Conselho de ética – Garantia contra a decrepitude

O estado decrépito, físico e moral, do suplente do suplente de senador Paulo Vassalo, ops!, Paulo Duque, deixa insegura a tropa de choque do Sarney no conselho de ética.

Para evitar surpresas, surpresas?, o também suplente de senador Gim Argello — esse, líder do PTB, é réu em vários processos ‘estacionados’ nas diversas instâncias da justiça — , foi eleito vice-presidente do conselho de ética.

Ele, Gim Argello, vejam só, fica na reserva para a eventualidade de qualquer percalço do presidente do conselho, Paulo Vassalo, ops!, Duque (PMDB-RJ). A corja não dorme. Tem sempre um cangaceiro manobrando pra livrar a cara bigoduda do marimbondo de fogo.

PS 1. Não é erro de digitação não. O nome conselho de ética é com letra minúscula mesmo, proporcional à insignificância que adquiriu.

PS 2. Não esquecer que essa corja está toda a serviço do apedeuta de Garanhuns.

PS 3. Por que a oposição, mesmo sendo minoria, foi capaz de derrubar a CPF e agora não se une pra limpar o esgoto?

Senadores: suplentes reinam sem votos

Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

Pois é Tupiniquins. A coisa tá feia.
Sarney usando Sêneca – esse, deve estar revirando-se no túmulo – pra se defender do indefensável, e uma cambada de suplentes, e de suplentes de suplentes de senadores, chegam ao senado sem um mísero voto, comandando a nau dos insensatos.

O Editor

Pau prá toda obra

O senador João Pedro (PT-AM), suplente do ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, preside a CPI da Petrobrás.

O senador Paulo Duque (PMDB-RJ), suplente do suplente do governador Sérgio Cabral, preside o Conselho de Ética do Senado.

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG), suplente do ministro Hélio Costa, é um dos mais proeminentes membros da tropa de choque do senador Renan Calheiros.

O senador Gim Argello (PTB-DF), suplente do ex-senador Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato para não ser cassado por corrupção, é homem forte da tropa de choque de Renan Calheiros e o mais próximo e poderoso conselheiro da ministra Dilma Rousseff.

É fascinante a meteórica ascensão de Gim Argello. De início vinculado a Roriz como acusado de grossa corrupção, não foi submetido ao Conselho de Ética porque os senadores entendem que atos anteriores ao mandato não são analisados pelo Conselho de Ética.

Salvo por esta interpretação, Gim Argelo galgou rapidamente os degraus até a tropa de choque de Renan Calheiros, subiu a rampa do Palácio do Planalto e hoje é vice-líder do governo e conselheiro de Dilma Rousseff.

Os senadores citados acima são os mais notórios entre os 17 suplentes de senador atualmente exercendo o mandato. Por morte, renúncia ou licença do titular.

Todos aqueles que se preocupam com a vitalidade das instituições democráticas, com a boa prática política, em suma, com a moral e os bons costumes, sabem muito bem que a figura do suplente de senador é uma excrescência.

Políticos sem um único voto assumem cadeira no Senado da República e decidem sobre nossas vidas.

Disputam parcelas do Orçamento, votam nomeações de indicados do presidente da República para cargos na administração, aprovam tratados internacionais.

Tudo isto regado a fartas doses de privilégio, altos salários, cotas de gasolina, apartamento funcional ou auxílio-moradia, plano de saúde vitalício, centenas de funcionários, gabinete privativo e convívio com figurões do governo, da alta finança e do empresariado.

Ah, e também o direito de empregar toda a parentela, amante e filho de amante, assessor de coisa nenhuma.

Que vida boa! E tudo isso sem ter que fazer o esforço de captar um mísero voto.

Por essas e outras é que quem tem por ofício analisar a política nacional e o comportamento dos políticos não tem a menor ilusão.

O suplente de senador não vai desaparecer.

