Eleições 2012: pesquisas e metodologia

Depois de tantos furos e erros sucessivos, eleição após eleição, a gente acaba chegando à conclusão de que as pesquisas eleitorais se originam de três vertentes:

1-    São compradas pelo político patrocinador interessado na pesquisa;

2-    São favoráveis à linha política do(s) pesquisador(es), que escamoteiam os dados;

3-    São resultado de metodologias suspeitas ou errôneas;

Presume-se que todas as pesquisas colham a intenção de voto diretamente com os eleitores, em entrevistas individuais. Existem, porém, métodos diferentes para escolher quem e onde entrevistar.

O mais utilizado hoje no Brasil é o chamado método de cotas, adotado por três dos principais institutos de pesquisa de opinião do país: Ibope, Vox Populi e Sensus.

No Ibope, inicialmente, são feitos dois sorteios. O primeiro seleciona os municípios que comporão a amostra. O segundo elege setores censitários (unidade usada pelo IBGE, que corresponde a bairros ou regiões de, em média, 1 100 habitantes).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Com esses dados em mãos, os entrevistadores saem pelas ruas com a obrigação de cumprir cotas proporcionais a sexo, idade e escolaridade dos eleitores.

Segundo uma diretora do Ibope, em São Paulo “o que importa não é o tamanho da amostra e sim sua representatividade: todos os grupos sociais e regiões geográficas devem aparecer em proporção próxima à da população pesquisada”. Só que as distorções nas pesquisas do Ibope falam por si; alguma coisa deve estar muito errada nesta metodologia.

Já o instituto Datafolha prefere a “pesquisa por fluxo de ponto”, em que os entrevistadores passam horas num local de grande movimento de pedestres. Esse é o método mais rápido, porque não exige visitas a endereços específicos, mas requer um número maior de entrevistas.

Aqui já dá para desconfiar: o patrocinador classe A da pesquisa, por exemplo, em São Paulo, manda os pesquisadores estacionarem na frente do Shopping Center Iguatemi e o candidato popular Classe D manda estacionar na frente da favela de Heliópolis. A metodologia estaria correta, mas os resultados…

Para montar o universo a ser pesquisado, o Datafolha utiliza informações sobre eleitores, obtidas do Tribunal Superior Eleitoral e dados sobre sexo e faixa etária com base no IBGE. O Datafolha não leva em conta, porém, dados sobre escolaridade ou renda familiar mensal.

Já o Vox Populi usa dados censitários do IBGE e realiza um roteiro aleatório para escolha dos domicílios. O Ibope, por sua vez, seleciona probabilisticamente os municípios e leva em conta variáveis como sexo, idade, grau de escolaridade e dependência econômica.

A ordem das perguntas também distingue a forma como os entrevistados são abordados. Para não influenciar as respostas, o Datafolha evita perguntas que estimulem nomes de candidatos, partidos ou avaliações de governo antes das questões sobre em quem o eleitor pretende votar.

Já outros institutos têm como método técnicas para “esquentar” o entrevistado – caso do Ibope, que faz as chamadas perguntas “quebra-gelo” para introduzir o entrevistado ao assunto (no caso, as eleições).

Há empresas que optam em perguntar sobre a situação do País antes de aplicar os questionários da pesquisa. É comum entre institutos perguntas referentes ao grau de conhecimento sobre os candidatos citados nos formulários.

Donde se depreende que o melhor mesmo para o eleitor é ignorar os números das pesquisas, juntar o máximo de informações sobre os candidatos, tentar colocar a razão acima da emoção e no dia das eleições apertar o botão do candidato que mais se aproxime do seu modo de pensar, da sua linha ética e das suas convicções políticas.

E depois ficar rezando para que a urna eletrônica não esteja viciada, como naqueles jogos eletrônicos que a polícia anda recolhendo por todo o país.

Entre pesquisas eleitorais e urnas eletrônicas, há muito mais mistérios e artimanhas do que nossa vã imaginação possa alcançar.
do blog  bahr-baridades

Eleições 2010. Ciro Gomes: Montenegro do IBOPE vende até a mãe

A metralhadora de Ciro Gomes não tem tempo nem de esfriar o cano.

Entre uma baforada e outra o cearense de Pindamonhangaba, cai atirando.

‘Montenegro, do Ibope, vende até a mãe’

* Hoje quem manda no PMDB não tem escrúpulo, nem ética. Michel Temer é o chefe dessa turma.

* PMDB é um ajuntamento de assaltantes.

* Não abandono a candidatura presidencial. Mas respeitarei a vontade do meu partido. Lamentarei se não for. Ficarei triste.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

* Daqui a 15 anos terei a idade que o Serra tem hoje. Por isso não posso dizer que não serei candidato a presidente [outra vez].

* Vou parar um pouco. Escrever, pensar, ganhar algum dinheiro[se não for candidato a presidente].

* O que afirma um partido é a disputa nacional. Se pesquisa valesse para tirar candidatos do páreo, Lula não teria sido candidato. Nem FHC.

* Montenegro, do Ibope, vende resultado de pesquisa. Ele vende até a mãe.

* Sabe quantas vezes saí na Rede Globo sendo o deputado proporcionalmente o mais votado do país? Uma vez, no Jornal Nacional.

* O Ibope e o Sensus fazem qualquer negócio. O Datafolha é o único instituto que não se aluga a partidos e empresas.

