Petrobras e Fernando Henrique Cardoso

FHC Blog do Mesquita PolíticosDo site da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET)

Para refrescar a memória dos entusiastas da CPI da Petrobras – eu acho necessário que a CPI seja instalada –  o presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras), Fernando Leite Siqueira, selecionou dez estragos produzidos pelo Governo FHC no Sistema Petrobrás, que seguem:

1993 – Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica. Ele teria inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do orçamento, envolvendo vários parlamentares apelidados de `anões do orçamento`, no Congresso Nacional, assunto que desviou a atenção do País, fazendo com que se esquecessem da Petrobrás. Todavia, isto causou um atraso de cerca de 6 meses na programação da empresa, que teve de mobilizar as suas melhores equipes para rever e repriorizar os projetos integrantes daquele orçamento;

1994 – ainda como ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos Combustíveis, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras derivados teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas.

Isto significou uma transferência anual, permanente, de cerca de US$ 3 bilhões do faturamento da Petrobrás, para o cartel dessas distribuidoras.

A forma de fazer isto foi através dos 2 aumentos mensais que eram concedidos aos derivados, pelo fato de a Petrobrás comprar o petróleo em dólares, no exterior, e vender no mercado em moeda nacional. Havia uma inflação alta e uma desvalorização diária da nossa moeda. Os dois aumentos repunham parte das perdas que a Petrobrás sofria devido a essa desvalorização.

Mais incrível: a Petrobrás vendia os derivados para o cartel e este, além de pagá-la só 30 a 50 dias depois, ainda aplicava esses valores e o valor dos tributos retidos para posterior repasse ao tesouro no mercado financeiro, obtendo daí vultosos ganhos financeiros em face da inflação galopante então presente. Quando o plano Real começou a ser implantado com o objetivo de acabar com a inflação, o cartel reivindicou uma parcela maior nos aumentos porque iria perder aquele duplo e absurdo lucro.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

1995 – Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de funcionários de estatais ao Congresso Nacional para prestar informações aos parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo de informações corretas. Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações da imprensa comprometida. As informações dadas aos parlamentares no governo de Itamar Franco, como dito acima, haviam impedido a revisão com um claro viés neoliberal da Constituição Federal.

Emitiu um decreto, 1403/95 que instituía um órgão de inteligência, o SIAL, Serviço de Informação e apoio Legislativo, com o objetivo de espionar os funcionários de estatais que fossem a Brasília falar com parlamentares. Se descobertos, seriam demitidos.

Assim, tendo tempo para me aposentar, solicitei a aposentadoria e fui para Brasília por conta da Associação. Tendo recursos bem menores que a Petrobrás (que, no governo Itamar Franco enviava 15 empregados semanalmente ao Congresso), eu só podia levar mais um aposentado para ajudar no contato com os parlamentares. Um dos nossos dirigentes, Argemiro Pertence, mudou-se para Brasília, às suas expensas, para ajudar nesse trabalho;

Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o `apagão` no setor elétrico brasileiro.

As empresas estrangeiras, comandadas pela Enron e Repsol, donas das reservas de gás naquele país só tinham como mercado o Brasil. Mas a construção do gasoduto era economicamente inviável. A taxa de retorno era de 10% ao ano, enquanto o custo financeiro era de 12% ao ano. Por isto pressionaram o Governo a determinar que Petrobrás assumisse a construção. A empresa foi obrigada a destinar recursos da Bacia de Campos, onde a Taxa de Retorno era de 80%, para investir nesse empreendimento.

O contrato foi ruim para o Brasil pelas seguintes razões: mudança da matriz energética para pior, mais suja, ficar dependente de insumo externo dominado por corporações internacionais, com o preço atrelado ao do petróleo e valorada em moeda forte; foi ruim para a Bolívia que só recebia 18% pela entrega de uma de suas últimas riquezas, a mais significativa. Evo Morales elevou essa participação para 80% (a média mundial de participação dos países exportadores é de 84%) e todas as empresas aceitaram de bom grado. E foi péssimo para a Petrobrás que, além de tudo, foi obrigada a assinar uma cláusula de `Take or Pay`, ou seja, comprando ou não a quantidade contratada, ela pagaria por ela. Assim, por mais de 10 anos, pagou por cerca de 10 milhões de metros cúbicos sem conseguir vender o gás no mercado nacional.

