Documento contradiz versão de Sarney

Senador alega que Rodrigo Cruz citado em discurso não é seu afilhado de casamento. Denúncia desmente

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 6, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tenta confundir com uma informação equivocada. O senador diz na nota que na quarta-feira, 5, em seu discurso no plenário, referiu-se a “Rodrigo Miguel Cruz” quando disse desconhecer “Rodrigo Cruz”.

Sarney alega que “Rodrigo Miguel Cruz” é o nome que aparece na representação protocolada pelo PSOL no Conselho de Ética no dia 30 de junho. Seria, segundo o senador, um ex-funcionário de sua filha Roseana. “É este que está relacionado na denúncia do PSOL, que se baseia em O Estado de S. Paulo”, afirma Sarney.

Não é bem assim. A representação do PSOL não cita nenhum “Rodrigo Miguel Cruz”. Refere-se, na página 4 do texto, a “Rodrigo Cruz” e cita um link do portal do Estadão com a lista de apadrinhados e parentes de Sarney envolvidos em atos secretos.

No site, ao clicar no nome de “Rodrigo Cruz”, surge a descrição de que ele é a pessoa que se casou com Mayanna Maia, filha de Agaciel Maia, no dia 10 de junho. Sarney foi padrinho do casamento. Rodrigo Cruz foi nomeado por ato secreto em 19 de janeiro de 2006.

“Rodrigo Miguel Cruz” citado por Sarney trabalhou entre 2003 e 2007 no gabinete de Roseana e do então senador e hoje ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). Ele não aparece em atos secretos, nem na representação do PSOL.

Leandro Colon – O Estado de S. Paulo

Eleições. Mais beneficiários dos ‘recursos não contabilizados’

Não tem como esconder. Era só uma questão de tempo. Embora a carga da imprensa parcial tenha sido em cima dos petralhas, mensaleiros e cuequeiros valerianos, o tempo vai levantando o tapete da cachorrada dos financiamentos via caixa 2. Em todos os partidos!

O site Às Claras, revela o tamanho do buraco imoral de suas (deles) ex-celências:
Nas eleições municipais de 2008, as empresas do grupo doaram R$ 5,96 milhões. O campeão foi o comitê financeiro do DEM de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab era o candidato. Tamanho da ‘ mão grande’: R$ 3 milhões.

Doações diretas para os candidatos: o prefeito de Curitiba, Beto Richa, do ético PSDB , pegou R$ 300 mil; pra não ficar atrás da mamata a canditada do PT Gleisi Hoffmann (PT), mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, embolsou de recursos não contabilizados R$ 500 mil; o também petista João da Costa (PE), com R$ 200 mil.

A Camargo Corrêa já havia sido a maior doadora individual da campanha à Prefeitura de São Paulo de José Serra (PSDB) em 2004, com R$ 1,016 milhão. Kassab era o vice de Serra.

Ao todo a desinteressada empreteira Camargo Corrêa doou,  R$ 4,18 milhões em 2004. Dos 10 candidatos que mais receberam, 5 eram do PT, 3, do PSDB e 1, do então PFL (hoje DEM).

Os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que, na corrida presidencial de 2006, empresas do grupo doaram R$ 3,54 milhões para o comitê de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu R$ 400 mil. Em 2006, foram mais de R$ 13 milhões doados. O senador Garibaldi Alves (PMDB) recebeu R$ 400 mil, o governador Aécio Neves (PSDB-MG) e a senadora Roseana Sarney (PMDB), R$ 300 mil, cada um. O senador Aloizio Mercadante (PT), R$ 200 mil, assim como o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).

A desinteressada empreiteira fez a doação de toda essa grana por pura filantropia. Jamais passou na cabeça de seus dirigentes nenhuma intenção de obter vantagens futuras com tais ínclitas e éticas figuras públicas.