* Só quem não chora nesse país é Serra que tem olho de cobra.

* Acho que Lula está completamente errado. O Brasil tem uma diversidade de opiniões. Confinar em um bi-partidarismo? Está errado.

* Essa polarização PT e PSDB faz muito mal ao país.

* O PT fez uma campanha golpista contra FHC com aquela história de Fora, FHC.

* Aí Lula vem p/ o poder, bem avaliado, o que faz o PSDB? Uma escalada golpista com a história do mensalão.

* FHC se juntou com uma turma inescrupulosa, bandida e suja para governar. E vem Lula e se junta com essa mesma gente?

* Para governar a gente faz aliança depois, com o povo na jogada. Esse tipo de aliança [de agora] é para não apurar nada.

* Até Itamar Franco governou sem essa corja [que hoje governa]. Quando se chega ao poder então tudo que se dizia deixa de valer?

* Sabe quem foi ministro da Justiça do governo FHC? Renan Calheiros. Quem comanda o esquema de Lula no Senado? Renan.

* Vamos entregar a Dilma Rousseff um governo já refém do passado?

* Dilma é uma figura de grande valor. Decente, competente, honesta. Lula escolheu a melhor.

* Torço pelo futuro do meu país. Há 3 ou 4 meses eu era o herói do PT. Hoje sou agredido de forma rasteira, pouco educada.

* Não tenho nenhuma revelação a fazer a não ser dar testemunho de que Lula fez um governo decente, honesto e republicano.

* Vou votar onde meu partido mandar. Mas vou precisar de alguns dias para curar minhas feridas.

* O mensalão foi uma tentativa golpista. Teve 9 pedidos de impeachment contra Lula.

* Ajudei a fazer o impeachment de Collor. Mas será que foi certo? Ajudamos a plutocracia.

* Apoiará Dilma se não for candidato? “Eu seguirei o meu partido”.

Entrevista à Rede TV

Eleições 2010. Pesquisa Sensus/CNT mostra empate técnico entre Dilma Rousseff e José Serra

Pesquisa CNT/Sensus
1. Crescimento de Dilma confirma campanha, diz tucano.
2.
Empate técnico com Dilma à frente de Serra na espontânea
3.
Aprovação de Lula chega a 81,7%

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou que o crescimento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível candidata do PT à Presidência da República, na pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, confirma que a petista já está em campanha.

O levantamento mostra que Dilma encosta no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), quando o nome de Ciro Gomes (PSB) aparece na disputa.

Neste cenário, Serra recebeu 33,2% das intenções de voto, seguido por Dilma, com 27,8%, e por Ciro, com 11,9%. Marina Silva (PV) aparece em quarto lugar, com 6,8% das intenções de votos. Os indecisos, brancos e nulos somam 20,4%.

“Estamos absolutamente tranquilos. É natural que a Dilma cresça pois ela já está em campanha. Só no meu Estado (Pernambuco) ela foi três vezes este ano”, afirmou.

Questionado sobre o fato de Serra também ter exposição na mídia, já que governa o Estado mais rico do País, Guerra disse que não há como comparar. “O Serra só fica em São Paulo, ele governa São Paulo e lá, ainda por cima, está chovendo muito”, afirmou.

Para o tucano, a pesquisa revela que o nome de Serra continua “sólido”. “O nome do Serra continua firme e houve até um crescimento em relação aos números anteriores”, disse.

Empate técnico com Dilma à frente de Serra na espontânea

A ministra Dilma Rousseff aparece ligeiramente na frente do governador José Serra na modalidade espontânea da pesquisa CNT/Sensus.

A ministra conta com 9,5% das intenções de voto, contra 9,3% de Serra. A situação se configura num empate técnico entre os dois possíveis candidatos devido à margem de erro de 3 pontos percentuais da pesquisa.

Na modalidade espontânea não há uma lista de candidatos à disposição do entrevistados. O Instituto Sensus somente pergunta em quem o eleitor votaria se as eleições fossem hoje.

Na lista, Lula, mesmo não podendo concorrer ao terceiro mandato, aparece em primeiro lugar com 18,7% das intenções de voto.

Aécio Neves (PSDB) está em quarto com 2,1%, depois aparece a senadora Marina Silva (PV), com 1,6% e por fim Ciro Gomes (PSB), com 1,2% das intenções de voto.

Aprovação de Lula chega a 81,7%

A 100ª rodada de pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte ao Instituto Sensus (CNT/Sensus) revelou um leve crescimento na avaliação positiva do governo e na popularidade de Lula.

Na rodada anterior, divulgada em novembro, 78,9% dos brasileiros aprovaram o desempenho de Lula, considerando-o ótimo ou bom. Agora, a aprovação está em 81,7%.

O recorde de aprovação de Lula foi em janeiro do ano passado, quando ele alcançou 84%.

Cresceu também a avaliação positiva do governo. Em novembro, ela era de 70% (ótimo + bom). Agora é de 71,4%.

Dos entrevistados, 22% avaliaram o governo como regular. Em novembro foram 22,7%.

Outros 5,8% avaliaram o governo como negativo. Em novembro foram 6,2%.

A CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios das cinco regiões brasileiras entre os dias 25 a 29 de janeiro de 2010. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo.

ANA PAULA SCINOCCA/Estadão
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