Em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia fazer. Havia sido assinado um acordo de aumento de salário de 13%, que foi cancelado sob a alegação de que o presidente da Petrobrás não o havia assinado. Mas o acordo foi assinado pelo então Ministro das Minas e Energia, Delcídio Amaral, pelo representante do presidente da Petrobrás e pelo Ministro da Fazenda, Ciro Gomes.

Além disto, o acordo foi assinado a partir de uma proposta apresentada pelo presidente da Petrobrás. Enfim, foi deflagrada a greve, após muita provocação, inclusive do Ministro do TST, Almir Pazzianoto, que disse que os petroleiros estavam sendo feitos de palhaços. FHC reprimiu a greve fortemente, com tropas do exercito nas refinarias, para acirrar os ânimos. Mas deixou as distribuidoras multinacionais de gás e combustíveis sonegarem os produtos, pondo a culpa da escassez deles nos petroleiros. No fim, elas levaram 28% de aumento, enquanto os petroleiros perderam até o aumento de 13% já pactuado e assinado.

Durante a greve, uma viatura da Rede Globo de Televisão foi apreendida nas proximidades de uma refinaria, com explosivos. Provavelmente, pretendendo uma ação sabotagem que objetivava incriminar os petroleiros. No balanço final da greve, que durou mais de 30 dias, o TST estabeleceu uma multa pesada que inviabilizou a luta dos sindicatos. Por ser o segundo maior e mais forte sindicato de trabalhadores brasileiros, esse desfecho arrasador inibiu todos os demais sindicatos do país a lutar por seus direitos. E muito menos por qualquer causa em defesa da Soberania Nacional. Era a estratégia de Fernando Henrique para obter caminho livre e sangrar gravemente o patrimônio brasileiro.

1995 – O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do monopólio Estatal do Petróleo, através de pressões, liberação de emendas dos parlamentares, barganhas e chantagens com os parlamentares (o começo do `mensalão` – compra de votos de parlamentares com dinheiro desviado do erário público). Manteve o presidente da Petrobrás, Joel Rennó que, no governo Itamar Franco, chegou a fazer carta ao Congresso Nacional defendendo a manutenção do monopólio estatal do petróleo, mas que, no governo FHC, passou a defensor empedernido da sua quebra.

AS CINCO MUDANÇAS CONSTITUCIONAIS PROMOVIDAS POR FHC:

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Lula e a lista da revista Times

Para os que torcem contra e para os que apostavam que Lula não ficaria 1 ano no poder – não esquecer o Mário Amato, a cassandra invertida, que previu a fuga em massa do empresário brasileiro caso Lula fosse eleito –  a lista da revista Times deve ser alguma manobra escusa do PT.

Para os de bom senso, mesmo que opositores do chefe dos Tupiniquins, é o reconhecimento do mérito da atuação do Presidente brasileiro.

Confira abaixo algumas opiniões a respeito.

O Editor



Da ironia à alegria – políticos reagem a título da Time dado a Lula

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Veja abaixo a reação de alguns políticos à inclusão de Lula na lista dos 25 líderes mais influentes do planeta:

“Com Lula, o Brasil ganhou importância política e econômica no exterior. Esse reconhecimento do mundo da liderança do Lula e agora pelo Time é motivo de comemoração.”Deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), líder do PT na Câmara

“Deve ser uma demonstração de simpatia pelo Brasil, pela origem do presidente, pelo seu passado tão bonito, enfim… Eu sou diplomata de carreira e não estou aqui para oba-oba, não faço parte de claque, de bateção de palma, não sou cabo eleitoral. Sei o que estou falando. Líder influente é o que mexe com o balance of power. Aproveito para dizer que a política externa está totalmente equivocada.” Senador Artur Virgílio (PSDB/AM), líder do PSDB no Senado

“Lula está sendo reconhecido porque realiza um esforço de grande relevância pela paz mundial.” Senador Eduardo Suplicy (PT/SP)

“Eu fico encantado. Estamos vivendo uma época inédita na história do Brasil. Por outro lado, Obama andou tomando atitudes duras lá. A popularidade dele vem caindo. O pessoal, para não deixar o Obama ganhar, votou no Lula.” Senador Pedro Simon (PMDB/RS)

“Para vocês é alguma surpresa?” Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores, respondendo aos jornalistas sobre a lista de Time.

“O presidente Lula é muito maior que qualquer um destes cargos.” Celso Amorim, perguntado se o título ajuda Lula a ser escolhido Secretário Geral da ONU.