Não escapa ninguém. Interessante que sempre se aponta o corrupto. Nunca o corruptor. Um, não existe sem o outro. Agora começam a surgir os abastecedores dos caixas 2. E nós que pensávamos que “castelos” eram coisas somente do deputado Edmar Moreira.

O editor

Camargo é a ‘doadora-mãe’ de campanhas

A empreiteira Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, foi a “doadora-mãe” da campanha de 2006, financiando candidatos de todos os partidos.

A construtora gastou perto de R$ 7,3 milhões em doações para figuras ilustres do PSDB (R$ 1,7 milhão para 25 candidatos), PFL (R$ 1,5 milhão, treze campanhas). PT e PMDB (R$ R$ 1,3 milhão cada) para 14 e 16 candidatos, respectivamente.
‘Investimentos’

A Camargo Corrêa ajudou a eleger uma bancada e tanto: 46 deputados federais, 26 estaduais e o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).

Bancada petista

Alguns petistas receberam doações da empreiteira: Arlindo Chinaglia (R$ 120 mil), Janete Pietá (R$ 250 mil) e Cândido Vacarezza (R$ 43 mil).

Ex-ministro também

O ex-ministro da Educação de FHC Paulo Renato Souza (PSDB) recebeu R$ 100 mil da Camargo Corrêa para sua última campanha.

coluna Claudio Humberto

Senado desce à sargeta. Mais ainda!

Brasil: da série “Acorda Brasil”!

Esqueletos saem do armário e sujeiras inacreditáveis emergem dos tapetes.

Tudo o que está narrado abaixo, era desconhecido de suas (deles) ex-celências. Acredite, o ínclito Senador Jarbas Vasconcelos e seus (deles) paladinos da ética, com dezenas de anos no exercício de mandatos parlamentares e militância política, não “sabiam” de nadica de nada disso e, pasmem, mostram-se televisivamente espantados com tanta corrupção.

Ah é, é?

Essa turma nos faz sentir saudades dos “descuidos” – gíria policial para caracterizar pequenos furtos de meliantes insignificantes – de Maluf, Quércia, Severino Cavalcante, anões do orçamento,…

Como costuma dizer o jornalista Neno no programa TVNeno na TV Diário:
“mar minino!”


Há no Senado 131 direitores (!?!?!).

Nesta quarta (18), depois de uma reunião com os senadores que integram a Mesa diretora do Senado, Sarney anunciará um lote de providências saneadoras.

Decidiu, por exemplo, encomendar ao TCU uma análise de todos os contratos de fornecimento de mão de obra terceirizada do Senado.

Deve encomendar à FGV (Fundação Getúlio Vargas) uma avaliação dos métodos de gestão do Senado.

Sarney se move sob o assédio de uma onda de denúncias. Começaram depois que ele virou presidente, em 2 de fevereiro. E não pararam mais. Vieram à luz, por exemplo:

1. A mansão não declarada de R$ 5 milhões do diretor-geral Agaciel Maia, já afastado;

2. A existência de 36 servidores fantasmas no setor de comunicação do Senado;

3. O uso irregular de apartamento funcional pelo filho de diretor do Senado;

4. O pagamento de R$ 6,2 milhões em horas extras em pleno recesso parlamentar;

5. A burla à proibição do nepotismo. Parentes de senadores e funcionários do Senado foram contratados por meio de empresas provedoras de mão-de-obra terceirizada.

6. A suspeita de que Roseana Sarney (PMDB-MA) usou passagens aéreas pagas pelo Sendo para trazer amigos e parentes a Brasília. Alguns deles hospedaram-se na residência oficial da presidência do Senado.

A saraivada de denúncias envenou a sessão plenária desta terça (17). Derrotado por Sarney na disputa pela presidência do Senado, Tião Viana (PT-AC) foi ao microfone.

Repeliu as insinuações, encontradiças nos corredores do Senado, de que estaria por trás das acusações que sacodem a administração do Senado.