Não tendo que se submeter ao escrutínio do eleitorado, o suplente pode dar as costas à opinião pública. Por isso, é usado pelos cardeais do Senado para fazer todo tipo de trabalho.

Desde o mais impopular até o mais antiético.

Serve para presidir Conselho de Ética e arquivar processos contra senadores poderosos.

Serve para assar pizza em CPI.

Serve para participar de tenebrosas transações onde se negocia tudo e todos.

Em suma, o suplente de senador é utilíssimo!

Sua sobrevivência está garantida no Brasil.

blog da Lúcia Hippolito

PMDB vai meter a mão na verba de duas Argentinas

Brasil: da série “Acorda Brasil”!

Veja só, meu desavisado e caro, bote caro nisso, leitor. Você aí, ainda encantado com o gol que o Robinho enfiou na “azzura”, com o frangaço, ops, fracasso, do Filipão no Chelsea, nem desconfia quem, como e onde, mete a mãozona, a boca e tudo mais que servir, no seu, no meu, no nosso sofrido dinheirinho.

Com essa turma — quem sabe não acabem enquadrados no crime de formação de quadrilha?que está citada na reportagem aí abaixo, só gritando “Valha-me Deus”!

PMDB vai administrar mais de duas Argentinas
Orçamento nas mãos dos peemedebistas corresponde a mais do que o dobro do dinheiro público gasto pela Argentina em 2008

O dinheiro público administrado pelo PMDB em 2009 ultrapassa em mais de duas vezes o orçamento federal da Argentina. Sem contar as prefeituras, o partido controla cerca de R$ 258,9 bilhões, divididos em seis ministérios, sete governos estaduais, a Câmara e o Senado.

Com muito dinheiro na mão, os peemedebistas se fortalecem para a disputa de 2010. As eleições de José Sarney e Michel Temer para o comando do Legislativo têm o objetivo de assegurar também o domínio político.

A Argentina tem um orçamento federal correspondente a R$ 106 bilhões. O caixa bilionário administrado pelo PMDB equivale a 16,1% de todo o dinheiro previsto para ser gasto este ano pelo governo federal, R$ 1,6 trilhão, sem contar o corte de R$ 37 bilhões anunciado pelo Ministério do Planejamento.

Apesar do tesouro nas mãos, o partido quer mais. A voracidade do PMDB por cargos e verbas aparece nos sinais emitidos por senadores e deputados ligados aos grupos de Sarney, no Senado, e Temer, na Câmara. As duas alas travam, também, uma disputa interna por postos já ocupados por peemedebistas.

Na Infraero, por exemplo, o PMDB concorre com o PTB, partido do senador Gim Argello (DF), um dos articuladores da vitória de Sarney. Os petebistas estão de olho na diretoria comercial da estatal, mas os peemedebistas querem a presidência e demais diretorias da empresa, subordinada ao Ministério da Defesa, pasta sob o comando de Nelson Jobim, do PMDB.

Internamente, o nome mais cotado para o lugar do brigadeiro Cleonilson Nicácio é Rogério Abdala, atualmente na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), também na cota do PMDB. O nome de Abdala já teria aval duplo de Sarney de Temer, além da aprovação de Jobim.

Câmara

Com a vitória de Temer, o grupo comandado pelo deputado Eduardo Cunha (RJ) ganhou força nas disputas para ocupar as presidências das comissões temáticas mais importantes da Câmara. Pela composição do bloco que elegeu Temer, o PMDB tem na sua mão as primeiras doze escolhas das vinte comissões permanentes.

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Senadores. Nosso dinheiro pelo ralo

Brasil: da série “O tamanho do Buraco”!

Uma das grandes vantagens da internet, é que quase nada pode ser mantido em segredo. Independente da vocação para as sombras, da gang que assalta os cofres públicos, o desmantelos que suas (deles) ex-celências, os senadores, produzem com o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho, acaba vindo à luz.