“É bom para o Brasil que ele seja reconhecido desta maneira. E é algo que não temos porque não comemorar. Muito bem, presidente! Temos certeza de que o presidente Lula é alguém que tem liderança, que se impõe como líder aqui no Brasil e fora dele. Mas não temos necessariamente de concordar com muitas coisas que ele faz aqui e outras que faz lá fora. São coisas diferentes.” Senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB

blog da Chritina Lemos

Eleições 2010. Pesquisa Sensus/CNT mostra empate técnico entre Dilma Rousseff e José Serra

Pesquisa CNT/Sensus
1. Crescimento de Dilma confirma campanha, diz tucano.
2.
Empate técnico com Dilma à frente de Serra na espontânea
3.
Aprovação de Lula chega a 81,7%

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou que o crescimento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível candidata do PT à Presidência da República, na pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, confirma que a petista já está em campanha.

O levantamento mostra que Dilma encosta no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), quando o nome de Ciro Gomes (PSB) aparece na disputa.

Neste cenário, Serra recebeu 33,2% das intenções de voto, seguido por Dilma, com 27,8%, e por Ciro, com 11,9%. Marina Silva (PV) aparece em quarto lugar, com 6,8% das intenções de votos. Os indecisos, brancos e nulos somam 20,4%.

“Estamos absolutamente tranquilos. É natural que a Dilma cresça pois ela já está em campanha. Só no meu Estado (Pernambuco) ela foi três vezes este ano”, afirmou.

Questionado sobre o fato de Serra também ter exposição na mídia, já que governa o Estado mais rico do País, Guerra disse que não há como comparar. “O Serra só fica em São Paulo, ele governa São Paulo e lá, ainda por cima, está chovendo muito”, afirmou.

Para o tucano, a pesquisa revela que o nome de Serra continua “sólido”. “O nome do Serra continua firme e houve até um crescimento em relação aos números anteriores”, disse.

Empate técnico com Dilma à frente de Serra na espontânea

A ministra Dilma Rousseff aparece ligeiramente na frente do governador José Serra na modalidade espontânea da pesquisa CNT/Sensus.

A ministra conta com 9,5% das intenções de voto, contra 9,3% de Serra. A situação se configura num empate técnico entre os dois possíveis candidatos devido à margem de erro de 3 pontos percentuais da pesquisa.

Na modalidade espontânea não há uma lista de candidatos à disposição do entrevistados. O Instituto Sensus somente pergunta em quem o eleitor votaria se as eleições fossem hoje.

Na lista, Lula, mesmo não podendo concorrer ao terceiro mandato, aparece em primeiro lugar com 18,7% das intenções de voto.

Aécio Neves (PSDB) está em quarto com 2,1%, depois aparece a senadora Marina Silva (PV), com 1,6% e por fim Ciro Gomes (PSB), com 1,2% das intenções de voto.

Aprovação de Lula chega a 81,7%

A 100ª rodada de pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte ao Instituto Sensus (CNT/Sensus) revelou um leve crescimento na avaliação positiva do governo e na popularidade de Lula.

Na rodada anterior, divulgada em novembro, 78,9% dos brasileiros aprovaram o desempenho de Lula, considerando-o ótimo ou bom. Agora, a aprovação está em 81,7%.

O recorde de aprovação de Lula foi em janeiro do ano passado, quando ele alcançou 84%.

Cresceu também a avaliação positiva do governo. Em novembro, ela era de 70% (ótimo + bom). Agora é de 71,4%.

Dos entrevistados, 22% avaliaram o governo como regular. Em novembro foram 22,7%.

Outros 5,8% avaliaram o governo como negativo. Em novembro foram 6,2%.

A CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios das cinco regiões brasileiras entre os dias 25 a 29 de janeiro de 2010. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo.

ANA PAULA SCINOCCA/Estadão
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Sérgio Guerra do PSDB teve diárias da filha pagas pelo Senado

Meus caros Tupiniquins. As ex-celências não nos dão um diazinho de folga. Até que tentamos ignorar as mutretas, as mais diversas, inacreditáveis e deslavadas, praticadas nas calendas do Senado Federal.

Agora é o sempre indignado senador Sérgio Guerra, o cobrador contumaz de transparências nos atos do senado e de moralidade da oposição, quem aparece precisando se explicar ao Tribunal de Contas da União.

Argh!


TCU cobra diárias em NY da filha de Sérgio Guerra

O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu cobrar a devolução das diárias pagas indevidamente à filha do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE). Em janeiro de 2007, ela acompanhou o pai em viagem à Nova York com todas despesas pagas pelo Senado.