“Meia dúzia de fofoqueiros estão fazendo insinuações com o meu nome. Não mostram a identidade, o DNA, o rosto. Plantam notinhas nos jornais…”

“…Como homem da Amazônia, aprendi a não ter medo de medo de onças. Também não temo os patifes e os canalhas”.

O líder tucano Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse que Tião não deveria se preocupar com as insinuações. “Mazelas não devem ser jogadas pra baixo do tapete…”

“…Se souber de alguma irregularidade, vou denunciar. Não estou aqui pra isso. Eu me elegi senador, quero trabalhar. Isso aqui não é um clube…”

“…Estou de saco cheio desse clima de inércia e desmoralização a que está submetido o senado nesse momento…

“Não estou aqui para decidir se a próxima festa do Havaí será de sarongue ou de sunga. Quero trabalhar. Precisamos cuidar da crise”.

Wellington Salgado (PMDB-MG), membro destado da guarda pretoriana de Renan Calheiros (PMDB_AL), saiu em defesa de Sarney.

Disse que “o presidente tem agido prontamente, tomou atitudes imediatas sempre que surgiram denúncias”.

Criticou a imprensa. Disse que os repórteres denunciam o Senado, mas se esquivam de informar sobre as mazelas do Poder Judiciário.

“Denúncias verdadeiras, tudo bem. Mas precisamos ter mecanismos para processar judicialmente aqueles que fazem denúncias mentirosas”.

Salgado não especificou quais seriam as falsidades que enxerga as manchetes que trovejam notícias azedas sobre o Sendo.

Em meio ao lufalufa, o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), que presidia a sessão, informou aos colegas acerca da decisão de Sarney.

Declarou que o presidente acabara de determinar que os diretores da Casa pedissem exoneração.

O líder ‘demo’ José Agripino Maia (DEM-RN) saudou a decisão: “A decisão chega em boa hora…”

“…O presidente Sarney vai recomeçar. Com a competência que tem, estou certo de que vai pôr ordem na Casa, para que essa onda de denuncismo não salpique as pessoas que não têm contas ajustar”.

José Alencar e Roseana Sarney. Exemplos de superação

Quando a vontade de viver supera a doença.

do blog do Moreno

O vice-presidente José Alencar é um herói. A senadora Roseana Sarney, uma heroína.

Os dois já perderam as contas de quantas cirurgias já fizeram nos últimos anos, numa luta desigual contra a doença.

José Alencar já teve alta.

Roseana Sarney prepara-se para enfrentar uma difícil cirurgia em janeiro.

Vou falar agora do presidente Lula.

Lula nunca deixou de visitar um adversário no leito de hospital. Quando Roseana era sua adversária, ele a visitou várias vezes.

Na véspera da morte de Sérgio Motta, o terror do PT, eu ouvia de Lula: ” Estou voltando para São Paulo para visitar o Serjão. Não conseguiu encontrá-lo vivo.

De tanto citar, nem vou mais falar aqui da relação de Lula com Ulysses ..

Recentemente, a nação assistiu cenas comoventes de Lula no velório de Ruth Cardoso. Cenas e gestos, como o de levar consigo a camareira do Alvorada. O país estava ali com o seu presidente, mesmo muitos desconhecendo a história de Ruth. Foi um momento de paz e de solidariedade. Até os adversários se sentiram orgulhosos do presidente.

Dias depois, e continuam até hoje, Lula e Fernando Henrique retomaram o bate-boca de sempre.

Isso é o normal e é isso que torna saudável a política.

Hoje, assistimos ao calvário de Alencar e Roseana.

Os dois já resistiram tanto que nenhum receio ou medo nos assalta: são vitoriosos. Já nos acostumamos com eles entrando e saindo de cirurgias. São dois exemplos. Acho até que vieram ao mundo para personificar a esperança.

José Alencar e Roseana Sarney são a esperança.

O segredo? Atrás desses heróis estão duas super-heroinas. Marisa, a mulher do vice, e Marly Sarney, a mãe de Roseana.

Marisa e Marly representam a fé.