco confiáveis, mas dois elementos transformaram a bicicleta em um dos milagres da tecnologia moderna: a corrente e as rodas com raios.

A roda com raios feitos de cabos de metal finos e esticados permitiu acelerar o funcionamento da bicicleta.

Biciletas | Foto: BBCInvenção é a mais importante dos últimos 100 mil anos para a diversidade genética, diz cientista

Antes da criação da corrente dentada, as rodas eram acionadas por meio de pedais acoplados, o que obrigava contar com uma roda frontal de enorme tamanho, que acabava sendo incômoda e instável.

A corrente, além das marchas, permitiu que, com apenas uma volta do pedal, a roda se movesse várias vezes e assim foi como nasceram, há um século, as bicicletas “seguras para damas”.

Dessa forma, essa maravilha da engenharia se converteu em um sistema de transporte barato, eficiente, e acessível a homens e mulheres de todas as classes sociais.

Mais ‘paqueras’ e menos piano

A imprensa da época na Grã-Bretanha reportou que a invenção mudou a forma de cortejo entre os jovens do final do século 19.

Nos jornais britânicos daqueles dias, é possível encontrar notícias de que a bicicleta reduziu a frequência do comparecimento de pessoas à igreja, criou novas tendências de cortejo entre os jovens e até mesmo provocou uma diminuição no uso do piano.

Mas, além das transformações sociais, a ciência destaca que a contribuição mais importante da bicicleta se refletiu nos nossos genes.

Stephen Stearns, professor de ecologia e biologia evolutiva da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, defende que a bicicleta ampliou em 48 quilômetros a distância de ‘paquera’ dos homens ingleses no final do século 19.

Ele diz que a invenção estimulou ainda a pavimentação das ruas, o que facilitou, mais tarde, a incorporação do automóvel ao mundo do transporte.

Bicicleta | Foto: BBCBicicletas sem corrente eram mais pesadas; mecanismo facilitou a vida sobre duas rodas

Para os especialistas, deu-se assim o início a um processo de migração que dura até hoje.

Diversidade genética

Jones, do University College de Londres, ressalta que a distância entre o lugar de nascimento dos futuros cônjuges não parou de aumentar desde então.

O cientista pede aos leitores que se façam uma pergunta simples: Quão distante é a origem de seu marido/mulher em comparação com a dos seus pais?

“Se caminharmos por uma cidade como Londres hoje em dia, vemos uma variedade genética que não teríamos visto em outra época”.

A bicicleta, segundo Jones, deu início assim a um caminho rumo à diversidade genética sem precedentes, algo que tem um papel primordial no desenvolvimento do nosso sistema imunológico – o que teve repercussões futuras cruciais para a humanidade.

“A diversidade genética é a base da evolução, se não a tivéssemos, ainda seríamos muito parecidos com os primatas”, concluiu.
BBC Brasil 

Homem é oficialmente curado da AIDS

Pela primeira vez, um homem foi oficialmente declarado curado da infecção por HIV.

A cura quase o matou, mas abre uma porta – um vislumbre – de esperança para o que pode, um dia, acabar com o problema de vez.

Estranhamente, o diagnóstico que mais preocupou Timothy Ray Brown em 2007 foi leucemia mieloide aguda.

A AIDS é considerada desde 2007 como uma doença crônica tratável, mas com certeza é um problema muito difícil de se lidar.

O que levou Brown, de 42 anos, aos cuidados do hospital Charité, em Berlim, Alemanha, foi a ameaça mais imediata que seu câncer representava.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O tratamento pelo qual Brown passou foi agressivo: quimioterapia que destruiu a maior parte de suas células imunes. Irradiação total do corpo.

E depois, um transplante arriscado de células-tronco no qual cerca de um terço dos pacientes não sobrevivem – mas que parece ter curado Brown completamente da AIDS.

Os médicos foram espertos ao escolher um doador de células-tronco para Brown.

O homem cuja medula óssea eles usaram tem uma mutação genética especial, presente em um número incrivelmente pequeno de pessoas no mundo, que o torna quase que invulnerável ao HIV.

Com as defesas do organismo de Brown dizimadas pelos tratamentos, as células saudáveis e resistentes ao HIV do doador repovoaram o sistema imunológico dele.

Os primeiros sinais de que o vírus havia sido abatido foram promissores.

Mas só agora, sem tomar remédios antirretrovirais desde o transplante, e passar por testes completos que não mostraram qualquer sinal do HIV, os médicos puderam declarar oficialmenteele está curado.

O que isto significa para o futuro do tratamento da AIDS? Não é qualquer paciente com HIV que pode ou quer passar pelo sofrimento enorme necessário para a cura de Brown, nem é qualquer um que pode ou quer pagar pelo procedimento.

Mas pela primeira vez, descobrimos que a AIDS pode ser curada, não só tratada.

Isto abre novos caminhos de pesquisa – terapia genética, tratamentos com células-tronco – que poderiam ter sido desconsiderados antes. [AIDS Map]

fonte:Gizmodo Brasil