Em 10 de agosto deste ano, a Folha revelou que a advogada Helena Olympia de Almeida Brennand Guerra foi para os Estados Unidos em fevereiro de 2007 e gastou R$ 4.580,40 em diárias. A reportagem informou ainda que a Secretaria de Controle Interno pediu a devolução do dinheiro.

O presidente tucano contou que foi à Nova York para realizar uma série de exames médicos — ele suspeitava estar com câncer no intestino. Na oportunidade, Guerra argumentou que a filha o ajudou a conversar em inglês com os médicos.

Ontem, ao ser informado de que o TCU irá pedir a devolução do dinheiro, o presidente tucano afirmou que irá cumprir o que o tribunal determinar. “Se eles me pedirem, eu vou devolver com o maior prazer”, afirmou Guerra.

Folha de S. Paulo

Eleições 2010. PSDB muda a cantilena de críticas ao Lula

Brasil: da série “cumequié?”

Ora, ora, ora! Não é de dar nó em pingo d’água? O Lula e a petralhada devem estar rindo “à bandeiras despregadas”. Quem tem um PSDB desses como oposição pra que precisa do PT?

O Serra, que não é bobo, montado em pesquisas, trabalha para descolar sua (dele) imagem da de FHC. Tanto para a caminhada rumo ao planalto, como para permanecer no governo de São Paulo.

PSDB quer abandonar crítica a projetos de Lula

Estratégia é dar ‘visão positiva’ sobre programas sociais e esquecer discurso da “porta de saída”.

O comando nacional do PSDB está orientando o partido a dar uma “visão positiva” dos programas sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral de 2010, afirmou ontem o presidente da legenda, senador Sérgio Guerra (PE). O parlamentar disse que a legenda não permitirá “nem de longe” a disseminação da ideia de que, se vencer, acabará com esses projetos – apenas o Bolsa-Família atende mais de 11 milhões de famílias. Segundo o senador, pesquisas mostram que as maiores dificuldades da legenda ocorrem em regiões onde há concentração dessas iniciativas do governo federal.

Agora, os tucanos deverão abandonar as críticas ao programa e reconhecer que seu desenvolvimento foi correto. “A orientação do partido é dar essa visão positiva dos programas, reconhecer os programas do governo Lula, elogiar o que têm de positivo e desenvolver propostas. Nada que tenha a ver com aquela história de porta de saída. Porta de saída é tudo que a gente precisa para se dar mal. Não é nada”, disse Guerra.

Com medo de perder votos, o PSDB, assim, abandonará uma das principais críticas que fazia à área social do governo Lula – a de que seus programas tornariam os beneficiários dependentes da ajuda e sem alternativas para ter uma vida econômica sem ajuda do Estado. O senador comandou reunião da bancada federal tucana para discutir as eleições de 2010, no Hotel Sheraton Barra, da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Guerra disse que todos ou quase todos os programas sociais foram inventados pelo PSDB (que governou o País de 1995 a 2002) e desenvolvidos pelo presidente Lula, com cujo governo acabaram identificados. “Achamos que o desenvolvimento foi correto. Isso é verdade”, elogiou. “O que vamos ter é propostas para essa área social, muito precisas.” Ele afirmou que, em 2006, no segundo turno, foi organizado no Nordeste um “projeto de massificação da ideia” de que o PSDB, se vencesse, acabaria com os programas sociais.

Wilson Tosta, RIO – O Estado SP

Lula, marolinha e opinião de jornalistas

E agora José? E Suelys Caldas? E Elianes Catanhêde? E Sérgios Guerra?

A precipitação, na ânsia de bater no apedeuta, passada a marolinha, só serviu para fornecer munição ao Lula. Agora é que o nefelibata do agreste vai estourar de empáfia.

Ilustrando notícias Marolinha Estadão

Ilustrando notícias Marolinha Estadão Caderno Economia

“O quixotesco presidente Lula é outro que prefere indicar o caminho de um otimismo imaginário e enganador a aceitar a realidade. Diante da intensidade da crise nos últimos 30 dias, a tentativa de reduzi-la ao tamanho de uma marolinha mostrou-se ridícula. Lula até descreve direitinho a cadeia de acontecimentos: se o cidadão não compra, as vendas caem, as empresas reduzem a produção e o trabalhador perde o emprego. Afinal, é isso que ensinam manuais de economia e é o que está acontecendo. Só que Lula ignora um detalhe poderoso: quem desencadeia a perda de vendas, da produção e do emprego não é o cidadão, mas a pior crise econômica global dos últimos 70 anos. Não serão seus extravagantes conselhos de consumo que irão derrotá-la.” ( O Estado SP – O real e o imaginário na crise 11/01/2009)