Essa turma mete a mão no bolso dos Tupiniquins sem o menor constrangimento. Todos posam de vestais.

Argh!

Tampando o narizOs senadores que mais usaram a verba indenizatória

O Senado guarda a sete chaves uma enxurrada de notas fiscais que somam R$ 10,4 milhões. Esse valor, correspondente a 146 mil cestas básicas em Brasília, foi gasto pelos senadores em 2008 com a obscura verba indenizatória, usada para as despesas extras do mandato.

Levantamento feito pelo Correio permite saber pela primeira vez quanto a Casa gasta por ano com esse dinheiro. Desse total, R$ 4,8 milhões serviram para locomoção e hospedagem, R$ 2 milhões com consultorias e o mesmo valor para aluguel de escritório político.

Os senadores ainda despejaram R$ 715 mil do dinheiro público para comprar materiais de trabalho e R$ 817 mil na divulgação da atividade parlamentar.

Até janeiro passado, a prestação de contas dessa ajuda extra era um mistério. Pressionados, os parlamentares toparam divulgar parte dela desde fevereiro. Mas com um detalhe: publica-se quanto é gasto em cada área, mas mantêm-se em segredo onde e por que esse dinheiro foi usado.

O campeão geral neste período, somando todos os itens, é João Ribeiro (PR-TO), com R$ 173 mil, seguido de perto pelo líder do DEM, José Agripino (RN), R$ 169 mil, e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), com R$ 167 mil. O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), lidera no quesito hotel e combustível. Ele usou todo o dinheiro para esse tipo de despesa. No total, foram R$ 155 mil. Logo atrás, vem Expedito Júnior (PR-RO), que gastou R$ 133 mil na mesma área.

Dois senadores pelo Distrito Federal aparecem entre os cinco que mais usaram a verba com empresas de consultoria: Adelmir Santana (DEM), em primeiro lugar com R$ 135 mil, e Gim Argello (PTB), em quarto com despesas desse tipo em R$ 110 mil. Entre os dois estão João Claudino (PTB-PI) e Roseana Sarney (PMDB-MA).

As notas fiscais desta prestação de contas continuam sendo uma verdadeira caixa-preta sob a responsabilidade da Secretaria de Fiscalização e Controle. Até outubro, o órgão era comandado por Aloysio Brito Vieira, afastado do cargo depois de ser alvo de ação criminal por fraudes em licitações no Senado e réu por improbidade administrativa.

O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa a verba indenizatória apenas por amostragem por causa da enorme quantidade de dados para fiscalizar. Ou seja, não há qualquer garantia de que todas as informações prestadas pelos senadores sejam regulares.

Assim como na Câmara dos Deputados, cada senador tem uma verba indenizatória disponível de R$ 15 mil mensais, podendo usar valor inferior ou superior a isso, desde que haja saldo positivo do mês ou compense no seguinte.

Além dessa ajuda extra, o parlamentar já recebe um salário de R$ 16,5 mil e outras regalias, como auxílio-moradia de R$ 3 mil e passagens aéreas.

do Correio Braziliense – De Leandro Colon

Collor na mira. PTB manobra para barrar parecer contra Collor

Elle, novamente!

Uma manobra do PTB, encabeçada pelo 3º vice-presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF), tenta impedir a aprovação do parecer que rejeita as contas de 1991 do ex-presidente Fernando Collor, hoje senador pelo PTB de Alagoas.

Segundo o deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS), se funcionar, a artimanha poderá se multiplicar nos Estados e municípios para livrar gestores que desviarem recursos públicos. Se for barrada e o parecer aprovado, como defende Nogueira, Collor se tornará inelegível por cinco anos, a contar do fim do atual mandato.

O deputado acredita que o roteiro “cuidadosamente traçado” está à espreita de um “descuido” da comissão para ser aprovado.

“Estão mudando as regras do jogo”, diz Nogueira, membro da comissão.

do Estado de São Paulo
por Rosa Costa