*Suely Caldas, jornalista, é professora de Comunicação da PUC-Rio (sucaldas@terra.com.br)


“A percepção popular é a de que a população está sendo lograda. A história da marolinha pegou e as pessoas estão vendo que o Lula as estava ludibriando”, afirmou Agripino Maia. “Há uma realidade que o governo não foi capaz de enfrentar, de encarar de frente o risco de uma crise interna e externa. A opinião pública está sentindo que, na prática, a crise não está sendo verdadeiramente enfrentada”, disse Sérgio Guerra. (O Estado SP – Para oposição, crise derrubou aprovação ao governo Lula 30/03/2009)

“Os brasileiros, portanto, ainda acreditam em Papai Noel e que a crise é só uma marolinha, enquanto o tsunami devora 1,2 milhão de vagas em três meses e 533 mil num único mês nos EUA. E está vindo.

Isso demonstra má informação e confiança quase mística em Lula.”

*Eliane Catanhêde (Folha Sp – Bota tsunami nisso! 7/12/2008)


O governo perdeu a chance de preparar o Brasil para a crise. Num aspecto, estamos piores do que a própria Argentina, que não tem déficit na conta corrente do balanço de pagamentos nem déficit fiscal.

“A crise é do Bush, não é minha”.

“Aqui, se a crise chegar, vai ser uma marolinha”. O talento do presidente Lula para se esquivar de responsabilidades é conhecido. Mas o país depende agora de duas habilidades que seu governo ainda não mostrou: firmeza e competência para tomar decisões difíceis e capacidade de negociação transparente e baseada no interesse nacional.

*Sérgio Guerra, economista, é senador da República pelo PSDB-PE e presidente nacional do PSDB. (Folha SP – Uma crise (inter) nacional 14/10/2008)

Senado é um balaio de gatos. Lula amansa PT, Renan acua oposição e Sarney fica

Pelo navegar tranquilo em águas turbulentas, apesar de provocar tsunamis por onde passa, o senador José Sarney parece ter “lastro” para afundar porta-aviões. Cabe aos Tupiniquins entender, e não esquecer, que foi o DEM o principal eleitor do marimbondo de fogo à presidência do senado. Mas, a geléia é geral. Portanto não esqueçam os “nominhos e as figurinhas” exibidas e citadas abaixo, quando forem votar em 2010.

O editor

Passou a fase do heroísmo afirmativo no Senado. Vive-se agora a etapa da covardia, só exposta no recôndito dos gabinetes, com o buraco da fechadura tapado. Entre quatro paredes, ouve-se das vozes que tem peso uma opinião unânime: José Sarney fica.

Sarney Oposição Mansa

É uma unanimidade à moda de Nelson Rodrigues. Uma unanimidade que, por ululante, “está a um milímetro do erro, do equivoco, da iniquidade”. Sarney trata de virar a página: “Todo mundo deseja que o Senado volte a seus trabalhos, à convivência…”

Todos desejam que o Senado “possa realmente realizar as reformas pendentes”, dizia o morubixaba do PMDB na manhã de quinta (13). Ao final de uma semana em que tentara pôr de pé a tese da inevitabilidade do desarquivamento de uma ação contra Sarney, Aloizio Mercadante prostrou-se.

“Fiquei totalmente isolado. Estou tomando porrada sozinho. Sumiu todo mundo”, desabafou, na tarde de sexta (14), o líder do PT. Mercadante falava a um amigo, pelo telefone. Parecia rendido à evidência de que, no PT, o pior tipo de solidão é a companhia dos companheiros de bancada.

Ideli Salvatti, Delcídio Amaral e João Pedro, os petês que votam no Conselho de (a)Ética recusam-se a levar adiante os planos de Mercadante. Pior: acusam o líder de fazer jogo de cena. Sabe que Sarney safou-se. Mas faz média com o eleitorado esclarecido de São Paulo.

Mercadante Oposição Mansa“O partido tinha apoiado a minha tese. Retirou o apoio. Fiquei numa situação difícil”, Mercadante se lamuriava ao amigo. Ele antevê as manchetes do dia seguinte: “Se o Sarney caísse, a culpa seria minha. Se o Sarney fica, a culpa é do PT”.

Logo o PT, que, na refrega de fevereiro, oferecera ao plenário do Senado um nome alternativo ao de Sarney: Tião Viana. O que mais exaspera Mercadante é o timbre do noticiário: “Arrancaram a oposição do debate. Os jornais só falam do PT. Não mencionam o jogo de cena da oposição”.

O petismo tornou-se vítima de uma frase de José Agripino Maia: “Nós estamos nas mãos do PT”, repete à exaustão o líder do DEM. Logo o DEM que, com seus 14 votos, foi decisivo no placar que impôs ao Senado a terceira presidência de Sarney.

A semana de Agripino começara tensa. Recebera a visita do ex-senador Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM. A pedido de Sarney, seu velho amigo, Bornhausen encareceu a Agripino que não impusesse à bancada ‘demo’ um fechamento de questão contra Sarney.

Agripino Oposição MansaAgripino disse que não há, tecnicamente, um fechamento de questão. Mas foi claro: no Conselho de (a)Ética, entregaria a mercadoria que combinara com o PSDB. Os três votos ‘demos’ no colegiado opinariam a favor de desengavetar as ações contra Sarney. Na quarta (12), Agripino recebeu telefonema de Renan Calheiros.

O líder do PMDB, chefe da milícia congressual que quebra lanças por Sarney, pediu um encontro reservado. Agripino o recebeu à noite, em seu apartamento. Renan sondou Agripino sobre os votos do DEM. Ouviu o mesmo que Bornhausen: os ‘demos’ votarão pelo desarquivamento. Perdendo, o partido recorrerá ao plenário.

Agripino gere uma bancada cujo ânimo anti-Sarney tem a consistência de um pote de gelatina. Porém, decidido a acomodar todas as culpas no colo do PT, acautelou-se.

Heráclito Fortes, um dos ‘demos’ com assento no conselho, disse que não vota contra Sarney. Agripino encomendou a ausência de Heráclito, que assentiu. No lugar dele, vai votar Rosalba Ciarlini.

Suplente no conselho, a senadora é unha e cutícula com Agripino, que planeja fazer dela governadora do Rio Grande do Norte. Eliseu Resende, outro ‘demo’ do conselho, também balança por Sarney.

Agripino chamou-o aos brios. Lembrou-o de que assinara os recursos pró-desarquivamento. Disse a Eliseu não ficaria bem votar contra os papéis que traziam o seu jamegão. E obteve do liderado claudicante a promessa de se manter firme.

Na manhã de quinta (13), Agripino tocou o telefone para o tucano Sérgio Guerra. Contou ao parceiro de oposição o teor da conversa que tivera com Renan. Presidente do PSDB, Guerra disse os dois votos do tucanato no conselho se mantêm inalterados, pelo desarquivamento.

Tasso Jereissati Oposição MansaA oposição dos subterrâneos contrasta com a oposição dos holofotes. O fora Sarney sumiu do plenário. Ali, ainda ecoam as escusas de Tasso Jereissati.

O grão-tucano cearense escalara a tribuna na terça (11). Desculpara-se com a sociedade brasileira pelos pontapés retóricos que trocara com Renan. O “coronel de merda” assegurou que manteria o embate com a tropa do “cangaceiro de terceira categoria”. Seguiu-se, porém, um embainhar coletivo de espadas.

O dissidente peemedebista Jarbas Vasconcelos passou a semana defendendo o bloqueio das votações. Pregou no deserto. Pedro Simon, outro desgarrado do PMDB, ainda fala de renúncia. Não de Sarney, que já engoliu e digeriu. Simon ameaça agora abdicar do próprio mandato.

Renan também trocou a boca do palco pelas coxias. Amainara o discurso do tucano Arthur Virgílio, levando-o à grelha do Conselho de (a)Ética. Constrangera Tasso, Guerra e Álvaro Dias plantando denúncias no noticiário. E submergiu.

Antes de reunir-se com Agripino, fora a Lula, na terça (11). Queixara-se de Mercadante. E ouvira palavras tranqüilizadoras. O petismo, o presidente lhe assegurara, não abandonaria Sarney.

Lula repetiria o mantra ao senador que não merece ser tratado como cidadão comum. À noite, na Granja do Torto, diria a Sarney que o governo não lhe faltaria. Na conversa telefônica desta sexta (14), Mercadante acusou o golpe:

“O governo veio com a mão pesada pra cima da bancada. Os partidos da base, inclusive o PT, não sustentaram a nossa posição. O PMDB radicalizou. A oposição sumiu do cenário”.

Acordão? Sim. Um acerto tácito e silencioso, que dispensa conversas. A conveniência reuniu-se com o compadrio e concluiu que o melado do Senado já escorrera o bastante. Ou fechavam-se os dutos ou todos seriam engolfados. Mercadante recordou uma interrogação que ouvira de Sarney: “Por que só eu?”

Em privado, Agripino Maia pronunciou, na noite de sexta, uma frase que ainda não ousa ditar aos gravadores e às câmeras de TV: “O Sarney fica. Mas será um presidente em farrapos. Renovação do Senado, só na eleição de 2010”. As manchetes, Mercadante lamenta, estão contratadas: “A culpa é do PT”.

blog Josias de Souza
Fotos: ABr, Folha e Ag.Senado

Senado banca viagem de filha de tucano a NY

Advogada Helena Guerra acompanhou o pai, presidente do PSDB, em 2007; diárias foram bancadas com dinheiro público

Sérgio Guerra diz ter sido acompanhado em exames médicos nos EUA e que, caso cobrado, devolveria diárias, que totalizaram R$ 4.580

A filha do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), viajou para Nova York com as despesas pagas pelo Senado. A advogada Helena Olympia de Almeida Brennand Guerra foi para os Estados Unidos em fevereiro de 2007 e gastou R$ 4.580,40 em diárias pagas com dinheiro público.

A Folha teve acesso a um relatório da Secretaria de Controle Interno do Senado que pediu a devolução dos recursos. O documento foi entregue em fevereiro de 2008 e consta no relatório da Tomada de Contas do Senado já entregue ao TCU (Tribunal de Contas da União).

O relatório do controle interno do Senado é embasado, sobretudo, na lei 8.112/1990. “O pagamento é devido exclusivamente a servidor público designado para missão oficial ou para colaborador eventual no exercício de missão oficial”, diz o documento.

“Portanto, o pagamento de diárias a Helena Olympia de Almeida Brennand, que não é servidora do Senado nem colaboradora eventual, infringiu as referidas normas”, dizem os técnicos do Controle Interno.

Segundo o relatório, o senador viajou para Nova York em 5 de fevereiro de 2007 para realizar uma série de exames. Helena foi um dia depois. Ambos voltaram no dia 11.

A viagem foi autorizada pelo então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que administrou a Casa entre fevereiro de 2005 e dezembro de 2007. Os dados constam no processo 011800-70.

Folha de S. Paulo – Adriano Ceolin

Eleições 2010; começou a temporada dos comedores de buchada de bode

Preparem-se nordestinos! Teremos eleições no ano que vem. Os comedores de buchada, panelada, sarrabulho e outras comidinhas ‘leves’, típicas da culinária regional, irão invadir feiras e ‘butecos’ da região.

Com a proximidade das eleições, suas (deles) ex-celências, os candidatos, quais criaturas drosófilas famintas por votos, se revelarão ‘gourmets’ de carteirinha na degustação das sertanejas iguarias.

Outra criatura que voeja no período eleitoral é o candidato beijoqueiro de criancinhas.

Olhem essa manchete da Folha de São Paulo:
“Em Pernambuco, Serra se diz amigo de infância de nordestinos.”

Quá, quá, quá, quá, quá!!!

PS 1. Recomenda-se às farmácias da região o reforço nos estoques de Elixir Paregórico, chá do olho da goiabeira e chá de Boldo.

PS 2. Em breve assistiremos “a cunpaeira” Dilma Roussef calçada em chinelos de rabicho, dançando xaxado nos terreiros ao som de triângulo e zabumba. Quem viver verá.

Governador de SP, cotado para disputar a Presidência, negou que esteja em campanha

Para presidente do PSDB, Sérgio Guerra, Serra fez uma visita cultural, e Dilma “faz campanha explícita, com pretexto de inaugurar obra”

Em visita ao Nordeste, região de pior desempenho eleitoral do PSDB no país, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ontem que é amigo dos nordestinos desde pequeno, quando ainda estudava no jardim da infância.

“Eu morei na Mooca [zona leste de São Paulo], região onde eles [os nordestinos] chegavam, e na escola, no jardim infantil, eram meus colegas”, disse em Exu, a 620 km de Recife.

“Me sinto próximo deles pelo fato de viver na cidade e na região com o maior número de nordestinos fora do Nordeste”, declarou Serra. “Muitos dos meus eleitores são de famílias que vieram daqui”, disse.

Serra afirmou ainda que, em todos os cargos que ocupou, sempre trabalhou “muito” pela região. Como prova dessa proximidade, citou a homenagem que realizou a Luiz Gonzaga, no mês passado, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo.

“Eu condecorei a família dele e acabei até arriscando a cantar junto com o Dominguinhos”, disse. “Mas não vou fazer isso de novo porque se não vão achar que eu sou tão bom governador quanto cantor, e aí é perigoso”, completou.

Cotado para ser o candidato do PSDB à Presidência, Serra negou, entretanto, que estivesse em campanha. E se esquivou de responder qual seria a diferença entre uma visita sua ao Nordeste e uma da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível candidata do PT à sucessão presidencial.

“Não tenho a menor ideia, mas isso aqui não é uma visita política”, disse o governador.

De Fábo Guibu – Folha de S. Paulo

Arthur Virgílio e a ética em 4 vezes sem juros

Com a matéria abaixo reproduzida, os Tupiniquins percebemos que realmente “não tem virgem na zona”, como pregava Nelson Rodrigues. Às suas (deles) ex-celências falta o mínimo de discernimento sobre o que é lícito e o que não é lícito além da mais comezinha noção sobre o que é ético.

Quando um país tem um parlamento no qual Renan Calheiros e Wellington Salgado representam contra alguém no Conselho de Ética, decididamente algo está fora de ordem.

O editor

Por Claudio Dantas Sequeira – Isto É

Como o caçador que um dia vira caça, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), um dos parlamentares que mais pressionam pela saída de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado, pode acabar ao lado do coronel maranhense no banco dos réus do Conselho de Ética, também sob a acusação de quebra de decoro parlamentar. Na quarta-feira 29, depois de consultas à liderança da sigla na Câmara, o senador e líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), resolveu representar contra o tucano:

Senador Arthur Virgílio

“O PMDB já decidiu e o levará ao Conselho de Ética. É uma questão de reciprocidade”, disse o peemedebista. Virgílio será a primeira vítima do PMDB, mas provavelmente não será a única. “A lista é grande”, segundo o senador Wellington Salgado (PMDB-MG). No alvo estão os tucanos Tasso Jereissati (CE) e Mário Couto (PA), que usaram dinheiro de sua cota de passagens aéreas para fretar jatinhos. “Isso é coisa de máfia, é a Camorra”, ataca Virgílio.

O tucano, que protocolou com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) mais dois pedidos de investigação contra Sarney, pode ter o mandato cassado por quebra de decoro pelo fato de ter empregado funcionário fantasma no gabinete e contraído empréstimo de US$ 10 mil do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, durante viagem de lazer a Paris em 2005. O fato foi revelado por ISTOÉ. Em discurso na tribuna, o tucano disse que foram R$ 10 mil, mas confessou os crimes passíveis de punição pelo Código de Ética. “Não ganhei nada com isso. Foi uma imbecilidade”, afirmou Virgílio.

Para tentar expurgar seus pecados, o senador começou a devolver aos cofres públicos os R$ 210.696,58 pagos indevidamente ao ex-servidor Carlos Alberto Nina Neto, que é filho de seu amigo e subchefe de gabinete, Carlos Homero Nina, e passou dois anos no Exterior à custa do erário. “Já paguei R$ 60.696,58 e acertei pagar outras três parcelas de R$ 50 mil. Tive que vender um terreno da família e usar o dinheiro da poupança.”

A dívida, porém, será paga em quatro vezes sem juros, pois o cálculo da Câmara inclui os salários e as despesas com Imposto de Renda e Previdência, sem correção. O pagamento pode ter vindo tarde. “Ele cometeu irregularidades e as confirmou em plenário. As provas contra ele são inequívocas”, disse Renan a interlocutores. Quanto ao empréstimo de Agaciel, Virgílio diz que foi pago na época, mas o ex-diretor nega.

A decisão de fazer a representação contra Virgílio foi tomada na segunda-feira 27, depois de uma conversa de Calheiros com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE). No encontro, Guerra alegou não haver mais ambiente para recuar sobre Sarney. No dia seguinte, a bancada tucana entrou com três representações contra o presidente do Senado, pedindo que sejam apuradas as suspeitas de desvios na Fundação Sarney, o envolvimento de um de seus netos nas operações de crédito consignado na Casa e a nomeação de parentes por ato secreto. Foi então que o PMDB resolveu devolver na mesma moeda. Os peemedebistas dizem que a guerra está apenas começando.

blog imirante do Décio Sá